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São João

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Ceilândia recebe a grande final do Candangão Junino 2026

A tradição, a cultura popular e o espetáculo das quadrilhas juninas voltam a tomar conta de Ceilândia neste sábado (25) e no domingo (26), quando a Praça do Trabalhador recebe a grande final do Candangão Junino 2026. Em sua quarta edição, a principal competição de quadrilhas juninas do Distrito Federal e Entorno chega à etapa decisiva reunindo os dez grupos finalistas, que disputarão o título de campeão da temporada em apresentações marcadas por criatividade, emoção e grandes produções. Ao longo da temporada, 21 grupos participaram das etapas classificatórias realizadas em Planaltina, Samambaia, Santa Maria e Ceilândia. As disputas reuniram milhares de espectadores e transformaram o Candangão no maior circuito de quadrilhas juninas do Distrito Federal. Agora, os dez melhores colocados voltam à arena para decidir quem conquistará o título de 2026. Mais do que uma competição, o Candangão Junino se consolidou como um importante instrumento de fortalecimento da economia criativa. O movimento gera emprego e renda para centenas de profissionais envolvidos na produção dos espetáculos, entre costureiras, estilistas, aderecistas, cenógrafos, coreógrafos, músicos, iluminadores, sonoplastas, maquiadores e produtores culturais, que trabalham durante meses para transformar cada apresentação em um grande espetáculo. Ao longo da temporada, 21 grupos participaram das etapas classificatórias realizadas em Planaltina, Samambaia, Santa Maria e Ceilândia | Foto: Divulgação Além dos profissionais diretamente envolvidos, as festas juninas impulsionam diversos setores da economia local. Hotéis, restaurantes, comércio, transporte, pequenos empreendedores e prestadores de serviços também são beneficiados pelo aumento da circulação de público, reforçando o impacto econômico e social do movimento junino no Distrito Federal. Reconhecimento nacional A qualidade técnica e artística das quadrilhas do Distrito Federal ultrapassou as fronteiras da capital. Nos últimos anos, grupos brasilienses passaram a representar o DF em importantes festivais realizados no Nordeste, incluindo Campina Grande (PB). Esse protagonismo evidencia o crescimento das quadrilhas do Distrito Federal, que hoje figuram entre as principais representantes da cultura junina brasileira, levando o nome da capital aos maiores palcos do país. Grande Final — Candangão Junino 2026 Local: Praça do Trabalhador, ao lado da Administração Regional de Ceilândia (DF) Datas: sábado (25) e domingo (26) Horário: 19h Entrada gratuita Programação Sábado  * Papa Chico * Pula Fogueira * Segue o Fogo * Aquarela Nordestina * Êta Lasquêra Domingo  * Arcanjos do Cerrado * Si Bobiá a Gente Pimba * Sabugo de Milho * Sanfona Lascada * Elite do Cerrado Nacional Centro-Oeste Praça do Trabalhador – Ceilândia (DF) 1º e 2 de agosto Transmissão ao vivo: YouTube da Federação de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno (Fequaju-DF).

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Candangão Junino 2026 segue até domingo (28) em Santa Maria com entrada gratuita

A cultura popular tomou conta de Santa Maria na noite dessa sexta-feira (26), quando teve início mais uma etapa do Candangão Junino 2026. O estacionamento do Ginásio de Esportes se transformou em um grande arraial, reunindo centenas de pessoas que enfrentaram o frio para prestigiar um dos maiores eventos juninos do Distrito Federal e Entorno. No tablado, sete quadrilhas deram um verdadeiro espetáculo de cores, música, dança e tradição. Cada apresentação arrancou aplausos e emocionou o público, que acompanhou atentamente as coreografias, os figurinos e os enredos preparados especialmente para a competição. Moradora de Santa Maria, Priscila Moreira da Silva foi uma das pessoas que fez questão de prestigiar a primeira noite do evento. “Valeu muito a pena enfrentar o frio. As apresentações são lindas, a organização está excelente e é emocionante ver tantas famílias reunidas para valorizar a nossa cultura. Com certeza estarei de volta nos próximos dias”, afirmou. O estacionamento do Ginásio de Esportes se transformou em um grande arraial, reunindo centenas de pessoas | Foto: Divulgação/Administração Regional de Santa Maria Para o presidente da FequajuDFE, Robson Vilela, o Fusca, a abertura da etapa confirmou, mais uma vez, a força do movimento junino no Distrito Federal. “Ver o espaço com torcidas vibrando e famílias participando mostra que o Candangão Junino vai muito além da competição. É um evento que fortalece nossa cultura, movimenta a comunidade e valoriza o trabalho dos grupos juninos. Estamos muito felizes com essa primeira noite e convidamos toda a população para prestigiar as próximas apresentações“, disse o presidente. O Candangão Junino 2026 reúne os melhores grupos juninos do Distrito Federal e Entorno, promovendo uma verdadeira celebração das tradições nordestinas por meio da dança, da música e da valorização da cultura popular. Promovido pela Federação de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno (FequajuDFE), o circuito integra o Termo de Fomento nº 992770/2026, firmado com o Ministério da Cultura, e conta com a parceria da Administração Regional de Santa Maria. *Com informações da Administração Regional de Santa Maria.

