Brasília recebe Mundial de Marcha Atlética com 26 atletas brasileiros e investimento do GDF
A capital federal será palco de um dos principais eventos do calendário internacional do atletismo. No dia 12 de abril, Brasília recebe o Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes 2026, que contará com a participação de 26 atletas brasileiros e será realizado na Esplanada dos Ministérios. O evento marca a primeira vez que a competição será realizada na América do Sul, consolidando o protagonismo do Brasil e do Distrito Federal no cenário esportivo internacional. O investimento da Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF) é de R$ 4.880.200,00, com recursos oriundos de termo de fomento celebrado com a SEL-DF, nos termos da Lei nº 13.019/2014. A seleção brasileira contará com equipes completas nas três provas da competição: maratona (42,195 km), meia-maratona e 10 km na categoria sub-20, com cinco atletas por gênero nas provas principais e três por gênero na categoria de base. Entre os destaques está o campeão mundial e vice-campeão olímpico Caio Bonfim, que competirá em casa, liderando a equipe nacional. A delegação brasileira também conta com forte presença de atletas do Distrito Federal, como Gabriela Beatriz, da Associação dos Corredores de Rua do Gama, e nomes do Centro de Atletismo de Sobradinho. Além do alto nível técnico, o Mundial deve reunir representantes de cerca de 40 países, com previsão de mais de 800 participantes diretos entre atletas, técnicos e dirigentes, além de alcançar milhões de espectadores por meio de transmissões internacionais. Campeão mundial e medalha de prata nos Jogos de Tóquio, Caio Bonfim é um dos grandes destaques do Brasil na competição | Foto: Divulgação/SEL-DF Para o secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, a realização do evento reforça o posicionamento de Brasília como referência na promoção de grandes competições esportivas. “Receber um Campeonato Mundial desse porte, pela primeira vez na América do Sul, é motivo de orgulho para o Distrito Federal. Esse evento fortalece o nosso esporte, projeta Brasília no cenário internacional e deixa um legado importante para o desenvolvimento do atletismo, além de gerar impacto social, econômico e esportivo para a nossa população”, destacou. O projeto segue os padrões técnicos da World Athletics, com estrutura voltada ao alto rendimento, incluindo sistema de cronometragem internacional, arbitragem especializada e suporte médico completo. A competição contará ainda com centro técnico, área de mídia e transmissão global. A realização do Mundial também prevê ações de inclusão social, sustentabilidade e engajamento da comunidade, com atividades paralelas, oportunidades de voluntariado e intercâmbio esportivo. “Receber um Campeonato Mundial desse porte, pela primeira vez na América do Sul, é motivo de orgulho para o Distrito Federal. Esse evento fortalece o nosso esporte, projeta Brasília no cenário internacional e deixa um legado importante para o desenvolvimento do atletismo, além de gerar impacto social, econômico e esportivo para a nossa população” Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer do DF Com a competição, Brasília reafirma sua capacidade de sediar eventos de grande porte, consolidando-se como um dos principais polos esportivos do país. Confira os atletas convocados: Meia-maratona e 10 km (sub-20) Feminino Laryssa Fernanda Frois (Curitiba SMELJ-PR) – meia-maratona Thaliane Janaina Miranda da Cruz (PM Colombo-PR) – meia-maratona Pietra Fernanda Valério do Nascimento (Orcampi-SP) – meia-maratona Bruna Batista de Oliveira (AABLU-SC) – meia-maratona Maria Luiza Rabelo Jaime (Curitiba SMELJ-PR) – meia-maratona Mariana Dias Santos (Caso-DF) – 10 km sub-20 Vitoria Silva Araujo (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) – 10 km sub-20 Gabriela Beatriz Barros da Silva Souza (Corgama-DF) – 10 km sub-20 Masculino Caio Bonfim (Caso-DF) – meia-maratona Matheus Gabriel de Liz Correa (AABLU-SC) – meia-maratona Max Batista Gonçalves dos Santos (Caso-DF) – meia-maratona Lucas Gomes de Souza Mazzo (Caso-DF) – meia-maratona João Paulo Nobre de Oliveira (Fundação Edson Queiroz-CE) – meia-maratona Mateus Ribeiro Pereira dos Santos (ACA-SC) – 10 km sub-20 Vinicius da Silva Dias (Praia