Museu de Arte de Brasília oferece programação especial de férias
Dezembro chegou e, com isso, começam as programações especiais de férias nos equipamentos culturais do Distrito Federal. Ao longo do mês, o Museu de Arte de Brasília (MAB) oferecerá o Ateliê de Férias, com imersões pelo acervo do espaço e atividades que estimulam a criatividade dos participantes. Neste final de semana, o projeto será dedicado a jogos de aprendizagem lúdica criados no Curso de Mediação Cultural pela Mediato, entidade que coordena o programa MAB Educativo. Na programação de férias do Museu de Arte de Brasília, as crianças vão poder participar de oficinas de técnicas artísticas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A sessão de jogos será no sábado (7) e domingo (8), das 15h às 17h. O cenário das partidas será a exposição Museu Imaginário, composta por cerca de 200 obras emblemáticas do acervo do MAB. Estão reunidos peças de artistas como Pablo Picasso e Salvador Dalí, além de artistas brasileiros, como Tarsila do Amaral, Oscar Niemeyer e Athos Bulcão. Também terá contação de história e visita guiada em inglês no final de semana. A partir da próxima quinta-feira (12), a criançada também poderá participar de oficinas de técnicas artísticas, como pintura com tinta guache, em stencil e em aquarela, em que serão incentivadas a explorar o universo das cores e formas. Haverá ainda oficinas de brincadeiras populares, como amarelinha, pisão e elástico, de jogos teatrais, de escrita criativa, de colagens contemporâneas e de escultura em papel machê e em arame. Jogos de aprendizagem lúdica terão como cenário a exposição Museu Imaginário, composta por cerca de 200 obras emblemáticas do acervo do MAB O Ateliê de Férias faz parte do MAB Educativo e é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. Não é necessário agendamento para participar das atividades, basta comparecer no museu no horário da atividade. A classificação indicativa da programação é livre. “O MAB é um importante espaço de formação e informação, com projetos que permitem a população da cultura, tanto local quanto nacional. Estamos dedicados a garantir que o museu ofereça sempre conforto, segurança e acessibilidade para todos os visitantes”, destaca o titular de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes. Serviço Museu de Arte de Brasília Endereço: Setor de Hotéis e Turismo Norte, trecho 1. Funcionamento: Todos os dias, exceto terça-feira, das 10h às 19h. Confira os horários: Sábado (7) – Jogos de aprendizagem lúdica 10h30 – Contação de histórias 14h – Visita Mediada em inglês 15h às 17h – Jogos na exposição Museu Imaginário Domingo (8) – Jogos de aprendizagem lúdica 10h30 – Contação de histórias 15h às 17h – Jogos na exposição Museu Imaginário Quinta (12) – Descobertas com cores e formas 10h30 – Oficina de pintura infantil (a partir de 4 anos) – 10 vagas 14h – Oficina de stencil (a partir de 6 anos) – 12 vagas 16h30 – Oficina de aquarela (a partir de 6 anos) – 12 vagas Sexta (13) – Brincadeiras e jogos cênicos 10h30 – Oficina de brincadeiras populares (a partir de 4 anos) – 12 vagas 14h – Oficina de jogos teatrais (a partir de 6 anos) – 12 vagas 16h30 – Oficina de escrita criativa (a partir de 8 anos) – 12 vagas Sábado (14) – Mergulho na exposição Museu Imaginário 10h30 – Contação de histórias (de 18 meses a 3 anos) – 10 vagas 14h- Visita mediada em inglês 15h – Visita mediada com jogos na exposição Museu Imaginário 16h30 – Oficina de colagens contemporâneas (a partir de 6 anos) – 12 vagas Domingo (15) – Aventuras com escultura 10h30 – Contação de histórias (a partir de 3 anos) 14h – Oficina de escultura em papel machê (a partir de 6 anos) – 10 vagas 15h – Visita patrimonial com jogos 16h30 – Oficina de escultura em arame (a partir de 8 anos) – 12 vagas
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Explore o Quadrado: Céu estrelado do Planetário e espaços culturais para encantar as crianças