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Publicado resultado final de edital para quadrilhas juninas

Com o objetivo de premiar grupos e coletivos por sua contribuição aos festejos juninos do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (5) o resultado final do Edital n° 1/2023. O certame possui valor de R$ 600 mil e vai premiar 50 grupos com R$ 12 mil para cada. Grupos foram selecionados a partir das propostas apresentadas | Foto: Divulgação/Tiago Viana “Ao contemplar 50 grupos, o fomento se desdobra em resultados muito maiores, já que beneficia centenas de pessoas ligadas à cadeia produtiva dos circuitos e festejos juninos”, ressalta a subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural, Sol Montes. Para receber a premiação, os autores dos projetos selecionados deverão apresentar, em até 15 dias após a divulgação do resultado definitivo, os documentos de habilitação previstos no item 7 do edital. A Secec entrará em contato com os proponentes, representantes dos grupos selecionados, no caso de necessidade de complementação ou retificação de documentações. O edital selecionou os inscritos a partir da análise das propostas apresentadas, avaliando critérios como atuação da quadrilha junina, tempo de atuação e participação em circuitos, festivais e festejos populares. Proponentes que residem nas regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do DF receberam pontuação extra. Confira o resultado final na íntegra. *Com informações da Secec

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Festejos juninos têm R$ 3 milhões em investimentos

