Quando o trabalho pesa além da conta: fique atento aos sinais do burnout
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Cansaço que não passa, dificuldade para se concentrar e aquela sensação de que o trabalho está consumindo toda a energia do corpo. Em algum momento, muitos profissionais podem se identificar com, pelo menos, uma dessas situações. Mas quando o estresse relacionado ao trabalho torna-se frequente e começa a afetar a rotina, a saúde e a qualidade de vida, o sinal de alerta pode disparar. É nesse contexto que aparece a síndrome de burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o burnout como um fenômeno ocupacional relacionado ao estresse crônico no trabalho, longe de ser apenas cansaço após um dia difícil. O problema aparece quando o desgaste persiste e a pessoa sente que não consegue mais lidar com as demandas de trabalho. “Quando há percepção de um cansaço duradouro, sono inquieto, irritabilidade, dificuldade de concentração, perda de energia ou alguma mudança importante na forma como se relaciona com o trabalho, é fundamental buscar avaliação médica, especialmente de um psiquiatra”, destaca a psicóloga e coordenadora de Inovação e Gestão do Conhecimento (Cigec) da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Mabelle Roque. Cansaço duradouro, sono inquieto, irritabilidade, dificuldade de concentração e perda de energia são sinais do burnout | Foto: Divulgação “Temos dois movimentos importantes: cuidar de quem adoeceu e olhar para o trabalho, prevenindo novos adoecimentos e promovendo efetivamente a qualidade de vida no ambiente ocupacional” Mabelle Roque, psicóloga e coordenadora de Inovação e Gestão do Conhecimento Na rede pública, uma das principais formas de encontrar ajuda é pela Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, que pode ser localizada por meio do CEP residencial neste link. Na UBS, a equipe avalia os sintomas e, de acordo com a necessidade, direciona a pessoa ao serviço especializado ou às unidades da Rede de Atenção Psicossocial. Em casos de sofrimento psíquico mais intenso ou em situações de crise, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) também oferecem um cuidado multiprofissional, sem necessidade de encaminhamento. Saúde mental no trabalho Com a entrada em vigor da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) – norma que estabelece disposições gerais sobre segurança e saúde no trabalho –, em maio deste ano, a inclusão dos fatores de risco psicossociais no gerenciamento dos riscos ocupacionais vem ganhando força. Nesse contexto, é necessário, segundo Mabelle, considerar um tripé importante: o papel da instituição, da liderança e do trabalhador. Além do cuidado individual, é preciso identificar fatores de sobrecarga e jornadas exaustivas e avaliar as relações no trabalho, a condução da liderança, a gestão de conflitos, a autonomia e a organização do ambiente. “Temos dois movimentos importantes: cuidar de quem adoeceu e olhar para o trabalho, prevenindo novos adoecimentos e promovendo efetivamente a qualidade de vida no ambiente ocupacional”, afirma a coordenadora. Aumento de casos De acordo com um levantamento da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou um aumento de 79% na concessão de benefícios por transtornos mentais em todo o Brasil. O número de benefícios concedidos pelo INSS saltou de 219.850 em 2023 para 393.670 de janeiro a novembro de 2025. No caso específico da síndrome de burnout, a pesquisa aponta um aumento de 1.760 registros em 2023 para 6.985 de janeiro a novembro de 2025. Antes de se tornar servidora pública em 2023, Natália Moura, 41 anos, passou por episódios de assédio moral, expedientes de 14 horas e perseguições de gênero no trabalho. Todos esses fatores levaram-na ao quadro de burnout, provocando, na época, três meses de afastamento do ambiente laboral. Arte: Divulgação "Desenvolvi depressão, ansiedade extrema, baixa autoestima e, mesmo hoje, após três anos do ocorrido, é difícil falar sobre isso. É uma espécie de trauma. Fico alerta e reativa ao mínimo sinal de desrespeito, especialmente quando vem de um colega do sexo masculino", conta a servidora. Naquele ano, após o diagnóstico, Natália passou por tratamento com medicação e terapia. "Desde então, minha relação com o trabalho mudou. Tenho uma consciência maior sobre o meu papel laboral e sobre o tamanho que ele ocupa na minha vida. Antes, era normal dedicar horas seguidas às demandas, tentando todos os dias provar que eu merecia estar ali. Hoje, o trabalho é apenas um meio que permite expandir conhecimento e experiências. Não é mais o motivo da minha realização", reflete. Diagnóstico e tratamento O diagnóstico de Natália veio