Resultados da pesquisa

Hospital Regional de Santa Maria

Thumbnail

Treinamento no Hospital de Santa Maria aprimora comunicação com pacientes e familiares

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Em um hospital, nem toda situação de tensão começa com um conflito. Dor, medo, ansiedade, espera e falta de informação podem deixar pacientes e familiares mais sensíveis e transformar uma conversa cotidiana em um momento difícil. Para os profissionais que estão na linha de frente do cuidado, saber ouvir, compreender a situação e se expressar com clareza também faz parte da assistência. Foi com esse olhar que o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), promoveu, na terça-feira (6/10), o treinamento "Comunicação Efetiva e Não Violenta" para colaboradores do Núcleo de Mobilidade (Numob). Realizada pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep), da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), a capacitação foi conduzida pela psicóloga Leidiane Brandão e abordou situações vivenciadas pelos profissionais no contato diário com pacientes, acompanhantes e equipes.  A psicóloga Leidiane Brandão e participantes da capacitação: treinamento baseado em percepções de pacientes e familiares sobre os serviços prestados no HRSM | Fotos: Divulgação/IgesDF “Pacientes e familiares muitas vezes chegam fragilizados, com dor, estresse e diferentes questões emocionais. Se respondemos de forma igualmente reativa, podemos aumentar essa tensão" Leidiane Brandão, psicóloga  Clareza, objetividade, transparência, empatia, sensibilidade, respeito à diversidade e escuta ativa estiveram entre os elementos apresentados para tornar o diálogo mais efetivo e humanizado. “Pacientes e familiares muitas vezes chegam fragilizados, com dor, estresse e diferentes questões emocionais. Se respondemos de forma igualmente reativa, podemos aumentar essa tensão. A proposta é oferecer estratégias para compreender melhor essas situações e melhorar a comunicação”, explica Leidiane. O treinamento surgiu a partir de uma demanda inicialmente identificada pelo Núcleo de Experiência do Paciente do IgesDF, com base em percepções de pacientes e familiares sobre a relação com os serviços. A partir disso, a capacitação passou a ser realizada em diferentes unidades do Instituto e pode ser solicitada por qualquer setor interessado no tema. O que existe por trás de uma reação? Um dos principais conceitos apresentados foi a Comunicação Não Violenta (CNV), baseada em escuta, respeito e conexão. A metodologia propõe quatro etapas: observação, sentimentos, necessidades e pedido. A orientação é observar o que aconteceu sem partir imediatamente para julgamentos. Depois, reconhecer os sentimentos envolvidos, identificar a necessidade por trás da reação e construir um pedido ou uma resposta clara e possível. “Nem sempre a reação do paciente ou do acompanhante tem relação direta com aquele profissional ou com o atendimento daquele momento. Muitas vezes, a pessoa já chega carregando experiências, expectativas e preocupações. Entender isso nos ajuda a não responder automaticamente ao conflito, mas a buscar uma comunicação mais assertiva”, destaca Leidiane. Um dos exemplos discutidos durante o treinamento foi o de um acompanhante irritado pela falta de informações. Em vez de responder apenas à irritação, o profissional pode reconhecer a preocupação, compreender a necessidade de saber o que acontecerá e explicar aquilo que estiver ao seu alcance ou buscar a equipe responsável.  A proposta é olhar para além da reação imediata. Uma reclamação ou um comportamento difícil pode estar relacionado a uma necessidade ainda não atendida, como segurança, informação, atenção, alívio ou acolhimento.  