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Filhos Deste Solo forma 174 jovens do PAD-DF e incentiva sucessão rural

A Emater-DF certificou 174 estudantes do Centro Educacional PAD-DF que participaram do programa de empreendedorismo e sucessão rural Filhos Deste Solo. Os jovens, todos alunos da 1ª série do ensino médio, elaboraram a Carta de Intenções da Juventude Rural, com demandas e propostas para o desenvolvimento do campo, que deverá ser entregue à governadora Celina Leão. Participantes puderam desenvolver noções de planejamento de investimentos, gestão de propriedade e vários temas de foco empreendedor | Foto: Divulgação/Emater-DF Durante a cerimônia de entrega dos certificados, nesta terça-feira (3), o coordenador de Operações da Emater-DF, Rafael Ventorim, ressaltou: “Queremos que eles busquem oportunidades de desenvolver suas vocações, ideias e sonhos no espaço que é deles — um espaço que eles entendem, conhecem, onde estão suas famílias. Com isso, garantimos um desenvolvimento local rico e diverso, levando avanços sociais, ambientais e econômicos." A formação foi desenvolvida em três etapas: a Semana Camponesa, a vitrine de empreendedorismo (realizada durante a AgroBrasília) e o curso de empreendedorismo. “Abordamos temas como cálculo de custos, planejamento de investimentos, oportunidades de negócios rurais, sucessão familiar e gestão da propriedade”, detalhou Adriana Dutra, uma das responsáveis pelo programa juvenil da Emater-DF. Juventude rural [LEIA_TAMBEM]Ao longo da formação, os estudantes decidiram reunir suas percepções e necessidades relacionadas ao espaço rural para apresentá-las ao Governo do Distrito Federal (GDF). Surgiu, assim, a Carta de Intenções da Juventude Rural, sistematizada pela equipe do Filhos Deste Solo. O documento apresenta um panorama da realidade vivenciada pelos jovens no campo e reúne 12 propostas, que incluem desde o incentivo à criação de cooperativas e agroindústrias até a oferta de linhas de crédito voltadas especificamente à juventude rural. Adriana lembrou que a parceria com as escolas e com a Secretaria de Educação (SEEDF) é estratégica para estimular a sucessão rural. “Se estamos falando de capacitação de jovens, estamos falando também de sucessão familiar”, pontuou. “É nas escolas que estão os filhos dos produtores rurais. Nosso objetivo é que esses jovens possam dar continuidade aos negócios da família ou trazer novas ideias, capazes de gerar serviços, produtos e oportunidades no meio rural." “A intenção do curso foi apresentá-los à educação financeira, instigá-los à reeducação financeira e incentivá-los a aplicar o conhecimento na propriedade familiar” Aline Almeida, coordenadora do Centro Educacional do PAD-DF Na avaliação da coordenadora do Centro Educacional PAD-DF, Aline Gisele Costa Almeida, a juventude está hiperconectada e tem acesso a muita informação, mas dispõe de poucas ferramentas para filtrar esse grande volume de conhecimento. “Por isso, acho importante uma capacitação voltada para o empreendedorismo, pois desenvolve nos estudantes o interesse pelo tema”, disse.  “Alguns estudantes já tinham uma visão mais madura sobre o tema; outros tinham menos noção, o que é natural”, detalhou. “A intenção do curso foi apresentá-los à educação financeira, instigá-los à reeducação financeira e incentivá-los a aplicar o conhecimento na propriedade familiar.” Um dos participantes, Luiz Arthur Neres Chaves, de 16 anos, morador do Núcleo Rural Café Sem Troco, relatou que costuma ajudar na chácara do tio, onde acompanha o manejo da cultura do coco. “Gosto muito de mexer com a terra”, afirmou. “Todo dia aprendo coisas novas. Já sei fazer poda em pé de limão. A terra, para mim, é tudo. Meu pai é atendido pela Emater-DF, e posso falar o tanto que vocês ajudam a gente." Mais de mil capacitações Criado em 2019, o Filhos Deste Solo já capacitou 1.113 estudantes. O programa é desenvolvido em parceria com escolas da zona rural do Distrito Federal e instituições de ensino técnico, contemplando jovens de 16 a 29 anos. As instituições de ensino interessadas em levar o programa aos seus estudantes podem procurar o escritório da Emater-DF mais próximo. A lista completa com seus endereços e telefones está neste link.   *Com informações da Emater-DF

