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Oficinas de muralismo fortalecem vínculos entre saúde, cultura e comunidade no DF

Cores e histórias começam a ganhar forma nos muros das unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal com o Programa de Oficinas e Práticas de Muralismo. A iniciativa promove a integração entre saúde, cultura e arte, contribuindo para o bem-estar da população e para a valorização dos espaços de cuidado. Nesta terça-feira (9), a UBS 1 da Asa Sul recebeu a segunda oficina do programa, reunindo usuários e profissionais de saúde. A atividade faz parte de uma proposta que transforma vivências e memórias da comunidade em intervenções artísticas permanentes. Para o gerente de Práticas Integrativas em Saúde da Secretaria de Saúde (SES-DF), Marcos Trajano, os murais ajudam a fortalecer o vínculo entre a população e o sistema público de saúde. “Reconhecendo o SUS como patrimônio de todos nós, buscamos criar imagens que transmitam esse sentimento de pertencimento, identidade e memória das pessoas que frequentam as nossas unidades de saúde”, afirma. Com base no material produzido pelos participantes, é elaborada a arte que será criada em uma das paredes da UBS | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF   Construção coletiva Conduzido pela Gerência de Práticas Integrativas em Saúde da SES-DF, o programa começou em maio e integra as ações da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais (RHAMB), iniciativa da pasta em parceria com a Fiocruz Brasília. A primeira oficina foi realizada na UBS 2 do Guará, onde o mural já foi concluído a partir das contribuições dos participantes. As oficinas reúnem usuários e profissionais de saúde em um processo criativo conduzido por pesquisadoras. Durante os encontros, os usuários traduzem em desenhos suas experiências com a unidade, com as PIS e com os Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (HAMB). Com base nesse material, é elaborada a arte que será criada em uma das paredes da UBS. Entre os participantes da oficina na UBS 1 da Asa Sul estava Ilza Santos, 69 anos, frequentadora das atividades de ginástica, automassagem e do horto da unidade. Em seu desenho, ela retratou plantas cultivadas no espaço e pessoas praticando exercícios físicos, imagens que poderão integrar a composição final do mural. “Vou ficar muito feliz se alguma parte do meu desenho estiver na parede. É uma forma de contribuir e deixar um pedacinho da minha história registrado aqui”, conta. “Vou ficar muito feliz se alguma parte do meu desenho estiver na parede. É uma forma de contribuir e deixar um pedacinho da minha história registrado aqui” Ilza Santos, participante da oficina   Ao longo do segundo semestre, o programa passará por dez UBSs distribuídas pelas sete regiões de saúde do DF. A iniciativa une Atenção Primária à Saúde (APS), agroecologia, metodologias participativas e práticas artísticas para tornar os ambientes mais acolhedores e fortalecer os laços entre comunidade e serviço público. A encarregada do processo de sistematização da experiência, Erika Hurtado, destaca que cada oficina traz aprendizados diferentes. “Estamos conhecendo realidades muito diversas e isso nos desafia a criar atividades que dialoguem com cada território. É um processo de troca, criatividade e construção coletiva muito rico”, ressalta.   Impacto social Além de contribuir para a melhoria da ambiência das unidades, o programa busca aproximar outras iniciativas desenvolvidas nos territórios. Na Asa Sul, por exemplo, a proposta dialoga com uma escola pública vizinha que mantém um projeto de agrofloresta. “A ideia é conectar ações da saúde e da educação que compartilham princípios agroecológicos, ampliando o alcance dessas experiências na comunidade”, explica Trajano. Ao final do ciclo, todo o processo será registrado em um material que ficará disponível para consulta pública.    *Com informações da Secretaria da Saúde

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Oferecida na rede pública, prática de yoga contribui para saúde e bem-estar