Outro ponto abordado por Leidiane no treinamento foi a capacidade de o profissional lidar com situações difíceis, como reconhecer sentimentos, necessidades e limites antes de reagir automaticamente Precisamos reconhecer até onde conseguimos ir e entender que não podemos resolver tudo. Muitas vezes, o próprio profissional assume mais responsabilidades do que consegue suportar. Saber dizer ‘não’ de forma respeitosa também faz parte de uma comunicação saudável”, ressalta Leidiane. A capacitação abordou ainda a forma como o próprio colaborador lida com situações difíceis. A autoempatia foi apresentada como a capacidade de reconhecer sentimentos, necessidades e limites antes de reagir automaticamente. Outro ponto trabalhado foi a comunicação passiva, que pode aparecer na dificuldade de dizer “não”, na tentativa constante de evitar conflitos ou na aceitação de mais responsabilidades do que se consegue cumprir. Essas situações podem gerar frustração e sobrecarga. “Estabelecer limites também é importante. Precisamos reconhecer até onde conseguimos ir e entender que não podemos resolver tudo. Muitas vezes, o próprio profissional assume mais responsabilidades do que consegue suportar. Saber dizer ‘não’ de forma respeitosa também faz parte de uma comunicação saudável”, ressalta Leidiane.  “É muito importante para o nosso aprendizado e para o dia a dia. É um conhecimento que levamos não apenas para o trabalho, mas também para a vida pessoal” Danilo Rocha, maqueiro do Hospital Regional de Santa Maria Segundo a psicóloga, as estratégias apresentadas não se restringem ao ambiente profissional. A maneira como cada pessoa observa uma situação, interpreta a reação do outro e expressa suas próprias necessidades interfere nas relações familiares e sociais. Aprendizado aplicado à rotina Os profissionais do Numob são responsáveis pelo transporte interno de pacientes e mantêm contato com diferentes pessoas e setores ao longo do dia. Nesse cenário, adequar a linguagem, exercitar a escuta e saber conduzir uma conversa em momentos de tensão são habilidades importantes na relação com pacientes, familiares e demais equipes. Segundo a chefe do Numob, Márcia Lemos, a capacitação cria um espaço para que os colaboradores compartilhem experiências, sejam ouvidos e desenvolvam habilidades que nem sempre conseguem trabalhar durante a rotina intensa do setor. “Além de se capacitar e aprimorar suas habilidades, o colaborador se torna multiplicador desse conhecimento e compartilha o que aprendeu com quem não pôde participar. O treinamento também é um espaço de escuta e compreensão, que nos ajuda a acolher situações que, diante das circunstâncias do dia a dia, nem sempre conseguimos perceber ou compreender sozinhos”, destaca. As equipes foram divididas em quatro turmas, distribuídas entre a terça-feira (6) e esta quarta-feira (7), para contemplar profissionais de diferentes turnos. A expectativa é que os aprendizados sejam incorporados gradualmente à rotina e compartilhados entre os próprios colegas. Para o maqueiro Danilo Rocha, o conteúdo pode ser aplicado tanto no trabalho quanto fora dele. “É muito importante para o nosso aprendizado e para o dia a dia. Ajuda a adaptar a nossa fala e a forma de nos comunicarmos em diferentes situações. É um conhecimento que levamos não apenas para o trabalho, mas também para a vida pessoal”, afirma. Mais do que apresentar frases prontas para situações de conflito, o treinamento propôs uma mudança na maneira de enxergar as relações: observar antes de julgar, compreender o que pode existir por trás de uma reação e responder com clareza, respeito e empatia. “No ambiente hospitalar, onde profissionais encontram diariamente pessoas em diferentes momentos de vulnerabilidade, essa mudança pode começar em algo aparentemente simples: ouvir antes de responder”, conclui Márcia. *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Thumbnail

