No Plano Piloto, programa GDF na Sua Porta investe mais de R$ 38 milhões em benfeitorias
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. No Plano Piloto, mais de R$ 38 milhões foram investidos em 21 ordens de serviço por meio do GDF na Sua Porta. Lançado em junho de 2026 na região, o programa trouxe benfeitorias como malha viária, conserto de calçadas, manutenção de sistemas de drenagem, modernização da iluminação pública, instalação e recuperação de equipamentos esportivos e de lazer, além de ações voltadas para a conservação dos espaços públicos. Parquinhos infantis A aposentada Iraci Zandonadi voltou a frequentar o parquinho da 415 Norte após a reforma: “Após a manutenção, nós ficamos mais seguros de trazer as crianças e, com certeza, elas aproveitam melhor” | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Na SQN 415, aproximadamente R$ 35 mil foram aplicados na manutenção de um parquinho infantil. Moradora de Brasília há três anos, a assistente social aposentada Iraci Maria Zandonadi, 72, conta que o espaço estava malconservado e que inspirava receios nos responsáveis pelas crianças. Após a reforma, voltou a frequentar o equipamento com a neta. “[Após a manutenção], nós ficamos mais seguros de trazer as crianças e, com certeza, elas aproveitam melhor”, comenta ela. “Os balanços, os brinquedos, crianças novas gostam muito de brincar na areia também. Agora a criançada vai ficar mais segura e vai aproveitar melhor o espaço. Tem muita criança aqui [na quadra].” Parte dos serviços do GDF na Sua Porta é executada por alunos formados pelo Renova-DF, programa que oferece cursos gratuitos de qualificação profissional em auxiliar de manutenção na área da construção civil, combinando o aprendizado com a reforma de espaços públicos. Aluna do Renova-DF, Jussara da Silva Xavier, natural de Mossoró (Rio Grande do Norte), veio para o Distrito Federal há pouco mais de sete meses para acompanhar o então marido. Ela conta que o programa foi uma importante ferramenta para a própria capacitação. “Quando chegamos aqui, o parquinho estava um pouco debilitado e tinha alguns riscos para as crianças”, lembra. “A equipe toda se empenhou para tentar entregar o parquinho rápido, o mais bonito possível.” Ela foi a responsável pela concepção e execução da pintura dos brinquedos, ofício aprendido ao longo do curso do programa. Quadras de esporte Jucério Santos, instrutor de construção civil: “É gratificante pegar um espaço desses aqui e deixar novinho. O GDF na Sua Porta está nos ajudando nesse sentido” A respeito da intervenção na quadra esportiva da SQN 415, Jucério Santos, instrutor de construção civil do Senai, parceiro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), afirma que é nítido o reconhecimento da população ao ver os equipamentos públicos recuperados. “Além da importância de estarmos ajudando muita gente [alunos do Renova-DF], estamos cuidando do bem público, algo que é de suma importância para nós”, aponta. “É gratificante pegar um espaço desses aqui e deixar novinho. O GDF na Sua Porta está nos ajudando nesse sentido.” Luciano Mattos, que atua na prefeitura da SQN 415: “A comunidade usa a quadra, e isso diminui a violência, aumenta as opções de lazer” Integrante da prefeitura da SQN 415, o agrônomo Luciano Mattos vê a quadra esportiva, que é um equipamento de uso comum entre a população e a escola pública vizinha, como um incentivo à convivência e ao bem-estar de moradores e alunos vindos de outras regiões administrativas. “Eu percebo que tem sido importante [ter esse espaço de convívio]”, avalia. “A comunidade usa a quadra, e isso diminui a violência, aumenta as opções de lazer. Não só para nós: é muito comum a gente receber pessoas