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Jornada da Mulher Trabalhadora: 198 alunas concluem cursos em Ceilândia

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Quando entrou no curso de extensão de cílios, a professora Denise Dantas de Souza Pinto, de 40 anos, pensava em aprender a técnica para atender as duas filhas e reduzir uma despesa familiar. Ao concluir a formação, decidiu montar com uma delas, que também participou do projeto, um estúdio em casa e buscar as primeiras clientes entre as amigas das jovens. Cerimônia de formatura reuniu as alunas, familiares e equipes do curso na Praça da Bíblia, em Ceilândia | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília “É por isso que cursos como este são tão importantes: eles qualificam as mulheres e dão oportunidades para que tenham trabalho, emprego e renda, possam sair de uma situação de violência e ter uma segunda chance” Governadora Celina Leão Denise esteve entre as 198 alunas que receberam, nesta sexta-feira (17), os certificados do projeto Jornada da Mulher Trabalhadora. A cerimônia, na Praça da Bíblia, em Ceilândia, contou com a presença da governadora Celina Leão. Durante o evento, a governadora defendeu que a qualificação profissional integre as políticas de proteção às mulheres: “É por isso que cursos como este são tão importantes: eles qualificam as mulheres e dão oportunidades para que tenham trabalho, emprego e renda, possam sair de uma situação de violência e ter uma segunda chance”. Cursos O edital destinou 210 vagas a Ceilândia, divididas igualmente entre as três modalidades. Cada uma teve turmas nos turnos matutino e vespertino, com até 35 participantes. Após a seleção inicial, um novo chamamento abriu 106 vagas que ainda não haviam sido preenchidas. Planaltina recebeu outras 210 oportunidades, totalizando 420 nas duas regiões administrativas. Para obter o certificado, as participantes precisavam cumprir pelo menos 75% da carga horária e ter o aproveitamento validado por avaliações teóricas e práticas. A seleção exigia idade mínima de 16 anos e residência no Distrito Federal, com preferência para mulheres de Ceilândia e Planaltina em situação de vulnerabilidade social, desempregadas ou trabalhadoras informais. Recém-formada, Denise Pinto conta que enfrentou jornada intensa durante a capacitação: “Os afazeres de casa ficavam esperando enquanto eu me dedicava ao curso” A rotina de Denise ficou mais intensa depois do início das aulas, e a terceira semana concentrou o momento mais difícil. “Olhei para minha filha e falei: ‘Não quero ir mais, estou cansada’”, lembra ela. “Os afazeres de casa ficavam esperando enquanto eu me dedicava ao curso. Ela e a professora me incentivaram a continuar. Valeu a pena demais”. Superação Ludilene Rodrigues concluiu o terceiro curso pelo projeto: “Tudo ficou diferente: minha autoestima, meu jeito de me comunicar e minha renda. Hoje incentivo outras mulheres a continuar, porque a independência emocional e financeira faz diferença” Para Ludilene Rodrigues, 37, o desafio teve outra dimensão. Dona de casa e mãe de três filhos, ela, que mora longe do local das aulas, precisou arcar com as passagens e reorganizar os horários e os cuidados com as crianças para frequentar a turma de alongamento de unhas. “Eu dizia que não conseguia, e a professora segurava a minha mão: ‘Você consegue, só precisa tentar mais um pouco’”, relata. “Eu não sabia que tinha talento; ela encontrou isso em mim e foi me moldando.” Antes do fim das aulas, ela recebeu de outra profissional a oferta de um local para trabalhar. “Já tenho clientes; agora preciso comprar o material para começar nesse espaço”, comemora. A formação atual foi a terceira concluída por Ludilene. Em 2022, ela fez o curso de trancista e passou a atuar na área. No ano seguinte, estudou maquiagem. “Tudo ficou diferente: minha autoestima, meu jeito de me comunicar e minha renda. Hoje incentivo outras mulheres a continuar, porque a independência emocional e financeira faz diferença”, ressalta. 

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Inscrições abertas para o curso de transporte coletivo de passageiros

Interessados em dirigir veículos de transporte coletivo de passageiros podem se inscrever no curso especializado do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). As aulas ocorrerão de 8 a 29 de abril, em dias úteis, das 18h às 22h20, na Escola Pública de Trânsito (EPT), localizada na 913 Sul. A capacitação tem carga horária de 50h/a. [LEIA_TAMBEM]As inscrições devem ser feitas na EPT, mediante agendamento pelo aplicativo Detran-DF Digital ou pelo Portal de Serviços. Os interessados devem ter idade mínima de 21 anos e habilitação nas categorias D ou E, além de não estar com o direito de dirigir suspenso, com a Carteira Nacional de Habilitação cassada, nem cumprindo pena decorrente de crime de trânsito ou impedimento judicial. Serão oferecidas 20 vagas. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail nufor@detran.df.gov.br. O curso é gratuito para mulheres e para homens com inscrição ativa no CadÚnico. Outros homens também podem se inscrever mediante o pagamento de R$ 390.

