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enfrentamento à violência contra a mulher

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Criado projeto para ampliar a pronta resposta em casos de violência contra a mulher

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Por meio da Portaria nº 358, publicada na edição desta quarta-feira (26/8) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instituiu o projeto Pronto Atendimento à Mulher. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a atuação da instituição no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, com ações voltadas para prevenção, repressão e investigação desses crimes. Projeto reforça o alcance dos dispositivos previstos na Lei Maria da Penha | Foto: Divulgação/PCDF O projeto, que será implementado pelos departamentos de Polícia Circunscricional (DPC) e de Polícia Especializada (DPE), busca ampliar a pronta resposta policial em situações de risco. “Nosso objetivo é garantir que a mulher em situação de violência tenha uma resposta policial ainda mais rápida, qualificada e efetiva”, enfatiza a delegada Ana Carolina Litran, diretora do DPE. “O projeto fortalece a atuação integrada das unidades da PCDF, amplia a capacidade de apuração das denúncias e reforça o compromisso da instituição com a proteção das mulheres e com a efetividade da Lei Maria da Penha.” Entre as medidas previstas está o reforço na apuração de denúncias de violência contra a mulher recebidas pelos canais 197 e 180. As denúncias relacionadas à Lei Maria da Penha que estiverem em aberto serão acompanhadas de forma sistemática, com distribuição às unidades responsáveis pela apuração. A Divisão de Controle de Denúncias (Dicoe) ficará responsável por fornecer mensalmente ao DPC e ao DPE a relação das denúncias em aberto e acompanhar os casos apurados. Já a Divisão de Análise Técnica e Estatística (Date) fará o acompanhamento semanal dos resultados do projeto, reunindo dados sobre denúncias apuradas, prisões em flagrante e diligências realizadas. As informações consolidadas serão encaminhadas semanalmente ao delegado-geral adjunto, permitindo o acompanhamento contínuo das ações e dos resultados do projeto. Além disso, a  iniciativa também contará com recursos destinados ao Serviço Voluntário Gratificado (SVG).   *Com informações da Polícia Civil do DF 

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Projeto conscientiza trabalhadores da construção civil sobre prevenção à violência doméstica