Arte: Fábio Nascimento/Agência Brasília O céu de Brasília já é um atrativo para quem visita a cidade, mas você sabia que existe um universo dentro do Quadrado do Distrito Federal? Da cúpula do Planetário de Brasília é possível ver as mais diversas constelações projetadas e ainda garantir conhecimento e entretenimento para todas as idades. Os visitantes do Planetário de Brasília vivenciam experiências educativas e imersivas sobre astronomia e ciências espaciais | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Além disso, a cidade também conta com uma cultura diversa e vibrante disposta em centros culturais como o Museu Nacional, o Museu de Arte de Brasília, a Biblioteca Nacional e o Espaço Cultural Renato Russo. Em mais uma matéria do especial Explore o Quadrado, a Agência Brasília leva opções diversas para aproveitar as férias escolares das crianças em julho. Confira, a seguir, como funcionam os espaços de lazer e visitação da cidade. Universo de conhecimento Quem visita o Planetário de Brasília Luiz Cruls embarca em um fascinante centro de conhecimento e exploração científica. O icônico espaço brasiliense completou 50 anos em 2024, com mais de 92 mil visitantes em 2023. Entre eles, pessoas de outros estados e países, que vivenciaram experiências educativas e imersivas sobre astronomia e ciências espaciais. No primeiro semestre deste ano, já foram mais de 40 mil visitantes. O diretor do Planetário, Junior Berbet, frisa que, além de ser um patrimônio de Brasília, é um espaço onde as crianças podem instigar a curiosidade pela astronomia e buscar o conhecimento para se aprofundar e se apaixonar pela ciência Na cúpula do Planetário, a população pode assistir a filmes sobre os astros, acompanhar exposições sobre o sistema solar e conhecer um espaço destinado à Agência Espacial Brasileira. É uma chance única de se conectar com aspectos que vão além da percepção visual humana, oferecendo também a oportunidade de aprofundar o conhecimento em astronomia. O diretor do Planetário, Junior Berbet, frisa que, além de ser um patrimônio de Brasília, o local é um espaço onde as crianças podem instigar a curiosidade pela astronomia e buscar o conhecimento para se aprofundar e se apaixonar pela ciência. “Envolve todos os temas de conhecimento. Aqui a gente fala de matemática, física, química e biologia. É o futuro do Brasil sendo formado com pequenos engenheiros, médicos e astronautas. Aqui é o início da curiosidade para qualquer criança”, observa o gestor. O estudante Caio Dias ressalta que é um local confortável para ir durante as férias. “Deu para aprender bastante sobre o sistema solar e o que tem em torno de nós, descobrir sobre o universo” Em visita ao planetário com a escola, o estudante Caio Dias, de 11 anos, ressalta que é um local confortável para ir durante as férias. “Deu para aprender bastante sobre o sistema solar e o que tem em torno de nós, descobrir sobre o universo. É muito bom, porque tem gente que não sai de casa e fica no celular o dia inteiro em vez de estar aqui, aproveitando”, alerta o garoto. Entre as principais atrações do Planetário estão as sessões na cúpula; por meio do projetor central astronômico SpaceMaster é possível assistir a exibições de filmes e projeções sobre astronomia, além da visão do céu noturno. Esther Larry Alves Rocha afirma que a parte favorita do passeio foi apreciar os quadros das nebulosas, que ficam no 2º andar do Planetário “É muito divertido ver estrelas. Eu quero saber mais sobre o nosso universo, vai que existe vida em outros planetas? Temos que descobrir para podermos, pelo menos, defender o mundo se eles quiserem invadir”, brinca a estudante Esther Larry Alves Rocha, de 11 anos, após ver uma das sessões na cúpula. Ela afirma que a parte favorita do passeio foi apreciar os quadros das nebulosas, que ficam no segundo andar do Planetário. Além de assistir a filmes sobre os astros e acompanhar exposições sobre o sistema solar, os interessados podem conhecer um espaço destinado à Agência Espacial Brasileira. A visitação é gratuita e ocorre de terça-feira a domingo, das 7h30 às 19h. Colônia de férias A programação para o mês de julho do planetário engloba diversas oficinas, como a de lançamento de foguetes de garrafa PET – uma modalidade que tem até campeões brasilienses. Também há pintura, brincadeiras