Projeto oferece acolhimento a familiares e acompanhantes internados
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Uma internação transforma a rotina de toda a família. Enquanto o paciente enfrenta o tratamento e o processo de recuperação, familiares e acompanhantes também convivem com a preocupação, o desgaste emocional e longos períodos dentro do ambiente hospitalar. Para acolher quem permanece ao lado dos pacientes, o Humanizar criou o projeto Cuidar de Quem Cuida, iniciativa que oferece escuta, apoio emocional e momentos de bem-estar aos acompanhantes em hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) da rede pública de saúde do Distrito Federal. A ação foi realizada na última terça-feira (28), no Pronto-Socorro do Hospital de Base (HBDF). Durante a atividade, os participantes realizaram exercícios de respiração guiada, alongamentos, técnicas de relaxamento e momentos de escuta. As ações proporcionaram uma pausa na rotina intensa vivida dentro do ambiente hospitalar e reforçaram que quem acompanha o paciente também precisa de cuidado. O Humanizar criou o projeto Cuidar de Quem Cuida, iniciativa que oferece escuta, apoio emocional e momentos de bem-estar aos acompanhantes em hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) | Foto: Divulgação/Iges-DF Para a chefe do Núcleo de Humanização, Letícia Ângelo, acolher os acompanhantes fortalece toda a rede de apoio ao paciente. "Muitas vezes, o acompanhante passa dias no hospital, dorme pouco, se movimenta pouco e vive sob intensa carga emocional. Criar um espaço de escuta e acolhida é reconhecer que essa pessoa também precisa ser vista e amparada", afirma. Além das atividades de bem-estar, os participantes responderam a uma pesquisa para mapear o interesse em cursos gratuitos de capacitação profissional. A expectativa é que as primeiras turmas sejam realizadas em parceria com o Sebrae e, futuramente, também contem com a participação da Coordenação Multiprofissional do Hospital de Base. "Criar um espaço de escuta e acolhida é reconhecer que essa pessoa também precisa ser vista e amparada" Letícia Ângelo, chefe do Núcleo de Humanização do HBDF Projeto terá encontros quinzenais A previsão é que os encontros ocorram a cada quinze dias. Com base nas respostas obtidas na primeira ação, será definido o calendário das próximas atividades e das capacitações. A expectativa é que o Cuidar de Quem Cuida se torne uma estratégia permanente de assistência aos familiares e possa ser ampliado para outras unidades administradas pelo IgesDF. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base é reconhecido entre as principais experiências do país após melhorar atendimento e ampliar capacidade assistencial
O modelo de gestão adotado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) colocou o Governo do Distrito Federal (GDF) em destaque nacional. A unidade foi reconhecida como uma das principais experiências do país na 4ª edição do Mapa da Contratualização, publicação da Comunitas que reúne iniciativas de impacto social em diferentes áreas. Entre os dez casos selecionados em todo o Brasil, o Hospital de Base se destacou pelos resultados obtidos após a adoção do modelo de Serviço Social Autônomo, implementado por meio de contrato de gestão com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Segundo o estudo, a mudança permitiu mais agilidade nos atendimentos, ampliou a realização de cirurgias e contribuiu para a melhoria de indicadores assistenciais. O levantamento também mostra que 60% dos usuários entrevistados, após a implantação do IgesDF, relataram melhora na qualidade do atendimento no Hospital de Base, fator decisivo para a expansão da gestão. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o reconhecimento reforça a importância de modernizar a gestão pública com foco em resultados concretos para a população. O programa Humanizar reforça o acolhimento, a escuta ativa e o cuidado centrado nas pessoas, fortalecendo a relação entre equipes e pacientes | Foto: Divulgação/IgesDF “Esse destaque mostra que estamos no caminho certo ao buscar uma gestão mais eficiente, transparente e focada em resultados. O Hospital de Base é uma referência no Centro-Oeste, e ver esse modelo reconhecido nacionalmente comprova que é possível unir agilidade administrativa e qualidade no atendimento ao cidadão”, afirma. Criado pela Lei nº 5.899/2017, o então Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF) surgiu como alternativa para dar mais autonomia à gestão hospitalar. A partir de 2019, com a criação do