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MAB, Expo Favela e samba na Vila Telebrasília: veja os destaques da agenda cultural do DF

O aniversário de 41 anos do Museu de Arte de Brasília (MAB), a Expo Favela Innovation Brasília 2026 e a segunda edição de A Bênção ao Sambista Mais Velho estão entre os destaques da agenda cultural do Distrito Federal nos próximos dias. De 24 a 29 de abril, o roteiro reúne exposições, samba, oficinas e encontros voltados à arte, à formação cultural e ao empreendedorismo periférico. Além dos três eventos que puxam a programação, a semana inclui exposição no Espaço Oscar Niemeyer; visita guiada e mostras no Museu de Arte de Brasília; itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, no Museu Nacional da República; chamamento do festival Elas no Hip Hop; workshop no Centro de Dança do DF; e o I Psicodrama Público Sonhos como Resistência, na Biblioteca Nacional de Brasília. Na Vila Telebrasília, A Bênção ao Sambista Mais Velho promove um encontro entre gerações do samba nos dias 25 e 26, sempre das 15h às 18h | Fotos: Divulgação A programação começa com Verdade Moldada, exposição de Akimi Watanabe em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer até 12 de maio. No MAB, o público pode conferir Geometria da Memória, de Paula Parisot, até 21 de junho, e a mostra MAB: Você Está Aqui, que segue até 24 de maio e serve de base para a celebração dos 41 anos do museu. Já o Museu Nacional da República recebe a exposição Dípticos, Arte e Curadoria, na Galeria 2, e mantém em exibição a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo até 31 de maio. [LEIA_TAMBEM]Na área de formação e participação, artistas e coletivos têm até 24 de abril para se inscrever no chamamento que selecionará quatro grupos de dança para o festival Elas no Hip Hop. No dia 25, o Centro de Dança do DF promove o workshop Hoje Eu Sou Shakira. Na mesma data, às 10h, a Biblioteca Nacional de Brasília recebe o I Psicodrama Público Sonhos como Resistência, atividade presencial e gratuita. Um dos destaques do fim de semana é o aniversário de 41 anos do Museu de Arte de Brasília. No dia 25, das 14h30 às 20h, o museu recebe programação gratuita ligada à exposição MAB: Você Está Aqui, com visita guiada de Maíra Guimarães e Emerson Dionísio de Oliveira, às 14h30, apresentação de Sambrass, às 15h30, e show de Samba das Meninas, às 17h30. A agenda prevê ainda tradução em Libras, audiodescrição, QR codes, maquete tátil e acessibilidade física. O evento também marca o lançamento da campanha de financiamento coletivo do livro Museus Possíveis, aberta até 31 de maio. O rapper Japão é uma das atrações da Expo Favela Innovation Brasília 2026, que ocupa o estacionamento do Sesc no final de semana Na Vila Telebrasília, A Bênção ao Sambista Mais Velho promove um encontro entre gerações do samba nos dias 25 e 26, sempre das 15h às 18h, no gramado ao lado do campo sintético da Rua 11, com entrada franca. No sábado, sobem ao palco Poetas do Samba, Lúcia de Maria e Rosemaria. No domingo, a programação reúne Seu Manolo, Breno Alves e Dani Ribeiro. O projeto é realizado pelo Ponto de Cultura Waldir Azevedo em parceria com a Âmbar Produções, com fomento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Em Ceilândia, a Expo Favela Innovation Brasília 2026 ocupa o estacionamento do Sesc nos dias 25 e 26 de abril. No sábado, a programação começa com a mesa Cultura da Periferia na Era Digital, passa por debates sobre games e inovação de negócios e termina com show de Benzadeus. No domingo, o evento segue com mesas sobre empreendedorismo sustentável, crédito, financiamento, formalização e TV 3.0, além de apresentações de Negra Flow, Japão, MV Bill e Kmilla CDD, antes do anúncio do empreendimento vencedor da edição local. Além dos painéis e shows, a feira terá camelódromo, praça de alimentação e espaço gamer.

