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Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF)

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Por meio de aplicativo do GDF, atendimento em Libras estará disponível no Tribunal Regional Eleitoral para eleitores surdos do DF

Nesta semana, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) aderiu ao atendimento voltado a pessoas surdas com o uso do DF Libras, serviço gratuito do Governo do Distrito Federal (GDF) que oferece mediação com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais. A iniciativa utiliza QR Codes integrados à Central de Interpretação de Libras (CIL), permitindo a comunicação por videochamada entre servidores e eleitores. O secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Ferreira da Cunha, ressalta o papel da iniciativa na ampliação do acesso aos serviços públicos e afirma que a inclusão é um princípio central. “O DF Libras garante interpretação em tempo real, promovendo acessibilidade comunicacional em diversos atendimentos, inclusive nos serviços eleitorais. Essa iniciativa amplia a autonomia da comunidade surda, permite participação plena e fortalece o compromisso do Distrito Federal com serviços públicos mais inclusivos, eficientes e de qualidade”, declara. O TRE-DF já oferece atendimento voltado a pessoas surdas com o uso do DF Libras, serviço gratuito do GDF que oferece mediação com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília O material com os QR Codes foi distribuído no início desta semana, juntamente com o treinamento das equipes de atendimento, com o objetivo de preparar o sistema para situações reais de votação e acesso a serviços eleitorais. A Central é vinculada à Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF) e tem como objetivo ampliar o acesso a direitos e reduzir barreiras de comunicação em órgãos públicos. O programa existe desde 2024 e já foi implantado em unidades públicas de saúde, delegacias e ouvidorias do DF. Segundo o diretor de Comunicação Acessível da SEPD-DF, Alexandre Castro, a ferramenta amplia a autonomia da população surda no atendimento: “É um marco para Brasília. Agora conseguimos trazer, nessa parceria com o TRE, essa acessibilidade para os cartórios do Distrito Federal. A pessoa surda pode ser mais autônoma, não precisa de alguém para acompanhá-la e pode ser atendida na sua própria língua”. Como funciona O sistema funciona por aplicativo, com intérpretes disponíveis em tempo integral e sem consumo de dados para o usuário. O serviço é acionado por meio de videochamada, em que o tradutor transmite a demanda oral ao ouvinte e, em seguida, a interpreta em Libras para a pessoa surda. “Funciona 24 horas, todos os dias da semana, e tem internet patrocinada, ou seja, não consome o pacote de dados de quem está utilizando durante a chamada, sendo necessária conexão apenas para abrir o aplicativo”, explica Alexandre. O material com os QR Codes já foram distribuídos para o TRE; além disso, as equipes de atendimento do aplicativo passaram por treinamento O professor e diretor da Central de Libras, Waldimar Carvalho, avalia que a tecnologia melhora a comunicação nos serviços públicos. Pertencente à comunidade surda, ele compara a realidade anterior com a atual e destaca a independência proporcionada pelo sistema. “Antigamente a gente sofria bastante, precisava procurar um intérprete disponível e muitas vezes era difícil. Agora nós percebemos essa diferença: por meio do QR Code, podemos nos comunicar de forma independente, é muito fácil. Essa inclusão é importante para toda a comunidade, porque agora podem interagir no mesmo espaço e entender claramente o que está sendo passado pelo servidor. Eu sou surdo, tenho muita experiência com barreira comunicacional e digo que agora é independência mesmo”, observa. Também usuário do sistema, o professor Gustavo Oliveira aponta a mudança no acesso aos serviços: “Antes nós íamos aos locais e não havia acessibilidade comunicacional, precisávamos escrever ou tentar nos fazer entender, o que era muito difícil para os surdos, pois há palavras que não conhecemos no português. Agora é muito simples: basta escanear um QR Code e fazer uma chamada de vídeo em Libras para interpretar o que precisamos”. Gustavo Oliveira, professor: "Antes nós íamos aos locais e não havia acessibilidade comunicacional. Agora é muito simples: basta escanear um QR Code e fazer uma chamada de vídeo em Libras para interpretar o que precisamos" Eleições próximas Todos os serviços eleitorais — como troca de domicílio eleitoral, alteração de local de votação, emissão do título ou coleta de biometria — continuam disponíveis e gratuitos, agora com o suporte do novo modelo de atendimento. O porta-voz do TRE-DF, Fernando Velloso, afirma que a iniciativa reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a acessibilidade: “Estamos sempre muito preocupados em oferecer acessibilidade para aquelas pessoas que precisam de um atendimento especial, então essa é mais uma ação muito importante para criar esse vínculo e essa facilidade para a população.” [LEIA_TAMBEM]O representante também alerta para o prazo de regularização do título, com o fechamento do cadastro eleitoral previsto para o dia 6 de maio. “Estamos a menos de um mês desse prazo, e as pessoas que não conseguirem regularizar ou emitir o seu título até essa data não poderão fazê-lo até o final do segundo turno eleitoral. Então é importante vir o quanto antes, porque as filas e a procura vão começar a aumentar”, alerta. As unidades estão distribuídas no Lago Sul, Sobradinho, Gama, Ceilândia e Plano Piloto (Na Hora da Rodoviária), além do Edifício-Sede do TRE-DF (Central de Atendimento ao Eleitor), localizado no Setor de Indústrias Gráficas, Quadra 2 — todas com o serviço de atendimento a pessoas com deficiência auditiva disponibilizado nesta semana.

