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Secretaria de Agricultura

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Venda de pescados cresce na Semana Santa e DF reforça fiscalização sanitária

Durante a Semana Santa, a venda de peixes cresce significativamente, impulsionada pela tradição religiosa de substituir a carne vermelha. No Distrito Federal, para garantir que o pescado e seus derivados estejam próprios para o consumo, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) atua no controle sanitário por meio da inspeção de agroindústrias registradas no Serviço de Inspeção Distrital (SID), responsáveis pelo processamento, beneficiamento e industrialização. Atualmente, o DF conta com 12 estabelecimentos de pescado com registro ativo. “Com a chegada da Semana Santa, a Secretaria de Agricultura intensifica os processos de fiscalização do pescado que entra no DF ou é produzido aqui”, explica o titular da Seagri-DF, Rafael Bueno. “Com o aumento do consumo nessa época do ano, há muito produto vindo de fora e, em alguns casos, de maneira irregular, sem a devida inspeção. Quando oriundo de outros estados, o pescado deve vir com o selo do Sisbi-SIF [Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal], enquanto o produzido no Distrito Federal deve conter o selo de inspeção do Dipova [Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal]”, alerta o secretário. O Distrito Federal conta com 12 estabelecimentos de pescado com registro ativo no Serviço de Inspeção Distrital (SID), todos devidamente inspecionados pela Seagri | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Rafael Bueno também ressalta que a pasta realiza visitas aos estabelecimentos para verificar a qualidade dos peixes, especialmente as condições de armazenamento. “Sabemos que a população que busca pescado para consumo nessa época do ano pode acabar se deparando com produtos impróprios. Por isso, a Seagri-DF tem reforçado as barreiras de entrada no Distrito Federal, a fiscalização nos estabelecimentos registrados, bem como a verificação de produtos vendidos de forma clandestina em feiras e em veículos parados à beira de rodovias. Também orientamos a população a consumir apenas pescado de estabelecimentos registrados na Secretaria de Agricultura ou na Vigilância Sanitária”, pontua. Nos estabelecimentos, é verificado o cumprimento dos critérios higiênico-sanitários, as condições das instalações, o controle de temperatura, a qualidade da água utilizada, as boas práticas de fabricação, a rastreabilidade da matéria-prima e a saúde dos trabalhadores envolvidos no processamento. Guilherme Pereira, produtor rural: "Para cumprir esse período com oferta adequada, o trabalho vai além da venda do peixe: começa com cerca de um ano de antecedência, com o controle dos tanques e o povoamento, garantindo a produção futura" Os produtos de origem animal inspecionados recebem selo no rótulo, o que permite ao consumidor identificar aqueles produzidos de acordo com as normas sanitárias vigentes. Todo pescado comercializado em feiras e mercados do DF deve ter origem nessas agroindústrias inspecionadas, o que assegura que o produto já passou por controle sanitário oficial antes de chegar ao consumidor final. Rafael Soares, vendedor: "A gente começa a deixar os peixes já limpos, para adiantar o atendimento. O freguês chega, a gente pesa, despacha e consegue atender todo mundo com mais rapidez" Produto adequado O produtor rural Guilherme Pereira, de 32 anos, cria tilápia há doze anos na Ponte Alta do Gama. Na época da Quaresma, ele dobra o número de funcionários para dar conta da demanda. “A gente realiza a Quaresma deste ano enquanto prepara a do ano seguinte. Para cumprir esse período com oferta adequada, o trabalho vai além da venda do peixe: começa com cerca de um ano de antecedência, com o controle dos tanques e o povoamento, garantindo a produção futura”, explica.  [LEIA_TAMBEM]“Aqui, o ciclo do peixe gira em torno de 9 a 10 meses, desde a entrada na piscicultura até o momento da saída. Por isso, todo o planejamento para a Semana Santa exige organização antecipada e acompanhamento contínuo da produção”, destaca Guilherme. Na Feira do Guará, o vendedor Rafael Soares conta como é a rotina para atender à alta demanda da Semana Santa. “A gente começa a deixar os peixes já limpos, para adiantar o atendimento. O freguês chega, a gente pesa, despacha e consegue atender todo mundo com mais rapidez”, explica. Segundo ele, no Distrito Federal predomina a oferta de peixes de água doce, enquanto os de água salgada vêm, em grande parte, do Nordeste. “Aqui a gente trabalha muito com tambaqui, tilápia e pintado. Já outras opções precisam vir de fora, porque não são produzidas aqui”, afirma.

