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Museu Nacional da República (MUN)

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Feirão do Trabalhador oferece mais de 5 mil vagas de emprego até quinta-feira (18)

Currículos nas mãos, filas nos estandes e alunos formados marcaram o primeiro dia da segunda edição do Feirão do Trabalhador, nesta segunda-feira (15), em frente ao Museu Nacional da República. A governadora Celina Leão participou da abertura do evento e destacou o papel da iniciativa na geração de oportunidades.   “Quem está procurando emprego, quer fazer um currículo ou busca uma qualificação profissional pode encontrar tudo isso aqui. O mercado também está preparado para dar uma primeira oportunidade a quem ainda não tem experiência”, garantiu. “Quem está procurando emprego, quer fazer um currículo ou busca uma qualificação profissional pode encontrar tudo isso aqui. O mercado também está preparado para dar uma primeira oportunidade a quem ainda não tem experiência”, assegurou a governadora Celina Leão | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O feirão é gratuito e segue até quinta-feira (18), das 8h às 19h. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, mais de 100 empresas participam do evento e oferecem mais de 5 mil vagas de emprego.“As entrevistas já começam no próprio evento e quem não tiver carteira de trabalho pode emitir o documento na hora”, explicou.   Rumo ao mercado A abertura do feirão também marcou a formatura da 6ª etapa do 4º ciclo do QualificaDF Móvel. Ao todo, 501 alunos concluíram os cursos de qualificação profissional oferecidos pelo programa. Entre os formandos do QualificaDF Móvel estava a professora Naiara Faria, de 38 anos. Moradora da Candangolândia, ela concluiu o curso de administração e empreendedorismo com o objetivo de abrir um negócio no ramo alimentício. “A gente aprendeu sobre como abrir uma empresa, como trabalhar no dia a dia e aplicar gestão e administração também. Eu pretendo usar esse curso para começar meu empreendimento”, contou. “A gente aprendeu sobre como abrir uma empresa, como trabalhar no dia a dia e aplicar gestão e administração também. Eu pretendo usar esse curso para começar meu empreendimento”, afirmou a professora Naiara Faria, de 38 anos Cleonice Pereira de Castro, de 69 anos, participou do mesmo curso. “Eu já trabalho com artesanato e faço salgados, então quero dar continuidade nisso. O curso deu ainda mais vontade de empreender”, disse. Além dos cursos concluídos pelos formandos do QualificaDF Móvel, o feirão oferece oportunidades para quem deseja iniciar uma nova capacitação. Ao longo da programação, serão disponibilizadas mais de 12 mil vagas em cursos de qualificação profissional. “Quem ainda não encontrar uma oportunidade de emprego pode sair daqui já encaminhado para um curso de qualificação e entrar no mercado de trabalho logo em seguida”, afirmou Thales Mendes. Agenda gratuita Além dos cursos concluídos pelos formandos do QualificaDF Móvel, o feirão oferece oportunidades para quem deseja iniciar uma nova capacitação A programação também inclui palestras com convidados conhecidos do público. Nesta segunda-feira (15), às 17h, o historiador e professor Leandro Karnal fala sobre desenvolvimento humano e trajetórias profissionais. Na terça-feira (16), o evento terá a formatura do 1º ciclo do RenovaDF. Na quarta-feira (17), haverá o lançamento do 2º ciclo do programa e palestra do empreendedor Rick Chesther a partir das 10h. Já na quinta-feira (18), a programação começa às 9h30, com a aula inaugural da Fábrica Social da Beleza e de Corte e Costura. Às 15h, o empresário e mentor Ravell Nava encerra a programação de palestras com uma fala sobre liderança e comunicação estratégica. Em 2025, o Feirão do Trabalhador recebeu cerca de 10 mil visitantes e ajudou no encaminhamento de mais de 5 mil pessoas para o mercado de trabalho. A entrada é gratuita e aberta ao público. Serviço Feirão do Trabalhador 2026 De 15 a 19 de junho Das 8h às 19h Em frente ao Museu Nacional da República Entrada gratuita

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Programação cultural do fim de semana no DF tem de exposições a mostras de cinema