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GDF faz entregas domiciliares de carteirinhas para pessoas com deficiência

Agência Brasília · GDF FAZ ENTREGAS DOMICILIARES DE CARTEIRINHAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Com um gesto simples, mas cheio de significado, servidores da Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF) percorrem diversas regiões administrativas do Distrito Federal para entregar, em domicílio, as carteiras de Identificação da Pessoa com Deficiência e da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A ação atende quem se cadastrou no site oficial da pasta, foi convocado para o primeiro ciclo da Carreta da Inclusão, mas não retirou o documento. Desde o fim de abril, 605 carteiras já foram entregues nas residências dos beneficiários, de um total previsto de 1.453. O documento representa dignidade, reconhecimento e acesso a direitos. Mais de 605 carteiras de Identificação da Pessoa com Deficiência e da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista foram entregues em domicílio desde o fim de abril deste ano | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília As entregas domiciliares estão sendo feitas nas cidades que já receberam a Carreta da Inclusão, no segundo semestre de 2024: Guará, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, Gama e Planaltina. À época, foram entregues 532 carteiras em Samambaia, 503 no Gama, 500 no Guará, 470 em Planaltina, 432 em Santa Maria e 365 no Recanto das Emas. O número total de documentos físicos entregues deve alcançar 4.255. Realizada mediante agendamento prévio, a entrega domiciliar das carteirinhas tem como principal objetivo aproximar a SEPD das famílias e entender as necessidades de cada uma. “A ideia é garantir o acesso aos benefícios, explicar o que é a Secretaria e como ela serve de ponte entre a sociedade civil e o Estado. A gente verifica, por exemplo, se a pessoa já recebe o BPC [Benefício de Prestação Continuada], se tem acesso ao passe livre interestadual, ao passe livre especial do DF, se está inscrita em programas de moradia ou em nosso banco de dados para inclusão profissional”, explica o titular da SEPD, Willian da Cunha. A entrega domiciliar atende, mediante agendamento prévio, quem se cadastrou no site oficial da SEPD-DF, foi convocado para o primeiro ciclo da Carreta da Inclusão, mas não retirou o documento Segundo ele, a proposta vai além de simplesmente entregar a carteirinha na residência da pessoa: “A gente leva a Secretaria até essas famílias para mostrar que a política pública funciona”, afirma Willian. Sobre a Carreta da Inclusão – projeto das secretarias da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e da SEPD –, que também realiza a entrega dos documentos, o secretário informou que as ações seguem em paralelo: “Vamos continuar com os dois formatos. As próximas cidades da Carreta serão Sobradinho, São Sebastião, Brazlândia e Ceilândia". O primeiro passo para obter a carteirinha da pessoa com deficiência