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RenovaDF forma 1.312 alunos e abre novas oportunidades de qualificação

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   “Eu acho que eu me superei.” Aos 47 anos, Ivone Cabral dos Reis concluiu o curso de ajudante de manutenção do RenovaDF depois de uma vida marcada pelo abandono e pela vida nas ruas, onde estava desde os 6 anos. Hoje acolhida em uma casa de apoio a mulheres, Ivone chegou a duvidar de que conseguiria acompanhar as aulas, mas encontrou na professora e nos colegas o apoio para continuar. Agora, busca um emprego. “É para conseguir me manter do jeito que estou, firme”, reforça. Recém-formada no curso de ajudante de manutenção, Ivone dos Reis, que já enfrentou situação de rua e recebeu acolhimento em casa de apoio, elogia a professora da capacitação: “Ela me fez dar o melhor de mim” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Antes de entrar no RenovaDF, Ivone já havia deixado de usar drogas. Depois de sofrer violência nas ruas, foi acolhida na casa de apoio, quando conseguiu ser selecionada para o RenovaDF. Ela está entre os 1.312 formandos da segunda turma de 2026, cuja cerimônia reuniu aproximadamente 1.500 pessoas nesta sexta-feira (11/9), com a participação da governadora Celina Leão. A história de Ivone ajuda a explicar o foco do programa: pessoas em situação de vulnerabilidade, entre elas, quem vive nas ruas e mulheres vítimas de violência. A superação de Ivone também passou pela convivência: seguir orientações e trabalhar com pessoas que não conhecia exigiram uma adaptação à nova rotina. “Eu me senti muito acolhida”, conta. Ao lembrar a professora, resume: “Ela me fez dar o melhor de mim”. Durante a cerimônia de formatura, Celina Leão chamou Ivone ao palco e, em nome dela, cumprimentou as mulheres que concluíram a formação apesar das dificuldades para conciliar as aulas, os filhos e o trabalho. “Você, hoje, significa muito para muitos outros que ainda querem e precisam de sair da situação”, disse a governadora. “Que você nunca desista, porque você é mais do que uma vencedora”. Durante a cerimônia de formatura da segunda turma deste ano do RenovaDF, a governadora Celina Leão enfatizou: “Esse é um programa que acolhe e abriga todas as pessoas” A chefe do Executivo enfatizou o atendimento a diferentes públicos: “Esse programa pega pessoas que estão em situação de rua, pega mulheres que estão em vulnerabilidade, pega estrangeiros — é um programa que acolhe e abriga todas as pessoas”. O secretário interino de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Italo Alves dos Santos, explicou que o RenovaDF reserva vagas por meio de cotas sociais. Além de pessoas em situação de rua e mulheres vítimas de violência doméstica, elas contemplam reeducandos, jovens em conflito com a lei e imigrantes. Uma segunda formação Italo dos Santos, secretário interino de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda: “A gente está dando prioridade àquelas pessoas que ainda não conseguiram uma vaga de emprego e que estão em situação de vulnerabilidade social” Entre as novidades desta edição está a participação de alunos que já haviam concluído o RenovaDF. Segundo Italo, nesta edição, esse grupo correspondeu a cerca de 15% dos participantes. A reserva de vagas para quem volta ao programa passa a integrar os ciclos, com percentual variável conforme a oferta. “A gente está dando prioridade àquelas pessoas que ainda não conseguiram uma vaga de emprego e que estão em situação de vulnerabilidade social”, explicou o secretário. A mudança atende à procura de antigos alunos por mais formação e por uma nova oportunidade de entrar no mercado de trabalho. A primeira turma de serralheria faz parte dessa iniciativa. Composta por participantes que cursam o RenovaDF pela segunda vez, ela tem formatura marcada para este sábado (12/9). A próxima edição também terá uma novidade: vagas destinadas a mães atípicas, como são chamadas as mães de pessoas com deficiência ou condições que exigem cuidados específicos.  Mais de 30 mil pessoas já receberam qualificação do RenovaDF desde que o programa foi criado, em 2021 Com 1.500 novas oportunidades, o novo ciclo está na fase de seleção e matrícula, segundo Italo, com início das aulas previsto para ainda este mês. “A procura foi muito grande”, ressaltou o gestor. “A gente está fazendo a seleção dessas mães que vão fazer parte do novo ciclo”. A reserva para esse público deverá alcançar 10% das vagas. Aprendizado nos espaços públicos A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) coordena o RenovaDF em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF). O programa combina aulas teóricas e práticas de construção civil e manutenção urbana. Nesta turma, os alunos atuaram em mais de 180 equipamentos públicos, conforme o balanço apresentado pelo Senai na cerimônia. O curso tem 240 horas, distribuídas por cerca de três meses, com atividades em parquinhos, praças, quadras esportivas e campos de futebol. Durante a formação, os participantes recebem bolsa equivalente a um salário mínimo por mês, auxílio-transporte, seguro contra acidentes pessoais, uniforme e equipamentos de proteção individual.  Para obter o certificado, o aluno precisa cumprir frequência mínima de 75% e alcançar aproveitamento de pelo menos 70%. Desde que foi criado, em 2021, o programa já qualificou mais de 30 mil pessoas, segundo o balanço apresentado pelo Senai durante a formatura.  

