DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer
Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa. Doações de perucas ou mechas de cabelos podem ser feitas de manhã e à tarde | Foto: José Cruz/Agência Brasil As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados. Como doar Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467. A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador. Como acessar o serviço O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses. O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @redefemininabrasilia.
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Programa debate enfrentamento à violência contra a mulher
A edição desta quinta-feira (11) do programa Tempo de Refletir recebeu a delegada titular especializada no Atendimento à Mulher de Águas Lindas de Goiás, Tamires Teixeira, para uma conversa sobre protagonismo feminino, autoestima, independência emocional e financeira e como esses fatores contribuem para o rompimento do ciclo da violência contra a mulher. A abertura foi conduzida pelo secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida, Epitácio Junior, que apresentou a trajetória profissional da convidada. A delegada Tamires Teixeira ressalta a importância das políticas públicas voltadas para as mulheres, como o acolhimento oferecido às servidoras públicas no retorno da licença-maternidade | Foto: Divulgação/SEEC-DF “Mesmo vivendo em uma sociedade que ainda carrega traços do machismo, a mulher deve se impor, estabelecer limites e não aceitar nada que possa ferir sua dignidade” Tamires Teixeira, delegada titular especializada no Atendimento à Mulher de Águas Lindas de Goiás Durante o programa, Tamires destacou que o protagonismo feminino está relacionado à capacidade de a mulher assumir o controle da própria vida e não aceitar situações que violem sua dignidade. “Mesmo vivendo em uma sociedade que ainda carrega traços do machismo, a mulher deve se impor, estabelecer limites e não aceitar nada que possa ferir sua dignidade”, afirmou. A delegada também ressaltou a importância das políticas públicas voltadas para as mulheres e elogiou iniciativas do Governo do Distrito Federal, como o acolhimento oferecido às servidoras públicas no retorno da licença-maternidade. Ela destacou, em especial, o Berçário Institucional Buriti, que permite às mães deixarem seus filhos em um ambiente seguro e acolhedor durante a jornada de trabalho. Segundo Tamires, ações de apoio à maternidade e de valorização das mulheres representam importantes conquistas para a promoção da qualidade de vida no serviço público. A delegada Tamires também abordou o tema da violência psicológica: “É um crime que vai eliminando a identidade da mulher e sua autoconfiança, fazendo com que ela se torne emocionalmente dependente do agressor” “A violência não começa do nada, com agressão física ou ameaças. Ela aparece no controle das redes sociais, no ciúme excessivo confundido com cuidado e em outras atitudes que muitas vezes passam despercebidas” Tamires Teixeira, delegada titular especializada no Atendimento à Mulher de Águas Lindas de Goiás Críticas e humilhações Outro ponto abordado foi a relação entre autoestima e violência. Segundo Tamires, relacionamentos abusivos geralmente começam de forma sutil. “A violência não começa do nada, com agressão física ou ameaças. Ela aparece no controle das redes sociais, no ciúme excessivo confundido com cuidado e em outras atitudes que muitas vezes passam despercebidas”, explicou. A violência psicológica também foi tema da conversa. De acordo com a delegada, humilhações, críticas constantes e comentários depreciativos sobre a aparência ou características pessoais afetam diretamente a autoconfiança da vítima. “É um crime que vai eliminando a identidade da mulher e sua autoconfiança, fazendo com que ela se torne emocionalmente dependente do agressor”, alertou. [LEIA_TAMBEM]Tamires destacou, ainda, que a violência contra a mulher atinge todas as classes sociais e que a dependência financeira continua sendo um dos fatores que dificultam o rompimento de relacionamentos abusivos. “A independência financeira ajuda a mulher a sair desse ciclo. Por isso, as políticas públicas de proteção e acolhimento são tão importantes”, ressaltou. Ao final, a delegada reforçou a importância da educação como ferramenta de prevenção e lembrou que mulheres em situação de violência podem buscar ajuda por meio da Central de Atendimento à Mulher (180), das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, da Polícia Militar (190), da Polícia Civil (197) e do Disque 100. Serviço: Acesse o link e assista ao programa completo: https://www.youtube.com/live/w9JIliWEj3k?si=O2ljuZdZtAUrwBSg *Com informações da Secretaria de Economia (Seec-DF)
