Calor e tempo seco exigem cuidados redobrados com a saúde das crianças
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Manter as crianças hidratadas, o calendário de vacinação em dia e redobrar os cuidados com o preparo e a conservação dos alimentos estão entre as principais medidas para proteger a saúde infantil durante períodos de calor intenso e baixa umidade. Pais e responsáveis também devem ficar atentos aos sinais de desidratação e procurar atendimento caso a criança apresente sintomas de alerta. Uma das medidas mais eficazes para proteger o público infantil é manter o calendário de vacinação em dia. Exemplo disso é a vacina rotavírus humano (VRH), imunizante oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que previne formas graves de diarreia. O esquema é composto por duas doses: a primeira deve ser aplicada aos dois meses e a segunda aos quatro meses de idade. O cardápio das crianças também exige cuidados especiais, como detalha a referência técnica distrital (RTD) de pediatria da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Juliana Araújo. “Com o calor na faixa entre 20° C e 50° C, os alimentos entram em uma zona propícia para a rápida multiplicação de bactérias e vírus. Por isso, é fundamental atentar-se às condições de preparo, higiene e acondicionamento”, explica. Refeições e lanches deixados fora de refrigeração por mais de duas horas ou preparados com muita antecedência oferecem riscos de contaminação. A orientação é manter alimentos quentes acima de 60° C e refrigerados abaixo de 5° C. Também é recomendável evitar ambientes muito quentes ou com aglomeração de pessoas. Se for necessário frequentar esses locais, a orientação é reforçar continuamente a ingestão de água. Por que o cuidado deve ser redobrado O período de calor intenso e baixa umidade relativa do ar favorece o aumento de infecções por vírus gastrointestinais, como norovírus, adenovírus e rotavírus. O ressecamento do solo facilita a suspensão de poeira com esses agentes infecciosos no ar. Além disso, o tempo seco causa o ressecamento das mucosas nasais e inibe o mecanismo natural que varre as impurezas das vias aéreas, reduzindo a proteção contra microrganismos. Por estarem em desenvolvimento, os bebês e as crianças são impactados de maneira especial por essas condições. Outro problema crítico é a desidratação, que ocorre de forma muito mais rápida nos pequenos. Como eles têm uma taxa metabólica elevada, a perda de líquidos pela transpiração e por eventuais diarreias ou vômitos pode evoluir rapidamente para quadros mais graves. Sinais de alerta e atendimento Os pais e responsáveis devem observar atentamente os sinais de desidratação infantil. É preciso buscar assistência médica imediata caso a criança apresente: diminuição perceptível ou ausência de urina; febre; boca, lábios e mucosas ressecados; olhos fundos e ausência de lágrimas ao chorar; letargia, prostração ou sonolência excessiva. As unidades básicas de saúde (UBS) são a principal porta de entrada para essa assistência. Na UBS, as equipes de Saúde da Família realizam o acolhimento, a classificação de risco e iniciam os procedimentos de reidratação, que buscam favorecer a absorção intestinal de água e eletrólitos. Caso haja necessidade, o paciente é encaminhado a um serviço de emergência. Clique aqui e confira o horário de funcionamento da UBS mais próxima da sua residência ou veja a lista completa de UBS do DF. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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No Carnaval, prevenção também faz parte da festa
Carnaval é tempo de alegria, bloquinhos e muita gente nas ruas, mas também é um período em que aumentam os casos de mal-estar causados por desidratação e intoxicação alimentar. O calor intenso, o consumo de bebidas alcoólicas e a alimentação improvisada ao longo do dia formam uma combinação que pode transformar a festa em caso de emergência. Especialistas recomendam investir em alimentação saudável e reforçar a hidratação no período da folia | Foto: Divulgação/IgesDF Ana Cecília Nunes, chefe do Serviço de Nutrição do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), lembra que quem vai brincar deve encarar a folia como uma atividade que exige preparo e atenção à saúde. “O calor intenso e o esforço físico elevam a temperatura corporal, tornando