A promoção da saúde vai muito além da oferta de medicamentos e do atendimento em hospitais. Exemplo disso são as 17 práticas integrativas em saúde (PIS) atualmente oferecidas à população pela Secretaria de Saúde (SES-DF) com a premissa de tratar o indivíduo em seus aspectos físico, mental, psíquico, afetivo e até espiritual. As práticas integrativas em saúde, como yoga, visam tratar o indivíduo em seus diversos aspectos, como físico, mental e psíquico | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF “É importante ressaltarmos que as PIS trazem uma visão ampliada dos cuidados, focando a saúde e a pessoa, e não predominantemente a doença. Elas abordam a saúde do ser humano na sua integralidade”, afirma a referência técnica distrital (RTD) em yoga da SES-DF, Maria Cristina Serafim. E é justamente o yoga, disciplina milenar de origem indiana com inúmeros praticantes ao redor do mundo, umas das práticas de maior destaque dentre as PIS. “Muita gente acha que relaxar é fácil, mas na verdade não é. O nosso dia a dia aqui é muito agitado, então é fundamental esse momento de quietude, de olhar para dentro, de perceber o próprio corpo. Isso facilita tanto a parte mental e física quanto a espiritual” Érica Barbosa, enfermeira “A prática do yoga promove a saúde física e mental, proporcionando alongamento e flexibilidade, equilíbrio, condicionamento físico, alívio de dores crônicas;  melhora na qualidade do sono, no desempenho cognitivo e na memória, além da regulação emocional e do humor”, elenca Serafim. Ela explica que o tratamento – presente no rol de PIS ofertadas pela SES-DF desde a implementação da Política Distrital de Práticas Integrativas em Saúde (PDPIS), em 2014 – já vinha sendo ofertado em algumas unidades da rede pública desde 2001. Hatha yoga e laya yoga A SES-DF oferece duas modalidades de yoga à população: o hatha yoga e o laya yoga. Marta Alayde Montenegro é RTD colaboradora em yoga na SES-DF e ensina que a diferença entre as duas disciplinas está nas funções atribuídas à postura psicofísica (asana) e à respiração (pranayama) em cada prática. “O hatha yoga é uma técnica em que podemos trabalhar asanas e pranayamas, exercitando o físico e o mental, tonificando o corpo, trabalhando a força do sol e da lua, a dualidade”, detalha. O laya yoga, por sua vez, “é uma técnica mais meditativa, que trabalha com pranayamas que induzem ao sono e ao relaxamento; dissolve condicionamentos e trabalha o inconsciente e o subconsciente, no possui contraindicação alguma”, afirma Montenegro. Ela ainda explica que o yoga é também uma terapêutica da medicina clássica indiana, podendo ser associado à meditação e ao ayurveda, também componente das PIS. “Qualquer pessoa pode realizar a prática do yoga. As aulas são planejadas de acordo com o grupo ou individualmente, realizando-se variações de acordo com cada caso”. Combate a patologias e autoconhecimento O yoga é parte integrante da Política Distrital de Práticas Integrativas em Saúde (PDPIS), implementada em 2014 A prática continuada de yoga se mostra eficaz no tratamento de diversas doenças respiratórias, como a asma, pois fortalece a função pulmonar dos pacientes. Também atua no cuidado de distúrbios mentais, como depressão e síndrome do pânico, e de sintomas associados ao climatério, como insônia, sudorese noturna e alterações de humor. Para a dona de casa Maria Luselina Lacerda, conhecida como Lina, as aulas de yoga na Unidade Básica de Saúde (UBS) 4 de Samambaia representaram um incremento importante ao seu bem-estar geral. “Melhora bastante os movimentos do corpo. No dia a dia, você se sente mais leve para fazer as coisas em casa. Eu não trabalho fora, mas em casa é muito trabalho”, conta. Lina conta que o yoga foi imprescindível durante uma situação recente de intenso estresse: “Passei por uma situação difícil, em que precisei fazer uma técnica de respiração para me acalmar. Eu ia ficar o dia todinho sentindo dor, estressada, mas fiz a técnica de respiração e passei aquela data tranquila”. O yoga também vem sendo útil aos próprios profissionais da UBS 4, que muitas vezes participam das atividades junto aos usuários de saúde. Para a enfermeira Érica Barbosa, membro da equipe de Saúde da Família (eSF) 02, a técnica oferece benefícios que vão além das questões fisiológicas. “Muita gente acha que relaxar é fácil, mas na verdade não é. O nosso dia a dia aqui é muito agitado, então é fundamental esse momento de quietude, de olhar para dentro, de perceber o próprio corpo. Isso facilita tanto a parte mental e física quanto a espiritual”. Para conhecer as unidades da SES-DF que oferecem as práticas de yoga – tanto o hatha yoga quanto o laya yoga –, acesse aqui. *Com informações da SES-DF  

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Unidades de saúde oferecem yoga, acupuntura e outras práticas alternativas

