DF segue em alerta amarelo para baixa umidade; previsão é de tempo seco até 3 de agosto
O Distrito Federal continua em alerta amarelo para baixa umidade relativa do ar. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou, nesta terça-feira (28), o aviso de perigo potencial, válido das 10h às 21h. A previsão é de umidade entre 20% e 30% e de tempo seco pelo menos até a próxima segunda-feira (3). Segundo o Inmet, não há previsão de chuva nem de aumento significativo da umidade nos próximos dias. O cenário é causado pela atuação de uma massa de ar seco, típica do inverno no Planalto Central. Sem chuva com acumulados expressivos desde junho, o ar continua cada vez mais seco, principalmente durante as tardes. A previsão é de umidade entre 20% e 30% e de tempo seco pelo menos até a próxima segunda-feira (3) | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Cuidados com a saúde Com o tempo seco, é importante reforçar alguns cuidados para evitar problemas de saúde. A recomendação é beber bastante água, evitar atividades físicas e exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, usar roupas leves e manter a pele e as vias respiratórias hidratadas. Sempre que possível, também vale umidificar os ambientes. O Inmet monitora as condições meteorológicas diariamente. Se a umidade cair ainda mais, novos alertas poderão ser emitidos, inclusive em níveis mais severos. Neste mês, o menor índice de umidade registrado no DF foi de 18%, em 7 de julho, na estação meteorológica do Gama/Ponte Alta. O recorde histórico do Distrito Federal é de 7%, registrado na mesma estação em 3 de setembro de 2024.
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Umidade relativa do ar segue abaixo de 15% até a próxima quinta-feira (9), alerta Inmet; veja como se proteger
Apesar do registro recente de chuvas em algumas regiões administrativas da capital, o Distrito Federal segue com índices de baixa umidade e mantém aceso o alerta para os cuidados com a saúde em decorrência da seca. De acordo com a meteorologista Camila Frez, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de temperaturas acima de 30°C, baixa umidade relativa do ar, com valores abaixo de 25% (no período da tarde), e ausência de chuva nesta primeira quinzena de outubro. Ela ressalta que até quinta-feira (9), ainda há previsão de umidade relativa abaixo de 15% para o DF. “Cabe destacar que a umidade relativa do ar varia inversamente com a temperatura ao longo do dia, atingindo valores mais altos nas primeiras horas da manhã e os mais baixos no início da tarde”, afirmou a especialista. Previsão é de temperaturas acima de 30ºC na primeira semana deste mês | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Nessa quinta-feira (2), o Inmet emitiu alerta de grande perigo por baixa umidade, com índices na casa dos 12%. O aviso reforça ainda mais a necessidade de vigilância com a saúde pessoal após o DF registrar taxa de 8% da umidade relativa do ar na última terça-feira (30), a menor do ano. O Inmet alerta também para o grande risco de incêndios florestais e à saúde, como a incidência de doenças pulmonares, dores de cabeça e outros sintomas. Como se proteger A chefe da Nefrologia do HRSM, Núbia Moreira, recomenda que, nesta época do ano, é preciso reforçar hábitos que deveriam ser seguidos durante todo o ano. A médica explica que, durante o período de clima seco, a atenção com a hidratação deve ser redobrada. Segundo ela, a recomendação é ingerir de 30 ml a 40 ml de água por quilo de peso corporal por dia, podendo ser até mais em alguns casos. Mas a hidratação não se limita apenas à ingestão de líquidos. “Hidratação não é só água, mas também pele e mucosas. É importante caprichar no creme hidratante, usar protetor labial, colírio para olho seco e soro fisiológico”, orienta. Durante o período de clima seco, cuidados com a hidratação devem ser redobrados Núbia recomenda também que as atividades físicas sejam evitadas em horários de maior calor. “A academia e a atividade física devem ficar mais para o começo da manhã ou para o fim do dia. No horário quente não é uma boa”, alerta. Outra dica da médica é que o ambiente também pode ser adaptado para reduzir os efeitos do tempo seco. “Umidificar com bacias d’água, toalhas molhadas, manter sempre o espaço bem ventilado e até usar plantas pode ajudar a melhorar a umidade”, recomenda a especialista. [LEIA_TAMBEM]Além disso, Núbia reforça que é necessário repensar também alguns hábitos cotidianos. “Os banhos devem ser mais rápidos e frios, a ingestão de álcool e café deve ser reduzida, porque são diuréticos e favorecem a desidratação”, explica. Quanto à alimentação, frutas e vegetais ricos em água devem ser prioridade: “Alimentos como melancia e melão contribuem para a hidratação, enquanto comidas muito salgadas, ricas em sódio, devem ser evitadas, porque pioram a desidratação e o controle da pressão arterial”, alerta.
