Unidades do SLU já recuperaram 4,2 mil toneladas de recicláveis em 2026
O lixo que sai das casas do Distrito Federal não tem como único destino o aterro sanitário. Nas usinas de tratamento mecânico biológico (UTMBs) do Distrito Federal, parte desses resíduos ganha uma nova utilidade: vira material reciclável, gera renda para cooperados e se transforma em composto orgânico utilizado na produção de alimentos. Nos seis primeiros meses de 2026, as unidades processaram mais de 127 mil toneladas de resíduos, recuperaram 4,2 mil toneladas de recicláveis e produziram 4,7 mil toneladas de composto orgânico — utilizado principalmente por produtores rurais da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). No primeiro semestre de 2026, as unidades produziram 4,7 mil toneladas de composto orgânico, produto utilizado como adubo por produtores rurais do DF e Entorno | Foto Paulo H. Carvalho Os dados mostram o papel das usinas na redução da quantidade de resíduos encaminhados ao Aterro Sanitário de Brasília. Além dos benefícios ambientais, a atividade gera trabalho e renda para 147 cooperados que atuam nas unidades. A UTMB de Ceilândia foi responsável pelo maior volume processado no período, com mais de 80 mil toneladas de resíduos, além de recuperar aproximadamente 3 mil toneladas de recicláveis. Já a UTMB da Asa Sul processou 47 mil toneladas e recuperou 1,2 mil toneladas de materiais recicláveis. Uma nova utilidade O composto orgânico produzido pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) é doado majoritariamente a produtores rurais da Ride e também a órgãos públicos. Em 2025, a iniciativa beneficiou 512 agricultores, contribuindo para a redução dos custos de produção e para o fortalecimento da oferta de alimentos na região. O diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho, afirma que as usinas de tratamento mecânico-biológico representam a materialização de um modelo de gestão de resíduos que une responsabilidade ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico. “Cada tonelada de composto produzida significa menos impacto ambiental e mais apoio à agricultura familiar, fortalecendo a segurança alimentar e a qualidade de vida da população”, observou. “Cada tonelada de composto produzida significa menos impacto ambiental e mais apoio à agricultura familiar, fortalecendo a segurança alimentar e a qualidade de vida da população” Luiz Felipe Carvalho, diretor-presidente do SLU O representante da pasta acrescentou que as usinas geram benefícios em múltiplas frentes: “Elas criam oportunidades para os catadores, apoiam produtores rurais e entregam ganhos concretos para toda a sociedade. São equipamentos públicos que devolvem valor à população em forma de alimento, renda e uma cidade mais limpa." Na UTMB da Asa Sul, os resíduos passam por etapas de separação manual e mecânica. Com o apoio das cooperativas de catadores, os materiais recicláveis são retirados antes que a fração orgânica siga para a UTMB do P Sul, onde ocorre a produção do composto orgânico. Atualmente, duas cooperativas atuam na unidade: a Renove, com 98 catadores; e a Cooperlimpo, com 60 trabalhadores. As UTMBs integram a estratégia prevista no Plano Distrital de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PDGIRS), contribuindo para aumentar a vida útil do aterro sanitário e para a recuperação de materiais recicláveis. O desempenho das unidades também foi impulsionado por melhorias operacionais implementadas após a efetivação do contrato nº 20/2021, que ampliaram a capacidade de processamento e reduziram interrupções nas atividades, além da atualização das licenças de operação junto ao Brasília Ambiental. UTMB do P Sul, onde ocorre a produção do composto orgânico | Vinicius Mendonça / SLU [LEIA_TAMBEM] Destinação correta A população também desempenha um papel fundamental para o sucesso das usinas de tratamento, uma vez que a qualidade dos resíduos recebidos influencia diretamente a eficiência dos processos de triagem, compostagem e recuperação de materiais. A principal forma de contribuição é separar corretamente o lixo na origem, destinando materiais recicláveis à coleta seletiva e encaminhando os orgânicos e rejeitos à coleta convencional. Outras recomendações incluem não misturar pilhas, baterias, lâmpadas, eletrônicos e outros materiais que exigem destinação específica ao lixo comum. Também é importante retirar os resíduos orgânicos de embalagens plásticas antes do descarte, manter tampas junto às garrafas recicláveis e embalar corretamente vidros quebrados para evitar acidentes. Outras práticas que ajudam no processo são evitar o uso excessivo de sacolas para acondicionar resíduos orgânicos, respeitar os horários de coleta, descartar os materiais em recipientes adequados e, sempre que possível, reduzir o desperdício e reaproveitar produtos. De acordo com o SLU, quanto melhor for a separação e o acondicionamento dos resíduos nas residências, maior será a recuperação de recicláveis, a produção de composto orgânico e a redução dos impactos ambientais.