Depressão nem sempre se manifesta como tristeza

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Tristeza, frustração e luto fazem parte da experiência humana e podem surgir diante de perdas, conflitos e mudanças importantes. O alerta aparece quando o sofrimento persiste e começa a comprometer a rotina, os relacionamentos e outras áreas da vida. Durante o Setembro Amarelo, campanha dedicada à conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio, a psicóloga Larissa Lopes, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), chamou a atenção para a importância de compreender a depressão para além dos estereótipos e reconhecer quando é necessário buscar ajuda profissional. Larissa Lopes, psicóloga do HRSM: “É preciso avaliar todo o contexto do paciente, seu histórico de saúde mental, possíveis comorbidades e outros fatores que possam estar relacionados ao quadro” | Fotos: Divulgação/IgesDF “A tristeza faz parte da experiência humana e é esperada em determinados momentos da vida; já a depressão é uma condição clínica caracterizada por sintomas persistentes que causam sofrimento significativo e prejuízos importantes no funcionamento social, profissional e em outras áreas da vida”, explicou. Diferentes formas de manifestação Embora muitas pessoas associem a depressão ao choro constante ou à tristeza profunda, o quadro pode se manifestar de diferentes maneiras. O transtorno depressivo maior, forma mais conhecida da doença, costuma envolver humor deprimido, perda de interesse por atividades que antes geravam prazer, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, fadiga intensa e sentimento de culpa e inutilidade, além de pensamentos relacionados à morte. Para que haja suspeita diagnóstica, esse conjunto de manifestações precisa estar presente por pelo menos duas semanas na maior parte dos dias. O diagnóstico, porém, não depende apenas do tempo ou da quantidade de sinais observados. “É preciso avaliar todo o contexto do paciente, seu histórico de saúde mental, possíveis comorbidades e outros fatores que possam estar relacionados ao quadro”, pontuou Larissa. “Não existe uma fórmula pronta.”  Transtorno depressivo persistente Além do transtorno depressivo maior, existem outras formas de manifestação do adoecimento psíquico. Uma delas é o transtorno depressivo persistente, conhecido antigamente como distimia. Nesses casos, o humor deprimido permanece por longos períodos, geralmente por dois anos ou mais, acompanhado de sintomas como baixa autoestima, desesperança e falta de energia. A depressão perinatal, por sua vez, pode surgir durante a gestação ou após o parto. Frequentemente confundida com alterações hormonais ou com o chamado baby blues, essa condição ainda é subnotificada. “Muitas vezes, os sintomas são atribuídos apenas aos hormônios ou às mudanças naturais desse período”, observou a psicóloga. “Isso faz com que muitas mulheres deixem de receber o cuidado necessário.” Além de afetar a saúde da mãe, o quadro pode interferir nos cuidados com o bebê, no vínculo familiar e no desenvolvimento da criança. Outro padrão de manifestação é o sazonal, marcado pelo surgimento de episódios depressivos em determinadas épocas do ano. Embora não seja considerado um transtorno independente, essa característica pode estar associada a fatores ambientais, como a menor exposição à luz solar em algumas regiões do planeta. “Emocionalmente, são episódios depressivos que se apresentam geralmente em uma determinada época do ano”, detalhou Larissa. “Em muitos lugares, há períodos com menor incidência de luz solar, o que costuma ter uma relação direta com a ocorrência desse quadro naquela população e região.” Quando o diagnóstico traz respostas Sintomas como cansaço, falta de energia e alterações de humor podem estar presentes em diferentes condições, o que torna a avaliação profissional importante para identificar o que está por trás do sofrimento. Ana Carolina Berbet percebeu mudanças em seu comportamento, procurou ajuda especializada e foi diagnosticada com burnout: “Quando comecei a sentir um cansaço constante, falta de energia e uma tristeza que parecia não passar, imaginei que estivesse enfrentando um quadro de depressão”  A executiva de seguros Ana Carolina Berbet percebeu isso na própria experiência. Acostumada a uma rotina intensa em cargos de liderança, conciliando responsabilidades profissionais, familiares e domésticas, ela começou a notar mudanças no próprio comportamento. “Eu sempre fui muito ativa e acostumada a lidar com grandes responsabilidades”, relatou. “Quando comecei a sentir um cansaço constante, falta de energia e uma tristeza que parecia não passar, imaginei que estivesse enfrentando um quadro de depressão.” Diante do que estava sentindo, Ana Carolina procurou ajuda especializada. Após avaliação multiprofissional, descobriu que enfrentava um quadro de burnout, síndrome associada ao esgotamento físico e emocional provocado pelo estresse crônico relacionado ao trabalho. Psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico, bem como uso de medicamentos, se preciso, fazem parte das abordagens  “Receber o diagnóstico correto foi fundamental”, avaliou. “Entendi que precisava desacelerar, cuidar da minha saúde e buscar equilíbrio.” A experiência reforça a importância de identificar corretamente o que está provocando os sintomas. No caso da depressão, Larissa enfatizou que há tratamento e que o cuidado deve considerar as particularidades de cada pessoa. As abordagens podem incluir psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e, quando necessário, uso de medicamentos. O objetivo é reduzir os sintomas e recuperar autonomia, funcionalidade e qualidade de vida. “Por trás de cada diagnóstico existe uma pessoa com história, vivências, preferências e sofrimentos próprios, e o tratamento precisa considerar tudo isso”, detalhou a psicóloga. “A depressão não deve ser encarada como uma sentença. Muitas pessoas conseguem alcançar remissão dos sintomas, retomar suas atividades e viver com qualidade. O mais importante é procurar ajuda e aderir ao tratamento adequado.” *Com informações do IgesDF  

Ler mais...