De sexta (22) a domingo (24), o Distrito Federal convida o público a curtir expressões artísticas espalhadas pela cidade, que vão de exposições e teatro a shows e festivais de cinema. A programação inclui toda a família e conta com o apoio das secretarias de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e de Turismo (Setur-DF). Confira os eventos a seguir e escolha o seu favorito. Cine Brasília Um dos destaques do fim de semana é a segunda parte do Ghibli Fest, em homenagem a um dos maiores estúdios de animação do mundo, que chega ao Cine Brasília e se estende neste fim de semana com 14 filmes na programação. Entre eles, Princesa Mononoke, O Conto da Princesa Kaguya, O Castelo no Céu, O Mundo dos Pequeninos, As Memórias de Marnie, O Reino dos Gatos e Contos de Terramar. A mostra também vem com novas sessões de Meu Amigo Totoro, A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado, O Serviço de Entregas da Kiki e outras animações. Curtir um filme no Cine Brasília é sempre uma boa pedida para o final de semana | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Com entrada acessível, o equipamento público também conta com estreias além do festival, exibindo sucessos como Michael, um longa focado na carreira do Rei do Pop, Michael Jackson; e também o documentário brasileiro Mambembe, de 2024, que retoma uma filmagem de 2010 sobre um topógrafo errante e seu encontro com três mulheres de um circo mambembe. Espaço Cultural Renato Russo No Espaço Cultural Renato Russo, a exposição Superfície Interna, de Lydia Daza, está em cartaz até domingo e aborda a condição humana, emoção, paisagem, tempo e espaço com técnicas mistas empregadas como o uso de carvão e colagem. A visitação é das 10h às 20h, com entrada gratuita na Galeria Rubem Valentim. O Espaço Renato Russo também recebe, no sábado e no domingo às 16h, o projeto Entre Beneditos e Ubus, teatro de bonecos para adultos com a releitura abrasileirada do clássico de Alfred Jarry. A história narra a jornada do Pai Ubu, anti-herói influenciado pelos caprichos de sua esposa que decide derrubar o rei e assumir o trono. Com entrada franca e sessões com acessibilidade, a duração do espetáculo é de 55 minutos e a classificação é de 14 anos. Museus Na Galeria 3 do Museu Nacional está a exposição Colagem e Poéticas da Alteridade, do Coletivo Iló, formado por nove antropólogas e artistas cujas obras permeiam entre natureza, ciência e imaginação nas colagens. O museu funciona de terça a domingo, das 9h às 18h30, com entrada gratuita e agenda completa do espaço nas redes sociais — incluindo a 36ª Bienal de São Paulo e a 19ª Bienal de arquitetura de Veneza em suas galerias. Já no Museu de Arte de Brasília (MAB), há a chance de visitar a exposição MAB: Você Está Aqui, que dispõe de fotografias, mapas, projetos, documentos históricos, obras de arte e recursos acessíveis que ajudam a revelar como o museu também conta a história de Brasília. A exposição segue até 30 de maio, com programa educativo gratuito de quinta a domingo, das 10h às 19h. Pela cidade O Museu Nacional também é uma das atrações da programação cultural | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Outras opções de diversão gratuita no DF neste fim de semana incluem os complexos culturais da cidade, como o de Samambaia, com uma oficina de dança e circo no sábado, a partir das 14h; e o de Planaltina, com oficinas de produção de eventos musicais e o Desafio de Cidades de Jiu-jítsu, no domingo. No Cruzeiro, de sexta a domingo, o espetáculo Poéticas de Brasília chega aos palcos em uma montagem que une teatro, música e história. Com entrada franca e classificação indicativa livre, a peça ocorre no Auditório do CEMI do Cruzeiro e mergulha nas origens da capital brasiliense. Já em São Sebastião, o evento musical Brasília 66 recebe artistas como o cantor Belluco, a dupla Rick e Rangel, Kamisa 10 e George Henrique & Rodrigo, em um palco em frente à administração. Serão dois dias de programação: no sábado às 19h e no domingo a partir das 15h, além de estrutura completa com área kids e praça de alimentação. A entrada é gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. Turismo e lazer Para quem quer conhecer os atrativos turísticos da capital federal, independentemente da programação, a Secretaria de Turismo (Setur-DF) organizou rotas que valorizam diferentes áreas. Há, por exemplo, a Rota do Queijo, a Rota Arquitetônica, a Rota do Rock e a Rota da Paz, esta última dedicada aos espaços de fé e misticismo. Confira todas as rotas aqui. Há ainda a opção de aproveitar, pelo programa Lazer para Todos, o Zoológico de Brasília, aberto de terça-feira a domingo e nos feriados, das 8h30 às 17h; e o Jardim Botânico, que funciona de terça a domingo, das 9h às 17h — sendo gratuito aos domingos. Também dá para chegar a todos os atrativos aos domingos e feriados sem pagar tarifas no metrô e nos ônibus, pelo programa Vai de Graça.