e experimentos que fazem referência a nebulosas brilhantes, algo que costuma chamar a atenção dos pequenos. Arte: Espaço Cultural Renato Russo As atividades são direcionadas a crianças entre 6 e 12 anos e fazem parte da Colônia de Férias do Planetário, que é gratuita e oferece cinco sessões ao público por dia: às 11h, 14h30, 16h, 17h e 18h. Em 2023, mais de 14 mil pessoas participaram dos eventos em julho. “Percebi que, em Brasília, a maioria das pessoas conhece os espaços através dos passeios escolares ou colônia de férias. Então, quando você dá essas oportunidades para as pessoas virem conhecer, é superinteressante. É um lugar sensacional que a gente tem na porta de casa, com tanta riqueza e detalhes que a gente às vezes nem imagina que existe aberto ao público e gratuito”, destaca o professor Junior Rodrigues. Espaço Cultural Renato Russo Outros locais com atividades para as crianças no DF também oferecem colônia de férias, como o Espaço Cultural Renato Russo, localizado na 508 Sul. Crianças de 7 a 12 anos poderão aproveitar o equipamento público e participar de oficinas com desenho, pintura, teatro e muita diversão. São duas turmas por turno, cada uma com 15 alunos, nas semanas de 16 a 19 deste mês, das 14h às 17h; e entre os dias 23 e 26, das 9h às 12h. Na colônia de férias do Espaço Cultural Renato Russo, crianças de 7 a 12 anos poderão aproveitar o equipamento público e participar de oficinas com desenho, pintura, teatro e muita diversão | Foto: Tatiana Reis/Espaço Cultural Renato Russo Caso o interessado queira participar das duas semanas, será necessário fazer duas inscrições. Todas as atividades ocorrerão no Galpão das Artes do Espaço Cultural Renato Russo. Para mais informações e inscrições, visite o site http://www.espacoculturalrenatorusso.com.br ou acesse o link da bio no Instagram. Biblioteca Nacional Nestas férias escolares, a Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) será a primeira a receber as atrações da nova edição do projeto A Infância na Biblioteca, que começa nesta quarta-feira (10), às 15h, com uma visita guiada, seguida do espetáculo de teatro de bonecos Os meninos verdes, da Cia Voar, baseada em obra de Cora Coralina. Além do teatro de bonecos, as atividades do projeto englobam contação de histórias, palestra, visitas guiadas, oficinas e exibições audiovisuais – tudo com acessibilidade em Libras e audiodescrição. A programação das férias na BNB seguirá até o dia 27. Os horários estão disponíveis nas redes sociais do equipamento público. O Museu de Arte de Brasília preparou para o mês de julho uma programação especial para que os pequenos artistas liberem a criatividade e mergulhem no universo da arte Museus Neste mês, o Museu Nacional recebe a 35ª Bienal de São Paulo, a maior exposição de artes visuais do hemisfério sul e uma boa opção de programação nas férias para a família. E, para quem inclui visitas a museus no cronograma de férias, o Museu Nacional também estará funcionando na programação normal, de terça a domingo, das 9h às 18h30, assim como o Museu Vivo da Memória Candanga, que funciona de segunda a sábado, das 9h às 17h. Para julho, o programa MAB Educativo também preparou uma programação especial para que os pequenos artistas liberem a criatividade e mergulhem no universo da arte. Os participantes podem conhecer o acervo do Museu de Arte de Brasília e suas exposições temporárias com visitas mediadas, além de se aventurar em oficinas e experimentar diferentes técnicas artísticas. As atividades são gratuitas e ocorrem entre os dias 13 e 28, de quinta-feira a domingo. As oficinas não precisam de agendamento: basta consultar a programação, que ocorre entre 10h e 19h. Entre as oficinas proporcionadas pelo espaço, estão as de teatro de luz e sombras para bebês, brincadeiras populares, contação de histórias em massinha e diversos trabalhos com gravuras. Há mais exposições e outras atividades que aguardam os brasilienses na Caixa Cultural e no Centro Cultural Banco do Brasil, deixando diversas opções culturais para entreter a família e tirar os pequenos de casa nesse período de férias escolares.
