MAC distribui 120 cestas e ajuda pacientes com câncer a seguir o tratamento
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Para quem enfrenta um tratamento contra o câncer, a preocupação nem sempre está apenas na doença. As despesas com alimentação, transporte e outras necessidades da família também podem pesar no orçamento. É nesse momento que o apoio de voluntários faz a diferença. Nesta terça-feira (1º/7), o Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC) entregou 120 cestas básicas a pacientes oncológicos do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), além de ovos, leite e lanches. Cada cesta é composta por 32 itens, entre arroz, feijão, flocão e café. A iniciativa, realizada mensalmente, busca contribuir para a alimentação das famílias e ajudar os pacientes a manterem o foco no tratamento. Há três anos em acompanhamento no Hospital de Base para tratar um melanoma, um tipo de câncer de pele, Francisco de Assis Costa dos Santos é um dos pacientes beneficiados. Para ele, receber os alimentos representa uma economia importante para a família. A iniciativa, realizada mensalmente, busca contribuir para a alimentação das famílias e ajudar os pacientes a manterem o foco no tratamento | Foto: Divulgação/IgesDF “Com isso, já diminuímos muito os gastos. Com o dinheiro que compraríamos isso, a gente pode investir em carne, verdura ou até pagar outras contas. Ajuda muito”, relata. A presidente do MAC, Lilian Rejane, explica que o trabalho vai além da segurança alimentar. Segundo ela, o suporte também pode contribuir para que os pacientes tenham melhores condições de seguir o tratamento. “Muitos que recebem a notícia de que estão com câncer se preocupam imediatamente com suas famílias e com como vão conseguir se alimentar. Essas cestas são um incentivo para que eles sigam com o tratamento. Às vezes, sem esse suporte, não teriam condições de continuar”, conta. Cuidado que vai além da cesta O trabalho dos voluntários também está nos pequenos gestos. Durante a entrega desta terça-feira, os pacientes cadastrados receberam sanduíche natural preparado pela equipe, além de bebida láctea, suco e uma fruta. “Estamos sempre pensando em como acrescentar, como fazer um pouco mais. Tentamos aliviar o peso de um tratamento que é muito difícil”, explica Lilian. Ativo há quase quatro décadas, o MAC mantém uma rede de apoio voltada aos pacientes oncológicos do Hospital de Base. Além dos alimentos, o grupo também auxilia com passagens de ônibus, principalmente para pacientes que vêm de Goiás para realizar o tratamento no Distrito Federal. A iniciativa ajuda a evitar que o custo do deslocamento pese ainda mais no orçamento familiar e se torne um obstáculo para a continuidade do atendimento. Aos 84 anos, Izabel Correia de Freitas também conhece de perto a importância desse suporte. Todos os meses, ela busca os alimentos em nome da filha, que é paciente do hospital. “É algo que ajuda demais, faz muita diferença para a gente”, afirma. A entrega das cestas é destinada a pacientes em tratamento oncológico no Hospital de Base. Para ter acesso ao benefício, é necessário ser encaminhado por um assistente social da unidade. *Com informações do IgesDF
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Pacientes em tratamento oncológico vivem dia de lazer e acolhimento no Capital Moto Week
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Entre o ronco das motos, estruturas metálicas, atrações do parque e a movimentação de um dos maiores festivais do país, um grupo viveu o Capital Moto Week de uma forma especial. Vinte pacientes em tratamento oncológico no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), atendidas pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, participaram de um dia de lazer, acolhimento e promoção da saúde na Vila do Bem. A experiência começou pelo camarote do evento, de onde as participantes puderam conhecer a dimensão do festival e observar a movimentação dos palcos e motoclubes. Depois, seguiram para as atrações espalhadas pelo espaço, com atividades como passeio de moto, roda-gigante, tirolesa, brincadeiras e serviços de saúde e autocuidado. Para a gestora da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Larissa