Resultados da pesquisa

Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF)

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Estudo no DF sobre tratamento de pé torto congênito em adultos alcança a comunidade científica internacional

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Calçar um tênis ou sentir a planta dos pés na areia da praia são experiências comuns para muitas pessoas. Para Daiana Nascimento, de 33 anos, esses momentos ganharam um significado especial depois de passar boa parte da vida convivendo com o pé torto congênito. A mudança começou no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), onde uma alternativa de tratamento para adultos se transformou em pesquisa científica e chegou à comunidade médica internacional. A experiência é um exemplo da produção científica desenvolvida nas unidades do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Entre 2025 e 2026, o Conselho Científico da instituição aprovou 169 projetos de pesquisa. Desse total, 57 têm o próprio Instituto como proponente e 49 contam com pesquisadores que integram seu quadro de colaboradores. No mesmo período, foram registrados aproximadamente 100 artigos científicos vinculados a pesquisadores do IgesDF. Os números ganham destaque durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em outubro, e mostram como questões identificadas na rotina hospitalar podem dar origem a estudos que contribuem para o avanço da assistência à saúde. Esse trabalho conta com o apoio da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), por meio da Gerência de Pesquisa (Gerpe), que auxilia na estruturação, no acompanhamento e na coordenação dos projetos. A área promove ainda a articulação com instituições brasileiras e internacionais, favorecendo a participação em estudos multicêntricos e iniciativas de cooperação científica. Para a gerente de Pesquisa da Diep, Ana Carolina Lagôa, a produção de conhecimento é parte importante do desenvolvimento dos serviços de saúde. “A pesquisa científica constitui uma importante frente de atuação do IgesDF, contribuindo para a produção de conhecimento, o aprimoramento das práticas em saúde e o fortalecimento da instituição como espaço de inovação e desenvolvimento científico”, afirma. Uma pergunta que abriu caminho para a pesquisa Foi a partir de uma experiência na Ortopedia do Hospital de Base que o médico ortopedista Davi Haje começou a investigar uma possibilidade de tratamento para adultos com pé torto congênito, condição caracterizada por alterações na posição e no formato dos pés desde o nascimento. Após observar bons resultados do método Ponseti em crianças e adolescentes, o especialista passou a considerar sua aplicação em pessoas que chegaram à vida adulta sem receber o tratamento adequado. A técnica utiliza manipulações e imobilizações progressivas para corrigir a posição dos pés. “Por que não em adultos?”, recorda o ortopedista. A experiência é um exemplo da produção científica desenvolvida nas unidades do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Entre 2025 e 2026, o Conselho Científico da instituição aprovou 169 projetos de pesquisa | Foto: Divulgação/IgesDF Até então, pacientes adultos nessa condição poderiam necessitar de procedimentos cirúrgicos mais extensos ou do uso de fixadores externos. A proposta de Davi era investigar uma alternativa menos invasiva, adaptando princípios de um método já consolidado no tratamento infantil. A oportunidade surgiu em 2018, quando Daiana, então com 26 anos, saiu do interior da Bahia em busca de atendimento no Hospital de Base. Desde a infância, ela convivia com dores e dificuldades para usar calçados fechados. Embora estudasse, trabalhasse e realizasse suas atividades cotidianas, enfrentava limitações e o desconforto provocado pelos olhares e comentários de outras pessoas. Davi explicou que aquele seria seu primeiro caso adulto tratado com a técnica e que, se a tentativa não apresentasse os resultados esperados, poderia ser necessária uma cirurgia de maior porte. Mesmo diante da incerteza, Daiana decidiu iniciar o tratamento. “Mesmo com medo do novo, eu fui para uma consulta de avaliação e, na primeira, já colocamos o gesso