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Hub de empreendedorismo será inaugurado com foco no fortalecimento de mulheres 

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Brasília ganha, nesta quinta-feira (13/8), o Hub de Empreendedorismo Feminino, a ser inaugurado no Estádio Mané Garrincha com uma programação que reúne talk show, networking, assinatura de parcerias e apresentação da proposta do novo espaço. Novo espaço terá estrutura para eventos ligados ao empreendedorismo, reuniões, capacitações e coworking | Foto: Divulgação/Sedet-DF Com objetivo de conectar, fortalecer e impulsionar mulheres empreendedoras, o hub nasce como um ambiente gratuito voltado à integração de entidades, iniciativas e mulheres que atuam no ecossistema do empreendedorismo feminino. O espaço contará com estrutura para coworking, eventos, reuniões, networking, mentorias, palestras e ações de capacitação. A programação começa às 10h30, com a recepção dos convidados. Às 11h, será realizado o talk show “A força do empreendedorismo feminino”. Às 12h, o hub será oficialmente inaugurado, com a abertura do espaço e a apresentação de sua proposta e objetivos. Na sequência, as entidades participantes formalizarão sua integração ao projeto durante a assinatura dos termos de parceria. O hub é promovido pelo Instituto Conecta Brasil, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). *Com informações da Sedet-DF

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Startup Mãe Borboleta aposta em tecnologia para ajudar mulheres a organizar rotina e a cuidar da saúde emocional

A sobrecarga materna faz parte da rotina de muitas mulheres e, por muito tempo, foi tratada como algo natural. Cada vez mais esse tema tem ganhado visibilidade — inclusive no campo da inovação. É nesse contexto que surge a Mãe Borboleta, startup do Distrito Federal desenvolvida com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do programa Start BSB e executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que propõe uma abordagem estruturada para apoiar mães na organização da rotina e no cuidado com a saúde emocional. O que é ser uma “mãe borboleta”? O conceito que dá nome à startup traduz a proposta central do método: olhar para a maternidade de forma mais equilibrada, considerando não apenas o cuidado com os filhos, mas também o bem-estar e a identidade da mulher. “Ser uma mãe borboleta não é sobre ter tudo perfeito. É sobre aprender a cuidar de si sem culpa, fortalecer a autoestima e organizar a rotina de um jeito que a mulher também caiba nela. É sair da sobrecarga e descobrir leveza mesmo em meio ao caos”, afirma Suellen Martins. Quando a experiência pessoal vira inovação A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade. “A startup nasceu para preencher a lacuna entre o cuidado clínico mental e a vida prática, combatendo a invisibilidade materna e o esgotamento”, ressalta. Com formação voltada à saúde mental materna e atuação na área de saúde da mulher, a fundadora identificou uma carência importante: muitas mães não encontram suporte contínuo após o parto e ao longo dos desafios da maternidade. A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade | Fotos: Divulgação/FAPDF Foi a partir dessa percepção que surgiu o Método Mãe Borboleta, estruturado para apoiar mulheres no enfrentamento da sobrecarga emocional e organizacional. Do acolhimento presencial ao site O que começou com atendimentos individuais e encontros presenciais evoluiu para uma solução digital. Ao perceber que os resultados eram replicáveis, a startup estruturou um ecossistema acessível a mais mulheres. Hoje, a Mãe Borboleta reúne, em uma única plataforma: - conteúdos em áudio, vídeo e texto - comunidade segmentada - mentorias - agenda de eventos O diferencial está no foco: mais do que produtividade, a proposta é trabalhar a saúde emocional como base para reorganizar a rotina. A proposta da startup dialoga com movimentos globais voltados à maternidade consciente e ao enfrentamento do esgotamento parental. Ao integrar saúde mental e tecnologia, a solução busca ajudar mães a se reconectarem com sua identidade, longe das pressões e idealizações das redes sociais. Na prática, isso se traduz em um ambiente digital de escuta ativa e troca segura entre usuárias, inspirado na experiência dos encontros presenciais. Um método estruturado para sair da sobrecarga Base da solução, o Método Mãe Borboleta é composto por sete passos voltados ao enfrentamento da sobrecarga materna, combinando aspectos emocionais e práticos da rotina. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança Entre os pilares do método estão o desenvolvimento da autoresponsabilidade, a organização da rotina, o fortalecimento do autoconhecimento e a priorização do autocuidado — elementos que, segundo a fundadora, são essenciais para promover equilíbrio e bem-estar na maternidade. “O primeiro passo é a autoresponsabilidade — não pelo que acontece, mas pela forma como a mãe reage. Ao longo do processo, ela aprende a se priorizar, acolher o tempo da transformação e entender que sempre é possível recomeçar”, explica Suellen Martins. Crescimento e apoio à inovação A Mãe Borboleta opera com um modelo híbrido, que inclui assinatura da comunidade digital, mentorias, eventos e conteúdos editoriais. O público é formado, principalmente, por mulheres que buscam equilibrar carreira, autocuidado e maternidade, muitas delas empreendedoras ou profissionais liberais. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança. O apoio da FAPDF, por meio do programa Start BSB — iniciativa voltada ao fomento de startups inovadoras no Distrito Federal — foi decisivo para a estruturação e escalabilidade da solução. A Mãe Borboleta integra o Eixo I do programa, voltado à ideação e validação de modelos de negócio inovadores. O programa é executado em parceria com a Finatec, responsável por oferecer suporte técnico e estratégico às startups participantes.  Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como a Mãe Borboleta evidenciam o papel estratégico da inovação no fortalecimento do empreendedorismo feminino e no avanço de soluções voltadas à saúde da mulher. “Fortalecer o empreendedorismo feminino no Distrito Federal é uma prioridade, porque sabemos que, quando mulheres inovam, elas não apenas criam negócios, mas transformam realidades sociais inteiras. Quando olhamos para soluções como a Mãe Borboleta, vemos a tecnologia sendo aplicada de forma sensível e estratégica para enfrentar desafios reais da saúde da mulher, especialmente no campo da saúde mental materna”, afirma Reisman.  Para Suellen, “o programa [Start BSB] permitiu estruturar a visão de negócio, superar desafios de modelagem e nos deu a validação institucional necessária para escalar a solução”. Próximos passos Entre os próximos passos, a startup prevê a ampliação da plataforma com novas funcionalidades e a expansão de suas ações para alcançar mais mulheres em diferentes contextos. A iniciativa também avança para outras frentes. O método deu origem ao livro Mãe Borboleta, com lançamento previsto para maio de 2026, ampliando o acesso ao conteúdo desenvolvido pela startup e fortalecendo sua proposta de apoiar mulheres em diferentes fases da maternidade. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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DF registra prisão de um agressor por violência doméstica a cada uma hora e meia

