Distrito Federal está em alerta amarelo para baixa umidade do ar nesta quarta-feira (22)
O Distrito Federal está em alerta amarelo de perigo potencial devido à baixa umidade relativa do ar. O aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem validade para esta quarta-feira (22), das 12h às 18h. Com índices variando entre 20% e 30% nas horas mais quentes do dia, a condição climática exige cuidado da população para evitar riscos à saúde e prevenir a possibilidade de incêndios florestais. De acordo com as previsões, o quadro de tempo excessivamente seco deve persistir no DF por pelo menos mais sete dias. A situação ocorre devido à influência de uma massa de ar seco e estável, associada a um sistema de alta pressão. Esse sistema atmosférico inibe a formação de nuvens, afasta as chances de precipitação e favorece o intenso aquecimento diurno, o que eleva as temperaturas e diminui a umidade. A recomendação é que a população se hidrate nas horas mais secas do dia | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Além da capital, o alerta abrange integralmente Goiás e engloba áreas de outros 14 estados — Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Tocantins. Apesar do alerta, o episódio está dentro do comportamento climático esperado para o mês de julho, época que marca o período de estiagem no Planalto Central. No entanto, a exposição a uma umidade entre 20% e 30% eleva as chances de ressecamento da pele e das mucosas, irritações nos olhos, nariz e garganta, sangramentos nasais e o agravamento de doenças respiratórias crônicas, como asma e rinite. Instruções É aconselhado evitar a prática de atividades físicas e a exposição direta ao sol nos momentos mais quentes do dia A recomendação é adotar atenção redobrada com os grupos mais vulneráveis, o que inclui crianças, idosos, grávidas, pessoas com comorbidades, bem como populações e animais em situação de rua. Para diminuir os impactos no cotidiano, a orientação é que a população intensifique a hidratação, use hidratantes corporais e aplique soro fisiológico nas vias respiratórias. Também é aconselhado evitar a prática de atividades físicas e a exposição direta ao sol nos momentos mais quentes do dia, usar roupas leves, proteger-se com bonés ou sombrinhas e manter os ambientes de casa e do trabalho adequadamente umidificados. Índices Historicamente, o DF já enfrentou períodos ainda mais críticos de estiagem. O menor índice de umidade já captado pelos equipamentos do Inmet na região foi de 7%, marca atingida na estação do Gama (Ponte Alta) em 3 de setembro de 2024, seguido de 9% em Brazlândia em 22 de agosto de 2025 e em Águas Emendadas, em 4 de outubro de 2020. Já na área central de Brasília, o recorde absoluto de secura ocorreu em 15 de setembro de 2024, quando os registros chegaram a 10%.
Ler mais...
Frio e clima seco exigem atenção redobrada com a visão
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Com a chegada do período de estiagem, moradores do Distrito Federal costumam adotar hábitos para enfrentar o frio e a baixa umidade do ar, como aumentar a ingestão de água e utilizar umidificadores. Nesta sexta-feira (10), quando é celebrado o Dia da Saúde Ocular, especialistas alertam que os olhos também precisam de atenção durante esta época do ano. Nesta época do ano, a principal queixa de pacientes da oftalmologia no HBDF está relacionada ao desconforto causado pela baixa umidade do ar | Fotos: Divulgação/IgesDF “Principalmente para quem trabalha em frente ao computador e em ambientes com ar-condicionado, os olhos podem ressecar e causar incômodo. Nesses casos, o uso de colírios lubrificantes pode ajudar bastante” Edney Moura Filho, oftalmologista do Hospital de Base do Distrito Federal Segundo o oftalmologista Edney Moura Filho, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a principal queixa dos pacientes nesta época está relacionada ao desconforto causado pela baixa umidade do ar. “Principalmente para quem trabalha em frente ao computador e permanece em ambientes com ar-condicionado, os olhos podem ressecar e causar incômodo. Nesses casos, o uso de colírios lubrificantes pode ajudar bastante”, explica. Entre as doenças mais frequentes durante a estiagem está a conjuntivite, que pode ter origem bacteriana, alérgica, viral ou química. Vermelhidão, coceira, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento e irritação estão entre os sintomas mais comuns. “O tipo de conjuntivite é o que vai determinar o tratamento mais adequado. Por isso, é fundamental que o paciente procure atendimento logo nos primeiros sinais. Apesar de ser uma doença comum, quando não tratada corretamente, pode causar complicações e, em alguns casos, comprometer a visão”, alerta o médico. Conjuntivite e risco de transmissão Conjuntivite viral pode impactar rotina e obrigar a pessoa a se afastar do trabalho como forma de evitar a transmissão para outras pessoas “Quando acordei com os olhos grudados, sem conseguir abri-los, percebi que havia algo errado. Procurei um médico imediatamente e precisei ficar afastada do trabalho por causa do risco de infectar outras pessoas” Luciane Paz, jornalista A jornalista Luciane Paz, moradora de Sobradinho, sabe bem como a doença pode impactar a rotina. Após contrair conjuntivite viral, ela precisou se afastar temporariamente do trabalho para evitar a transmissão. “Quando acordei com os olhos grudados, sem conseguir abri-los, percebi que havia algo errado. Além do inchaço e da sensação de areia nos olhos, sentia uma irritação muito forte. Procurei um médico imediatamente e precisei ficar afastada do trabalho por causa do risco de infectar outras pessoas. Em casa, tenho uma filha, que era a minha maior preocupação. Eu higienizava as mãos o tempo todo e ficava de óculos escuros”, relata. A transmissão da conjuntivite ocorre principalmente pelo contato direto com secreções e superfícies contaminadas, como mãos, toalhas e objetos de uso compartilhado. Por isso, a higienização frequente é uma das principais formas de prevenção. O especialista destaca ainda que qualquer alteração persistente na visão merece atenção médica, já que algumas doenças oculares graves podem evoluir silenciosamente. Dor intensa, perda repentina da visão, traumas oculares e queimaduras químicas exigem atendimento imediato. “Não temos como avaliar a gravidade do problema sem investigação. Por isso, é importante não esperar a visão piorar para procurar atendimento”, orienta. Além disso, consultas e exames oftalmológicos de rotina devem ser realizados anualmente, especialmente por pessoas com histórico familiar de doenças oculares. “Muitas doenças oculares graves, como o glaucoma, evoluem sem apresentar sintomas. Por isso, não basta procurar atendimento apenas quando há algum desconforto”, completa o oftalmologista. Em caso de sintomas persistentes ou quadros crônicos, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Já em situações agudas ou de urgência, o paciente deve buscar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde será avaliado e, se necessário, encaminhado para atendimento especializado. *Com informações do IgesDF
Ler mais...
Previsão indica possibilidade de chuva durante a semana e alerta para ventos fortes no Distrito Federal
O Distrito Federal deve enfrentar uma semana marcada por chuvas passageiras e retorno gradual do ar seco. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital foi incluída, nesta segunda-feira (13), em um aviso meteorológico de chuva intensa, com possibilidade de precipitações entre 20 milímetros e 30 milímetros por hora, ventos de até 60 km/h, com baixo risco de alagamentos, quedas de galhos e descargas elétricas. Apesar do alerta, o cenário de tempo úmido deve durar pouco. A previsão indica que as chuvas serão localizadas e de curta duração, seguidas de aumento das temperaturas e da redução da nebulosidade nos próximos dias — comportamento típico do período de transição entre a seca e o início da chuva no DF. As chuvas devem ser isoladas e podem vir acompanhadas de ventos fortes | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “No Distrito Federal ainda estamos no período de transição entre a estação seca e a chuvosa. Nesse momento, a atmosfera começa a receber umidade e apresenta condições de circulação que favorecem o aumento da nebulosidade e a ocorrência de chuvas isoladas e de baixo volume”, informa boletim do instituto. No entanto, segundo o Inmet, ainda é cedo para afirmar que o período das chuvas começou. “O critério é técnico e depende da persistência das precipitações e da chegada constante de umidade da região Amazônica”, explica o instituto. Na última semana, Brasília registrou índices críticos de umidade relativa do ar, com mínima de 8%, a