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Ações do GDF conectam estudantes, empreendedores e comunidades à ciência

A ciência saiu dos laboratórios, a tecnologia ganhou novos espaços e a inovação se tornou oportunidade de aprendizado, inclusão e geração de renda. Entre julho e outubro de 2026, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) esteve à frente e apoiou iniciativas que ampliaram o acesso da população ao conhecimento, estimularam novos talentos e fortaleceram o ecossistema de inovação na capital.  Na área de formação profissional, projetos como o Acelera Tech, em Samambaia; Digital City, em Ceilândia e Santa Maria; e Plano de Educação Digital, com ações em Ceilândia e no Núcleo Bandeirante, ofereceram oportunidades gratuitas de capacitação. Inteligência artificial, marketing digital, informática, segurança da informação e produção de conteúdo estiveram entre os temas abordados.   Estudantes participam de atividade de qualificação e inovação tecnológica | Fotos: Divulgação/Secti-DF  “Nosso objetivo é transformar o DF em um celeiro de talentos tecnológicos, garantindo que a inovação seja um caminho real para a geração de emprego, renda e novas oportunidades para a nossa população” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação “Nosso objetivo é transformar o DF em um celeiro de talentos tecnológicos, garantindo que a inovação seja um caminho real para a geração de emprego, renda e novas oportunidades para a nossa população”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino. Já o High Tech Course ampliou as possibilidades de aprendizagem online, com cursos em programação, desenvolvimento de jogos, empreendedorismo e mercado digital. A iniciativa registrou cerca de 2.760 inscritos. O Brasil.IA também avançou na qualificação tecnológica, com a certificação de 714 alunos em quatro regiões administrativas na formatura de sua sétima etapa.  Oficinas de programação A formação de novos talentos ganhou destaque com o Parque Tecnológico de Robótica de Brasília (PaTec), que retomou as atividades com oficinas de programação, prototipagem, impressão 3D e robótica. O projeto conquistou o primeiro lugar na etapa distrital da Olimpíada Brasileira de Robótica, na modalidade Resgate – Nível 2, garantindo vaga na competição nacional. A equipe feminina também recebeu o reconhecimento de “Melhor Escola Pública”.  A programação científica também reuniu estudantes de diferentes estados na 3ª Jornada de Foguetes do Cerrado, que envolveu 55 escolas, com lançamentos no Autódromo de Brasília, atividades no Planetário e encerramento na Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape). Em Taguatinga, a etapa regional do Circuito de Ciências das Escolas Públicas apresentou cerca de 40 trabalhos científicos, valorizando a pesquisa desenvolvida por estudantes. O Planetário de Brasília Luiz Cruls manteve seu papel de referência na divulgação científica, com sessões imersivas, observação do céu, lançamento de foguetes, palestras sobre exploração espacial e a exposição “Universo Espacial: A Terra é Azul”, que celebrou os 20 anos da Missão Centenário. A programação de férias incluiu ainda a 12ª Colônia de Férias, com atividades de astronomia para crianças, enquanto a equipe do espaço foi homenageada pela qualidade do atendimento ao público.   O futuro é agora: de maneira prática e divertida, apresentações de ciência ao vivo aproximam crianças, jovens e famílias de fenômenos científicos  Nas regiões administrativas, o Ciência na Estrada levou experiências interativas, astronomia, robótica, realidade virtual, games e apresentações de ciência ao vivo a Vicente Pires, Brazlândia, Arapoanga e Gama. A iniciativa aproximou crianças, jovens e famílias de fenômenos científicos de maneira prática e divertida. A mesma conexão entre conhecimento e entretenimento esteve presente na Arena Gamer da Feira Nacional da Uva e do Vinho, em Planaltina; no Metrópoles Game Festival; no Capital Game Show, em Taguatinga; e no Morango Game Experience, durante a Festa do Morango, em Brazlândia. As atividades mostraram como os jogos digitais também podem despertar o interesse pela programação, pela criatividade e pelas carreiras tecnológicas. A inteligência artificial ganhou espaço próprio com a segunda edição do IA nas Escolas, realizada no anexo do Planetário, com prioridade para 1,8 mil estudantes da rede pública, e com o Biotech XP, na Universidade Católica de Brasília, em Ceilândia. As iniciativas combinaram experiências práticas, recursos imersivos e divulgação científica para aproximar diferentes públicos de tecnologias e áreas do conhecimento.  