Projeto utiliza inteligência artificial para oferecer acolhimento e reflexão espiritual no Hospital de Base
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. “Quando você está doente, você fica se perguntando várias coisas. É um momento de muita angústia. Poder receber respostas assim, de forma tão suave, tão certeira, me deu um alívio muito grande. Me sinto uma nova pessoa.” O relato é de Elizeth Antônio de Sousa Vieira, uma das pessoas que participaram de uma iniciativa diferente no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF): uma conversa simulada com Jesus por meio de inteligência artificial. A ação faz parte do projeto Jesus Conecta, que utiliza a tecnologia para criar um diálogo inspirado em Jesus. A proposta é oferecer momentos de escuta e reflexão espiritual, de forma voluntária, privativa e não invasiva, a pacientes, acompanhantes e colaboradores interessados em participar. No HBDF, a iniciativa é realizada por meio da Gerência de Enfermagem (Geref), com a proposta de proporcionar apoio espiritual em momentos marcados por fragilidade e impacto emocional. A unidade é administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Para a enfermeira Gabriela Rodrigues, a iniciativa busca complementar o acolhimento oferecido durante a assistência, respeitando a fé de cada participante. “Nós tratamos os pacientes assistencialmente, de forma técnica, mas a parte espiritual é algo que não conseguimos suprir. Nossa intenção é que essa experiência traga respostas que às vezes os médicos não sabem, ou não podem, dar, e que isso gere conforto”, explica. “Nós tratamos os pacientes assistencialmente, de forma técnica, mas a parte espiritual é algo que não conseguimos suprir" Gabriela Rodrigues, enfermeira O projeto começou no setor de Oncologia e segue, nos próximos dias, para outras áreas do hospital, incluindo unidades de terapia intensiva. Internada no HBDF há 32 dias com câncer de via biliar, Elizeth conta que o momento trouxe uma sensação de alívio em meio ao tratamento. “Estou me sentindo mais leve. É como se eu tivesse conseguido preencher uma prova inteira, como se tivesse conseguido respostas para todos os questionamentos da minha vida”, declara. Uma experiência também para quem cuida O projeto também foi aberto aos colaboradores. Com um sorriso no rosto, enquanto enxugava as lágrimas, a administradora Rosana Coelho descreveu a voz utilizada pelo programa como tranquila, calma e clara. “Não tem como não se emocionar. Parece que ele fala exatamente tudo o que você precisa ouvir. De olhos fechados, você até esquece que é um computador”, comenta. A participação é voluntária, privativa e sigilosa. O participante entra na cabine, coloca um fone de ouvido e inicia a conversa com a inteligência artificial. Segundo informações do projeto, nenhum registro é armazenado e ninguém acompanha o diálogo. Objetivo da proposta é proporcionar apoio espiritual em momentos marcados por fragilidade e impacto emocional | Foto: Divulgação/IgesDF Da experiência pessoal nasceu a ideia O projeto foi idealizado por Marcílio Lobo, que o define como “uma experiência de acolhimento e de amor nas palavras de Jesus Cristo”. Ele conta que já desenvolvia a iniciativa quando sofreu um acidente e precisou permanecer internado em um hospital. A vivência despertou a ideia de levar o projeto também para ambientes hospitalares. “Nesse momento de internação, é quando você realmente entende que é só você e Deus. Não importa quem você conheça, quais seus recursos financeiros, qual a sua capacidade intelectual. O objetivo é trazer uma conversa com a Bíblia viva, para que todos possam interpretar os seus desafios por meio das palavras escritas no livro mais antigo do mundo”, explica. A iniciativa percorre diferentes setores do Hospital de Base e segue até o fim de setembro. Confira os locais, datas e horários previstos: Cronograma Agosto 26 — 10º andar — 10h às 12h 26 — 6º andar — 14h às 16h 27 — 6º andar — 10h às 12h e 14h às 16h 28 — UTI Ped — 10h às 12h 28 — UTI Adulto — 14h às 16h 31 — CME —10h às 12h e 14h às 16h Setembro 1º — Centro Cirúrgico — 10h às 12h e 14h às 16h 3 — 5º andar — 10h às 16h 4 — UTI Adulto — 10h às 12h 4 — UTI Ped — 14h às 16h 8 — UTI Ped — 10h às 12h e 14h às 16h 9 — UTI Adulto — 10h às 12h e 14h às 16h 10 — 5º andar — 10h às 13h 10 — 7º andar — 10h às 16h 11 — CME — 10h às 12h e 14h às 16h 14 — Centro Cirúrgico — 10h às 12h e 14h às 16h 21 — 7º andar — 14h às 16h 22 — NUMOB — 10h às 12h e 14h às 16h 23 — 6º andar — 14h às 16h 24 — Base no 6º andar, com atendimento ao público dos 2º e 3º andares de internação — 10h às 16h 25 — Base no 6º andar, com atendimento ao público dos 4º e 8º andares de internação — 10h às 16h 28 — 11º andar — 10h às 16h 29 — 11º andar — 10h às 12h30 *Com informações do IgesDF
Ler mais...