Clube-Cemig-Exército-Futel-MG) – 10 km sub-20 Davi Gabriel Bastos da Silva (Estação Conhecimento Serra-ES) – 10 km sub-20 Maratona (42,195 km) Feminino Elianay Santana da Silva Pereira Barbosa (CASO-DF) Gabriela de Souza Muniz (CASO-DF) Mayara Luize Vicentainer (Instituto Atletismo do Balneário Camboriú-SC) Thaissa Gabrielle Santos Cunha (Fundação Casa da Cultura e Esportes de Jundiaí-SP) Viviane Santana Lyra (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) Masculino Diego Pereira Lima (CASO-DF) Edson Erico Alves de Aguiar (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) Klaubert Emanuel Ferreira de Franca (CASO-DF) Paulo Henrique Ribeiro (Associação de Atletismo Blumenau-SC) Rudney Dias Nogueira (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) *Com informações da SEL-DF
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Professor da rede pública do DF quebra recorde de três décadas com ouro no Sul-Americano de Atletismo
A educação pública do Distrito Federal ganhou destaque internacional no Campeonato Sul-Americano de Atletismo Master, realizado entre os dias 24 e 30 de novembro, em Santiago, no Chile. O professor Wellington Luiz Silva de Souza, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Ponte Alta do Gama, conquistou o ouro na marcha atlética e estabeleceu uma marca histórica. O professor Wellington Souza, do CEF Ponte Alta do Gama, exibe a medalha de ouro conquistada no Chile | Fotos: Victor Bandeira/SEEDF Convocado pela Associação Brasileira de Atletismo Master (Abram), o educador disputou as provas de cinco e dez quilômetros. O retorno a Brasília, neste domingo (30), foi marcado por emoção e reconhecimento. Wellington foi recebido no aeroporto pela secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, em uma celebração que destacou não apenas as medalhas, mas também seu feito inédito. "Não pude deixar de vir recepcionar nosso atleta, que já venceu diversas competições e leva o nome da educação do Distrito Federal para o mundo. É um exemplo de dedicação que inspira não apenas os colegas professores, mas principalmente nossos estudantes, mostrando que esporte e educação caminham juntos para grandes conquistas", ressaltou Hélvia Paranaguá. [LEIA_TAMBEM]A participação do docente no Chile foi coroada com um feito impressionante. "Em Santiago, participei de duas provas e bati o recorde brasileiro que estava há 30 anos sem ninguém conseguir bater", relatou Wellington. A conquista reafirmou a qualidade técnica do profissional que atua diariamente nas escolas da rede pública. "Foi muito bom saber que hoje sou o melhor da América do Sul nos dez quilômetros e que bati o recorde brasileiro na marcha atlética. É uma felicidade total. Fui na expectativa de ganhar, mas não esperava um resultado tão positivo assim", comemorou o atleta. Wellington também fez questão de ressaltar o apoio institucional recebido para viabilizar sua jornada. "Gostaria de agradecer à Secretaria de Educação por ter oportunizado a participação nesta competição. Só tenho gratidão a todos vocês que estão valorizando o profissional da educação", afirmou. A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, recepcionou o professor no desembarque em Brasília Legado de família O exemplo de Wellington ultrapassou os muros da escola e se reflete dentro de casa. A filha Gabriela Beatriz Barros, 15 anos, segue seus passos na marcha atlética e já soma conquistas como os títulos de campeã brasileira sub-18 e sub-16, além de participações nos Jogos da Juventude. “Desde pequena vejo meu pai marchando e competindo. Sempre o admirei e queria ser como ele. Comecei a praticar a marcha, ele é meu técnico e está sempre presente”, contou a jovem atleta. Aos 15 anos, a estudante Gabriela Beatriz segue os passos do pai, acumulando títulos de campeã brasileira sub-16 e sub-18 Para Gabriela, ver o pai alcançar o topo do pódio internacional foi a validação de um esforço construído em conjunto. “É muito emocionante saber que alguém tão próximo está em um nível tão alto. A gente sempre treina junto, faz rodagem, e é muito gratificante ver nosso trabalho dando frutos”, completou. O feito de Wellington Luiz Silva de Souza no Chile agora serve de combustível para inspirar os alunos do CEF Ponte Alta do Gama, provando que a disciplina ensinada na quadra de esportes pode quebrar barreiras e recordes internacionais. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Dobradinha brasiliense nos 800 m masculino é destaque durante os Jogos da Juventude
