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Teleconsulta supera 38 mil atendimentos e amplia acesso nas 13 UPAs do IgesDF

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O enjoo e a fraqueza no corpo fizeram Nicolas Francisco, de 18 anos, procurar acompanhamento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vicente Pires na manhã desta sexta-feira (28/8). Após a triagem, foi pela teleconsulta que ele recebeu a primeira avaliação e orientação para realização de exames e medicamentos, tanto para uso no local quanto em casa. "Eu rapidamente fui atendido e senti que, por isso, fiquei menos tempo esperando. Além disso, logo comecei a tomar a medicação para melhorar do meu mal-estar", conta o paciente. Nicolas Francisco, de 18 anos, na UPA de Vicente Pires, sendo atendido pela teleconsulta, na qual recebeu a primeira avaliação e orientação para realização de exames e medicamentos | Foto: Divulgação/IgesDF   O serviço, pioneiro em UPAs no país, começou na unidade de Vicente Pires, em maio de 2025, e hoje está presente nas 13 do DF, administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A modalidade foi criada para atender pacientes classificados com menor gravidade, que são elegíveis para avaliação médica por videochamada. Desde a implantação, 38.771 atendimentos já foram realizados até 27 de agosto de 2026. Desse total, 12% precisaram ser convertidos para avaliação médica presencial. Os outros 88% permaneceram no fluxo remoto. A conversão pode ocorrer, por exemplo, quando o quadro exige exame físico ou avaliação complementar. Para o gerente da UPA de Vicente Pires, Jackson Alves, a incorporação da tecnologia também trouxe mudanças para a organização do atendimento. “Percebemos uma mudança importante na rotina da UPA, da implementação da teleconsulta até os dias de hoje, principalmente na organização do fluxo de atendimento. A ferramenta trouxe mais agilidade para situações em que a avaliação pode ser realizada de forma remota, permitindo uma condução mais rápida dos casos mais leves e contribuindo para reduzir o tempo de espera do paciente”, afirma. Tecnologia reorganiza o fluxo de atendimento A teleconsulta tem um papel importante na organização do atendimento nas UPAs. Os pacientes classificados com menor gravidade e elegíveis para a modalidade podem receber avaliação médica a distância, de forma segura e com acompanhamento de profissionais da unidade. Com isso, os casos menos graves têm acesso mais rápido à avaliação médica, enquanto as equipes e a estrutura presencial podem concentrar sua capacidade nos pacientes que apresentam quadros de maior complexidade e necessitam de atendimento presencial. A estratégia contribui para tornar o fluxo mais ágil e organizado, especialmente nos períodos de maior demanda, sem comprometer a segurança da assistência. Quando necessário, o paciente atendido por teleconsulta pode ser encaminhado para avaliação presencial, realização de exames ou administração de medicamentos na própria UPA. “Percebemos que a teleconsulta ampliou o suporte à equipe assistencial e trouxe mais possibilidades para a tomada de decisão, ainda mais em momentos de maior demanda. Isso ajuda a organizar melhor o fluxo e direcionar os recursos presenciais para os casos que realmente necessitam de avaliação médica no local”, pontua Jackson. A técnica de enfermagem Lea da Silva Cruz acompanha o serviço desde a implantação em Vicente Pires. Ela realiza o contato inicial com o paciente e o conecta ao médico responsável pelo atendimento remoto. “Houve uma melhoria significativa na velocidade do atendimento e na dinâmica dos pacientes classificados como verdes, que apresentam menor gravidade. Pudemos perceber que houve uma redução considerável no volume de espera, especialmente em casos de classificação verde”, relata. O encerramento da videochamada não significa o fim da assistência. Conforme a avaliação médica, o paciente pode seguir para outras etapas do atendimento, como realização de exames   Atendimento continua depois da tela O encerramento da videochamada não significa o fim da assistência