Informação e testagem são aliadas na prevenção de HTLV
Um vírus que pode passar despercebido por anos, mas que exige atenção desde cedo, especialmente no pré-natal. Nesta segunda-feira (23), Dia Nacional de Enfrentamento ao Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância da informação, da prevenção e do diagnóstico precoce. “Falar sobre o HTLV é fundamental para ampliar o conhecimento da população. Por ser um vírus sexualmente transmissível, precisamos garantir que mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico e ao cuidado adequado”, destaca a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, Beatriz Maciel. O HTLV atinge células do sistema imunológico e pode ser transmitido por por relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de agulhas e seringas, transfusão de sangue contaminado e de mãe para filho durante a gestação, o parto ou a amamentação | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde O HTLV é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que atinge células do sistema imunológico e pertence à mesma família do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Existem dois tipos principais: HTLV-1 e HTLV-2. A transmissão pode ocorrer por relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de agulhas e seringas, transfusão de sangue contaminado e de mãe para filho durante a gestação, o parto ou a amamentação (chamada de transmissão vertical). Sintomas e diagnóstico A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas ao longo da vida. Quando surgem, podem estar associados a alterações nos olhos, na pele, no sangue e no sistema nervoso, além de problemas urológicos e cânceres, como a leucemia. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais disponíveis na rede pública, com processamento pelo Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF). Isso permite a confirmação dos casos e o acompanhamento pela vigilância epidemiológica. Embora não exista cura ou vacina para o HTLV, a rede pública oferece acompanhamento para prevenir e controlar possíveis complicações. O atendimento começa na Unidade Básica de Saúde (UBS), com encaminhamento para serviços especializados quando necessário. Prevenção A testagem durante o pré-natal é a principal forma para grávidas se previnirem do vírus | Foto: Arquivo/Agência Saúde Para reduzir os riscos, o DF tem adotado medidas importantes. Desde 2024, a Lei nº 7.619 tornou obrigatório o teste para HTLV no pré-natal. Ainda assim, a SES-DF já realizava a triagem e a confirmação diagnóstica desde 2013. Em casos confirmados em gestantes e puérperas, a amamentação é suspensa e a rede pública fornece a fórmula láctea infantil para as crianças expostas. Segundo Maciel, essa estratégia é fundamental para interromper a transmissão vertical. “É muito importante que as gestantes saibam que o HTLV, assim como o HIV, pode ser transmitido da mãe para o bebê. Por isso, a testagem durante o pré-natal é a principal forma de prevenção”, explica. Além disso, o uso de preservativos, a não reutilização de agulhas, seringas ou objetos perfurocortantes e a triagem rigorosa do sangue para transfusões são medidas essenciais para reduzir o risco de contágio. Vigilância [LEIA_TAMBEM]A SES-DF atua na identificação e no monitoramento dos casos em parceria com o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Desde 2023, também são realizadas capacitações para profissionais de saúde, com foco no diagnóstico, manejo clínico e orientação aos pacientes. A secretaria trabalha ainda na estruturação de uma linha de cuidado específica para pessoas vivendo com HTLV, com o objetivo de organizar o atendimento, fortalecer a vigilância epidemiológica e ampliar as ações de prevenção, diagnóstico e acompanhamento dos pacientes. *Com informações da SES-DF
Ler mais...