A primeira sexta-feira (12) dos Jogos da Juventude foi marcada por diferentes cores de medalhas para a delegação do Distrito Federal. Estudantes da rede pública de ensino do DF brilharam nas modalidades de atletismo e ginástica artística e conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze. Com as conquistas, o DF soma seis ouros, cinco pratas e três bronzes na competição. Uma das medalhas de ouro é do estudante do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 de Sobradinho, Josué Natividade, de 17 anos. Josué subiu no lugar mais alto do pódio após o ótimo desempenho nos 800 m. “Foi muito especial para mim. É meu primeiro ouro dos Jogos. Representar o DF aqui, em casa, foi bom demais”, celebrou. A delegação do Distrito Federal conquistou ouro e prata no atletismo na prova dos 800 m masculino | Foto: Victor Bandeira/SEEDF Com confiança e alegria, o vice-campeão nos 800 m, Henrique Alencar, de 17 anos, aluno do Centro Educacional (CED) Darcy Ribeiro, localizado no Paranoá, acumula diversas provas de atletismo no currículo. Antes de entrar para o mundo dos esportes, teve que superar bronquite, asma e pneumonia. Apesar de brasiliense, o atleta foi criado pela avó no interior do Maranhão até os 2 anos de idade e só depois voltou para Brasília. Aos 8 anos, Henrique começou a correr na Maratoninha da Caixa — chegou a ganhar 14 bicicletas com suas conquistas. Quando viu que poderia receber o benefício bolsa-atleta, investiu em treinar de forma mais intensa. O jovem maratonista já sofreu lesões durante as provas, mas mesmo assim, não desistiu. Hoje, ele é bicampeão nacional nos 1.500 m e nos 2.000 m, na categoria sub-18. Henrique Alencar (raia 4), do CED Darcy Ribeiro, se despede do último ano dos Jogos da Juventude Atualmente, Henrique treina no Centro de Atletismo de Sobradinho (Caso), no projeto de João Sena Bonfim, pai do medalhista olímpico da marcha atlética, Caio Bonfim. O jovem atleta é referência em provas longas e com obstáculos, mas ele tem se aventurado em provas mais curtas, nas quais precisa ter mais potência. “A minha primeira medalha nos Jogos da Juventude foi ano passado. Mas este ano, eu criei vergonha na cara e vou fazer as duas provas de fundo, tanto os 800 m, quanto os 3.000 m, eu estou confiante”. Marcha atlética Samuel Costa, do CED 02 do Paranoá está orgulhoso de sua trajetória e afirma que valeu a pena todo o esforço Mais um bronze também foi conquistado no atletismo, nos 5.000 m na marcha atlética, prova em que o DF foi destaque nos Jogos da Juventude 2025. Samuel Costa, de 17 anos, do CED 02 do Paranoá, foi o responsável pela conquista. Ele conta um pouco da rotina dele. “Eu acordo cedo, vou treinar, aí já tenho que tomar banho no estádio e ir pra escola. Depois vou pra academia e, em seguida, para casa". O medalhista de bronze dos Jogos da Juventude 2025 relembra algumas conquistas recentes. “Eu voltei semana passada do campeonato brasileiro sub-20, onde fui bronze, e em julho, fui campeão brasileiro sub-18, em Cuiabá (MT)”. Ouro na ginástica artística O estudante-atleta, José Miranda Pereira, recebeu a medalha de ouro do campeão mundial de ginástica artística, Arthur Zanetti. Ao lado, seu técnico, Carlos Augusto da Silva [LEIA_TAMBEM]Outro destaque da sexta-feira (12) foi o medalhista de ouro na ginástica artística, José Luís Pereira, aluno do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 102 Norte. O estudante-atleta recebeu a medalha do campeão olímpico e mundial nas argolas, Arthur Zanetti. A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) tem um papel fundamental na trajetória dos atletas que participam dos Jogos da Juventude 2025, pois oferece estrutura, orientação técnica e incentivo constante para que os estudantes descubram e desenvolvam seus talentos esportivos. Mais do que formar competidores, essas iniciativas fortalecem valores como disciplina, superação e espírito de equipe, contribuindo para a formação integral dos jovens e para o fortalecimento da educação pública no DF. *Com informações da SEEDF
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Jogos da Juventude: DF conquista medalha de ouro na marcha atlética e de prata na natação