dentro da UPA. Conforme a avaliação médica, o paciente pode seguir para outras etapas do atendimento, como realização de exames ou administração de medicamentos. Nas 13 unidades, as teleconsultas já resultaram em 23.273 encaminhamentos para medicação, 10.854 solicitações de exames laboratoriais e 5.081 exames de imagem. Para a médica e chefe do Núcleo de Telessaúde do IgesDF, Amandha Roberta Fernandes, os números refletem uma expansão realizada de forma gradual. “O aumento nos números é resultado de múltiplos fatores. A expansão para novas unidades, o crescimento da equipe e a maior divulgação do serviço aconteceram de forma faseada, planejada e cautelosa, sempre acompanhando a capacidade operacional e a segurança da assistência”, explica. Segundo Amandha, a consolidação da modalidade mostra como a tecnologia pode ampliar a capacidade da rede sem afastar o paciente do cuidado. “Hoje, vemos o resultado desse processo: uma ferramenta que contribui para reduzir a pressão nas portas das unidades, organizar melhor os fluxos assistenciais e, principalmente, oferecer ao paciente um acolhimento mais ágil, digno e resolutivo. A tecnologia, nesse contexto, não substitui o cuidado; ela amplia o nosso acesso e a nossa capacidade de cuidar”, enfatiza. Dos adultos às crianças Entre os diagnósticos registrados nas teleconsultas, as gastroenterites aparecem em primeiro lugar, com 5.126 registros, seguidas pelas infecções respiratórias agudas, com 2.440. Juntas, as duas condições somam 7.566 atendimentos, aproximadamente 19,5% das teleconsultas realizadas no período. O serviço também chegou ao público infantil. Desde o início da operação pediátrica, foram realizados 422 atendimentos nas quatro UPAs que contam com essa modalidade: Sobradinho, São Sebastião, Recanto das Emas e Ceilândia I. Na UPA do Recanto das Emas, onde adultos e crianças podem ser atendidos pela modalidade, a gerente Idê Ingrid destaca os reflexos na rotina da unidade. “A implementação da teleconsulta trouxe uma mudança muito positiva para a rotina da UPA. Percebemos uma redução importante no tempo de espera, principalmente dos pacientes classificados como verdes, que passaram a ter um atendimento mais ágil”, destaca. Na UPA do Paranoá, a gerente Juliete Andrade lembra que a adaptação também envolveu a aceitação dos próprios usuários. “No início, alguns pacientes demonstravam resistência à ideia de conversar com um médico por videochamada, sem a presença física do profissional. Mas hoje podemos dizer que a teleconsulta trouxe resultados bastante positivos para a rotina da UPA, ainda no atendimento dos pacientes que apresentam condições clínicas de menor gravidade”, completa. Ampliação do cuidado Com a consolidação do serviço, o IgesDF avalia novas possibilidades para ampliar a capacidade da avaliação médica a distância. Entre as iniciativas em estudo está a aquisição de estetoscópios e otoscópios digitais, que poderão oferecer mais recursos aos profissionais durante as teleconsultas. Também está em andamento a ampliação da jornada de funcionamento para os finais de semana. Atualmente, o serviço funciona nas 13 UPAs de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Para a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, a inovação deve caminhar ao lado dos princípios que orientam a assistência. “A teleconsulta representa uma transformação importante na forma de cuidar da população. O IgesDF vem investindo em inovação sem perder aquilo que é essencial na saúde: o olhar humano, o acolhimento e o compromisso com cada paciente que procura nossas unidades”, ressalta.   *Com informações do IgesDF

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Teleconsulta registra 80% de efetividade nas UPAs do DF

