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Projeto apoiado pela FAPDF fortalece cuidado e autonomia de pessoas idosas por meio de jogos

Em um cenário de envelhecimento populacional e de crescente demanda por estratégias de cuidado em saúde mental, uma tecnologia desenvolvida no Distrito Federal propõe uma nova forma de promover bem-estar, autonomia e conexão social entre pessoas idosas. O projeto Lady Health 3.0: Longevidade Conectada e Psico Sustentabilidade utiliza jogos digitais, recursos interativos e estratégias de autocuidado para apoiar a saúde mental e fortalecer o envelhecimento ativo. A iniciativa é desenvolvida no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa UniSER, vinculado à Universidade de Brasília (UnB), sob coordenação da professora associada Margô Gomes de Oliveira Karnikowski. O projeto conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio do edital FAPDF Learning. “O envelhecimento deixa de ser visto como um processo de declínio e passa a ser compreendido como uma fase de potencial desenvolvimento, mediada por tecnologia, conexão e cuidado integral” Margô Gomes de Oliveira Karnikowski, professora Para Margô, o apoio da FAPDF foi essencial: “O apoio da FAPDF foi fundamental para viabilizar o projeto, permitindo o desenvolvimento tecnológico, a realização de testes de usabilidade e a validação científica da plataforma”.  Segundo a pesquisadora, o fomento público cumpre papel estratégico ao propor soluções inovadoras voltadas a desafios sociais complexos, como o envelhecimento populacional e a saúde mental. “O envelhecimento deixa de ser visto como um processo de declínio e passa a ser compreendido como uma fase de potencial desenvolvimento, mediada por tecnologia, conexão e cuidado integral”, comenta. Testes finais A proposta do Lady Health 3.0: Longevidade Conectada e Psico Sustentabilidade dá continuidade ao desenvolvimento do Lady Health, agora em sua versão 3.0, com novos recursos digitais voltados para autocuidado, saúde mental, sustentabilidade e interação entre diferentes gerações. A tecnologia está classificada como TRL 8, sigla em inglês para Technology Readiness Level, indicador que mede o grau de maturidade de uma solução. Na prática, isso significa que o produto já está em fase de testes finais e transição para implementação no Distrito Federal, com potencial de aplicação em maior escala.   A versão atualizada do Lady Health tem novos recursos digitais voltados para autocuidado, saúde mental, sustentabilidade e interação entre diferentes gerações | Fotos: Divulgação/FAPDF Segundo a coordenadora, o aumento da longevidade exige novas formas de cuidado, capazes de considerar não apenas os aspectos físicos do envelhecimento, mas também as dimensões emocionais, sociais e ambientais da vida. “Mais do que prolongar a vida, torna-se imperativo qualificar essa experiência, incorporando abordagens inovadoras que integrem tecnologia, saúde mental e engajamento social”, afirma Margô. Jogos digitais a serviço do cuidado O Lady Health 3.0 utiliza princípios dos chamados serious games, jogos digitais desenvolvidos com propósito educativo, terapêutico e social. A proposta é criar uma plataforma gamificada capaz de estimular funções cognitivas, promover regulação emocional, incentivar hábitos saudáveis e ampliar o acesso a conteúdos de autocuidado. As atividades são pensadas para serem intuitivas, acessíveis e adequadas ao ritmo das pessoas idosas, respeitando diferentes níveis de familiaridade com o ambiente digital. A plataforma também prevê o acompanhamento de indicadores de saúde, permitindo que o autocuidado seja trabalhado de forma mais personalizada. As atividades são pensadas para serem intuitivas, acessíveis e adequadas ao ritmo das pessoas idosas, respeitando diferentes níveis de familiaridade com o ambiente digital A criação do Lady Health 3.0 parte da preocupação com questões como solidão, ansiedade e depressão, que podem afetar diretamente a qualidade de vida, a autonomia e a participação social da pessoa idosa. “A ideia central é transformar