Atletas de várias modalidades, entre elas atletismo, natação, tiro com arco, ciclismo e tênis de mesa, tomaram Brasília nessa quinta-feira (11) para participar dos Jogos da Juventude 2025. Já no primeiro dia de competições, os estudantes-atletas do Distrito Federal garantiram duas medalhas para a delegação: uma de ouro na marcha atlética e outra de prata na natação. Na marcha atlética, dando continuidade ao legado de Caio Bonfim, a brasiliense Gabriela Beatriz Souza conquistou o ouro, enquanto Mariana Santos ficou em quarto lugar nos três mil metros. Muito bem colocadas, as meninas são apaixonadas pelo esporte. Gabriela, de 15 anos, estuda no Colégio Objetivo de Samambaia e treina no Centro de Iniciação Desportiva do Gama com o professor da rede pública e técnico Ademir Ferreira. Ela afirma que é a primeira vez que participa dos Jogos da Juventude: “Tem sido uma experiência incrível, diferente, e está me trazendo muito aprendizado”. A brasiliense Gabriela Beatriz Souza levou o ouro na marcha atlética: "Tem sido uma experiência incrível, diferente, e está me trazendo muito aprendizado" | Fotos: Andressa Rios/SEEDF Desde pequena, Gabriela teve a influência da mãe, corredora, e do pai, ex-atleta da marcha atlética, que hoje é o técnico da delegação do Distrito Federal. “Meu pai já era marchador, então sempre tive influência do esporte e via ele praticando desde pequena. Aí, em 2023, eu pedi para ele me ensinar. Participei da Copa Brasil de Marcha e tive um bom desempenho para quem nunca tinha feito. Hoje, a marcha é minha paixão”. [LEIA_TAMBEM]Outro destaque que ainda está em desenvolvimento, mas tem grande potencial, é o estudante-atleta de lançamento de disco, Jorge Daniel Mariano, de 15 anos, do Centro de Ensino Médio (CEM) 02 do Gama. Ele conheceu o esporte por meio de um colega que treinava no Centro de Iniciação Desportiva (CID) do Gama. “Um amigo meu treinava lá no CID, então ele me apresentou e fui treinar”. Animado com os Jogos, Jorge ressalta as boas experiências desse encontro que reúne atletas de todo o Brasil. “Gosto do esporte, além de ter várias viagens gratuitas. Lá no CID, quem treina a gente é o técnico Ademir. Ele incentiva no dia a dia, prepara a gente psicologicamente. Hoje em dia, minha maior dificuldade é baixar o tempo de prova”, contou. Na natação, o estudante-atleta Felipe Dias, do Colégio La Salle de Águas Claras, conquistou a prata nos 200 metros medley, modalidade que exige maior versatilidade do competidor ao nadar em diferentes estilos. O técnico do adolescente, Átila Batin, que trabalha com natação há mais de dez anos, destacou a evolução dos jovens atletas. “Os meninos evoluem demais, melhorando os tempos deles. A nossa expectativa este ano é de que muitos consigam subir ao pódio”. A equipe de natação do Distrito Federal já conquistou uma medalha de prata nos Jogos da Juventude 2025 História de uma promessa Um dos esportes mais antigos do mundo é o tiro com arco. Originalmente, o arco e flecha surgiu como ferramenta de caça e guerra. Arqueólogos já encontraram evidências de arcos com mais de 20 mil anos. Posteriormente, povos de diferentes partes do mundo — egípcios, babilônios, persas, gregos, romanos, chineses e indígenas da América — utilizavam o instrumento tanto para sobreviver quanto em batalhas. Com o avanço das armas de fogo, a função militar do arco foi diminuindo. Na Idade Média, arqueiros eram fundamentais nas batalhas. Já no século XVI, começou a ganhar espaço como prática recreativa e esportiva entre os nobres europeus. O esporte se organizou de forma competitiva no século XIX e, em 1844, na Inglaterra, foram estabelecidas as primeiras regras oficiais. Em 1931, foi criada a Federação Internacional de Tiro com Arco, hoje chamada de World Archery Federation. Nas Olimpíadas, o esporte estreou em Paris, em 1900, mas a falta de padronização das regras fez com que saísse do programa em 1920. Só retornou de forma definitiva em Munique, em 1972, já com normas unificadas. Nos Jogos da Juventude, a modalidade vem se destacando com a estudante-atleta do DF Luiza Longone, do Colégio Pódion, que lidera as classificatórias. *Com informações da Secretaria de Educação
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