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Os serviços de telemedicina e telepediatria estão consolidados como uma das principais ferramentas de agilidade no atendimento de pacientes de baixa complexidade nas 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF. O modelo, idealizado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), apresenta taxa de resolutividade de aproximadamente 88% — ou seja, em apenas 12% dos casos houve necessidade de conversão para atendimento médico presencial. Desde a implementação, em maio do ano passado, já foram feitos 35.636 atendimentos do tipo.  “É um projeto pioneiro do próprio Iges-DF, não é uma contratação de serviço terceirizado. A gente aproveita a própria mão de obra do IgesDF, integrando profissionais que, por limitações ou condições como a gestação, estariam afastados da linha de frente presencial. A dinâmica é voltada aos casos leves e tem sido um sucesso absoluto. A gente quer levar esse programa também para os nossos hospitais, para classificação na porta do hospital", destacou a governadora Celina Leão durante visita técnica à UPA de Sobradinho, nesta segunda-feira (10/8). Celina Leão: " A gente quer levar esse programa também para os nossos hospitais, para classificação na porta do hospital" | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília Atendimento unificado Pelo formato, o paciente permanece acolhido fisicamente na UPA, com acesso a exames, medicamentos e reavaliação médica contínua. Se houver necessidade de exame físico presencial detalhado ou se o quadro clínico se agravar, o médico remoto converte o atendimento imediatamente para a equipe presencial. "[A teleconsulta] dá fluidez aos atendimentos de porta e ao tempo de espera e de permanência" Eliane Souza de Abreu, presidente do IgesDF Para a presidente do IgesDF, Eliane Souza de Abreu, a iniciativa ajuda a acelerar o fluxo de atendimentos. "Isso dá fluidez aos atendimentos de porta e ao tempo de espera e de permanência. São todas as unidades praticando o mesmo método e entendendo que é eficaz para atender o grande volume de porta que a gente tem nas unidades de pronto atendimento", explica, ao ressaltar que o formato também atende crianças.  "Em todas as unidades que atendem pediatria, a gente também conta com o método de teleconsulta, exatamente porque, em períodos de sazonalidade, quando a gente tem um aumento expressivo do volume de crianças à nossa porta, esse método dá vazão e fluidez aos atendimentos", acrescenta a gestora.  O gerente da UPA de Sobradinho, Amilton Xavier, explica que os atendimentos remotos são feitos em uma estrutura específica dentro da UPA. "A teleconsulta é uma importantíssima estratégia que contribui muito para dar vazão aos pacientes classificados como não urgentes, que não necessitam de exames físicos detalhados imediatos. A gente tem na unidade a sala onde o paciente é recebido, com o monitor de televisão, a câmera e um técnico de enfermagem que acompanha o paciente durante toda a consulta. O médico fala ao vivo com o paciente, o paciente passa suas queixas para o médico. Feito o atendimento, o médico manda para a impressora da UPA toda a papelada que o paciente precisa", detalha.  Durante os mais de 35 mil atendimentos feitos, foram registrados: 21.225 medicamentos administrados diretamente nas unidades; 10.103 exames laboratoriais solicitados e coletados;  4.801 exames de imagem feitos para apoiar o diagnóstico. Corpo de trabalho     A presidente do IgesDF afirma que os profissionais da telemedicina são aqueles que, por algum motivo, estão afastados do atendimento presencial. Assim, o projeto também resolve uma questão de gestão de pessoas e direitos trabalhistas.  "O programa nasce com a necessidade de acolher as médicas gestantes, que a gente precisa tirar da assistência direta. A gente, então, coloca essas gestantes no teleatendimento para garantir o que é direito delas por lei. Isso é bom para a população, que tem o atendimento garantido, e é bom para o instituto, que concede o direito às gestantes. A gente consegue, então, equilibrar todas as necessidades, seja da população, seja do colaborador contratado pelo instituto", completa Eliane.  