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DF amplia rede de saúde mental com novas unidades, reforço de equipes e ações integradas

 O Governo do Distrito Federal (GDF) tem ampliado a rede pública de saúde mental com investimentos em estrutura, equipes e novas políticas para fortalecer o atendimento à população. Atualmente, o DF conta com 18 unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em funcionamento, distribuídas em todas as regiões de saúde, e prevê a construção de mais cinco, incluindo centros voltados ao público infantojuvenil e estruturas com atendimento 24 horas para usuários de álcool e outras drogas. A expansão da rede também inclui planejamento para novas unidades a partir de 2027 e a ampliação da capacidade de atendimento, com estimativa de cobertura para mais de um milhão de pessoas. Além disso, houve reforço no quadro de profissionais, com nomeação de médicos psiquiatras, ampliação da carga horária de equipes e recomposição de especialistas como psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. Com a ampliação da estrutura, o intuito da rede é acompanhar o aumento da procura por serviços. Dados do Portal de Informações e Transparência da Saúde do DF registram cerca de 423,9 mil procedimentos feitos nos Caps do DF, entre 2019 e 2025, com crescimento acumulado de 393% no período — passando de 17,7 mil procedimentos em 2019 para 87,5 mil em 2024 e evidenciando a ampliação da demanda por serviços de saúde mental na rede pública. Os Caps também oferecem atividades manuais que se tornam aliadas no cuidado com a saúde mental e na reconstrução de histórias de vida. Como o crochê feito em grupo na unidade do Itapoã, denominado grupo Linhaterapia | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Centralização Para dar mais agilidade à gestão e fortalecer a política pública, o GDF criou, em 2025, a Subsecretaria de Saúde Mental, vinculada à Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). A medida permitiu avanços na organização da rede e na implementação de novas iniciativas, como o desenvolvimento de um sistema de monitoramento com uso de inteligência artificial para orientar o fluxo de pacientes e a criação do primeiro laboratório de inovação em saúde mental do país. Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a rede tem sido estruturada para atender diferentes perfis e níveis de complexidade. Ela destaca que, entre outros fatores, o aumento de procedimentos e de procura pelo Serviço de Saúde Mental na rede ocorreu em um contexto pós-pandemia, em âmbito nacional. Dados da SES-DF também indicam o perfil dos atendimentos, com maior incidência de ansiedade e depressão entre adolescentes e casos relacionados ao uso de álcool e outras substâncias entre adultos, o que orientou a criação de serviços e unidades específicas para esse público. “Cada Caps é pensado para atender uma faixa de 200 mil pessoas. Com essas ampliações, estamos prevendo um aumento de capacidade para um milhão de atendimentos. Isso é necessário para garantirmos o acesso da comunidade. Conseguimos essa pauta de prioridade do governo e houve um investimento alto na recomposição do quadro de médicos psiquiatras. Para um serviço especializado como o Caps isso é muito valioso”, observa. O atendimento é organizado de forma integrada. Casos leves e moderados são acompanhados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), enquanto situações mais graves são direcionadas aos Caps, que contam com equipes multiprofissionais e atuação conjunta com serviços de urgência e emergência. Outro destaque do setor foi a implantação dos serviços residenciais terapêuticos, que oferecem moradia e acompanhamento a pessoas que viveram por anos em hospitais psiquiátricos e perderam vínculos familiares. A subsecretária recorda, ainda, que a política de saúde mental também envolve ações articuladas com outras áreas institucionais, como assistência social, educação, trabalho, cultura e esporte. “Programas de qualificação profissional, acesso a benefícios sociais, atividades culturais e esportivas e políticas de proteção social são considerados fatores importantes na promoção da saúde mental e na prevenção de adoecimentos”, completa. Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a rede tem sido estruturada para atender diferentes perfis e níveis de complexidade | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Grupos de cura Os Caps também oferecem atividades manuais que se tornam aliadas no cuidado com a saúde mental e na reconstrução de histórias de vida. Como o crochê feito em grupo na unidade do Itapoã, denominado grupo Linhaterapia. Funcionando uma vez por semana das 14h às 16h, a iniciativa foca na reabilitação social dos pacientes, trazendo a terapia proporcionada pela arte manual da confecção de bolsas, tapetes, mandalas e cachecóis de crochê, além de uma fonte de renda para quem decide levar para além do hobbie. A coordenadora do grupo, Eleni Alves Sardinha, destacou que a maioria dos frequentadores é usuário da unidade do Itapoã. “Esse aprendizado pode proporcionar autonomia, então o paciente começa a melhorar a autoestima e ter uma qualidade de vida melhor. O crochê trabalha várias partes do organismo humano, como a concentração e a criatividade. Já existem estudos até em relação ao Alzheimer, por trabalhar a parte cognitiva e a produção de dopamina, ajudando também na ansiedade e depressão”, ressalta. A costureira Lidiana Vieira da Cunha, de 37 anos, encontrou na atividade uma forma de lidar com o luto e os impactos emocionais após perder a filha de um mês de idade. “É um caminho de recuperação, porque eu fiquei em um quadro psicológico muito abalado de depressão. Aqui eu encontrei um apoio e também uma forma de deixar minha mente mais leve. A arte cura a mente, a alma e o espírito. Às vezes, a gente não consegue se levantar sozinho, então esse espaço e acolhimento é muito importante”, afirma. Já a dona de casa Maria Francisca da Silva, de 49 anos, relata que o crochê passou a fazer parte do dia a dia como ferramenta de enfrentamento da dependência química e controle da ansiedade: “Me faz muito bem. Quando eu estou estressada, faço crochê em casa com o que aprendi para ocupar minha mente. Minha doença tem recuperação a partir de querer viver, da minha boa vontade e do Caps, que me acolhe.” Para o auxiliar de contabilidade Reginaldo Ferreira Lima, 39, o grupo também representa uma forma de manter o foco no tratamento e reduzir pensamentos negativos: “Quando estamos fazendo crochê, não ficamos pensando muito nos problemas da vida. A gente esquece os problemas e passa a se concentrar nisso aqui.” A unidade, chamada de Caps AD, atende pessoas acima dos 16 anos com necessidades moderadas a graves. A quantidade de participantes do grupo varia, atingindo a quantidade máxima de 15 participantes. Também há passeios feitos esporadicamente com os pacientes para lugares de lazer na cidade, como Jardim Botânico e Zoológico, com transporte gratuito disponibilizado pelo GDF.

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Com mais de 1,5 milhão de pessoas revistadas, Carnaval de Brasília teve como marcas a prevenção e a integração

Nesta quarta-feira (18), foi apresentado o balanço das ações do Carnaval 2026 que envolveram Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), Polícia Militar do DF (PMDF), Polícia Civil do DF (PCDF), Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) e Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF).  Ações integradas garantiram que públicos de todas as idades pudessem brincar o Carnaval em segurança | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília O resultado destacou a atuação coordenada e ostensiva e o uso intensivo de tecnologia e estratégias preventivas, que garantiram um ambiente de tranquilidade para foliões locais e turistas. Com presença massiva das forças de segurança, o Distrito Federal firmou-se como destino de carnaval organizado e seguro e sem registro de ocorrências graves. Durante o período festivo, mais de 1,5 milhão de pessoas foram revistadas nos acessos aos blocos e estações de transporte, resultando na apreensão de 459 armas brancas, 595 objetos com potencial de uso como arma e uma arma de fogo. A atuação preventiva também contou com drones para monitoramento em tempo real, câmeras com reconhecimento facial — que possibilitaram o cumprimento de dois mandados de prisão — e reforço nas delegacias, com ampliação do atendimento por meio da Delegacia Eletrônica na Cidade da Segurança Pública. No trânsito Efetivo da Secretaria de Segurança trabalhou direto durante todo o período de folia | Foto: Divulgação/SSP-DF  O Detran-DF efetuou cerca de 2,7 mil abordagens, com 133 autuações por alcoolemia. O Corpo de Bombeiros reforçou o efetivo com 1.019 militares a mais e atendeu 230 ocorrências nos eventos, sendo 46% relacionadas ao consumo excessivo de álcool. “O que vimos nas ruas foi o resultado de um planejamento sério e integrado. Esse engajamento coletivo é o que reduz ocorrências, inibe o crime e fortalece a confiança da população” Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública A integração entre as forças foi apontada como o principal diferencial do planejamento, aliado a campanhas educativas amplamente divulgadas à população, especialmente sobre a prevenção ao furto de celulares — crime que representa cerca de 70% das ocorrências patrimoniais no período. “O que vimos nas ruas foi o resultado de um planejamento sério e integrado”, reforça o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, para quem os bons resultados refletem a soma entre policiamento ostensivo, tecnologia, transparência na divulgação dos dados e participação da sociedade. “Esse engajamento coletivo é o que reduz ocorrências, inibe o crime e fortalece a confiança da população.” Entre sábado (14) e terça (17), a DF Legal registrou cerca de 2 mil abordagens a ambulantes e fiscalizou 112 eventos. Foram duas interdições por apresentação irregular, uma em Planaltina e outra na Estrutural. A Vara da Infância e da Juventude (VIJ) orientou 216 ambulantes, bares e caixeiros sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Uma inovação foi a revista realizada ao final dos blocos, em que os foliões eram orientados a mostrar o celular desbloqueado aos policiais, numa ação para coibir furtos e roubos de celulares.  “Sabemos que muitos crimes são de oportunidade, especialmente furtos de celular; por isso, nas abordagens de retorno, o policial solicitava que a pessoa apenas mostrasse o aparelho desbloqueado, como forma simples de comprovar a posse”, relata o secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury. “Essa medida preventiva tem caráter educativo, inibe a ação criminosa e reforça a sensação de segurança para quem vem apenas celebrar”. Polícia Militar Com um efetivo médio de 2 mil policiais por dia, a PMDF garantiu um carnaval seguro nos quatro dias de folia no DF. Até o fim da operação, a Polícia Militar apreendeu 106 porções de drogas , 459 armas brancas, uma arma de fogo e dois foragidos.  As principais linhas de abordagem foram montadas próximo aos blocos, nas saídas do metrô e na Rodoviária do Plano Piloto. Assim, foi possível evitar que, além das armas brancas, armas de fogo e entorpecentes, 595 objetos proibidos adentrassem nos locais das festividades. 3.600   Número de veículos que passaram por abordagem da PMDF A PMDF seguiu com a tradicional campanha de identificação infantil. A corporação montou um estande móvel nos blocos infantis e disponibilizou uma carteirinha para impressão no portal da corporação. Ao todo, foram confeccionadas 1.868 identificações. A Sala Lilás Itinerante, modalidade de atendimento humanizado voltada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência ou importunação, esteve plenamente operacional durante o Carnaval. Foram nove registros de utilização do espaço e 300 panfletos distribuídos, o que demonstra a eficácia das medidas preventivas e o pronto suporte oferecido àqueles que transitaram pelos eventos. No trânsito, os policiais militares abordaram 3.600 veículos, tendo registrado 492 motoristas dirigindo sob a influência de álcool.  “Estamos vivendo o terceiro ano consecutivo de um Carnaval marcado por organização, planejamento e resultados positivos para a segurança pública do Distrito Federal”, ressaltou a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Habka. “Também é fundamental reconhecer a colaboração da sociedade, que compreendeu a importância das abordagens e revistas, e da imprensa, que contribuiu para orientar e conscientizar. Segurança se constrói de forma coletiva.” Polícia Civil Durante a Operação Carnaval 2026, a Polícia Civil do DF registrou 291 ocorrências, conforme levantamento do Departamento de Inteligência, Tecnologia e Gestão da Informação (DGI/PCDF). Desse total, 38 resultaram em flagrante, evidenciando a pronta atuação das equipes ao longo do período festivo. No Carnaval de 2025, foram contabilizadas 337 ocorrências e 41 flagrantes, o que representa uma redução no total de registros em 2026, demonstrando a efetividade do planejamento operacional e das ações integradas de segurança. Policiamento ostensivo esteve presente nos lugares com maior concentração de gente A análise dos dados revela que aproximadamente 70% das ocorrências do Carnaval 2026 referem-se a furtos de celular, e que cerca de 90% dos registros concentraram-se na região de Brasília, especialmente no Plano Piloto, onde há maior fluxo de foliões. Em 2026, foram 220 celulares furtados e 24 aparelhos apreendidos, frente a 212 subtraídos e sete apreendidos no ano anterior. Entre as naturezas mais frequentes após o furto de celular (70%), destacam-se furto a transeunte (6,8%), furtos diversos (6,4%), roubo a transeunte (5,3%), furto mediante fraude (3,2%), ato infracional por criança ou adolescente (2,1%), lesão corporal (1,8%), desobediência (1,8%), porte de substância entorpecente (1,8%) e lesão corporal recíproca (1,4%). “Brasília mostra, mais uma vez, que é possível realizar um grande evento com segurança” José Werick, delegado-geral da Polícia Civil do DF No período, a PCDF instaurou 14 inquéritos policiais, 17 termos circunstanciados e oito procedimentos de apuração de ato infracional, totalizando 39 procedimentos, número próximo aos 40 registrados em 2025, o que reforça a estabilidade da resposta investigativa mesmo com a redução geral de ocorrências. “Em relação ao crime mais recorrente, que é a subtração de aparelhos celulares, seguimos aplicando o Protocolo de Rastreamento Final, que tem permitido identificar autores, recuperar dispositivos e devolvê-los aos legítimos proprietários”, explica o delegado-geral da PCDF, José Werick. “Brasília mostra, mais uma vez, que é possível realizar um grande evento com segurança.” Bombeiros Durante os quatro dias de festividades, foram empregados 1.019 bombeiros militares e 124 viaturas, distribuídos nos principais pontos de concentração de público e plataformas oficiais do evento. Ao longo dos quatro dias, foram registrados 230 atendimentos. Do total de atendimentos, 12 pessoas precisaram de transporte hospitalar, sendo três remoções realizadas em cada dia da operação. A maior parte das ocorrências esteve relacionada a atendimentos de baixa gravidade, com predominância de casos clínicos, especialmente associados ao consumo excessivo de álcool, além de registros de quedas da própria altura e mal súbito. “Nosso reconhecimento vai para cada bombeiro e bombeira que trabalhou diuturnamente para proteger vidas e assegurar que a população pudesse celebrar com tranquilidade” Coronel Moisés Barcelos, comandante-geral do CBMDF Além dos atendimentos emergenciais, o CBMDF promoveu 46 vistorias técnicas em eventos carnavalescos para verificação das condições de segurança contra incêndio e pânico. As ações tiveram como objetivo assegurar que as estruturas montadas atendessem às normas de segurança, contribuindo para a redução de riscos e maior proteção aos foliões. “Pelo terceiro ano consecutivo, atuamos de forma alinhada, com presença ostensiva e pronta resposta, contribuindo para consolidar Brasília como destino seguro também no período de folia”, enfatiza o comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Barcelos. “Nosso reconhecimento vai para cada bombeiro e bombeira que trabalhou diuturnamente para proteger vidas e assegurar que a população pudesse celebrar com tranquilidade.” Detran O Detran-DF atuou na Operação Folia Segura entre os dias 12 e 17 deste mês, contemplando Samambaia, Planaltina, Taguatinga, Santa Maria, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Plano Piloto, Águas Claras, Itapoã, Sobradinho e Varjão. Durante o período, houve 2.655 abordagens e aplicação de 2.341 testes de etilômetro. A população está mais consciente de que bebida e direção não combinam, e esse é o maior ganho para todos nós” Hugo Figueiredo, diretor-adjunto do Detran-DF As ações resultaram na autuação de 133 condutores por alcoolemia, além de 193 veículos não licenciados e 82 motoristas inabilitados. Também foram flagrados 13 condutores com a CNH suspensa, 57 veículos com descarga livre e registradas 321 infrações diversas. “Os resultados deste Carnaval demonstram uma evolução consistente na segurança viária do Distrito Federal”, ressalta o diretor-adjunto do Detran-DF, Hugo Figueiredo. “O mais importante é que observamos uma redução significativa nos indicadores em comparação aos anos anteriores e, sobretudo, não tivemos nenhuma ocorrência fatal no período. A população está mais consciente de que bebida e direção não combinam, e esse é o maior ganho para todos nós.” Entre os dias 5 e 13 deste mês, as equipes de educação promoveram ações de pré-Carnaval em bares de diversas regiões administrativas, por meio do projeto Rolê Consciente, alcançando aproximadamente 8 mil pessoas. No mesmo período, o projeto Pneu Seguro também foi intensificado, com orientações sobre a importância da revisão veicular antes de viagens em feriados prolongados e o alerta sobre os riscos da mistura entre bebida alcoólica e direção, totalizando dez ações e cerca de 6 mil condutores atendidos. Além disso, foram efetuadas 12 blitzes educativas nas vias do DF, impactando aproximadamente 5 mil condutores, incluindo motociclistas. Equipes do Detran elaboraram ações educativas  durante a festa| Foto: Divulgação/Detran-DF  Durante o período de folia, as equipes do Detran-DF promoveram o Bloco de Carnaval Educativo no Parque da Cidade, nas proximidades dos blocos Baratinha e Baratona. Durante quatro dias, cerca de 15 mil pessoas receberam orientações sobre segurança viária, com foco especial na prevenção da alcoolemia ao volante. O Detran-DF participou ainda de diversos blocos com a campanha “Vem, pode vir, só não rola beber e dirigir”. A estimativa é que mais de 80 mil pessoas tenham sido impactadas pela campanha ao longo do Carnaval. DF Legal Entre sábado e terça, a Secretaria DF Legal registrou quase 2 mil abordagens a ambulantes e fiscalizou 112 eventos de Carnaval. No total, foram duas interdições de eventos que ocorriam de maneira irregular, uma em Planaltina e outra na Estrutural. As equipes apreenderam ainda um total de 309 garrafas de vidro de bebidas alcoólicas sendo comercializadas irregularmente por ambulantes. [LEIA_TAMBEM]“A DF Legal atuou firmemente no Carnaval de Brasília em mais um ano”, afirma o chefe da Unidade de Fiscalização e Operações Especiais da pasta, Flávio Monteiro. “Nossa ação de conferência das licenças de eventos e ambulantes garantiu um Carnaval seguro e sem incidentes. A PMDF atuou em conjunto conosco todos os dias, favorecendo assim a excelência no trabalho realizado.” A secretaria observou as licenças de funcionamento, horário de início e fim e estimativa de público. Já os ambulantes precisavam ser licenciados e não podiam comercializar objetos perfurocortantes, tais como garrafas de vidro e espetinhos. Vara da Infância e da Juventude A Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) atuou com 60 agentes de proteção. Ao todo, foram 19 abordagens de adolescentes ingerindo bebida alcoólica e 216 orientações a ambulantes, bares e caixeiros, sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Também houve a fiscalização e presença em 27 locais, em sua maioria eventos e blocos carnavalescos públicos, além de alguns eventos privados. Os agentes prestaram atendimento a sete crianças perdidas e registraram uma ocorrência de primeiros socorros, lavrando oito termos de entrega sob responsabilidade. “O trabalho dos agentes de proteção é fundamental”, aponta a supervisora do Núcleo de Apuração e Proteção da Vara da Infância e da Juventude do TJDFT, Ana Luísa Müller. “É muito positivo perceber que a população tem se conscientizado, especialmente quando encontramos ambulantes exibindo avisos sobre a proibição da venda de bebida alcoólica para menores de idade. Também é muito gratificante conseguir entregar uma criança perdida aos responsáveis ou realizar a proteção de um adolescente em situação de risco por consumo de álcool.” *Com informações da Secretaria de Segurança Pública

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Assistência à saúde mental avança no DF com investimentos e ações integradas

