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Método Canguru

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Método Canguru, a linha de cuidado que fortalece vínculo entre famílias e bebês

“É uma sensação única; não tenho palavras.” É assim que Ana Carolina Almeida, de 25 anos, descreve a emoção de segurar o filho, Bernardo, junto ao peito. Calmo e tranquilo, o bebê prematuro aconchega-se dentro da roupa da mãe, sentindo o calor do contato direto com a pele. O gesto faz parte do Método Canguru, uma linha de cuidado voltada para o acolhimento do recém-nascido e de sua família, especialmente em casos de prematuridade e baixo peso. Método pode ser praticado por ambos os pais, bem como cuidadores do bebê, tanto em casa quanto no hospital | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Brasília A técnica baseia-se no contato pele a pele entre bebê e cuidadores, ao respeito das individualidades, ao envolvimento da mãe e do pai e ao apoio à amamentação. “É uma forma segura de colocar o recém-nascido em contato com a pele de seus responsáveis”, resume a enfermeira Juliana Dantas, da Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal (Ucin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Benefícios Entre as diversas vantagens, o Método Canguru reduz o tempo de separação entre a criança e a sua família, possibilita maior confiança e competência dos pais, proporciona estímulos sensoriais positivos e melhora o desenvolvimento do bebê.  “A posição oferece um ambiente sensorial muito próximo ao que o bebê teria dentro do útero, além de estar ouvindo e sentindo o cheiro dos pais, coisas que são muito fáceis de ele reconhecer” Ludmylla de Oliveira, enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hmib O contato pele a pele ajuda, ainda, no controle de temperatura, estabilidade do recém-nascido, da frequência cardíaca e respiratória e dos sinais vitais. Também atua na diminuição do estresse e da dor e melhora o ganho de peso.  “A posição oferece um ambiente sensorial muito próximo ao que ele teria dentro do útero, além de estar ouvindo e sentindo o cheiro dos pais, coisas que são muito fáceis de ele reconhecer”, detalha a enfermeira Ludmylla de Oliveira, da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hmib. A posição não é restrita aos hospitais ou internações, podendo ser replicada em casa. “Para fazer o contato pele a pele, não há nenhuma contraindicação”, indica Juliana Dantas. “O método recomenda que a posição seja feita pelo máximo de tempo possível, que tanto o bebê como o cuidador fiquem à vontade.” [LEIA_TAMBEM]Laise de Jesus, 22, não conhecia o método. Quando experimentou com a primeira filha, Laura Cecília, quis tentar mais de uma vez. “É o que ela [a bebê] mais gosta”, conta. “Fica o tempo todinho. Percebo-a mais tranquila, confortável e segura”.  Como fazer O contato pele a pele começa na separação do material: um top ou tecido macio, de preferência algodão, que dê sustentabilidade e segurança para que o responsável faça suas atividades diárias. O bebê deve ser colocado em posição vertical, só de fralda, com a barriga em contato com o tórax da mãe, pai ou cuidador. Os braços ficam flexionados próximos à boca para dar conforto; a cabeça, lateralizada para qualquer dos lados; e as pernas, em “M”, com os joelhos um pouco mais acima das nádegas — uma posição similar àquela em que o bebê estaria dentro do útero.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Novembro Roxo: Bebês prematuros do HRC participam de ensaio fotográfico com as famílias

Este mês traz a campanha Novembro Roxo, que tem como foco os nascimentos prematuros. Diversas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF) iniciaram ações voltadas aos bebês prematuros internados e às suas famílias. No Hospital Regional de Ceilândia (HRC), a programação teve início com um ensaio fotográfico especial.   Feito por fotógrafos voluntários, ensaio teve como objetivo fortalecer o vínculo entre famílias, equipe e bebês prematuros | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Um ambiente decorado pela equipe do HRC recebeu bebês prematuros e suas famílias. Os corredores da unidade de internação neonatal foram especialmente decorados com fotos dos ensaios anteriores e de declarações de mães que já passaram pelo setor. Além disso, profissionais voluntários auxiliaram nos preparativos.  Vínculos fortalecidos [LEIA_TAMBEM]O objetivo dos ensaios é fortalecer o vínculo entre as famílias e os bebês internados, estreitar os laços com a equipe de saúde e descontrair as mães em um momento tão delicado. “É um momento em que mães e pais podem dar uma pausa no estresse gigante causado pela internação de seus bebês”, avaliou Yara Régia Silva, tutora do Método Canguru no hospital. “Eles podem se arrumar, encontrar com outros familiares e, assim, diminuir esse peso”. Entre as participantes, Bruna Chagas, 26 anos, viveu a experiência do ensaio junto ao pequeno Leonardo, internado devido à queda de saturação após o nascimento. “Achei uma iniciativa bonita”, disse. “Ver o nosso filho internado dá muito medo, principalmente porque não podemos ficar tão pertinho. Nesse sentido, a ação distrai a mente da ansiedade”. Os ensaios foram feitos por fotógrafos voluntários, parceiros desde 2018. Para o diretor do HRC, Fabricio Nunes Paz, a iniciativa representa acolhimento e união. “Somos a regional que mais recebe partos prematuros, então essas ações facilitam a integração das equipes com os bebês e sensibilizam sobre a importância do cuidado com eles”, reforçou. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Agosto Dourado: Unidades de saúde do DF reforçam atividades sobre aleitamento materno

