Seminário debate direitos humanos e inclusão na rede pública
Educadores da rede pública de ensino do DF participaram, nesta quinta-feira (28), do IV Seminário de Direitos Humanos e Diversidade: Pluralidade e Inclusão na Educação. Promovido pela Secretaria de Educação (SEEDF), o encontro teve como foco debates sobre inclusão, diversidade e o enfrentamento das violências estruturais no ambiente escolar. Seminário teve como foco o respeito à diversidade e o combate à discriminação em ambiente escolar | Foto: Mary Leal/SEEDF “Precisamos ensinar às crianças que ser diferente é natural e que ninguém é melhor ou pior por isso” Iêdes Braga, secretária de Educação interina A secretária de Educação interina, Iêdes Soares Braga, enfatizou a importância de promover, desde a primeira infância, uma educação baseada no respeito às diferenças e na inclusão. Segundo ela, muitas pessoas cresceram em uma sociedade em que a exclusão era vista como algo comum, e a escola tem papel fundamental na construção de uma nova cultura de convivência e respeito. “Precisamos ensinar às crianças que ser diferente é natural e que ninguém é melhor ou pior por isso”, declarou. “A escola tem um papel essencial na formação de cidadãos mais humanos, respeitosos e conscientes. Essas discussões precisam fazer parte do cotidiano das escolas. Temos orientações, cadernos e protocolos disponíveis para apoiar esse trabalho. É importante que os profissionais conheçam esses instrumentos e levem essa pauta para dentro das salas de aula.” Acolhimento no ambiente escolar A primeira mesa-redonda do seminário teve como tema “Violências estruturais e letramentos urgentes na educação: questões de gênero e diversidade na Secretaria de Educação”. O debate destacou a importância do respeito à diversidade e do combate a todas as formas de discriminação e violência no ambiente escolar. “É importante que professores, orientadores e toda a equipe escolar saibam o que está acontecendo para acolher esses alunos e ajudar no enfrentamento dessas situações” Rúbia Estefânia da Silva, professora e pesquisadora Participaram da mesa a professora da rede pública de ensino e pesquisadora Rúbia Stefânia Pinto da Silva, que atua em estudos sobre o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes e políticas públicas educacionais, e o professor Leonardo da Cunha Mesquita Café, pesquisador das áreas de gênero, diversidade sexual e educação. Rúbia Stefânia alertou para situações de violência que fazem parte do cotidiano escolar e enfatizou a importância de a comunidade estar preparada para identificar e acolher os estudantes. A docente chamou a atenção para casos de assédio, compartilhamento de conteúdo íntimo, misoginia online, chantagem digital e sofrimento emocional enfrentado por crianças e adolescentes, especialmente meninas. “Essas violências estão dentro das escolas, e precisamos tratar esse assunto com seriedade”, pontuou. “Muitas vezes, os estudantes sofrem calados, têm vergonha e até deixam de frequentar a escola. É importante que professores, orientadores e toda a equipe escolar saibam o que está acontecendo para acolher esses alunos e ajudar no enfrentamento dessas situações.” [LEIA_TAMBEM]A professora também defendeu o fortalecimento das equipes escolares para lidar com situações de violência e acolher os estudantes de forma adequada: “Precisamos trabalhar o respeito e enfrentar todos os tipos de violência, inclusive a digital, que hoje faz parte da realidade dos estudantes. A escola não pode se calar diante das denúncias. Como servidores públicos, temos o dever de acolher, ouvir e agir”. Reflexões em sala de aula Leonardo Café ressaltou que trabalhar questões de gênero na escola não significa criar conteúdo fora da realidade dos estudantes, mas promover reflexões no dia a dia escolar. Segundo ele, atitudes simples como combater piadas preconceituosas e incentivar atividades mais inclusivas, ajudam na construção de um ambiente mais respeitoso. “Falar sobre gênero na escola é fazer intervenções quando surgem situações de machismo, homofobia ou preconceito”, afirmou. “Não é inventar algo novo, mas transformar esses momentos em oportunidades de aprendizado e respeito. A escola precisa criar espaços mais inclusivos, onde diferentes vozes, corpos e experiências sejam reconhecidos.” *Com informações da Secretaria de Educação
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Brasília sedia reunião com secretários de Educação de todo o país para discutir ensino público