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Na abertura da Expoabra, DF é reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação

O Distrito Federal foi oficialmente reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A certificação, entregue durante a 33ª Expoabra, no Parque de Exposições da Granja do Torto, abrange o rebanho de mais de 82 mil cabeças e representa um marco histórico ao reforçar a segurança sanitária e ampliar as oportunidades de comércio internacional de produtos de origem animal. O reconhecimento é resultado do trabalho conjunto entre o setor público e privado, que envolve a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), a Câmara Legislativa do DF (CLDF) e a Federação da Agricultura e Pecuária do DF (Fape-DF). Essas instituições implementaram medidas rigorosas de biosseguridade, fiscalização e boas práticas na pecuária. “Ter o Distrito Federal reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação é um marco histórico. Isso fortalece a segurança sanitária do nosso rebanho e abre oportunidades para exportação de produtos de origem animal, garantindo mais renda e mobilidade comercial para nossos produtores”, comemorou a vice-governadora Celina Leão. A certificação, entregue durante a 33ª Expoabra, abrange rebanho de mais de 82 mil cabeças e representa um marco histórico ao reforçar a segurança sanitária e ampliar as oportunidades de comércio internacional de produtos de origem animal | Foto: Paulo H. carvalho/Agência Brasília Com o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, a capital do país fortalece a posição como fornecedor confiável de alimentos de alta qualidade e aumenta as oportunidades de exportação, especialmente para mercados mais exigentes. “O reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal mostra a pujança do setor pecuário do Distrito Federal. Nosso rebanho de animais de casco fendido — bovinos, suínos, ovinos, caprinos e bubalinos – passa a ter oportunidade de ser exportado para qualquer país do mundo, já que muitos não compram animais vacinados ou seus subprodutos. É mais mobilidade comercial, segurança e renda para o produtor”, comemora o secretário de Agricultura, Rafael Bueno. O presidente da Fape-DF, Fernando Cezar Ribeiro, também ressaltou a importância do reconhecimento: “Principalmente a questão fitossanitária, e isso mostra que Brasília está alinhada com os outros estados. A questão da febre aftosa sem vacinação é uma premiação para todo o trabalho que os produtores rurais vêm fazendo no campo. Esse reconhecimento reforça a segurança sanitária do nosso rebanho e gera novas oportunidades de comércio, mostrando que o [LEIA_TAMBEM]setor pecuário do Distrito Federal está em sintonia com padrões nacionais e internacionais”, pontuou.   Cartas de crédito para produção de mirtilo Durante a cerimônia de abertura da Expoabra, produtores locais também receberam cartas de crédito do Fundo Distrital de Desenvolvimento Rural (FDR). Dois agricultores foram contemplados, destinados ao cultivo de mirtilo, fruta em expansão no DF. Os recursos serão aplicados na implantação de lavouras, sistemas de irrigação, estruturas de apoio e telados. O financiamento é oferecido pelo FDR, órgão vinculado ao GDF, com o objetivo de apoiar a agricultura local e fortalecer a produção rural. O FDR oferece linhas de crédito para pequenos e médios produtores, e visa à diversificação da produção e aumento da renda no campo. O cultivo de mirtilo tem se mostrado promissor no DF. Com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), produtores locais têm investido na produção da fruta, que se adapta bem ao clima do Cerrado. A expectativa é que a produção de mirtilo no DF continue a crescer, impulsione a economia rural e ofereça novas oportunidades para os agricultores da região. “Esse avanço também mostra o quanto o governo tem trabalhado para impulsionar a produção. Essa é uma cultura em expansão que agrega muito valor à nossa economia rural”, acrescenta Rafael Bueno.  