com a análise de sintomas e do histórico de vida. O burnout pode ser identificado a partir de avaliação clínica realizada por profissionais habilitados, como médicos e psicólogos. O diagnóstico considera os sinais, sua intensidade e duração, além da relação com o contexto do trabalho. "Não existe exame específico para diagnosticar burnout", ressalta Roque. "A avaliação clínica é acompanhada da realização de testes complementares para, assim, verificar outras condições de saúde que podem estar associadas." “É um desgaste que alcança as relações fora do trabalho. Os finais de semana e as férias ajudam na recuperação do corpo e da mente, mas aquela exaustão mental permanece" Leylane Barros, coordenadora do Comitê de Qualidade de Vida no Trabalho A conduta para o tratamento dependerá da avaliação clínica e da gravidade do quadro. Podem ser considerados psicoterapia, medicamentos, avaliação psiquiátrica, afastamento do ambiente hostil ou adaptações na rotina laboral. Segundo a coordenadora do Comitê de Qualidade de Vida no Trabalho (CCQVT) da SES-DF, Leylane Barros, o distanciamento pode ser necessário, pois o impacto da síndrome é capaz de ultrapassar as paredes de uma empresa. “É um desgaste que alcança as relações fora do trabalho. Os finais de semana e as férias ajudam na recuperação do corpo e da mente, mas aquela exaustão mental permanece." Realizar atividade física, ter alimentação balanceada, repousar e manter momentos de lazer podem ajudar no processo de descompressão. É possível, por exemplo, encontrar unidades da rede pública que oferecem Práticas Integrativas em Saúde (PIS), como recurso complementar de cuidado. Visão legal Em 1999, a Portaria nº 1.339 do Ministério da Saúde incluiu a síndrome de burnout na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (código Z73.0 da Classificação Internacional de Doenças – CID-10). Em 2007, o Decreto nº 6.042 incluiu a condição na lista de Transtornos Mentais e do Comportamento Relacionados ao Trabalho, elencada no Regulamento da Previdência Social. A síndrome do esgotamento profissional ou de burnout pode causar incapacidade para o trabalho e ter enquadramento acidentário, conforme a avaliação do caso e o reconhecimento da relação com o trabalho. Assim, o segurado do INSS nessa situação poderá receber auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, desde que atendidos os requisitos para a concessão do benefício. No momento do retorno ao trabalho, poderá ter direito à adequação de funções e a condições especiais para exercer suas atividades, conforme a avaliação e as regras aplicáveis ao seu vínculo de trabalho. *Com informações da SES-DF
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Biblioteca é nova aliada no tratamento de transtornos mentais no Adolescentro
Centro de referência no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF), o ambulatório de bem-estar mental infantojuvenil Adolescentro agora conta com um novo recurso terapêutico: a Adoleteca. A biblioteca comunitária do espaço conta com mais de 400 livros catalogados de diversos gêneros literários, com autores clássicos e contemporâneos para leitores de todas as idades. Ainda em crescimento, o acervo da Adoleteca é fruto de doações dos próprios servidores e usuários do ambulatório, assim como de diversos membros da comunidade, que contribuíram com livros usados e novos. A gerente do Adolescentro, Bibiana Monteiro, diz que a inauguração de uma biblioteca na unidade era um sonho antigo. “Os profissionais já haviam elaborado esse projeto de incentivo à leitura para diminuir o tempo de tela dos jovens em celulares. Percebemos que, muitas vezes, os adolescentes e as famílias ficam grudados no aparelho enquanto aguardam atendimento", comenta. Projetos que ficam A Adoleteca resulta do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil, no qual os residentes que passam pelo Adolescentro precisam montar um projeto que fique para a unidade. “Os residentes tiveram a iniciativa de montar essa biblioteca. Eles pediram doações, catalogaram todas as obras e fizeram um QR Code para que os interessados levem os livros emprestados para casa ou façam novas doações”, explica Monteiro. Ainda em crescimento, o acervo da Adoleteca é fruto de doações dos próprios servidores e usuários do ambulatório, assim como de diversos membros da comunidade, que contribuíram com livros usados e novos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Uma das organizadoras do projeto, a residente em saúde mental infantojuvenil Ana Beatriz Castro reforça que o acesso à cultura é um dos pilares da atenção psicossocial, impactando na formação da identidade e no senso de pertencimento dos adolescentes. “Durante