Já a exposição do Conecta Hub, no Planetário, apresentou 256 jogos digitais criados por mais de 1,4 mil estudantes de regiões como Paranoá, Ceilândia, Itapoã, Santa Maria e Varjão. Inspirados nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), os games mostraram como a programação pode estimular a criatividade e a busca por soluções para desafios sociais e ambientais.  Tecnologia empodera: meninas e mulheres participam de atividades de robótica, formação acadêmica, mentorias e preparação para o mercado de trabalho Protagonismo feminino e inclusão A inclusão também esteve no centro das ações. A Carreta da Inclusão levou serviços, orientações e demonstrações de tecnologias assistivas a Ceilândia, ao Riacho Fundo II e a Sobradinho. No Gama, o Missão Inclusiva promoveu atividades educativas e tecnológicas adaptadas para pessoas com deficiência. A Secretaria também apoiou iniciativas voltadas ao protagonismo feminino, como o Empoderei, em Planaltina, e o Conectadas, que oferece formação e oportunidades para mulheres na área tecnológica.  [LEIA_TAMBEM]Em outubro, o Hub Conectadas reuniu 260 meninas e mulheres em atividades de robótica, formação acadêmica, mentorias e preparação para o mercado de trabalho. Em outra frente, a ampliação da Central de Intermediação em Libras (CIL Online) facilitou a comunicação entre pessoas surdas e servidores públicos por meio de interpretação em Libras, com expansão de 40 para 50 pontos de atendimento. Já o aplicativo Rede de Proteção à Mulher reuniu recursos digitais, informações sobre direitos e ferramentas de segurança para aproximar as usuárias dos serviços de proteção disponíveis no DF.  Sustentabilidade e planejamento A sustentabilidade e o planejamento público completaram esse conjunto de iniciativas. O Reciclotech avançou na proposta de ampliar a coleta, o reaproveitamento e a destinação adequada de resíduos eletrônicos, associando economia circular e inclusão digital. O programa acumula resultados expressivos: 3 mil toneladas de resíduos eletrônicos processadas, 5.906 computadores recondicionados e doados e 2.917 pessoas capacitadas.  Já o projeto O DF Que a Gente Quer reuniu estudos, dados e participação social para contribuir com o planejamento de longo prazo do território, incluindo propostas para as 37 regiões administrativas e estudos-piloto em Água Quente e Fercal, com participação de aproximadamente 2.500 pessoas. Na própria Secretaria, um workshop de gestão de parcerias fortaleceu conhecimentos técnicos sobre planejamento, transparência, fiscalização e prestação de contas. Ao longo desses meses, as iniciativas evidenciaram como ciência, tecnologia e inovação podem produzir efeitos concretos na vida das pessoas: da descoberta científica na infância à preparação para o mercado de trabalho, do incentivo ao empreendedorismo à ampliação da acessibilidade. Para a Secti-DF, o conjunto de ações reforça o compromisso de democratizar o conhecimento, estimular talentos e construir um Distrito Federal mais inclusivo, sustentável e preparado para o futuro. *Com informações da Secti-DF

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Profissionais de segurança passam por capacitação para atendimento humanizado a pessoas em situação de rua

