Terapia nutricional provê fórmulas gratuitas para crianças alérgicas ao leite de vaca
Nos primeiros 40 dias de vida, Maitê Nóbrega apresentou sinais de alergia à proteína do leite de vaca (APLV), o tipo mais comum entre crianças de até 24 meses. Após receber alta do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a bebê foi encaminhada ao Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (Ptned), da Secretaria de Saúde (SES-DF). Karem Araújo com a filha Maitê, de 9 meses, que tem alergia à proteína do leite de vaca e se trata pelo programa da Secretaria de Saúde: “É um alívio saber que teremos o alimento garantido” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “A alergia à proteína de leite de vaca pode provocar sintomas gastrointestinais, respiratórios e dermatológicos” Carolina Cunha, gerente substituta de Serviços de Nutrição da SES-DF Hoje, aos 9 meses, Maitê recebe regularmente fórmulas adequadas à sua condição. “É algo extremamente importante”, ressalta a mãe da criança, Karem Araújo, de 38 anos. “Eu e meu marido somos autônomos e não teríamos condições financeiras de custear a alimentação dela. É um alívio saber que teremos o alimento garantido”. Cuidado contínuo Na Semana Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar, instituída pela Lei nº 14.731/2023, a SES-DF lembra as fórmulas especiais de uso domiciliar utilizadas pelo Ptned. Regulamentado pela Portaria nº 374/2023, o programa atende mais de 4 mil pacientes com diferentes condições clínicas. Entre eles estão 1.445 crianças menores de 2 anos com diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca. “A APLV pode provocar sintomas gastrointestinais, respiratórios e dermatológicos”, explica a gerente substituta de Serviços de Nutrição da SES-DF, Carolina Cunha. “Quando não tratada adequadamente, pode comprometer o crescimento e até aumentar o risco de infecções.” Fórmulas e cadastro Conforme a necessidade de cada paciente, a SES-DF disponibiliza fórmulas infantis à base de proteína hidrolisada do leite de vaca, com ou sem lactose, além de compostos à base de aminoácidos livres. Atualmente, cerca de 34% das crianças atendidas utilizam fórmulas de aminoácidos. “Do ponto de vista nutricional, o programa também garante que a criança receba nutrientes essenciais, especialmente proteínas e cálcio, em quantidades adequadas para assegurar crescimento e desenvolvimento compatíveis com a faixa etária”, afirma Carolina. [LEIA_TAMBEM]O acesso a esse serviço se dá pela avaliação da criança por médico, nutricionista e assistente social na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência ou em hospitais parceiros. Os relatórios são encaminhados à Gerência de Serviços de Nutrição, responsável por verificar se o caso atende aos critérios previstos na portaria. O cadastro também pode ser feito durante internações hospitalares ou atendimentos na atenção especializada. É necessário que o responsável acompanhe o processo pelo InfoSaúde e marque a retirada das fórmulas pela plataforma Agenda DF. A dispensação é feita na Central de Nutrição Domiciliar (Cnud), localizada no Parque de Apoio da SES-DF, no SIA. A disponibilidade das fórmulas pode ser consultada também pelo painel do InfoSaúde. Na primeira retirada, é preciso apresentar cópia do documento de identidade do responsável, comprovante de residência no DF, Certidão de Nascimento da criança e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para permanecer no programa, a criança deve passar por reavaliação nutricional a cada três meses e médica a cada seis meses. A avaliação do assistente social é feita apenas no momento do cadastro. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hospital Regional de Taguatinga agiliza cirurgias para tratamento da doença de Chagas
O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) realizou, nesta quinta-feira (21), dois procedimentos cirúrgicos de miotomia endoscópica peroral (Poem, sigla em inglês). A nova técnica permite recuperação clínica rápida para pacientes que sofrem de acalasia, condição na qual o esôfago perde a capacidade de empurrar o alimento e a válvula de entrada para o estômago não se abre, impedindo a alimentação. A maioria dos pacientes acometidos sofre com a doença de Chagas. "A recuperação após o Poem é significativamente mais rápida do que a cirurgia tradicional. Em geral, a alta hospitalar ocorre no mesmo dia ou em até 24 horas após o procedimento", explica a gastroenterologista do HRT Sara Cardoso Rose. Segundo a médica, essa melhora acelerada não apenas impacta a qualidade de vida, como também reduz os custos hospitalares quando comparada à operação tradicional. "É um benefício importante para o sistema público de saúde", complementa. Poem é um procedimento minimamente invasivo, realizado por endoscopia, garantindo melhor tempo de recuperação para os pacientes | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Procedimento Além dos especialistas na área, o procedimento conta com a participação de equipes de anestesiologia, enfermagem, radiologia e de internação. Não é realizada nenhuma incisão: tudo é feito por meio da boca, como uma endoscopia. Com uso da tecnologia, o foco é criar um pequeno túnel na parede interna do esôfago para cortar as fibras musculares que impedem a passagem adequada dos alimentos. O paciente permanece sob monitorização avançada e são realizados exames antes e depois do Poem. Até 79% dos operados conseguem beber líquidos em até 24 horas. O primeiro Poem no HRT foi realizado em 2025 e, agora, já foram 12 procedimentos do tipo somente neste ano. "Hoje, o hospital de Taguatinga é um dos poucos centros no Brasil que oferecem a tecnologia na rede pública", destaca o gastroenterologista do HRT Técio de Araújo. O Hospital de Base (HBDF) também disponibiliza o Poem. Para o especialista, o serviço é fundamental para atender a população que mais necessita, especialmente considerando a alta incidência de doença de Chagas no país. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Atendimentos de radioterapia no HRT crescem 259% em 2026
A unidade de radioterapia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) atendeu 262 pacientes nos quatro primeiros meses de 2026, alta de 259% em comparação com o mesmo período de 2025, quando 73 pessoas passaram pelo serviço. A ampliação está vinculada ao programa "O câncer não espera. O GDF também não", do Governo do Distrito Federal (GDF), que triplicou a oferta de vagas na unidade. Entre janeiro e abril de 2026, o serviço ofertou 335 vagas, mais que o triplo das 92 disponibilizadas no mesmo período de 2025. A média mensal de atendimentos passou de cerca de 18 pacientes em 2025 para mais de 65 em 2026. A chefe substituta da Radioterapia do HRT, Aline Ribas, atribui o avanço ao reforço das equipes e à ampliação da capacidade operacional da unidade. “Tivemos servidores lotados aqui, entre enfermeiros, físicos, técnicos de radiologia e técnicos de enfermagem. Isso veio para somar e ajudar a disponibilizar mais vagas para o sistema de regulação”, afirma. Entre janeiro e abril de 2026, o serviço ofertou 335 vagas, mais que o triplo das 92 disponibilizadas no mesmo período de 2025 | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Segundo ela, o atendimento humanizado também é uma marca do serviço. “Aqui, o paciente está sempre em primeiro lugar. Desde a recepção até a revisão médica, esse acolhimento faz diferença para que o paciente se sinta seguro e esperançoso”, destaca. Em 2025, a unidade somou 424 atendimentos no ano inteiro. Em 2026, em quatro meses, o serviço chegou a 262, mais de 60% do total do ano anterior. O supervisor de proteção radiológica da unidade, o físico médico Thyago Mangabeira, explica que a reorganização interna e o reforço das equipes permitiram ampliar significativamente a capacidade do serviço. “Conseguimos mais físicos, aumento de carga horária e uma melhor distribuição das equipes. Isso aumentou a eficiência na recepção dos pacientes e a taxa de conversão dos atendimentos”, relata. Segundo o profissional, a unidade passou a operar em dois turnos com a presença de físicos médicos. “Antes, funcionávamos apenas em um turno. Com a adequação das equipes e a chegada de mais profissionais, dobramos nossa capacidade de atendimento em termos de horário de trabalho”, explica. Mangabeira também destaca o trabalho integrado das equipes multiprofissionais. “Na radioterapia, não existe divisão simples de tarefas. Trabalhamos efetivamente em grupo. Isso garante um cuidado integral, desde a recepção até a alta do paciente”, afirma. “Aqui, o paciente está sempre em primeiro lugar. Desde a recepção até a revisão médica, esse acolhimento faz diferença para que o paciente se sinta seguro e esperançoso”, destaca Aline Ribas, chefe substituta da radioterapia do HRT O físico médico ressalta ainda a complexidade tecnológica da estrutura do HRT. “O equipamento que temos aqui é um acelerador de partículas de altíssima complexidade, que utiliza feixes de elétrons e fótons para tratar os pacientes. Ter acesso a esse tipo de tecnologia dentro do SUS é algo muito significativo”, avalia. Fila da radioterapia cai 75% no DF Entre março de 2025 e abril de 2026, a fila da radioterapia no Distrito Federal caiu 75%, de 630 para 156 pacientes em espera. O tempo médio de espera diminuiu 72%, de 87 para 24 dias. No mesmo intervalo, o programa "O câncer não espera. O GDF também não" atendeu 4.094 pacientes em radioterapia, em três hospitais da Secretaria de Saúde (SES-DF) e quatro clínicas privadas. Foram 2.234 novos pacientes na rede do SUS e 1.860 na rede contratada. Na fila oncológica, a redução foi de 21% no período: a fila caiu de 889 para 701 pacientes em espera. O tempo médio de espera diminuiu 58%, de 81 para 34 dias. No mesmo intervalo, foram 5.531 pacientes atendidos, em três hospitais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e oito clínicas privadas. Da quimioterapia à reta final da radioterapia Maria Sufia de Miranda, de 55 anos, faz tratamento contra câncer de mama no Centro de Radioterapia do HRT. Após quimioterapia e três cirurgias, está na 9ª das 15 sessões de radioterapia previstas. Ela conta que encontrou acolhimento desde o primeiro atendimento. “Fui muito bem recebida. Os médicos, as enfermeiras, os técnicos, toda a equipe me deram apoio e carinho. O atendimento aqui foi maravilhoso”, relata. “Fui muito bem recebida. Os médicos, as enfermeiras, os técnicos, toda a equipe me deram apoio e carinho. O atendimento aqui foi maravilhoso”, conta a paciente Maria Sufia de Miranda Maria Sufia afirma que a proximidade da unidade facilitou a continuidade do tratamento. “Depois que cheguei aqui, fui atendida rapidamente. E fazer radioterapia perto de casa ajudou muito, porque, nesse período, a gente fica fragilizada também financeiramente”, diz. A paciente também elogia o ambiente da unidade e o tratamento humanizado. “Aqui, todo mundo é tratado com respeito, atenção e pontualidade. Você chega mais tranquila para enfrentar um momento tão difícil”, afirma. Já na reta final do tratamento, Maria Sufia comemora a remissão da doença. “Estou muito feliz. Graças a Deus, está dando tudo certo”, celebra.
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Hábitos de higiene do sono favorecem qualidade de vida de pessoas e famílias atípicas
A literatura demonstra que de 40% a 80% das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) apresentam algum distúrbio do sono. Constatando essa incidência durante os atendimentos realizados no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a cirurgiã-dentista Andréia Aquino decidiu ampliar as oportunidades de conscientização das famílias atípicas. A ideia de desenvolver o folder O sono e o autismo surgiu da observação da importância de noites bem-dormidas para a saúde global e, de modo especial, para a qualidade de vida das pessoas com o transtorno. “Queríamos destacar que a privação ou a baixa qualidade do sono pode exacerbar sintomas do TEA, acarretando prejuízos cognitivos, sociais, emocionais e comportamentais, com impactos não apenas para a pessoa autista, mas também para toda a família”, explica a especialista no atendimento a pessoas com deficiência (PcD). O material educativo foi desenvolvido há dois anos. Desde então, tem sido utilizado, no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal, como instrumento de educação, sensibilização e orientação, especialmente em ações voltadas para o cuidado de PcD e para a atenção às famílias atípicas. Andréia Aquino: "Queríamos destacar que a privação ou a baixa qualidade do sono pode exacerbar sintomas do TEA", explica uma das autoras e especialista no atendimento a pessoas com deficiência (PcD) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Novos hábitos Foi durante o Encontro Atípico, terapia comunitária oferecida todos os meses de 2025 no HRT, que Danielle Nunes Lacerda, de 39 anos, conheceu o que é higiene do sono. A ocasião, além de garantir a oferta gratuita do material impresso, serviu para que a mãe de Murilo Lacerda, 12, ouvisse o relato de famílias que já haviam colocado em prática o conjunto de hábitos recomendados para melhoria da qualidade e da duração do sono. O garoto convivia com excessiva sonolência durante o período em que fez uso de medicação antipsicótica. Além disso, a demora para dormir, junto ao costume de acordar frequentemente cedo, causavam prejuízos ao seu humor e ao rendimento nas atividades apresentadas ao longo do dia. A campanha Abril Azul conscientiza a sociedade para os cuidados com TEAs A suplementação de melatonina — recomendada pelo neurologista com quem ele faz acompanhamento — e a incorporação de práticas de higiene do sono modificaram esse cenário. “A partir do momento em que começamos a aplicar a higiene do sono, ele melhorou 100%. Continua acordando cedo, mas tem uma noite de sono muito melhor", relata Danielle. A rotina de sono dificultosa causava desapontamentos no ambiente familiar. “A gente ficava um pouco frustrado às vezes, por dormir tarde e acordar cedo. Quando ele se levantava, a gente precisava se levantar também. Isso afetava a rotina dele e também a nossa", detalha a professora e moradora de Taguatinga. Abril Azul O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. Ao longo de todo o mês, ações da campanha são dedicadas à ampliação do conhecimento sobre o transtorno, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão das pessoas com TEA na sociedade. A rede pública de saúde do DF registrou mais de 8,2 mil atendimentos individuais na atenção primária à saúde, além de quase 135 mil procedimentos na atenção especializada e na rede contratada em 2025. Em dezembro, o Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou o primeiro Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea) do DF. O TEA atinge cerca de 34,5 mil pessoas, equivalente a 1,2% da população distrital, segundo censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Paciente reaprende a andar na Policlínica de Taguatinga
Família: é essa a palavra que Adriano Veras Sousa, 39 anos, mais repete ao contar a sua história. Era nos familiares que ele pensava nos meses em que permaneceu consciente, mas sem conseguir falar, andar, comer ou mesmo beber água, enquanto esteve internado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Agora, é com o apoio dos entes queridos e de servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) que Adriano reaprendeu a falar, a se alimentar sozinho e a dar os primeiros passos. "Fiquei mais de um ano sem tomar banho de chuveiro. Sabe como é boa aquela água vindo? Passei a valorizar cada pequena coisa", conta. Adriano Veras Sousa ficou meses internado, sem poder se mexer nem se comunicar; ele conta que sua maior vontade era voltar a estar com a família | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A história do motorista é um exemplo tanto de superação pessoal quanto da importância do cuidado multiprofissional. Após 12 dias com o intestino preso, ele deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, sendo encaminhado ao HRT para uma cirurgia de desobstrução. Porém, o quadro clínico do paciente, então com 37 anos, apresentou piora inesperada, com perda gradual dos movimentos, sendo necessária a realização de traqueostomia para respiração, já que ele se encontrava sem qualquer movimento abaixo do pescoço. Além disso, sofreu paradas cardiorrespiratórias e edema cerebral. Era outubro de 2024. Quando acordou, Adriano logo percebeu todas as suas limitações. A única forma de se comunicar era emitir ruídos, o suficiente para a equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HRT perceber que ele estava consciente e oferecer conforto, contra o frio ou com mudanças de posição. "Eu pensava na minha mãe. Na minha esposa. No meu filho. Eu pensava em como eu iria jogar bola com ele de novo. Pensava nas pessoas que me esperavam do lado de fora. Eu queria pedir perdão se eu tivesse feito alguma coisa de errado. Mas eu sabia que iria voltar. Eu não podia morrer e deixar meu filho sozinho", relata, emocionado. [LEIA_TAMBEM]No Natal e na noite de Réveillon, ele preferiu dormir. Os meses passaram, e a vida voltou aos poucos. A experiência de comer a primeira comida pastosa e retomar os cuidados com a barba e os cabelos — com os profissionais — foram verdadeiros marcos da recuperação. Já em março, chegou a hora da primeira visita do filho, João Miguel, então com 10 anos de idade. Ele tinha novidades a contar: o Flamengo havia vencido o Vasco. "Eu nem lembro o placar. Eu sei que a gente ganhou. Eu contei para ele. E nós começamos a rir", lembra o menino. À época, o Flamengo havia vencido o Vasco da Gama por 2 x 1, de virada, pela semifinal do Campeonato Carioca, em partida disputada em 8 de março de 2025. Reaprender a andar Quem vê Adriano, atualmente, não imagina que, há pouco mais de um ano, ele não conseguia se comunicar e estava com braços, pernas e tronco paralisados. Agora, a fala já é praticamente normal. As mãos, ainda que não completamente estendidas, já permitem que ele se alimente de forma autônoma, vá ao banheiro, escolha os seriados na televisão e até faça um Pix no celular, como gosta de contar. "É gratificante. Eu tenho gratidão aos profissionais que me ajudaram", afirma. Hoje, o acompanhamento oferecido pela SES-DF se dá em duas frentes. Uma equipe no Hospital de Apoio de Brasília (HAB) investiga uma série de suspeitas de doenças genéticas ou autoimunes que podem ter desencadeado desde a obstrução intestinal até o edema cerebral e as paradas cardiorrespiratórias. Em paralelo, na Policlínica de Taguatinga, segue o processo de reabilitação. Morador de Samambaia, ele conta com pai, mãe, irmão, esposa e filho para acompanhá-lo em cada visita às unidades de saúde. Acompanhado por equipes multiprofissionais da Secretaria de Saúde, Adriano conseguiu ficar de pé e já deu os primeiros passos Resultados Os resultados têm sido surpreendentes. Adriano foi submetido ao exame de eletroneuromiografia, procedimento que combina pequenos choques e agulhas finas para medir impulsos elétricos e a atividade muscular, avaliando a integridade dos nervos periféricos e dos músculos. "O exame mostrou que ele não tem nada de força e de movimentação, principalmente nas pernas. E então, por incrível que pareça, o Adriano foi ganhando força, apesar de o exame dele continuar a mostrar uma capacidade de ativação muscular muito ruim. Há aproximadamente duas semanas, conseguimos colocá-lo em pé, e ele andou alguns passos", conta o fisioterapeuta Hudson Azevedo Pinheiro. Com pós-doutorado na área e especializado em fisioterapia neurofuncional, o servidor da SES-DF não esconde a surpresa com a recuperação do paciente. "Estamos em processo de investigação diagnóstica", afirma. A equipe, formada por servidores e residentes, já preparou talas que vão ajudar Adriano a caminhar. A cada sessão, há pequenas vitórias. Não é possível, porém, afirmar se algum dia Adriano vai andar mais que alguns passos, dirigir ou desenvolver o talento futebolístico do filho canhoto para jogar na lateral esquerda. Mas ele está em casa. Está vivo. Está ao lado da família. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Depois de 40 anos de espera, Túnel Rei Pelé é realidade e muda a vida dos moradores de Taguatinga
Criada em 1958 para acolher trabalhadores que ajudavam a construir Brasília, Taguatinga cresceu junto com a capital e consolidou-se como polo comercial e urbano. Nos últimos sete anos, a cidade passou a integrar um ciclo robusto de intervenções do Governo do Distrito Federal. O Túnel Rei Pelé, inaugurado em 2023, com mais de R$ 275 milhões aplicados, passou a receber cerca de 135 mil motoristas por dia, trazendo mais fluidez ao trânsito e gerando 1,6 mil empregos. A região central ganhou novo desenho com o boulevard, enquanto vias estratégicas receberam recapeamento, drenagem e ciclovias. O programa Drenar Taguatinga readequou bacias de detenção, reduzindo alagamentos históricos. Os reflexos alcançam diferentes áreas. Escolas foram construídas e ampliadas, unidades passaram a contar com novo modelo de gestão, e a educação infantil ganhou mais estrutura. Na saúde, o hospital regional recebeu centro de radioterapia e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) reforçou os atendimentos de urgência. Delegacias ganharam novas sedes, praças tradicionais foram recuperadas e espaços públicos voltaram a ser ponto de convivência das famílias. De cidade pioneira a protagonista de um novo ciclo urbano, Taguatinga reafirma seu papel estratégico no desenvolvimento do Distrito Federal.