o organismo mais suscetível à desidratação”, atenta. “Por isso, beber água regularmente é indispensável para evitar complicações.” Com exposição prolongada ao sol, esforço físico e longas horas em pé, o corpo perde líquidos mais rapidamente e fica mais vulnerável. Os cuidados valem para todos, mas devem ser ainda maiores no caso de crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Olho vivo Manter a hidratação ao longo do dia é essencial para evitar sintomas como tontura, dor de cabeça e até desmaios. A recomendação é priorizar sempre a água, podendo intercalar com água de coco ou sucos naturais, que auxiliam na reposição de minerais perdidos pelo suor. “Não adianta se cuidar por um lado e se desproteger de outro” Tazio Vannim, médico infectologista do Hospital de Base Para quem optar por consumir bebidas alcoólicas, vale uma regra simples: beber um copo de água entre um drinque e outro. Isso porque o álcool contribui para a desidratação e pode mascarar sinais de cansaço extremo, aumentando o risco de mal-estar. Os principais sintomas de desidratação incluem sede intensa, boca seca, urina escura, tontura e fraqueza. Já a intoxicação alimentar pode causar náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e febre. Em casos de agravamento, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, a orientação é procurar uma unidade de saúde. Comida de rua Sair de casa sem se alimentar e passar horas pulando nos bloquinhos pode causar mal-estar, fraqueza e indisposição. Antes de iniciar a programação, o ideal é fazer uma refeição equilibrada, com carboidratos, proteínas e gorduras boas, garantindo saciedade e mais disposição durante o dia. O mais indicado é consumir frutas e manter a ingestão de líquidos. Lanches leves e de fácil digestão ajudam a repor energia sem sobrecarregar o organismo. Mesmo petiscos simples podem causar intoxicação alimentar se não estiverem armazenados ou preparados corretamente, por isso também se recomenda atenção à alimentação de rua. [LEIA_TAMBEM]Para reduzir os riscos, é importante observar as condições de higiene do local e como o alimento está sendo produzido, bem como se os produtos estão protegidos da luz solar e se a pessoa manuseia dinheiro separado da comida. Priorize vendedores de confiança e evite produtos que estragam facilmente, como os preparados com maionese, molhos e produtos que precisam de refrigeração constante. Prevenção Além dos cuidados com alimentação e hidratação, especialistas reforçam a importância da prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O uso de preservativo deve ser indispensável, principalmente em períodos festivos, quando aumentam os encontros casuais. “Não adianta se cuidar por um lado e se desproteger de outro”, aponta o médico infectologista Tazio Vannim, do Hospital de Base." Com cuidados redobrados, é possível curtir a folia com segurança e garantir que as lembranças do Carnaval sejam apenas de alegria.” *Com informações do IgesDF
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Tempo seco no Distrito Federal exige cuidados redobrados com as crianças
O Distrito Federal atravessa mais um período de seca rigorosa. Nesta semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso alertando para a baixa umidade relativa do ar, que nos últimos dias variou entre 20% e 12%. O cenário aumenta o risco de incêndios florestais e traz impactos diretos à saúde da população. Diante desse cenário, as crianças merecem atenção especial, já que estão mais vulneráveis à desidratação, alergias, problemas respiratórios, ressecamento da pele, além de desconforto nos olhos, boca e nariz. A pediatra da enfermaria do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Karina Guimarães, destaca algumas medidas simples que fazem a diferença no dia a dia. “É importante escolher roupas leves e arejadas para as crianças, de preferência em cores claras, que não retêm tanto calor. Peças como camisetas regatas e shorts de tecidos mais frescos ajudam a evitar a sudorese intensa e a desidratação”, recomenda. Karina lembra também de queixas recebidas sobre ressecamento nos olhos dos pequenos. “O uso de lágrimas artificiais, que são colírios lubrificantes utilizados para tratar secura e irritação dos olhos, são uma boa alternativa, desde que sigam a indicação adequada. Outro cuidado essencial é com o umidificador, que deve ser esvaziado e higienizado a cada uso, para não acumular fungos. À noite, é uma boa opção mantê-lo no quarto, ajudando as crianças a dormirem melhor e reduzindo a tosse causada pelo ar seco”, explica.