Evento marca pré-lançamento da Linha de Cuidado do HTLV no DF
Nesta semana foi realizado o pré-lançamento da Linha de Cuidado do HTLV (Human T-cell Lymphotropic Virus) no Distrito Federal, documento que sistematiza a rede de serviços da Secretaria de Saúde (SES-DF) destinada a pessoas com a doença. O evento, realizado no prédio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, contou com debates e palestras sobre temas como vigilância, manejo clínico, fluxos de atendimento e prevenção à transmissão do HTLV no DF. Participaram do encontro profissionais de saúde de diversos órgãos distritais e nacionais, além de membros da sociedade civil. À frente da Gerência de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Gevist) da SES-DF, Beatriz Maciel, ressalta que o documento visa conciliar os diferentes níveis de atenção no âmbito dos cuidados a pessoas com HTLV. “Isso inclui atenção primária, atenção especializada e hospitalar, além do apoio diagnóstico e da vigilância epidemiológica, permitindo orientar todo o caminho do paciente, passando pelos estágios de prevenção, diagnóstico e tratamento dos sintomas da doença. Com o documento, quem for diagnosticado com HTLV no DF terá uma rede organizada para ser acolhido e cuidado”, informa. Participaram do encontro profissionais de saúde de diversos órgãos distritais e nacionais, além de membros da sociedade civil | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O texto está em fase final de elaboração, após passar por grupos de trabalho com profissionais de instituições como a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) e vários setores internos da SES-DF. “Da parte da secretaria, o próximo passo é o documento ser validado pela Assessoria de Redes de Atenção à Saúde (Aras), depois ser analisado no colegiado da Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde (SAIS) e, por fim, ir para consulta pública. A participação social é um ponto muito relevante para a linha de cuidado”, reforça a gerente da Gevist. HTLV O HTLV é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que pode ser passada por meio de relações sexuais sem preservativos, pelo compartilhamento de seringas e agulhas, pela transfusão de sangue contaminado ou, ainda, de mãe para filho durante a amamentação. Por este motivo, em 2024 a Lei nº 7.619 determinou a inclusão do teste de detecção do vírus na lista de exames obrigatórios no pré-natal das gestantes do Distrito Federal. No entanto, a SES-DF já realiza a triagem e o teste confirmatório no pré-natal, desde 2013. O patógeno pertence à mesma família do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e infecta os linfócitos T — células do sistema imunológico —, ocasionando uma infecção crônica que, por sua vez, pode causar processos inflamatórios em diversas partes do organismo ou até mesmo originar alguns tipos de câncer. Não há cura ou vacina para o HTLV, mas a rede da SES-DF oferece assistência para o controle de doenças causadas em decorrência da infecção. A maioria das pessoas infectadas pelo vírus não apresenta sinais ou sintomas durante toda a vida. Quando ocorrem, costumam estar associados a distúrbios em diversos órgãos — olhos, pele, sangue e nervos — assim como a problemas urológicos. *Com informações da Secretaria de Saúde
Ler mais...
Jovens entre 9 e 19 anos do DF podem se vacinar contra HPV
O papilomavírus humano (HPV) pode estar mais perto do que muitos imaginam e, na maioria das vezes, sem dar sinais. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) busca reverter um cenário que ainda exige atenção: a vacinação contra o vírus entre jovens de 9 a 19 anos está abaixo da meta nacional de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Por isso, a SES-DF promove este mês a campanha Setembro em Flor, que procura sensibilizar sobre a prevenção dos cânceres ginecológicos e a importância da vacina. Entre abril e agosto deste ano, após a ampliação do público-alvo, apenas 10,9% do público feminino e 6% do masculino na faixa etária de 15 a 19 anos receberam a dose. Na faixa de 9 a 14 anos, a cobertura vacinal contra o HPV está em 81,5% para meninas e 61,8% para meninos. A Secretaria de Saúde envia mensagens de WhatsApp conscientizando sobre a importância da vacina contra o HPV | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Para aumentar esses índices, a SES-DF iniciou, em abril de 2025, o envio de mensagens via WhatsApp para cerca de 139 mil jovens, além de estender até o fim do ano a vacinação para essa parcela da população. Ainda assim, até agosto, foram aplicadas 3,3 mil doses, sendo quase 2 mil em indivíduos do sexo feminino e cerca de 1,4 mil do sexo masculino. “Entre os fatores que dificultam a vacinação, estão a falta de conscientização dos pais sobre a importância de imunizar os filhos antes do início da vida sexual e os efeitos da desinformação que alimenta a cultura antivacina no país”, destaca a cirurgiã oncológica da SES-DF, Rayane Cardoso. Disponível em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) do DF, a vacina contra o HPV atua como escudo contra diversos tipos de cânceres. O público prioritário são jovens de 9 a 14 anos. A faixa etária de 15 a 19 anos entrou na cobertura de maneira temporária, até o final deste ano. Arte: SES-DF O imunizante, contudo, pode ser aplicado ao longo do ano, em dose única, em indivíduos de 15 a 45 anos em uso de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) e em pacientes com condições clínicas especiais, mediante prescrição médica nas UBSs e no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). HPV [LEIA_TAMBEM]O HPV é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum e que pode provocar desde verrugas genitais até câncer no colo do útero, no pênis e na laringe. Pesquisas indicam que entre 50% e 60% da população terá contato com o vírus em algum momento da vida. Por isso, a forma mais eficaz de prevenção é a vacina. A dose protege contra quatro tipos do vírus: dois de baixo risco e dois de alto risco. Os de baixo risco estão presentes em cerca de 90% das verrugas genitais, enquanto os de alto risco estão associados a 70% dos casos de câncer de colo do útero. *Com informações da Secretaria de Saúde
Ler mais...