Saber identificar uma situação de vulnerabilidade, diferenciar uma ocorrência policial de uma demanda social ou de saúde e realizar o encaminhamento adequado pode fazer a diferença no atendimento a pessoas em situação de rua. Para aprimorar a atuação dos profissionais de segurança pública diante dessas situações, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) iniciou, nesta terça-feira (27), o 1º Curso Básico de Atenção Humanizada às Pessoas em Situação de Rua. A formação segue até 12 de novembro, na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), com 42 horas-aula presenciais. A iniciativa busca oferecer ferramentas práticas para que os profissionais que atuam diretamente nas ruas possam reconhecer diferentes situações de vulnerabilidade, avaliar riscos e adotar procedimentos adequados a cada ocorrência. A proposta é, também, aprimorar o atendimento em ocorrências que envolvam pessoas em situação de rua, com foco na comunicação humanizada, na avaliação de riscos e no encaminhamento adequado das demandas à rede de serviços públicos. Participam do curso servidores da SSP-DF, forças de segurança e Secretaria de Administração Penitenciária (Seape). Durante a abertura, a secretária-executiva Institucional e de Políticas de Segurança Pública, Regilene Siqueira, destacou a importância da qualificação dos profissionais, especialmente daqueles que atuam na primeira resposta às ocorrências. “Precisamos preparar nossos policiais para uma atuação que nem sempre está diretamente relacionada à segurança pública. É muito importante reunir as corporações e os demais órgãos que trabalham com essa população para que, juntos, possamos construir uma política pública efetiva, que faça diferença na vida dos cidadãos do Distrito Federal”, afirmou. Participam do curso servidores da SSP-DF, forças de segurança e Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) | Foto: Divulgação/SSP-DF Regilene também ressaltou a necessidade de ampliar o alcance das capacitações, com a realização de novas edições e atividades formativas que permitam preparar um número maior de servidores envolvidos no atendimento a essa população. O curso foi estruturado para aproximar o conhecimento técnico das situações enfrentadas diariamente pelos profissionais. A programação contempla cinco eixos: fundamentos e compreensão da população em situação de rua; governança e rede interorganizacional de atendimento; técnicas de abordagem e comunicação humanizada; intervenções práticas, protocolos e simulações; além de desafios, resiliência e autocuidado profissional. Entre os objetivos está o desenvolvimento de competências que permitam identificar a natureza de cada ocorrência antes de definir a intervenção mais adequada. Isso inclui compreender quando a situação demanda uma ação de segurança pública e quando é necessário acionar equipes especializadas de saúde, assistência social ou outros serviços. A subsecretária de Integração e Segurança Cidadã, Larissa de Jesus, explicou que a formação pretende fortalecer a primeira resposta e aprimorar os procedimentos adotados pelas instituições, respeitando as competências de cada órgão. “A proposta é fortalecer uma atuação profissional mais preparada, integrada e juridicamente segura, reconhecendo que respostas públicas efetivas dependem da cooperação entre os órgãos, do respeito às competências e responsabilidades institucionais e, sobretudo, da compreensão de que segurança pública e dignidade humana devem caminhar juntas”, destacou. A capacitação também considera os instrumentos legais que orientam a atenção humanizada às pessoas em situação de rua, com foco no respeito à dignidade, à autonomia e aos direitos fundamentais, bem como na articulação entre as políticas públicas. Conhecimento aplicado à rotina Para os profissionais que participam da formação, a possibilidade de compartilhar experiências e conhecer melhor o funcionamento da rede de atendimento representa uma oportunidade de aperfeiçoar serviços já realizados pelas corporações. É o caso da papiloscopista policial Verônica, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que atua no Instituto de Identificação. Entre suas atividades está a identificação de pacientes cuja identidade ainda não foi confirmada, incluindo pessoas socorridas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas à rede pública de saúde. “As pessoas em situação de rua representam um desafio que enfrentamos no nosso dia a dia. Confirmar a identidade dessas pessoas possibilita o devido encaminhamento para uma rede de apoio acolhedora. Vi no curso uma oportunidade