[LEIA_TAMBEM] A médica do Instituto de Gestão Estratégia de Saúde do DF, que administra o HRSM, também lembra da importância do protetor solar, já que as altas temperaturas se somam à baixa umidade. “As crianças devem usá-lo diariamente, inclusive os bebês, que podem receber protetor a partir dos seis meses de idade. O uso de guarda-sol também é indicado para evitar exposição solar excessiva”. Criatividade Para o morador do Gama, Kamiram Lisboa, tio do pequeno Ravy, de 7 anos, a criatividade tem sido aliada para lidar com os dias de calor. “Criança não tem paciência de ficar presa em casa. Por isso, nos fins de semana, sempre buscamos alternativas ao ar livre. O pesque-pague, por exemplo, tem sido uma ótima opção. Ele se diverte, se refresca e ainda aproveita o contato com a natureza. Claro, sempre hidratado e usando protetor solar”, comenta. O pequeno Ravy, de 7 anos, se refresca para aliviar os efeitos do tempo seco e do calor | Foto: Divulgação/IgesDF Na alimentação, a hidratação também pode vir de outras formas. A nutricionista da pediatria do HRSM, Isabella Miranda, reforça que muitos pequenos resistem a tomar água, mas existem opções que ajudam a complementar. “Frutas como melancia, melão e laranja são ricas em água e devem ser oferecidas. É importante priorizar o suco natural, sem açúcar, que além da hidratação, contém fibras e contribui para a digestão. Água de coco também pode ser uma alternativa, desde que não haja restrição médica. Outra forma criativa são os picolés e geladinhos feitos com frutas, que as crianças adoram”, completa. Karina alerta ainda para sinais que exigem atenção. “Febre, tosse, coriza ou diarreia podem indicar desidratação. E, no caso de crianças com asma, rinite ou bronquite, é fundamental manter os medicamentos de uso contínuo conforme orientação médica. Mudanças no comportamento também devem ser avaliadas por um especialista”, conclui. *Com informações do IgesDF
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Estudantes com TEA de Taguatinga têm momento de diversão em banho de chuveiro no pátio
Em meio ao calor e a baixa umidade que atingem o Distrito Federal nessa época do ano, as escolas de rede pública de ensino do DF pensam em estratégias para tornar o ambiente escolar mais agradável. Foi pensando nisso que o Centro de Educação Infantil (CEI) 11 de Taguatinga promoveu no início dessa semana uma atividade refrescante e divertida: um banho de chuveiro coletivo no pátio da escola. Além disso, foram distribuídos picolés de fruta para as crianças, proporcionando um momento de interação e lazer. A atividade foi destinada a alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Na atividade, quando as crianças aprenderam a compartilhar espaços, respeitar o tempo e as necessidades dos outros colegas, também foram oferecidos picolés de frutas para refrescar e proporcionar um momento saboroso | Foto: Mary Leal/SEEDF A iniciativa não foi apenas uma maneira de combater o calor, mas também uma atividade lúdica pensada para estimular a socialização entre as crianças. Durante o banho, os alunos tiveram a chance de explorar diferentes sensações, se divertir com os colegas e fortalecer os laços afetivos em um ambiente descontraído e acolhedor. Para os professores, momentos como este são essenciais, pois oferecem novas formas de interação e ampliam o repertório de experiências dos alunos, promovendo o bem-estar físico e emocional. “Esses momentos de banho ajudam muito no desenvolvimento das crianças, é uma oportunidade para socializar de maneira leve e divertida”, ressaltou Bárbara Teixeira, professora do CEI 11. A água, que naturalmente traz uma sensação de relaxamento, também contribuiu para o desenvolvimento sensorial, tão importante no processo de aprendizagem de estudantes com TEA. Além disso, o banho de chuveiro se mostrou uma ferramenta valiosa para trabalhar habilidades sociais e motoras. As crianças aprenderam a compartilhar espaços, respeitar o tempo e as necessidades dos outros, enquanto se movimentavam livremente sob a água. *Com informações da SEEDF
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