experiências de isolamento em experiências de conexão significativa, mediadas por tecnologias acessíveis”, destaca Margô. Tecnologia construída com pessoas idosas Um dos diferenciais do projeto é a participação direta de pessoas idosas no desenvolvimento da solução. A metodologia utiliza abordagens de processo de criação colaborativa em que os próprios usuários participam da concepção, avaliação e aprimoramento da tecnologia, e design centrado no usuário, que busca desenvolver soluções a partir das necessidades reais de quem irá utilizá-las. Esse modelo colaborativo ajuda a garantir que a plataforma seja construída a partir das necessidades reais do público que irá utilizá-la. A participação ativa dos usuários fortalece a usabilidade, aumenta a adesão à ferramenta e contribui para que os participantes se reconheçam como parte do processo de inovação. “A tecnologia deve ser construída com, e não apenas para, a pessoa idosa. Isso aumenta a usabilidade, a aderência e a relevância social da solução, além de fortalecer o senso de pertencimento e autonomia dos participantes”, afirma Margô. O projeto promove a interação entre diferentes gerações, aproximando pesquisadores, estudantes, profissionais e usuários Além de envolver pessoas idosas, o projeto promove a interação entre diferentes gerações, aproximando pesquisadores, estudantes, profissionais e usuários em torno de uma construção coletiva. Essa troca de saberes é considerada uma das estratégias para combater o isolamento social, ampliar vínculos e reduzir o etarismo. A proposta valoriza também experiências lúdicas e presenciais, como jogos de tabuleiro, dinâmicas recreativas e práticas colaborativas. Essas atividades ajudam a criar ambientes mais acolhedores, estimulam habilidades cognitivas e sociais e fortalecem a interação entre pessoas idosas, estudantes, pesquisadores e profissionais envolvidos no projeto.  Validação e impactos esperados O projeto está estruturado em etapas que incluem planejamento, desenvolvimento da plataforma, implementação e disseminação da tecnologia. Durante a execução, estão previstos testes de usabilidade e avaliações para medir a eficácia da solução como ferramenta de apoio ao cuidado e à educação em saúde. A plataforma deverá ser avaliada em ambientes educacionais e terapêuticos, com aplicação de instrumentos de pesquisa antes e depois da intervenção. A proposta prevê a análise de aspectos relacionados ao estado geral de saúde mental, bem-estar subjetivo, satisfação com a vida e experiência de uso da ferramenta. A iniciativa também prevê capacitações para profissionais das áreas de saúde e educação Entre os resultados esperados estão o fortalecimento da autonomia, a melhora da autoestima, o estímulo cognitivo, a ampliação da participação social e o apoio à promoção da saúde mental. A iniciativa também prevê capacitações para profissionais das áreas de saúde e educação, produção de um e-book sobre o desenvolvimento da ferramenta, submissão de artigo científico e criação de uma rede de profissionais interessados em saúde digital. [LEIA_TAMBEM]CITIG 2026 amplia disseminação do projeto Como desdobramento das ações de disseminação científica e tecnológica do Lady Health 3.0, o projeto se articula à realização do III Congresso Internacional de Tecnologia e Inovação em Gerontologia (CITIG 2026), entre os dias 17 e 19 deste mês, no Centro Universitário Unieuro. O evento é voltado à integração entre envelhecimento, ciência, tecnologia, inovação e cuidado. O congresso representa um espaço de consolidação e circulação do conhecimento produzido a partir de iniciativas apoiadas pela FAPDF na área de tecnologia e longevidade, ampliando o alcance do Lady Health 3.0 e aproximando pesquisadores, profissionais, instituições e pessoas idosas em torno de soluções voltadas à autonomia, à saúde mental e à qualidade de vida. Ao integrar jogos digitais, saúde mental, sustentabilidade e participação intergeracional, o Lady Health 3.0 aponta para uma forma mais ativa, conectada e inclusiva de pensar a longevidade. *Com informações da FAPDF  