IgesDF, o modelo foi ampliado e passou a incluir também o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o Hospital Cidade do Sol (HSol) e 13 unidades de pronto atendimento (UPAs). Além dos ganhos operacionais, o modelo também se consolidou como referência para outros estados. Segundo o coordenador de Compliance e Governança do IgesDF, Eduardo Luiz Corrêa da Silva, a experiência do DF tem despertado interesse nacional. “É um modelo que funciona, traz respostas mais rápidas, mas exige regras claras, fluxos bem definidos e uma governança sólida para garantir segurança e transparência”, destaca. “Esse destaque mostra que estamos no caminho certo ao buscar uma gestão mais eficiente, transparente e focada em resultados. O Hospital de Base é uma referência no Centro-Oeste, e ver esse modelo reconhecido nacionalmente comprova que é possível unir agilidade administrativa e qualidade no atendimento ao cidadão” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF Resultados percebidos pela população Além dos indicadores assistenciais, o IgesDF também investe em estratégias para ouvir os usuários e qualificar o atendimento. Iniciativas como o projeto Café com Ouvidoria utilizam a experiência dos pacientes para orientar melhorias nas unidades de saúde. A satisfação dos usuários é monitorada por meio do Net Promoter Score (NPS), indicador que avalia a experiência do paciente. Somado a isso, o programa Humanizar reforça o acolhimento, a escuta ativa e o cuidado centrado nas pessoas, fortalecendo a relação entre equipes e pacientes. Para o Distrito Federal, o reconhecimento consolida o protagonismo na modernização da gestão em saúde e reforça que mudanças estruturais podem gerar resultados concretos para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS). “O que também demonstra que inovação administrativa, quando aliada ao compromisso com a assistência, gera resultados concretos para quem mais importa: o cidadão que depende diariamente do SUS”, finaliza Cleber Monteiro. Edição 2026 Responsável pelo Mapa da Contratualização, a Comunitas atua há mais de duas décadas no fortalecimento da gestão pública e na construção de parcerias entre os setores público e privado. A nova edição da publicação foi elaborada a partir de análise qualitativa, com revisão documental e entrevistas com gestores e especialistas. Entre os critérios avaliados estão inovação, transparência, replicabilidade e impacto social.
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Acolhimento e cuidado com o paciente: programa Humanizar completa seis anos
O mês de novembro marca seis anos do programa Humanizar, projeto criado pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha e hoje incorporado à identidade das treze unidades de pronto atendimento (UPAs) e dos três hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa nasceu com a proposta de garantir acolhimento, escuta ativa e orientação segura para quem chega fragilizado às unidades. Com o tempo, tornou-se uma política de cuidado que ultrapassa rotinas e reorganiza relações dentro da rede. A primeira-dama lembra que o projeto surgiu de uma inquietação. “Ninguém deveria enfrentar o sistema de saúde sozinho, especialmente em um momento de fragilidade. Eu sabia que era possível fazer diferente. O Humanizar nasceu dessa certeza”, afirma. Para Mayara, ver o crescimento do programa é motivo de orgulho. “Quando o Humanizar ocupa cada unidade de pronto atendimento (UPA) e cada hospital do IgesDF, percebemos que a sensibilidade também pode ser política pública”, ressalta. Mayara Noronha Rocha: "Ninguém deveria enfrentar o sistema de saúde sozinho, especialmente em um momento de fragilidade. Eu sabia que era possível fazer diferente. O Humanizar nasceu dessa certeza” | Fotos: Bruno Henrique/IgesDF A visão da idealizadora Para Mayara Noronha Rocha, o impacto do Humanizar ultrapassa as portas das unidades e influencia a cultura de toda a rede. “Não existe saúde sem afeto. A humanização não é um adorno, é parte do cuidado. Eu sonho que cada servidor do DF olhe para o paciente entendendo que ele carrega histórias, medos e esperanças", diz. Ela também reafirma o desejo de expansão. “Quero ver o Humanizar crescer, se multiplicar e alcançar todas as unidades de saúde do Distrito Federal. Cada colaborador é uma luz que guia alguém no momento mais difícil", finaliza. A construção de uma cultura Criado em 29 de novembro de 2019, o Humanizar começou com apenas 33 colaboradores dedicados a acolher quem chegava às unidades. A missão era clara: reduzir angústias, facilitar a comunicação e garantir cuidado desde o primeiro contato. Com a consolidação do modelo, o programa passou a integrar a gestão do IgesDF. Atualmente, conta com 136 colaboradores distribuídos pelas treze UPAs e por Hospital de Base (HBDF), Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e Hospital Cidade do Sol (HSol). Todos participam de formações contínuas, que aprofundam práticas de escuta qualificada, empatia e comunicação clara, pilares da humanização.