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Museu de Arte de Brasília abre programação especial de aniversário

Obras clássicas, modernas e contemporâneas integram o rico acervo do Museu de Artes de Brasília (MAB). Inaugurado em 1961, o espaço cultural foi inicialmente idealizado para ser um local multiúso – serviu de anexo para o Brasília Palace Hotel, para o clube das Forças Armadas e para um casarão de samba. Só em 1985 tornou-se uma galeria, abrigando um acervo com milhares de peças que foi aberto ao público, pela primeira vez, em 7 de março de 1985. O MAB fechou para reformas em 2007. Após restaurações profundas, o museu reabriu suas portas em 2021 como um dos espaços mais novos geridos pelo Governo do Distrito Federal (GDF), garantindo acessibilidade com elevadores, rampas e pisos táteis. O MAB passou 14 anos fechado antes reabrir suas portas, em 2021, como um dos espaços mais novos geridos pelo GDF | Foto: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília De acordo com o subsecretário do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Felipe Ramón, a importância do museu reside em dois pilares: riqueza de acervo e capacidade de educação. “Além de ser um local gostoso de passear, bonito e perto do lago, o MAB provoca uma reflexão. É um espaço de identidade, pedagógico, que também oferece entretenimento e lazer”, observa. O assessor jurídico Lucas Marques, 26, é frequentador assíduo do museu. Ele destaca a frequência de eventos gratuitos, além do acervo variado e das exposições com boa rotação: “Conhecer o MAB foi uma ótima adição. Brasília é uma cidade jovem, e todo centro cultural que é mantido de forma ativa ajuda a preservar e apresentar a cultura brasiliense”. O museu mostra a história da arte desde o século 17 até os dias atuais, atraindo exposições renomadas para Brasília | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília Estímulo nas artes O MAB mostra a história da arte desde o século 17 até os dias atuais. De acordo com o gerente do equipamento público, Marcelo Gonczarowska, há ações que só o prestígio de um museu é capaz de promover, como atrair exposições renomadas para Brasília e fazer uma conexão com o passado do país. “É um espaço que permite o contato entre artistas. Ao expor no MAB, o artista é legitimado pelo sistema da arte, encontrando mais mecanismos para sobreviver do trabalho dele”, acentua. É o que confirma o artista Sanagê, que trabalha principalmente com esculturas, tendo 15 obras públicas em Brasília. Há dois anos, ele encontrou uma oportunidade de expor no MAB, espaço que considera fundamental para que o cenário da arte se potencialize no DF. “É um museu grandioso na carreira de qualquer artista. Todos se sentem honrados em poder expor em um local tão importante na história da cidade”, declara. O museu vem batendo recordes de frequência, com um aumento de 50% nas visitações desde 2021 | Foto: Arquivo/ Agência Brasília Uma média de 3 mil visitantes passam no MAB por mês. Na primeira edição do evento Noite dos Museus, que ocorreu em 2023, mais de 3 mil pessoas passaram pelo espaço durante uma única madrugada, que trouxe visitações em horários alternativos e atrações musicais por 24h. O gerente do museu acrescenta que a instituição tem tentado alcançar toda a população de Brasília, além da classe artística que já é familiarizada com o espaço. Segundo Marcelo, o museu vem batendo recordes de frequência desde que ele reabriu, com um aumento de 50% nas visitações desde 2021. O gestor frisa, ainda, que o espaço também aproxima as embaixadas, promovendo um grande intercâmbio cultural na cidade. Programação As comemorações pelo aniversário de 39 anos do MAB estão marcadas para sábado (9) e domingo (10). As ações são todas gratuitas e não exigem inscrição prévia – no entanto, é recomendado chegar com 30 minutos de antecedência para garantir vaga. Confira a programação completa abaixo. Sábado (9) 8h30 – Saída do MAB para fotografia em campo do Grupo de Caminhadas Brasília 10h – Retorno da caminhada do Grupo de Caminhadas Brasília (GCB) 10h – ⁠Oferecimento de algodão doce e pipoca gratuitos 10h – Apresentação de aikido 10h15 – Cerimônia de entrega de duas obras doadas pelo Brasília Photo Show 10h30 – Oficina de quebra-cabeça para bebês de 18 meses a 3 anos (dez vagas disponíveis) e jogos com o Zebra 5 11h – Show do mágico Steiner 11h30 – Mesa-redonda: Mulheres nas Trilhas 14h – Oficina artística de hanetsuki para público a partir de 7 anos (dez vagas disponíveis) 15h – Visita mediada: Descubra os caminhos da cultura japonesa na exposição Dô 16h30 – Oficina de colagem fotográfica para público a partir de 12 anos (12 vagas disponíveis) 17h – Apresentação do Quarteto Buritis tocando música de câmara Domingo (10) 14h – Oficina de brincadeiras japonesas para crianças a partir de 4 anos (10 vagas disponíveis) 15h – Visita mediada 16h – Sarau com poetas das trilhas 16h30 – Oficina de antotipia para público a partir de 8 anos (10 vagas disponíveis) 17h – Caminhada Poesia entre Lentes. O Museu de Arte de Brasília fica localizado no Setor Hoteleiro e Turismo Norte (SHTN), Trecho 1, projeto Orla Polo 03, Lote 05. Há uma linha de ônibus que serve o museu: nº 104, saindo da Rodoviária.