Gestão com base em dados Outro grande diferencial técnico do sistema é a gestão dinâmica de demanda via painel de business intelligence (BI). "Nosso projeto mapeia as portas de calor das UPAs. Se identificamos que uma unidade em determinada região está superlotada, destinamos a força médica de operação remota para acolher prontamente esses pacientes e desafogar a recepção física. Nossa intenção é acolher o doente na primeira queixa aguda, como uma infecção urinária, antes que o quadro se degenere para uma condição mais grave, como uma pielonefrite no dia seguinte", observa Amandha Roberta Dias, chefe do Núcleo de Telessaúde do IgesDF.  Amandha Roberta Dias garante que o horário de atendimento na UPA será extendido: "Queremos acolher o trabalhador que sai do serviço e necessita de um atendimento rápido e garantido" Para ampliar o acesso e acolher as demandas de saúde de forma ágil, o IgesDF vai expandir o horário de funcionamento dos atendimentos remotos. "A implantação da teleconsulta ocorreu de forma gradual nas regiões administrativas e hoje temos dados consolidados. Diante disso, vamos expandir o horário de funcionamento, que antes era de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, para o período das 7h às 22h. Queremos acolher o trabalhador que sai do serviço e necessita de um atendimento rápido e garantido. Além disso, passaremos a atender aos sábados e domingos, das 7h às 19h", informa Amandha. Saiba como é o fluxo assistencial da teleconsulta: Chegada e triagem: o paciente retira a senha no totem da unidade, tanto para clínica médica quanto para pediatria; Classificação de risco: o enfermeiro avalia os sintomas e identifica se o paciente atende aos critérios de elegibilidade para o atendimento remoto; Consentimento: o paciente é convidado a participar e, caso aceite, assina o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE); Sala especializada: o paciente é encaminhado a um consultório exclusivo de telessaúde, equipado com monitor de TV, câmera e suporte tecnológico. Ele é acompanhado em tempo integral por um técnico de enfermagem local; Consulta por vídeo: o médico remoto faz a anamnese e define a conduta; Desfecho: receita médica, atestado ou solicitações de exames são enviados remotamente para a impressora do consultório na UPA. Caso necessite de medicação, o paciente é encaminhado à sala de medicação física da própria unidade.  

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Prestação de contas destaca mais de 6,9 mil capacitações e avanço da assistência no IgesDF

A qualificação contínua das equipes e a ampliação da produção cirúrgica marcaram a segunda parte da prestação de contas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Em audiência pública realizada nesta sexta-feira (10), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o Instituto apresentou resultados que incluem mais de 6,9 mil participações em capacitações e aumento de 9,6% no número de cirurgias realizadas. Nesta etapa, foram apresentados os resultados nas áreas de gestão financeira, gestão de pessoas, ensino, pesquisa e assistência. Compuseram a mesa a presidente da Comissão de Saúde da CLDF, deputada distrital Dayse Amarílio, o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, e o presidente do Conselho de Saúde, Domingos de Brito. A apresentação começou com o gerente financeiro Fabiano Batista, que detalhou os resultados da área e as estratégias adotadas para fortalecer o controle dos recursos e dar mais previsibilidade à execução orçamentária. Em seguida, a gerente-geral de pessoas substituta, Alana Mioranza, apresentou um panorama da força de trabalho no Instituto. O foco esteve na gestão do quadro de pessoal e nos indicadores de acompanhamento. Entre os dados, está a manutenção do percentual de cargos de livre nomeação abaixo do limite estabelecido. Na sequência, a Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) detalhou as ações de qualificação profissional e produção científica. O gerente de ensino, Paulo Estevão, destacou o fortalecimento das atividades educacionais e o papel da instituição na formação de profissionais da saúde. Os dados evidenciam a ampliação da formação na rede de saúde administrada pelo IgesDF. Foram mais de 6,9 mil participações em capacitações, distribuídas em 113 temas, além de programas de aperfeiçoamento e desenvolvimento de