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Em dia emocionante, casais provam trajes para o Casamento Comunitário do dia 7 de dezembro

A semana começou com emoção redobrada para os 100 casais selecionados para a quarta edição de 2025 do Programa Casamento Comunitário, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF). Nesta segunda-feira (24), noivos e noivas viveram um dos momentos mais marcantes da preparação para o grande dia: a prova oficial dos trajes que usarão na cerimônia do próximo 7 de dezembro, às 17h, em um dos cartões-postais mais simbólicos de Brasília — o Museu Nacional da República. Logo no início da manhã, entre sorrisos, mãos trêmulas e olhos brilhando, a autônoma Raquel de Araújo, 21 anos, e o auxiliar de logística Samuel Laureano, 23 anos, traduziram a emoção compartilhada por tantos outros. Moradores do Riacho Fundo II, eles se conhecem desde a adolescência, mas o amor floresceu há dois anos. A chance de oficializar a união veio durante o GDF Mais Perto do Cidadão, quando encontraram o estande do Casamento Comunitário. “Nossa relação é perfeita, mas a oficialização ainda era um sonho distante devido aos custos e à burocracia. Hoje, depois da prova, me senti como uma princesa, uma noiva de verdade. Estou contando os dias para entrar na passarela e dizer ‘sim’”, contou Raquel, emocionada. Samuel, ao vestir o terno escolhido, mal conseguia falar: “Estou tremendo até agora. Sempre sonhei em casar de verdade e construir uma família linda. Sou muito grato por tudo o que está acontecendo.” "Hoje, depois da prova, me senti como uma princesa, uma noiva de verdade. Estou contando os dias para entrar na passarela e dizer ‘sim’”, contou Raquel de Araújo | Foto: Jhonatan Vieira/Ascom Sejus Vestidos, ternos e lágrimas: um dia de sonhos moldados com cuidado Durante toda a manhã e a tarde, os 100 casais passaram pela prova dos trajes. Para garantir privacidade e conforto, homens e mulheres foram atendidos em espaços separados, preparados especialmente para o momento. Centenas de modelos de vestidos, ternos, gravatas e acessórios — dos clássicos aos modernos — estavam disponíveis para representar o estilo e a história de cada casal. Quem precisou de ajustes recebeu atendimento imediato da equipe técnica da Sejus, que acompanhou cada etapa para assegurar que tudo esteja perfeito no grande dia. A dona de casa Tâmires de Melo, 27 anos, do Recanto das Emas, mal conteve a alegria ao encontrar “o vestido perfeito”. “Caiu como uma luva. Me senti uma princesa. É uma explosão de felicidade saber que é essa roupa que vou usar no dia mais especial da minha vida”, disse, com o sorriso de quem já vive a contagem regressiva. Próximos passos na jornada até o “sim” A preparação continua neste sábado (29), quando os casais participarão do ensaio oficial da cerimônia, das 8h30 às 11h, também no Museu Nacional da República. Eles receberão orientações detalhadas sobre entrada, posicionamento, dinâmica do desfile e o tão aguardado momento da troca de votos. A cerimônia do dia 7 de dezembro deve reunir mais de 5 mil convidados. A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, destaca a importância de cada etapa do programa. “O Casamento Comunitário é sobre sonhos, dignidade e a oportunidade de começar uma nova etapa da vida com beleza e segurança. Cada detalhe — do traje ao cerimonial — é pensado com muito carinho para que este seja o dia mais especial da vida de cada casal. Ver essa emoção de perto nos lembra por que o programa é tão transformador”, afirmou. “O Casamento Comunitário é sobre sonhos, dignidade e a oportunidade de começar uma nova etapa da vida com beleza e segurança. Cada detalhe — do traje ao cerimonial — é pensado com muito carinho para que este seja o dia mais especial da vida de cada casal. Ver essa emoção de perto nos lembra por que o programa é tão transformador” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania do DF Casamento Comunitário: amor, direitos e oportunidades A edição de dezembro será a quarta realizada em 2025. Somadas às três anteriores, 300 casais já oficializaram sua união neste ano, todos em cerimônias completas, gratuitas e planejadas nos mínimos detalhes. Criado em 2021, o programa já beneficiou mais de mil casais, garantindo não apenas a celebração simbólica, mas também direitos legais fundamentais, como: sucessão patrimonial; inclusão em programas sociais; acesso a pensão; e segurança jurídica — especialmente essencial para famílias em situação de vulnerabilidade. Ao longo das edições, a Sejus-DF estabeleceu uma estrutura que oferece tudo sem custo: vestidos, ternos, cabelo, maquiagem, chegada em carros da Uber Black, fotos profissionais, cerimonial completo, passarela exclusiva e decoração especial. Todo o processo é viabilizado graças a parcerias com instituições públicas e privadas, ampliando o alcance e o impacto do programa.   *Com informações da Sejus-DF