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Acervo do Museu de Arte de Brasília ganha novas obras

Um retrato produzido em grafite sobre papel por Di Cavalcanti, em 1943. Uma gravura em cores de Anna Letycia, feita em 1970. Outra gravura em preto e branco, de Djanira, produzida em 1968. E até mesmo uma icônica calcogravura de Portinari, datada de 1949. Essas são algumas das obras que agora compõem o acervo do Museu de Arte de Brasília (MAB) e, com isso, ajudam a apresentar para a população do Distrito Federal e seus visitantes a história da arte brasileira do século 20. Gravuras de Debret, Rugendas e Arnoldus Montanus, que agora também fazem parte da narrativa promovida pelo MAB | Fotos: Hugo Lira/Secec Construído na década de 1960 e inaugurado em março de 1985 para ser o primeiro museu de arte da nova capital do país, o MAB ficou fechado por 14 anos e, em 2021, foi finalmente reaberto. Um dos equipamentos culturais de Brasília sob gestão da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec), ele hoje recebe uma média de 2,5 mil visitantes por mês, consolidando-se como singular espaço de preservação e interpretação das artes visuais localmente. Gravura em cores de Anna Letycia, feita em 1970, e outra gravura em preto e branco de Djanira, produzida em 1968 O acervo do museu é formado por cerca de 1.400 peças, entre quadros, esculturas, mobiliários e outros tantos objetos carregados de conceitos, significados e preciosos valores estéticos. E essas coleções estão, continuamente, sendo atualizadas e construídas. “O acervo do MAB é um dos mais importantes em artes visuais da cidade, mas tinha várias lacunas que precisavam ser preenchidas. E isso tem acontecido de três formas: por doações, por transferência de outros setores da Secec e por contrapartidas pelo uso do MAB ou da Concha Acústica”, explica o gerente do espaço, Marcelo Jorge. As doações, em geral, são feitas pelos próprios artistas ou por colecionadores, interessados em ter a peça musealizada – já que isso impacta tanto no valor de mercado quanto na divulgação daquela obra ou autor. Como exemplos de doações, Marcelo cita três obras de Cícero Dias, pioneiro do modernismo no Nordeste, além de gravuras de Debret, Rugendas e Arnoldus Montanus que agora também fazem parte da narrativa promovida pelo MAB. A outra maneira é por transferência de peças dentro da própria Secec, que possui, nos diversos espaços culturais sob sua gestão, um variado acervo de arte. Serigrafias de Siron Franco e de Athos Bulcão são modelos de peças que foram para o museu por meio desse tipo de acordo. Retrato produzido em grafite sobre papel por Di Cavalcanti, em 1943, e calcogravura de Portinari, datada de 1949 No caso das quatro obras citadas no início do texto, no entanto, a aquisição se deu por contrapartida pelo uso da Concha Acústica, que é um desses equipamentos geridos pela secretaria e vinculado ao MAB. A vantagem dessa opção, segundo Marcelo, é que, assim, o museu pode escolher as obras de que precisa, traçando uma melhor estratégia para preencher as lacunas do acervo. Funciona assim: o interessado em utilizar os espaços da Concha ou do próprio MAB para fins privados, com cobrança de bilheteria eventualmente, pode “pagar o aluguel” por meio da doação de uma obra de arte. “A gente apresenta uma lista de importantes artistas que ainda não temos no acervo. O interessado nos apresenta opções de obras disponíveis e fazemos a seleção. A partir disso, é feito um acordo de patrocínio privado direto, em que a pessoa doa aquelas obras e, em troca, utiliza esses espaços. Foi assim que conseguimos adquirir nomes que ainda não tínhamos nas coleções da Secec, mais ou menos conhecidos, mas muito relevantes para a história da arte”, explica o gerente. Grafite sobre papel feita por Di Cavalcanti em 1943 Quem participa da parceria aprova prontamente a negociação. Jorge Luiz é sócio-administrador da produtora Giral Projetos, que transformou o uso da Concha Acústica para o show do ator e comediante Fábio Porchat em uma obra de Cândido Portinari. Já a apresentação do influenciador Deive Leonardo foi convertida na aquisição de uma serigrafia de Judith Lauand e outra do húngaro Victor Vasarely, primeiro grande nome internacional do acervo do MAB. “Foi uma experiência incrível! Já havíamos participado de ações em que doamos serviços