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#TBT: Concha Acústica, um cartão-postal da música
A Concha Acústica de Brasília guarda uma magia. Talvez por conta do céu, do Lago Paranoá e de toda a natureza em volta do monumento que forma o cenário ideal. O fato é que o primeiro palco de Brasília caminha lado a lado com a história da música na capital. Nomes como Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Nando Reis, além de bandas como Capital Inicial e Pato Fu, marcaram presença em um dos principais cartões-postais da cidade. A Concha Acústica de Brasília recebeu o primeiro show em 1960, mas só foi inaugurada oficialmente em 1969 | Foto: Arquivo Público do DF A Agência Brasília conta a história do teatro de arena em mais uma matéria da série especial #TBTdoDF, que aproveita a sigla em inglês de Throwback Thursday (em tradução livre, quinta-feira do retrocesso) para reviver momentos marcantes do palco que pertence a todas as tribos e gerações. Assim como os vários monumentos da capital federal, a Concha Acústica foi projetada por Oscar Niemeyer. Em forma de anfiteatro ao ar livre, o palco, em nível inferior ao da plateia, é dotado de concha acústica com 42 metros de comprimento e 5 metros de altura na parte mais elevada, com o objetivo de integrar a arquitetura do projeto com a natureza. O espaço conta também com dependências para bilheteria, camarins, banheiros e estacionamento público. E tem capacidade para receber 5 mil pessoas sentadas. No cenário musical, a primeira apresentação feita na arena foi do Balé Municipal do Rio de Janeiro, em 1960, na inauguração de Brasília. O maior público já registrado dentro do teatro foi no concerto dos líderes do movimento da Jovem Guarda, em 1967 – Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, que levaram 25 mil pessoas para a Concha. Em 2021, o local teve sua estrutura interna totalmente restaurada | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Contudo, a inauguração oficial só veio em 1969, quando a Terracap doou o terreno para a Fundação Cultural de Brasília, atual Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Entre as atrações, logo após a oficialização, foi antológico o show de Roberto Carlos, em 1971. Nos anos 1980 e 1990, outros artistas locais e de renome nacional passaram pelo palco do monumento. “Qualquer atração que se adapte a um palco pode se apresentar aqui na Concha. Recebemos shows de comédia, apresentações musicais de todos os estilos, orquestra sinfônica, filarmônica, cinema, eventos para crianças. Se falarmos da história, aqui houve shows enormes, porque a Concha foi o primeiro espaço para atrações”, conta o gerente do espaço cultural, Marcelo Gonczarowska. O gestor destaca também o papel democrático da arena, que atende público e artistas de todos os gostos e bolsos: “O papel da Concha é receber eventos da comunidade, daqueles artistas que precisam de espaços para se apresentar, e priorizamos aqueles que sejam gratuitos para o público. Mas se é um evento pago, tem que ser feita a reversão para a comunidade pelo uso do espaço, e é cobrada uma taxa”. Palco para os artistas Entre os mais antigos a se apresentarem no local está o regente da Orquestra Filarmônica de Brasília, Doner Cavalcante. Na década de 1980, ele era um dos principais assessores do maestro Claudio Santoro, da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. “Minha história com a Concha é bem antiga; na década de 1980, realizamos o programa Ouro, com a Orquestra Sinfônica. Eram espetáculos lindíssimos”, relembra. [Olho texto=”Assim como os vários monumentos da capital federal, a Concha Acústica foi projetada por Oscar Niemeyer. Em forma de anfiteatro ao ar livre, o palco, em nível inferior ao da plateia, é dotado de concha acústica com 42 metros de comprimento e 5 metros de altura na parte mais elevada, com o objetivo de integrar a arquitetura do projeto com a natureza” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Anos depois a frente da Orquestra Filarmônica, o maestro passou a realizar apresentações quase que anuais no espaço, com grandes públicos infantis e levando para o espaço a música clássica. “É um ótimo local. Recentemente, em 2022, fizemos quatro festivais e, no ano passado, fizemos o festival sinfônico com três grandes espetáculos, com artistas de renome da cidade. De certa forma, popularizamos a orquestra e a música clássica, mostrando de maneira gratuita o que ela pode ser para todos”, completa Doner Cavalcante. A banda brasiliense de reggae Jah Live, que nasceu em 1998, já viveu bons momentos no palco da Concha. A primeira apresentação foi em 1999; e, depois disso, as apresentações se tornaram frequentes nas tardes de domingo. “Na época da seca, tínhamos aquele pôr do sol maravilhoso, e isso ficou marcado na nossa história. É sempre um show lindo, com um visual maravilhoso. A Concha tem esse diferencial de viver uma experiência. Eu já estive como espectador