As experiências de violência doméstica que presenciou durante a infância e a adolescência fizeram o pedreiro Francisco Pereira, de 35 anos, morador de Samambaia, valorizar iniciativas voltadas à conscientização dos homens sobre o tema. Participante de uma ação do projeto Conversa com Eles em um canteiro de obras da Supera Engenharia, na Asa Sul, ele acredita que o diálogo é um caminho importante para prevenir novos casos. “Vivemos agora uma outra época, de maior conscientização da necessidade de proteção das mulheres. Mas ainda há muitos homens que precisam entender isso e mudar a cabeça. Por isso é muito importante levar essa noção de respeito ao maior número possível de homens", afirma.  O projeto Conversa com Eles promove diálogo sobre masculinidade, responsabilidade afetiva, igualdade de gênero, sinais de violência e canais de denúncia | Fotos: Divulgação/Sejus-DF É justamente com esse objetivo que a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) desenvolve o projeto Conversa com Eles. Criada em 2024 e integrante do programa Direito Delas, a iniciativa já levou orientações sobre prevenção da violência doméstica, respeito às mulheres e relacionamentos saudáveis a mais de 5 mil trabalhadores da construção civil em canteiros de obras de diversas regiões do Distrito Federal.  “Ainda há muitos homens que precisam entender isso e mudar a cabeça. Por isso é muito importante levar essa noção de respeito ao maior número possível de homens” Francisco Pereira, pedreiro Realizado em parceria com o Sinduscon-DF, o projeto promove conversas diretas e acolhedoras sobre masculinidade, responsabilidade afetiva, igualdade de gênero, sinais de violência e canais de denúncia, levando o debate para ambientes tradicionalmente masculinos. A proposta é estimular reflexões sobre comportamentos que alimentam a violência de gênero e incentivar a construção de relações mais respeitosas dentro e fora de casa.  Conversas Nos encontros, especialistas da Sejus conduzem conversas sobre relacionamentos abusivos, controle emocional, comunicação não violenta, divisão de responsabilidades e formas de acolhimento às vítimas. A iniciativa busca sensibilizar os participantes para que se tornem agentes de transformação em suas famílias, locais de trabalho e comunidades.  Parceria com o setor da construção civil permitiu ao projeto levar a discussão para os canteiros de obras Para a subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), Uiara Mendonça, envolver os homens na discussão é fundamental para combater o problema em sua origem. “Quando falamos de prevenção à violência contra a mulher, precisamos incluir os homens nessa conversa. O projeto cria oportunidades para que eles reflitam sobre comportamentos, revejam atitudes e compreendam seu papel na construção de relações mais saudáveis e respeitosas. É um trabalho de conscientização que gera impactos dentro das famílias e em toda a sociedade.  “Temos uma força de trabalho majoritariamente masculina. Conscientizar é um passo importante para prevenir a violência e promover relações mais respeitosas” Joana Almeida, diretora do Sinduscon-DF A parceria com o setor da construção civil tem sido fundamental para ampliar o alcance da iniciativa. Para a diretora do Sinduscon-DF, Joana Almeida, os canteiros de obras são espaços importantes para promover esse tipo de conscientização. “Temos uma força de trabalho majoritariamente masculina. Conscientizar é um passo importante para prevenir a violência e promover relações mais respeitosas”, destaca. Ampliação do projeto Tradicionalmente realizado em canteiros de obras, o Conversa com Eles ganhou novos formatos e ampliou seu alcance em 2026. A iniciativa passou a visitar outros ambientes predominantemente masculinos, como atacadistas, garagens de empresas de transporte coletivo, clínicas, empresas de limpeza urbana e órgãos públicos. Durante as atividades, especialistas da Sejus conduzem conversas sobre masculinidade, respeito, responsabilidade afetiva e enfrentamento à violência contra a mulher, incentivando reflexões sobre comportamentos cotidianos, relacionamentos abusivos, acolhimento às vítimas e canais de denúncia. Somente neste ano, já foram realizadas 17 ações em diferentes instituições. A rede Super Adega recebeu sete atividades, que alcançaram 403 colaboradores. O Atacadão Dia a Dia sediou uma ação, com participação de 49 trabalhadores. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) concentrou seis encontros, alcançando 899 pessoas, entre servidores e colaboradores de empresas parceiras. Entre as atividades está a capacitação promovida para funcionários da BSB Bus durante o período de Carnaval. Também participaram das ações trabalhadores das empresas Valor Ambiental e Suma Resíduos Sólidos, com 50 participantes cada, além da Clínica Fenelon, que recebeu uma palestra voltada a 50 colaboradores.  Direito Delas Funcionários da BSB Bus participam de atividade de conscientização e pela mudança de comportamento  "Ao ampliar o projeto, ampliamos também nossa capacidade de prevenir situações de violência e proteger vidas” Jaime Santana, secretário interino de Justiça e Cidadania Para o secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, a expansão do projeto demonstra a importância de investir em ações preventivas para enfrentar a violência contra a mulher. “O enfrentamento à violência contra a mulher passa pela conscientização e pela mudança de comportamento. O Conversa com Eles tem mostrado que é possível levar esse debate para diferentes ambientes de trabalho e promover reflexões que contribuem para uma cultura de respeito e responsabilidade. Ao ampliar o projeto, ampliamos também nossa capacidade de prevenir situações de violência e proteger vidas”, ressalta. Coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), o programa Direito Delas reúne ações permanentes de prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa atua em diferentes frentes, promovendo orientação, assistência psicossocial, capacitação profissional e fortalecimento da autonomia feminina. [LEIA_TAMBEM]Um dos principais pilares do programa são os 12 polos Direito Delas distribuídos pelo Distrito Federal. Nessas unidades, mulheres em situação de vulnerabilidade têm acesso gratuito a atendimento psicológico, orientação jurídica, assistência social e atividades voltadas para o fortalecimento da autoestima e da independência financeira. Além dos polos, o programa engloba projetos como o Conversa com Eles, que promove a conscientização do público masculino sobre prevenção da violência doméstica; o Banco de Talentos, voltado à qualificação e geração de renda; e diversas campanhas educativas realizadas ao longo do ano. A proposta é atuar tanto no acolhimento das vítimas quanto na prevenção das violências, fortalecendo a rede de proteção às mulheres e promovendo uma cultura de respeito, igualdade e cidadania em todo o Distrito Federal. *Com informações da Sejus-DF  