e equipamentos técnicos. Mas ter a oportunidade de doar obras de artes nos enche de orgulho, pois isso estará sempre contando parte de nossa história”, celebra. Para Cinara Barbosa, curadora e professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília, é fundamental que a sociedade entenda esses trânsitos como uma possibilidade prazerosa de contribuir com a formação do repertório imagético, artístico e museológico da cidade, entendendo o acervo também como oportunidade de acessar outras formas de conhecimento. “A instituição tem ciência de que isso pode ocorrer, mas é preciso sinalizar para a sociedade que esse interesse pode ser espontaneamente dela”, argumenta. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Cinara conhece bem a história do MAB, pois integrou um projeto de residência artística no museu, realizado dentro do canteiro de obras durante sua reforma. Sob essa perspectiva é que ela observa a relevância da participação da sociedade na compreensão e na fruição do museu. “A população e os artistas precisam entender que a instituição [MAB] é um espaço para a cidade, que pode funcionar para a pesquisa, para lazer, para conhecimento. Precisam entender a importância desse espaço, com todas as suas problematizações, mas refletindo sobre de que forma a gente pode criar condições para que esses projetos sejam comentados e revisitados, e que essa discussão que a arte contemporânea provoca em seus próprios processos e modos de fazer ganhe mais visibilidade, pois a arte e os espaços da arte têm que estar em circulação”, conclui. *Com informações da Secec

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Cultura registrou um ano com diversas realizações

O ano 2021 foi de canteiros de obras e superação de metas para a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Até 31 de dezembro, a pasta empenhou, por meio de editais do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), o aporte de R$ 155 milhões. Esse é o maior investimento de toda a história do FAC e coloca o Distrito Federal na ponta entre as unidades da Federação que mais aplicaram em cultura no ano passado. Cultura investiu em obras durante todo o ano | Foto: Divulgação Para o secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, conhecido como Bartô, este é um marco da administração de Ibaneis Rocha. “Nenhum governo teve essa sensibilidade. O desafio está em fazer com que o FAC seja descentralizado, de forma a atender um universo maior de projetos culturais, como preconiza a Lei Orgânica da Cultura no DF”, diz. Principal instrumento de incentivo ao segmento, o Fundo de Apoio à Cultura foi trabalhado em três editais (Visual Periférico e Multicultural I e II). Juntos, os documentos envolveram 22 linguagens artísticas e ofereceram reservas de vagas para quem nunca tinha acessado o recurso. Pessoas com Deficiência (PCDs) também foram contempladas com o benefício. Uma campanha para popularizar o Cadastro de Entes Agentes Culturais (Ceac), que credencia o proponente a acessar os editais, aumentou em 34% a base de inscritos. Assim, a Secec criou linhas para o Meu Primeiro FAC, com reservas de vagas. “Como nunca antes, todas as linguagens culturais foram alcançadas, com os recursos sendo descentralizados para ampliar o leque de oportunidades. Nunca a periferia foi tão contemplada”, conta Bartolomeu Rodrigues. “Se o Multicultural I tinha o objetivo de descentralizar, democratizar e incluir, o Multicultural II vem com o viés da retomada das atividades econômicas do DF, com a proposta de geração de cerca de 100 mil empregos num prazo de seis meses”, explica o subsecretário de Fomento e Incentivo Cultural, João Moro. A volta do MAB Um dos espaços mais emblemáticos da cultura no DF, o Museu de Arte de Brasília (MAB), está de portas reabertas, após 14 anos de espera. Reinaugurado em 21 de abril de 2021, o local tem alterado, com exposições de qualidade, a rotina da Vila Planalto, formando, juntamente com a Concha Acústica, o Complexo Cultural Beira Lago. “É uma felicidade ter esse museu tão caro para arte e para história das artes visuais de Brasília e do Brasil entregue e com melhorias em sua edificação, sobretudo, porque enfrentamos, neste último ano, a adversidade da pandemia da covid-19”, pontua o secretário. “A sua reabertura é um presente para todos, brasilienses, brasileiros