de lugares distantes que gostam da quadra. Ela ficou bonita, bem-pintada, e a gente se diverte bastante aqui com nossos ‘rachas’ de basquete.” Quadra esportiva da 302 Sul também recebeu investimentos para manutenção e benfeitorias Outra quadra esportiva passa por manutenção na SQS 302, tendo recebido investimentos de cerca de R$ 80 mil. De acordo com a assessora do diretor de Obras da Administração do Plano Piloto, Michelline Almeida Santana, benfeitorias em espaços de convívio são fundamentais para o bem-estar da comunidade. “Na correria do dia a dia, ter [espaços comunitários] mais perto deixa o lazer mais acessível”, pontua Michelline. “Com qualquer tempinho, dá para descer com as crianças, levá-las a um parquinho, encontrar pessoas, conversar e se conhecer melhor, até mesmo sobre as necessidades da quadra, discutindo em conjunto.” Calçadas na Vila Telebrasília O aposentado Arnaldo da Silva caminha pela Vila Telebrasília, que recebeu vários investimentos em acessibilidade: “Antes das calçadas, as crianças andavam a pé e de bicicleta na rua com os pais. Agora, não: elas usam as calçadas, e fica melhor para elas” Nas ruas 02, 08 e 30 da Vila Telebrasília, mais de R$ 526 mil foram aplicados para construção e manutenção de calçadas, a partir de ordens de serviço do GDF na Sua Porta, com o objetivo de melhorar a circulação de pedestres. Para o aposentado e mecânico Arnaldo Moreira da Silva, 58, as obras no local levaram maior segurança aos moradores, uma vez que não é mais necessário disputar espaço com automóveis. “Antes das calçadas, as crianças andavam a pé e de bicicleta na rua com os pais”, recorda o piauiense, morador de Brasília desde os 6 anos de idade. “Brincavam na rua com carrinhos elétricos. Agora, não: elas usam as calçadas, e fica melhor para elas. Para as meninas que saem da faculdade também, que passam por aqui à noite.”
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Brasília Inspira Poesia lança segunda antologia com saraus em escolas do DF
O projeto Brasília Inspira Poesia (Bip) lança nesta quarta-feira (17) a segunda antologia poética que celebra a produção literária do Distrito Federal e Entorno. O evento ocorre às 19h30, no Espaço Pé Direito, na Vila Telebrasília, com entrada gratuita e participação de autores da coletânea, além de apresentação musical da banda Bip. Idealizado por professoras da rede pública e financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, o Bip nasceu em 2018 com a proposta de mapear territórios não hegemônicos da literatura local e tornar a produção artística mais acessível. De acordo com o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, o Brasília Inspira Poesia mostra como a literatura pode dar voz à diversidade do nosso território. “Apoiar projetos como este é reafirmar o compromisso da Secretaria de Cultura e Economia Criativa em fortalecer os talentos locais, valorizar as expressões das periferias e aproximar a arte do cotidiano das pessoas. É assim que construímos uma cultura mais democrática e representativa no Distrito Federal”, ressaltou. O evento ocorre às 19h30, no Espaço Pé Direito, na Vila Telebrasília, com entrada gratuita e participação de autores da coletânea, além de apresentação musical da banda Bip | Foto: Arquivo/Agência Brasil Nesta segunda edição, a antologia reúne 45 autores de 19 regiões administrativas, compondo um retrato das múltiplas “Brasílias” que formam o território. As poesias abordam desde aspectos culturais e expressões artísticas até desafios socioeconômicos enfrentados pela população. A obra traz ainda ilustrações da artista plástica Carli Ayô. Além do lançamento, o projeto promove uma programação de saraus em escolas públicas do DF entre setembro