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Aumento de casos de síndrome gripal exige atenção redobrada com crianças e idosos

O mês de março marcou o início de um período que preocupa muitos pais e responsáveis: a sazonalidade das infecções respiratórias virais. Tosses, corizas, dores de garganta, catarro, febre e diversos outros sintomas começam a aparecer com mais frequência nos lares, exigindo atenção redobrada com a prevenção e o cuidado. Estação atual é marcada pelo aumento das síndromes gripais, que podem ser identificadas a partir de vários sintomas | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF  Esse período não está associado a uma única doença, mas ao aumento das chamadas síndromes gripais (SGs). Um indivíduo é classificado com SG se apresentar uma infecção respiratória, com início nos últimos sete dias, com pelo menos dois desses sintomas: tosse, coriza, dor de garganta, congestão nasal, febre, dor de cabeça, dor no corpo e calafrio. “É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas. Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma avaliação” Camila Damasceno, médica da Secretaria de Saúde Nos casos mais graves, pode haver a evolução para a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que ocorre quando o paciente hospitalizado com SG apresenta agravamento, como dispneia (dificuldade de respirar), taquipneia (respiração rápida) e baixa saturação de oxigênio. Sintomas Camila Damasceno, médica e referência técnica distrital (RTD) de família e comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF), aponta os principais sintomas aos quais a pessoa deve ficar atenta para procurar um serviço de emergência: “Se tiver alguma dificuldade para respirar, se a respiração está acelerada ou com chiado; se a pessoa estiver muito prostrada, se sentindo muito fraca, com sensação de desmaio”. A especialista orienta sobre o cuidado com as altas temperaturas do corpo: “É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas. Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma avaliação”. Sintomas como convulsões ou confusão mental também são sinais de alerta. “Em caso de sintomas leves, o ideal é que a pessoa procure a Unidade Básica de Saúde (UBS), para que o enfermeiro ou médico avalie e oriente direito como será o tratamento”, reforça a médica. “Na presença de sinais de gravidade, a pessoa deve procurar o serviço de emergência, como uma UPA ou pronto-socorro, principalmente nos períodos em que a UBS estiver fechada.” Aumento [LEIA_TAMBEM]O alerta se intensifica diante de dados recentes. Nos últimos anos, foram notificados mais de 21 mil casos de SRAG em residentes do DF. De 2024 para 2025, houve um aumento de 25%, após um período de queda, sinalizando uma retomada da circulação viral — foram 6,5 mil casos, em 2024, e 8 mil casos, em 2025. O crescimento dos casos entre março e julho se dá, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão. Alguns vírus apresentam melhor sobrevivência em temperaturas mais baixas. Mudanças de temperatura e a menor exposição ao sol também podem afetar o sistema imunológico. As faixas etárias mais suscetíveis à evolução para formas graves de infecções respiratórias agudas incluem crianças menores de cinco anos e idosos, devido à imaturidade ou declínio da resposta imunológica. Prevenção e cuidados A vacinação segue como a principal estratégia para prevenir casos graves contra os vírus respiratórios e reduzir a incidência, gravidade e número de mortes. Hábitos cotidianos também são fundamentais para reduzir a transmissão, como higienizar as mãos, dar preferência a ambientes naturalmente ventilados, isolar-se em casos suspeitos, manter o ambiente limpo e evitar aglomerações em locais fechados. Veja, abaixo, as vacinas oferecidas na rede pública de saúde do Distrito Federal. Arte: SES-DF *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)    

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Sexta edição da Caderneta da Pessoa Idosa traz atualizações e conteúdo ampliado