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Desfile Kids reforça laços familiares e promove autoestima na Estrutural
A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) promoveu, neste sábado (11), uma programação especial na cidade da Estrutural para celebrar o Mês das Crianças. O Desfile Kids Estrutural, organizado pelo Comitê de Proteção à Mulher em parceria com a administração regional da cidade, levou ao local um ambiente de acolhimento e convivência, unindo moda, afeto e autoestima. O evento contou com entrega de brinquedos, brincadeiras e atividades terapêuticas conduzidas por profissionais e estagiários do curso de psicologia da Faculdade Anhanguera. A proposta foi oferecer um momento de escuta, fortalecimento emocional e valorização dos vínculos familiares. O evento valorizou a autoestima das meninas e das mães | Fotos: Daniel de Melo Santos/SMDF Durante o desfile, mães e filhos dividiram a passarela em um momento simbólico de conexão e carinho. A governadora do DF em exercício, Celina Leão, ressaltou a importância da vivência para o desenvolvimento emocional das crianças. “Esse tipo de iniciativa fortalece a autoconfiança e a empatia. Quando a família se envolve em experiências de afeto, a criança cresce mais segura, confiante e consciente de seus sentimentos”, destacou Celina. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, ressaltou que o desfile representa o olhar humanizado e a missão da pasta em promover o bem-estar das mulheres e de suas famílias. “O cuidado é um ato transformador. Quando uma mulher é acolhida, ela se fortalece, e isso reflete diretamente na vida de seus filhos e na comunidade. Esse tipo de ação resgata a autoestima e inspira novas trajetórias de amor e superação”, reforçou a secretária. "Quando a família se envolve em experiências de afeto, a criança cresce mais segura, confiante e consciente de seus sentimentos" Celina Leão, governadora em exercício Ainda de acordo com Giselle, o evento é um exemplo do trabalho dos Comitês de Proteção à Mulher, que atuam não apenas em situações de emergência, mas também por meio de ações educativas e preventivas, levando acolhimento e informação para dentro das comunidades. Além do acolhimento direto, os comitês têm papel estratégico na prevenção, realizando campanhas, conversas e eventos de conscientização nas cidades. Atualmente, há unidades nas administrações regionais de Itapoã, Ceilândia, Lago Norte, Estrutural, Sobradinho e Santa Maria e na Biblioteca Pública de Águas Claras. Entre as participantes, a chef de cozinha Emilsa Monteiro emocionou o público ao desfilar com a filha de 9 anos, Maria Cecília. “Faço acompanhamento psicossocial pelo projeto. Aqui, eu e minha filha fomos acolhidas com muito carinho. Esse programa mudou completamente a minha vida. Eu me senti protegida e valorizada. Esse momento vai ficar guardado na nossa memória”, contou Emilsa. Emilsa Monteiro e a filha, Maria Cecília, se emocionaram ao participar do projeto Os serviços coordenados pela SMDF garantem escuta qualificada, acompanhamento psicológico, social e jurídico, além de articulação com as forças de segurança e o sistema de Justiça. De janeiro a setembro deste ano, os Comitês de Proteção à Mulher já realizaram mais de 930 atendimentos em todo o Distrito Federal, reforçando o compromisso da Secretaria da Mulher em ampliar o acesso à proteção, ao acolhimento e à reconstrução da vida das mulheres em situação de vulnerabilidade. *Com informações da Secretaria da Mulher
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Campanha Fazer o Bem Tá na Moda entrega 50 bolsas a mulheres em vulnerabilidade e impulsiona empreendedorismo