nos pés. Ele me passou muita confiança, mesmo eu sendo o primeiro caso adulto dele”, conta. As mudanças observadas nas primeiras etapas incentivaram a equipe a continuar a aplicação do método e a estudar os resultados. Desde então, a experiência acumulada chegou a 41 pacientes adultos com pé torto congênito sem tratamento prévio, correspondentes a 67 pés tratados. Os primeiros resultados foram apresentados em relatos de caso e trabalhos publicados a partir de 2020. Mais recentemente, uma pesquisa reuniu os primeiros 21 pacientes, correspondentes a 33 pés, acompanhados por mais de um ano. O estudo descreve os resultados obtidos, as etapas da técnica e os critérios utilizados para avaliar a evolução dos participantes. “Ela mostra uma situação nova para a medicina, tanto na forma de avaliar e estudar os casos quanto em termos de novos resultados, e abre um novo horizonte para esses pacientes na área médica”, explica Davi. O trabalho já foi apresentado a especialistas no Brasil e no exterior, incluindo profissionais e residentes nos Estados Unidos, além de encontros e congressos de ortopedia. A experiência pode ser especialmente relevante em regiões onde crianças com pé torto congênito não tiveram acesso ao tratamento na idade adequada. Apoio para o conhecimento chegar mais longe Transformar uma experiência assistencial em publicação científica exige acompanhar pacientes, organizar informações, analisar resultados e submeter o estudo à avaliação de outros pesquisadores. Segundo Davi, parte desse trabalho é realizada pelos profissionais fora da rotina de atendimento. “Preparar uma publicação dessa exige muito esforço pessoal dos pesquisadores. A pesquisa a gente faz no horário vago, à noite e no fim de semana”, conta. Outro desafio são as taxas cobradas por alguns periódicos científicos para publicar artigos aprovados após avaliação. No caso do estudo desenvolvido no Hospital de Base, o apoio institucional contribuiu para viabilizar essa etapa. O IgesDF mantém, por meio da Gerpe, um programa de fomento à publicação científica que pode oferecer apoio financeiro aos pesquisadores. A iniciativa busca reduzir barreiras à divulgação dos estudos e ampliar o alcance do conhecimento produzido nas unidades. O IgesDF mantém, por meio da Gerpe, um programa de fomento à publicação científica que pode oferecer apoio financeiro aos pesquisadores. A iniciativa busca reduzir barreiras à divulgação dos estudos e ampliar o alcance do conhecimento produzido nas unidades. A continuidade das pesquisas depende ainda do acompanhamento dos pacientes ao longo dos anos. Davi ressalta que, embora os resultados observados sejam promissores, avaliações após cinco, dez ou até 20 anos serão importantes para compreender os efeitos do tratamento em longo prazo. Quando a ciência chega à vida cotidiana Hoje, Daiana trabalha como secretária em uma clínica odontológica e é mãe de um menino de 5 anos. Antes do tratamento, situações simples exigiam adaptações. Em dias de chuva, parte dos pés ficava para fora das sandálias. As dores, em algumas ocasiões, eram tão intensas que ela precisava faltar ao trabalho. Depois da experiência no Hospital de Base, passou a vivenciar momentos que antes pareciam distantes de sua realidade. “A emoção de poder colocar tênis pela primeira vez foi surreal. Sentir a planta do meu pé no chão foi inexplicável. Sentir meu pé na areia do mar pela primeira vez da forma correta foi maravilhoso”, relata. Para Davi, os resultados observados e o interesse despertado pelo estudo reforçam a importância de continuar investigando possibilidades de tratamento. “Quando você realiza uma pesquisa que tem um retorno tão bom da comunidade científica e da sociedade, isso motiva a gente a continuar trabalhando, pesquisando e contribuindo para o desenvolvimento da medicina e da saúde da população”, afirma. Para Daiana, o resultado desse percurso científico pode ser percebido nas atividades mais simples do dia a dia. Depois de passar anos sem conseguir usar calçados fechados, hoje ela pode escolher o próprio tênis. “O tratamento mudou tudo na minha vida. A qualidade de vida é outra. Hoje levo uma vida normal”, resume.   *Com informações do IgesDF