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DF e Goiás firmam cooperação para fortalecer defesa agropecuária
A AgroBrasília 2026 foi palco da assinatura simbólica de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Seagri-DF) e a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), iniciativa que fortalece a defesa agropecuária e amplia a integração sanitária entre o Distrito Federal e Goiás. Durante a assinatura do acordo, a governadora Celina Leão enfatizou: “A gente sabe que todas as regiões administrativas do Distrito Federal têm áreas rurais grandes e que fazem divisa também, e o nosso objetivo é apoiar” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O acordo formaliza a cooperação técnica e operacional entre os serviços oficiais de defesa sanitária das duas unidades federativas, com foco na proteção da saúde animal e vegetal, na inspeção de produtos de origem animal e no fortalecimento da fiscalização agropecuária. A iniciativa leva em conta a forte integração econômica e territorial entre o Distrito Federal e Goiás, especialmente no fluxo de animais, produtos agropecuários e atividades produtivas da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride). “A gente sabe que todas as regiões administrativas do Distrito Federal têm áreas rurais grandes e que fazem divisa também, e o nosso objetivo é apoiar”, ressaltou a governadora Celina Leão. Interação agropecuária Entre as ações previstas estão a integração de sistemas informatizados, o compartilhamento de dados sanitários e operacionais e a harmonização de procedimentos de fiscalização. O acordo também contempla operações conjuntas no trânsito agropecuário, capacitação integrada de servidores e desenvolvimento de ações de educação sanitária. “Os equinos que nós temos aqui no DF, e os de Goiás também, transitam pela questão de provas equestres e exposições. A gente quer facilitar esse trânsito interestadual” Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural Outro destaque é a cessão e utilização do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago) pela Seagri-DF, além do fortalecimento da comunicação institucional e da troca de informações sobre eventos pecuários e passaporte equestre. “Os equinos que nós temos aqui no DF, e os de Goiás também, transitam pela questão de provas equestres e exposições”, apontou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. “A gente quer facilitar esse trânsito interestadual, além de abrir já um canal de diálogo para, no futuro, fazer uma equivalência da parte de fiscalização e de inspeção sanitária dos produtos de origem animal, podendo transitar mais facilmente entre os estados”, complementou Bueno Mencionada pelo secretário, a execução dos estudos técnicos para o reconhecimento da equivalência dos serviços de inspeção de produtos de origem animal entre o DF e Goiás busca facilitar o trânsito e a comercialização desses produtos, mantendo a segurança sanitária e impulsionando as agroindústrias locais. Feira agrícola [LEIA_TAMBEM]Com apoio do GDF, a AgroBrasília ocorre até este sábado (23), no PAD-DF, no Paranoá. Promovido pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), o evento de negócios e tecnologia é voltado a empreendedores rurais de diferentes portes e segmentos. A feira funciona como uma grande vitrine de inovações, com destaque para negócios focados em maquinários, insumos, sustentabilidade, genética animal e vegetal, além de debates e palestras sobre o setor produtivo. Durante a visita à AgroBrasília, Celina Leão também anunciou mudanças no Fundo de Desenvolvimento Rural, entregou cinco licenças ambientais, lançou edital para regularização fundiária de 182 imóveis rurais e assinou o decreto que regulamenta o Programa Reflorestar e o texto que normatiza a Política de Boas Práticas Agropecuárias.