“Essa bolsa caiu do céu. É o primeiro passo para uma nova fase na minha vida: de empreendedora. Quero revender tudo e transformar isso em um recurso que mude minha história”, disse Claudineia Mendonça, 27 anos, desempregada, ao receber uma das 50 bolsas entregues na tarde desta segunda-feira (11) pela campanha Fazer o Bem Tá na Moda. Dentro, roupas e produtos de excelente qualidade, um incentivo concreto para que ela inicie uma atividade própria e conquiste independência financeira. A entrega, realizada na sede do Instituto Inclusão de Desenvolvimento e Promoção Social, em Ceilândia Norte, marcou a primeira distribuição desta nova etapa da iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), que promove o empreendedorismo feminino e o fortalecimento da autoestima de mulheres em vulnerabilidade. O Instituto acolhe pessoas em situação de rua encaminhadas pela Central de Vagas do Governo do Distrito Federal e oferece atendimento psicossocial e psicopedagógico, além de oficinas de capacitação. Claudineia Mendonça foi uma das contempladas pela campanha Fazer o Bem Tá na Moda: "É o primeiro passo para uma nova fase na minha vida, de empreendedora" | Foto: Divulgação/Sejus-DF Entre as contempladas estava também a trancista Giane Assunção Martins, 32 anos, moradora de Taguatinga Norte, mãe de três filhos. “Não me acho muito boa para vender, mas essa bolsa cheia de peças sofisticadas mexeu com a minha autoestima. Não é porque a mulher está em vulnerabilidade que ela não pode ter vaidade. Se trabalho fazendo tranças, preciso estar com o cabelo impecável; se estou bem vestida, valorizo meu trabalho — as clientes não me veem como desleixada. Esse projeto nos ajuda a brilhar.” Rede de oportunidades Na prática, a campanha seleciona e convida 200 mulheres do DF que já têm independência financeira para montar, individualmente, uma bolsa com roupas, sapatos, acessórios, joias e bijuterias em bom estado. Cada uma dessas bolsas, confeccionadas por mulheres privadas de liberdade da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), é destinada a 200 mulheres em situação de vulnerabilidade social, indicadas por instituições parceiras da Sejus-DF. A trancista Giane Assunção Martins já sabe como vai usar as roupas e acessórios que ganhou: "Se trabalho fazendo tranças, preciso estar com o cabelo impecável; se estou bem vestida, valorizo meu trabalho — as clientes não me veem como desleixada Mais do que uma ação de arrecadação, a iniciativa aposta na economia circular, na ressocialização e no incentivo ao empreendedorismo feminino como ferramentas de mudança. Cada bolsa carrega não apenas itens de qualidade, mas também histórias de superação e recomeço. A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, idealizadora da campanha, ressaltou o alcance da iniciativa: “Essa ação é grandiosa porque transforma tanto quem doa quanto, principalmente, quem recebe. Mais do que roupas e acessórios, entregamos oportunidades e esperança para que essas mulheres reescrevam suas histórias”. Para Taisa Souza, gestora do Instituto Inclusão, a entrega representa um estímulo direto à autonomia das participantes. “Vamos trabalhar com essas mulheres a economia solidária. Elas serão orientadas para a venda e pretendemos organizar um bazar solidário na instituição. É uma ação que reacende a esperança”, observou. Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania: “Mais do que roupas e acessórios, entregamos oportunidades e esperança para que essas mulheres reescrevam suas histórias” Educação financeira A segunda edição da campanha trouxe um componente inédito: após receberem as bolsas, as participantes participaram de uma aula do curso Protagonista da Casa, da Sejus-DF, dedicada à educação financeira. O encontro apresentou orientações práticas sobre orçamento doméstico funcional, economia no dia a dia, planejamento financeiro e gestão responsável dos recursos. [LEIA_TAMBEM]A consultora de finanças pessoais Andressa de Paula conduziu a atividade, reforçando o objetivo da formação. “Queremos que essas mulheres desenvolvam uma nova relação com o dinheiro. A proposta é mostrar que, mesmo com pouco, é possível se organizar, poupar e transformar a realidade. Essa mudança começa pela consciência”, afirmou. Desde dezembro do ano passado, quando iniciou a campanha Fazer o Bem Tá na Moda, 250 mulheres em situação de vulnerabilidade foram contempladas. Nessa segunda edição, outras 150 bolsas ainda serão entregues a beneficiadas indicadas por instituições parceiras. A terceira edição já tem data marcada: será em 19 de agosto, quando mais 200 mulheres serão convidadas a montar novas bolsas que serão destinadas a outras participantes. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)
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