Bezerra, a primeira participação da instituição no Capital Moto Week representou a oportunidade de oferecer às pacientes um momento distante da rotina hospitalar e criar novas lembranças durante o tratamento. "Estamos muito felizes e emocionadas por trazer 20 mulheres em tratamento oncológico para viver essa experiência. Desde a chegada, elas comentavam sobre o palco, o camarote e todas as atrações. Ver os sorrisos e sentir a vibração delas é muito gratificante", relata. Larissa destaca que a Rede Feminina atua como uma ponte entre pessoas dispostas a ajudar e pacientes que precisam de acolhimento durante o enfrentamento da doença. "Quando conseguimos aproximar esses dois lados, alcançamos nossa missão. Mais do que participar de um evento, elas foram recebidas com carinho e tiveram a oportunidade de criar novas lembranças", afirma. Márcia Ferreira, nascida e criada em Brasília, nunca havia participado do Capital Moto Week. Convidada pela Rede Feminina, ela aproveitou o dia para superar alguns receios e experimentar atividades que antes pareciam distantes. A experiência começou pelo camarote do evento, de onde as participantes puderam conhecer a dimensão do festival e observar a movimentação dos palcos e motoclubes | Foto: Divulgação/IgesDF "Para mim, está sendo um sonho. Venci o medo, fui à roda-gigante, andei de moto e agora estou de olho na tirolesa", contou, bem-humorada. "Eu só ouvia falar do evento. Poder viver tudo isso ao lado das minhas amigas está sendo maravilhoso." Parceria A CEO do Capital Moto Week, Juliana Jacinto, conheceu o trabalho da Rede Feminina durante uma visita ao Hospital de Base e se identificou com o lema da instituição: "doar amor, enxugar lágrimas e provocar sorrisos". A partir desse encontro, surgiu o convite para levar as pacientes ao festival. "A ideia é construir uma cidade para a família e para todos. Por meio da Vila do Bem, abrimos os portões não apenas para o entretenimento, mas também para serviços, conscientização, apoio e esperança", afirma. "São dois projetos que acreditam na transformação por meio do acolhimento. Proporcionar um dia como esse aquece o coração e mostra que um grande evento também pode ser um espaço de inclusão e cuidado", acrescenta. Um espaço para todos A Vila do Bem surgiu após as ações sociais realizadas durante a pandemia e passou a integrar a programação do Capital Moto Week como um espaço voltado à inclusão de crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social. Durante três dias, o local oferece gratuitamente atendimentos de saúde, orientações médicas, atividades recreativas, serviços de beleza e a oportunidade de conhecer diferentes ambientes do festival. Embaixador social do Capital Moto Week e idealizador da Vila do Bem, Rogério Barba explica que o projeto busca aproximar pessoas que muitas vezes conheciam o festival apenas pela televisão. "A Vila do Bem nasceu para integrar essas pessoas ao evento e proporcionar um dia de alegria. É muito emocionante ver crianças, adolescentes e adultos entrando nesse espaço, participando das atividades e percebendo que também fazem parte dessa cidade que construímos aqui", destaca. Para ele, o alcance da ação vai além do entretenimento. O projeto também abre espaço para orientações, serviços, convivência e valorização de iniciativas sociais desenvolvidas no Distrito Federal. Uma cidade dentro de Brasília Com uma estrutura de aproximadamente 400 mil metros quadrados e a participação de mais de 250 motoclubes, o Capital Moto Week reúne atrações musicais, gastronomia, parque de diversões e diferentes experiências ligadas ao universo das motocicletas. Segundo a organização, mais de 856 mil pessoas circularam pelo evento na edição anterior. Ao final da programação, Márcia já acumulava histórias para dividir com a família e com as amigas. Entre uma atração e outra, resumiu o sentimento compartilhado pelo grupo. "Estou aproveitando cada momento. Hoje é dia de desfrutar essa experiência maravilhosa ao lado de pessoas que eu amo. E estou de olho na tirolesa, acho que vou enfrentá-la." *Com informações do IgesDF
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Cuidar da boca também é cuidar do coração