Os brasilienses estão atentos a alternativas que integrem saúde física e mental e ofereçam cuidados integrados. Resultado disso é a busca por Práticas Integrativas em Saúde (PIS), ofertadas em 176 unidades de saúde do Distrito Federal. Até o início de setembro, 22.563 pessoas realizaram alguma prática na rede local. As Práticas Integrativas de Saúde (PIS) são entendidas como tecnologias que abordam a saúde do ser humano nas áreas física, mental, psíquica, afetiva e espiritual | Foto: Divulgação/SES-DF Yoga, acupuntura, shantala e terapia comunitária são algumas das 17 modalidades disponíveis, todas abertas ao público. No site da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) há uma lista com a oferta por região. As PIS são entendidas como tecnologias que abordam a saúde do ser humano de forma multidimensional, ou seja, pelas formas física, mental, psíquica, afetiva e espiritual. [Olho texto=”“Na atenção básica, há agentes comunitários de saúde, unidades básicas de saúde com portas abertas e clínicas com equipes multidisciplinares, que promovem atividades individuais e coletivas. Na atenção secundária, os profissionais de saúde incluem, no plano terapêutico, as práticas que mais se adequam às necessidades do usuário. E, na atenção terciária, a população participa nas modalidades oferecidas em cada unidade”” assinatura=” Cristian da Cruz Silva, gerente de Práticas Integrativas em Saúde (PIS) da SES-DF” esquerda_direita_centro=”direita”] “Deixa a gente muito tranquila”. É assim que Maria da Guia Borges Lima, de 71 anos, descreve a sensação após a prática de yoga na Unidade Básica de Saúde (UBS) 10 de Santa Maria. Com diagnóstico de insônia e ansiedade, a idosa iniciou a prática para melhorar a saúde. No local, ela também faz auriculoterapia, técnica de pressão em pontos específicos na orelha. “A gente vai melhorando o corpo inteiro. Retira a minha ansiedade e o meu estresse”, avalia. Outra prática presente na unidade de saúde é a shantala, uma técnica de massagem voltada para bebês, que fortalece os vínculos e traz outros benefícios à saúde da família como um todo. Pode ser realizada com bebês a partir de um mês de idade. “Muitos não conhecem, meu filho gostou muito, ficou bastante tranquilo”, conta Géssica Assis da Silva, mãe de Leonardo Matias Assis, de quatro meses. Modalidades O Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito nacional, reconhece 29 práticas integrativas. Na Política Distrital de Práticas Integrativas em Saúde (PDPIS), estão elencadas 17. São elas: acupuntura, arteterapia, auriculoterapia, automassagem, plantas medicinais e fitoterapia, homeopatia, Lian Gong em 18 terapias, medicina e terapias antroposóficas, meditação, musicoterapia, reiki, shantala, tai chi chuan, Terapia Comunitária Integrativa (TIC), ayurveda, yoga (hatha e laya) e a Técnica de Redução de Estresse (T.R.E.). Pela rede de saúde do DF, são 17 práticas disponíveis. Há oferta presencial e virtual para toda a população | Foto: Thaís Cavalcante/Agência Saúde-DF Em 2021, 34.687 pessoas buscaram alguma PIS nas unidades do DF. O número subiu 51,5% em 2022, quando o ano fechou com 52.561 praticantes. As PIS são exercidas por profissionais de saúde da rede pública do DF devidamente habilitados por meio de cursos de capacitação ou com formação específica. As práticas estão presentes em todos os níveis de atenção. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Na atenção básica, há agentes comunitários de saúde, unidades básicas de saúde com portas abertas e clínicas com equipes multidisciplinares, que promovem atividades individuais e coletivas. Na atenção secundária, os profissionais de saúde incluem, no plano terapêutico, as práticas que mais se adequam às necessidades do usuário. E, na atenção terciária, a população participa nas modalidades oferecidas em cada unidade”, explica o gerente de Práticas Integrativas em Saúde (PIS) da SES-DF, Cristian da Cruz Silva. As PIS reúnem visões de mundo, do ser humano e do processo de adoecimento e saúde, colocando o indivíduo como protagonista. “O sujeito é o protagonista das relações com ele mesmo, com a comunidade, com o sistema único de saúde e com o meio ambiente. Sendo nestas relações, e não somente em medicamentos, que se encontra o verdadeiro processo de promoção de saúde”, acrescenta Silva. *Com informações da SES-DF

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Governadores defendem aprovação de texto complementar à reforma tributária

Ibaneis Rocha (à dir.) coordenou o evento com os chefes dos Executivos estaduais nesta terça-feira (6) | Foto: Renato Alves / Agência Brasília O apoio ao texto complementar à reforma tributária que será enviado ao Congresso Nacional neste primeiro semestre foi defendido nesta terça-feira (6) durante o 6º Fórum de Governadores. O evento reuniu chefes do Executivo e representantes estaduais que também debateram a reforma da Previdência e a aprovação de uma nova versão da Lei Kandir – ainda sem consenso para votação. No encontro, na sede do Banco do Brasil em Brasília, os governadores optaram por um texto complementar ao da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, que tramita na Câmara dos Deputados. Os secretários de Fazenda do Piauí, Rafael Fonteles, e de Pernambuco, Décio Padilha, fizeram apresentações sobre o assunto e levaram propostas aos governadores. Coordenador do encontro, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, defendeu a reforma como “extremamente necessária”, apesar de a discussão ser técnica e envolver interesses de muitos estados que vão perder alguma coisa com ela. Secretário de Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha foi um dos responsáveis pelo detalhamento da proposta alternativa | Foto: Paulo H. Carvalho Para Ibaneis, porém, a discussão tem sido pautada de forma honesta e sem deixar de fora os estados mais ricos da Federação. “Não se pode fazer reforma tributária sem tirar um pouco daqueles [estados] que ganham muito e fazer uma redistribuição para aqueles que tiveram perdas”, destacou o governador Ibaneis. Impostos Os gestores acompanharam a apresentação sobre a estrutura básica da PEC do Imposto de Valor Adicionado (IVA), que recebe esse nome por unificar tributos diversos como ICMS, PIS e Cofins. No texto, as premissas para reforma tributária apontam para nove tópicos: simplificação; padronização; princípio de destino; fim da guerra fiscal; combate à regressividade; política de desenvolvimento regional; compensação das perdas face ao novo modelo; permanência da Zona Franca de Manaus; e não aumentar a carga tributária. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, deve abrir prazo até 16 de agosto para apresentação do texto desejado pelos governadores. Além da PEC 45/2019, no Senado consta a PEC 110/2019, que é estruturada em torno da reforma, mas unifica não cinco, mas oito tributos em um só.

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