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Acordo é firmado para ofertar cursos e ações de ressocialização no sistema prisional

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Foi publicado no Diário Oficial do DF, desta quinta-feira (9/7), o acordo de cooperação para execução do Projeto Ressocialização 3D, voltado a pessoas privadas de liberdade que cumprem pena no sistema prisional do Distrito Federal. A iniciativa prevê ações de desenvolvimento pessoal, social e profissional, com atividades de caráter socioemocional, construção de projetos de vida, inclusão digital, fortalecimento de vínculos familiares e incentivo à qualificação profissional. As atividades serão realizadas no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), em Brasília, conforme planejamento definido entre as partes e com a direção da unidade prisional. O acordo não prevê transferência de recursos financeiros entre as partes, e cada instituição será responsável pelos custos relacionados às obrigações assumidas. A iniciativa prevê ações de desenvolvimento pessoal, social e profissional | Foto: Divulgação/Seape-DF A proposta de trabalho será executada por meio da metodologia Ressocialização 3D, estruturada em três eixos: Digno, com foco na dignidade humana e no fortalecimento psicossocial; Digital, voltado à inclusão tecnológica e ampliação de oportunidades educacionais; e Desenvolvido, direcionado ao crescimento pessoal, profissional e à construção de projetos de vida. Entre as atividades previstas estão oficinas socioemocionais, orientação profissional, ações de cidadania, elaboração do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) e acompanhamento dos participantes. O acordo terá vigência de 12 meses, a contar da publicação no Diário Oficial do Distrito Federal, podendo ser prorrogado. *Com informações da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF)

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Educação de Jovens e Adultos chega ao sistema prisional

A educação dentro do sistema prisional do Distrito Federal ganhou um novo formato. A Secretaria de Educação (SEEDF) abriu a oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na modalidade a distância, em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), ampliando o acesso ao ensino para pessoas privadas de liberdade. Laboratórios de informática já foram instalados nas sete unidades prisionais do Distrito Federal | Foto: Divulgação/Seape “A oferta da EJA a Distância no sistema prisional distrital representa um avanço significativo na consolidação da EJA nas prisões e alia segurança à oportunidade de acesso ao conhecimento, que é essencial para a transformação de vidas e diminuição da reincidência” Lilian Sena, diretora da Educação de Jovens e Adultos da Subsecretaria de Educação Básica  A iniciativa foi viabilizada com a instalação de laboratórios de informática nas sete unidades prisionais do DF, com financiamento do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A estrutura permite que as atividades ocorram em ambiente controlado, conciliando segurança e acesso à tecnologia. “A oferta da EJA a Distância no sistema prisional distrital representa um avanço significativo na consolidação da EJA nas prisões e alia segurança à oportunidade de acesso ao conhecimento, que é essencial para a transformação de vidas e diminuição da reincidência”, ressalta a diretora da Educação de Jovens e Adultos da Subsecretaria de Educação Básica, Lilian Sena. O modelo foi construído a partir de um projeto pedagógico elaborado pelo Centro Educacional 01 de Brasília em conjunto com a equipe técnica da administração penitenciária. A proposta amplia o alcance das ações educacionais já existentes e busca garantir continuidade nos estudos dentro das unidades. Tecnologia e acesso  [LEIA_TAMBEM]A experiência começou como projeto-piloto no Centro de Progressão Penitenciária (CPP). Nessa primeira etapa, 11 estudantes passaram a ter acesso à formação básica com apoio de professores e uso de recursos digitais, o que amplia as possibilidades de inclusão educacional e tecnológica. “Além de ampliar a oferta educacional nas prisões, a EJA a distância possibilita uma formação básica de qualidade para os custodiados que não tinham acesso à educação no CPP”, explica a diretora do Centro Educacional 01 de Brasília, Telma Cristiane. “Os 11 estudantes contemplados neste primeiro momento terão acesso à tecnologia, com suporte de professores qualificados. Tenho a certeza de que esse tipo de formação terá um impacto muito positivo na vida desses estudantes ao inseri-los no mundo digital, abrindo possibilidades sociais e profissionais para eles.” A proposta se insere em uma política mais ampla de reintegração social por meio da educação. A avaliação é que o acesso ao ensino e às ferramentas digitais contribui para a construção de novas perspectivas fora do sistema prisional. “Nosso entendimento é que o sistema prisional deve ser, ao mesmo tempo, espaço de responsabilização e de reconstrução de trajetórias. Essa iniciativa reforça o compromisso da secretaria em expandir projetos de estudo, trabalho e inclusão digital em toda a rede prisional do DF”, afirma o diretor de Políticas Penitenciárias da Seape, George Yves. *Com informações da Secretaria de Educação    