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Dia Mundial da Voz: Hran e Hospital de Base ofertam triagem fonoaudiológica

Em comemoração ao Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e o Hospital de Base de Brasília (HBDF) ofertarão, na próxima semana, uma triagem fonoaudiológica. A ação é voltada a quem apresenta algum distúrbio na voz, como rouquidão persistente, cansaço ao falar e falhas constantes na voz. Durante o atendimento, será aplicado um protocolo de rastreio desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), capaz de identificar sinais de desconforto ao falar e possíveis quadros de rouquidão. Os participantes passarão por triagem com avaliação vocal, que analisa aspectos como rouquidão e tensão vocal, além do preenchimento de questionários específicos. Caso seja identificada alguma alteração vocal, o paciente será encaminhado para a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, onde seguirá o fluxo de atendimento na rede pública. O percurso inclui avaliação na Atenção Primária, consulta com médico otorrinolaringologista, exame de videolaringoscopia e, se necessário, início de fonoterapia. A ação contará com a participação de fonoaudiólogos da Secretaria de Saúde (SES-DF) e de estudantes de fonoaudiologia do Distrito Federal. Rouquidão, cansaço ao falar e falhas na voz são sinais de alerta para saúde vocal | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Campanha A campanha deste ano da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia tem como tema Sua voz, sua História. O objetivo é chamar atenção para as mudanças da voz, ao longo dos anos, e quais sintomas indicam alerta. Com o envelhecimento, a voz também muda, e alguns aspectos dessa mudança chamam a atenção para a saúde vocal. Idosos podem apresentar ao longo dos anos a voz mais fraca e trêmula. Além disso, o uso inadequado da voz, uso de medicações, refluxo gastroesofágico, tabagismo e pouco consumo de água interferem na saúde da voz. A campanha chama atenção para uma doença chamada presbifonia, que é o envelhecimento da voz. Com cuidados com a saúde e acompanhamento de profissionais de fonoaudiologia, a voz na terceira idade pode ser preservada. O fonoaudiólogo é o responsável pela saúde vocal, com foco na prevenção de doenças. Serviço Local: Hospital Regional da Asa Norte Datas: dias 23 e 24 deste mês Horário: 8h às 12h e das 14h às 17h Local: Hospital de Base de Brasília Data: dia 23 deste mês Horário: 8h às 12h e das 14h às 17h. Público: aberto ao público em geral, especialmente a pessoas com queixas vocais.   *Com informações da SES-DF

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Dia Mundial da Doença de Chagas reforça importância do diagnóstico precoce

Uma doença silenciosa, que pode levar a complicações graves no coração e só ser descoberta anos depois, ainda desafia o diagnóstico precoce no Brasil. Neste 14 de abril, o Dia Mundial da Doença de Chagas reforça o alerta para prevenção, acompanhamento e acesso ao tratamento. A data faz referência ao momento em que o médico Carlos Chagas identificou, em 1909, o parasita causador da enfermidade. Transmitida principalmente pelo inseto barbeiro, a infecção também pode ocorrer por transfusão de sangue, ingestão de alimentos contaminados ou de mãe para filho durante a gestação. A fase crônica é a que mais preocupa os especialistas, especialmente pelos impactos no coração. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), cerca de 90% dos pacientes que recebem implante de marcapasso apresentam complicações cardíacas associadas à doença. Segundo o chefe do ambulatório de marcapasso da unidade, o cirurgião cardíaco José Joaquim Vieira Júnior, o principal desafio é justamente o caráter silencioso do problema. “A fase crônica pode ser assintomática. O paciente pode conviver com a doença por anos sem saber e desenvolver insuficiência cardíaca, arritmias e aumento do coração”, explica. No HBDF, são realizados cerca de 600 implantes de marcapasso por ano | Foto: Divulgação/IgesDF Ele destaca que, muitas vezes, o tratamento começa antes mesmo da confirmação definitiva. “Tratamos os sinais que podem levar à morte, independentemente do diagnóstico. Em muitos casos, o paciente só descobre anos depois que é chagásico, mas já estava sendo acompanhado e tratado”, afirma. No HBDF, são realizados cerca de 600 implantes de marcapasso por ano. Em 2023, foram 637 procedimentos; em 2024, 650; e, em 2025, 655 cirurgias. Os números mostram o impacto da doença na saúde cardiovascular. No organismo, o parasita pode afetar o coração e comprometer seu funcionamento ao longo do tempo. Isso pode provocar alterações no ritmo cardíaco, insuficiência do órgão e aumentar o risco de complicações graves, como o acidente vascular cerebral (AVC). Doença silenciosa e de evolução progressiva A doença de Chagas pode se manifestar em duas fases. Na fase inicial, os sintomas costumam ser leves ou inexistentes, como febre e cansaço, o que dificulta o diagnóstico precoce. Já na fase mais avançada, além do coração, o sistema digestivo também pode ser afetado. Alterações no esôfago e no intestino podem causar dificuldade para engolir e problemas intestinais que impactam diretamente a qualidade de vida. “O diagnóstico varia conforme a fase da doença. Na fase aguda, é mais fácil identificar pela maior presença de parasitas no sangue. Já na fase crônica, são utilizados exames específicos, além de avaliações do coração e do sistema digestivo”, detalha o especialista. O tratamento na fase inicial é feito com medicamentos que combatem o parasita, com maior chance de cura quando iniciado cedo. Já nos casos mais avançados, o foco é controlar as complicações, especialmente cardíacas, com uso de medicamentos, procedimentos e dispositivos como marcapassos. Convivendo com a doença e como se prevenir Sinais como falta de ar, cansaço excessivo, palpitações e inchaço nas pernas devem servir de alerta Para quem convive com a doença de Chagas, o acompanhamento contínuo é essencial para evitar agravamentos. A recomendação é manter consultas regulares e realizar exames periódicos, como eletrocardiograma e ecocardiograma. O uso correto das medicações também é fundamental, assim como a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividade física orientada e controle de doenças como hipertensão e diabetes. Sinais como falta de ar, cansaço excessivo, palpitações e inchaço nas pernas devem servir de alerta. Ao perceber qualquer alteração, é importante procurar atendimento médico o quanto antes. A prevenção também passa por cuidados no dia a dia, especialmente em locais com condições sanitárias mais vulneráveis. Manter a casa limpa, evitar acúmulo de materiais e ficar atento à presença do inseto transmissor ajudam a reduzir o risco de infecção. Onde buscar atendimento Em caso de suspeita da doença ou de sintomas, o primeiro passo é procurar uma unidade básica de saúde (UBS). Após a avaliação inicial, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado pela rede pública. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), embora o acesso ainda seja um desafio em algumas regiões. *Com informações do IgesDF