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GDF aprimora atendimentos de saúde em 2024
Em 2024, a Secretaria de Saúde (SES-DF) alcançou sólidos avanços na ampliação e melhoria dos serviços, com destaque para o aumento de 18% nos atendimentos da Atenção Primária, a nomeação de 2.335 novos servidores e a aplicação de mais de 2,2 milhões de vacinas. Avanços ocorreram no atendimento ambulatorial, na expansão das cirurgias e no crescimento no número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Além disso, investimentos em infraestrutura e gestão fortalecem a resposta da saúde pública, beneficiando não apenas os habitantes do DF, mas também moradores de municípios vizinhos da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride). “Os dados mostram que houve um planejamento acertado para a ampliação de atendimento em todos os níveis de atenção”, comemora a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. “O GDF investiu na saúde pública, reforçando a força de trabalho com contratações e aumento de carga horária, melhoria na infraestrutura de hospitais, novas UBSs [unidades básicas de saúde] e UPAs [unidades de pronto atendimento], além do reforço na vacinação.” “Os dados mostram que houve um planejamento acertado para a ampliação de atendimento em todos os níveis de atenção” Lucilene Florêncio, secretária de Saúde Atendimento reforçado Os números revelam um ano com aumento de produtividade e ampliação na oferta de serviços para a população. Mais de quatro milhões de atendimentos individuais foram prestados pela Atenção Primária à Saúde, um incremento de 18% em relação a 2023. Os avanços também são vistos no atendimento ambulatorial, na expansão das cirurgias e no crescimento no número de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs). Na Atenção Secundária, foram mais de 2,5 milhões de consultas, 13,5% a mais que em 2023, e 9% de aumento nas cirurgias ambulatoriais. O DF continua a atender pacientes da Ride, com destaque para 36.333 internações hospitalares, o que equivale a 48,5% das internações da população de 33 municípios próximos ao DF. Também se atendem pacientes de todas as regiões do Brasil. Investimentos em infraestrutura Em 2024, o GDF investiu mais de R$ 93 milhões em revitalizações, aquisições de equipamentos, obras em unidades de saúde como hospitais e UBSs, manutenção predial e atualização de sistemas de climatização e exaustão. Força de trabalho Este ano, foram ainda nomeados 2.335 servidores, um aumento de 38,2% em relação ao ano anterior. Além de médicos, foram contratados técnicos de enfermagem, agentes de vigilância ambiental e comunitária. Durante este ano, a cobertura vacinal do DF passou de 2,9 milhões de doses aplicadas Imunização Em 2024, o Distrito Federal alcançou altos índices de cobertura vacinal, com mais de 2,2 milhões de doses aplicadas, incluindo vacinas de rotina, especiais e campanhas contra doenças como dengue, covid e influenza. A vacinação extramuros e a busca ativa foram estratégias eficazes, com ações em escolas, domicílios e locais de grande circulação. Ao longo dos últimos cinco anos, o GDF investiu mais de R$ 48,4 bilhões na saúde pública, com foco na ampliação de serviços e qualidade do atendimento. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Agricultura é a maior impulsionadora da economia da Ride
Nesta sexta-feira (15), o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) apresentou a análise da atividade econômica do DF e dos municípios pertencentes à Região Integrada de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal e Entorno (Ride) e à Área Metropolitana de Brasília (AMB), permitindo um monitoramento da estrutura produtiva da região e fornecendo informações relevantes para auxiliar na tomada de decisões políticas. A agricultura apresenta o maior valor adicionado bruto na maioria dos municípios da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal e Entorno (Ride) | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Em 2021, o PIB da Ride totalizou R$ 328,68 bilhões e o da Área Metropolitana de Brasília, R$ 312,71 bilhões. A capital federal registrou um PIB de R$ 286,94 bilhões, participando em 87,3% do produto da Ride e 91,8% da AMB. Após a capital federal, o município de Luziânia (GO) apresentou o maior PIB dentro da região, estimado em R$ 5,44 bilhões. Já o menor valor estimado foi o de Alvorada do Norte (GO), em R$ 0,17 bilhão. Analisando o crescimento econômico, o município de Cabeceiras (GO) apresentou a maior variação nominal entre os anos de 2020 e 2021, de 53,1%, e variação real de 30%, corrigindo os valores pelo IGP-M a preço de 2021. Cavalcante (GO) registrou a maior variação negativa, de 14,5%, em termos nominais, e de 27,4%, em termos reais, entre os dois períodos. No que se refere à distribuição da produção entre a população, o município de Barro Alto (GO) possui o maior PIB per capita da Ride, de R$ 135,15 mil, acima do registrado na capital federal (R$ 92,73 mil). O menor valor foi do município de Novo Gama (GO), estimado em R$ 9,65 mil, quase dez vezes menor que o PIB per capita do DF, em 2021. Das atividades produtivas consideradas no levantamento, a agricultura apresenta o maior valor adicionado bruto na maioria dos municípios, seguida por “Demais serviços”. A participação do valor adicionado dos grandes setores, agropecuária, indústria e serviços corresponde a 3,6%, 5,1% e 81,1% do produto da Ride, respectivamente, passando para 22,8%, 15,7% e 52,9% ao excluir o Distrito Federal. A Ride O recorte territorial da Ride foi criado pela lei complementar nº 94/1998 e regulada pelo decreto nº 7.469/2011, com o objetivo de articular ações administrativas entre a União, o Distrito Federal e os estados de Goiás e Minas Gerais em prol do desenvolvimento e redução das desigualdades regionais. Desde junho de 2018, a Ride é composta por 33 municípios e o Distrito Federal, em decorrência da inclusão de 12 municípios por meio da lei complementar nº 163. Dada a sua criação e composição, a Ride não é uma região metropolitana, apesar de o espaço urbano do Distrito Federal exibir uma dinâmica metropolitana com os municípios circunvizinhos. O recorte da AMB foi apresentado na Nota Técnica nº 1/2014 da Codeplan, sendo composta por 12 municípios goianos e Brasília (DF), que assume o papel de centro polarizador. Acesse aqui o relatório e assista à apresentação neste link. *Com informações do IPEDF
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