[Olho texto=”“As tradições juninas mexem com as comunidades de todas as regiões do DF, envolvidas na sua realização de junho a agosto, mas que também são impactadas ao longo de todo o ano por meio do fomento dessa cadeia de arte, cultura e muita criatividade”” assinatura=”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”direita”] Junho é mês de festa em todo o Brasil, mas o setor cultural que envolve os festejos ganha apoio e aporte financeiro no Distrito Federal ao longo de todo o ano. São diversas as ações promovidas pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) em favor dessas tradições, envolvendo desde a premiação de grupos e coletivos de quadrilhas juninas, passando pelo fomento de projetos pontuais por meio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), até o incentivo ao intercâmbio de grupos locais para outros estados. Ao todo, foram mais de R$ 3 milhões em investimentos no setor em 2022. Quadrilha Amor Junino | Fotos: Tiago Viana Tudo isso é parte da Política Cultural Distrito Junino, publicada em 2021 pelo Governo do Distrito Federal (GDF), visando valorizar e estimular a dimensão cultural dos festejos juninos e, assim, apoiar toda a cadeia produtiva que se relaciona com o segmento. “As tradições juninas mexem com as comunidades de todas as regiões do DF, envolvidas na sua realização de junho a agosto, mas que também são impactadas ao longo de todo o ano por meio do fomento dessa cadeia de arte, cultura e muita criatividade”, explica o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. Brasília possui forte influência da cultura nordestina desde o início da construção da nova capital. Ainda naquele período, pioneiros como Zé Pereira, referência quando o assunto são as manifestações juninas, deixaram seu legado aos brincantes e moradores da cidade, fazendo circuitos e caravanas culturais por todas as regiões administrativas (RAs). A subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural da Secec, Sol Montes, reforça a importância das festividades juninas na capital. “As quadrilhas juninas, literalmente, esquentam e movimentam nossa economia criativa. E investir nesse setor é apoiar toda a cultura popular que envolve as comunidades, dando voz a nomes e grupos promissores, que hoje estão entre os maiores, ganham destaque em todo o país. Isso gera uma ideia de pertencimento mesmo, no sentido antropológico da identificação, porque faz com que a comunidade se torne fiel a esses costumes e mantenha suas tradições”, celebra. Impacto econômico Já com 22 edições, o Circuito de Quadrilhas Juninas do DF e Entorno é referência quando se trata desses festejos. As apresentações se espalham pelo DF, contando com o aporte da Secec, tanto por meio do FAC quanto por termo de fomento, totalizando quase R$ 2 milhões, que permitem ao setor caminhar para a autonomia, com um corpo profissionalizado e coordenado para tocar grandes eventos. Nos dois editais do FAC Brasília Multicultural de 2021 foram também contemplados outros dez projetos, para além do circuito da Liga Independente das Quadrilhas Juninas do DF (LINQDFe), totalizando R$ 570 mil. Destinados a ações educativas, capacitações, formações e realização de eventos, entre outros, a maioria deles já foi executada ao longo deste ano, garantindo o fortalecimento, a profissionalização e a continuidade das festividades. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Coordenado pela LINQDFe, o Circuito de Quadrilhas movimenta 38 quadrilhas juninas, efetuando pagamentos a mais de 2 mil agentes culturais, além da geração de diversos empregos indiretos ao longo de dois meses, envolvendo costureiros, setor de produção de eventos, de alimentação e artesanato, entre outros. Empreendedora da Cozinha da Lisa, Lisane Figueiredo faz parte dessa cadeia produtiva tão positivamente impactada por esse aporte. Com a sua barraca de comidas, ela teve a oportunidade de estar presente na volta das quadrilhas presenciais em 2022. “É uma experiência mágica trabalhar nas quadrilhas. Trabalho com alimentação há algum tempo, hoje estou aqui com uma barraca de espetinhos e me sinto muito feliz por estar aqui depois de dois anos parados por conta da pandemia”, afirma. Foi pensando em apoiar financeiramente o segmento, tão prejudicado pelos dois anos sem apresentações, que 50 grupos e coletivos das quadrilhas juninas foram premiados com um aporte total de R$ 600 mil em edital coordenado pela Secec. Assim, cada grupo recebeu R$ 12 mil em reconhecimento às suas contribuições para a cultura do DF e permitindo que suas atividades fossem plenamente retomadas neste mês de junho. Abrilhantando o país Quem faz parte dessas festas celebra esse apoio, que tanto contribui para a manutenção dessa alegria junina. Erica Souza é estudante da licenciatura em dança no Instituto Federal de Brasília (IFB) e integrante da Quadrilha Sabugo de Milho, um entre os diversos grupos que encantam o público da cidade. “Estar de volta com as apresentações depois desse período mais intenso da pandemia da covid-19 é um misto de sentimentos: alegria, ansiedade e muita emoção. Depois de dois anos, o que a gente mais queria era vivenciar isso de novo. Costumo dizer que a tradição e o movimento junino correm nas nossas veias, respiramos isso, somos apaixonados pela cultura junina e amamos transmitir isso por meio da nossa arte, é muito bom estar de volta”, afirma. Formiga da Roça embarca para Campina Grande (PB) para representar o DF E emoção é o que não falta em cada um dos espetáculos. Dimas Morais, um dos quadrilheiros do Grêmio Recreativo Arraiá Formiga da Roça, vem interpretando o noivo durante o Circuito de Quadrilhas Juninas do DF. “Depois de dois anos sem nos apresentarmos presencialmente, é impossível conter as lágrimas durante as apresentações. Temos total gratidão por estarmos aqui ajudando a organizar este circuito de quadrilhas e estamos muito ansiosos para a viagem para o maior São João do Mundo”, comemora. A novidade para o grupo é justamente essa: também com o apoio da Secec, por meio do programa Conexão Cultura e do FAC, o grupo Formiga da Roça, que já possui 27 anos de tradição e alguns prêmios nacionais, estará representando o DF no São João de Campina Grande, na Paraíba, conhecido como Maior São João do Mundo. O evento é realizado pela Associação das Quadrilhas Juninas de Campina Grande (Asquaju-CG), e inclui diversas apresentações entre os dias 24 e 27 deste mês. Com o espetáculo Festa na Roça, o grupo de Brasília vai celebrar a Festa da Colheita, diretamente na terra que originou suas tradições, levando 56 integrantes, incluindo a banda regional Forró de Feira, para encantar os nordestinos e trazer, de volta para o DF, uma bagagem de trocas e aprendizados. O presidente do Formiga da Roça, Patrese Ricardo, garante que Brasília está sendo muito bem-representada. “Acreditamos que não existe solo tão pobre que a arte não possa brotar, e abrimos assim a porteira da nossa fazenda para fazer, com muita alegria e diversão, uma homenagem ao povo nordestino, que pode até perder tudo, mas nunca perde a fé e nunca deixa de acreditar”, destaca. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

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