os atendimentos em grupo, alguns jovens relataram gostar de ler e que isso era uma alternativa ao uso de telas e às redes sociais, mas também manifestaram dificuldade de acesso aos livros em função de não haver bibliotecas em suas escolas”, afirma. Atendimento Destinado a crianças e adolescentes entre 10 anos e 17 anos, 11 meses e 29 dias de idade, o Adolescentro oferece consultas individuais com equipes formadas por profissionais de diversas áreas de formação, entre psicólogos, psiquiatras, pediatras, hebiatras (especialistas em adolescência), fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, ginecologistas, urologistas, neurologistas e odontólogos. A unidade também oferece grupos terapêuticos. Ao todo, são 15 grupos divididos de acordo com a situação do adolescente: ansiedade e depressão, déficit intelectual, transtornos alimentares, transtornos do espectro autista (TEA), diversidade e vítimas de violência sexual. Para ter acesso aos serviços do ambulatório, é preciso ser encaminhado pela Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Saúde do trabalhador: painel de Vigilância à Saúde permite monitoramento e acesso à população
A Secretaria de Saúde (SES-DF) deu um novo passo para fortalecer a vigilância e a transparência das informações com a publicação do Painel de Agravos em Saúde do Trabalhador, no Portal InfoSaúde, disponibilizado ao público no último dia 20. Elaborada pela Diretoria de Saúde do Trabalhador (Disat) em parceria com a Subsecretaria de Tecnologia da Informação em Saúde (Setis), a ferramenta permite monitorar, de forma clara e acessível, os principais indicadores de agravos relacionados à saúde da população trabalhadora do Distrito Federal. Ao acessar o InfoSaúde, basta selecionar no menu a opção Sala de Situação, no submenu Vigilância em Saúde e, por último, Doenças e Agravos. Elaine Morelo, diretora de Saúde do Trabalhador da SES-DF: “O objetivo não é apenas coletar dados, mas agir para diminuir efetivamente os agravos, com base em informações precisas e relevantes” | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF “Ao visualizar os dados de forma clara, as pessoas passam a reconhecer os problemas da própria região e podem colaborar com a notificação”, afirma a diretora de Saúde do Trabalhador da SES-DF, Elaine Morelo. “Isso fortalece a vigilância e amplia o impacto das informações que já eram divulgadas em boletins, agora com uma apresentação mais acessível.” Faixa etária, raça, região de notificação e evolução de casos são alguns dos recortes a partir dos quais cada agravo é analisado Alimentado com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, o painel reúne informações sobre agravos relacionados ao trabalho que são de notificação compulsória e monitoramento pela pasta federal, como acidentes de trabalho típicos e de trajeto, intoxicação exógena, exposição a material biológico, perda auditiva (PAIR), pneumoconioses, dermatoses, câncer e transtornos mentais. Cada agravo pode ser analisado a partir de diferentes recortes, como faixa etária, raça e cor, região de notificação e evolução dos casos. Esses filtros permitem observar tendências, comparar períodos e identificar grupos mais expostos aos riscos. “O objetivo não é apenas coletar dados, mas agir para diminuir efetivamente os agravos, com base em informações precisas e relevantes”, ressalta Elaine Morelo. Resultados na prática O fortalecimento da vigilância por meio do painel reforça o trabalho já desenvolvido pela Disat e pelas unidades do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) ao longo de 2025. No período, foram registrados milhares de atendimentos e intervenções voltados à prevenção de doenças e à promoção de ambientes de trabalho mais seguros. [LEIA_TAMBEM]Entre os destaques estão mais de 2 mil registros de busca ativa, com identificação de casos suspeitos de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho em hospitais e bases de dados não notificados oficialmente aos sistemas de informação em saúde, além de mais de mil ações de vigilância da situação de saúde, que permitiram mapear os setores produtivos mais afetados. Também foram feitas mais de mil investigações de óbitos relacionados ao trabalho, contribuindo para a prevenção de novos acidentes no mesmo ambiente laboral. “As visitas técnicas são essenciais para mapear falhas nos processos, propondo soluções para mitigar riscos aos trabalhadores”, aponta a diretora de Saúde do Trabalhador. “Pequenas adequações podem, de fato, contribuir para um ambiente de trabalho mais seguro.” As equipes também atuaram diretamente na eliminação de riscos, com inspeções sanitárias em empresas, avaliação de recomendações, recebimento de denúncias e mapeamento de riscos. Outro eixo importante foi o investimento em informação e qualificação, com ações de educação em saúde para trabalhadores, capacitações permanentes para profissionais da rede e reuniões de controle social com sindicatos e conselhos de saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Cinema ajuda a tratar pessoas com transtorno mental