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Segundo dia do Festival Consciência Negra leva música, formação e empreendedorismo ao Museu Nacional

O Festival Consciência Negra 2025 apresenta uma programação variada na área externa do Museu Nacional da República nesta sexta-feira (21), segundo dia de atividades. Realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) em parceria com o Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade e com apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o evento segue até sábado com shows, debates, gastronomia, feira afro e ações para todas as idades. Na quinta-feira (20), dia de abertura, o festival recebeu cerca de 50 mil pessoas nos dois palcos, na feira criativa, na praça de alimentação e nos espaços de convivência, consolidando-se como um dos principais encontros de celebração, formação e afirmação da identidade negra no Distrito Federal. Com o tema Raízes que Conectam o Futuro, o festival reúne, ao longo de três dias, música, artes visuais, moda, gastronomia, literatura, debates formativos, infância e empreendedorismo. A programação é gratuita mediante retirada de ingresso pelo Sympla e doação de 1 kg de alimento não perecível. O festival recebeu cerca de 50 mil pessoas nos dois palcos, na feira criativa, na praça de alimentação e nos espaços de convivência | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Primeiro dia lota área externa e marca abertura com shows e debates Na quinta-feira (20), primeiro dia do festival, o público ocupou todos os espaços montados no entorno do Museu Nacional. A roda de capoeira do Mestre Cobra e as atividades do Espaço Kids tiveram grande participação ao longo do dia, assim como a área expositiva. O Espaço da Beleza registrou filas contínuas para tranças e turbantes, reforçando a procura por estética e identidade negra. Na Tenda Muntu, o painel Mulheres Negras e a Educação que Liberta lotou o ambiente e reuniu estudantes e professores da rede pública em um debate sobre educação, raça e equidade. À noite, os palcos concentraram o público. O Palco Brasilidades abriu com o ritual do Afoxé Ogum Pá e seguiu com apresentações de Daniel Beira Rio, Cida Avelar, ballroom e Isa Marques. Na Arena Lydia Garcia, Laady Bi e Ju Moreno antecederam os shows de Ludmilla, que apresentou a inédita Dopamina, e Alexandre Pires, que encerrou cantando sucessos da carreira. A feira criativa e a praça gastronômica também registraram forte movimento durante todo o dia, reunindo empreendedores e culinária de matriz africana. Letramento racial em linguagem acessível: palestrante ganha destaque no segundo dia Um dos momentos mais densos da programação formativa desta sexta-feira (21) ocorreu na oficina Descomplicando o Letramento Racial, conduzida por Eric Marques Albernaz, pedagogo, professor há quase 14 anos e especialista em desenvolvimento e assistência social da Sejus-DF. Eric Albernaz: "A pessoa reproduz o racismo sem perceber, sem ter sido letrada. O trabalho é de acolhimento, diálogo e consciência” Com linguagem direta, ele defendeu que o debate sobre raça precisa sair dos círculos acadêmicos e alcançar a população de forma simples, acolhedora e objetiva. “A pessoa reproduz o racismo sem perceber, sem ter sido letrada. O trabalho é de acolhimento, diálogo e consciência”, afirmou. Eric reforçou que compreender a origem do racismo, e as estruturas que o mantêm, é o ponto de partida para transformações reais. Por isso, seus encontros começam do básico e avançam conforme a demanda do público, tocando em temas como identidade racial, formação da categoria “pardo”, erros em bancas de avaliação fenotípica e diferenciação entre preconceito individual e racismo estrutural. O pedagogo também destacou o papel do Estado, citando ações da Sejus-DF em comunidades e empresas. “Não é acusação, é acolhimento. As pessoas reproduzem porque não foram letradas. A ideia é criar espaço de diálogo para entender que vivemos em uma sociedade diversa, com maioria negra”, disse. Para ele, o festival ganha força por estar em um local acessível, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. “O que me encanta é ver um evento desse porte ao lado da rodoviária. As pessoas chegam sem depender de transporte próprio. A estrutura está muito boa e o diálogo entre cultura, saúde e direitos humanos é essencial.” O professor também abordou a necessidade de ampliar políticas públicas e de aproximar o debate racial da “base”, onde ele observa maior resistência, não por rejeição ao tema, mas pela forma como ele