de integração, de ampliar nossos vínculos e aprofundar conhecimentos sobre esse trabalho tão importante que realizamos”, contou Verônica. O exemplo demonstra como a atuação da segurança pública pode ir além da resposta a ocorrências criminais, contribuindo também para garantir direitos e facilitar o acesso da população aos serviços públicos. Integração e políticas públicas A abertura do curso contou ainda com a aula inaugural “Segurança Pública e População em Situação de Rua: da compreensão do fenômeno à construção de políticas”, ministrada pelo professor Fagner de Oliveira Dias, PhD em Administração pela Universidade de Brasília (UnB) e PhD em Estratégia e Comportamento Organizacional pela Universitat Politècnica de València, na Espanha. A atividade abordou a importância de compreender a situação de rua em sua complexidade e considerar seus diferentes aspectos na formulação e no aperfeiçoamento de políticas públicas. A discussão também destacou o papel das instituições de segurança na construção de respostas articuladas com os demais órgãos governamentais. A formação segue até 12 de novembro, com atividades presenciais voltadas ao aperfeiçoamento das abordagens, à padronização de procedimentos e ao fortalecimento da atuação conjunta entre as instituições. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)

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Combate a escorpiões exige prevenção contínua

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   O enfrentamento aos acidentes com escorpiões no Distrito Federal exige um esforço coletivo contínuo, já que o ambiente urbano oferece abrigo e alimento em todas as estações do ano. Com o registro de 4,7 mil acidentes em 2025 no DF, a melhor estratégia de controle é a prevenção dentro das residências e nos quintais. No DF, o escorpião-amarelo — venenoso, como os demais — é o tipo mais comum | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília  A eliminação de entulho, o recolhimento de materiais de construção, a vedação de ralos e frestas em paredes e o controle de baratas — principal fonte de alimento desses aracnídeos predadores —  são passos fundamentais para evitar o aparecimento de escorpiões. Cuidados simples, como examinar roupas e calçados antes do uso e afastar camas e cortinas das paredes, reduzem significativamente o risco de picadas. Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente o atendimento médico. Pacientes adultos com dor leve devem se dirigir a uma unidade básica de saúde (UBS), enquanto quadros moderados ou graves recebem ampolas de soro antiescorpiônico nos hospitais da rede pública. A atenção deve ser redobrada com as crianças, que correm maior risco de complicações severas.  A atenção deve ser redobrada com as crianças, que correm maior risco de complicações severas. “A piora do quadro pode ocorrer em poucas horas, e a pessoa passa a apresentar episódios de vômitos, suor extremo, confusão mental e dificuldade respiratória”, explica a toxicologista Flávia Neri, da Secretaria de Saúde (SES-DF). Capacitação Vigilância Ambiental promove capacitações e treinamentos para aperfeiçoar o combate aos escorpiões | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF  Agentes de Vigilância Ambiental (Avas) participam de treinamentos constantes para aperfeiçoar o trabalho de combate aos escorpiões. A iniciativa busca padronizar os procedimentos e mapear de forma mais precisa os pontos críticos de infestação em todo o território distrital. Os agentes trabalham com ações de campo para orientar a população quanto às ações ambientais preventivas, auxiliando a evitar ambientes de riscos para o aparecimento de escorpiões. No DF, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é o tipo mais comum. Independentemente do tipo, todos os escorpiões são venenosos.   “Precisamos lidar de maneira diferente com a grande quantidade de acidentes”, pontua o biólogo Israel Martins, da SES-DF. “A integração entre o cuidado individual dos moradores e o monitoramento técnico contínuo permanece sendo o caminho mais eficaz para mitigar os riscos.”   *Com informações da Secretaria de Saúde

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