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Centro de treinamento investe na integração e no fortalecimento da segurança pública do DF

Nesta quinta-feira (26), a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) abriu a primeira etapa do Centro Integrado de Treinamento em Armamento e Tiro (Citat), no Setor de Múltiplas Atividades Norte (SMAN). Um dos diferenciais do local é o alcance social e ressocialização, já que a mão de obra empregada nesta fase foi composta por pessoas privadas de liberdade, devidamente classificadas para o trabalho externo. A exemplo da primeira etapa, as demais dão sequência ao projeto fundamentadas em estudos ambientais e urbanísticos | Fotos: Divulgação/SSP-DF Centro de capacitação faz parte da estrutura do programa Segurança Integral, baseando-se em atuação conjunta  Nesta primeira etapa, foram entregues seis baias de tiro, áreas administrativas, depósitos provisórios, pista off-road, pista rústica de corrida de 750 metros, estacionamento, ponto de água, taludes gramados e infraestrutura viária adequada. O projeto segue em execução precedida de estudos ambientais e urbanísticos, contemplando, compromisso de sustentabilidade, reaproveitamento de água, iluminação eficiente e manejo adequado de resíduos. O centro de capacitação operacional , que integra o programa Segurança Integral, foi planejado para atender de forma conjunta as forças distritais — Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Detran-DF, Polícia Penal e SSP-DF — além de órgãos federais e parceiros estratégicos. Fortalecimento Durante a solenidade, o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, pontuou que o centro é resultado direto de um ambiente institucional que valoriza e fortalece as forças de segurança: “Hoje as forças de segurança têm liberdade de atuação e prestígio real dentro do governo. Muitas vezes, quem está na rotina não percebe as vitórias que temos conquistado. Isso é fruto de um governo que nos incentiva a trabalhar e reconhece a importância da segurança pública. Esse centro é de todos vocês. Não é para ter burocracia, é para ser usado, para treinar, para crescer junto”. Durante a inauguração, a vice-governadora Celina Leão enfatizou: “Segurança pública só funciona quando todas as forças estão conectadas” “Este centro de treinamento é parte dessa construção: investir em preparo é investir na preservação da vida” Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública A vice-governadora Celina Leão enfatizou que não há política de segurança eficiente sem valorização e estrutura: “Segurança pública só funciona quando todas as forças estão conectadas. Fizemos a valorização das carreiras, entregamos estrutura, investimos em tecnologia e agora entregamos um espaço que integra e capacita. Não se faz segurança pública sem preparo, sem treino e sem gestores que acreditem na proteção da sociedade”. O secretário de Segurança Pública também ressaltou os avanços históricos da segurança pública do DF, que hoje ocupa o segundo lugar nos indicadores nacionais. “Isso não é acaso, é trabalho”, afirmou. “Saímos da 19ª colocação para o segundo melhor resultado do país e estamos crescendo fortemente. Este centro de treinamento é parte dessa construção: investir em preparo é investir na preservação da vida”. Segurança integrada “Tenho orgulho da segurança pública do Distrito Federal e convicção de que somos a melhor do Brasil” Wanderson Teles, secretário de Administração Penitenciária O secretário de Administração Penitenciária, Wanderson Teles, reforçou o caráter da integração promovida pelo projeto, destacando o papel dos policiais penais e a importância do sistema prisional no controle do crime organizado. “Tenho orgulho da segurança pública do Distrito Federal e convicção de que somos a melhor do Brasil”, disse.  “Durante muitos anos se falou em integração como palavra de discurso”, prosseguiu Teles. “Fazer integração na prática é muito mais difícil — e é isso que está acontecendo aqui. Esse centro materializa essa união. Segurança pública e enfrentamento ao crime organizado não se fazem sem uma polícia penal forte, com controle do sistema penitenciário e compromisso com a ressocialização. E nisso os nossos policiais dão exemplo todos os dias”. [LEIA_TAMBEM]A comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Ana Paula Habka, lembrou que a estrutura é condição indispensável para o fortalecimento profissional: “Para valorizar o policial, é preciso dar estrutura. Esse espaço nos dá liberdade para treinar e estar preparados.” O Citat foi idealizado a partir de uma proposta apresentada em 2023 por policiais penais e estruturado como política pública estratégica a partir de 2024, envolvendo parcerias com diversos órgãos do DF, como Instituto Brasília Ambiental, Novacap, Novacap, DER-DF, SLU, Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) e as secretarias de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) e de Agricultura e Abastecimento (Seagri-DF), além de administrações regionais. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública  