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Residência em clínica médica do HRT fortalece cuidado na rede pública
Qualificar médicos recém-formados e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Esse é o propósito do Programa de Residência em Clínica Médica (PRM-CM) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que alia formação técnica rigorosa à prática assistencial, ampliando a presença de profissionais qualificados na rede pública do Distrito Federal. Os resultados se refletem na ampliação da resolutividade clínica, na organização do cuidado e no fortalecimento da atenção hospitalar à população. “Trata-se de um investimento direto na formação de especialistas comprometidos com a excelência e com o SUS [Sistema Único de Saúde]”, afirma a supervisora do programa, Larissa de Freitas Oliveira. Atualmente, 30 residentes atuam em todos os setores clínicos da unidade; eles reforçam as equipes e garantem acompanhamento mais próximo dos pacientes | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Formação sólida Com duração de dois anos, a residência é pré-requisito para especialidades como cardiologia, endocrinologia e nefrologia. Os médicos em formação passam por enfermarias, emergência, Unidade de Cuidados Intermediários e ambulatórios de diversas áreas, além de realizarem rodízios em outras unidades, como o Instituto do Coração e o setor de pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Atualmente, 30 residentes — 15 do primeiro ano e 15 do segundo — atuam em todos os setores clínicos da unidade. Eles reforçam as equipes e garantem acompanhamento mais próximo dos pacientes, levando atualização científica constante ao hospital. “A graduação nem sempre proporciona a vivência prática necessária para lidar com a complexidade dos pacientes. A residência oferece treinamento em serviço, sob supervisão constante de preceptores, o que é fundamental para o amadurecimento clínico”, afirma a preceptora Leila Villas Boas. Com duração de dois anos, a residência é pré-requisito para especialidades como cardiologia, endocrinologia e nefrologia Aprendizado contínuo Além da assistência, os residentes participam de aulas regulares, cursos como infectologia e parada cardiorrespiratória e desenvolvem um trabalho de conclusão, com possibilidade de publicação científica. No dia a dia, a imersão é intensa. Médico residente, Yan Porto destaca a diversidade de experiências vivenciadas no hospital. [LEIA_TAMBEM]“Compartilhamos experiências e conhecimento, e essa formação no HRT se reflete em nosso crescimento profissional e pessoal, fortalecendo a união do grupo e nos preparando para enfrentar os desafios de dois anos intensos, com alta demanda, mas de grande aprendizado. A amizade construída e o suporte mútuo tornam este programa essencial e gratificante”, diz. Para a residente Ana Carolina Carvas, que inicia o segundo ano, a formação também contribui para o desenvolvimento humano, ampliando competências que vão além da técnica. “A residência promove o desenvolvimento de habilidades interpessoais, como o trabalho em equipe, o respeito à hierarquia, a comunicação de ideias e a empatia”, afirma. Prestes a concluir o programa, Pedro Girotto destaca o impacto da experiência em sua trajetória: “Obtive a segunda maior nota do país para cardiologia no Exame Nacional de Residência e reconheço que o HRT foi decisivo nesse resultado. Aqui, aprendi que cuidar não é apenas prescrever. É orientar, explicar o tratamento, ajudar o paciente a acessar o medicamento e acompanhar cada etapa do processo”. Pioneiro da residência em clínica médica do HRT, o médico Jairo Zapata ajudou a estruturar o programa e formou gerações de especialistas Uma história que virou referência Primeiro programa de residência do HRT, criado na década de 1970, o curso de clínica médica consolidou-se como eixo estruturante da formação médica na unidade. Ao longo dos anos, foi ampliado, estruturado e passou a atrair profissionais de diferentes regiões do país, tornando-se referência na formação clínica na rede pública. Um dos pioneiros foi o médico Jairo Zapata, que ajudou a estruturar a residência e formou gerações de especialistas. Em reconhecimento ao seu trabalho, a enfermaria da clínica médica passou a se chamar Enfermaria Professor Dr. Jairo Martinez Zapata. “Deveria ser uma oportunidade acessível a todos os médicos recém-formados, com expansão das vagas no setor público. O residente está em aprendizado, sob orientação qualificada, e isso resulta em uma qualidade de atendimento ao paciente do SUS extraordinária”, destaca Zapata. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Rede pública amplia estrutura de nefrologia e moderniza atendimento em hemodiálise no DF
A rede pública de saúde do Distrito Federal passou por uma reestruturação no atendimento em nefrologia, com modernização de espaços, aquisição de novos equipamentos e atualização dos sistemas de filtragem de água utilizados na hemodiálise. As intervenções ampliaram a capacidade de atendimento e reforçaram a assistência a pacientes renais em diferentes unidades hospitalares. Nos hospitais regionais de Taguatinga e do Gama, a modernização elevou a oferta de sessões mensais de hemodiálise de 774 para 2.220. A ampliação foi possível com a substituição das máquinas, a renovação dos sistemas de filtragem avançada e a readequação das áreas de tratamento, garantindo mais segurança e eficiência no procedimento. O setor de nefrologia do HRT ganhou novos pontos de hemodiálise e sistema de osmose reversa | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), o setor de nefrologia passou por reforma completa, com novos pontos de hemodiálise, pintura renovada, adequações elétricas e a troca integral do sistema de osmose reversa, responsável pela purificação da água utilizada no tratamento. Considerado essencial para a segurança dos pacientes, o equipamento assegura padrões rigorosos de qualidade no procedimento. O investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com a modernização, a capacidade da unidade passou de 50 para 140 vagas, ampliando significativamente a oferta de tratamento. No Hospital Regional do Gama (HRG), o novo setor de nefrologia também foi modernizado, com investimento de cerca de R$ 3 milhões. A reestruturação incluiu sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, novas máquinas de hemodiálise, monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais e manutenção elétrica, hidráulicas e de climatização. O novo setor de nefrologia do HRG recebeu investimento de R$ 3 milhões | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Com as intervenções, a capacidade hospitalar do HRG dobrou, passando de 20 para 40 vagas. A unidade também passou a oferecer suporte dialítico para pacientes no box de emergência e ampliou para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise, fortalecendo o atendimento a casos críticos. A ampliação da estrutura permite reduzir o tempo de espera, evitar transferências desnecessárias entre unidades e garantir continuidade do tratamento após a alta da UTI. As mudanças também aumentam o giro de leitos e possibilitam atender mais pacientes com segurança e agilidade. Somente em 2025, o Hospital Regional de Taguatinga realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise, consolidando-se como o maior serviço de nefrologia do Distrito Federal e referência regional no tratamento de pacientes renais.
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Vice-governadora Celina Leão inaugura ala de nefrologia do HRT e destaca ampliação da hemodiálise no DF
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, visitou nesta segunda-feira (16) a nova ala de nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que passou por reforma completa e já está em funcionamento. Durante a agenda, Celina Leão conheceu a estrutura modernizada e acompanhou de perto a ampliação da capacidade de atendimento em hemodiálise na rede pública de saúde. “Toda a área de nefrologia da nossa rede pública foi reestruturada. Todos os nossos hospitais receberam máquinas novas, todas elas foram trocadas, e agora seguimos com a reestruturação física das unidades. Já inauguramos nos hospitais do Gama e Taguatinga e o próximo será o de Sobradinho”, afirmou. A reestruturação do setor faz parte da estratégia deste Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a assistência aos pacientes renais. Com a manutenção feita no HRT e no Hospital Regional do Gama (HRG), a capacidade conjunta de atendimento hospitalar saltou de 70 vagas para 180 vagas de hemodiálise, um crescimento de 157%. Celina Leão: "Todos os nossos hospitais receberam máquinas novas, todas elas foram trocadas, e agora seguimos com a reestruturação física das unidades" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O governo também prepara um novo edital de credenciamento para ampliar a participação de clínicas particulares e aumentar a oferta de vagas. “Revisitamos e melhoramos o edital em vários aspectos para torná-lo mais atrativo. A previsão é publicá-lo nos próximos dias, com expectativa de ampliar em cerca de 700 vagas e chegar à plenitude do atendimento”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. O maior centro de nefrologia do Centro-Oeste No Hospital Regional de Taguatinga, a unidade de nefrologia passou por uma reforma completa. O espaço recebeu novos pontos de hemodiálise, pintura renovada, adequações na infraestrutura elétrica e a troca integral do sistema de osmose, etapa fundamental para garantir segurança e qualidade no tratamento. O sistema de osmose reversa é considerado o “coração” da hemodiálise, responsável pela purificação extrema da água utilizada no procedimento e pela eliminação de impurezas, assegurando padrões rigorosos de segurança para pacientes com insuficiência renal. A expectativa é que todos os hospitais da rede recebam esse equipamento. O investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com a modernização, a capacidade da unidade passou de 50 para 140 vagas, ampliando significativamente a oferta de tratamento. A médica Iara Campos de Carvalho ressalta que as novas máquinas trarão mais conforto para pacientes e servidores A médica nefrologista e gerente de serviços de internação da Secretaria de Saúde, Iara Campos de Carvalho, destacou o impacto técnico das melhorias. “A gente renovou a osmose, que hoje é de duplo passo, muito moderna, trazendo mais segurança para o paciente porque é ela que produz a água usada na hemodiálise. Além disso, foi renovada toda a parte dos tubos e o setor ficou totalmente revitalizado, com mais conforto para servidores e pacientes”, explicou. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, ressaltou que a modernização também melhora a organização da rede hospitalar. “Essa reestruturação permite girar mais leitos, porque conseguimos tirar o paciente da UTI para o serviço de nefrologia com assistência adequada. Isso aumenta a capacidade de atendimento e melhora a qualidade da assistência para todos os pacientes”, afirmou. Em 2025, o HRT já realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise, consolidando-se como o maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e o maior serviço do Distrito Federal. Inaugurado em 1974, o hospital é referência em diversas áreas da saúde pública e foi a primeira unidade da rede a contar com Banco de Leite Humano, implantado em 1978. Ampliação também no HRG No Hospital Regional do Gama (HRG), o novo setor de nefrologia começou a receber pacientes na última semana, após investimento de aproximadamente R$ 3 milhões. Juracy Lacerda: “Essa reestruturação permite girar mais leitos, porque conseguimos tirar o paciente da UTI para o serviço de nefrologia com assistência adequada” A reestruturação incluiu troca integral do sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, aquisição de 16 novas máquinas de hemodiálise, novos monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais, além de adequações elétricas, hidráulicas e de climatização. [LEIA_TAMBEM]Com a modernização, a capacidade oficial hospitalar dobrou, passando de 20 vagas para 40 vagas. Além das vagas regulares, o HRG passou a oferecer suporte dialítico para dois pacientes por turno no box de emergência e ampliou o atendimento para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise, fortalecendo o cuidado aos pacientes críticos. Segundo a vice-governadora Celina Leão, a ampliação da estrutura segue um planejamento para toda a rede. “O objetivo é ter 100% dos leitos de UTI com suporte para hemodiálise e evitar transferências desnecessárias, garantindo mais cuidado e eficiência na rede”, destacou. O investimento na ampliação contribui diretamente para a continuidade do tratamento após a alta da UTI e para o aumento do giro de leitos, permitindo que mais pacientes sejam atendidos com segurança e agilidade.