estudos em diversas áreas da saúde. Nesta etapa, foram apresentados os resultados nas áreas de gestão financeira, gestão de pessoas, ensino, pesquisa e assistência | Foto: Divulgação/IgesDF Também foram apresentados avanços na formação acadêmica, com 7.510 estudantes vinculados a instituições conveniadas. O número reforça o papel do IgesDF como campo de ensino e pesquisa no Distrito Federal. Encerrando as exposições, o diretor de Atenção à Saúde, Edson Gonçalves, apresentou os resultados assistenciais dos hospitais e das unidades de pronto atendimento (UPAs). Entre os destaques está a otimização dos centros cirúrgicos, com aumento global de 9,6% no número de procedimentos realizados entre 2024 e 2025. O diretor também destacou o papel da telemedicina na organização do fluxo assistencial, especialmente na pediatria. A estratégia tem contribuído para dar mais agilidade ao atendimento e reduzir a sobrecarga nas unidades. “O controle da sazonalidade, especialmente neste período do ano, tem sido mais estruturado em comparação ao ano anterior. A telemedicina, especialmente na pediatria, tem ajudado a organizar o fluxo e dar mais vazão aos atendimentos de menor complexidade, contribuindo para o funcionamento da rede”, explica. Durante a audiência, a deputada Dayse Amarílio destacou o compromisso dos gestores com a continuidade dos serviços. Ela também reforçou a importância de avanços estruturais para os trabalhadores da saúde, como a implementação do plano de cargos e salários e a recomposição salarial. Ao final, o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, ressaltou a importância do diálogo institucional e da presença ativa na rede. “Estamos atentos às demandas dos servidores e sempre disponíveis para prestar esclarecimentos. Nosso compromisso é estar presente, ouvir quem está na ponta e transformar essas demandas em melhorias concretas para a rede”, afirma. Cleber Monteiro também reforçou o impacto da telemedicina na rede pública do Distrito Federal. “Todas as UPAs já contam com teleconsulta, e quatro unidades também oferecem teleatendimento pediátrico. É uma experiência muito positiva, que amplia o acesso, organiza o fluxo e deve impactar diretamente na redução do tempo de espera”, destaca. Ao encerrar, o presidente destacou a importância da presença ativa nas unidades. “Eu nunca acreditei em trabalhar dentro de gabinete. Estou diariamente nas unidades, visitando hospitais e UPAs, ouvindo os profissionais. São eles que vivenciam a realidade e ajudam a construir soluções mais efetivas”, conclui.   *Com informações do IgesDF

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GDF Saúde amplia telemedicina com foco em prevenção

O GDF Saúde, plano administrado pelo Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas), anunciou, nesta sexta-feira (27), duas novidades para seus 105 mil beneficiários: a ampliação da atenção primária à saúde e a expansão da telemedicina para especialidades voltadas à saúde mental do servidor. O GDF Saúde vai expandir as especialidades em telemedicina na área psicossocial para tratar a saúde mental do servidor | Foto: Divulgação/Inas “São iniciativas importantes tanto para a saúde do plano quanto para a saúde dos usuários”, destaca Rodrigo Gonçalves, diretor-presidente da instituição. O gestor foi o convidado da live Tempo de Refletir, organizada pela Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), da Secretaria de Economia (Seec-DF). A íntegra do bate-papo, comandado pelo secretário-executivo Epitácio Júnior, está disponível no canal da pasta no YouTube. A decisão de incluir a Atenção Primária à Saúde (APS) no dia a dia do GDF Saúde é motivada pela necessidade de ofertar uma medicina mais preventiva e integral. “Os pacientes cardiopatas, diabéticos ou com outras doenças crônicas terão um médico de referência para acompanhá-los. É um ponto focal de auxílio, de orientação”, reforça Rodrigo Gonçalves. “É bom para o plano e para o beneficiário, que terá um acompanhamento passo a passo para corrigir rotas de medicamentos ou tratamentos”. "Nosso plano de saúde não visa o