é realizar o cadastro junto à Secretaria, seja de forma presencial ou pela internet. A partir dessa inscrição, a equipe identifica a região onde a pessoa reside e direciona o atendimento para o grupo responsável. Atualmente, o processo está mais acessível graças às visitas domiciliares. “Está sendo mais fácil ir diretamente até a casa da pessoa. Se ela estiver em casa, a gente faz o atendimento. Se não estiver, a gente liga novamente e agenda um horário melhor”, diz o diretor de Cadastros e Registros Inclusivos da SEPD, Lucas de Souza. Durante as visitas, as equipes fazem questão de explicar com calma e paciência todo o funcionamento da política. “Muitas pessoas não têm conhecimento dos seus direitos. Então a gente explica tudo”, completa. [LEIA_TAMBEM]A experiência de participar das entregas tem sido marcante. “Chegar na casa das pessoas e ouvir que elas precisam de ajuda e, em seguida, receber esse retorno de que podemos fazer a diferença é fenomenal”, afirma Lucas. Segundo o diretor, a média de entregas gira entre 40 e 50 carteirinhas por dia, somando os diferentes grupos espalhados pelas regiões administrativas. A entrega da carteirinha da pessoa com deficiência em domicílio foi motivo de grande emoção para a dona de casa Eliciara Gomes, 53, mãe de Geordanne Marry de Souza, 27, que possui deficiência intelectual. Ela relata que, antes de ter o documento, enfrentava dificuldades em filas de ônibus, bancos e postos de saúde. “A deficiência dela não é tão visível, então as pessoas olhavam e achavam que ela não tinha nada. Eu dizia que ela era especial, mas não acreditavam. Já me disseram que eu não devia usar a filha para isso”, desabafa. Ela disse que tinha visto outras famílias recebendo em casa e estava ansiosa pela sua vez, pois não conseguiu buscar presencialmente na Carreta da Inclusão. Agora, com a carteirinha em mãos, Eliciara acredita que o reconhecimento dos direitos da filha será mais fácil: “Vai facilitar bastante, tanto pra mim quanto pra ela”. Ao receber em casa a carteirinha da filha Geordanne, a dona de casa Eliciara Gomes ficou aliviada: "A deficiência dela não é tão visível, então as pessoas olhavam e achavam que ela não tinha nada" Cadastro O Cadastro da Pessoa com Deficiência (CadPCD) é o sistema oficial do Distrito Federal para registro de dados e documentos de pessoas com deficiência, conforme a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015). O CadPCD é obrigatório para a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), criada pela Lei Distrital nº 6.642/2020, e do Cartão de Identificação da Pessoa com Deficiência, previsto na Lei Distrital nº 6.809/2020. Pessoas cadastradas podem acessar os benefícios e serviços do programa DF Acessível, desde que atendam aos critérios estabelecidos. O processo é feito online e, após aprovação, as carteiras ficam disponíveis em formato digital.

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Feira discute os desafios e avanços da pessoa com deficiência visual no DF