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DF amplia em 157% a oferta de hemodiálise e garante 180 vagas para pacientes renais
O Distrito Federal registrou um marco histórico na assistência aos pacientes renais. Com a reestruturação dos setores de nefrologia dos hospitais regionais de Taguatinga (HRT) e do Gama (HRG), a capacidade conjunta de atendimento saltou de 70 para 180 vagas para hemodiálise. O crescimento de 157% na oferta hospitalar do tratamento é fruto de um investimento de R$ 4,7 milhões por parte do Governo do Distrito Federal (GDF) para modernizar, ampliar e fortalecer o acesso ao atendimento especializado na rede pública de saúde. Maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e o maior serviço de hemodiálise do DF, o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) é referência no Brasil. Para a diretora de Serviços de Internação da Secretaria de Saúde, Emanuelle Ferreira Lustosa, a ampliação representa um marco para a rede pública. “O HRT é o nosso maior serviço de nefrologia e estamos aqui hoje reinaugurando esse espaço. Os pacientes terão acesso melhor e de qualidade. Todos aqueles que têm problemas renais crônicos que necessitam de suporte terão um espaço mais acolhedor para serem atendidos”, afirma. O espaço do HRT destinado à nefrologia passou por uma reforma completa, com inovação no parque tecnológico, renovação das máquinas de hemodiálise e troca do sistema de osmose | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Segundo ela, a modernização foi estrutural e tecnológica. “A gente fez uma reforma em todo o espaço, mexeu no parque tecnológico, renovou todas as máquinas de hemodiálise e trocou o sistema de osmose. Agora, temos um sistema de osmose reversa de duplo passo, que é inédito aqui na Secretaria de Saúde”, explica. Tecnologia e atendimento de ponta No HRT, a unidade de nefrologia passou por uma reforma completa. O espaço, que realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise no ano passado, recebeu novos pontos de hemodiálise, pintura renovada, adequações na infraestrutura elétrica e a troca integral do sistema de osmose (etapa essencial para garantir segurança e qualidade no tratamento). O sistema de osmose reversa é considerado o “coração” da hemodiálise. É ele que faz a purificação extrema da água utilizada no procedimento, eliminando impurezas e garantindo padrão rigoroso de segurança para pacientes com insuficiência renal. O investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com a modernização, a capacidade da unidade saltou de 50 para 140 vagas, quase triplicando a oferta de tratamento. Inaugurado em 1974, o HRT é referência em diversas outras áreas da saúde pública do DF e foi a primeira unidade da rede a contar com banco de leite humano, implantado em 1978. Suporte para pacientes renais 16 Número de novas máquinas de hemodiálise do HRG No Hospital Regional do Gama, o novo setor de nefrologia começou a receber pacientes na última quarta-feira (11). Por lá, os investimentos são de aproximadamente R$ 3 milhões. A reestruturação incluiu troca integral do sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, aquisição de 16 novas máquinas de hemodiálise, novos monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais, além de adequações elétricas, hidráulicas e de climatização. Com a manutenção completa, a capacidade oficial hospitalar de hemodiálise dobrou, passando de 20 para 40 vagas. Além das vagas regulares, o HRG passou a oferecer suporte dialítico para dois pacientes por turno no box de emergência e ampliou o atendimento para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise. A medida fortalece o cuidado aos pacientes críticos, reduz a fila de egressos da UTI e aumenta o giro de leitos, contribuindo para uma desospitalização mais segura. Emanuelle Lustosa: "O giro de leito do hospital vai ser maior e vamos conseguir dar uma assistência de qualidade a todos os nossos pacientes" De acordo com Emanuelle Lustosa, a ampliação tem impacto direto na dinâmica hospitalar. “O maior impacto é para aquele paciente que está aguardando vaga de UTI. A gente vai conseguir atender esse paciente aqui, ele vai conseguir sair da UTI, e aquele que está no pronto-socorro poderá ir para a UTI. O giro de leito do hospital vai ser maior e vamos conseguir dar uma assistência de qualidade a todos os nossos pacientes”, detalha. Impacto direto na qualidade de vida O crescimento de 157% na oferta de vagas representa um marco para a saúde pública do DF. A ampliação da capacidade instalada e a modernização tecnológica impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes que dependem da hemodiálise, além de trazer mais segurança e previsibilidade às famílias. Paciente da unidade, a cuidadora de idosos Ana Selma Carvalho da Silva, de 34 anos, faz sessões três vezes por semana e relatou a diferença após a reforma. “Antes era tudo mais bagunçado, parede descascando, tinha equipamento que não funcionava muito bem. Agora está muito bom, a gente se sente mais acolhida”, conta. Ela também destacou o atendimento recebido. “Aqui o acolhimento é melhor. A qualidade dos enfermeiros para tratar a gente faz muita diferença”, afirma. Ana Selma Carvalho da Silva faz sessões de hemodiálise três vezes por semana e aprovou o novo espaço: "A gente se sente mais acolhida" O responsável técnico-administrativo da unidade de nefrologia do HRT, Gladson Paiva, destaca que a modernização amplia não apenas a quantidade, mas também a segurança do tratamento. “O impacto positivo se traduz no aumento da capacidade de atendimento e na melhoria da qualidade do tratamento, graças à renovação do parque tecnológico e à implementação de um sistema de tratamento de água de alta qualidade”, diz o médico. Segundo ele, a previsão é saltar de 224 sessões semanais para 435 sessões por semana. “A capacidade praticamente dobra em relação ao que a gente tinha antes da reforma”, explica.
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Saúde da mulher: Ação itinerante já realizou quase 800 consultas e mais de mil exames em Taguatinga
Quase 800 consultas e 1,2 mil exames, sendo 718 de mamografias e 495 de ecografias transvaginais. Esse é o resultado dos atendimentos realizados pela Carreta do Programa Agora Tem Especialistas, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Com apoio da Secretaria de Saúde (SES-DF), a iniciativa, que é do Ministério da Saúde (MS), oferece serviços voltados à prevenção e cuidado da saúde da mulher, como consultas com especialistas ginecologistas, além da realização de exames de imagem, como mamografias e ultrassonografias. Durante a permanência na Região de Saúde Sudoeste — que engloba Taguatinga, Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Vicente Pires e Água Quente — a carreta atenderá a mulheres previamente reguladas, ou seja, já inseridas na fila de espera do Distrito Federal. O objetivo é ampliar o acesso à assistência especializada, atuando como uma porta adicional de entrada para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Com apoio da Secretaria de Saúde (SES-DF), a iniciativa oferece serviços voltados à prevenção e cuidado da saúde da mulher | Fotos: Divulgação/SES-DF Ampliação do acesso Durante visita nesta quarta-feira (4), o diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira, destacou que a iniciativa responde a uma demanda direta da própria população. “As carretas têm o objetivo claro de atacar o principal problema que a população brasileira identificou no SUS, o acesso à atenção especializada. Não podemos aceitar que as pessoas morram esperando algum procedimento ou exame”, afirmou. A representante do Comitê de Planejamento da Saúde do DF, Michelline Pedrosa, refletiu sobre a importância do investimento contínuo em saúde pública. “Trazer saúde para a população é investir no futuro. Precisamos nos dedicar e estar mais presentes para que o povo usufrua dessa melhoria”, declarou. Para a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Márcia Rodrigues, a carreta simboliza um compromisso com o cuidado em saúde. “Não é só uma carreta, um veículo. É um símbolo de cuidado para a população, é um compromisso principalmente com as mulheres, que são os pilares para nossas famílias e comunidade”, declarou. A carreta conta com consultórios climatizados para atendimentos clínicos e procedimentos de diagnóstico, além de salas de espera equipadas com capacidade para até 60 pessoas sentadas Também participaram da visita os deputados distritais Jorge Vianna e Chico Vigilante; e o representante do Conselho Regional de Saúde de Taguatinga, Ronaldo Seggiaro. Estrutura A carreta conta com consultórios climatizados para atendimentos clínicos e procedimentos de diagnóstico, além de salas de espera equipadas com capacidade para até 60 pessoas sentadas. Os consultórios itinerantes percorrem diferentes regiões administrativas (RAs) desde outubro do ano passado. Atendimentos no DF No período em que esteve em Ceilândia, entre dezembro de 2025 e a primeira quinzena de 2026, foram registradas mais de 1,4 mil pessoas atendidas e 3,3 mil procedimentos. *Com informações da SES-DF
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Paciente internada no HRT celebra aniversário de 18 anos do filho no hospital
A celebração dos 18 anos é sempre uma ocasião especial. Para João Athos Almeida, a data será inesquecível. A festa-surpresa, realizada na segunda-feira (2), tinha entre as convidadas uma de maior importância: a mãe, Lana Marnie de Lima, 41 anos, paciente da Unidade de Internação Oncológica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Lana Marnie e o filho, João, o aniversariante: festa foi até as instalações onde a mãe se encontra internada | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde “Ter a festa em um local em que você não espera uma surpresa como essa, junto das pessoas que você ama, é tão perfeito, tão maravilhoso”, comemora o jovem que chegou à maioridade. A reunião de familiares e amigos nas dependências da unidade de saúde foi um presente inesperado para João. Contudo, a ação resultante do trabalho de equipe multiprofissional em conjunto com familiares teve vários dias de preparação. Trabalho em equipe Desde 12 de janeiro, Lana Marnie encontra-se na enfermaria oncológica do HRT para tratamento paliativo de câncer de estômago. Durante os atendimentos da assistência psicossocial, ela falou sobre seu imenso amor pela família. Lana com amigas e a equipe que a assiste no hospital: “Eu estou muito feliz em poder compartilhar esse momento com toda a minha família. É uma experiência muito boa” Nossa intenção, como parte de uma rotina de humanização, é proporcionar maior conforto e qualidade de vida aos pacientes” Stephanie Lisboa, chefe da Unidade de Internação Oncológica do HRT O aniversário do filho mais velho se aproximava. Sem poder deixar a internação, Lana acabou sendo presenteada pela equipe, que resolveu fazer o caminho contrário: levar a festa até ela. “Dentro da nossa unidade trabalhamos esse cuidado integral com o paciente e com a família”, lembra a chefe da Unidade de Internação Oncológica do HRT, Stephanie Lisboa. “Durante os momentos mais delicados, nosso cuidado não é apenas uma intervenção específica feita no leito”, explica. “Nossa intenção, como parte de uma rotina de humanização, é proporcionar maior conforto e qualidade de vida aos pacientes.” Entre bolo, doces, suco e decoração, a alegria foi o ingrediente mais notável da festa. “Eu estou muito feliz em poder compartilhar esse momento com toda a minha família. É uma experiência muito boa”, declarou a paciente. [LEIA_TAMBEM] Cuidados paliativos O atendimento em cuidados paliativos é oferecido pelas unidades hospitalares da rede pública de saúde do Distrito Federal. A assistência é multiprofissional, podendo contar com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas e farmacêuticos. O principal objetivo é promover a qualidade de vida dos pacientes, considerando seus valores e sua biografia. Dessa maneira, o procedimento com cada caso é individualizado, e as condutas são adequadas conforme a proporcionalidade terapêutica e a necessidade do paciente e de sua família. *Com informações da Secretaria de Saúde
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HRT amplia procedimentos do aparelho gastrointestinal
O ano de 2026 começa com uma ótima notícia para a população do Distrito Federal: o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) ampliou a realização da colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE). A CPRE é uma técnica utilizada no diagnóstico e tratamento de doenças em regiões como aparelho gastrointestinal, vesícula biliar, vias biliares e pâncreas. Entre janeiro e junho de 2025, foram realizadas 56 CPREs no HRT. Com a ampliação do serviço, os procedimentos mais que dobraram na unidade: foram 182 CPREs feitas entre julho e dezembro, uma alta de 225%. A CPRE é indicada a pacientes com cálculos biliares ou com necessidades especiais | Foto: Ualisson Noronha/Arquivo Agência Saúde DF O procedimento, também chamado de colangiografia endoscópica, é realizado duas vezes por semana no HRT — às terças e às quintas-feiras. A CPRE é indicada a pacientes com presença de cálculos (pedras) biliares ou que, após um transplante, apresentem necessidades especiais. Em um único exame são realizadas a fluoroscopia, que permite visualizar estruturas do corpo em movimento e em tempo real, e a duodenoscopia, caracterizada pela inserção, no duodeno, de um tubo fino e flexível acoplado a uma microcâmera. Por conta de uma obstrução das vias biliares, a técnica de enfermagem Kenia Ferreira precisou passar pelo procedimento no final de dezembro, ocasião em que também foi inserida uma prótese na região. “Por causa da obstrução, tive um quadro de bilirrubina elevada no sangue. Eu estava ficando amarela, sentia muitas náuseas, tive crises de vômito, mal-estar em geral. Graças a essa primeira intervenção, tive melhora significativa no meu quadro”, conta. No início de janeiro, foi realizada uma cirurgia simples de retirada da vesícula, no centro cirúrgico do hospital. Quatro dias depois, Kenia realizou outra CPRE, dessa vez para remover a prótese, que já não era mais necessária. “Agora estou bem. Recebi alta do HRT, estou voltando à minha coloração normal, sem mal-estar. Tenho apenas gratidão a toda a equipe médica e de enfermagem em geral, tanto pela CPRE quanto pela equipe cirúrgica, por todo o apoio, a agilidade e o cuidado comigo”, agradeceu. O gerente de Assistência Multidisciplinar e Apoio Diagnóstico do hospital, Diego Caires, ressalta que a ampliação do serviço é mérito da equipe envolvida, formada por profissionais de enfermagem, médicos endoscopistas, técnicos de radiologia e gestores. “Esse resultado é decorrente da atuação integrada e tecnicamente qualificada dos profissionais envolvidos em todas as etapas do processo assistencial”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Método pouco invasivo Por ser versátil, a colangiografia endoscópica muitas vezes evita a realização de cirurgias mais complexas ou outros procedimentos mais invasivos. Com a técnica, o profissional consegue, sem grandes incisões, remover cálculos, fazer biópsias, drenagens e desobstruir a via biliar, além de diagnosticar cálculos e tumores. O equipamento também permitiu que o HRT passasse a realizar exames de videodeglutograma, técnica utilizada para avaliação de estruturas anatômicas, como esôfago e boca, durante o processo de deglutição de alimentos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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HRT utiliza procedimento inédito para tratamento da doença de Chagas
O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) realizou, pela primeira vez, a técnica de miotomia endoscópica peroral (Poem), ampliando o tratamento especializado para combate à doença de Chagas no sistema público de saúde. A unidade hospitalar passa a oferecer um serviço mais capacitado e acessível, reforçando o compromisso em levar tecnologia, segurança e cuidado humanizado à população do Distrito Federal. Procedimento é feito por endoscopia, criando um pequeno túnel na parede interna do esôfago para desobstruir a passagem dos alimentos | Foto: Divulgação/HRT “O Hospital Regional de Taguatinga celebra essa conquista, que representa mais acesso, mais qualidade e mais dignidade para os pacientes atendidos pelo SUS [Sistema Único de Saúde]”, comemorou a supervisora da Gerência de Assistência Clínica do HRT, Andressa Lohanna Barbosa. O Poem é um procedimento minimamente invasivo, feito por endoscopia, no qual o médico cria um pequeno túnel na parede interna do esôfago para seccionar as fibras musculares que impedem a passagem adequada dos alimentos. De forma simples e segura, a técnica devolve ao paciente a possibilidade de se alimentar com conforto e melhora expressiva dos sintomas. [LEIA_TAMBEM]No Brasil, poucos centros dispõem de equipes habilitadas para essa técnica. Brasília foi uma das pioneiras: o Hospital de Base começou a oferecer o Poem em 2013, tornando-se referência nacional dentro do SUS. O procedimento no HRT foi realizado pelos médicos Sara Cardoso, Técio de Araújo, Raul Torres e Sabrina Carvalho. Doença de Chagas Causada pelo Trypanosoma cruzi, a doença de Chagas está associada a áreas rurais e a populações com menor acesso aos serviços de saúde, sendo normalmente transmitida pelo inseto conhecido como barbeiro. Presente principalmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, a enfermidade pode causar complicações crônicas que afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Entre essas complicações, está a acalasia secundária à doença de Chagas, condição que compromete o esôfago e dificulta de forma progressiva a deglutição. Doenças como a acalasia chagásica atingem, em sua maioria, indivíduos de baixa renda, reforçando a relevância de serviços públicos especializados e gratuitos. “Diante desse cenário, o SUS desempenha papel essencial, garantindo diagnóstico, acompanhamento e tratamento a populações historicamente vulneráveis”, enfatiza a supervisora do HRT. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Terapia comunitária para mães atípicas completa nove meses de atividade