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Coral leva música, esperança e conforto a pacientes do Hospital de Base

Os corredores da enfermaria de oncologia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), foram preenchidos por música e emoção nesta quinta-feira (4). A convite da primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, o Coral Arautos do Evangelho realizou uma apresentação para proporcionar acolhimento, esperança e momentos de leveza a pacientes, familiares e profissionais de saúde. A cantata marcou o início da campanha Nosso Natal 2025, idealizada pela primeira-dama e coordenada pela chefia-executiva de Políticas Sociais. “Durante a cantata, você se desconecta do mundo e apenas sente o momento. Estou muito feliz de trazer o grupo para os corredores do hospital”, afirma Mayara. Uma cantata de Natal percorreu os corredores do HBDF nesta quinta (4); a apresentação marcou o início da campanha Nosso Natal 2025, idealizada pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha | Foto: Bruno Henrique/IgesDF Para a gerente-geral de Assistência do HBDF, Fernanda Hak, a iniciativa oferece conforto e cuidado integral. “Nós entendemos que o cuidado com o paciente engloba o físico, a mente e o espiritual. Quando damos esse apoio completo, conseguimos contribuir até para a recuperação”, destaca. Hélcia Chaia, integrante do coral, explica que a missão do grupo é levar alegria e consolo a quem enfrenta momentos difíceis. “Estar aqui se alinha ao nosso desejo de transmitir esperança e confiança àqueles que estão sofrendo”, completa. [LEIA_TAMBEM]O coral percorreu os corredores do 10º andar espalhando beleza e música. Entre os pacientes que acompanharam o momento estava Arnaldo Duarte Saião, 67 anos — ele fez diversos registros com o celular enquanto seguia o grupo. Diagnosticado com um tumor na amígdala, Arnaldo está internado há cerca de um mês. As dificuldades para falar não o impediram de expressar sua emoção ao ouvir o coral. Missionário, ele elogiou a iniciativa e disse que “até os anjos no céu estão felizes”. A chefe do Serviço de Assistência, Kelly Marques, reforça que ações de humanização são fundamentais no cuidado ao paciente. “Precisamos olhar para o todo, não apenas para a doença, mas também para o aspecto social. Momentos de lazer que promovem descontração em meio ao tratamento geram muita alegria”, finaliza. Durante a ação, os pacientes também receberam kits de higiene pessoal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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