Estudo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) aponta que, em média, um agressor foi preso a cada uma hora e meia no Distrito Federal por crimes de violência doméstica. O relatório detalhado refere-se ao período de 2025 e mostra que 5.588 agressores foram presos. Os dados foram analisados pela Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI), da SSP-DF, e revelam também características importantes das ocorrências, como os períodos de maior incidência dos crimes, o perfil das vítimas e dos autores, além dos índices de reincidência. No mesmo período, foram registradas 23.066 ocorrências de agressões contra mulheres no DF. O estudo refere-se ao ano de 2025, comparado com 2024.  Para a vice-governadora Celina Leão, compreender a dinâmica desses crimes é essencial para fortalecer as políticas públicas de proteção e incentivar a denúncia de agressões. “O estudo detalhado do perfil das vítimas e dos agressores tem sido uma ferramenta fundamental para aperfeiçoar as políticas de proteção às mulheres no Distrito Federal. A partir dessas análises, conseguimos compreender melhor como a violência acontece, identificar padrões e direcionar ações mais eficazes de prevenção. Para que esse trabalho seja efetivo, a denúncia é um passo indispensável. É por meio dela que as forças de segurança conseguem agir, investigar e prender os agressores, interrompendo o ciclo de violência e assegurando que os responsáveis sejam levados à justiça”, afirma a vice-governadora Celina Leão. Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, o enfrentamento à violência contra a mulher é tratado como prioridade estratégica na política de segurança pública do Distrito Federal. “Nossas ações são baseadas em dados, em evidências. Com isso, conseguimos compreender melhor as circunstâncias em que esses crimes ocorrem e podemos atuar para proteger essas mulheres e prender os agressores que insistem nessa prática. Nosso trabalho envolve ações integradas voltadas tanto à redução da violência quanto ao fortalecimento da proteção às vítimas.” A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destaca que o enfrentamento à violência exige uma atuação articulada entre diferentes áreas do governo e uma rede de acolhimento estruturada. "A rápida atuação é essencial para que a rede de proteção às mulheres seja cada vez mais eficaz no combate à criminalidade e no fortalecimento das ações de prevenção à violência doméstica". O relatório detalhado refere-se ao período de 2025 e mostra que 5.588 agressores foram presos | Fotos: Divulgação/SSP-DF Dinâmica da violência A análise dos registros mostra que os finais de semana concentram um maior número de ocorrências, sendo responsáveis por 36% dos casos, principalmente durante o período da noite. O domingo se destaca e concentra 19% dos casos. Outro dado relevante é que a grande maioria dos episódios de violência ocorre dentro das próprias residências. No período, 69,4% das ocorrências foram registradas no ambiente doméstico, o que evidencia o caráter íntimo e, muitas vezes, silencioso desse tipo de crime. Os registros também indicam que a violência física esteve presente em 29,3% das ocorrências. A violência psicológica prevaleceu em 77% dos casos. Perfil das vítimas e autores Os dados mostram que a violência doméstica atinge mulheres de todas as idades, mas há maior concentração entre as mais jovens. Mulheres entre 18 e 29 anos representam 32,3% das vítimas, sendo que 30,9% dos registros envolvem mulheres na faixa de 30 a 39 anos. O estudo mostra, ainda, que todas as ocorrências tiveram autoria identificada, resultando em 20.160 autores distintos. No conjunto dessas investigações, a maioria absoluta das ocorrências elucidadas — 89,5% (18.036 casos) — apresenta agressores do sexo masculino, enquanto, em 10,5% (2.124 casos), foram identificadas agressoras do sexo feminino como sujeitas ativas dos crimes. Outro ponto identificado pelo