O ciclo do Encontro Atípico de 2025 chegou ao fim, após nove meses de atividade. A terapia comunitária oferecida no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) para mulheres que assumem o cuidado contínuo de filhos com condições que exigem atenção especial teve início em abril, mês de conscientização sobre o autismo. Cerca de 150 mulheres participaram de palestras e oficinas mensais, promovidas por profissionais voluntários — de psicóloga a esteticista, passando por nutricionista, educadora física e fisioterapeuta. “Foi um ano muito produtivo. A gente pôde perceber o quanto as mães atípicas necessitam de atenção, de serem ouvidas, de terem um momento só pra elas”, avalia a cirurgiã-dentista do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do HRT e coordenadora do projeto, Andréia Aquino. Andréia Aquino: "A gente pôde perceber o quanto as mães atípicas necessitam de atenção, de serem ouvidas, de terem um momento só pra elas" | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF O “período de gestação” serviu para consolidar os vínculos e expandir as ambições do grupo. O desejo é unânime: retomar os encontros no próximo ano. “Eu consegui, através dos encontros, olhar mais pra mim”, disse Alessandra Albuquerque, 44 anos, mãe de Bernardo, 10, durante o encerramento, na última quinta-feira (11). “A vida de mãe atípica geralmente é a gente tentando se capacitar para cuidar dos nossos filhos. Essa foi uma oportunidade de capacitação para cuidarmos de nós mesmas”, concluiu. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Centro cirúrgico do Hospital Regional de Samambaia é reformado e amplia atendimento
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), está prestes a entregar à população o novo centro cirúrgico do Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Fechado desde agosto para reforma, o espaço retorna com capacidade ampliada em 50%, segundo a pasta. Entre janeiro e junho deste ano, cerca de mil cirurgias foram feitas no local, e, durante o período de interdição, os pacientes já convocados para operar receberam assistência no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde 110 procedimentos puderam ser feitos. Obras feitas no hospital não impediram o atendimento aos pacientes; cirurgias eletivas foram feitas, provisoriamente, no HRT | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Mesmo durante a renovação, o hospital não deixou de prestar assistência. Segundo a diretora hospitalar Elielma Almeida, foram mantidos os atendimentos de obstetrícia, ginecologia e os serviços das três UTIs da unidade. As cirurgias eletivas foram efetuadas provisoriamente no HRT, para onde a equipe, composta por médicos, cirurgiões, enfermeiros, anestesistas e técnicos de enfermagem, foi deslocada, a fim de dar continuidade aos procedimentos. Após operarem em Taguatinga, os pacientes retornaram ao HRSam para a recuperação. Atendimento ampliado Com a entrega das novas salas, haverá aumento do número de cirurgias e também a incorporação de um equipamento de arco cirúrgico, que permite procedimentos como colangiografia, pancreatografia, ressonância intraoperatória e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), com o objetivo de ampliar a capacidade diagnóstica e terapêutica do hospital. Novas salas de cirurgia vão receber ainda equipamentos mais modernos A direção explica que o preparo para o exame de CPRE, um dos principais avanços dessa reforma, é igual ao de uma cirurgia. Antes, o CPRE era feito apenas no Hospital de Base, hoje administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), e no Hospital Regional de Taguatinga. Agora, o HRSam passa a oferecer o serviço. Como a unidade já é referência em cirurgias de vesícula e hérnia, o novo equipamento permite diagnosticar e tratar esses casos no próprio hospital, que traz mais agilidade e resolutividade ao atendimento. O centro cirúrgico do HRSam faz cirurgias de colecistectomia, hernioplastia, vasectomia e procedimentos ginecológicos, como histerectomia, sling, correções do períneo e laqueadura tubária. Além disso, a equipe oferece suporte aos pacientes de UTI, casos de pós-operatório vindos de outros hospitais e cirurgias de emergência e traqueostomias quando necessário. Ampliação A enfermeira Aparecida Silva comemora as reformas: “Estamos muito satisfeitos, porque agora podemos oferecer um atendimento maior, com qualidade, e garantir uma assistência ainda melhor aos pacientes” A diretora administrativa da Região de Saúde Sudoeste, Izabela Alves, explica que os espaços onde agora funcionam as novas salas estavam sendo utilizados anteriormente para áreas administrativas, mas foram totalmente adaptados para atender às necessidades do centro cirúrgico. Um dos principais avanços foi a adequação e ampliação da infraestrutura, especialmente da sala necessária para o CPRE. Outro ponto destacado pela diretora é a ampliação da sala de recuperação anestésica. Como antes havia menos salas de cirurgia, também era menor a capacidade de recuperação. Agora, com a devolução desses espaços à função original, foi possível aumentar esse suporte essencial. Isso garante fluxo, segurança e qualidade no pós-operatório, evitando gargalos. “Não adianta ter várias salas de cirurgia se não há onde recuperar adequadamente o paciente”, explica. Sobre a finalização da obra, ela informa que a parte assistencial já está praticamente concluída. Faltam apenas ajustes finais de base de apoio. Os equipamentos das novas salas mais específicas já estão em produção e chegarão em breve. Como são equipamentos confeccionados sob medida, não podem simplesmente ser instalados, pois exigem gabarito, medições precisas e montagem técnica especializada. [LEIA_TAMBEM]Além disso, o centro cirúrgico passou por uma ampla reforma da Central de Materiais Esterilizados (CME), que recebeu novo sistema de ar-condicionado, gases medicinais, estrutura física e painéis técnicos. Todo o piso da área também foi renovado, para garantir mais segurança e conforto aos pacientes. Quem precisou se deslocar para o Hospital de Taguatinga durante a manutenção corretiva comemora o retorno ao HRSam. A enfermeira Aparecida Keilly Silva conta que, apesar da boa recepção na unidade temporária, nada se compara à sensação de estar “de volta para casa”. Ela destaca que o centro cirúrgico está mais amplo, com mais salas abertas e mais leitos na sala de recuperação pós-anestésica. “Estamos muito satisfeitos, porque agora podemos oferecer um atendimento maior, com qualidade, e garantir uma assistência ainda melhor aos pacientes”, afirma. Quem aguarda cirurgia também vê com bons olhos a transformação do hospital. A paciente Ana Paula Martins, 50 anos, ainda realiza os últimos exames antes de marcar o procedimento e afirma que a nova ala representa um avanço importante. Para ela, a mudança, com salas novas, ar-condicionado, piso renovado e mais leitos, traz esperança e agilidade. “É tudo novo, inovador”, celebra. “Isso é importante para acelerar as cirurgias. Tem muita gente esperando”. Ana Paula acredita que a reestruturação ajudará a reduzir a fila e melhorar o atendimento para todos.
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HRT reúne mães de bebês prematuros e mostra casos de superação
Em um dia marcado por abraços, esperança e superação, familiares, profissionais de saúde, residentes e mães de prematuros se reuniram no auditório do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), na última segunda-feira (17), para celebrar o Dia Mundial da Prematuridade. Mães de crianças que nasceram antes da 37ª semana de gestação na unidade relataram aos pais que ainda têm bebês internados no hospital as suas experiências e toda a emoção de verem seus filhos recuperados. Familiares, profissionais de saúde, residentes e mães de prematuros se reuniram no auditório do HRT para celebrar o Dia Mundial da Prematuridade | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF É o caso de Teresinha Maria Rezende, 52 anos, mãe de Matheus Rezende, 25. O jovem foi o primeiro bebê prematuro nascido no HRT a ficar na Unidade Canguru (Ucinca), um tipo de assistência neonatal que proporciona o contato pele a pele precoce entre o recém-nascido de baixo peso e os familiares. “Lembro de vê-lo tão pequeno, com 29 semanas e 875 gramas. Cada dia era uma conquista, e sempre havia alguém dizendo: 'não desista, vocês vão vencer'. Na UTI [Unidade de Terapia Intensiva], tudo mexia comigo, da primeira gota de leite até as mudanças frequentes no quadro de saúde dele”, contou. O filho agradeceu o cuidado dos servidores: “Cada etapa da minha vida foi importante. Agradeço à equipe do HRT e à minha mãe. Gostaria de dizer para todas as mães não desistirem. Esse caminho é difícil, mas vocês vão conseguir: seus filhos vão crescer e trarão muita felicidade”. Quem também compartilhou sua experiência foi Beatriz Vieira, 27, mãe da pequena Alana. A bebê nasceu com 29 semanas e 2 dias, e hoje, aos 9 meses, esbanja vitalidade. “Foi um processo muito difícil. Vê-la naquela situação, tão pequena dentro de uma incubadora, com apenas 1,3 kg, doeu demais. A equipe do HRT salvou a vida da minha filha. Ela está linda e esperta, serei grata para sempre”, declarou. Teresinha Maria Rezende ao lado do filho Matheus Rezende — o jovem de 25 anos foi o primeiro bebê prematuro nascido no HRT Conscientização O Dia Mundial da Prematuridade integra o Novembro Roxo, campanha que alerta para o aumento dos partos prematuros e como preveni-los, além de informar sociedade e gestores quanto às consequências do nascimento antecipado para o bebê e sua família. “Abordar a prematuridade significa sensibilizar a sociedade sobre prevenção, assistência qualificada e políticas públicas que garantam o direito ao nascer e crescer com saúde. Por trás de cada incubadora, existe uma família que se renova diariamente, com coragem e fé”, ressaltou a fonoaudióloga da Unidade Neonatal (Uneo) do HRT e coordenadora do Centro de Referência do Método Canguru do DF, Caroline Ribeiro. Em 2024, o DF registrou 4,2 mil partos antes da 37ª semana de gestação, representando 12,83% dos nascimentos no ano passado. Segundo a gerente de Serviços de Enfermagem Obstétrica e Neonatal (Geon) da Secretaria de Saúde (SES-DF) e coordenadora do grupo condutor distrital da Rede Cegonha, Gabrielle Medeiros, essa parcela do grupo demanda atenção especial. “A Rede Materno Infantil envolve a prevenção da prematuridade, que se inicia no pré-natal, o atendimento hospitalar no momento do nascimento, o acolhimento e a assistência. O acompanhamento pós-alta também é fundamental”, afirmou. Beatriz Vieira, mãe da pequena Alana, que nasceu com 29 semanas e 2 dias: “A equipe do HRT salvou a vida da minha filha. Ela está linda e esperta e serei grata para sempre” Semana de conscientização O encontro marcou também a abertura oficial da Semana de Conscientização da Prematuridade no HRT. Até sexta-feira (21), a unidade realizará atividades que aproximam famílias e equipes e reforçam a importância da assistência humanizada. [LEIA_TAMBEM]Confira a programação abaixo. • Quarta-feira (19) — 14h | Dia do cuidado: mães e equipe, com participação da escola de cabeleireiro Senac, da Mary Kay e do Projeto Atendimento em Movimento Seac-DF • Quinta-feira (20) — 15h30 | Cine Canguru • Sexta-feira (21) — Café com prosa – Equipe Uneo. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Hospital Regional de Taguatinga ganha central para exames especializados
A Central de Exames Especializados, instalada no Núcleo de Patologia Clínica (Nupac) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), foi inaugurada nesta sexta-feira (31). A unidade será responsável pela execução de exames de média e alta complexidade. Segundo a diretora do HRT, Thalita Rassi, o novo espaço indica um avanço estratégico na modernização e ampliação da capacidade diagnóstica da Rede de Laboratórios da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). "Teremos diagnósticos mais precisos e, com isso, tratamentos mais eficazes", afirma. A Central de Exames Especializados conta com equipamentos modernos e capacidade de realizar mais de 3 mil exames em um único plantão de 12 horas | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]O local conta com equipamentos modernos e capacidade de realizar mais de 3 mil exames em um único plantão de 12 horas, isto é, uma média mensal de 68,4 mil análises. Entre os testes está a eletroforese de hemoglobina, exame utilizado para triagem, diagnóstico e monitoramento das hemoglobinopatias — condições que impactam de forma significativa a saúde pública, especialmente no rastreamento neonatal, pré-natal e em populações de risco. Todas as regiões de saúde do DF poderão enviar amostras à central do HRT. "A unidade irá concentrar os exames especializados da rede. Além das eletroforeses, por exemplo, teremos diferentes análises de autoimunidade", detalha Kleber de Sousa Oliveira, referência técnica distrital (RTD) da SES-DF em Patologia Clínica. A expectativa é a de que a central recém-inaugurada expanda progressivamente sua carteira de exames. Entre os procedimentos especializados em fase de planejamento estão marcadores de trombose e trombofilia, imunofixação sérica e urinária, cadeias leves livres, entre outros. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Saúde inaugura parquinhos em unidades de saúde de Taguatinga
Nesta quarta-feira (22), a Secretaria de Saúde (SES-DF) inaugurou parquinhos no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) de Taguatinga, em cerimônia realizada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. “Entregamos esses parquinhos para contribuir com o tratamento de crianças que estão internadas”, ressaltou Mayara. “Acredito que um ambiente como esse acelera o processo de cura, porque brincadeira de criança é coisa séria”. Taiane Santos, mãe de Apollo Valentin, comemorou: “Ter esse espaço para interação com outras crianças é muito importante” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde Os novos espaços abrigam torres, escadas, rampa, tobogã e carrossel. Para Taiane Santos, 26 anos, mãe do pequeno Apollo Valentin, o parque vai ajudar no tratamento do filho, que tem síndrome de Down. “Meu filho ficou em isolamento por muito tempo, e ter esse espaço para interação com outras crianças é muito importante”, comentou. “Nós nos sentimos ainda mais acolhidos aqui agora”. [LEIA_TAMBEM]De acordo com a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, o parquinho do Capsi de Taguatinga vai qualificar o atendimento oferecido à população: “O brincar é terapêutico para as crianças com sofrimento psíquico. Estamos muito felizes com essa entrega”. Além das unidades do Capsi e HRT, foram instalados parquinhos nos hospitais Regional de Ceilândia (HRC), da Região Leste (HRL), na Policlínica do Gama, nos Capsis do Recanto das Emas, Sobradinho, e Asa Norte e na Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 do Arapoanga. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Reconstrução de mamas: cirurgias no HRT ajudam a resgatar autoestima de mulheres na luta contra o câncer
Nessa terça-feira (21), foi aberto oficialmente o 10º Mutirão de Reconstrução de Mamas no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A unidade celebra o Outubro Rosa promovendo uma força-tarefa de reconstrução mamária em mulheres mastectomizadas (que retiraram as mamas) devido ao câncer. São dez anos ajudando na recuperação da autoestima, com a realização dos procedimentos e de dermopigmentações (tatuagem estética na aréola). As cirurgias são realizadas em dois turnos até sábado (25). O oncologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Gustavo Ribas, destacou a importância do mutirão e lembrou o direito constitucional da mulher em receber o tratamento de reconstrução mamária. “O HRT fortalece o papel legal e de direito dessas mulheres que passaram por uma mastectomia. Além disso, enaltece o papel de reabilitação emocional, física e social da mulher”, afirma. “Este momento celebra todo o esforço e dedicação dos servidores do HRT na luta contra o câncer”, afirma Márcia Rodrigues, superintendente da Região de Saúde Sudoeste | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF De acordo com dados do Instituto do Câncer (Inca), a previsão do triênio 2023-2025 é de 1,1 mil casos de câncer de mama por ano no DF. Para Ribas, além de ajudar mulheres que enfrentam o câncer, é fundamental fortalecer o trabalho de prevenção da doença. “O câncer de mama é prevenível por ações de saúde como hábitos e alimentação saudáveis e atividade física”, destaca. [LEIA_TAMBEM]A superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Márcia Rodrigues, enfatizou a importância dos servidores envolvidos no mutirão de reconstrução mamária. “Este momento celebra todo o esforço e dedicação dos servidores do HRT na luta contra o câncer”, afirma. A ação, promovida há dez anos, reforça a rede de apoio no DF, como explica a diretora do HRT, Thalita Reis. “Este momento é muito especial, pois podemos reafirmar o nosso compromisso com a saúde da mulher e principalmente com a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. São dez anos fortalecendo a rede de apoio que tem salvado tantas vidas no Distrito Federal”, declara. Força-tarefa Neste ano, serão realizadas 38 cirurgias e 20 procedimentos de tatuagem estética. Ao longo dos anos anteriores, o HRT já atendeu 371 pacientes com procedimentos e cirurgias. A força-tarefa de 2025 conta com cerca de 60 profissionais de saúde, entre médicos cirurgiões, anestesistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, tatuadores, dentre outros trabalhadores que doam o seu trabalho voluntariamente. Cirurgiões da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) também participam do mutirão. Luta contra o câncer A paciente Luzirene dos Santos, 56 anos, que retirou a mama direita nesta semana, destacou o empenho da equipe do HRT, desde o diagnóstico até as sessões de quimioterapia. “Vim aqui na emergência com os exames e foi tudo muito rápido. Eu não estava com esperança de realizar a cirurgia agora. O tratamento da equipe comigo foi excelente”. "O tratamento da equipe comigo foi excelente”, destaca a paciente Luzirene dos Santos Segundo Luzirene, a campanha Outubro Rosa tem ajudado muitas mulheres na luta contra o câncer. Ela também aproveitou a oportunidade para se maquiar com a equipe de beleza voluntária que estava por lá. O Câncer não espera. O GDF também não O programa “O câncer não espera. O GDF também não”, lançado neste ano para acelerar o atendimento de pacientes oncológicos, também foi destaque no evento. “O acesso ao diagnóstico precoce e às mamografias são esforços que não faltarão para que elas tenham acesso ao tratamento de forma mais célere”, ressaltou Gustavo Ribas. A iniciativa reduziu o atendimento oncológico no DF para 9,5 dias. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Outubro Rosa: unidades básicas de saúde intensificam ações de prevenção