Thumbnail

Farmácia impulsiona inovação e amplia a segurança do paciente

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Para além da dispensação de medicamentos, a farmácia hospitalar exerce um papel estratégico na assistência à saúde. É nela que logística, tecnologia e cuidado se unem para garantir que medicamentos e insumos cheguem ao paciente com qualidade, no momento certo e de forma segura. Celebrado em 5 de agosto, o Dia da Farmácia evidencia a importância desse trabalho, desenvolvido diariamente nos hospitais de Base do Distrito Federal (HBDF), Regional de Santa Maria (HRSM) e Cidade do Sol (HSol), bem como nas unidades de pronto atendimento (UPAs) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Do recebimento pela unidade hospitalar à entrega ao paciente, todos os insumos são acompanhados por meio de um sistema de monitoramento | Foto: Divulgação/IgesDF Nos últimos anos, o instituto modernizou a gestão de insumos ao ampliar a rastreabilidade de medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais (OPME) e incorporar novas tecnologias aos processos logísticos. Hoje, cada item é acompanhado desde o recebimento até a entrega ao paciente por meio de dispositivos coletores móveis de dados (palms), que ampliam o controle e a confiabilidade das informações. A transformação continua com projetos como o dispensário eletrônico, em fase de testes operacionais; o robô de entrega de medicamentos, que apresentou resultados positivos durante avaliação realizada sem custos para a instituição; e os carros automatizados,  cujo projeto-piloto será iniciado em breve. A expectativa é tornar os processos mais eficientes, reduzir falhas, ampliar a rastreabilidade em tempo real e otimizar o abastecimento das unidades. “Transformamos a logística de insumos em uma engrenagem de segurança e cuidado”, afirma a gerente-geral de Logística de Insumos do IgesDF, a farmacêutica Jéssica Nobre. “Cada medicamento que chega ao paciente carrega hoje rastreabilidade, tecnologia e responsabilidade.” Gestão integrada à assistência Outro avanço foi a incorporação da farmácia clínica à Gerência de Insumos Farmacêuticos e OPME (Geifo), aproximando a gestão logística do acompanhamento clínico dos pacientes. O modelo permite acompanhar toda a trajetória do tratamento, desde o planejamento da aquisição até a dispensação, além de fortalecer a farmacoeconomia e o uso racional dos recursos públicos. “Quando unimos logística, tecnologia e atuação clínica, garantimos um cuidado muito mais seguro e eficiente”, enfatiza Nayara Alves, responsável pela Geifo. “Cada etapa passa a ser acompanhada de forma integrada, contribuindo para escolhas terapêuticas mais assertivas e para a melhor utilização dos recursos  do instituto.” “O farmacêutico atua para garantir o uso seguro e eficaz dos medicamentos, prevenindo erros e contribuindo para melhores resultados no tratamento” Thales Teódulo, farmacêutico do HRSM  Na farmácia ambulatorial do Hospital de Base, a farmacêutica Shirley Vanessa lembra que o contato direto com pacientes e equipes reforça a importância da atuação: “Em um hospital de alta complexidade como o HBDF, onde são realizados tratamentos complexos e atendidos pacientes com diferentes perfis clínicos, a atuação da farmácia torna-se ainda mais relevante. Integrada à equipe multiprofissional, ela oferece suporte técnico às equipes assistenciais e contribui para que o paciente receba um atendimento seguro, humanizado e de qualidade”. No Hospital Regional de Santa Maria, o farmacêutico Thales Teódulo ressalta que o trabalho integrado reduz riscos e fortalece a assistência. “O farmacêutico atua para garantir o uso seguro e eficaz dos medicamentos, prevenindo erros e contribuindo para melhores resultados no tratamento”, aponta. “No HRSM, a farmácia é uma parceira essencial da equipe multiprofissional, sempre com o paciente no centro do cuidado”.  Tecnologia  Nas UPAs, a modernização dos processos também amplia a eficiência da assistência. O chefe do Núcleo de Insumos Farmacêuticos das UPAs, Misael Silva, destaca que as novas ferramentas permitem direcionar mais tempo às atividades voltadas ao cuidado. “Mesmo atuando nos bastidores e, muitas vezes, sem ser percebida pelos pacientes, a farmácia hospitalar é responsável por promover o uso racional de medicamentos e garantir uma gestão eficiente dos estoques, assegurando que não faltem medicamentos e insumos para a assistência”, resume. “Seu trabalho é fundamental para oferecer um cuidado seguro, contínuo e de qualidade.” Na UPA Vicente Pires, a farmacêutica Alessandra Ludwig pontua: “Em uma unidade de pronto atendimento, o farmacêutico é um profissional essencial para a segurança e a qualidade da assistência. Sua atuação vai muito além da dispensação de medicamentos: participa da seleção de insumos, da gestão de estoques, do armazenamento seguro, da farmacovigilância e da orientação da equipe multiprofissional, promovendo o uso racional de medicamentos e contribuindo para que cada paciente receba o tratamento certo, na dose certa e na hora certa”.   *Com informações do IgesDF  

Ler mais...