Brasília tornou-se, nesta segunda-feira (27), o centro das discussões sobre os rumos da educação pública no país com a realização da II Reunião Extraordinária de 2026 do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). O encontro segue até esta terça (28) e reúne gestores estaduais de Educação, representantes do Ministério da Educação (MEC), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e de instituições parceiras. A programação do primeiro dia contou com a apresentação dos secretários estaduais de Educação, momento voltado à integração entre os gestores e ao alinhamento das principais pautas do setor. Representando a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), a secretária interina, Iêdes Soares Braga, falou da importância do encontro para a troca de experiências entre as redes de ensino. Iêdes Braga: "Esse é um espaço importante para compartilhar experiências, conhecer boas práticas e fortalecer o trabalho conjunto entre os estados e o Distrito Federal em favor da educação pública" | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF “Esse é um espaço importante para compartilhar experiências, conhecer boas práticas e fortalecer o trabalho conjunto entre os estados e o Distrito Federal em favor da educação pública”, afirmou Iêdes. Fundado em 1986, o Consed é uma associação que reúne as Secretarias de Educação dos estados e do DF. Entre seus principais objetivos estão a integração das redes estaduais de ensino, a colaboração entre as unidades federativas e a participação na construção de políticas nacionais para a educação. Abertura "Esperamos sair daqui com boas ideias para a educação brasileira, com debates importantes sobre temas da atualidade" Socorro Batista, professora A nova presidente do conselho, professora Socorro Batista, destacou a importância do diálogo entre os gestores públicos e da construção conjunta de soluções para os desafios educacionais do país. “Esperamos sair daqui com boas ideias para a educação brasileira, com debates importantes sobre temas da atualidade e que dizem respeito ao sistema de educação do país, como o Plano Nacional de Educação”. Na pauta do primeiro dia, foram discutidos temas como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como instrumento do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb); o plano de trabalho do Grupo de Tecnologia do Consed para 2026; e o alinhamento entre os estados com a participação de integrantes do MEC e do Inep. Já nesta terça-feira (28), a agenda será voltada ao aprofundamento das discussões sobre o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e o programa Juros pela Educação. *Com informações da Secretaria de Educação
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Professor da rede pública do DF visita maior acelerador de partículas do mundo na Suíça
Levar o nome da educação pública do Distrito Federal a um dos maiores centros de pesquisa científica do mundo é motivo de orgulho para o professor Felipe Lemos Cabral, do Centro Educacional (CED) do Lago Sul. Escolhido entre mais de 100 candidatos de todo o país, o docente de física participa, na Suíça, de um programa internacional no Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN), instituição que abriga o maior acelerador de partículas do planeta, o Grande Colisor de Hádrons (LHC). A programação começou dia 17 de abril e segue até 27, com sete dias de atividades presenciais. Nesse período, os participantes visitam instalações científicas, acompanham palestras, oficinas práticas e atividades culturais. O professor conheceu de perto o LHC e dois dos principais experimentos em funcionamento no local: o LHCb e o CMS, equipamentos que contribuíram para a descoberta do bóson de Higgs, em 2012, um dos marcos da física moderna. Felipe Lemos Cabral: "entendi a responsabilidade de representar o Brasil e o Distrito Federal, além de trazer esse conhecimento para a nossa realidade" | Foto: Arquivo Pessoal “Foi um momento de muita alegria e expectativa. Também entendi a responsabilidade de representar o Brasil e o Distrito Federal, além de trazer esse conhecimento para a nossa realidade. Acredito que a minha trajetória profissional contribuiu para a seleção, com destaque para a experiência em eventos científicos, atuação em sala de aula nas escolas públicas do DF, gestão escolar e participação no Programa de Escola Intercultural Bilíngue do DF (Pebi)”, afirma Felipe. Para explicar de forma simples o que acontece em um acelerador de partículas, o professor resume que o objetivo é estudar a matéria que forma o universo. “O acelerador