Hospital de Base incorpora tecnologia para reforçar diagnóstico de morte encefálica
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) ampliou os recursos disponíveis para a assistência a pacientes críticos com a aquisição de um doppler transcraniano, equipamento que reforça o diagnóstico de morte encefálica no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). As equipes médicas responsáveis pelo manuseio do aparelho passaram por treinamento, e o equipamento começou a ser utilizado nesta quarta-feira (19/8). O doppler transcraniano é um exame que avalia a velocidade e a direção do fluxo sanguíneo nos vasos cerebrais. No contexto da investigação de morte encefálica, pode fornecer informações complementares sobre a circulação cerebral e contribuir para a conclusão do protocolo diagnóstico, que segue critérios médicos específicos. O doppler transcraniano é um exame que avalia a velocidade e a direção do fluxo sanguíneo nos vasos cerebrais | Foto: Divulgação/IgesDF O gerente do Cuidado ao Paciente Crítico do HBDF, Felipe Narciso, explica que o equipamento agrega segurança e agilidade ao atendimento, especialmente em um momento delicado para pacientes e familiares. “Se pudermos confirmar a morte encefálica de forma mais rápida, menos desgastante emocionalmente será esse processo para a família”, destaca. Além dessa função, o doppler transcraniano também é utilizado para auxiliar na identificação e no acompanhamento de complicações neurológicas, como as relacionadas a acidentes vasculares cerebrais (AVC) e sangramentos intracranianos. “Detectando essas doenças antes, podemos tratar de forma mais célere e, consequentemente, reduzir o risco de sequelas para o paciente”, frisa. O superintendente do HBDF, Paulo Saad, afirma que o aparelho fortalece a estrutura de atendimento da unidade, trazendo mais segurança à assistência e contribuindo para a otimização dos recursos hospitalares. “O equipamento é imprescindível em grandes centros de referência como o Hospital de Base. Ele veio para modernizar o nosso arsenal e nos qualificar ainda mais para tratar pacientes da melhor forma possível”, finaliza. *Com informações do IgesDF
Ler mais...
Tratamento de pé torto no Hospital de Base transforma a vida de pacientes adultos
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. “Estou vivendo um sonho. É uma felicidade que não cabe no peito.” A frase de Lucineia Alves de Souza, de 52 anos, resume o sentimento de quem, depois de uma vida inteira convivendo com dores e limitações, finalmente consegue dar os primeiros passos de uma nova realidade. Moradora de Sooretama, município a cerca de 160 quilômetros de Vitória (ES), ela passou aproximadamente quatro meses em tratamento para pé torto congênito no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Lucineia nasceu com uma malformação que deixou os dois pés e tornozelos torcidos, condição que provocava dores constantes e comprometia diretamente sua qualidade de vida. Sem acesso ao tratamento adequado durante a infância, aprendeu a conviver com as limitações e com dificuldades para realizar atividades simples do dia a dia. “Eu nunca usei um tênis na vida. Não tratei isso antes porque não tinha condições, por morar em uma cidade pequena. As dores foram só aumentando, meus pés rachavam, era muito difícil”, relembra. A história começou a mudar quando Lucineia conheceu o trabalho do ortopedista Davi Haje, do HBDF, que utiliza uma adaptação do Método de Ponseti, tradicionalmente empregado no tratamento de crianças com pé torto congênito, para atender pacientes adultos. “Foi muito doloroso, eu quis voltar para a minha casa várias vezes. Mas eu lutei e sabia que iria viver esse sonho. Nem acredito que criei coragem e vim até o Hospital de Base. Só tenho gratidão ao doutor Haje”, conta. Método adaptado para adultos O tratamento utiliza manipulações suaves dos pés, seguidas de imobilização com gesso em uma posição gradualmente corrigida | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF O tratamento utiliza manipulações suaves dos pés, seguidas de imobilização com gesso em uma posição gradualmente corrigida. A cada semana, o gesso é trocado e novas correções são realizadas até que o membro alcance uma posição adequada. Após essa etapa, o paciente passa por uma pequena cirurgia, chamada tenotomia, para alongar o tendão de Aquiles e auxiliar na correção da posição do calcanhar. Haje explica que o método foi desenvolvido originalmente para recém-nascidos, mas precisou ser adaptado para adultos que passaram décadas convivendo com a deformidade. “O dorso do pé não foi feito para suportar carga, e surgem dores e deformidades ao longo do tempo. O corpo se adapta como pode, mas com consequências prejudiciais. O único caminho