mais baixa do ano. Embora os níveis tenham subido levemente, o Inmet mantém o alerta amarelo para baixa umidade até a segunda quinzena de outubro. Com o calor e o tempo seco, o instituto recomenda hidratação constante, evitar atividades físicas nas horas mais quentes, usar hidratante para a pele e umidificar o ambiente. Também é importante evitar o consumo excessivo de café e bebidas alcoólicas, que contribuem para a desidratação. A tendência, segundo o órgão, é que, a partir desta quarta-feira (15), seja emitido novo aviso de baixa umidade, reforçando que o período chuvoso ainda não se consolidou. Como se proteger No decorrer da semana, a baixa umidade deverá voltar à capital federal | Foto: Joel Rodrigues A chefe da Nefrologia do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Núbia Moreira, recomenda que, nesta época do ano, é preciso reforçar hábitos que deveriam ser seguidos durante todo o ano. A médica explica que, durante o período de clima seco, a atenção com a hidratação deve ser redobrada. Segundo ela, a recomendação é ingerir de 30 ml a 40 ml de água por quilo de peso corporal por dia, podendo ser até mais em alguns casos. Mas a hidratação não se limita apenas à ingestão de líquidos. Ela explica que é importante usar creme hidratante, protetor labial, colírio para olho seco e soro fisiológico. Núbia recomenda também que as atividades físicas sejam evitadas em horários de maior calor. “A academia e a atividade física devem ficar mais para o começo da manhã ou para o fim do dia”, diz a especialista. Outra dica da médica é que o ambiente também pode ser adaptado para reduzir os efeitos do tempo seco, mantendo o espaço bem ventilado e até usar plantas pode ajudar a melhorar a umidade. Além disso, Núbia reforça que é necessário repensar também alguns hábitos cotidianos. “Os banhos devem ser mais rápidos e frios, a ingestão de álcool e café deve ser reduzida, porque são diuréticos e favorecem a desidratação”, explica. Quanto à alimentação, frutas e vegetais ricos em água devem ser prioridade, enquanto comidas muito salgadas, ricas em sódio, devem ser evitadas, porque pioram a desidratação e o controle da pressão arterial.
Ler mais...
Aulas de educação física da rede pública estão suspensas devido à baixa umidade
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) suspendeu temporariamente as aulas de educação física nas escolas públicas devido à baixa umidade do ar para preservar a saúde dos estudantes. O horário que seria dedicado à disciplina deve ser ocupado por outras atividades, conforme a gestão escolar. As demais matérias estão mantidas. A SEE-DF comunica que está em colaboração com os órgãos competentes e atenta às recomendações e orientações das autoridades de saúde. Caso haja qualquer alteração que possa comprometer a saúde e o bem-estar dos estudantes e dos profissionais da educação, novas medidas serão adotadas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A decisão se baseia em análises sobre as condições atmosféricas, dados técnicos e no acompanhamento contínuo da situação ambiental. Na terça-feira (5), o DF registrou 7% de umidade relativa do ar, considerada a pior da história, verificada na estação meteorológica do Gama, e, nesta quinta (5), a taxa de umidade relativa do ar chegou a 11%. A SEE-DF informa que as escolas têm autonomia para adaptar a rotina escolar em situações extremas e estipula recomendações para que seja garantido o aproveitamento em sala de aula, como manter os bebedouros em boas condições de funcionamento, assegurar que as salas estejam ventiladas, reforçar as medidas de higiene nos ambientes escolares, como pátios, sanitários e salas de aula, incentivar o consumo regular de água pelos alunos e docentes durante o período escolar e que cada um utilize uma garrafinha própria, sem compartilhar entre colegas para evitar a propagação de gripes e resfriados. A pasta comunica ainda que está em colaboração com os órgãos competentes e atenta às recomendações e orientações das autoridades de saúde. Caso haja qualquer alteração que possa comprometer a saúde e o bem-estar dos estudantes e dos profissionais da educação, novas medidas serão adotadas. Nesta sexta-feira (6), as escolas podem aderir ao ponto facultativo do feriado da Independência ou não. As que optarem por aderir, realizarão a devida recomposição do calendário escolar.
Ler mais...