A campanha Outubro Rosa, de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico do câncer de mama, segue com ações voltadas para a saúde feminina em hospitais e unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal. As atividades incluem educação em saúde, com palestras sobre alimentação saudável, hipertensão arterial, diabetes mellitus e exames voltados para a saúde da mulher, como a marcação de exames citopatológicos (preventivo) e de mamografia para o público-alvo. Algumas unidades também estão com agendas abertas para inserção do dispositivo intrauterino (DIU). Enfeitada em cor-de-rosa, a UBS 2 de Samambaia oferece diversas atividades para o público feminino cuidar da saúde | Fotos: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF A UBS 5 de Samambaia está enfeitada com a cor rosa, em comemoração à campanha. A comunidade pode participar de palestras com equipe multiprofissional com dicas de alimentação saudável e atividades físicas, além de se informar sobre a prevenção do câncer e de outras doenças. Outra unidade que está com a programação para o Outubro Rosa é a UBS 2 do Gama. Na última sexta-feira (17), foram oferecidos coleta de exame citopatológico (preventivo), pedidos de mamografia, inserção de DIU, testagem de ISTs, autocuidado com maquiagem, além de orientações educativas e momentos de acolhimento com nossa equipe multiprofissional. Luciana Bernardes, gerente da unidade, ressalta que as ações irão continuar durante o mês. “É só a pessoa procurar a equipe de referência, aqui na UBS 2 Gama, para receber as orientações e fazer o agendamento”, informa. Mamografia As UBSs são a porta de entrada para vários exames preventivos As UBSs são a porta de entrada para agendar a mamografia. Após avaliação e indicação clínica, os pacientes são direcionados ao exame por meio do sistema de regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF). A análise é fundamental para a detecção de casos de câncer de mama. Para saber qual sua unidade de referência, acesse aqui. Neste ano, a SES-DF registrou um aumento de 21,8% na realização de mamografias, o que representa cerca de 13 mil exames realizados na rede. Campanha para o cuidado feminino [LEIA_TAMBEM] Nesta semana, o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) realiza o 10º mutirão de reconstrução de mamas, que faz parte da campanha Outubro Rosa. O hospital realizará reconstruções mamárias (cirurgias plásticas reparadoras) em pacientes que foram submetidas à remoção completa da mama. O mutirão será realizado até sábado (25) e conta com uma equipe multiprofissional além de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Com inauguração de nova rede de frio, HRT amplia capacidade de armazenar vacinas
Foi reinaugurada, nesta segunda-feira (6), a Rede de Frio da Região de Saúde Sudoeste, localizada no ambulatório do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O espaço é responsável por armazenar e distribuir imunobiológicos para unidades de saúde de Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires e Água Quente. O objetivo é fortalecer a logística de imunização e assegurar que as vacinas cheguem às unidades com qualidade e segurança. “A região Sudoeste atende uma das maiores parcelas de moradores do Distrito Federal e, com o novo espaço, mais moderno, ampliamos a capacidade de armazenamento e distribuição das vacinas, assegurando maior agilidade e eficiência na imunização”, explica a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde, Tereza Luiza Pereira. O número de refrigeradores aumentou de 12 para 16 unidades de 400 litros cada, ampliando a capacidade de armazenamento e distribuição de imunobiológicos | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Mudanças O espaço está adaptado às normas de vigilância sanitária e exigências do Ministério da Saúde. O número de refrigeradores aumentou de 12 para 16 unidades de 400 litros cada. Além disso, foram instalados novos pisos, bancadas e aparelhos de ar-condicionado. Mesas de madeira deram lugar a superfícies em aço inoxidável, que facilitam a limpeza e a higienização. A área administrativa, onde atuam cerca de 25 servidores responsáveis pela imunização e pelo monitoramento de doenças de notificação compulsória, ganhou novas bancadas de trabalho e uma sala de reunião para profissionais que atuam no Comitê de Transmissão Vertical. "As melhorias garantem o cumprimento das normas sanitárias e a manutenção adequada da temperatura dos imunobiológicos, o que é essencial para a qualidade das vacinas" Kelly Coelho, chefe do Núcleo de Vigilância Epidemológica e Imunização “As melhorias garantem o cumprimento das normas sanitárias e a manutenção adequada da temperatura dos imunobiológicos, o que é essencial para a qualidade das vacinas. Com a nova estrutura, conseguimos oferecer uma distribuição ainda mais segura e eficiente para toda a região”, avalia a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região Sudoeste, Kelly Coelho. Depois da Rede de Frio Central, que atende todo o DF, a unidade da Região Sudoeste é a maior entre as regionais, alcançando uma população superior a 800 mil habitantes. No espaço, são armazenadas vacinas do calendário básico e imunobiológicos especiais, como imunoglobulinas e soros utilizados em situações de emergência, a exemplo de acidentes com cobras e escorpiões. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Mutirão no Hospital Regional de Taguatinga leva exame ginecológico a mais de 170 mulheres
O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) promoveu, no fim de semana, um mutirão de colposcopias para diagnóstico e início do tratamento de cânceres ginecológicos. A ação atendeu 174 mulheres no Ambulatório de Alta Complexidade em Oncologia e integrou a campanha Setembro em Flor, realizada pela Secretaria de Saúde (SES-DF) em parceria com o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), voltada à conscientização sobre a importância do acompanhamento ginecológico. Ao longo de sábado (27) e domingo (28), servidores e voluntários realizaram colposcopias, exame indicado para pacientes que apresentaram alterações no preventivo (Papanicolau). O colposcópio, por meio de lentes de aumento, permite visualizar em detalhe o colo do útero e identificar lesões não perceptíveis a olho nu. Quando necessário, o médico pode coletar biópsias para análise laboratorial. Profissionais do HRT realizaram exames de colposcopia, indicado para pacientes que tenham apresentado alguma alteração no exame preventivo (Papanicolau) | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A cirurgiã oncológica do HRT e organizadora da ação, Rayane Cardoso, destacou a importância da iniciativa. “A colposcopia detecta com mais precisão alterações nas pacientes. Além de fazer o exame, conseguimos já iniciar o tratamento e evitar que a lesão evolua para um câncer de colo de útero”, explicou. A estudante Maria, 22 anos, iniciou o atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência em Samambaia e foi encaminhada para o HRT. “Esse agendamento foi muito rápido. Em menos de uma semana, já fui chamada para realizar o exame. Durante todo o processo, fui muito bem atendida. Ter essa agilidade para o diagnóstico precoce foi muito importante para mim”, contou. Por meio de lentes de aumento, o colposcópio permite visualizar detalhadamente o colo do útero, identificando lesões ou alterações não visíveis a olho nu Setembro em Flor Durante todo o mês de setembro, a Secretaria de Saúde e o Grupo EVA promoveram ações de prevenção e diagnóstico precoce dos cânceres que afetam colo do útero, endométrio, ovários, vagina e vulva. “É com muita satisfação que promovemos essas ações, em que conseguimos atender diversas pacientes. Agimos em várias áreas: conscientizamos sobre o câncer feminino, demos aulas e orientações, aplicamos vacinas contra o HPV, promovemos uma caminhada e realizamos atendimentos oncológicos”, relatou Cardoso. [LEIA_TAMBEM]Dentre os cânceres ginecológicos, o mais prevalente é o causado pelo HPV (papilomavírus humano). A vacinação e o exame preventivo são medidas complementares e fundamentais na prevenção. Na rede pública do DF, a vacina contra o HPV está disponível gratuitamente para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Até o fim deste ano, jovens de 15 a 19 anos também poderão se vacinar. O imunizante é igualmente indicado para pessoas que vivem com HIV ou aids, pacientes transplantados e em tratamento oncológico. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Oncoação reúne pacientes e comunidade em dia de prevenção e cuidado no HRT
O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) promoveu, nesta quinta-feira (25), a 12ª edição do Oncoação, evento voltado à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer. A ação da Secretaria de Saúde (SES-DF) reuniu pacientes, familiares, profissionais de saúde e a comunidade em um dia de atendimentos, palestras e atividades de integração. O chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da SES-DF, Gustavo Ribas, destacou a importância de fortalecer a rede de atenção. “Nosso esforço é ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento desde a porta de entrada, que é a Unidade Básica de Saúde. A partir dela, o paciente percorre toda a linha de cuidado até o atendimento especializado. Trabalhamos para reduzir filas e garantir que o cuidado chegue de forma rápida e integrada”, afirmou. Programação Ao longo do dia, o público participou de rodas de conversa, orientações sobre prevenção do câncer, vacinação contra HPV para a faixa etária de 9 a 19 anos e agendamento de exames de rastreamento, como papanicolau e PSA (antígeno prostático específico). Também houve aferição de pressão arterial e glicemia, auriculoterapia e serviços de podologia. Palestras, conversas e oficinas aproximaram pacientes, familiares e profissionais de saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A programação contemplou ainda 50 consultas de rastreamento com dermatologista, cirurgião oncológico e mastologista. Outros 60 pacientes que aguardavam a primeira avaliação em oncologia também foram atendidos, reduzindo a espera e acelerando o início do tratamento. Entre os participantes estava Elaine Cristina Alves, 46 anos, em tratamento contra o câncer de mama no HRT desde março de 2024. “A iniciativa é excelente. Nos sentimos acolhidas, pois é um momento de apoio, especialmente para nós, pacientes oncológicas que se encontram em situação de vulnerabilidade. Sentimos que somos valorizadas por saber que há um grupo que se preocupa conosco e nos oferece esse momento de lazer e acolhimento”, disse, emocionada. A ação contou com apoio da Secretaria da Mulher (SMDF), estudantes universitários e escolas técnicas, além da “Estação Cidadania”, formada por assistentes sociais da equipe de oncologia, que deram orientações sobre os direitos dos pacientes oncológicos. Oncoação no HRT reuniu pacientes, familiares, profissionais de saúde e a comunidade em um dia de atendimentos, palestras e atividades de integração O clima de leveza e confraternização foi reforçado pela banda de música do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), que animou o público. Oficinas de beleza, cortes de cabelo, maquiagem, confecção de lenços e turbantes e grupos de apoio psicológico completaram a programação. Para o chefe da oncologia do HRT, José Lucas Pereira Júnior, esse formato multiplica os impactos no cuidado. “O tratamento não se limita ao aspecto clínico. Quando família e comunidade estão engajadas, o paciente se sente apoiado e isso fortalece cada etapa do processo”, explicou. A iniciativa faz parte da campanha Setembro em Flor, promovida pela SES-DF em parceria com o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), com foco na prevenção e diagnóstico precoce dos cânceres que afetam o colo do útero, endométrio, ovários, vagina e vulva. Referência O HRT é referência em oncologia no DF e no Centro-Oeste. Em agosto de 2025, foi habilitado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) com radioterapia. Com essa certificação, o hospital passa a receber também investimentos do Ministério da Saúde para ampliar e agilizar os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Inovação: Cirurgiã-dentista do HRT desenvolve equipamento inédito
Uma situação atípica no dia a dia da cirurgiã-dentista Andréia Aquino, que atua no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), transformou-se em uma ideia inovadora. A tradicional espátula de madeira usada como abridor de boca não resistiu à força da mordida e quebrou-se durante o atendimento de um paciente adulto diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 3, machucando a mucosa bucal dele. Após a intercorrência, a profissional concluiu: era preciso buscar novas formas de atendimento. "Isso já me angustiava. Eu pensava: 'não está certo'. Tem que haver algum produto que seja, ao mesmo tempo, seguro e confortável para pacientes e profissionais", relembra. Especialista no atendimento a pessoas com deficiência (PCD), Andréia Aquino voltou o olhar para o mercado de produtos odontológicos e encontrou escassez de soluções dedicadas ao segmento. Restava apenas uma opção: criar um equipamento completamente inédito. A cirurgiã-dentista Andréia Aquino criou um abridor de boca feito em silicone, próprio para atendem pacientes com deficiências | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Compromisso e inovação Foi assim, após cinco anos de pesquisa e desenvolvimento em parceria com uma empresa nacional, que um novo abridor de boca feito em silicone foi incorporado à indústria de produtos odontológicos. Em Santa Cruz, na Bolívia, a dentista Shirley Villegas utiliza diariamente o equipamento em sua rotina profissional. "Admiro e aprecio a profissional Andréia Aquino por ajudar os dentistas da América Latina a oferecer um atendimento de melhor qualidade e de forma bastante prática", declara a especialista em odontopediatria para pessoas com deficiência. "Não tem nada mais gratificante do que assistir à mudança de comportamento do paciente" Andréia Aquino, cirurgiã-dentista do HRT O abridor também tem sido empregado em atendimentos odontopediátricos e em unidades de terapia intensiva (UTIs). Logo após o lançamento, em 2020, todos os profissionais responsáveis pelo atendimento odontológico a PCD nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) receberam, por meio de doação, uma unidade do instrumento. O projeto também priorizou a reutilização, permitindo esterilização para uso em ambiente profissional e higienização em contexto doméstico. A família de Chaim Ben Moisés, 93, é grata à recomendação feita pela neta Monique Moisés, 23, quando ainda era aluna de odontologia da professora Andréia Aquino. Na doença de Parkinson, a dificuldade em controlar a saliva e engolir aumenta o risco de aspiração de patógenos da boca para os pulmões, o que pode causar infecções graves. Manter a boca limpa é essencial para reduzir a carga bacteriana. "O equipamento facilitou muito a higienização oral. Fez com que minha avó e as cuidadoras de meu avô pudessem ampliar o cuidado junto a ele", explica a jovem cirurgiã-dentista. De acordo com a profissional do HRT, a mudança na qualidade de vida dos pacientes é o que motiva sua atuação diária. "Não tem nada mais gratificante do que assistir à mudança de comportamento do paciente; ver aquele brilho surgindo nos olhos da família quando passa a acreditar que pode e vai dar conta de contribuir com os cuidados e a higiene bucal necessários”, revela Aquino. Após cinco anos de pesquisa e desenvolvimento em parceria com uma empresa nacional, o novo abridor de boca feito em silicone foi incorporado à indústria de produtos odontológicos Cuidando de quem cuida A relação próxima com familiares e cuidadores de pessoas com deficiência segue inspirando novos projetos. Ao identificar outra carência, desta vez no cuidado de quem cuida, a profissional do Sistema Único de Saúde do Distrito Federal (SUS-DF) propôs terapia comunitária para mães atípicas. Os encontros mensais, conduzidos por voluntários, oferecem oportunidade de cuidado integral, troca de experiências e conexões com outros cuidadores, além de um espaço de partilha de informações e orientações especializadas. [LEIA_TAMBEM]Em setembro, em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, a programação inclui apresentação sobre os direitos das pessoas com deficiência. A data, celebrada neste domingo (21), tem o objetivo de conscientizar sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão desse público na sociedade. Há 31 anos atuando na SES-DF, desde quando cumpria escala como técnica em enfermagem em unidade hospitalar, Aquino tem o SUS como a sua verdadeira escola. “Acho que tudo o que sou enquanto profissional eu aprendi graças ao SUS, com as equipes e os profissionais com quem trabalhei e com os pacientes que encontrei. Foi onde eu aprendi, onde ganhei experiência. Talvez, agora, eu possa retribuir um pouco do que ele me deu”, finaliza. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Serviço de diagnóstico de doenças do aparelho gastrointestinal é ampliado no HRT