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DF apresenta avanços nas políticas para as mulheres em reunião nacional com gestoras estaduais

O Distrito Federal apresentou os avanços e resultados das políticas públicas voltadas às mulheres durante reunião nacional que reuniu secretárias e gestoras estaduais de diferentes regiões do país. O encontro teve como foco o compartilhamento de experiências, o fortalecimento da articulação institucional e o alinhamento de estratégias para ampliar a proteção, a prevenção e a promoção de direitos das mulheres em todo o Brasil. Representando o Governo do Distrito Federal (GDF), a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou a capacidade de execução das políticas públicas desenvolvidas no DF, com planejamento, estrutura e entrega concreta à população. Somente em 2025, a rede própria da secretaria prestou mais de 70 mil atendimentos diretos, além de alcançar mais de 102 mil mulheres por meio de projetos executados via termos de fomento. O investimento total ultrapassou R$ 86 milhões, com execução superior a 90%. “A Secretaria da Mulher do DF hoje atua em escala, com planejamento, execução e entrega concreta para a população. Esses números demonstram que é possível transformar orçamento em política pública efetiva, com impacto real na vida das mulheres” , afirmou Giselle Ferreira. O encontro teve como foco o compartilhamento de experiências, o fortalecimento da articulação institucional e o alinhamento de estratégias para ampliar a proteção, a prevenção e a promoção de direitos das mulheres em todo o Brasil | Fotos: Samuel Marques/SMDF A atuação da Secretaria da Mulher do DF (SMDF) também se reflete na ampliação e no fortalecimento da rede de atendimento no território. Atualmente, o Distrito Federal conta com 31 equipamentos públicos em funcionamento. Em 2025, foram entregues quatro novos centros de referência da mulher brasileira, nas regiões de São Sebastião, Sobradinho II, Recanto das Emas e Sol Nascente, além de outras entregas estruturantes que ampliaram o acesso das mulheres aos serviços especializados. Entre os destaques estão o novo Espaço Acolher, no Plano Piloto, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) de Santa Maria, a requalificação do Box da Torre de TV e a implantação de pontos dos comitês de proteção à mulher em Santa Maria e Águas Claras, reforçando a presença da política pública nos territórios e aproximando os serviços de quem mais precisa. Na área de enfrentamento à violência, os resultados também são expressivos. A Subsecretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres prestou mais de 16 mil atendimentos a 2.207 mulheres, além de mais de 10 mil atendimentos a 1.649 homens autores de violência, fortalecendo ações de prevenção e responsabilização. A Casa Abrigo acolheu 116 mulheres e 105 dependentes, enquanto a Casa da Mulher Brasileira de Ceilândia atendeu a mais de 6.200 mulheres, com mais de 13 mil atendimentos realizados. As ações de proteção e prevenção alcançaram ainda 1.719 atendimentos nos comitês de proteção à mulher e 9.700 atendimentos itinerantes, ampliando o acesso aos serviços públicos. Na área de inovação e prevenção digital, mais de 20.900 pessoas participaram de palestras sobre riscos nas redes sociais, e foram realizadas 450 capacitações em marketing digital, conectando proteção, autonomia econômica e geração de oportunidades. Encontro nacional reuniu secretárias e gestoras de diferentes regiões do país A política pública também avançou na promoção de direitos e na reconstrução de trajetórias. Em 2025, 3.255 mulheres foram certificadas e quase 14 mil atendimentos foram prestados com foco em informação, orientação e acesso a direitos. Programas de proteção social beneficiaram centenas de famílias, com 182 crianças e adolescentes atendidos pelo Acolher Eles e Elas, 676 mulheres beneficiadas pelo Aluguel Social e 1.446 benefícios concedidos pelo Passe Livre — Transporte Por Elas. Na frente da autonomia econômica, o DF firmou 13 acordos de cooperação técnica (ACTs) e conseguiu inserir 365 mulheres no mercado formal de trabalho, com acompanhamento integral por equipes multidisciplinares, reforçando a reconstrução de trajetórias e a independência financeira das mulheres. A reunião nacional também evidenciou a importância da articulação entre União, estados e municípios, bem como da atuação integrada dos Poderes da República, para o fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres em todo o país. Nesse contexto, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou a necessidade de integração institucional e da ampliação das ações de proteção, acolhimento e autonomia econômica. “As políticas para as mulheres precisam ser pensadas de forma integrada. O fortalecimento dessa agenda passa pela articulação entre União, estados e municípios, pelo alinhamento dos três Poderes e pela ampliação das ações de acolhimento, proteção e das diversas políticas públicas voltadas às mulheres, como as de autonomia econômica. Esse é o caminho para garantir segurança, dignidade e oportunidades reais” , destacou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.   *Com informações da SMDF