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Baixa qualidade do ar na estação seca aumenta risco de problemas respiratórios e cardiovasculares
O Distrito Federal enfrenta episódios críticos de poluição atmosférica neste período de seca. São mais de 100 dias sem chuva e com temperaturas ultrapassando 35ºC. Monitoramento realizado pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), em maio e junho, identificou níveis elevados de material particulado (MP10 e MP2,5) em regiões como Fercal Oeste, Fercal Boa Vista e Jardim Zoológico. Em alguns pontos, como Fercal Boa Vista, as concentrações ultrapassaram 100 µg/m³, valor muito acima dos limites recomendados pela OMS. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 24 e 30 de agosto, a concentração de partículas no ar ficou acima dos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) por mais de dois dias consecutivos. Poluição do ar tem impacto direto no número de internações hospitalares | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Segundo a gerente de Vigilância Ambiental da SES-DF, Andressa do Nascimento, o material particulado é hoje o poluente mais preocupante para a saúde pública. “As partículas mais finas, conhecidas como MP2,5, penetram profundamente nos pulmões e podem atingir a corrente sanguínea, aumentando os riscos de problemas respiratórios, cardiovasculares e até de mortes prematuras”, explica. A especialista ressalta que a poluição do ar tem impacto direto no número de internações hospitalares. Entre idosos com mais de 60 anos, observa-se crescimento nas ocorrências de doenças cardiovasculares durante a estiagem. “Já entre crianças menores de 5 anos, os casos de agravos respiratórios tendem a se intensificar a partir de agosto, coincidindo com o aumento da concentração de material particulado”, conta. A orientação da SES é evitar atividades físicas ao ar livre em dias de alerta e seguir as recomendações médicas Formado por partículas de combustíveis fósseis, fuligem de veículos, cinzas de queimadas, emissões industriais e metais pesados, o MP2,5 é descrito como um “coquetel tóxico” invisível, cerca de 30 vezes mais fino que um fio de cabelo. Sua presença no ar se intensifica durante a estação seca, quando a falta de chuvas, as altas temperaturas e as queimadas urbanas e rurais favorecem a piora da qualidade do ar. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os mais vulneráveis. A orientação da SES é evitar atividades físicas ao ar livre em dias de alerta e seguir as recomendações médicas. A hidratação constante também é fundamental: beber entre dois e três litros de água por dia ajuda a prevenir sintomas como dor de cabeça, fadiga e irritação nos olhos. Arte: Secretaria de Saúde Com a última chuva registrada em 24 de junho, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a preocupação aumenta. “A integração entre a Vigilância Ambiental e os serviços de saúde é essencial para reduzir os impactos da poluição. Campanhas educativas, alertas em tempo real e medidas estruturais de redução das emissões são fundamentais para proteger a população”, reforça a gerente. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Seca histórica no DF acende alerta para riscos à saúde no Dia do Cerrado
No Dia Nacional do Cerrado, celebrado nesta quinta-feira (11), o Distrito Federal vive uma das maiores estiagens de sua história. Há mais de 110 dias sem chuva, a combinação de baixa umidade do ar e altas temperaturas acende o alerta de autoridades e especialistas para os riscos à saúde da população. O Distrito Federal registrou, na última quarta-feira (10), o dia mais quente de 2025 até agora. A temperatura chegou a 34,7 °C, na estação de Águas Emendadas, em Planaltina, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e a umidade relativa do ar caiu a 14% na região. A umidade relativa do ar, que oscila entre 12% e 20%, está muito abaixo dos 40% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo os meteorologistas, as chuvas só devem retornar em meados de outubro. Diante do cenário, a pneumologista do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), Bethânia Bertoldi Soares, recomenda cuidados redobrados com a saúde. “Beber bastante água, usar soro fisiológico, aplicar colírios lubrificantes e recorrer a umidificadores ou toalhas molhadas nos ambientes”, detalha a especialista. Entre os cuidados estão evitar exercícios ao ar livre nos períodos de maior calor, usar roupas leves e manter o protetor solar como aliado diário. “Não se trata apenas de desconforto, mas de um problema de saúde pública que exige atenção de toda a sociedade”, alerta Bethânia. A hidratação é um dos cuidados recomendados em tempo de seca, além de usar roupas eves e utilizar protetor solar | Foto: Lucio Bernardo Jr./Agência Brasília Impactos na saúde A pneumologista alerta que o ar seco compromete a proteção natural do organismo, facilitando a entrada de vírus e bactérias. Entre os sintomas mais comuns estão ressecamento do nariz, garganta e olhos, além de crises de rinite, sinusite e asma. Crianças e idosos são os mais vulneráveis. “Esse tipo de clima favorece a evolução de quadros respiratórios para infecções mais graves. O ideal é reforçar a hidratação e manter as vias nasais umidificadas para evitar complicações que podem levar a internações”, explica a pneumologista. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF)
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