Técnica inovadora utilizada no diagnóstico e tratamento de doenças do aparelho gastrointestinal, vesícula biliar, vias biliares e pâncreas, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) teve seu serviço mais que dobrado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Desde julho, o exame — também chamado de colangiografia endoscópica — passou a ser ofertado duas vezes por semana, às terças e às quintas-feiras, aumentando de sete para 16 o número de atendimentos semanais. Procedimento é indicado a quem tem cálculos na bile ou a pessoas que, após um transplante, passem a apresentar necessidades especiais | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF “Trata-se de um procedimento moderno, que envolve simultaneamente um exame radiológico e outro endoscópico”, detalha o endoscopista André Luiz Ferreira, da Secretaria de Saúde (SES-DF). “Este último consiste em um aparelho semelhante ao da endoscopia gástrica, mas que, por ter uma visão lateral — e não frontal — , permite visualizar uma estrutura no duodeno chamada de papila duodenal.” Indicações A CPRE é indicada a pacientes com presença de cálculos (pedras) na bile ou que, após um transplante, apresentem necessidades especiais. Em um único exame, são executadas a fluoroscopia — que permite visualizar estruturas do corpo em movimento e em tempo real — e a duodenoscopia – caracterizada pela inserção de um tubo fino e flexível acoplado a uma microcâmera. [LEIA_TAMBEM]Por ser versátil, a colangiografia endoscópica dispensa cirurgias ou outros procedimentos mais invasivos. Com a técnica, é possível remover cálculos, fazer biópsias, drenagens e desobstruir a via biliar (a chamada papilotomia), além de diagnosticar cálculos e tumores. “Com a ampliação da oferta dos serviços de CPRE, a Secretaria de Saúde desafoga a fila de um exame extremamente importante, realizado apenas no HRT e no Hospital de Base, garantindo uma assistência mais segura e assertiva aos pacientes”, enfatiza Diego Caires, gerente de Assistência Multidisciplinar e Apoio Diagnóstico do HRT. Novos exames O equipamento também permitiu que o hospital passasse a oferecer exames de videodeglutograma, técnica utilizada para avaliação de estruturas anatômicas, como esôfago e boca, durante o processo de deglutição de alimentos. O exame de pacientes internados no HRT é feito por uma equipe multidisciplinar, composta por fonoaudiólogos, técnicos e médicos radiologistas. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Grupo de apoio em hospital fortalece homens em tratamento oncológico
Toda terça-feira, José Ferreira de Souza, de 77 anos, tem um compromisso marcado. Saindo do Sol Nascente, ele vai ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e encontra seus amigos. Lá, todos se sentam em uma roda, compartilham histórias e dão suporte um ao outro, pois enfrentam algo em comum: o câncer. Marisa Cordeiro acompanha o marido, Vilmar de Melo, no grupo: “Nós dois sentimos uma diferença grande. Ele começou a ver a vida de forma diferente” | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Brasília José está em tratamento para câncer na próstata e, desde março, participa do grupo Fortalecer, no HRT. “É um lugar que encoraja o colega que está muito ruim”, afirma. “Tem gente que fica com trauma ou com depressão por causa da doença”. Com reuniões todas as terças a partir das 8h, o grupo é aberto. Para se inscrever, basta comparecer à área externa do setor de oncologia do HRT. A percepção de José em relação ao grupo é exatamente o objetivo da iniciativa: criar um espaço de convivência para homens que enfrentam câncer, por meio de diversas atividades, desde orientações de saúde até práticas integrativas. Aberto também a acompanhantes, o encontro tem a finalidade de levar conforto e apoio. Esperança Paciente em cuidados paliativos, Ary Bento da Cunha é outro participante assíduo: "Sempre digo que é importante que o câncer não suba à cabeça, tem que ficar lá no lugar dele" Residente em enfermagem e um dos condutores do Fortalecer, Leandro Menezes detalha que o grupo amplia a visão sobre viver e sobre a finitude da vida das pessoas diagnosticadas: “Sempre tentamos desmistificar os tabus de que o paciente com câncer não tem que fazer exercícios físicos ou tem que ficar isolado em casa. Aqui é um momento para desconstruir medos e construir esperança”. Foi assim que Ary Bento da Cunha, 75, se tornou um participante assíduo. O tempo de convivência permitiu que o artesão criasse laços de amizade fortes. “Sou paciente paliativo e gosto de comparecer para mostrar que o diagnóstico ainda não é o fim da vida”, enfatiza. “Sempre digo que é importante que o câncer não suba à cabeça; tem que ficar lá no lugar dele no corpo humano. Só me lembro que tenho quando o celular apita para eu tomar o remédio”. Acolhimento Um dos organizadores do Fortalecer, o dentista Willian Oliveira reforça que o grupo atua como um espaço seguro para que os homens encontrem acolhimento. “Realizamos diversas atividades, mas também deixamos o espaço em aberto; nesses momentos, eles trazem inúmeras questões sobre vida, morte, solidão, sensibilidade”, descreve. [LEIA_TAMBEM]Marisa Cordeiro, 65, acompanha o marido, Vilmar de Melo, 72, diagnosticado com câncer de próstata, em quase todos os encontros, e percebeu mudanças na saúde mental do esposo. “Nós dois sentimos uma diferença grande”, relata. “Ele começou a ver a vida de forma diferente. Os profissionais daqui também são ímpares e muito atenciosos”. Um dos condutores do grupo, o residente de psicologia José Antônio Carvalho pontua que ter um espaço de discussão fortalece o tratamento. “Há uma dificuldade de os homens buscarem ajuda e de se cuidarem, muito enraizada na estrutura do que é masculinidade”, aponta. “No entanto, é importante entender que se cuidar é ser homem. Se permitir trabalhar em conjunto e ser acolhido também é”. Agilização Por meio do programa “O câncer não espera. O GDF também não”, a Secretaria de Saúde (SES-DF) tem garantido atendimento mais rápido, coordenado e humanizado aos pacientes oncológicos. Nele, os pacientes são incluídos em lista de prioridade e encaminhados a uma fila única. O tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo. Os procedimentos têm início após o paciente ser avaliado por um oncologista. A porta de entrada ao serviço é sempre a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Prevenção e tratamento de câncer de pulmão é tema de ciclo de palestras
O auditório do prédio PO 700, sede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), recebeu, nesta quarta-feira (20), mais uma palestra do ciclo sobre prevenção, detecção e tratamento das principais neoplasias malignas (cânceres) observadas na rede. Desta vez o tema do encontro foi a conscientização sobre o câncer de pulmão, em alusão à campanha Agosto Branco. A palestra foi ministrada pela oncologista do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Janice Freitas. A exposição debateu medidas preventivas, sintomatologia, métodos diagnósticos e um breve histórico do enfrentamento à doença no mundo. “Hoje, reforçamos a necessidade de manter o combate ao cigarro — sobretudo o eletrônico, cada vez mais comum entre os pacientes mais jovens”, analisa a médica. Entre os temas discutidos estiveram o risco da exposição ao amianto e a predisposição genética como causas do câncer | Fotos: Yuri Freitas/Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]Os participantes acompanharam os diversos fatores de risco associados ao desenvolvimento do câncer de pulmão, como a exposição ao amianto, predisposição genética e inalação de gás radônio (um gás radioativo, incolor e inodoro, de origem natural). O tabagismo, contudo, continua sendo a principal causa da doença. “Não existe volume seguro para o consumo do cigarro, e o fumante passivo também tem o seu risco aumentado para o desenvolvimento do câncer. O ideal é que as pessoas procurem ajuda para parar de fumar”, afirma Freitas. O ciclo de palestras deste ano sobre prevenção, detecção e tratamento dos principais tipos de câncer na rede pública teve início no mês de maio. Até o fim de 2025 serão realizados encontros uma vez ao mês. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hospital de Samambaia vai ampliar capacidade do centro cirúrgico
Após registrar 298 cirurgias somente no mês de junho, o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) está se preparando para abranger os procedimentos que seriam executados no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), que nos próximos 45 dias passa por processo de reforma no seu centro cirúrgico. UTI pediátrica acaba de ganhar dois leitos; agora, são seis disponíveis | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Temos seis salas de cirurgia no HRT, sendo uma dedicada a procedimentos de emergência e três usadas para cirurgias eletivas, mantendo as demais como reserva”, explica André Luiz de Queiroz, superintendente da Região Sudoeste de Saúde. No HRSam, detalha ele, o ritmo de cirurgias era de, em média, quatro por semana. “Realizamos procedimentos em 16 especialidades, com destaque para oncologia, ortopedia, oftalmologia e ginecologia”, detalha a gerente de Assistência Cirúrgica do HRT, Thalita Rassi. Na sala dedicada às emergências, ocorrem até sete cirurgias em um período de 12 horas, dependendo da demanda. Nos próximos 45 dias, servidores do HRSam também vão reforçar o efetivo para garantir o atendimento dos pacientes. Pronto-socorro e internação De acordo com o superintendente da Região Sudoeste de Saúde, a reforma no Hospital Regional de Samambaia não vai alterar a dinâmica de atendimento no pronto socorro do HRT. “O HRSam não tem pronto-socorro”, aponta. “Há a emergência obstétrica, e a revitalização não envolve este setor, com os atendimentos continuando normalmente. Pelo contrário: abrimos mais uma sala no local, subindo de seis para sete”. No HRT, a gestão de leitos permite ainda reduzir a pressão sobre o pronto-socorro quando há aumento repentino de demanda. Nesta semana, 20 leitos de clínica cirúrgica foram ocupados por pacientes que estavam no pronto socorro. “O hospital tem ampla capacidade de atendimento, e dedicamos os leitos conforme as necessidades dos setores”, reforça Thalita. Aumento da capacidade [LEIA_TAMBEM]A reforma no centro cirúrgico do HRSam vai ampliar em até 50% a capacidade do setor. As atuais três salas passarão por melhorias, e outras duas serão ativadas. Já a sala de recuperação passará de quatro para seis leitos. Na obstetrícia, o número de salas de parto subiu de seis para sete. No HRT, a UTI pediátrica acaba de ser expandida de quatro para seis leitos. A Região de Saúde Sudoeste — que envolve Vicente Pires, Águas Claras, Arniqueiras, Samambaia, Recanto das Emas, Água Quente e Taguatinga - também é foco de novos investimentos do Governo do Distrito Federal (GDF). O futuro Hospital Regional do Recanto das Emas (HRE) terá 100 leitos distribuídos entre clínica médica (60), clínica pediátrica (30) e UTI pediátrica (dez). A estrutura vai incluir seis consultórios, sendo dois no ambulatório geral e quatro na emergência pediátrica, além de um centro cirúrgico com duas salas de cirurgia. Também serão construídas novas unidades de pronto atendimento (UPAs) em Taguatinga, Água Quente e Águas Claras. A população dessas regiões administrativas também conta com os serviços das demais unidades da rede, incluindo novos hospitais e UPAs em fase de planejamento e construção. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Grupo Florescer promove apoio emocional e acolhimento a pacientes do HRT
Remédio para a alma. Esse é o sentimento das mais de 50 pacientes oncológicas do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) que frequentam o grupo Florescer, iniciativa criada há um ano e meio na unidade. “O grupo promove pertencimento, apoio mútuo e, sobretudo, melhora significativa nos desfechos clínicos”, resume a gerente de Assistência Oncológica do HRT, Laurene Passos. “Nosso objetivo é garantir que todas as pacientes matriculadas aqui saibam que têm um espaço seguro e acolhedor, um lugar para chorar, rir, compartilhar experiências e participar de atividades que fortalecem não apenas o vínculo com o serviço, mas também entre elas mesmas”. Sessões de tai chi chuan fazem parte das atividades desenvolvidas pelas participantes do Florescer | Foto: Jhonatan Cantarelle/SES-DF Moradora de Samambaia, Maria Clodoalda da Silva Lopes frequenta o grupo desde 2023 e afirma que o acolhimento das colegas tem sido parte importante no processo de tratamento. Colostomizada após um câncer de intestino, ela passa por acompanhamento. “A cada reunião que venho, aprendo mais”, relata. “Cada uma tem um depoimento de experiência real, é um fortalecimento. Muitas vezes chegamos aqui meio baqueadas, mas nos ajudamos. O intuito é esse apoio psicológico. Tenho uma colega que percebo que melhorou muito, agora está mais alegre. O grupo também traz ressignificação, a gente dá mais valor às pequenas coisas.” Além do consultório Isa Alarcão de Carvalho Bento foi diagnosticada com câncer de mama e está há seis meses no Florescer. A moradora do Riacho Fundo conta que o grupo tem ajudado a criar laços e amizades: “Tive depressão, sem vontade de sair, só tomando remédio. É como se tudo para mim tivesse acabado. Depois que comecei a vir, melhorei bastante. Com essa troca, vejo que não sou a única a passar por isso. A gente se coloca no lugar de uma pessoa que às vezes está sofrendo mais e vemos que precisamos superar e ajudar umas às outras. Também nos falamos pelo WhatsApp dando esse apoio”. “A gente ouve um pouco da história de cada uma, vemos como podemos ajudar e que somos capazes de vencer. Essa superação só tem sentido quando é partilhada” Marizan Fonseca, frequentadora do grupo Formado exclusivamente por mulheres em tratamento ou acompanhamento oncológico no HRT, o grupo se encontra todas as quartas-feiras, das 8h às 10h, na unidade de oncologia, sendo aberto a todas as mulheres cadastradas na unidade. Além dos bate-papos, elas também participam de oficinas de artesanato, recebem orientações de exercícios físicos e práticas alternativas, como o tai chi chuan, e fazem passeios. Em junho, organizaram um piquenique às margens do Lago Paranoá. Quem recentemente aderiu ao grupo foi Marizan Pereira Porto da Fonseca, residente em Taguatinga. Ela teve câncer de mama há 30 anos e segue em acompanhamento. “Vi o grupo reunido e quis fazer parte”, conta. “Minha vida é como um livro. Tem uma página que faz parte dele que é esse grupo. A gente ouve um pouco da história de cada uma, vemos como podemos ajudar e que somos capazes de vencer. Essa superação só tem sentido quando é partilhada”. Saúde mental [LEIA_TAMBEM]Na avaliação de Katarina Matos, psicóloga da unidade oncológica, o Florescer potencializa a saúde mental e o empoderamento feminino. “Elas gostam desse momento e fazem vínculos para além daqui, como ir ao shopping, ao cinema e almoçar”, enumera. “A gente pensa para além do adoecimento, não romantizamos, acolhemos a dor e o sofrimento, mas a gente pensa nas possibilidades para além disso. Temos também festas em todos os aniversários para comemorar a vida, viver o presente de uma forma plena”. Por meio do programa “O câncer não espera. O GDF também não”, a Secretaria de Saúde (SES-DF) tem garantido atendimento mais rápido, coordenado e humanizado aos pacientes oncológicos. Nele, os pacientes são incluídos em lista de prioridade e encaminhados a uma fila única. O tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) inclui cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo. O tratamento é iniciado após o paciente ser avaliado por um oncologista. A porta de entrada é a unidade básica de saúde (UBS). *Com informações da Secretaria de Saúde
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Tempo de espera na oncologia diminui na saúde pública do DF