e como músico. E se apresentar aqui é algo incrível; esse formato possibilita uma acústica muito inteligente, porque o som se propaga”, conta o baterista Martin Barreiro. “O palco na parte inferior permite que o público enxergue o show de todos os ângulos.” A Concha já recebeu espetáculos de todos os tipos, como shows musicais e peças de teatro | Foto: Arquivo Público do DF Além dos diversos espetáculos abrigados em Brasília, a Concha Acústica está marcada por ser a precursora de um dos maiores eventos musicais do Centro-Oeste. O Porão do Rock deu o seu primeiro sinal de vida no palco da Concha, com uma programação de 14 bandas do DF. A coletânea seguiu por lá em 1999, mas já era grande demais para ficar contida entre os bancos de concreto. Obras no centro cultural A Concha Acústica passou por algumas pausas para reformas. O espaço, que não recebia obras havia cerca de 18 anos, sofreu duas intervenções na gestão do governador Ibaneis Rocha. Em 2021, o local teve a estrutura interna totalmente restaurada. Entre os serviços realizados, estão pintura completa, troca de piso e alambrado, instalação de refletores, substituição de vidros, limpeza das lajes, reparos hidráulicos e elétricos, entre outros. O investimento foi de aproximadamente R$ 500 mil. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Agora em fase final de acabamento, a área localizada entre a Concha Acústica e o Museu de Arte de Brasília (MAB) foi equipada com calçadas, estacionamentos, paisagismo e uma praça que interliga os dois centros culturais. Estão sendo feitos serviços de drenagem pluvial, com instalação de grelhas de ferro fundido, construção de 12.398 m² de calçada em concreto e implantação de 3.969 m² de ciclovia. O paisagismo inclui um amplo gramado, com o plantio de cerca de 8,3 mil mudas do Cerrado. Além disso, para o conforto dos visitantes, foram instalados 14 bancos individuais e 29 coletivos, juntamente com placas de sinalização que incluem recursos de linguagem em Braille e piso tátil. “A Concha Acústica foi devolvida à comunidade após [ter ficado] muitos anos fechada, e está junto ao MAB pelo aspecto interdisciplinar. Podemos fazer exibição de filmes, shows e outros eventos. É um espaço convidativo em um setor que tem uma destinação cultural. A reforma traz a verdadeira vocação do espaço”, conclui o subsecretário do Patrimônio Cultural, Felipe Ramón.
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Grandes eventos impulsionaram o turismo e a hotelaria do DF em 2023
A parceria entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e os setores hoteleiro e de turismo foi reconhecida nesta quarta-feira (20) com a entrega de um diploma ao governador Ibaneis Rocha. A comenda da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (Abih-DF) foi entregue para enaltecer ações como a redução do Imposto Sobre Serviços (ISS) de 5% para 3%, um dos menores entre as capitais do país. Cada vez mais, a capital federal vem sendo procurada por turistas brasileiros e de outros países | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O aumento na taxa de ocupação dos hotéis de Brasília, que saltou de 59,43% em 2019 para 65,71% em 2023, também foi lembrada pelo segmento. A flexibilização nos impostos é um dos claros motivos para o bom desempenho do setor. Ainda por parte do GDF, cerca de R$ 100 milhões foram investidos no setor este ano, beneficiando mais de 50 segmentos. [Olho texto=”“Esses números refletem a importância desses segmentos para a nossa cidade. É seguir evoluindo e dando mais condições para que possamos crescer ainda mais” ” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (Abih-DF), Henrique Severien, foi o responsável por entregar o diploma de honra ao mérito a Ibaneis Rocha no gabinete do governador no Palácio do Buriti. Além de Severien, participaram do encontro o secretário de Turismo, Cristiano Araújo; o presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Wellington Luiz, e os empresários Paulo Octávio e André Octavio Kubitschek, além de outros representantes do setor de hotelaria. Crescimento [Olho texto=”“O primeiro sintoma de que o turismo está indo bem é a hotelaria. Foi um ano fantástico” ” assinatura=”Cristiano Araújo, secretário de Turismo do DF” esquerda_direita_centro=”direita”] “Quando assumimos o governo, nem telefone a Secretaria de Turismo tinha”, lembrou o governador Ibaneis. “O setor estava abandonado, e iniciamos um trabalho de reconstrução que tem colhido muitos frutos. Reunimos as entidades do setor produtivo para que Brasília tivesse uma agenda de eventos, com a ocupação dos hotéis em alta, gerando emprego e renda. Esses números refletem a importância desses segmentos para a nossa cidade. É seguir evoluindo e dando mais condições para que possamos crescer ainda mais.” Durante o encontro em que recebeu da Abih-DF, o governador Ibaneis lembrou: “Reunimos as entidades do setor produtivo para que Brasília tivesse uma