e outubro. As unidades participantes receberão exemplares do livro, que também será distribuído em bibliotecas públicas e universidades com cursos de Letras. De acordo com a professora Dani Gauche, idealizadora do Bip, a iniciativa busca aproximar leitores e estudantes das narrativas que refletem seus próprios territórios: “A literatura se torna mais real quando os alunos se veem representados em histórias que falam sobre os lugares que eles conhecem, para além da Brasília do Plano Piloto”, afirma. Programação dos saraus - classificação livre e entrada gratuita: 17/9 – Espaço Pé Direito, Vila Telebrasília, às 19h30 25/9 – CED 02 do Cruzeiro, às 10h 26/9 – CEM JK, Candangolândia, às 11h 08/10 – CEF 01 do Planalto, Vila Planalto, às 16h 08/10 – CEMUB, Núcleo Bandeirante, às 20h *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF)
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Primeira creche pública da Vila Telebrasília oferece educação de qualidade e transforma a vida de famílias do DF
O acesso à educação infantil de qualidade é uma das principais demandas das famílias do Distrito Federal. Há seis meses, a comunidade da Vila Telebrasília passou a contar com a primeira creche pública e gratuita da região: o Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Pitangueira, da Secretaria de Educação (SEEDF). A unidade, que já se tornou referência no atendimento a crianças e famílias, atende atualmente 136 alunos de 4 meses a 4 anos e tem capacidade para chegar a 198 vagas, o que garante a ampliação da oferta de cuidados e educação infantil à comunidade. Crianças se divertem e aprendem as primeiras noções escolares; estrutura do Cepi Pitangueira é elogiada pelas famílias da comunidade | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A diretora do Cepi Pitangueira, Sheila Sousa, relata que os primeiros seis meses de funcionamento têm sido muito positivos: “As crianças reagiram muito bem e se habituaram rápido ao novo ambiente. Curiosamente, os pais demoraram um pouco mais a se adaptar do que os filhos”. Segundo ela, a chegada de uma creche como essa representa um marco para as famílias da região. “Já passei por outras unidades, mas essa estrutura é incrível”, valoriza. “As salas são amplas, o refeitório e o parque são de ótima qualidade, temos área verde, e tudo foi pensado para garantir o melhor às crianças. Isso faz diferença tanto para os pequenos, que ficam em segurança e felizes, quanto para os pais, que podem trabalhar mais tranquilos”. Boa estrutura Tatiene Melo encontrou, na creche da Vila Telebrasília, a melhor solução para seu filho João Pedro, de 9 meses: “Vi a evolução rápida do meu filho: passou a dormir melhor, comer melhor; até a introdução alimentar foi facilitada” Para a mãe do pequeno João Pedro, de 9 meses, Tatiane Melo, 42, a chegada da creche à Vila Telebrasília mudou completamente a rotina da família. Ela conta que veio para Brasília a trabalho, sem saber que estava grávida nem contar com rede de apoio na cidade. “A nossa alternativa foi buscar uma creche”, lembra. “Por sorte, essa estava terminando a reforma, e conseguimos a vaga mais rápido do que imaginávamos”. O filho começou na unidade ainda com 3 meses. “Eu estava de licença-maternidade e fiquei junto no processo de adaptação”, detalha. “Foi extremamente importante, porque hoje já voltei ao trabalho e consigo desempenhar minhas funções tranquilamente, sabendo que ele está bem-cuidado aqui. Cheguei chorando, preocupada em deixar meu filho com pessoas que não conhecia, mas fui muito bem-recebida pela direção e coordenação, que me deram suporte emocional e explicaram sobre a adaptação”. A estrutura também chamou atenção da mãe: “Achei a creche muito