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GDF assina contrato para construção da Casa da Mulher Brasileira no Plano Piloto

O Governo do Distrito Federal (GDF) assinou o contrato para a construção e equipagem da Casa da Mulher Brasileira (CMB) – Tipo I, no Plano Piloto, consolidando um marco histórico no fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres. O equipamento será implantado na Quadra 903 da Asa Sul, e vai oferecer atendimento humanizado, integrado e contínuo às mulheres em situação de violência em todo o DF.   Modelo da Casa da Mulher Brasileira é referência em acolhimento | Foto: Divulgação/SMDF O contrato foi firmado entre a Secretaria da Mulher (SMDF) e a União, por intermédio do Ministério das Mulheres, com a Caixa Econômica Federal como agente financeiro. A Casa da Mulher Brasileira revoluciona o modelo de enfrentamento, pois integra, amplia e articula os equipamentos públicos voltados às mulheres em situação de violência, garantindo que elas não precisem mais peregrinar por diferentes órgãos para buscar ajuda. “A Casa da Mulher Brasileira é um símbolo de cuidado, proteção e respeito”, enfatiza a vice-governadora Celina Leão. “Estamos falando de um espaço onde a mulher não será revitimizada, mas acolhida com dignidade, escuta qualificada e acesso imediato aos seus direitos. Esse é um avanço fundamental na política de enfrentamento à violência no Distrito Federal.”  Investimento e execução garantida “A Casa da Mulher Brasileira garante atendimento integrado, humanizado e próximo da realidade das mulheres, reafirmando o compromisso do Estado com a prevenção da violência, a proteção e a promoção da autonomia feminina” Giselle Ferreira, secretária da Mulher O investimento total é de R$ 19.191.919,19, sendo R$ 19 milhões de repasse da União e R$ 191.919,19 de contrapartida do GDF. Os recursos serão destinados à elaboração dos projetos técnicos, à construção da unidade e à sua completa equipagem. A unidade será erguida em um terreno de 20.370 metros quadrados, com 3.600 metros quadrados de área construída, e contará com uma estrutura completa, idealizada para acompanhar as diferentes etapas enfrentadas pelas mulheres em situação de violência. “Esse equipamento fortalece toda a política pública de enfrentamento à violência de gênero”, afirma a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “A Casa da Mulher Brasileira garante atendimento integrado, humanizado e próximo da realidade das mulheres, reafirmando o compromisso do Estado com a prevenção da violência, a proteção e a promoção da autonomia feminina.” [LEIA_TAMBEM] Atendimento integrado  A Casa da Mulher Brasileira vai oferecer acolhimento humanizado, escuta qualificada e privacidade durante o atendimento, orientação sobre direitos, acesso à justiça, inserção em programas sociais das três esferas de governo, incentivo à capacitação profissional e ao empoderamento feminino, além de abrigo temporário e transporte até os serviços da rede de atendimento. As obras terão prazo de execução de 12 meses, a partir da assinatura da Ordem de Serviço. Com a construção da Casa da Mulher Brasileira no Plano Piloto, o GDF amplia a cobertura territorial, fortalece a rede de proteção e reafirma que o enfrentamento à violência contra as mulheres é prioridade absoluta da gestão pública.   *Com informações da Secretaria da Mulher

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