costuma ser apresentado. “Grande parcela da população não tem acesso às discussões acadêmicas. Quando o debate chega numa bolha muito acima dela, afasta. A gente precisa simplificar a conversa, ouvir a base e trabalhar com linguagem acessível.” Ao final, Albernaz reforçou que a responsabilidade pela superação do racismo é coletiva, atravessa gênero, classe, território e saúde, e depende da continuidade de iniciativas públicas. “É responsabilidade de todo mundo. Eu acredito que estamos avançando, mas falta muita coisa. E é importante lembrar: estamos num tempo em que a gente pode fazer.” Feira afro impulsiona vendas e amplia visibilidade de empreendedores “O festival está maravilhoso, a movimentação ótima. Ontem tive uma renda muito boa e hoje as vendas também estão ótimas”, contou a empresária Laís Pereira Rodrigues A feira afro, com empreendedores de diferentes regiões do DF, registrou grande movimento durante o primeiro dia do evento e, segundo os expositores, a expectativa para o segundo dia é de ainda mais vendas. Expositora de acessórios femininos, Laís Pereira Rodrigues, criadora da marca Preta Abusada, comemorou o resultado. “O festival está maravilhoso, a movimentação ótima. Ontem tive uma renda muito boa e hoje as vendas também estão ótimas”, contou. Ela trabalha com acessórios em aço cirúrgico, semijoias e peças para diferentes públicos. “Gosto de atender a todas as mulheres, deixar todo mundo bonito. Acho que isso aqui deveria ser mais frequente. A gente tem que ser mais vista e ter oportunidade sempre.” Criadora da marca Negramê, especializada em macramê e bonecas de orixás, Miriam Martins também relatou vendas aquecidas, inclusive para turistas internacionais. “As vendas foram muito aquecidas, principalmente para a linha de vestuário autoral. Esse tipo de festival é o meu décimo terceiro do mês de novembro, é como se fosse o meu décimo terceiro salário”, comparou. Miriam defende que iniciativas assim sejam permanentes. “Nós somos pretos o ano inteiro. Não dá para depender só de novembro. A gente precisa de políticas públicas e espaço em Brasília para montar nossas tendas e girar a economia o ano todo.” Público destaca pertencimento, reparação e convivência Entre os visitantes desta sexta-feira, a psicóloga Naila Reis buscou livros infantis, produções de amigos e atividades ligadas à negritude. Ela reforçou o papel do festival como espaço de reflexão e convivência. “É importante pensar a nossa linguagem, rever ditos e frases que ainda preservam preconceitos. Encontros como esse fazem as pessoas se verem, se reconhecerem e pertencerem”, afirmou. Para Naila, o 20 de novembro precisa ser encarado como um marco de reparação histórica, e não apenas de celebração. “Que a gente tome o dia 20 como um dia realmente da consciência negra, um tempo de reparação. A dívida histórica é muito grande. O festival está belíssimo e bem estruturado.” Música toma conta da Arena Dona Lydia A programação musical desta sexta-feira se concentra na Arena Dona Lydia, com apresentações de Israel Paixão, Os Pacificadores, Uel, Timbalada e Mumuzinho ao longo da noite. A praça gastronômica Sabores do Quilombo funciona das 12h às 22h, e o público também acompanha oficinas no Espaço Kids, exposição Retratos e a feira afro durante todo o dia.[LEIA_TAMBEM]  Confira a programação desta sexta-feira (21): Exposição 12h–22h — Exposição Retratos Espaço Kids 14h–15h — Oficina Tambores de papel 15h–16h — Oficina de dança afro Gastronomia 12h–22h — Sabores do Quilombo Feira Afro 14h–22h — Feira Kitanda e convidados Tenda Muntu 14h30 — Descomplicando o Letramento Racial: O básico sobre raça que toda pessoa precisa saber – palestrante: Eric Marques 16h – Painel Estética Negra; Para Além do Look — Palestrantes: Victor Hugo Soulivier, juiz Fábio Esteves, Ruth Venceremos, Patrick Jhonnes, Marcus Oliveira e Arte Preta / Moderador: Wemmia Anita Shows (Arena Dona Lydia) 18h – Israel Paixão 19h10 – Os Pacificadores 20h30 – Uel 22h30 – Timbalada 00h30 – Mumuzinho Encerramento no sábado terá cortejo e grandes shows No sábado (22), o festival encerra a programação com cortejo do Grupo Cultural Obará, atividades para crianças, novos debates na Tenda Muntu e shows de Carol Nogueira, Dhi Ribeiro, Benzadeus, Carlinhos Brown, Psirico e Thiago Kallazans. Serviço: Festival Consciência Negra 2025 Museu Nacional da República Até sábado (22) Entrada gratuita, com retirada de ingressos pela plataforma Sympla Doação sugerida: 1 kg de alimento não perecível

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