agenda de eventos, com a ocupação dos hotéis em alta, gerando emprego e renda” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Segundo Cristiano Araújo, têm colaborado para o boom vivenciado pelo setor os grandes shows no DF – como das bandas Kiss, Deep Purple e Red Hot Chilli Peppers e dos astros Paul McCartney e Roger Waters –, os eventos corporativos, as partidas de futebol e da Liga das Nações de vôlei feminino. “Se você tirar os finais de semana dá quase 90% de ocupação dos hotéis”, avaliou. “A arrecadação com ISS era de R$ 7 milhões em 2018 e subiu para R$ 35 milhões em 2023. O primeiro sintoma de que o turismo está indo bem é a hotelaria; isso é o significado mais puro, porque se os hotéis estão cheios é porque tem muita gente de fora aqui em Brasília. Foi um ano fantástico.” Mais eventos e novo voo internacional Rally dos Sertões de 2024 também terá Brasília como ponto de partida e de chegada | Foto: Renato Alves/Agência Brasília A expectativa para 2024 é grande para o setor, com grandes eventos planejados. O DF terá uma nova edição do Villa Mix, em 21 de abril, e já tem confirmado o show do tenor e compositor italiano Andrea Bocelli, marcado para 21 de maio. Outros grandes espetáculos com artistas nacionais e internacionais estão em negociação. Um novo voo direto internacional saindo de Brasília para uma importante cidade do Chile também está confirmado. [Olho texto=”Maior feira do setor na América Latina, Abav Expo está programada para a última semana de setembro” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Cristiano Araújo complementa: “Implementamos o voo para Lima [Peru], temos três voos diários para Orlando e Miami [EUA] e conseguimos mais um voo para a Argentina. Passamos a ter stopover aqui – a pessoa pode passar três dias em Brasília sem ter que pagar a mais por isso. Brasília está na rota do turismo”. Outra boa notícia para o DF é que a Abav Expo 2024, maior feira de turismo da América Latina, está confirmada em Brasília, entre 25 e 27 de setembro do próximo ano. No ramo esportivo, a capital federal será ponto de partida e de chegada do Rally dos Sertões, em agosto, além de ter a expectativa de receber mais jogos de grandes clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Força do turismo [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Outras ações adotadas nos últimos anos colaboraram para o turismo no DF. Pela primeira vez, a capital esteve apta a captar recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), do Ministério do Turismo. A emissão da carteira para artesãos saltou de 7,4 mil em 2019 para mais de 12,6 mil em 2023. A reforma de espaços como a Concha Acústica e o Museu de Arte de Brasília (MAB) e dos centros de atendimento ao turista (CATs) entram nesse rol de iniciativas. A concessão do Parque Granja do Torto à iniciativa privada também movimentou o DF. Por lá são realizados eventos de grande porte, a exemplo da Expoabra e do Brasília Capital Moto Week. Arena BSB movimentou bastante a capital neste ano, com shows de grande repercussão | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O DF é, atualmente, o terceiro polo gastronômico do país, situando-se entre as cinco cidades brasileiras com maior visitação náutica e dispondo de um grande parque hoteleiro com mais de 400 hotéis, de acordo com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar). Por sua vez, a coleção Rotas Brasília, disponível para viajantes nos CATs e no site da Secretaria de Turismo do DF (Setur), reúne 13 rotas turísticas, organizadas por segmentos, como a Rota do Café e do Rock. [Olho texto=”“Nada disso seria possível sem a parceria com o governo. Essa junção do público e do privado permite que a gente realize eventos desse tipo” ” assinatura=”Richard Dubois, CEO da Arena BSB” esquerda_direita_centro=”esquerda”] CEO da Arena BSB – responsável por administrar o Mané Garrincha e o Ginásio Nilson Nelson –, Richard Dubois reforçou que o calendário de eventos em Brasília estará recheado em 2024, tanto com shows internacionais e nacionais quanto com esporte. “Vamos trazer ainda no primeiro semestre um festival, o Monsters of Rock”, anunciou. “Teremos o The Who, uma banda que ainda não fechamos, que será o ZZ Top ou Lynyrd Skynyrd, e uma banda brasileira. Teremos sertanejo, vai ter MPB, vai ter show grande no fim do ano e temos pelo menos quatro shows internacionais do calibre que tivemos esse ano”. O apoio do GDF, lembrou Dubois, é essencial para o entretenimento na cidade. “Nada disso seria possível sem a parceria com o governo. O governador Ibaneis Rocha sempre colocou uma prioridade de trazer eventos e conteúdos, e tem nos apoiado de todas as formas possíveis. O BRB é um parceiro de todos os eventos. Essa junção do público e do privado permite que a gente realize eventos desse tipo, e sem isso Brasília estaria na mesmice do passado”. *Colaborou Adriana Izel
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