Thumbnail

Dia do Pediatra: profissionais que cuidam da infância e ajudam a transformar o futuro

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Neste 27 de julho, Dia do Pediatra, histórias de dedicação, acolhimento e cuidado ganham ainda mais significado nos corredores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Esses especialistas acompanham o crescimento e o desenvolvimento infantil, orientam famílias e contribuem para a construção de uma vida mais saudável desde os primeiros dias de vida. Cleiziane Souza levou a filha Laisa, de 5 anos, para tratar uma infecção urinária: “Ter um pediatra ao nosso lado, nos orientando e transmitindo tranquilidade, foi fundamental para mim” | Fotos: Divulgação/IgesDF Para muitas mães, a presença do pediatra representa segurança nos momentos de incerteza. É o caso de Vanessa de Castro, mãe da pequena Sophia, de 3 anos. Moradoras de Santa Maria, elas frequentam a unidade regularmente e, coincidentemente, receberam alta hospitalar justamente no Dia do Pediatra. Sophia passou por um transplante cardíaco quando tinha 1 ano e 6 meses de idade e, por fazer uso de medicamentos imunossupressores, precisa de acompanhamento constante. Sempre que percebe algum sinal de alerta, como febre ou alterações respiratórias, Vanessa procura atendimento no HRSM. “Como os profissionais já conhecem todo o histórico dela, o atendimento é muito cuidadoso”, relata.  A pediatra Luísa Montanaro, do HRSM, aponta esse vínculo construído ao longo do tempo como uma das características mais marcantes da especialidade. “Para mim, cuidar de uma criança é cuidar de um futuro inteiro, de um mundo de possibilidades; a confiança que os pais depositam em nós é um grande privilégio”, enfatiza. Quem também reconhece a importância desse cuidado é Cleiziane Sousa, mãe de Laisa Dias, de 5 anos, internada para tratar uma infecção urinária. Moradora de Valparaíso de Goiás (GO), ela conta que esta é a primeira vez que busca atendimento no hospital. “Fomos muito bem-acolhidas, e todos estão sendo muito atenciosos”, afirma. “Explicam tudo direitinho e cuidam muito bem da minha filha”. “Não cuidamos apenas de crianças. Cuidamos de sonhos, de famílias e, principalmente, do futuro”, afirma a pediatra Luísa Montanaro, do HRSM A experiência vivida na unidade também a faz recordar um momento marcante da pandemia. Quando Laisa tinha apenas seis meses de idade, contraiu covid-19 em meio às incertezas daquele período. “Eu tinha muito medo de perdê-la”, lembra. “Ter um pediatra ao nosso lado, nos orientando e transmitindo tranquilidade, foi fundamental para mim”. Cuidado em cada fase da infância Luísa Montanaro reforça que a atuação do pediatra vai muito além do diagnóstico e do tratamento de doenças. As consultas de rotina permitem acompanhar o desenvolvimento infantil, orientar os responsáveis e identificar precocemente situações que possam comprometer a saúde. “Estamos presentes em cada etapa da infância, orientando sobre amamentação, alimentação, vacinação, sono, comportamento, saúde mental e prevenção de doenças”, detalha a médica. “Também acolhemos dúvidas e receios das famílias, construindo uma relação de confiança que favorece a identificação precoce de qualquer alteração.” A especialista ressalta que manter as consultas periódicas é essencial, mesmo quando a criança aparenta estar saudável: “Essas visitas permitem acompanhar o crescimento, manter a vacinação em dia e identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas. Também são momentos importantes para orientar sobre hábitos saudáveis, prevenção de acidentes e os desafios próprios de cada fase da infância e da adolescência. Não cuidamos apenas de crianças. Cuidamos de sonhos, de famílias e, principalmente, do futuro”.   *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador