Cadastro identifica cães e gatos do Distrito Federal
O Cadastro de Identificação Animal (Cria) já está disponível on-line para o cadastramento de cães e gatos no Distrito Federal. Com a iniciativa, o GDF tem como foco fortalecer as políticas públicas de proteção e bem-estar animal. O cadastro foi disponibilizado pela Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), em parceria com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), e institui o registro oficial de cães e gatos domiciliados na capital. "Estamos fortalecendo políticas públicas mais humanas, sensíveis e eficazes, baseadas em dados, mas, sobretudo, em empatia e responsabilidade social" Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania “Ao instituirmos o Cria, damos um passo firme na construção de uma cultura de cuidado, responsabilidade e respeito à vida animal. Estamos fortalecendo políticas públicas mais humanas, sensíveis e eficazes, baseadas em dados, mas, sobretudo, em empatia e responsabilidade social”, afirma a secretária de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Marcela Passamani. O Cria representa um avanço institucional ao integrar a identificação animal à gestão pública, possibilitando a formulação, o monitoramento e a avaliação de ações públicas fundamentadas em dados estatísticos confiáveis, atualizados e permanentemente acessíveis. “O Cria vai muito além de um cadastro. É um avanço significativo na forma como o Distrito Federal cuida dos seus animais. Ele fortalece a posse responsável, amplia a proteção contra o abandono, garante mais segurança para os animais e também para os tutores. É uma política pública que reconhece cães e gatos como parte das famílias, e assegura que eles estejam sob o cuidado da sociedade e do Estado”, defende o secretário de Proteção Animal, Cristiano Cunha. A iniciativa promove impactos sociais positivos ao incentivar a posse responsável, fortalecer o vínculo entre tutores e animais | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília A iniciativa promove impactos sociais positivos ao incentivar a posse responsável, fortalecer o vínculo entre tutores e animais e estimular uma cultura de respeito e cuidado coletivo, reafirmando o compromisso do GDF com o bem-estar animal e com a responsabilidade social compartilhada. Como funciona o Cria ⇒ Identificação oficial e base de dados — O cadastro tem como objetivo principal constituir um banco de dados de cães e gatos do Distrito Federal. O sistema utiliza o microchip, método de identificação permanente e seguro, essencial para garantir a precisão e a confiabilidade das informações registradas ao longo da vida desses animais. A centralização de dados permite ao governo obter estatísticas demográficas fundamentais para o planejamento e a execução de ações como campanhas de castração, programas de controle populacional, políticas de adoção responsável e estratégias integradas de combate ao abandono. O Cria reúne informações do animal e dos tutores e, por meio de microchipagem, facilita o reecontro em caso de fugas | Foto: Arquivo/ Agência Brasília ⇒ Ferramenta para a posse responsável e combate ao abandono — A ausência de identificação oficial sempre foi um dos fatores que dificultaram a fiscalização e contribuíram para o abandono de animais. Com a implementação do Cria, cães e gatos passam a ser oficialmente reconhecidos pelo Estado, o que amplia a segurança, fortalece a posse responsável e facilita a responsabilização em casos de abandono ou maus-tratos. Em situações de perda, fuga ou abandono, o cadastro possibilita a rápida identificação do tutor, aumentando significativamente as chances de localização e reencontro do animal, além de contribuir para a atuação integrada dos órgãos de proteção animal. ⇒ Abrangência do cadastro — O cadastro atende prioritariamente o Distrito Federal e, de forma excepcional, municípios de Goiás e Minas Gerais que compõem a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Para cadastrar o animal, são exigidos dados pessoais do tutor e informações básicas, incluindo o número do microchip, nome, idade, peso, raça e dados sobre castração e saúde. É obrigatório que o animal esteja microchipado para ser cadastrado. [LEIA_TAMBEM]⇒ Informações registradas no sistema — O sistema reúne informações essenciais para a gestão pública e para a proteção animal, como número do microchip, dados do tutor (nome completo, CPF e endereço), local onde o animal vive, espécie, raça, sexo, peso, idade, fotografia, situação de castração, transferência de tutela e óbito (quando for o caso). Cabe ao tutor manter os dados sempre atualizados no cadastro, garantindo a efetividade das informações. ⇒ Incentivo à adoção responsável — O Cria também atua como instrumento de incentivo à adoção responsável, ao disponibilizar uma seção específica para animais aptos à adoção. A plataforma permite a visualização de perfis completos, com fotos e histórico, além de filtros por raça, sexo, idade e outras características, assegurando um processo transparente, seguro e consciente para a adoção responsável. *Com informações da Secretaria Extraordinária de Proteção Animal
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Projeto Pet ConVivência incentiva adoção de animais por escolas públicas
Muito além do ensino curricular, a escola é espaço fundamental para a transformação social e a formação de valores humanos. Reforçando esse compromisso, a assinatura da portaria conjunta, entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), institui o projeto Pet ConVivência e estrutura a presença de animais nas unidades escolares como uma prática pedagógica segura e orientada. O evento realizado nesta terça-feira (20) reuniu diretores de 58 escolas da rede pública que já convivem com pets nas respectivas unidades escolares, evidenciando que a presença de animais neste ambiente é uma realidade consolidada e, agora, reconhecida institucionalmente como ferramenta pedagógica. Com a presença dos pets nas escolas, as crianças poderão trabalhar valores como empatia e respeito à vida | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF O Pet ConVivência propõe integrar os animais comunitários ao cotidiano escolar, fortalecendo valores essenciais à formação integral dos estudantes, como empatia, responsabilidade, respeito à vida e convivência ética. A iniciativa vai além do cuidado animal, utilizando essa convivência como estratégia para o desenvolvimento de competências socioemocionais e para a formação cidadã. Os estudantes deixam de ser apenas receptores de conteúdo e passam a ser cuidadores ativos. Esse papel desenvolve a empatia e o senso de responsabilidade, uma vez que compreendem que aquele ser vivo depende da coletividade para estar bem. O resultado é um ambiente escolar mais humanizado, onde o cuidado com a vida torna-se o principal eixo da formação cidadã. Ganhos percebidos na prática As experiências já vividas pelas escolas demonstram os impactos positivos da iniciativa. Milla, pet adotada pela Escola Classe (EC) 10 do Gama, reverbera o sucesso da ideia, surgida a partir de uma demanda interna da escola e evidenciando a necessidade de orientar e estruturar a convivência com animais no ambiente escolar. A diretora da EC 10 do Gama, Edna Silva, afirma que a convivência com a cadela Milla transformou a rotina da unidade escolar Para a diretora da unidade, Edna Silva, o projeto trouxe ganhos significativos para o cotidiano escolar. “É um projeto que deu supercerto. Adotamos a Milla e ela foi um ganho muito grande para a nossa escola. Vimos um lado muito positivo, principalmente com alunos especiais. Os alunos adquiriram essa consciência do cuidado”, relatou. O projeto proporciona, ainda, uma integração entre o bem-estar animal e a educação inclusiva. No ambiente escolar, os pets atuam como reguladores emocionais, especialmente para estudantes com transtorno do espectro autista (TEA). O contato com o animal funciona como uma âncora sensorial, reduzindo níveis de ansiedade e auxiliando na organização interna do aluno em momentos de sobrecarga. Essa transformação é visível no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 02 da Estrutural, como relata a diretora Juliana Gomes de Assunção. “Temos hoje a Melissa, um pet de apoio aos autistas e às crianças em geral. Quando o estudante se desregula, ele chega próximo da gata e vai se acalmando, o que nos possibilita retomar o diálogo e a aprendizagem”, explica. Além do suporte pedagógico, a iniciativa foca em animais que enfrentam barreiras para adoção, como os de pelagem preta ou idosos, utilizando essa convivência para combater preconceitos e promover a empatia desde cedo. Acolhimento universal Os secretários Cristiano Cunha, de Proteção Animal, e Hélvia Paranaguá, da Educação, comemoraram a parceria entre as pastas O projeto também chama a atenção para uma realidade muitas vezes invisibilizada: o abandono animal e suas causas estruturais. Diante dos desafios do Distrito Federal com a superpopulação de cães e gatos, a escola torna-se um espaço estratégico de sensibilização para estudantes, famílias e a comunidade local, contribuindo para a ruptura desse ciclo. Para o secretário de Proteção Animal, Cristiano Cunha, interromper o abandono exige o envolvimento de todos. “Cães e gatos foram para as ruas por ação ou omissão da própria sociedade. Envolver a escola nesse processo é compreender que essa é uma responsabilidade coletiva. A escola não é apenas uma instituição da comunidade, mas um de seus principais agentes transformadores”, destacou. O CEF 02 da Estrutural é um dos grandes exemplos de como o Projeto Pet ConVivência pode ressignificar realidades. A implantação de um gatil estruturado permitiu que a escola liderasse uma mudança de mentalidade na região, promovendo o acolhimento desses animais e consolidando uma nova cultura de cuidado que envolve estudantes, famílias e moradores. "Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa" Juliana Gomes, gestora do CEF 02 da Estrutural “Quando cheguei à escola, me deparei com gatos sendo jogados lá dentro. As crianças não sabiam lidar com eles. Então começamos a trabalhar que os gatos são seres que merecem cuidado e respeito. Hoje, nossas crianças educam suas famílias em casa”, afirma Juliana Gomes, gestora da unidade precursora da ação. Para ampliar o incentivo à adoção e acolhimento de animais pelas escolas, a SEEDF planeja o aporte de recursos específicos. Durante a oficialização da parceria, a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, anunciou medidas para garantir o bem-estar dos animais adotados pelas escolas da rede. "Vamos propor uma bonificação do PDAF [Programa de Descentralização Administrativa e Financeira] para as escolas que aderirem ao projeto. Esse recurso extra servirá para apoiar as escolas no cuidado a esses animais, como a compra de ração e a construção de estruturas de acolhimento", afirmou a secretária. Hélvia reforçou, ainda, que os animais são referência de amor e carinho e que a escola deve ser um reflexo desse cuidado. *Com informações das secretaria de Educação e de Proteção Animal
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Escola do Gama adota cachorrinha resgatada pelo Castra DF e transforma rotina dos alunos
A Escola Classe 10 do Gama ganhou uma nova integrante de quatro patas: a cadelinha Milla, resgatada das ruas do Distrito Federal e acolhida pelo Espaço de Acolhimento Temporário do Castra DF. O local é administrado pela Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan) e realiza o resgate, castração, vacinação, microchipagem e adoção responsável de cães e gatos. A adoção da filhote foi feita com o apoio da direção e dos professores, que viram na chegada de Milla uma oportunidade de ensinar cidadania e empatia aos 380 alunos do 1º ao 5º anos. Segundo a diretora da escola, Edna Silva, a ideia surgiu após uma experiência positiva com outro animal que apareceu no local há um ano: o gato Raul. A cachorrinha Milla foi adotada pela Escola Classe 10 do Gama | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “O Raul fez muito bem para as nossas crianças, principalmente para as neurodivergentes. Temos alunos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que em alguns momentos se desregulam e conseguem acalmar mais rápido quando se encontram com Raul. Devido a essa experiência, decidimos adotar a Milla. Os cachorros geralmente são mais dóceis, então achamos que seria um ganho muito grande para nossos alunos”, contou a diretora. A escolha da cachorrinha foi feita pelo site do Castra DF e, como descreveu a diretora, Milla foi “amor à primeira vista”. Edna explicou que a escola toma todo os cuidados possíveis para a boa convivência dos alunos com o animal, que tem um espaço próprio para descanso e não fica o tempo todo em contato com as crianças. “Nós fizemos um cercadinho para ela ter um momentinho dela e não ficar estressada. Também passamos em todas as salas, apresentamos a Milla e explicamos sobre responsabilidade e respeito com os animais.” Incentivo à adoção Para o secretário de Proteção Animal do DF, Cristiano Lopes da Cunha, o projeto é uma forma de unir educação e bem-estar animal. “Outras escolas já tinham feito essa adoção e a secretaria viu nesse projeto uma possibilidade de transformação das pessoas. Temos os animais querendo uma casa nova e vemos na escola uma grande integração entre o estudante e o animal. Estar aqui é muito gratificante, ver o carinho das crianças, o respeito pela Milla. Acho que toda escola deveria pensar em ter um projeto como esse”, destacou. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, acredita que o convívio com os bichinhos traz valores importantes para as crianças. “A adoção de animais pelas escolas é uma ação que une educação e sensibilidade. Ao acolher um animal, nossos alunos aprendem, na prática, valores como empatia, respeito e responsabilidade. O convívio diário desperta nas crianças o cuidado com o outro e o entendimento de que todos os seres merecem proteção”, afirmou. Cristiano Lopes da Cunha: "Temos os animais querendo uma casa nova e vemos na escola uma grande integração entre o estudante e o animal. Estar aqui é muito gratificante, ver o carinho das crianças, o respeito pela Milla. Acho que toda escola deveria pensar em ter um projeto como esse” Os alunos também demonstraram entusiasmo com a nova amiga. “Não é toda escola que tem isso e a nossa tem, o que é muito legal. Criança e cachorro têm tudo a ver. A Milla é muito carinhosa e muito fofinha”, disse Liz Daphine dos Santos, 9 anos. O estudante Luiz Gustavo da Silva dos Santos, de 10 anos, é um dos alunos diagnosticados com TEA. Apresentando preocupação com a cadelinha, que faz a diferença na rotina escolar, ele afirma: “Nosso cuidado é redobrado porque ela é filhote. Ela já se acostumou com a gente e é muito fofinha, traz alegria e tranquilidade ao mesmo tempo.” “Não é toda escola que tem isso e a nossa tem, o que é muito legal. Criança e cachorro têm tudo a ver. A Milla é muito carinhosa e muito fofinha”, disse a pequena Liz Daphine A iniciativa contou, ainda, com apoio da comunidade. O autônomo Vinícius Cordeiro de Souza construiu voluntariamente a cerquinha da Milla em um espaço mais distanciado, com madeiras fornecidas pela própria unidade de ensino. “Minha esposa disse que a escola iria acolher uma cachorrinha e precisava de um local mais reservado. Encontrei essa oportunidade de apresentar meu trabalho e contribuir”, ressaltou. Encontre seu pet O Espaço de Acolhimento Temporário do Castra DF, inaugurado em junho, conta com 16 baias, sala de internação, banho e tosa, além de trilha ecológica e atividades que promovem o bem-estar dos animais. A equipe é formada por veterinários, auxiliares e adestradores, que cuidam dos animais recém-castrados pelo programa de forma temporária até a adoção responsável ocorrer. Neste domingo (19), será realizado um evento de adoção no Estacionamento 11 do Parque da Cidade, das 8h às 13h, com o objetivo de encontrar novas famílias para cães acolhidos pelo programa. A Secretaria de Proteção Animal mantém um canal de atendimento via WhatsApp (61) 98199-2410 para denúncias, solicitações de recolhimento e dúvidas sobre adoção.
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Passarela do Anexo do Buriti recebe feira pet
A passarela do Anexo do Palácio do Buriti será novamente ponto de encontro para amantes de animais nesta quarta (13) e quinta-feira (14), com mais uma edição da Feira Pet. A iniciativa é promovida pela Secretaria de Economia (Seec-DF), por meio da Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), em parceria com instituições de proteção animal. O evento ocorre das 9h às 16h e tem como objetivo incentivar a adoção consciente de cães e gatos, além de reforçar a importância do cuidado responsável. Ao longo da programação, servidores e frequentadores poderão conhecer de perto os animais disponíveis para adoção, receber informações sobre cuidados essenciais e entender melhor a importância da posse responsável. Para quem não pode levar um pet para casa, haverá também a possibilidade de apadrinhar um bichinho, contribuindo para seu bem-estar até que encontre um lar definitivo. Quem não puder adotar um pet, pode optar pelo apadrinhamento do bichinho | Foto: Divulgação/Seec-DF [LEIA_TAMBEM]De acordo com a secretária-executiva substituta de Valorização e Qualidade de Vida, Gilvanete Mesquita, a feira vai muito além da exposição de animais. “A Feira Pet é um espaço para promover empatia, conscientização e afeto. Nosso objetivo é incentivar não apenas a adoção, mas também o respeito à vida e o cuidado com os animais. Servidores e visitantes têm respondido muito bem às edições anteriores, que resultaram em várias adoções e apadrinhamentos”, destacou. Histórias como a da colaboradora do GDF, Narayane Caroline Vieira, mostram o impacto positivo da ação. “Sempre quis adotar, mas estava esperando o momento certo. Quando vi aquela gatinha na feira, foi amor à primeira vista. Hoje ela faz parte da minha família e trouxe mais alegria e leveza para os meus dias. É gratificante saber que, ao adotar, estou dando uma nova chance de vida a um animal que precisava de carinho e cuidado”, contou. *Com informações da Seec-DF
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