[LEIA_TAMBEM] Para a primeira-dama, o diferencial está em colocar o paciente no centro do atendimento. “O Humanizar não é um projeto de discursos. É um projeto de presença. É sobre olhar nos olhos, orientar com clareza, segurar a mão de quem está com medo”, destaca. Para ela, o crescimento da equipe comprova a importância da iniciativa. “Quando um paciente diz que finalmente se sentiu visto, isso mostra que estamos no caminho certo.” À frente da legislação Em abril de 2025, a Lei nº 15.126 atualizou os princípios do SUS e instituiu a atenção humanizada como diretriz obrigatória nos serviços de saúde. Quando a mudança chegou, o IgesDF já vivia essa realidade desde a criação do Humanizar. A gerente geral de Humanização e Experiência do Paciente, Anucha Soares, ressalta esse pioneirismo. “O Instituto estava à frente do seu tempo. Quando a lei mudou, o Humanizar já era uma realidade consolidada. Outras instituições nos procuram para entender como estruturamos esse modelo”, afirma. O Presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, também destaca a expansão do programa. “É gratificante ver o quanto o Humanizar cresceu. Hoje é referência fora do Distrito Federal. A maneira como cuidamos das pessoas mostra que é possível oferecer atendimento público com dignidade e sensibilidade.” Ele reforça ainda que o cuidado também inclui a equipe. “Precisamos acolher quem acolhe. Já avançamos em uniformes, plano de saúde e condições de trabalho. Nosso compromisso é fortalecer ainda mais essa política.” “O Humanizar não é um projeto de discursos. É um projeto de presença. É sobre olhar nos olhos, orientar com clareza, segurar a mão de quem está com medo” Mayara Noronha Rocha, primeira-dama Histórias que revelam impacto A força do Humanizar aparece nos relatos dos auxiliares de humanização, que mostram como pequenos gestos podem mudar completamente a experiência de um paciente. Angélica Gomes, auxiliar da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia, lembra de uma paciente que passou o aniversário internada. Ao receber um simples “parabéns”, emocionou-se. “Ela chorou como se alguém tivesse devolvido um pedaço do dia dela”, conta Angélica, que conseguiu um bolo adequado à dieta da paciente e reuniu a família. “Para mim era simples. Para ela, significou tudo", diz. Outro caso que marcou a colaboradora foi o vínculo com um paciente idoso. “Ele me acolheu tanto quanto eu o acolhi. Até hoje me manda mensagens dizendo que está bem.” Para Angélica, o Humanizar prova que “um sabonete, um abraço ou uma conversa sincera podem transformar o dia de alguém”. O analista de humanização, Atila Rodrigues, também responsável pelo projeto Dose de Alívio, recorda o senhor Agostinho, paciente de longa permanência que adorava cantar. “A filha disse que ele se sentia famoso sempre que cantava. Por isso, montamos um karaoke só para ele. Dois meses depois, ele faleceu. “Saber que oferecemos uma memória feliz é o que nos move”, ressalta. Além dos atendimentos presenciais, o Humanizar produz materiais afetivos, como o jornalzinho interativo, a cartilha de direitos e o Prontuário Afetivo, que ajuda acompanhantes a entenderem o percurso de atendimento. Para a chefe do Núcleo de Humanização, Letícia Ângelo, fortalecer o grupo é essencial. “Nas imersões, os auxiliares entendem a força que têm juntos. Cada história compartilhada reforça o sentido do Humanizar", reforça. O projeto foi criado pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha Celebração Na última quinta-feira (13), a Residência Oficial do governador recebeu colaboradores do Humanizar, gestores do IgesDF e convidados para celebrar os seis anos do programa. A noite reuniu discursos, agradecimentos e reencontros entre profissionais de diferentes unidades, em um clima de reconhecimento e orgulho pela trajetória construída. Para o presidente do Instituto, iniciativas como o Humanizar reforçam o compromisso do IgesDF com uma assistência qualificada e uma cultura interna baseada no acolhimento. “Quando cultivamos um ambiente de trabalho saudável e colaborativo, oferecemos um serviço mais humano e fortalecemos nossa missão institucional”, destaca. *Com informações do IgesDF