e cidadãos do mundo.” Com a reforma estimada em R$ 9 milhões, o edifício do MAB foi expandido em mais de 500 m². A requalificação total do interior do prédio, com mudança de layout, permitiu a ampliação da galeria do primeiro pavimento para mais de 1.022 m² de área útil, quando antes não chegava a 1.000 m². Também se destaca a qualidade do sistema de ar-condicionado, adequado para instituições museológicas, e do sistema de prevenção a incêndio. Entre as novidades está a instalação de dois elevadores, um deles suficiente para transportar as obras. Pensando na preservação dos itens, a iluminação na galeria foi adequada, evitando incidência de luz solar sobre as telas por meio da instalação de paredes em drywall em frente às janelas. Dedicada às apresentações artísticas ao ar livre, a Concha Acústica voltou a fazer parte do cenário cultural do DF, após investimento de R$ 422 mil para reforma e manutenção do espaço. Entre os trabalhos de manutenção feitos no local, estão a pintura completa e regularização das placas de concreto danificadas que compõem o piso, a reforma do alambrado, pintura das estruturas, instalação de refletores, substituição de vidros e aplicação de película. Os serviços também incluíram pintura dos batentes de proteção da guarita, limpeza das lajes e faixas do estacionamento, roçagem e reparos hidráulicos/elétrico. Manutenção de outros espaços culturais Recuperação do Teatro Nacional é um dos desafios | Foto: Divulgação Importantes para a divulgação das artes em todos os seus segmentos e tendências, os equipamentos culturais do Distrito Federal, além de funcionarem como pontos de encontros, lazer e entretenimento para a população, são essenciais para a formação de conhecimento sobre a arte. Daí a necessidade de estarem sempre adequados e aptos a receber o público. Para tanto, foram aplicados R$ 7 milhões de recursos diretos na recuperação desses locais. Nesse contexto, a recuperação do Teatro Nacional, outro relevante espaço cultural da cidade, surge como um desafio. Mesmo fechado, o teatro recebeu melhorias em todo sistema de refrigeração e ar-condicionado. A Secec e a Novacap estão finalizando os termos do edital para contratação de empresa que fará as obras de restauração do teatro com recursos do próprio GDF.  Cidade Patrimônio Após concluir os estudos e análises das necessidades emergenciais dos principais espaços culturais do DF, a pasta pôs em ação, desde março do ano passado, um plano de trabalho chamado “Brasília, Cidade Patrimônio”, para reformar e fazer a manutenção da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), Memorial dos Povos Indígenas (MPI), Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC), Concha Acústica, Cine Brasília, Museu Nacional da República (MuN), Conjunto Fazendinha e Complexo Cultural Samambaia (CCS). Concha Acústica também passou por reformas importantes | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Composto por um complexo de cinco edificações de madeira construídos nos anos 50, o Conjunto Fazendinha, situado na Vila Planalto, passou por reformas emergenciais nas estruturas de madeiras e instalações elétricas. Até agora, a Secec investiu R$ 290 mil para recuperar o espaço. Localizado na DF-330, Km 4, em Sobradinho, o Polo de Cinema e Vídeo Grande Otelo estava abandonado desde 2013. Com investimentos de mais de R$ 231 mil, a Secec iniciou, em julho de 2021, uma obra de recuperação do galpão central, além da parte elétrica e pintura. O local também ganhou reforço na iluminação, com novas luminárias e refletores externos, pintura, dedetização e manutenção dos jardins da parte externa. “Essa reforma revitaliza a estrutura física do polo, que seguia há anos sem atenção. O que vamos discutir agora é o processo de ocupação. Há muitas ideias postas na mesa”, conta Bartolomeu Rodrigues. Em agosto do ano passado, três espaços memoriais essenciais para a preservação da história e da cultura – Museu do Catetinho, Museu da Memória Candanga (MVNC) e Memorial dos Povos Indígenas (MPI) – tiveram seus sistemas de incêndio substituídos e modernizados. Cravada no coração do Plano Piloto, a Praça do Complexo Cultural da República é um dos espaços públicos mais visitados de Brasília. Point de skatistas, artistas, visitantes do museu e da biblioteca, o local também recebeu intervenções estruturais de manutenção