de partículas busca entender do que tudo é feito e como funciona. Ele estuda estruturas menores que um átomo, usando altas energias e colisões entre partículas”, explicou. Detector de partículas do CERN, na fronteira entre Suíça e França, integra o Grande Colisor de Hádrons, maior acelerador de partículas do mundo e referência em pesquisas científicas | Foto: Divulgação/CERN Educação inovadora A estudante Sara Cerri, de 18 anos, do 3º ano do ensino médio do CED Lago Sul, falou sobre a importância do incentivo oferecido pelo professor Felipe e destacou a paixão dela pela física, área que pretende seguir no futuro. “Sou apaixonada pela disciplina e pretendo estudar essa área no futuro. Gosto de entender o que está acontecendo ao meu redor, como as coisas funcionam e os movimentos do mundo. Também quero agradecer ao professor Felipe, que sempre me incentiva, me ajuda muito e está ao meu lado sempre que preciso.” A aluna Giovanna Rosa, de 17 anos, acredita que a experiência internacional vivida pelo professor Felipe Lemos levará benefícios para toda a escola. Para ela, o contato com novas culturas, ideias e formas de ensino amplia a visão de mundo e fortalece a educação pública. “Essa experiência do professor Felipe vai agregar muito para a escola e para os estudantes, porque ele vai voltar com novos conhecimentos e novas formas de ensinar. Quando a gente tem contato com outras culturas e outras realidades, aprende coisas que talvez nunca conheceria aqui. Eu vivi isso no Reino Unido e sei o quanto essa troca amplia a nossa visão de mundo e inspira novas conquistas pessoais, acadêmicas e profissionais”, afirma ela, que participou da primeira edição do projeto Pontes pelo Mundo. Estudantes do CED do Lago Sul, ao lado do diretor Vitor Rios, celebram a participação de Felipe Lemos Cabral em programa internacional de Física na Suíça | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF. Para o diretor do CED do Lago Sul, Vitor Rios, a participação de Felipe Lemos Cabral no programa internacional reforça o compromisso da escola com uma educação inovadora e conectada com o mundo. Segundo ele, o professor atua na unidade desde 2024, tendo uma boa relação com os estudantes e abertura para novas práticas pedagógicas. “Felipe chegou à escola em 2024 e rapidamente se destacou pelo trabalho com os alunos e pela disposição em buscar novas possibilidades de ensino. Temos certeza de que essa vivência internacional, com contato com professores de vários países e com a Física de ponta, vai enriquecer ainda mais as suas aulas. Aqui, valorizamos metodologias ativas, projetos e o protagonismo estudantil, em que o aluno também pesquisa e constrói conhecimento com a orientação do professor.” Ao retornar ao Brasil, o professor pretende compartilhar o conhecimento com estudantes e colegas da rede pública. “Essa experiência é transformadora. Estou mais preparado para aproximar a pesquisa científica dos meus alunos e mostrar novas possibilidades de carreira e estudo”, disse. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Delegação do Uzbequistão visita Centro Educacional 08 do Gama
A Secretaria de Educação (SEEDF) recebeu, na manhã desta terça-feira (7), autoridades educacionais do Uzbequistão, membros do Conselho do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). A visita institucional ao Centro Educacional (CED) 08 do Gama integra a programação da 61ª reunião do conselho, realizada em Brasília entre os dias 7 e 10 deste mês, promovida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A agenda teve como objetivo apresentar práticas pedagógicas desenvolvidas na rede pública do Distrito Federal e fortalecer o intercâmbio internacional na área educacional. Durante a visita, o chefe do Instituto Nacional de Excelência Pedagógica do Uzbequistão, Abduvali Ismailov, destacou o interesse em compreender o funcionamento do sistema educacional brasileiro e suas estratégias de melhoria. O CED 08 do Gama recebeu autoridades educacionais do Uzbequistão, integrantes do Conselho do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) | Fotos: André Amendoeira/SEEDF “Estávamos ansiosos para conhecer as iniciativas de uma escola local no Brasil e entender como o país tem desenvolvido suas políticas educacionais, especialmente a partir dos resultados do Pisa. Isso é muito relevante para nós, que somos de um país em rápido desenvolvimento e buscamos aprimorar nossas práticas com base em experiências bem-sucedidas”, afirmou. Ainda segundo o gestor, a evolução do Brasil nos