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Escovar os dentes, usar fio dental e visitar o dentista regularmente ajudam a prevenir cáries e outras alterações bucais. Mas o que muita gente não sabe é que, em determinadas situações, esses cuidados também podem contribuir para proteger o coração. Pessoas que convivem com doenças nas válvulas cardíacas, cardiopatias congênitas ou que já passaram por procedimentos cardiovasculares precisam de uma atenção especial. Nesses casos, infecções na cavidade oral podem representar um risco adicional. Segundo a cardiologista Simone Souza, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a principal preocupação é a endocardite infecciosa, uma inflamação que pode ocorrer quando bactérias da boca alcançam a corrente sanguínea e se instalam em estruturas cardíacas mais vulneráveis. “Pessoas com alterações nas válvulas cardíacas, sejam elas naturais ou substituídas por próteses, devem receber um acompanhamento mais cuidadoso. Em procedimentos odontológicos que podem causar sangramento, por exemplo, a conduta precisa ser avaliada de forma individualizada”, explica. Cirurgia A relação entre saúde bucal e saúde cardiovascular fica ainda mais evidente antes de cirurgias cardíacas. No HRSM, a avaliação odontológica integra o protocolo de segurança adotado no pré-operatório desses procedimentos. “Quando o paciente vai realizar uma cirurgia, como ponte de safena, o pré-operatório inclui uma avaliação criteriosa. É fundamental que ele esteja sem focos de infecção na boca para reduzir o risco de complicações durante e após o procedimento”, destaca Simone. Pessoas que convivem com doenças nas válvulas cardíacas, cardiopatias congênitas ou que já passaram por procedimentos cardiovasculares precisam de uma atenção especial | Foto: Divulgação/IgesDF É o caso do aposentado Carmelito Pereira do Nascimento, de 66 anos. Após sofrer um infarto, ele aguarda a realização de uma ponte de safena. Durante a avaliação odontológica, a equipe identificou a necessidade de remover um fragmento de raiz dentária que poderia causar complicações futuras. “Estou sendo muito bem-atendido por toda a equipe. Saber que eles estão cuidando de todos os detalhes me deixa mais confiante para a cirurgia”, elogia o paciente. Segundo a cirurgiã-dentista especialista em estomatologia do HRSM, Dryele Ferreira Flores, essa atenção é necessária porque a saúde bucal está diretamente ligada ao funcionamento do organismo. “A boca não está separada do restante do corpo. Por isso, problemas como gengivite e periodontite, inflamações causadas pelo acúmulo de placa bacteriana, não devem ser negligenciados e precisam ser acompanhados adequadamente”, afirma. Cuidados simples A frequência das consultas odontológicas varia de acordo com a necessidade de cada pessoa. Quem convive com doenças periodontais, por exemplo, costuma precisar de acompanhamento mais frequente para evitar o agravamento do quadro. Independentemente da condição de saúde, algumas medidas ajudam a preservar a boca e reduzir riscos: escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, utilizar fio dental diariamente, manter uma alimentação equilibrada com menor consumo de açúcar, evitar o tabagismo e realizar consultas periódicas com o dentista. “Uma boa higiene oral e o acompanhamento profissional são fundamentais para todos. Para quem tem problemas cardíacos, essa atenção se torna ainda mais importante, pois manter a saúde bucal em dia também é uma forma de proteger o coração”, conclui a cirurgiã-dentista. Os atendimentos odontológicos na rede pública do Distrito Federal começam nas unidades básicas de saúde (UBSs), que oferecem consultas, ações de prevenção, tratamentos e orientações sobre saúde bucal. Quando há necessidade de atendimento especializado, o paciente é encaminhado pela própria UBS para um centro de especialidades odontológicas (CEO). Em situações de urgência, como dor intensa, infecção, sangramento ou traumatismos, deve ser procurada uma unidade da rede pública com pronto atendimento odontológico. *Com informações do IgesDF
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Azia frequente exige atenção para evitar complicações