e preservação do patrimônio. Os trabalhos tiveram a parceria do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) com frisagem, varrição, catação, lavagem e pintura dos meios-fios, além da recuperação do espelho d´água. O investimento é da ordem de R$ 187 mil. Após a reintegração do Complexo Funarte Brasília aos equipamentos da secretaria, foi anunciada a reforma do Teatro Plínio Marcos e a mudança de nome para Centro Ibero-Americano de Cultura. A obra prevê manutenção da fachada, impermeabilização da cobertura, pintura externa, recuperação das calçadas, preservação das esquadrias de vidros e recuperação de captação de águas pluviais. O valor do investimento é R$ 485 mil. “Estou muito seguro sobre o futuro do Complexo Cultural Funarte Brasília pela sensibilidade com que a Secretaria de Cultura e Economia Criativa trata desse equipamento”, valoriza o presidente do complexo, Tamoio Marcondes. Já no Gama, a Secec comanda a reforma do Cine Itapuã para recuperar a estrutura do espaço, de valor de R$ 464 mil. Olhar sensível às minorias Com uma atenção especial às minorias, a Secec marcou presença, em 2021, ao reconhecer a potência e talento de artistas do segmento LGBTQIA+ e mulheres negras do DF. Com aporte de R$ 300 mil, a pasta selecionou 80 nomes para premiação. Além de incentivo em dinheiro, os artistas ganhadores levaram troféus e divulgação de seus trabalhos com catálogo ilustrativo. A comissão de seleção do Prêmio LGBTQIA+ avaliou 300 fichas de inscrições e portfólios de artistas consagrados no segmento, que concorreram ao certame por suas contribuições ao desenvolvimento artístico do DF e Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Foram 50 premiados com o valor de R$ 3 mil cada. “Desde que assumi a gestão da pasta de Cultura e Economia Criativa, voltei minha atenção e preocupação para a comunidade LGBTQIA+, simultaneamente uma das mais invisíveis e potentes da cadeia de cultura”, lembra o secretário. Além disso, 30 agentes culturais negras das mais diversas regiões administrativas tiveram suas trajetórias artísticas reconhecidas pela contribuição sociocultural a comunidades em 22 linguagens artísticas diferentes. A iniciativa foi da Subsecretaria de Difusão e Diversidade Cultural (SDDC), que pagou o prêmio de R$ 5 mil a cada uma. “Esse prêmio é só um símbolo do compromisso da Secec com a valorização da diversidade que existe na cultura. As 30 selecionadas, em seu conjunto, representam com excelência a força da arte negra feminina do DF”, saudou a titular da SDDC, Sol Montes. Aldir Blanc Dispositivo emergencial criado pelo governo federal para dar suporte à classe artística no período de pandemia, a Lei Aldir Blanc já pagou 100% dos beneficiários dos projetos da primeira fase, aplicando mais de R$ 33 milhões repassados pela União. O montante representa quase 90% dos recursos empenhados e contempla 2.824 profissionais da área. Na segunda fase, mais 500 agentes culturais foram agraciados, fechando, assim, a execução da lei. Execução de Termo de Fomento Regulamentado por meio do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), o Termo de Fomento consiste na execução, pela Secec, de projetos viabilizados por emendas parlamentares. Em 2021, a pasta aprovou 73 projetos distribuídos com realizações presenciais em todas as RAs, somando R$ 27,7 milhões de investimentos. Esse volume de ações é resultado da assinatura de termos de fomento com Organizações da Sociedade Civil (OSCs). “O Termo de Fomento ganhou um foco na Secec ao percebermos a potência desse instrumento em movimentar a cadeia da economia criativa”, avalia Bartolomeu Rodrigues. “Entendemos que fomentar os espaços culturais do DF é uma experiência muito exitosa. Iniciamos pelo MAB e Concha Acústica, mas queremos expandir o projeto, aberto ao público e de forma gratuita, para outros equipamentos culturais”, conta produtor executivo do projeto Complexo Beira Lago, Acir Carvalho. Arte urbana Em julho de 2021, a Galeria dos Estados ganhou intervenção de grafiteiros e se tornou uma galeria a céu aberto | Foto: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília Aberta a todas as tendências, linguagens artísticas e movimentos, a Secec abraçou a arte urbana no DF promovendo a cultura do grafite pela cidade. Assim, edital no valor total de R$ 150 mil, lançado em 2020, mas só executado