Uma prioridade para o Governo do Distrito Federal (GDF). Foi assim que a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, apresentou a expansão dos serviços de saúde mental durante a abertura do IX Seminário de Justiça Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), nesta terça-feira (4). A gestora destacou que o GDF tem promovido a ampliação do serviço por meio de investimentos e de ações integradas. “O Distrito Federal tem se alinhado aos estados da Federação no sentido de construir caminhos para que possamos efetivamente instituir a política antimanicomial”, afirma a titular da Secretaria de Saúde (SES-DF). A secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, destacou que o GDF tem promovido a ampliação do serviço por meio de investimentos e de ações integradas | Foto: Jhonatan Cantarelle/AgênciaSaúde-DF Com dois dias de programação, o evento realizado pelo TJDFT tem como tema Desafios para a efetivação da Política Antimanicomial no Poder Judiciário. A programação inclui assuntos como os programas de desinstitucionalização, percalços jurídicos, estruturas de redes de atenção psicossocial e o perfil de internos. “A importância do tema se faz claramente pela presença das secretarias aqui envolvidas”, afirmou o procurador-geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Georges Seigneur. De acordo com a supervisora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do DF, desembargadora Nilsoni Freitas, a política antimanicomial apresenta desafios. “Esse cenário traz ao debate o desafio de buscar soluções através de políticas públicas que viabilizem o tratamento do custodiado e de pessoas que estejam em cumprimento de pena e que possuam transtorno mental ou deficiência psicossocial”, destaca. No segundo dia de evento, a diretora da Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, fará apresentação sobre a Rede de Atenção Psicossocial do DF. O destaque é a expansão da rede de Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs): hoje são 18 e a meta é construir mais cinco unidades até o fim de 2026 | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Expansão de serviços O destaque é a expansão da rede de Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs): hoje são 18 e a meta é construir mais cinco unidades até o fim de 2026. Dois já estão em fase de licitação, sendo um no Recanto das Emas e outro no Gama, este último com previsão de prover serviço de acolhimento 24 horas. Também haverá unidades em Ceilândia, Taguatinga e Guará – os dois últimos especializados em tratamento de pacientes em busca de se livrar de vício de álcool e outras drogas, igualmente com acolhimento 24 horas. O fortalecimento dos recursos humanos também foi destacado. Só em 2024, foram nomeados mais oito médicos psiquiatras para cuidados especializados. “Mas o cuidado não se limita ao psiquiatra: há uma equipe multidisciplinar, com psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, nutricionista, fisioterapeuta. Toda essa equipe busca a reintegração comunitária, a reabilitação desses pacientes que, por motivo de ter uma doença crônica, ficaram à margem e lhes foi tirado o direito de conviver em sociedade”, explica a secretária de Saúde. Lucilene Florêncio lembrou ainda que o GDF possui um credenciamento para instituições oferecerem o serviço de acolhimento no modelo de residência terapêutica. São 100 vagas previstas, das quais 20 já estão garantidas, com o planejamento de acolherem pacientes que já cumpriram medida de segurança ou que já estão há mais de dois anos institucionalizados. Já os hospitais têm sido fortalecidos para promover o atendimento em casos de piora dos transtornos mentais. Ao mesmo tempo, tem ocorrido o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, com a rede de 176 unidades básicas de saúde e das equipes de Estratégia de Saúde da Família, que oferecem assistência a pacientes que mantêm seus vínculos. “Queremos que os pacientes que têm referência familiar possam estar no seio de suas famílias e façam acompanhamento no CAPS. Já os que tiveram os vínculos familiares rompidos vão para as residências terapêuticas, onde há a construção de um projeto terapêutico singular”, detalha. A secretária de Saúde colocou em evidência a orientação do governador Ibaneis Rocha para que a questão seja tratada em uma perspectiva integrada. “Precisamos quebrar paradigmas. Precisamos construir pontes e isso só é possível se as secretarias de Saúde, de Desenvolvimento Social, de Administração Penitenciária, de Segurança Pública e se todas as secretarias atuarem. E, porque não também as secretarias de Esportes e Lazer, de Cultura e de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda?”, sugeriu. *Com informações da SEEDF