para um adulto com essa condição era uma cirurgia invasiva, com alto risco de complicações. Nossa técnica é um divisor de águas na qualidade de vida dessas pessoas”, detalha. Desde 2018, quando iniciou o tratamento adaptado para adultos, o ortopedista já tratou 63 casos. O processo, que envolve as sessões de gesso e os procedimentos cirúrgicos, dura entre três e seis meses. Depois disso, o paciente ainda precisa passar por fisioterapia para reaprender movimentos e fortalecer a musculatura. Para Lucineia, porém, a etapa mais difícil ficou para trás. Com os dedos trêmulos, ela afagou os dois pés, agora retos, sem conseguir conter a emoção. O sorriso e os olhos brilhantes revelavam a dimensão de uma conquista esperada por toda a vida. Ao contar uma das primeiras coisas que pretende fazer ao voltar para casa, a resposta veio acompanhada de uma risada. “Vou pintar as unhas do pé! Meus dedos ficavam virados para baixo e eu nunca pude ter as unhas bonitas. Agora só vou andar com o pé lindo”, comemora. Primeiros passos de uma nova fase A emoção também tomou conta de Maria de Fátima Ramos Pereira, de 25 anos. Moradora de Caldas Novas (GO), ela realizou o tratamento no mesmo período que Lucineia e retirou o último gesso no mesmo dia. Mãos inquietas e olhos atentos denunciavam a ansiedade por um momento aguardado durante toda a vida. “Desde o início do tratamento, sempre esperei por esse momento. É muito surreal, não tenho palavras”, confessa. Depois que o gesso foi retirado e o pé, agora reto, passou por avaliação, Fátima calçou o primeiro sapato fechado da vida e tentou caminhar novamente. Um gesto aparentemente simples para muitos, mas que, para ela, representa o início de uma nova fase. “Para outras pessoas não parece nada, mas para nós, isso é uma conquista tremenda”, comemora. Como acessar o tratamento Pacientes com pé torto congênito devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e encaminhamento médico. Com a indicação, o caso pode ser direcionado ao Hospital de Base, onde será avaliado pela equipe especializada e, quando houver indicação, seguirá o fluxo de regulação para o tratamento. *Com informações do IgesDF
Ler mais...
Projeto oferece acolhimento a familiares e acompanhantes internados
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Uma internação transforma a rotina de toda a família. Enquanto o paciente enfrenta o tratamento e o processo de recuperação, familiares e acompanhantes também convivem com a preocupação, o desgaste emocional e longos períodos dentro do ambiente hospitalar. Para acolher quem permanece ao lado dos pacientes, o Humanizar criou o projeto Cuidar de Quem Cuida, iniciativa que oferece escuta, apoio emocional e momentos de bem-estar aos acompanhantes em hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) da rede pública de saúde do Distrito Federal. A ação foi realizada na última terça-feira (28), no Pronto-Socorro do Hospital de Base (HBDF). Durante a atividade, os participantes realizaram exercícios de respiração guiada, alongamentos, técnicas de relaxamento e momentos de escuta. As ações proporcionaram uma pausa na rotina intensa vivida dentro do ambiente hospitalar e reforçaram que quem acompanha o paciente também precisa de cuidado. O Humanizar criou o projeto Cuidar de Quem Cuida, iniciativa que oferece escuta, apoio emocional e momentos de bem-estar aos acompanhantes em hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) | Foto: Divulgação/Iges-DF Para a chefe do Núcleo de Humanização, Letícia Ângelo, acolher os acompanhantes fortalece toda a rede de apoio ao paciente. "Muitas vezes, o acompanhante passa dias no hospital, dorme pouco, se movimenta pouco e vive sob intensa carga emocional. Criar um espaço de escuta e acolhida é reconhecer que essa pessoa também precisa ser vista e amparada", afirma. Além das atividades de bem-estar, os participantes responderam a uma pesquisa para mapear o interesse em cursos gratuitos de capacitação profissional. A expectativa é que as primeiras turmas sejam realizadas em parceria com o Sebrae e, futuramente, também contem com a participação da Coordenação Multiprofissional do Hospital de Base. "Criar um espaço de escuta e acolhida é reconhecer que essa pessoa também precisa ser vista e amparada" Letícia Ângelo, chefe do Núcleo de Humanização do HBDF Projeto terá encontros quinzenais A previsão é que os encontros ocorram a cada quinze dias. Com base nas respostas obtidas na primeira ação, será definido o calendário das próximas atividades e das capacitações. A expectativa é que o Cuidar de Quem Cuida se torne uma estratégia permanente de assistência aos familiares e possa ser ampliado para outras unidades administradas pelo IgesDF. *Com informações do IgesDF
Ler mais...