em 2021 por conta da pandemia, viabilizou a contratação de 100 artistas com cachê de R$ 1,5 mil cada para colorir o viaduto da Galeria dos Estados. Uma das vias mais importantes do Plano Piloto e todo o DF, a W3 Sul também vai servir de palco para a arte urbana. Isso porque o edital W3 Arte Urbana, lançado em novembro de 2021, escolheu 27 artistas que farão intervenções nas paradas de ônibus da charmosa avenida. Para esse certame, a Secec aportou R$ 81 mil em recursos e vai remunerar cada selecionado com um cachê de R$ 3 mil. Encabeçado pela Secec, o projeto também conta com a parceria das secretarias de Governo (Segov), de Transporte e Mobilidade (Semob) e de Projetos Especiais (Sepe), além da Administração Regional do Plano Piloto. Festival de Cinema de Brasília Maior festa da cultura no DF, nascida cinco anos após a inauguração da cidade, em novembro de 1965, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) é referência nacional e transcende sua importância como mera mostra cinematográfica. O encontro teve êxito de público entre 7 e 14 de dezembro, em formato virtual. “O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro sempre, em sua natureza, foi um espaço para o diálogo com o que está por vir. Daqui nasceram linguagens, estéticas e debates políticos que construíram a identidade do novo cinema brasileiro”, reforça o titular da Secec. A 54ª edição do evento contou com quase mil inscritos e teve a ficção como destaque na mostra competitiva. “Essa edição nasce histórica porque vai pautar esse mundo pós-pandemia. Nada será como antes, e essas tendências serão examinadas nos dias de festival”, festeja o secretário. Foram trabalhos vindos de 11 estados brasileiros, a maioria dialogando com o tema “O Cinema do futuro e o futuro do cinema”. Incentivo à leitura Mala do Livro | Divulgação/Secec Os projetos de incentivo ao livro e a leitura ganharam corpo em 2021, quando a Mala do Livro completou 31 anos, tornando-se um projeto para exportação para outros estados e países da América do Sul e da África que falam português. “A Mala do Livro é um programa tipo exportação, que rompeu as fronteiras do Distrito Federal; tem a força que tem devido a esses voluntários amantes da leitura”, define Bartolomeu Rodrigues. Por meio de aporte de R$ 500 mil, a Secec lançou edital para contemplar 100 agentes com prêmio de R$ 5 mil. Em outra frente, um edital de R$ 1,2 milhão vai capacitá-los. Atualmente, a Mala do Livro tem 75.300 títulos cadastrados no sistema em 196 malas (na verdade, caixas de madeira dobráveis). Há ainda 188 malas disponíveis em instituições que prestam assistência social, além de outras sete em hospitais. A Ride-DF, que avança para Minas e Goiás, contabiliza mais de 500 unidades. Candanguinho e Candango A Secec lançou o I Prêmio Candanguinho de Poesia Infanto-Juvenil, que selecionou 30 obras inéditas de crianças e jovens entre 6 e 17 anos para compor a coletânea de poesias Mala do Livro: uma viagem na cultura, em celebração aos 30 anos do projeto da Biblioteca Nacional de Brasília. “A grande adesão ao Candanguinho mostra que essa iniciativa estava sendo requerida há muito tempo. É um espaço para que crianças e jovens possam se expressar era uma lacuna no DF, por isso a equipe da BNB envolvida no projeto está muito entusiasmada com os resultados. Esse programa e o prêmio representam um pedacinho de um desafio maior de estímulo à escrita, à leitura e à oralidade que a Secec está construindo”, explica a assessora de Relações Institucionais da Secec, Beth Fernandes. Na sequência, veio o edital para selecionar instituição que vai gerir o I Prêmio Candango de Literatura, com aporte de R$ 1 milhão. Essa instituição vai coordenar, em parceria com a Secec, todas as fases do concurso – do lançamento à entrega do prêmio, que terá as categorias Romance, Poesia, Conto, Prêmio Brasília, Capa e Projeto Gráfico, além de duas linhas destinadas a iniciativas de incentivo à leitura (Geral e PcD). “O Prêmio Candango de Literatura é uma aspiração que nasceu desde o início dessa gestão, com o objetivo de integrar a comunidade internacional de língua portuguesa. É uma forma de estimular e valorizar os escritores nesse momento delicado”, conclui o secretário de Cultura e Economia Criativa. Arte: Agência Brasília  

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