As unidades de saúde do Distrito Federal iniciam, nesta semana, diversas ações sobre o aleitamento materno, voltadas a famílias e profissionais de saúde. As atividades vão até o fim deste mês, no qual é celebrado o Agosto Dourado, um incentivo à amamentação. A cor dourada representa o padrão ouro de qualidade do leite humano, o único alimento que contém todos os nutrientes e anticorpos necessários para o desenvolvimento saudável dos bebês. Neste mês, a SES-DF promove diversas ações sobre aleitamento materno, como parte da programação do Agosto Dourado | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF O DF é referência para o mundo em políticas públicas de apoio à amamentação. Os dados mais recentes do Boletim Informativo de Estado Nutricional e Consumo Alimentar da Secretaria de Saúde (SES-DF) apontam que 67% dos bebês de até 6 meses recebem aleitamento exclusivo, enquanto 73,4% continuam amamentados até os 2 anos. Os índices são superiores às médias nacionais de 56% e 61%, respectivamente. "Temos uma política distrital de aleitamento materno que fortalece todas as medidas voltadas para isso. É o conjunto dessas estratégias implementadas que contribui para os nossos avanços", explica a coordenadora da Política de Aleitamento Materno da SES-DF, Mariane Curado. Todos os hospitais que dispõem de maternidade ou unidade neonatal possuem um banco de leite humano ou posto de coleta de leite humano Referência mundial Nove unidades administradas pela Secretaria de Saúde (SES-DF) têm o selo Hospital Amigo da Criança, reconhecimento concedido pelo Ministério da Saúde pelos cuidados prestados a mães e bebês, com destaque para o incentivo ao aleitamento materno. Desde que o Programa de Fortalecimento do Método Canguru foi lançado em todo o país, em 2009, a SES-DF mantém um grupo especializado de tutores capacitados para orientar e implementar a técnica nas unidades públicas da capital federal.  Com o objetivo de garantir a continuidade da amamentação e valorizar o retorno e a permanência da mãe no mercado de trabalho, o Decreto N.º 45.195 de 2023 instituiu a Sala Dourada, espaço dedicado ao aleitamento nos órgãos públicos do Governo do Distrito Federal. [LEIA_TAMBEM]Além disso, Brasília é a única cidade autossuficiente em leite materno. Isso quer dizer que todos os bebês internados em unidades da rede pública de saúde contam com o alimento oferecido pelos bancos de leite humano (BLHs). Todos os hospitais que dispõem de maternidade ou unidade neonatal possuem um BLH ou posto de coleta de leite humano (PCLH). O serviço conta com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CMBDF) para a coleta domiciliar e transporte do leite doado. "O BLH, mais do que um lugar para recebimento, pasteurização e distribuição de leite humano, é uma casa de apoio à amamentação. Todas as mulheres que ganham bebê nos nossos hospitais recebem orientações das equipes durante a sua internação. Além disso, as portas estão abertas para qualquer cidadão que queira receber informações e apoio em relação ao aleitamento materno", garante Curado. Caso desejem doar leite, necessitem de orientações sobre amamentação ou estejam com problemas nas mamas no período do aleitamento, as mães podem entrar em contato com o BLH ou PCLH mais próximo de casa. Incentivo ao aleitamento Entre os dias 11 e 15, a SES-DF promove o X Seminário de Aleitamento Materno e V Seminário de Alimentação Complementar Saudável do DF. O intuito é estimular a formação contínua de profissionais e estudantes que atuam com famílias de lactentes (bebês que ainda recebem o leite) e crianças da primeira infância. As inscrições podem ser feitas pela página da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF). Às famílias de bebês que estão sendo amamentados, bem como quaisquer interessados, diversas unidades de saúde do DF oferecem atividades de conscientização e esclarecimento sobre a importância do aleitamento materno.  "O BLH, mais do que um lugar para recebimento, pasteurização e distribuição de leite humano, é uma casa de apoio à amamentação", reforça Mariane Curado, coordenadora da Política de Aleitamento Materno da SES-DF Confira abaixo a lista com todos os eventos abertos ao público ao longo do mês de agosto: Evento do Agosto Dourado para a comunidade • Data: dia 14 • Local: UBS 7 de Taguatinga Oficina sobre amamentação com as usuárias, gestantes e puérperas • Data: Entre os dias 14 e 28  • Local: UBS 1 do Lago Norte Roda de conversa com as gestantes • Data: dia 16  • Local: UBS 1 do Varjão Palestra de amamentação e aleitamento • Data: dia 26  • Horário: 14h • Local: UBS 1 de Samambaia Sala de espera com orientações ao público sobre aleitamento materno • Data:  até o dia 31 • Local: UBS 1 do Núcleo Bandeirante *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Método Canguru regula funções vitais e promove o desenvolvimento de bebês