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Circuito de Ciências 2025 destaca protagonismo da EJA e participação inédita do sistema prisional

A Secretaria de Educação (SEEDF) realizou, na noite de terça-feira (25), a etapa final do Circuito de Ciências 2025. A cerimônia de premiação, no Auditório Neusa França, na sede da pasta, mobilizou escolas das 14 coordenações regionais de ensino (CREs) com projetos de iniciação científica e soluções inovadoras para desafios reais das comunidades escolares e da sociedade. O evento celebrou o protagonismo dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Neste ano, a temática central foi “Água para quê?”, e os estudantes apresentaram trabalhos que exploraram o recurso natural sob diferentes perspectivas, destacando sua importância para o planeta, para a regulação do clima e para o desenvolvimento das comunidades. Estudantes e educadores ocuparam o Auditório Neusa França, na noite de terça (25), para celebrar os projetos vencedores do Circuito de Ciências 2025 | Foto: Vinicius Gabriel/SEEDF Ciência inclusiva A participação inédita de estudantes do sistema prisional, representados pelo Centro Educacional (CED) 01 de Brasília, foi um dos destaques. Eles foram premiados por desenvolver um projeto sobre tratamento e melhoria da água dentro do presídio. A escola conquistou o 1º lugar na categoria E (2º segmento) e o 2º lugar na categoria F (3º segmento), mostrando que a educação científica pode superar barreiras físicas e sociais. A professora de matemática Luciana Braga, que representou os alunos na premiação, reforçou o papel democratizante do evento. “A educação transforma vidas, e é isso que buscamos fazer no sistema prisional. Trabalhamos com pessoas que vivem à margem da sociedade, e acreditamos que a educação pode chegar até lá e transformar a vida delas. O Circuito de Ciências democratizou o saber no momento em que a ciência entrou no presídio”, disse. [LEIA_TAMBEM]A educadora também reforçou a relevância social das iniciativas: “A maioria dos nossos alunos vêm de comunidades carentes do DF. Por isso, é fundamental ter uma alternativa simples e de baixo custo para o tratamento de água”. Impacto na comunidade O trabalho social também marcou o projeto vencedor da Categoria F (3º Segmento EJA). A estudante Ester Gouveia Pardim, de 18 anos, do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 de São Sebastião, integrou a equipe que desenvolveu um sistema de filtração caseira para garantir acesso a água potável. Para ela, o trabalho foi um exercício de empatia e aprendizado com a realidade. “Fizemos uma pesquisa de campo e conversamos com moradores que utilizam água de poços. Queríamos entender a rotina deles e saber se passavam mal por causa dessa água. Ter esse contato com a realidade da nossa comunidade foi muito impactante. Trouxemos amostras e, após o processo científico, ficamos felizes que nosso trabalho deu certo, mas tristes por confirmar que aquelas pessoas consumiam água contaminada”, relatou. Ester reforçou que o projeto oferece uma solução simples e econômica. “Em todas as nossas apresentações, mostramos o quanto nosso trabalho representa empatia”, finalizou a jovem cientista. A professora Luciana Braga recebeu uma premiação em nome dos estudantes do sistema prisional e ressaltou a importância de projetos de baixo custo para o tratamento da água Projetos premiados Categoria D – Primeiro segmento EJA · 1º lugar: Conta fácil: decifrando a conta de água e promovendo o consumo consciente (CEF 03 – Planaltina) · 2º lugar: Plantas medicinais e uso racional da água: sistema eletrônico de irrigação reprogramado para residências e hortas comunitárias (CED PAD-DF – Paranoá) · 3º lugar: Captação de águas da chuva para cultivo sustentável de horta orgânica e demais utilidades (CEF 113 – Recanto das Emas) Categoria E – Segundo segmento EJA · 1º lugar: Ciências e cidadania na EJA: filtro caseiro e Sodis [sistema de desinfecção de água] para melhoria da qualidade da água (CED 01 de Brasília) · 2º lugar: Microplásticos na água: um problema invisível (CEF 113 – Recanto das Emas) · 3º lugar: Alternativas para garantir acesso a recursos vitais (CEF 03 – Planaltina) Categoria F – Terceiro segmento EJA · 1º lugar: Filtração caseira: uma alternativa para o acesso à água potável em uma comunidade de São Sebastião – DF (CEM 01 – São Sebastião) · 2º lugar: Uma alternativa para o tratamento de água (CED 01 de Brasília) · 3º lugar: Profissões aquáticas e botânica (CEM 04 – Ceilândia). *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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