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O menor número de crimes contra a vida, em 22 anos

[Numeralha titulo_grande=”33% ” texto=”Índice de redução de latrocínios nos primeiros dez meses deste ano, em comparação com 2020″ esquerda_direita_centro=”direita”] O conjunto de políticas adotadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), dentro do programa DF Mais Seguro, fez com que o Distrito Federal atingisse, pelo segundo mês consecutivo, os menores números de vítimas de homicídio e de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) dos últimos 22 anos. Levantamento feito pela secretaria mostra que em outubro o número de vítimas de CVLIs – categoria que engloba homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte – foi de 36 casos. No comparativo com o ano passado, em que houve registro de redução recorde, a queda chega a 15,9% no acumulado dos dez meses deste ano. Operações especiais, como o programa DF Mais Seguro, garantem a queda dos números na criminalidade no DF | Foto: Divulgação/SSP O número de vítimas de homicídio é o menor desde 2000, quando foram registrados 40 casos, sete a mais que este ano, com 33. No acumulado do ano, a redução de vítimas desse crime é de 14,9%, de 316 para 269. Isso significa 47 vidas salvas. Houve também redução de quase 17% nas tentativas desse tipo de crime, de 582 para 485 registros. No latrocínio, que recebe atenção especial da segurança pública, a queda foi de 33% nos primeiros dez meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. [Olho texto=”“O trabalho integrado das forças de segurança tem sido essencial para os resultados positivos” ” assinatura=”Júlio Danilo, secretário de Segurança Pública” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Em 2020, tivemos a menor taxa de homicídios dos últimos 41 anos e nos tornamos a unidade da Federação com maior percentual de redução desses casos no Brasil”, comenta o secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo. “Com o apoio do governador Ibaneis Rocha, estamos avançando com o programa DF Mais Seguro, que norteia as ações de segurança pública até o final de 2022. Com o retorno progressivo das atividades sociais, estamos intensificando o trabalho para melhorar ainda mais os números do ano passado.” O secretário destaca também a operação integrada Quinto Mandamento, que efetuou cerca de 12 mil abordagens, entre janeiro e outubro, em áreas críticas do DF. “O trabalho integrado das forças de segurança tem sido essencial para os resultados positivos”, diz. Destaque nacional Em 2020, o DF teve a maior queda em valores percentuais: -13,4% comparado com o ano anterior. O registro vai na contramão do país, que obteve aumento de 5,6%. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado passado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). No primeiro trimestre deste ano, de acordo com o Monitor da Violência – FBSP, USP e Portal G1, o DF figurou como a unidade da Federação com a maior redução de CVLIs do Brasil. De acordo com o estudo, a redução no DF chegou a 37%. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Crimes contra o patrimônio Monitorados de forma prioritária pela SSP, os crimes contra o patrimônio (CCPs) marcaram queda nos primeiros dez meses de 2021. O roubo em transporte coletivo obteve a maior redução, de 38,5%, de 818 para 503 ocorrências em todo o DF. No roubo a transeunte, houve 15,9% de redução. O furto em veículo e os roubos a residência, de veículo e em comércio caíram 2,4%, 7,6%, 6,5% e 2,4%, respectivamente. A queda nesses tipos de infrações representa 3,2 mil roubos e furtos a menos no Distrito Federal.   *Com informações da Secretaria de Segurança Pública

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