levantamento é a recorrência dos casos. Durante o período analisado, em 2025, dos 23.066 registros de violência doméstica ou familiar, foram identificadas 20.572 vítimas do sexo feminino, sendo que 2.628 dessas ofendidas registraram dois ou mais registros ao longo do ano, o que representa 12,8% do grupo analisado. Esse dado evidencia a persistência da violência para uma parcela significativa das vítimas, indicando situações de maior vulnerabilidade e recorrência para esse grupo específico. Os dados mostram que a violência doméstica atinge mulheres de todas as idades, mas há maior concentração entre as mais jovens Denúncia é fundamental A denúncia continua a ser instrumento essencial para interromper ciclos de violência e garantir proteção às vítimas. No Distrito Federal, além das delegacias circunscricionais e das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam I e Deam II), também é possível registrar ocorrências por meio da plataforma Maria da Penha Online, que permite, inclusive, solicitar medidas protetivas de urgência. Por meio da plataforma, também é possível preencher o questionário de avaliação de risco, representar contra o autor da violência, solicitar acolhimento em Casa Abrigo, autorizar intimações por meios tecnológicos e anexar documentos, vídeos e imagens. Avelar reforça que a participação da sociedade é fundamental. “Esta é uma luta que envolve toda a sociedade. É essencial que a população denuncie qualquer situação de violência para que possamos agir rapidamente na proteção das vítimas.” As denúncias podem ser feitas à Polícia Civil do DF pela denúncia online, pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br, pelo telefone 197 (opção zero) ou pelo WhatsApp (61) 98626-1197. Em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Medida protetiva No período objeto da análise, o Distrito Federal apontou um aumento de 17,3% nos casos de descumprimento de medida protetiva deferida judicialmente, o que reforça a importância dos programas de proteção da SSP-DF: o Viva Flor e o Dispositivo de Proteção à Pessoa. Os instrumentos são estratégicos para a política de proteção da SSP-DF e utilizam tecnologia de georreferenciamento. No caso do DPP, a vítima recebe um dispositivo de alerta e o agressor passa a usar tornozeleira eletrônica. Quando há violação da área de exclusão determinada judicialmente, o sistema emite alerta imediato e aciona as forças de segurança. Atualmente, 627 pessoas são monitoradas ativamente, sendo 553 vítimas e 74 agressores, pela diretoria. Já o Viva Flor permite que a mulher acione rapidamente a rede de proteção diante de qualquer situação de ameaça ou risco. Atualmente, o Viva Flor atende 1.734 mulheres em todo o Distrito Federal. Em agosto de 2025, o Programa Viva Flor passou a ser implementado também em delegacias circunscricionais. O projeto já funcionava em caráter piloto nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) localizadas na Asa Sul e na Ceilândia e passou a atender também nas delegacias do Paranoá, Planaltina, Gama, Santa Maria e Brazlândia. A escolha das unidades levou em conta os dados de incidência de violência doméstica das regiões e a necessidade de oferecer resposta rápida às vítimas. Rede de proteção O enfrentamento à violência contra a mulher no DF também envolve uma rede integrada de atendimento e proteção, coordenada pelo Governo do Distrito Federal. Entre os serviços disponíveis estão a Casa da Mulher Brasileira, os Espaços Acolher, os Centros Especializados de Atendimento e Proteção à Mulher e os comitês de proteção à mulher distribuídos nas regiões administrativas. A rede também oferece mecanismos de apoio social às vítimas, como o Aluguel Social para mulheres em situação de violência e o programa Acolher Eles e Elas, que garante assistência financeira a órfãos do feminicídio. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)

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