Oferecer atendimento ágil, coordenado e humano a pacientes oncológicos. Foi com esse objetivo central que o programa “O câncer não espera. O GDF também não” redesenhou a linha de cuidado na rede pública. Um dos pilares da ação é o foco na jornada do paciente oncológico, tornando-a mais rápida na rede pública. No caminho proposto pelo programa, o tratamento tem início na Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o usuário é referenciado para consulta com especialista, exames diagnósticos e inserção em fila de atendimento oncológico para que atendimento e tratamento se iniciem em um prazo de até 60 dias. Arte: Secretaria de Saúde Como funciona Após inserido na fila de regulação para primeira consulta oncológica, o paciente é acionado pela Central de Regulação do Distrito Federal, onde passa por uma triagem oncológica. Em seguida, ele pode começar o tratamento em alguma das unidades habilitadas. Tudo isso com acompanhamento contínuo e posterior retorno à UBS, conforme a evolução clínica. A equipe especializada monitora o paciente em todas as etapas: exame, cirurgia, quimioterapia e radioterapia. É o caso de Antônia Oliveira, 46. Anualmente, ela comparecia ao Hospital de Base (HBDF) para acompanhar um nódulo no seio. Quando surgiu a suspeita de possível câncer de mama, foi realizada a biópsia para confirmação do diagnóstico e a transferência ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). “Fui encaminhada para continuar o tratamento com o setor oncológico e fui muito bem-recebida. Hoje, fiz quimioterapia. Na minha primeira vez na oncologia, tudo ocorreu com rapidez”, declara. A ideia é que o tratamento seja iniciado em até 60 dias após o paciente procurar a UBS | Foto: Sandro Araújo/SES-DF Atendimento humanizado A paciente Carmen Dirce Silva, 54, também realiza o acompanhamento no HRT e sente os benefícios de uma assistência integral e humanizada. A enfermeira foi diagnosticada com câncer de mama e, desde o início deste ano, faz quimioterapia na unidade. “O acolhimento está ótimo. Tem uma equipe que te acompanha ao longo de todo o tratamento. Aqui, tenho consultas com psicólogo, fisioterapeuta, assistente social e nutricionista. A gente tem até feito passeios e eventos", diz. Carmen reflete como é essencial interligar as especialidades, participar de reuniões em grupo com outras pacientes oncológicas e obter ajuda psicológica. “A palavra câncer é muito forte, e o acolhimento, até dentro da sala da quimioterapia, é muito importante. A maioria é enfermeiro e trata a gente com muito carinho”, lembra. “E para mim, que sou da área da saúde, foi muito difícil me acostumar com o diagnóstico. Sou alguém que estava acostumada a cuidar e, agora, tive que me acostumar a ser cuidada”. O programa aposta nos benefícios de uma assistência integral e humanizada Menos espera A partir de medidas estratégicas, esses usuários estão aguardando menos tempo para o tratamento. É o que mostram os números: de março a julho deste ano, a média de espera oncológica passou de 74 dias para 51 dias; já a de radioterapia foi de 54 dias para 30 dias ー quedas de 31% e 44%, respectivamente. A proposta prevê 1.383 novos tratamentos oncológicos em todo Distrito Federal, no período de três meses. Foram investidos mais de R$ 14 milhões para permitir que as pessoas na lista de espera pudessem começar a terapia adequada o quanto antes. [LEIA_TAMBEM]O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, ressalta como o tempo é crucial para o atendimento de pacientes diagnosticados com a doença e como o programa busca priorizar essa questão. “No início da minha gestão, tínhamos 900 pacientes aguardando e um tempo médio de 74 dias para que fossem atendidos. Com a elaboração da linha de cuidado e algumas ações internas, conseguimos, antes mesmo da implementação do programa, reduzir de forma significativa a lista e o tempo de espera”, afirma. Dados no DF No DF, há uma média de 399 pacientes inseridos mensalmente na lista de espera. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a expectativa é que a capital federal passe a registrar quase 9 mil novos casos entre o triênio 2023/2025. O número aumenta para 10,3 mil novas ocorrências quando a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride) é considerada na pesquisa. Os tipos de câncer que mais acometem a população são os de mama, cólon, reto e colo do útero, para mulheres; e próstata, cólon, reto, traqueia, brônquio e pulmão, para homens. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Paciente encontra disposição para tratamento oncológico em atividades voluntárias no HRT
O café da manhã oferecido durante encontro do grupo de terapia comunitária para mães atípicas e cuidadoras de pessoas com deficiência no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), em maio, foi feito pelas mãos da pedagoga Denise de Sá. Naquela ocasião, a mulher de 43 anos era uma das parceiras da iniciativa, atuando de forma voluntária. Além do envolvimento profissional com a temática, o ambiente da unidade hospitalar também era familiar. "Estive por muito tempo nesta casa. Chamo assim porque sempre me senti acolhida e bem-cuidada aqui", alega. Quase um mês depois, em junho, eram as mãos de Denise que seguravam a senha de espera para atendimento no Ambulatório de Alta Complexidade em Oncologia no HRT. A pedagoga Denise de Sá é paciente do Ambulatório de Alta Complexidade em Oncologia no HRT | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A moradora de Taguatinga Sul é paciente da unidade especializada desde agosto de 2023. O pronto atendimento foi a primeira etapa de um período de mais de 40 dias de internação – sendo 18 deles em cuidados intensivos. Desde então, o câncer colorretal retirou-lhe o baço, os ovários e 17 centímetros do intestino. Contudo, foi incapaz de remover aquilo que ela tem de mais precioso: o alto astral e o ânimo para viver. "Estou bem! Vivo muito bem! Acredito muito em 'curar vivendo'. Não é esperar pela cura: é viver curando", ensina. Do trabalho voluntário realizado por suas mãos, forma-se uma enorme corrente do bem, de onde irrompe a energia aplicada para as conquistas no tratamento oncológico. A paciente oncológica é voluntária do projeto 'Cuidando de quem cuida': "Preencho meus dias tentando ajudar as pessoas, porque o amor que Deus e que as pessoas aqui me deram, de alguma forma eu tenho que retribuir" Energia que inspira A relação com a coordenadora do projeto Cuidando de quem cuida, Andréia Aquino, vem de longa data: antes que pudesse contar com os cuidados da cirurgiã-dentista no Centro de Especialidades Odontológicas do HRT. O cuidado às intercorrências bucais ocasionadas pelos métodos de combate a células cancerosas é parte da assistência multiprofissional oferecida pela rede pública de saúde do Distrito Federal. No entanto, foi o vínculo entre paciente e profissional que favoreceu a união das amigas. Logo que soube da iniciativa, iniciada em abril, durante o mês de conscientização sobre o autismo, a voluntária comprometeu-se a ajudar: primeiro, reuniu doações, preparou e ofertou o café da manhã do segundo encontro; depois, compôs a programação com palestra que vai ministrar em agosto, sobre o papel da escola e da família na educação inclusiva. No evento, subirá ao palco a mestre em educação, pós-graduação obtida em março deste ano, após acumular os períodos de estudo com o tratamento oncológico. "Denise é uma lição, uma inspiração de vida. Sempre muito determinada", define Andréia Aquino. "Ela mexe com a gente porque demonstra uma garra, uma vitalidade, um propósito de vida. Faz olharmos para a vida de outra forma". Arte: SES-DF A boa energia é uma marca identificada também pelo responsável técnico pela oncologia do HRT, José Lucas Pereira Júnior. O médico acompanha a paciente regularmente desde os estágios iniciais do tratamento. "Ela tem um astral bom, não se deixa abater diante do diagnóstico. Ela continua, está sempre em busca de outras coisas", assegura. Como parte de seu tratamento, Denise de Sá comparece ao ambulatório especializado no HRT quinzenalmente, desde setembro de 2024, para infusões de medicamentos. Aliado a isso, o alto-astral, aparentemente, é o elemento primordial para os seus bons resultados em saúde. "Na prática, o que a gente observa é que os pacientes que são positivos, que vão em frente independente das notícias, conseguem ter um resultado melhor. Ela age como se estivesse curada e, então, ela fica bem. O organismo entende que ela está disposta e responde assim", explica o especialista José Lucas. [LEIA_TAMBEM]A paciente não esconde que se trata de uma guerra contra a própria mente. Para vencer as batalhas diárias, ela é categórica: ocupa os seus dias com o bem. As ações sociais sempre foram parte da rotina da coordenadora de instituições de ensino básico e fundamental. "Preencho meus dias tentando ajudar as pessoas, porque o amor que Deus e que as pessoas aqui me deram, de alguma forma eu tenho que retribuir", afirma. Serviço de excelência Outro atributo que Denise de Sá não esconde é a gratidão, em especial, ao Sistema Único de Saúde (SUS). "Enquanto estive internada, tudo foi oferecido a mim com muita facilidade. Recebi muitas bolsas de sangue, medicamentos que são difíceis de obter por meios particulares... Aqui, tudo o que precisei, eu tive. Por isso, não admito que falem mal do SUS", reitera. A experiência junto a profissionais engajados e recursos disponibilizados pelo serviço público de saúde são capítulos prestigiados desta história de luta e superação. "Penso que isso foi desenhado por Deus. Aliás, foi o que trouxe a minha cura – porque me sinto uma pessoa curada", conclui. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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HRT promove passeio de pacientes oncológicas à beira do Lago Paranoá
Cerca de 20 mulheres aproveitaram um piquenique às margens do Lago Paranoá nessa quarta-feira (11). A atividade faz parte das ações do Grupo Florescer, iniciativa criada há pouco mais de um ano pelo Hospital Regional de Taguatinga (HRT) para pacientes oncológicas. O objetivo é oferecer apoio emocional, acolhimento e bem-estar. As integrantes do grupo estão em tratamento de algum câncer ou em acompanhamento da doença, pós-quimioterapia e radioterapia. “Algumas delas estão vivendo a fase de reconstrução de suas vidas. O contato com a natureza, o riso compartilhado, o sentimento de leveza, tudo isso é remédio para a alma. Um emocional bem cuidado fortalece o físico e facilita a recuperação”, declara a supervisora de Enfermagem da Oncologia do HRT, Laurene Passos. Cerca de 20 mulheres aproveitaram um piquenique às margens do Lago Paranoá | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF Para Carmem Dirce e Silva, de 54 anos, que trata um câncer de mama e participa do grupo desde março, o apoio tem sido essencial. “O grupo me ajuda muito com a autoestima e a dignidade. Estava deprimida e chorava muito. Sempre fui ativa, trabalhava bastante e, de repente, precisei parar com tudo e olhar a minha saúde. O Florescer me ajudou e ajuda a enfrentar esse momento”, relata. Acolhimento O Florescer surgiu da necessidade de oferecer mais do que assistência clínica às pacientes: uma rede de apoio frequente. Além dos passeios, há também a orientação sobre exercícios físicos. "Sempre as incentivo a serem ativas. O exercício físico tem um papel fundamental no tratamento oncológico", diz a fisioterapeuta do HRT Flávia Ladeira Ventura Dumas. Formado exclusivamente por mulheres em tratamento ou acompanhamento oncológico no HRT, o grupo se encontra todas as quartas-feiras, das 8h às 10h, na unidade de oncologia. Dessa vez, o piquenique foi todo organizado pelas pacientes. E o mês de junho ainda promete mais aventuras. “Todas as mulheres cadastradas no serviço oncológico do HRT estão convidadas a participar”, convida Passos. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Bancos de leite do DF celebram Dia Mundial de Doação de Leite Humano
Ao longo de maio, os bancos de leite humano (BLHs) e os postos de coleta (PCLHs) operados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) promoveram atividades em celebração ao Dia Mundial de Doação de Leite Humano. A programação teve início com encontro realizado no Posto de Coleta da Casa de Parto de São Sebastião entre mães doadoras, bebês e famílias beneficiadas, profissionais e apoiadores envolvidos nesta enorme rede de solidariedade. A programação foi finalizada nesta sexta (30), com os eventos realizados pelos bancos de leite dos hospitais regionais da Asa Norte (Hran) e de Santa Maria (HRSM). A programação teve início com encontro realizado no Posto de Coleta da Casa de Parto de São Sebastião entre mães doadoras, bebês e famílias beneficiadas, profissionais e apoiadores envolvidos nesta enorme rede de solidariedade | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF O evento realizado pelo BLH do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), na quarta-feira (28), deu destaque à contribuição de cada um dos atores da iniciativa que é referência mundial em saúde materno-infantil. A unidade de Taguatinga, inaugurada há 46 anos, é o primeiro componente da rede distrital e uma das primeiras iniciativas do País. “Aquele momento da retirada do leite, que você acha que é só seu, coloca você como parte de algo grandioso; algo extraordinário para os bebês que estão internados. Há também aqueles crescendo saudáveis e felizes em casa porque cada uma de vocês, assim como milhares de doadoras em outros períodos, contribuiu para isso”, ressaltou a integrante da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno do DF da SES-DF, Graça Rodrigues. Um gesto de amor Ana Caroline Laurentino, 28 anos, é uma das integrantes dessa rede. A acolhida amorosa, como ela define, da equipe multiprofissional do BLH do HRT foi responsável por transformar a experiência de amamentação e a saúde do seu filho Isaac. Nascido há pouco mais de três meses, o bebê teve dificuldades de “pega” no início da amamentação. Aos poucos foi perdendo peso, necessitando de pronto-atendimento hospitalar, exigindo dos pais a busca por profissionais especializados... A angustia só teve fim após o contato com a unidade de saúde pública em Taguatinga. O atendimento semanal permitiu que Isaac alcance boa condição de saúde. Ana Caroline Laurentino, 28 anos, afirma que a equipe multiprofissional do HRT foi responsável por transformar a experiência de amamentação e a saúde do seu filho Isaac “Lembro quando ele ganhou o peso esperado: foi uma alegria coletiva no consultório. Chorei de felicidade, todo mundo gritou em comemoração... Senti que estava todo mundo junto com a gente nessa luta”, declarou Ana Caroline. Hoje a mãe encontra satisfação em amamentar com tranquilidade o próprio filho, além de contribuir, enquanto doadora, para a saúde de outros bebês. “Quando eu soube que um único potinho amamenta até dez bebês prematuros, me emocionei muito; porque o meu pouco faz a diferença na vida de outros bebês e de outras famílias”, reconhece. Rede de solidariedade As celebrações e os incentivos ao aleitamento materno continuam. O Agosto Dourado é a campanha nacional que promove e incentiva anualmente o aleitamento materno. Este é o melhor alimento que um bebê pode ter. Até os seis meses de idade, não há necessidade de outros alimentos, nem mesmo de água. A rede distrital conta com 14 bancos de leite e sete postos de coleta. Caso necessite de orientações sobre amamentação ou deseje doar seu leite, as mães podem entrar em contato com o banco ou posto de coleta mais próximo de sua casa. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Doação de leite materno ganha visibilidade no DF com ações educativas
A Secretaria de Saúde (SES-DF) promove, até sábado (24), programação especial no Venâncio Shopping para orientar e incentivar a doação de leite materno. O objetivo é conscientizar sobre a importância da doação e valorizar as mães que fazem esse gesto de amor e solidariedade, ajudando a salvar vidas de bebês prematuros e de baixo peso. As ações marcam o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, em 19 de maio, e o Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, em 21 de maio. As atividades foram abertas na segunda-feira (19) com uma conversa com especialistas em um estande na praça de alimentação do shopping. Ao longo da semana, das 10h às 16h, profissionais da SES-DF vão oferecer informações e tirar dúvidas da população. O encerramento será marcado pelo tradicional Mamaço, no sábado (24), que vai reunir mães e bebês em um momento simbólico de valorização do aleitamento materno. Profissionais da SES vão oferecer informações e tirar dúvidas da população sobre amamentação | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Leite humano padrão ouro Durante a conversa no shopping, a enfermeira Graça da Cruz, referência distrital de banco de leite humano, a pediatra Nathalie Zambrano, a fonoaudióloga Alessandra Aline Lopes e a nutricionista Mariana de Oliveira reforçaram que o leite materno é o alimento mais completo para o bebê, com propriedades imunológicas que protegem contra doenças como infecções e diabetes. Mariana destacou a importância do colostro – leite produzido nos primeiros dias após o parto –, que é especialmente rico em anticorpos, sendo essencial para bebês prematuros. “O leite materno é um alimento maravilhoso, rico em nutrientes e proteção. Como mãe, sei o quanto é transformador poder ajudar outros bebês que precisam”, afirmou a nutricionista, que atualmente é lactante. As atividades foram abertas nesta segunda-feira (19) com conversa com especialistas no Venâncio Shopping O Distrito Federal conta com uma ampla rede de bancos de leite humano, composta por 14 bancos de leite (BLHs) e sete postos de coleta (PCLHs). O mais tradicional é o banco de leite humano do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde profissionais como a enfermeira Graça Rodrigues atuam há décadas no acolhimento de mães e na captação de doadoras. Além de orientar gestantes e lactantes sobre técnicas de amamentação e extração do leite, o banco de leite do HRT realiza coleta domiciliar e oferece suporte mesmo após a alta hospitalar. Graça relata que, com o apoio profissional, cerca de 50% das mães atendidas se tornam doadoras. Ela reforça que o ideal é que a educação sobre aleitamento comece ainda no pré-natal. “Trabalhar no banco de leite é trabalhar com a vida. Ver a mãe sair sorrindo e o bebê tranquilo é gratificante”, destacou. As especialistas também alertam para os desafios enfrentados frente ao marketing de fórmulas infantis, que muitas vezes desencorajam a amamentação. “Ainda existe muita desinformação sobre os benefícios do leite materno. Precisamos estar onde o povo está, levar informação qualificada e mostrar que doar leite é um ato de amor que salva vidas”, afirmou Graça. Qualquer mulher saudável que esteja amamentando e produza leite em excesso pode se tornar doadora [LEIA_TAMBEM] Como doar Qualquer mulher saudável que esteja amamentando e produza leite em excesso pode se tornar doadora. Para isso, basta entrar em contato com um banco de leite mais próximo. No Distrito Federal, há unidades com coleta domiciliar, facilitando o processo para as mães. Semana da Doação de Leite Materno no Venâncio Shopping: • Estande educativo: 19 a 24/5, das 10h às 16h • Mamaço: 24/5, às 10h30 *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos alerta para a administração correta de remédios