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Programa Humanizar completa 6 anos de acolhimento ao paciente no DF
Antes mesmo de a humanização se tornar uma diretriz nacional, ela já fazia parte de tratamentos em hospitais do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Com o Programa Humanizar, criado em 2019 e idealizado pela primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, o IgesDF antecipou uma transformação que hoje se espalha por todo o país. Seis anos depois, em 2025, a Lei nº 15.126 apenas confirmou o que o Instituto já praticava: cuidar vai muito além de tratar: é escutar, acolher e compreender cada paciente em sua totalidade. A nova legislação estabelece que todas as unidades de saúde brasileiras devem assegurar acolhimento, empatia e comunicação clara como parte indissociável do atendimento. No entanto, nos corredores do Hospital de Base, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e das 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) administradas pelo IgesDF, essa essência humana já estava presente havia anos, enraizada na cultura de quem cuida e de quem é cuidado. "Acreditamos que a saúde pública precisa enxergar cada paciente como um ser humano integral, com dores, medos e esperanças" Cleber Monteiro, diretor-presidente do IgesDF “O Humanizar tornou-se parte da identidade do IgesDF. Desde o início, acreditamos que a saúde pública precisa enxergar cada paciente como um ser humano integral, com dores, medos e esperanças. Hoje, o SUS reconhece a humanização como princípio fundamental, mas, no IgesDF, esse caminho já vinha sendo trilhado há seis anos”, destaca o diretor-presidente do Instituto, Cleber Monteiro. Humanização em foco Atualmente, 136 colaboradores atuam diariamente, das 7h às 22h, nas unidades geridas pelo Instituto, garantindo que cada paciente receba mais do que um atendimento técnico, tenha também atenção, escuta e humanidade. “O Humanizar surgiu quando enfrentei barreiras para conseguir atendimento de qualidade ao meu filho recém-nascido. Naquele momento, percebi o quanto faltava um olhar mais humano e acolhedor em nossas unidades de saúde. Hoje, ver esse ideal se transformar em lei nacional é a prova de que estamos no caminho certo”, destaca a primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. O cuidado com cada paciente é o mote do Programa Humanizar | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Para a gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF, Anucha Soares, o maior impacto é sentido pelos próprios usuários. “O Humanizar é sobre enxergar o paciente além da doença. É transformar o cuidado em acolhimento e o serviço público em espaço de empatia, escuta e dignidade”, ressalta. Na mesma linha, a chefe do Núcleo de Humanização, Letícia Ângelo, reforça que a presença constante dos profissionais nas unidades cria vínculos e segurança. “Estar ao lado do paciente e da família é dar confiança. É mostrar que eles não estão sozinhos. Essa é a missão que nos move todos os dias”, afirma. Idealização e execução Josiane Gonçalves dos Reis, 38 anos, conta que chegou ao no Hospital de Base “com medo e dor, mas fui recebida por uma profissional que segurou minha mão, explicou o que estava acontecendo e me acalmou. Aquilo mudou tudo para mim”, conta. Acompanhada nos setores da oncologia e hematologia, Josiane lembra de quando foi sorteada pelo Humanizar para ir a um evento externo. “Foi maravilhoso para mim ter vivenciado isso. O paciente poder estar em outros ambientes e aproveitar isso contribui muito para a nossa melhora”, relata. "Achei que estaria sozinha naquele momento difícil, mas a equipe do Humanizar esteve comigo o tempo todo, ajudando até em coisas simples" Arleide Maria Stemler, paciente Arleide Maria Stemler, 63, relembra com emoção o apoio recebido. “Achei que estaria sozinha naquele momento difícil, mas a equipe do Humanizar esteve comigo o tempo todo, ajudando até em coisas simples. Esse apoio faz toda a diferença.” Hoje, o Humanizar é reconhecido nacionalmente como um modelo de atuação humanizada, inspirando outras redes de saúde a seguirem o mesmo caminho. “A humanização não é um complemento, mas parte essencial da assistência. No olhar de cada paciente acolhido, está a confirmação de que a saúde pode e deve ser feita com técnica, mas também com afeto”, afirma Mayara Noronha Rocha. *Com informações do IgesDF
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