bonita, organizada, até melhor do que algumas particulares. O espaço é limpo, bem-estruturado e conta com profissionais qualificados, alguns com especialização e muitos anos de experiência. Isso trouxe ainda mais tranquilidade. Além disso, vi a evolução rápida do meu filho: passou a dormir melhor, comer melhor; até a introdução alimentar foi facilitada. Eu brinco que ele come melhor aqui do que em casa”. [LEIA_TAMBEM]Tatiane ressalta ainda a importância da creche para a comunidade: “Eu nem morava na Vila Telebrasília. Me mudei para cá depois da vaga, justamente para ficar perto, porque consigo trazer meu filho a pé, voltar para casa e me organizar para o trabalho. Sei que muitas mães não têm essa possibilidade. Aqui, além de facilitar a vida das famílias, a creche também gera oportunidade para os moradores, pois muitos dos profissionais que trabalham aqui são da própria vila. Isso fortalece o vínculo com a comunidade e torna o acolhimento ainda mais especial”. Com uma área construída de 1.317,99 m², o Cepi Pitangueira foi cuidadosamente planejado para oferecer conforto, segurança e estímulo ao desenvolvimento das crianças. O projeto contempla dois blocos interligados por uma área coberta, com pátio também protegido das intempéries. A infraestrutura conta com hall de entrada, secretaria, salas para professores e reuniões, direção, almoxarifado, sanitários acessíveis, lactário, refeitório, cozinha, lavanderia, rouparia, vestiários, copa para os funcionários e diversos outros ambientes essenciais ao bom funcionamento da unidade. Trabalho pedagógico Com funcionamento das 7h às 17h, a Pitangueira comporta uma rotina extensa com atividades pedagógicas, alimentação e brincadeiras A creche funciona das 7h às 17h, com cinco refeições ao longo do dia, do café da manhã ao jantar. Segundo a diretora, Sheila Sousa, as atividades seguem o Currículo em Movimento, da Secretaria de Educação: “Assim que a criança entra na escola, já começa uma atividade pedagógica. Ao longo do dia, a rotina intercala momentos de alimentação, descanso, brincadeiras e aprendizagens que seguem até a saída”. O Cepi Pitangueira atende não apenas a comunidade da Vila Telebrasília, mas também famílias de outras regiões administrativas, como Guará, Águas Claras, Núcleo Bandeirante, Cruzeiro e Asa Sul, além de receber crianças do Entorno. A matrícula deve ser solicitada por meio da unidade mais próxima da Coordenação Regional de Ensino (CRE). “Temos parque, salas de interação, área verde, e estamos desenvolvendo um projeto para criar também um parque de areia. É como um trabalho de formiguinha, em que, a cada dia, buscamos oferecer o melhor” Ruth Bezerril, professora Sobre a rotina, a professora Ruth Bezerril conta que logo pela manhã, os profissionais recebem as crianças com música e acolhida. Após o café da manhã, há bate-papo que pode incluir contação de histórias e cantigas de roda. Também desenvolvemos atividades diversificadas, que podem ser pedagógicas, dirigidas ou livres, dependendo de cada profissional”, explica. “Mais tarde, as crianças recebem o lanche da manhã, geralmente uma fruta, e depois o almoço, preparado com muito carinho pela nossa nutricionista. Após o almoço, temos o momento do descanso”. A professora também reforça a importância da estrutura da creche para o desenvolvimento do trabalho pedagógico: “A diferença é perceptível. As crianças estão em um ambiente novo, com mobílias e equipamentos adequados. Eu vim de outro Cepi, onde tudo já era antigo, e aqui tudo é novo. Temos parque, salas de interação, área verde, e estamos desenvolvendo um projeto para criar também um parque de areia. É como um trabalho de formiguinha, em que, a cada dia, buscamos oferecer o melhor”.