indicadores educacionais chamou a atenção da delegação internacional. “Observamos que, ao longo do tempo, o Brasil utilizou os resultados do Pisa como base para implementar melhorias consistentes no sistema educacional, alcançando avanços importantes. Queremos compreender como novas metodologias e políticas são aplicadas na prática e como isso contribui para a qualidade da educação”, completou. [LEIA_TAMBEM]Projetos inovadores O diretor do CED 08 do Gama, Francisco Valdevino, ressaltou a importância da visita para a valorização da escola pública: “É uma grande honra para o CED 08 receber representantes do Inep e do Instituto Nacional de Educação do Uzbequistão. Este momento reafirma o papel da escola pública como espaço de transformação social e de busca permanente pela excelência”. A unidade escolar tem se consolidado como referência na rede pública do Distrito Federal, com resultados expressivos em avaliações educacionais. “Esse trabalho nos colocou entre as dez melhores escolas do Distrito Federal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica [Ideb], com uma gestão pedagógica focada em acompanhamento contínuo, uso de dados e intervenções rápidas. Nossas práticas estão alinhadas às competências avaliadas pelo Pisa, priorizando o pensamento crítico e a resolução de problemas”, explicou o diretor. Além dos indicadores, o protagonismo estudantil também se destaca nas conquistas acadêmicas da escola. “Temos estudantes premiados anualmente na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas [Obmep], além de um número expressivo de aprovados na Universidade de Brasília [UnB]. Esses resultados refletem um trabalho coletivo, com professores comprometidos e uma cultura escolar que acredita no potencial de todos os estudantes”, afirmou Valdevino. O diretor do CED 08 do Gama, Francisco Valdevino, ressaltou a importância da visita para a valorização da escola pública: "É uma grande honra para o CED 08" Ensino integral e protagonismo estudantil Com 533 estudantes matriculados no ensino médio, o CED 08 do Gama funciona em regime de educação em tempo integral. A estrutura ampliada permite o desenvolvimento de projetos pedagógicos, científicos e de acolhimento, além de oferecer suporte contínuo à aprendizagem, com foco em avaliações como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A escola também investe em espaços de estudo e iniciativas voltadas para o bem-estar dos estudantes, fortalecendo um ambiente que estimula tanto o desempenho acadêmico quanto o protagonismo juvenil. No último ano, a escola conquistou o bicampeonato no Circuito de Ciências da SEEDF, com o projeto de extração de citronela voltado para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A iniciativa envolveu o cultivo da planta, a extração de óleos essenciais com materiais de baixo custo e a produção de soluções acessíveis para a comunidade. “A gente percebeu a gravidade dos casos de dengue no Distrito Federal e quis desenvolver algo que pudesse ajudar a diminuir esse problema. Foi assim que surgiu o projeto com a citronela, pensando em soluções acessíveis e de baixo custo, como velas, difusores e outros produtos que ajudam a afastar o mosquito”, explicou a estudante Júlia Damásio, 17 anos, ex-aluna do CED 08 e uma das responsáveis pela iniciativa. As estudantes Júlia Damásio e Cinthya Dourado, do CED 08 e responsáveis pela iniciativa que conquistou o primeiro lugar no circuito distrital de ciências Os pilares da avaliação A ação integrou a agenda institucional da SEEDF, com intermediação da diretora de Avaliação Educacional da pasta, Gizelle Xavier. A gestora destacou o caráter estratégico da iniciativa. “A visita reforça o intercâmbio de experiências e o reconhecimento das práticas pedagógicas desenvolvidas na rede pública do Distrito Federal”, apontou. “Essa troca contribui para o fortalecimento da cooperação entre os países participantes do Pisa e amplia o diálogo internacional na área educacional”. Gizelle explicou que o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes é um estudo comparativo internacional realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Diferentemente de avaliações tradicionais, que priorizam a memorização de conteúdos, o exame busca medir o nível de preparo de estudantes de 15 anos para os desafios da vida adulta e da cidadania”, destacou a gestora. A avaliação concentra-se em três áreas principais: leitura, matemática e ciências. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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