HTLV: capacitação de servidores busca reduzir riscos de transmissão e garantir cuidado
Como parte da capacitação contínua de servidores da saúde, o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) sediou a palestra HTLV: o que você precisa saber?, direcionada aos profissionais das Regiões de Saúde Oeste e Sudoeste. Promovido pelo Comitê de Transmissão Vertical da Região de Saúde Oeste nesta terça-feira (22), o evento abordou as formas de transmissão, prevenção e o acolhimento adequado de gestantes com diagnóstico positivo para o vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV), uma infecção sexualmente transmissível (IST), da mesma família do vírus da imunodeficiência humana (HIV), que atinge as células de defesa do organismo. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) se destaca por realizar a testagem de todas as gestantes atendidas no pré-natal, estratégia essencial para prevenir a transmissão do vírus de mãe para filho. Apesar de não ser uma doença de alta incidência e, na maioria dos casos, assintomática, o diagnóstico precoce é crucial. Promovido pelo Comitê de Transmissão Vertical da Região de Saúde Oeste nesta semana (22), o evento abordou as formas de transmissão, prevenção e o acolhimento adequado de gestantes com diagnóstico positivo para o vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Desde 2013, o DF disponibiliza o teste diagnóstico e confirmatório para HTLV durante o pré-natal. Além disso, há dois anos, o Laboratório Central de Saúde Pública [Lacen-DF] oferece o exame para a triagem e diagnóstico da população geral, não gestante”, explica Beatriz Luz, da Gerência de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Gevist) da SES-DF. Diagnóstico O exame para a detecção do HTLV é realizado no primeiro trimestre da gestação. Segundo Luz, com o diagnóstico precoce, é possível adotar medidas que interrompam a cadeia de transmissão vertical e evitem a contaminação da criança. Nos casos em que a mãe é diagnosticada com o vírus, o Ministério da Saúde recomenda que o teste sorológico seja realizado nas crianças a partir dos 18 meses de idade. Mesmo com o diagnóstico positivo da mãe, o bebê pode não desenvolver a doença. Crianças com diagnóstico positivo devem ser acompanhadas por uma equipe multidisciplinar para monitoramento da evolução do vírus. Para a enfermeira e supervisora do Centro Obstétrico do HRC, Suely de Jesus Cotrim, o treinamento é fundamental aos profissionais que lidam diariamente com gestantes e parturientes. “A iniciativa de discutir o HTLV alerta sobre a necessidade de notificação dos casos e reforça que, embora seja uma doença de baixa prevalência, ela é grave e exige tratamento para proteger o bebê e evitar a transmissão vertical”, afirma. Entre as medidas preventivas está a contraindicação da amamentação, substituída pela oferta de fórmula láctea infantil. “Orientamos a mãe a não amamentar, iniciamos o protocolo para inibir a produção de leite e o Sistema Único de Saúde (SUS) garante o fornecimento das latas de leite para a alimentação do bebê”, explica Sueli. A palestra também contou com a participação da médica e consultora técnica do Ministério da Saúde, Mayra Aragon. “Falar sobre o HTLV é essencial, pois o vírus ainda é pouco conhecido pela população. Além disso, a orientação adequada às gestantes é fundamental para o sucesso das ações de prevenção”, destacou. HTLV Ainda que muitas pessoas permaneçam assintomáticas, o vírus pode causar doenças neurológicas degenerativas, dermatológicas, oftalmológicas, urológicas e até mesmo cânceres, como a leucemia/linfoma de células T do adulto (ATL). O HTLV não tem cura e não há vacinas ou um tratamento com antivirais específicos. A assistência é voltada ao controle das doenças ocasionadas pelo vírus. O tratamento das pessoas infectadas envolve o acompanhamento por uma equipe multiprofissional, que inclui infectologistas, fisioterapeutas, neurologistas, entre outros. A porta de entrada para acompanhamento de pessoas infectadas e testagem de HTLV em gestantes é a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. A prevenção envolve uso de preservativos internos ou externos nas relações sexuais, não compartilhamento de agulhas, seringas ou outros objetos perfurocortantes e, em caso confirmado de HTLV em gestantes e puérperas, não amamentar o bebê, que deve ser alimentado por fórmula infantil. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...