lucro, mas sim abraçar o beneficiário e estar com ele até o fim da vida" Rodrigo Gonçalves, diretor-presidente do Inas A APS é o primeiro nível de atenção em saúde e se caracteriza por um conjunto de ações, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos e, por fim, a redução de danos. Além disso, o GDF Saúde vai expandir as especialidades em telemedicina na área psicossocial para tratar a saúde mental do servidor. A prática começou a ser adotada no GDF Saúde em outubro (mês dedicado ao servidor) do ano passado. Hoje, duas empresas prestam serviço ao Inas. Como não há limitação territorial, o atendimento foi nacionalizado (por lei, o plano de saúde é restrito ao DF) e retira o paciente do ambiente hospitalar em casos mais simples. Epitácio Júnior, secretário-executivo da Sequali, lembra que a iniciativa pode reduzir a pressão sobre a Subsecretaria de Saúde (Subsaúde) da Seec-DF na gestão da qualidade de vida no trabalho, reduzindo, por exemplo, o absenteísmo. No ano passado, apenas em psicoterapia, o GDF Saúde realizou 225 mil sessões. A maioria para servidores de três áreas: saúde, educação e segurança pública, devido à responsabilidade e às especificidades do trabalho dessas categorias. Atendimentos [LEIA_TAMBEM]O GDF Saúde cresce a cada ano. Em 2021, realizou 191 mil atendimentos. Já em 2025, chegou a 1,4 milhão de atendimentos. “E em um universo amplo, que vai desde o exame mais simples a uma operação complexa”, conta Rodrigo Gonçalves. O plano — criado em outubro de 2020, durante a pandemia de covid-19 — tem uma carteira de 105 mil vidas atendidas (servidores e dependentes). Entre os prestadores de serviços (clínicas, hospitais e laboratórios), são 3 mil, diretos e indiretos. “Isso garante a suficiência de rede. Os grandes hospitais continuam nos atendendo”, reforça. O Inas tem 207 servidores e agrega à economia hospitalar do Distrito Federal mais de R$ 1,5 bilhão por ano. Dificuldades Rodrigo Gonçalves, há 16 anos empossado como auditor de controle interno do GDF, afirma que tem lidado com dificuldades, mas destaca que elas não põem em risco o GDF Saúde. “Falando da questão do atendimento, por exemplo: falhas acontecem por razões multifatoriais, mas o coração do Inas é fornecer o melhor tratamento para o servidor”, ressalta. Ele informa que algumas dessas dificuldades ocorrem, por exemplo, com o uso de órteses, próteses e outros materiais utilizados em cirurgias (OPMEs). Elas exigem a liberação de duas guias em razão do alto custo, o que demanda cotação de mercado e envolve uma tripla preocupação: atendimento ao usuário, qualidade do material e sustentabilidade financeira do plano. “Nosso plano de saúde não visa o lucro, mas sim abraçar o beneficiário e estar com ele até o fim da vida.” Rodrigo Gonçalves (à esquerda), diretor-presidente do Inas, foi o convidado desta sexta (27) da live Tempo de Refletir, organizada pela Sequali | Foto: Divulgação/Seec-DF Em relação às queixas de usuários sobre descredenciamento de prestadores de serviços, o diretor-presidente do Inas lembra que o ciclo contratual de cada empresa é, no máximo, de 60 meses, conforme a Lei nº 8.666/1993. “No final de 2025, tivemos que fazer uma renovação ampla do leque de credenciados em função desse prazo”, informa. Vários prestadores, especialmente aqueles que não tinham fluxo de beneficiários, foram descredenciados. Outros optaram por sair, e alguns não apresentaram documentos para a renovação. “Apenas 226 saíram, e a maioria de baixo fluxo, que nem faturaram”, esclarece. Conselhos Sobre as mudanças nos conselhos de gestão, Gonçalves explica que existem dois: o de Administração e o Fiscal. Este último cuida das questões contábeis e financeiras. O primeiro é responsável, entre outras funções, pela aprovação do rol de procedimentos. Ambos são preenchidos com indicações do GDF e dos beneficiários. “A recente troca de cinco conselheiros se deu por iniciativa das entidades de classe — e por razões próprias. Não teve ingerência política, só de gestão, num fluxo totalmente natural”, salienta.

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