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Centro de Artes de Brasília ganha apoio do FAC em projeto de inclusão e formação artística
“A arte salva, cura, resgata; ela toca em lugares, profundidades e sentimentos que recuperam e ajudam todas as pessoas.” Com esse pensamento, Maregilbe Cavalcante, gastrônomo e professor aposentado, tem frequentado a oficina de cerâmica do projeto SustentArt: Capacitando Gerações por Meio da Arte. Para ele, trabalhar com argila é arteterapia, cuidado e criatividade. Essa é a essência da iniciativa organizada pelo Centro de Artes de Brasília, na Vila Telebrasília. O SustentArt é financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) e tem como objetivo abrir caminhos para a economia criativa e oferecer oportunidades reais de desenvolvimento pessoal e coletivo, por meio de ações culturais, para jovens e adultos entre 18 anos e 60 anos de idade. Maregilbe Cavalcante reforça que, para ele, o trabalho com a argila é ato de autocuidado e estimula a criatividade | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Ao todo, 70 alunos vão poder participar das oficinas gratuitas de formação básica nas áreas de pintura, desenho e processo criativo, objetos de arte e arteterapia, cerâmica, mosaico, xilogravura e música, que já começaram em 4 de agosto. A professora e escritora Sylvia Simão, colega de Maregilbe na oficina de cerâmica, atesta a transformação proporcionada pela iniciativa na vida dos participantes. Ela acredita que projetos como o SustentArt funcionam como apoio emocional para pessoas em situação de instabilidade, que passam por mudanças nas fases da vida. “É muito importante que sejam disponibilizadas as iniciativas sem custo porque, em geral, quem está passando por esses problemas não está profissionalmente estável e não tem como arcar com os custos”, observou. Para o fisioterapeuta Gabriel Lavoura a superação é física e pessoal. Na primeira tentativa de desenhar com apoio profissional, ele afirma que aprendeu muito mais sobre como ver a vida com mais sensibilidade, luz, sombra e cor. “Eu não enxergava a vida dessa maneira. Acho que dou conta, mas cheguei aqui achando que não ia dar. Estou na minha segunda aula e muito satisfeito e confiante”, relatou. As oficinas são realizadas uma vez por semana em cerca de 4 horas de formação. Cada participante pôde se inscrever em apenas uma modalidade para que outras pessoas também fossem contempladas no projeto. As vagas foram prioritárias para pessoas de baixa renda, negras, indígenas, com deficiência, LGBTQIAP+ e mulheres em situação de vulnerabilidade. O projeto SustentArt mudou o modo de Gabriel Lavoura ver a vida: mais sensibilidade, luz, sombra e cor “A gente costuma dizer que, dentro dos objetivos de desenvolvimento sustentáveis (ODS), o SustentArte está muito presente e é importante. Ele gera Felicidade Interna Bruta (FIB) porque trabalha projetos sociais mais a geração de renda e de trabalho, além da sustentabilidade. Mas nós não fazemos nada sozinhos. Então, buscamos patrocinadores, apoiadores, investidores e agora contamos com o FAC, que foi quem acreditou, de fato, no nosso projeto”, ressaltou a coordenadora do Centro de Artes, Lídia Henrique. Para as aulas, todos os arte-educadores e assistentes convidados da iniciativa já são cativos do espaço. “Essa é uma oportunidade para eles, que são renomados no mercado, com excelência de currículo e portfólio, terem a oportunidade de também fazer parte do FAC. Com isso, estamos incentivando a mão de obra, a geração de trabalho, não só das pessoas aqui da Vila, como também do próprio Centro de Artes”, completou. São oferecidas oficinas gratuitas de formação básica nas áreas de pintura, desenho e processo criativo, objetos de arte e arteterapia, cerâmica, mosaico, xilogravura e música Ao todo, serão seis meses de formação e, após esse período, haverá curadoria das peças e obras produzidas pelos participantes para uma exposição, de divulgação e venda, na galeria MD’Azevedo, do próprio centro, em março de 2026. Também será impresso um catálogo com as obras e realizado um evento aberto ao público com apresentação musical. Quase 50 anos [LEIA_TAMBEM]São cerca de cinco décadas de uma história que começou ainda na sala de aula de uma universidade do DF. Gildred Nascimento foi de aluna a professora de artes até idealizar, com o marido Manoel de Azevedo, um artista plástico português, o Centro de Artes. Fundada em 1978, a escola ganhou lugar na Vila Telebrasília em 2013. Em 47 anos de existência, o Centro já recebeu mais de mil alunos, inclusive artistas plásticos importantes do Distrito Federal para o mercado das artes ou trabalhos independentes. O espaço segue o legado de formação e democratização do acesso à cultura, fortalecendo a identidade cultural da Vila, fomentando a inclusão social e formando novos públicos para as artes visuais.
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