A nova Caderneta da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde (MS) foi lançada com atualizações importantes, com avanços tanto na didática quanto no conteúdo do material. Em sua sexta edição, o documento passa a incluir informações sobre saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social. Público idoso encontra, na nova versão da caderneta, recursos que facilitam o acesso a informações sobre educação em saúde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF  “Essa versão recente representa um passo significativo para aprimorar a qualidade da assistência no SUS [Sistema Único de Saúde], especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS)”, afirma a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda.  Dentre as inovações, a gestora destaca a inclusão do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), que permite avaliar condições de fragilidade e necessidades específicas de cada indivíduo. O documento contempla, ainda, conteúdos com fontes maiores para aumentar a legibilidade, além de utilizar ilustrações e QR codes — recursos que facilitam o acesso rápido a materiais complementares de educação em saúde, tanto para os usuários quanto para os profissionais. Apoio essencial [LEIA_TAMBEM]Simone Lacerda vê na caderneta uma ferramenta fundamental aos serviços da APS, ao registrar aspectos como medicamentos em uso, avaliação ambiental do domicílio, suporte sociofamiliar e testes complementares. “Isso significa que, na UBS [Unidade Básica de Saúde], temos uma visão completa do perfil de cada pessoa idosa, facilitando a identificação precoce de riscos e a elaboração de planos de cuidados personalizados, alinhados às necessidades de cada um e com acompanhamento longitudinal”, detalha.  A gestora defende que o diferencial da APS seja a chamada “capilaridade”, condição em que as UBSs e as equipes de Saúde da Família funcionam como elo entre o planejamento elaborado pelo MS e a garantia de cuidado integral ao maior número de usuários de saúde, em todos os territórios. “Essa estrutura é vital, especialmente porque a população idosa cresce significativamente a cada ano”, aponta. “No Distrito Federal, por exemplo, o Censo IBGE 2022 registra quase 365 mil indivíduos com 60 anos ou mais, o que corresponde a quase 13% da população total”.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Policlínica de Taguatinga celebra talentos da terceira idade

Celebrar o envelhecimento ativo — com essa proposta, a equipe de gerontologia da Policlínica de Taguatinga promoveu o GerontoArte, encontro que reuniu pacientes, familiares, cuidadores e profissionais de saúde em uma programação voltada ao protagonismo dos idosos acompanhados pelo serviço. Carlos Pontes, que faz acompanhamento na policlínica, participou do encontro: “Foi uma experiência muito interessante poder me apresentar aqui hoje” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A programação da última semana teve homenagens, apresentações culturais e exposição de peças de artesanato produzidas pelos próprios pacientes. Ao fim de cada apresentação, foi entregue um certificado pela participação como forma de reconhecimento das habilidades individuais. Entre os participantes esteve o jornalista Carlos Pontes, de 79 anos, que fez um relato sobre suas vivências e a trajetória marcada por quase dez anos escrevendo artigos para um veículo de comunicação da cidade. “Foi uma experiência muito interessante poder me apresentar aqui hoje”, relatou ele, em acompanhamento na policlínica desde 2021.  Idosos e cuidadores A gerente da Policlínica, Valéria Soares, destacou o impacto da iniciativa: “Esse momento demonstra a importância dos idosos na sociedade, bem como a necessidade de atenção integral à saúde e ao bem-estar. Consideramos também o cuidador, figura essencial nesse contexto”. “Alguns participantes redescobrem, na terceira idade, uma nova forma de protagonismo em suas próprias histórias” Thiara Café, terapeuta ocupacional A terapeuta ocupacional Thiara Café reforçou: “Muitas vezes as obras de arte refletem suas histórias de vida, por meio da escrita, da poesia ou de outras formas de expressão. Alguns participantes redescobrem, na terceira idade, uma nova forma de protagonismo em suas próprias histórias”.  É o caso de Terezinha Lucas de Andrade, 81, que levou ao evento seus trabalhos em crochê e comemorou a oportunidade de participar: “É uma oportunidade valiosa que às vezes não temos. É muito bom estar aqui." Atendimento integral [LEIA_TAMBEM]A Policlínica de Taguatinga disponibiliza atendimento completo à pessoa idosa, oferecendo cuidado individual e coletivo. Há avaliações, reavaliações, encaminhamentos e contrarreferências à Atenção Primária. A unidade mantém, ainda, diferentes grupos de suporte. A terapia comunitária ocorre às quartas-feiras, às 8h, com rodas de bate-papo para fortalecer vínculos e lidar com desafios do cotidiano. O grupo de cuidadores se reúne às segundas-feiras, às 9h, com foco no manejo do estresse e nos impactos emocionais do cuidado contínuo. Já o grupo para homens funciona às quintas-feiras, às 15h, incentivando a participação masculina nas ações de saúde. O acesso aos grupos se dá por encaminhamento da equipe de gerontologia, conforme as necessidades identificadas em cada atendimento. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, com pausa entre as 12h e as 13h. As primeiras consultas são agendadas pelas unidades básicas de saúde (UBSs), via Sistema de Regulação. *Com informações da Secretaria de Saúde

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