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A sensação de queimação no peito ou na garganta após uma refeição pesada é comum e, na maioria das vezes, passageira. Quando a azia passa a ocorrer várias vezes por semana, prejudica o sono, interfere na rotina ou leva ao uso frequente de medicamentos, deixa de ser apenas um desconforto ocasional e pode indicar problemas de saúde que exigem avaliação médica. Segundo o clínico geral e gastroenterologista do Hospital Cidade do Sol (HSol), Álvaro Modesto, a principal doença associada à azia frequente é a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), caracterizada pelo retorno repetido do conteúdo do estômago para o esôfago. O médico alerta, entretanto, que nem toda sensação de queimação no tórax tem origem no sistema digestivo. “Algumas doenças cardíacas também podem causar desconforto ou queimação no peito. Por isso, o sintoma não deve ser automaticamente atribuído à azia, especialmente quando aparece acompanhado de outros sinais”, esclarece. Sinais que exigem atenção Além da frequência, algumas manifestações associadas à azia indicam a necessidade de procurar avaliação médica. Dificuldade ou dor para engolir, sensação de alimento parado, perda de peso sem explicação, vômitos persistentes, sangue no vômito, fezes muito escuras, anemia e piora progressiva dos sintomas estão entre os principais sinais de alerta. Quando a queimação no peito ocorre junto com falta de ar, suor frio, náuseas, tontura ou dor que se espalha para o braço, as costas ou a mandíbula, a orientação é buscar atendimento de urgência. Nesses casos, o desconforto pode ter origem cardíaca. Quando a queimação no peito ocorre junto com falta de ar, suor frio, náuseas, tontura ou dor que se espalha para o braço, as costas ou a mandíbula, a orientação é buscar atendimento de urgência | Foto: Divulgação/IgesDF “Um sintoma frequente não deve ser simplesmente incorporado à rotina. Conviver com azia recorrente ou depender constantemente de medicamentos são sinais de que vale a pena procurar avaliação”, orienta Álvaro. Automedicação pode mascarar o problema Os antiácidos podem aliviar episódios pontuais de azia, queimação e má digestão. Como são facilmente encontrados nas farmácias e podem ser adquiridos sem receita médica, muitas pessoas recorrem a esses medicamentos com frequência. No entanto, o uso contínuo e sem acompanhamento profissional pode mascarar doenças, atrasar o diagnóstico e aumentar o risco de efeitos adversos e de interações medicamentosas. De acordo com o especialista, quando existe a necessidade constante de medicação, o mais adequado é investigar a causa da azia, em vez de apenas aliviar temporariamente o desconforto. A experiência de Fernando Campos, de 56 anos, reforça a importância de associar o tratamento às mudanças de hábitos. “Precisei recorrer a medicamentos e percebi uma melhora gradual na qualidade de vida. Hoje, consigo controlar melhor os sintomas ao equilibrar a alimentação”, relata. Mudanças de hábitos ajudam no controle Evitar refeições muito volumosas, não se deitar logo após comer e manter um intervalo de algumas horas entre a última refeição e o horário de dormir são medidas que podem reduzir os episódios de azia. Também é importante observar quais alimentos e bebidas desencadeiam o desconforto, já que essa resposta varia de pessoa para pessoa. Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos muito gordurosos, parar de fumar e controlar o peso, quando necessário, também podem contribuir para a melhora. Para quem apresenta sintomas principalmente à noite, a elevação adequada da cabeceira da cama pode ser recomendada após avaliação profissional. “Na maioria das vezes, é possível controlar os sintomas com mudanças de hábitos e, quando necessário, tratamento medicamentoso. A avaliação permite identificar a causa, prevenir complicações e garantir um cuidado seguro”, conclui Álvaro. Em caso de azia recorrente ou de dúvidas sobre os sintomas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Nos quadros acompanhados de sinais que possam indicar alterações cardíacas, o atendimento de urgência deve ser buscado imediatamente. *Com informações do IgesDF
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