Criado para oferecer cuidado integral ao recém-nascido em risco, o Método Canguru promove o contato pele a pele entre o bebê e os pais, favorecendo o vínculo e fortalecendo a saúde dos pequenos desde os primeiros dias de vida. No Hospital Regional de Sobradinho (HRS), uma das unidades do DF que aplicam a técnica, mais de mil atendimentos foram registrados nos últimos três meses. Angelina Lacerda, nascida com 32 semanas e 3 dias, é um dos bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do HRS. A mãe dela, Fabiana Lacerda, 32, vive a experiência do método pela segunda vez. “Quando peguei minha filha no colo pela primeira vez, mesmo com todos os aparelhos, chorei muito. A gente canta, conversa, ora com eles no colo. Isso nos fortalece e ajuda muito os nossos bebês a melhorarem”, conta. Fabiana Lacerda: "A gente canta, conversa, ora com eles no colo. Isso nos fortalece e ajuda muito os nossos bebês a melhorarem" | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF A neonatologista da unidade, Tatiane Barcelos, explica que os benefícios da prática são comprovados. “O método auxilia na regulação da temperatura, melhora o ganho de peso, reduz o estresse do bebê, favorece o aleitamento materno e contribui para o desenvolvimento neurológico. Também diminui o tempo de internação e fortalece o vínculo familiar”, detalha.   Além do toque Supervisora de Enfermagem da UTI Neonatal da unidade, Valquiria Vicente afirma que o Método Canguru vai além do simples contato físico, envolvendo logística e fluxo de trabalho organizado. “A técnica envolve uma rede multidisciplinar composta por profissionais de enfermagem, medicina, fisioterapia, fonoaudiologia, farmácia clínica, psicologia e terapia ocupacional. É uma estrutura que oportuniza vários benefícios ao recém-nascido e à família”, afirma. No Método Canguru, o bebê fica protegido da luz, do barulho e sente o coração dos pais, o que o deixa muito mais tranquilo e saudável A enfermeira do HRS Kelly Saboia reforça que o foco do Canguru é proteger o cérebro dos recém-nascidos: “Nesse contato direto com a mãe, o bebê fica quentinho, protegido da luz, do ruído, sente o coração dela bater, igual ele sentia dentro da barriga". Para tornar o ambiente hospitalar ainda mais acolhedor, os profissionais fazem passeios com mães e bebês até o heliponto da unidade. A iniciativa traz momentos ao ar livre, sol e troca de experiências. “Muitas mães ficam no hospital por semanas e precisam respirar um pouco, se fortalecer. Isso também é cuidado”, ressalta a também enfermeira do HRS Margareth Knupp. Elizabeth Alves elogia o método: "A gente toma sol, respira ar puro e, no contato pele a pele, sente o amor e o afeto que ajudam no desenvolvimento dos nossos filhos" Elizabeth Alves, mãe do pequeno Theo, de 1 mês e 13 dias, internado na Unidade de Cuidado Intermediário Canguru (Ucinca), participa dos passeios com entusiasmo. “É maravilhoso. A gente toma sol, respira ar puro e, no contato pele a pele, sente o amor e o afeto que ajudam no desenvolvimento dos nossos filhos. É bom demais”, diz. Como é feito O Método Canguru é uma política pública que começa na UTI Neonatal, onde o bebê é colocado em posição vertical, pele a pele, contra o peito da mãe ou do pai, durante horas. Os irmãos também podem realizar o contato na unidade e em casa, promovendo a interação familiar com o recém-nascido. O Ministério da Saúde lançou, em 2009, o Programa de Fortalecimento do Método Canguru em todo o país. Desde então, a Secretaria de Saúde (SES-DF) mantém um grupo especializado de tutores capacitados para orientar e implementar a técnica nas unidades públicas do DF. *Com informações da Secretaria de Saúde

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