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Fiscalização apreende mais de mil ovos irregulares no DF

Uma operação de fiscalização realizada pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) nessa segunda-feira (4) resultou na apreensão de 1.228 ovos sem selo de inspeção, em uma granja que fornecia ovos para estabelecimentos localizados em áreas nobres de Brasília. Além da produção clandestina, o local apresentava graves irregularidades sanitárias, como a presença de ratos, piolhos e pulgas em meio aos alimentos.   Ovos que seriam fornecidos para estabelecimentos localizados em áreas nobres de Brasília não tinham selo de inspeção | Foto: Divulgação/Seagri-DF Durante a ação, os fiscais emitiram laudo de inspeção, termo de notificação, termo de apreensão e auto de infração. A granja não tem registro junto à Seagri-DF, condição obrigatória para funcionamento legal de agroindústrias de produtos de origem animal no Distrito Federal. Subsecretária de Defesa Agropecuária, Danielle Kalkmann alerta para a necessidade de regularização das agroindústrias: “A legislação sanitária distrital exige que agroindústrias de produtos de origem animal estejam registradas na Seagri para, assim, garantir a proteção da saúde da população e a segurança higiênico-sanitária dos alimentos”. [LEIA_TAMBEM]“O VI Encontro Distrital da Agroindústria [de 6 a 8 de agosto] será uma grande oportunidade para empresários tirarem dúvidas sobre o registro de suas indústrias junto à equipe técnica, conhecerem experiências de quem já se regularizou e buscar orientações para aprimorar seus negócios e acessar novos mercados”, completa Danielle. Para fazer o registro, o responsável pela indústria de produtos de origem animal deve procurar a Seagri-DF nos telefones (61) 3349-6803 / 3272-3650 ou pelo site oficial da pasta para submeter a documentação para análise da Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (Dipova). A vistoria prévia do terreno e das instalações é necessária para a liberação do registro. Denuncie Denúncias de irregularidades devem ser feitas pelo ParticipaDF, pelo telefone 162 ou pelo site. É importante fornecer as informações de forma clara, como local, nome da empresa e descrição das irregularidades observadas. *Com informações da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF)

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Lançada quarta chamada pública para aquisição de alimentos da agricultura familiar no DF

A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) lançou a quarta chamada pública do Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF). A iniciativa busca adquirir cestas de alimentos compostas por frutas, verduras e legumes produzidos pela agricultura familiar, com o objetivo de fortalecer o setor produtivo local e contribuir para o combate à fome e à insegurança alimentar no Distrito Federal. Com investimento previsto de R$ 6,8 milhões, a ação valoriza o trabalho dos agricultores familiares, além de estimular o desenvolvimento econômico das zonas rurais e garantir alimentos saudáveis e frescos às famílias em situação de vulnerabilidade social. O Papa-DF estimula o desenvolvimento econômico das zonas rurais e garante alimentos saudáveis e frescos às famílias em situação de vulnerabilidade social | Fotos: Divulgação/Seagri-DF Agricultores familiares, empreendedores rurais, povos e comunidades tradicionais, e beneficiários da reforma agrária poderão participar, conforme os critérios estabelecidos na lei federal nº 11.326/2006. A aquisição direta, regulamentada pelo Papa-DF, dispensa licitação e fortalece o escoamento da produção local, oferecendo uma oportunidade para que os pequenos produtores aumentem a renda e a visibilidade. Além disso, as cestas reforçam políticas públicas de segurança alimentar ao distribuir alimentos de qualidade à população que mais precisa. Os resultados do Papa-DF mostram a força da agricultura familiar no Distrito Federal. Neste ano, a iniciativa já atendeu 147 instituições, beneficiando mais de 77,3 mil pessoas. Com a participação de 114 agricultores familiares, foram distribuídos 215 toneladas de alimentos. O valor total executado até o momento ultrapassa R$ 1 milhão, evidenciando o impacto econômico e social da ação. Como participar As propostas e documentações deverão ser entregues entre os dias 20 de dezembro de 2024 e 15 de janeiro de 2025, até às 17h, no Parque Estação Biológica, sede da Seagri-DF. O edital completo, com as informações detalhadas sobre a seleção, está disponível no site oficial da secretaria. Para mais informações e esclarecimentos, os interessados podem entrar em contato pelo email dicio@seagri.df.gov.br. *Com informações da Seagri-DF

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