Localizada em Taguatinga, a única biblioteca pública braille do Distrito Federal, a Dorina Nowill, promoveu, nesta quinta-feira (12), a terceira edição da Feira de Acessibilidade. Com o tema “Quem sou eu, pessoa com deficiência, na sociedade”, o evento explorou as diversas condições de deficiência visual, desde a baixa visão até a cegueira total, a inclusão e o protagonismo desse público. A terceira edição da Feira de Acessibilidade, realizada nesta quinta (12), teve como tema ‘Quem sou eu, pessoa com deficiência, na sociedade’ | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília A feira contou com a participação de quase 30 instituições, incluindo secretarias do Governo do Distrito Federal (GDF), órgãos públicos e entidades dedicadas às pessoas com deficiência visual. Na ocasião, as participantes contribuíram com exposições sobre os desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência visual (PCDVs), além de soluções e recursos voltados para inclusão, como tecnologias assistivas e práticas pedagógicas acessíveis. “Todos os eventos voltados para a pessoa com deficiência nos despertam para uma avaliação daquilo que temos hoje e naquilo que precisamos evoluir para que as pessoas com deficiência possam ter mais dignidade e cidadania” Flávio Pereira, secretário da Pessoa com Deficiência “É a terceira edição deste evento, que começou pequeno, com 10 instituições, e hoje já praticamente triplicamos esse número. Temos pessoas vindo de outros estados para aprender mais sobre o nosso trabalho e queremos nos tornar uma referência nacional”, defende a coordenadora da biblioteca, Eliane Ferreira. Um dos destaques do evento foi a barraca montada com equipamentos utilizados em modalidades paralímpicas, como a bola com guizo usada no futebol de cinco, tiro com arco adaptado e a bocha, que, embora não seja jogada por pessoas cegas, é uma modalidade inclusiva para outros tipos de deficiência. Acervo robusto Criada em 1995, a biblioteca mantida pelo GDF oferece um acervo de 2 mil exemplares e 800 títulos adaptados. A instituição faz parte da Rede de Bibliotecas Públicas do Distrito Federal e mantém um vínculo importante com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, de São Paulo, reforçando sua missão de promover a inclusão por meio da literatura e da cultura. “Temos um catálogo extenso, com livros em braille e audiolivros, um telecentro com computadores acessíveis e projetos periódicos, com leitura, clubes do livro e outras programações. Tudo inteiramente gratuito e aberto ao público, sempre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h”, detalha a coordenadora. O evento contou com a participação de quase 30 instituições, incluindo secretarias do GDF, órgãos públicos e entidades dedicadas às pessoas com deficiência visual Acessibilidade ampliada O secretário da Pessoa com Deficiência, Flávio Pereira, destacou a importância de espaços para debate e troca de experiências, incentivando a reflexão sobre o papel da pessoa com deficiência na sociedade e os desafios para ampliação da acessibilidade. “Todos os eventos voltados para a pessoa com deficiência nos despertam para uma avaliação daquilo que temos hoje e naquilo que precisamos evoluir para que as pessoas com deficiência possam ter mais dignidade e cidadania. Essa feira resgata o princípio de trazer para o centro das discussões o PCD e suas necessidades.” Também presente no evento, a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, afirmou que a pasta tem como uma das metas ampliar a acessibilidade de seus programas, especialmente os pautados pelo combate à violência contra a mulher. “Queremos ampliar o acesso das pessoas às políticas públicas do governo e por isso, em breve, nossos livros, cartilhas e demais materiais da Secretaria da Mulher passarão a ser divulgados também em braille”, explica. O tecladista Josinei Ferreira participa de atividades musicais promovidas pela Biblioteca Dorina Nowill: “Comecei a vir por estímulo do meu pai. Ele me trazia, me incentivava a ler e aprender, a me desenvolver mesmo” Frequentador da biblioteca, o cantor Ricardo Nascimento, 49 anos, encontrou no espaço o acolhimento que precisava para enfrentar um dos momentos mais difíceis da vida, logo após perder a visão. “Cheguei em 2015, tinha perdido a minha visão e não sabia fazer nada. A biblioteca me trouxe novos ares e me deu a confiança que eu precisava para seguir a carreira que sempre sonhei, de cantor”, conta. No espaço, Nascimento conheceu o hoje amigo e tecladista Josinei Ferreira. Juntos, eles participam de atividades musicais promovidas pela biblioteca. “Desde que me conheço por gente frequento aqui. Comecei a vir por estímulo do meu pai. Ele me trazia, me incentivava a ler e aprender, a me desenvolver mesmo”, relata.