A utilização de medicamentos pode causar problemas graves se for administrada de maneira incorreta. É por isso que, nesta segunda-feira (5), o Brasil celebra o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos – um lembrete importante de que a saúde também passa por informação e responsabilidade. No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), dois setores mostram na prática como essa consciência pode salvar vidas e otimizar recursos: a Farmacotécnica e a Farmácia Oncológica. Medicamentos devem ser administrados de maneira correta para que sejam eficazes e não causem problemas graves | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Desde 2014, a Farmacotécnica do HRT transforma comprimidos em soluções orais para facilitar a administração, especialmente para crianças e pacientes acamados que se alimentam por sonda. O laboratório atende todos os hospitais da rede pública do Distrito Federal. “Manipulamos a dose exata que o paciente precisa, o que melhora o efeito do tratamento e evita o desperdício”, explica o farmacêutico João Paulo Cornélio. Em 2024, a unidade realizou mais de 9,5 mil atendimentos e produziu cerca de 1,8 milhão de mililitros (ml) de medicamentos. Entre os mais manipulados, estão o omeprazol e substâncias para tratar a toxoplasmose congênita. O setor também fraciona medicamentos, onde um frasco pode ser utilizado em mais de uma dose, o que contribui para a otimização dos recursos públicos. [LEIA_TAMBEM]Farmácia Oncológica Já a Farmácia Ambulatorial Oncológica do HRT, em funcionamento desde setembro de 2024, é a única da rede pública especializada em pacientes adultos com câncer. Com cerca de 670 atendimentos mensais, o local oferece orientações detalhadas e acompanhamento contínuo. “Nosso diferencial é a consulta individualizada, em que o paciente recebe um calendário personalizado e uma cartilha com informações sobre a posologia, o armazenamento e as reações adversas”, explica o farmacêutico e responsável técnico assistencial da unidade de oncologia do HRT, Hugo Carvalho. A farmácia também monitora a devolução de medicamentos não utilizados pelos pacientes, ajustando o tratamento conforme a necessidade real do usuário. A técnica em enfermagem Daiane Ventura, 33, que trata um câncer de mama no HRT, conta que as orientações foram essenciais ao longo do tratamento: “Fiquei perdida no início, mas com a cartilha e as explicações dos profissionais, sei exatamente o que, como e quando tomar as medicações. Isso fez toda a diferença”, diz. A Farmacotécnica do HRT transforma comprimidos em soluções orais para facilitar a administração, especialmente para crianças e pacientes que se alimentam por sonda Uso racional De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entende-se que há uso racional quando pacientes recebem medicamentos para suas condições clínicas em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade. O cuidado farmacêutico não apenas melhora os resultados dos tratamentos, como também evita erros, reduz custos e fortalece o vínculo entre pacientes e profissionais. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Nascida aos seis meses de gestação, bebê mais prematura da história do HRT deixa unidade neonatal
Superação. Assim Raynara Andrade, 22 anos, define os quatro primeiros meses de vida da filha. Mavie Andrade é a bebê mais prematura da história do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Nascida aos seis meses de gestação (24 semanas e dois dias), pesando apenas 710 gramas, ela pôde, enfim, vestir a roupinha para conhecer a sua casa pela primeira vez na última semana (15). Mavie nasceu em 13 de dezembro de 2024 e a alta hospitalar foi concedida após mais de 120 dias de internação, período em que esteve sob os cuidados da equipe multidisciplinar da unidade neonatal do HRT. A pequena e forte Mavie deixa o local com o triplo de peso inicial (2,280 kg) e alimentando-se exclusivamente por leite materno. Ela está em desmame da oferta de oxigênio, necessária por conta da doença pulmonar crônica (displasia broncopulmonar). “A gente superou muitos obstáculos. Sair daqui com ela nos braços é uma benção gigantesca”, comemora a mãe. Raynara Andrade, 22 anos, é mãe de Mavie, a bebê mais prematura da história do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Luta e vitória Quem vê todos os sorrisos que rodeiam a família hoje não pode imaginar as batalhas travadas desde o fim do ano passado. Ainda na 23ª semana de gestação, Raynara teve episódios de sangramento que a fizeram buscar por atendimento emergencial no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Os exames revelaram um quadro de infecção urinária e o rompimento da bolsa amniótica. Sob os cuidados da equipe médica, ela decidiu por manter a gravidez o quanto ainda fosse possível. A moradora de Recanto das Emas foi então transferida para o HRT. Com sinais de arritmia cardíaca da bebê e a verificação de sofrimento fetal, foi decidido pelo parto operatório. Logo nos primeiros dias de vida, Mavie ainda precisou ser submetida a reanimação cardiopulmonar. A expectativa que havia de uma cirurgia para correção das funções renais foi descartada após avaliação de médico especialista no Hospital da Criança. A força da filha surpreende a mãe. “Desde cedo, ela está lutando pela vida. A vontade dela de viver é gigantesca”, verifica. Cuidado e afeto Mãe, filha e equipe técnica construíram um grande vínculo durante esse período. Enquanto sentia-se esgotada, Raynara encontrava em médicas, enfermeiras, técnicas de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogas e terapeutas ocupacionais o apoio e a assistência que necessitava. “Muitas vezes, quando eu parecia desistir, elas me levantavam e faziam-me continuar. Elas me ajudaram e me acolheram durante todo esse tempo. A equipe é maravilhosa!” Mavie nasceu em 13 de dezembro de 2024 e a alta hospitalar foi concedida após mais de 120 dias de internação, período em que esteve sob os cuidados da equipe multidisciplinar da unidade neonatal do HRT A alegria e a satisfação em poder contribuir para essa vitória transparece no rosto e nas palavras das profissionais. “A gente se emociona junto com a mãe. Para nós, que estivemos lado a lado aqui, é gratificante partilhar esses momentos de felicidade”, revela a fisioterapeuta Elza Miranda. Às vésperas de deixar a unidade com Mavie no colo, a mãe prometeu que irá retornar para a entrega dos convites do primeiro aniversário da filha. “Não tem como ser diferente. Tem gente aqui que vamos levar para o resto das nossas vidas!”, conta. Progresso e futuro As primeiras semanas de vida de um bebê prematuro são as mais críticas. Depois desse período, o organismo desenvolve-se à medida que a criança vai crescendo. Para isso, um bom aporte nutricional por meio do leite materno é fundamental. Mavie teve acompanhamento fonoaudiológico para desenvolvimento da capacidade de sucção e deglutição. Enquanto produzia leite em excesso, a Raynara o doava ao Banco de Leite Humano do HRT (BLH-HRT), onde o leite é pasteurizado e oferecido a outros bebês (especialmente prematuros) internados em unidades neonatais dos hospitais do DF. “Doei o leite que eu tinha até esses últimos dias. Realmente, só parei porque a quantidade foi diminuindo com o passar do tempo, naturalmente. Se não, eu queria muito ter continuado a doar”, afirma a mãe, que reconhece o valor da principal forma de nutrição neonatal. A autonomia alimentar permitiu o ganho de peso ao longo dos últimos dias. Atualmente com 40 semanas de idade gestacional corrigida, Mavie também já tem maturidade respiratória. Agora, em casa, a bebê nascida prematuramente dará seguimento ao acompanhamento ambulatorial. “Junto dessa equipe e com a estimulação precoce, tudo indica que ela terá um desenvolvimento normal a médio e longo prazo”, explica a gerente substituta de Serviços de Terapia Intensiva (Gesti), Juliana Queiroz. A confiança no crescimento e no desenvolvimento saudável só é acompanhada de outra convicção: de que toda a família a espera com muito carinho. “Está todo mundo ansioso para conhecê-la. Não vai faltar amor pra ela!”, resume a mãe. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Reformada, cozinha do HRT produz até 2,4 mil refeições por dia
Com uma produção que chega a 2,4 mil refeições por dia, a cozinha do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) oferece mais segurança alimentar e melhores condições de trabalho aos 110 trabalhadores que atuam desde a conservação dos alimentos até a distribuição a pacientes, acompanhantes e servidores. A estrutura passou por uma grande obra, que envolveu a troca de pisos, paredes e bancadas. Houve ainda adequações hidráulicas, elétricas e no fornecimento de gás. O refeitório dos servidores também foi reformado, oferecendo um ambiente de trabalho com mais qualidade. A reforma da cozinha do HRT teve como destaque o uso de lâmpadas laváveis e outras mudanças que facilitam a limpeza da unidade | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A conclusão dos serviços no HRT marca o avanço na modernização das cozinhas de todos os hospitais da Secretaria de Saúde (SES-DF). As unidades de Samambaia, Ceilândia, Brazlândia, Planaltina, Sobradinho, Paranoá e Guará já haviam recebido as melhorias nos últimos dois anos. Os próximos serão o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib), ambos com previsão de início dos serviços ainda no primeiro semestre de 2025. “Essas revitalizações demonstram o compromisso do Governo do Distrito Federal não só com a população, como também com os servidores. Esses espaços são essenciais para o bem-estar e a rotina diária dos trabalhadores, proporcionando um ambiente mais adequado, confortável e higiênico para as refeições”, afirma o subsecretário de Infraestrutura em Saúde da SES-DF, Leonidio Pinto Neto. Todo o trabalho tem sido feito por meio dos contratos de manutenção predial assinados em 2022. Apesar de terem grande impacto visual, com ambientes mais iluminados e de fácil limpeza, as reformas feitas em cada uma dessas cozinhas e refeitórios se destacam principalmente por melhorias que não são visíveis aos olhos dos usuários, como a troca de toda a rede elétrica. “Fazemos toda a instalação de tomadas industriais e o dimensionamento da parte elétrica para atender a todos os circuitos. Na Câmara Fria, por exemplo, nossa equipe faz o ajuste dos motores para suprir a demanda”, detalha o engenheiro Leonardo Silva, que atua como assessor da SES-DF. Na lista dos serviços realizados durante as reformas, há uma atenção especial para o cumprimento de normas sanitárias e de engenharia para bancadas, paredes, fornecimento de gás encanado e outros aspectos técnicos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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GDF contrata 14 mil plantões de pediatria para prontos-socorros de hospitais
A partir de 1º de março, os prontos-socorros pediátricos da rede pública do Distrito Federal contarão com um reforço no atendimento médico. A Secretaria de Saúde (SES-DF) contratou mais de 14 mil plantões de pediatria, a serem realizados por profissionais de empresas privadas nos próximos seis meses. Com investimento de R$ 15 milhões, devem ser contempladas as emergências do Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib) e dos hospitais regionais de Ceilândia (HRC), Brazlândia (HRBz), Guará (HRGu), Taguatinga (HRT), Sobradinho (HRS), Planaltina (HRPl) e da Região Leste (HRL), no Paranoá. Com a assinatura do contrato haverá ampliação no atendimento e redução no tempo de espera | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF A medida busca minimizar o impacto na assistência durante o período de aumento no número de casos de doenças respiratórias. “O reforço é uma ação estratégica para fortalecer a rede de urgência e emergência, garantindo que as crianças recebam um atendimento ágil e eficaz, especialmente durante os períodos de maior demanda”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. As escalas médicas serão organizadas conforme a necessidade de cada unidade, em caráter complementar. A coordenadora de Atenção Especializada à Saúde (Cates) da SES-DF, Julliana Macêdo, explica que com a assinatura do contrato haverá ampliação no atendimento. “Com esse apoio, reduzimos o tempo de espera, aumentamos a capacidade da rede pública e asseguramos que cada criança receba o cuidado necessário no momento certo”, avalia. Estratégias 475 Número de pediatras na Secretaria de Saúde A SES-DF conta, hoje, com 475 pediatras em sua rede. Além da nova contratação de plantões, a pasta já havia adotado outras estratégias para fortalecer a assistência, como nomeações em concurso, mudança de especialidade de médicos com formação em pediatria e ampliação da carga horária de 20 para 40 horas semanais a profissionais interessados. Mesmo com os esforços para recompor o quadro de especialistas, a pediatria é considerada uma especialidade de difícil provimento em todo o Brasil. “Em nosso concurso de 2022, apenas 40% das vagas para a especialidade foram preenchidas. Agora, adotamos a contratação por pessoa jurídica, um modelo já utilizado com sucesso em outros estados e que possui respaldo jurídico”, explica a secretária de Saúde. Atualmente o déficit na rede pública é de cerca de 170 pediatras. Mais investimentos Além do reforço nos plantões, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem expandido o atendimento pediátrico nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), gerenciadas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF). As UPAs de São Sebastião, Ceilândia I, Recanto das Emas e Sobradinho II já oferecem pediatria 24 horas e, em breve, o serviço será ampliado às unidades de Samambaia e Núcleo Bandeirante. Porta de entrada O novo reforço, contudo, não substitui o atendimento na rede de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que continua sendo a porta de entrada preferencial à assistência infantil. Esses locais contam com médicos e enfermeiros de família capacitados para atender crianças e encaminhá-las aos serviços especializados, quando necessário. Já as unidades hospitalares e de emergência devem ser buscadas para casos urgentes e graves. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Desenvolvida no DF, nova ferramenta otimiza tratamento de diálise peritoneal
Com o objetivo de auxiliar e otimizar o acompanhamento ao paciente renal em diálise peritoneal, uma residente do programa multiprofissional em nefrologia da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF), em parceria com a equipe do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), criou uma ferramenta que garante o registro de informações essenciais para o tratamento dos pacientes. Trata-se da Caderneta de Saúde – Diálise Peritoneal, que surgiu a partir da necessidade de troca de informações entre o paciente e a equipe de saúde. Na modalidade de tratamento de diálise peritoneal, os pacientes, juntamente com os seus familiares, são responsáveis pelo próprio tratamento e a equipe de saúde realiza o devido acompanhamento, oferecendo suporte e as instruções necessárias para que esse tratamento ocorra de forma efetiva. A ferramenta que garante o registro de informações essenciais para o tratamento dos pacientes | Foto: Divulgação/Fepecs A residente da ESPDF Danyelle Marques Brilhante explica que o acompanhamento do paciente, na ausência de intercorrências, geralmente é realizado por consultas mensais com a equipe médica e de enfermagem. “Diante desse cenário, nós da equipe de enfermagem da diálise peritoneal do HRT observamos a necessidade de algum instrumento que facilitasse e englobasse todo esse acompanhamento em um lugar só, tanto para organizar as informações de cada paciente quanto para garantir um cuidado contínuo e mais eficiente”, destaca. Na prática, a caderneta funciona como um instrumento de acompanhamento contínuo. Junto, o paciente recebe orientações da equipe de saúde que reforçam a importância do tratamento. Além disso, a caderneta também funciona para facilitar os atendimentos de saúde, mesmo quando são realizados em outro local e com outros profissionais. “É uma ferramenta simples, mas muito poderosa, uma vez que engloba todas as informações pertinentes do paciente em diálise peritoneal, conectando-o ao sistema de saúde e promovendo um cuidado mais seguro e eficiente. Além disso, serve como um meio de empoderamento para o paciente, já que eles têm acesso à informação, promovendo um maior envolvimento no seu próprio tratamento”, explica a residente. Coordenadora do programa de residência multiprofissional em nefrologia da ESPDF, a enfermeira Karine Cardoso Lemos considera que o desenvolvimento do produto foi “muito útil para o profissional da área, já que se assemelha, por exemplo, à caderneta da gestante, onde o paciente tem todos os dados do seu acompanhamento, podendo apresentar as informações em outros atendimento”. Segundo ela, outras unidades de saúde já demonstraram interesse em utilizar a ferramenta. Além de Danyelle Marques Brilhante e de Karine Cardoso Lemos, a Caderneta de Saúde – Diálise Peritoneal foi elaborada por Andressa Lohanna Barbosa da Silva, enfermeira da diálise peritoneal do HRT, e Ludmilla Almeida de Castro, técnica de enfermagem do HRT. *Com informações da Fepecs
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