Cinema, teatro e saúde mental: essa combinação tem ajudado pessoas com transtornos mentais a superar as barreiras pessoais e a aceitar melhor a própria condição. Prova disso é o trabalho do grupo Companhia Atravessa a Porta, formado por profissionais de saúde e voluntários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II do Paranoá. Em oficinas semanais, projetos de arte e cultura são desenvolvidos pela trupe. O mais recente é a produção de um filme estrelado pelos frequentadores do Caps. Chamada de Os Capsianos, a película conta a história de pessoas com poderes especiais, que ensinam os seres humanos lições sobre sensibilidade. Foto: Breno Esaki/Saúde-DF Locais como a Praça dos Três Poderes, com sua arquitetura única, foram escolhidos para cenário do longa metragem, pois a trama retrata um futuro distópico (ruim, com anomalias, deformidades), onde a humanidade precisa reaprender sobre a importância dos sentimentos. Nesta realidade fictícia, os seres humanos vestem roupas de cor cinza para demonstrar a apatia vivida por eles. Por outro lado, os capsianos usam trajes coloridos e mobilizam a população com suas ideias, na “revolução da sensibilidade”. A ideia do filme partiu dos próprios pacientes da unidade. Quem assume a autoria é Ana Cristina Anselmo, 45 anos, que interpreta um dos capsianos no longa. “Na brincadeira, eu dei esse apelido ao pessoal do Caps e a ideia de tratar sobre a sensibilidade. O mundo está sem amor ao próximo, com muitas pessoas egoístas. É um tema importante”, conta. Preconceito Para Ana Cristina, um dos focos do projeto é quebrar o preconceito sofrido pelas pessoas com transtorno mental. Este processo ela conhece bem – e tem se esforçado para superá-lo com o acompanhamento psicológico que faz desde 2005. Mas, nas suas palavras, só conseguiu “se firmar” na terapia depois que começou o trabalho de teatro e cinema no Caps do Paranoá. “O projeto ajudou a me aceitar. Eu tinha preconceito comigo mesma, achando que só era falta do que fazer. Mas não é. Tenho síndrome do pânico e depressão, aspectos da síndrome de Borderline. Assim, parece que tenho muitas personalidades em uma só. São oscilações difíceis de suportar. Mas quando eu me aceito como sou, sei que estou caminhando para mudar”, avalia Ana Cristina. Foto: Breno Esaki/Saúde-DF Quem também aproveitou a experiência de estar em um filme foi Darlly Ferreira, 34 anos. Ela sofreu um surto psicótico quando era mais nova, mas encontrou na arte uma forma de superar suas questões. “Estou achando mágico. Já tinha feito teatro e foi gratificante para mim. É bom ter o reconhecimento de alguma coisa que a gente está fazendo. Fora isso, você se sente útil, com forças para continuar”, comenta. Potência terapêutica Segundo Amanda Mota, psicóloga do Caps II do Paranoá, os trabalhos semanais da oficina viraram, com o tempo, a companhia Atravessa a Porta. “O intuito era pesquisar as linguagens cênicas e suas potências terapêuticas. E saber como a criação artística poderia ajudar a cada um deles”, lembra. [Olho texto=”É uma forma de sonhar coletivamente, por meio da criação, da arte” assinatura=”Amanda Mota, psicóloga do Caps II do Paranoá” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Quem frequenta o serviço de saúde mental tem um olhar diferenciado. Isso traz aspectos novos para as ações culturais, diz a psicóloga. “Isso vai mudando sentimentos, dando espaço para que possam se expressar e se integrar. Às vezes, é uma forma de mandar um recado para o mundo e que não poderiam fazer de outro jeito”, pondera. Foto: Breno Esaki/Saúde-DF Atualmente, Os Capsianos é a sexta produção cinematográfica do grupo, entre curtas e longas, com previsão de concluir as gravações em 2020. Um outro filme deles será lançado ainda este ano, chamado Antônio sim, por que não, que conta a história da vida e da morte do personagem principal. “Apresentamos os filmes no Caps, mas sempre tentamos levar para outros públicos. Já indicamos alguns para mostras na Universidade de Brasília e eventos de saúde mental. Este referente à história do seu Antônio é nosso primeiro longa e queremos fazer uma estreia pública. A ideia é buscar um espaço público de exibição, além da saúde mental”, informou Amanda Mota. * Com informações da Secretaria de Saúde-DF
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