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Carreta da Inclusão chega ao Recanto das Emas nesta terça-feira (30)

Com o objetivo de proporcionar suporte e inclusão social para pessoas com deficiência, a Carreta da Inclusão chega ao Recanto das Emas nesta terça (30), a partir das 10h, e permanece na região administrativa até quinta (1º). A estrutura estará na área atrás do Centro Empresarial 104, no estacionamento do Castelo Forte, em frente ao Conjunto 1. A Carreta da Inclusão oferece diversos serviços gratuitos às pessoas com deficiência ou Transtorno do Espectro Autista | Fotos: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília A iniciativa foi idealizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti) em parceria com a Secretaria da Pessoa com Deficiência do DF (SEPD). O foco é oferecer diversos serviços à população, desde entretenimento e encaminhamento ao mercado de trabalho a apoio jurídico e emissão de carteirinhas de identificação para pessoas com deficiência e com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Ao oferecer diferentes serviços gratuitos para as pessoas com deficiência, a Carreta promove a inclusão nas suas mais diferentes formas” Leonardo Reisman, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Ao todo, seis regiões administrativas serão atendidas até setembro, entregando um total de 3.777 carteiras de identificação. A primeira região administrativa a receber o projeto foi o Guará. As próximas regiões são Samambaia (13 a 15 de agosto), Gama (26 a 28 de agosto), Santa Maria (3 a 5 de setembro) e Planaltina (17 a 19 de setembro). “Ao oferecer diferentes serviços gratuitos para as pessoas com deficiência, a Carreta promove a inclusão nas suas mais diferentes formas. Seja por meio de tecnologias assistivas ou de serviços públicos diversos, como os atendimentos jurídicos e as iniciativas para incentivar a empregabilidade. No Guará, foram feitos mais de 1,2 mil atendimentos. Agora, chegou a vez de o Recanto das Emas receber este importante projeto”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman. O titular da SEPD, Flávio Santos, observa a importância de ampliar o acesso do cidadão aos serviços públicos, sobretudo no caso daqueles que não podem ou têm dificuldade de se deslocar para outras cidades. “A Carreta da Inclusão vai novamente integrar as secretarias em prol da comunidade. Além de sair do espaço físico para levar às pessoas com deficiência inclusão digital, cidadania e acessibilidade. Essa é uma das vertentes desta gestão do Governo do Distrito Federal.” A próxima região a receber a Carreta da Inclusão será Samambaia, entre os dias 13 e 15 de agosto A família da fonoaudióloga Sandra Bacelar, 55 anos, foi atendida pela carreta no Guará. O filho dela recebeu a Carteira da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), enquanto o marido, que tem baixa visão, pegou a Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência. “Essas carteirinhas nos ajudam a comprovar que a criança tem autismo, evitando que a gente precise andar com os laudos, e, no caso do meu marido, ajuda a comprovar que ele tem baixa visão, já que às vezes a deficiência pode passar despercebida”, contou. “Já tinha dado entrada nos documentos na Praça do Cidadão, na estação de metrô da 112 Sul, e fomos buscar na carreta, o que foi ótimo, porque estava muito perto da nossa casa”, disse. “Evitou o deslocamento até o Plano Piloto, que pode ser sensorialmente muito ruim para algumas crianças, ainda mais quando as mães precisam ir de transporte público. Sem contar que ali tinham vários serviços importantes, era quase um Na Hora para a pessoa com deficiência.” Inovação e acessibilidade Na Carreta da Inclusão, estarão presentes a Diretoria de Emprego e Renda da Secretaria da Pessoa com Deficiência, com suporte àqueles que estão em busca de oportunidades no mercado de trabalho, e a Defensoria Pública do DF, que oferecerá atendimentos jurídicos a quem precisar resolver pendências burocráticas, além de auxílio sobre como as pessoas com deficiência podem solicitar o cartão de uso do passe livre para ônibus e metrôs. Além disso, um dos principais destaques do evento é a arena gamer, onde os visitantes podem experimentar jogos eletrônicos adaptados com tecnologia assistiva. O espaço também permite a inscrição no projeto Gamifica DF, da Secti, com cursos gratuitos nas áreas de desenvolvimento de jogos, design e marketing. A Carreta da Inclusão e o Gamifica DF se somam aos vários projetos desenvolvidos pelo governo desde 2019, quando foi criada a SEPD, com a proposta de tornar o Distrito Federal mais acessível, implementando ações como o Cadastro Único para a emissão de carteiras de identificação e o Centro de Atendimento à Pessoa com Deficiência.

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