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Curso capacita produtores na criação de abelhas nativas sem ferrão

A Emater-DF realizou, nesta terça-feira (17), o curso sobre Manejo e criação de abelhas nativas sem ferrão. A atividade reuniu cerca de 30 participantes de várias regiões administrativas do Distrito Federal, e teve como objetivo apresentar diferentes formas de se obter renda na meliponicultura. De acordo com o instrutor Carlos Morais, extensionista da Emater-DF, o objetivo principal foi mostrar que é possível criar abelhas de forma simples com viabilidade econômica. “Além de ter colmeias que podem gerar renda com a produção de mel, pólen, própolis e cera, por exemplo, também dá para ganhar dinheiro fabricando caixas e iscas”, ensina. Dividido em duas etapas, o curso teve uma parte teórica de manhã, no Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional (Cefor), e uma parte prática de tarde, realizada no Jardins de Mel, no Núcleo Rural Vale do Palha, na região conhecida popularmente como Serrinha, no Lago Norte. A propriedade é administrada pelo casal Diana Schappo e Evandro Schappo — daí o DE com maiúsculas no nome, que corresponde às iniciais do nome do casal — e possui meio hectare onde habitam dezenas de espécies de abelhas. Mandaguari, jataí, mandaçaia, uruçu-amarela, dentre outras, convivem no rico minibioma erguido pelo casal. A atividade reuniu cerca de 30 participantes de várias regiões administrativas do Distrito Federal, e teve como objetivo apresentar diferentes formas de se obter renda na meliponicultura | Foto: Divulgação/Emater-DF “As abelhas daqui não polinizam apenas a propriedade, mas também a vizinhança. Algumas espécies de abelhas chegam a voar até 2 mil metros, beneficiando as produções locais de hortaliças e frutíferas”, explica Carlos Morais. A produtora Maria Elenice da Silva, moradora do núcleo rural Incra 6, em Brazlândia, se sentiu impulsionada a colocar em prática algo que já vinha planejando. “Pretendo construir um espaço parecido com este, com muito verde, natureza, um lugar onde as pessoas possam visitar e consumir mel e derivados”, vislumbra. Nice, como gosta de ser chamada, tem duas colmeias com abelhas jataí, além de espécies de árvores como jatobá e ipê. *Com informações da Emater-DF

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Primeiro curso do Empreender e Inovar de 2026 reúne 50 produtores rurais

A Emater-DF ofereceu, na quarta (4) e na quinta-feira (5), o curso de Gestão do Negócio Rural. Esta foi a primeira turma de 2026 do programa Empreender e Inovar, que apresentou os conceitos básicos da administração e gestão financeira do empreendimento aos produtores rurais participantes. Cerca de 50 pessoas de várias regiões do DF participaram da atividade, que aconteceu no Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional (Cefor) da empresa. Segundo o extensionista e instrutor Carlos Goulart, o objetivo principal foi fazer o produtor rural se enxergar como um empreendedor. “Nosso foco é o plano de negócios, ou seja, mostrar que o produtor deve pensar a gestão financeira antes da produção em si”, explica. Carlos Goulart acrescenta que é necessária uma mudança de cultura, principalmente por parte dos agricultores familiares. “Eles são excelentes em conhecimentos técnicos, da produção, mas ainda existe um déficit na parte da gestão financeira”, pontua o extensionista da Emater-DF. Conceitos como valor do produto e precificação, planejamento estratégico, pesquisa de mercado, definição do público-alvo, análise da viabilidade econômica, controle financeiro, fluxo de caixa, estratégias de vendas e marketing digital estão entre os temas abordados no curso. Esta foi a primeira turma de 2026 do programa Empreender e Inovar, que apresentou os conceitos básicos da administração e gestão financeira do empreendimento aos produtores rurais participantes | Foto: Divulgação/Emater-DF Outro patamar Roselita Irani Camargo, conhecida como Rosinha, está participando do curso pela segunda vez. “Esse tipo de conhecimento é muito importante. Se eu soubesse desses conceitos antes, estaria em outro patamar. Mas ainda dá tempo de fortalecer meu negócio e atingir níveis melhores de vendas e lucratividade”, vislumbra a produtora, que produz biscoitos artesanais na região rural de Samambaia. Após o curso, os produtores que sentirem necessidade de um acompanhamento mais personalizado são orientados a procurar o escritório da Emater-DF, onde recebem atendimento e solicitar visitas — que podem ser semanais, quinzenais, mensais ou bimestrais. "Produzir bem é fundamental, mas o produtor também precisa saber gerir o seu negócio. Quando ele passa a planejar, entender custos, definir preços e olhar para o mercado de forma estratégica, aumenta as chances de melhorar a rentabilidade e garantir a sustentabilidade da propriedade. Com o programa Empreender e Inovar, a Emater-DF busca justamente fortalecer essa visão empreendedora no campo”, destaca o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, que acrescenta: "O papel da Emater-DF é justamente apoiar esse processo. Além da assistência técnica voltada à produção, nós também trabalhamos para fortalecer a gestão das propriedades, oferecendo capacitações, orientação e acompanhamento aos produtores." O programa Empreender e Inovar está em seu décimo ano e já possibilitou melhoras em vendas e lucros a diversos produtores do Distrito Federal, contribuindo para a sustentabilidade financeira e consequente aquecimento da economia rural. *Com informações da Emater-DF

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