Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes reúne participantes da ESP/DF
Representantes da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) participam, nos dias 29 e 30 deste mês, do Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, promovido pelo Ministério da Saúde (MS). Com o tema “O protagonismo de crianças e adolescentes na construção da Política Nacional de Saúde Mental”, o encontro vai reunir atores governamentais e não governamentais, além de gestores públicos, movimentos sociais e profissionais de saúde envolvidos com a temática proposta. Participantes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil reforçam a importância da construção de políticas públicas para essa área | Foto: Divulgação/Fepecs A equipe da ESP/DF vai acompanhar os residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil (PRMSMIJ), que atuarão como mediadores na comissão de acolhimento do evento, além de crianças e adolescentes e seus responsáveis, que são usuários de serviços do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi), locais que servem como cenários de aprendizagem do programa. “Não basta preparar especialistas tecnicamente qualificados; é preciso formar profissionais capazes de atuar de maneira crítica, interprofissional e comprometida com os direitos de crianças e adolescentes” Bethania Serrão, coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil “Esse convite do Ministério da Saúde significa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo nosso programa na formação de profissionais especializados para o campo da saúde mental infantojuvenil, evidenciando a contribuição da residência para o fortalecimento do SUS”, avalia a psicóloga Bethania Serrão, coordenadora do programa. Políticas públicas Com o objetivo de incentivar o diálogo com todos os setores envolvidos, estimular a construção de recomendações e diretrizes sobre os diferentes desafios e fornecer subsídios técnicos e políticos para o trabalho intersetorial e o cuidado integral desse público, o fórum também será um espaço de promoção da participação social como elemento central na construção das políticas públicas. [LEIA_TAMBEM]“Acredito que nossa participação é o reconhecimento da trajetória que temos construído na formação de profissionais comprometidos com a saúde mental infantojuvenil e com a defesa de uma atenção psicossocial qualificada”, afirma Bethania. A presença de residentes e representantes da ESP/DF em um evento nacional indica que as experiências vivenciadas no âmbito do Distrito Federal são assertivas e eficientes, além de reafirmar que ensino, assistência e gestão caminham juntos na consolidação de um Sistema Único de Saúde (SUS) cada vez mais forte e mais sensível às necessidades de crianças e adolescentes. “Não basta preparar especialistas tecnicamente qualificados; é preciso formar profissionais capazes de atuar de maneira crítica, interprofissional e comprometida com os direitos de crianças e adolescentes”, sinaliza a coordenadora do programa. “A presença da residência nesse fórum reafirma um princípio fundamental do SUS: formar profissionais e construir políticas públicas são processos inseparáveis.” *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa de Ciências da Saúde
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Com recursos de R$ 1,4 milhão, Hospital de Base amplia atendimento oftalmológico
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) recebeu quatro novos equipamentos para exames e procedimentos oftalmológicos, em um investimento de R$ 1,4 milhão destinado pelo Ministério da Saúde por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Criado pelo governo federal, o PAC busca impulsionar o crescimento sustentável do país por meio da expansão e modernização da infraestrutura pública, incluindo investimentos destinados ao fortalecimento da rede assistencial do SUS. Novo equipamento, que começou a ser utilizado neste mês, permite mais precisão nos procedimentos oftalmológicos | Foto: Divulgação/IgesDF A medida vai ampliar a capacidade assistencial de um serviço que processa, em média, 330 cirurgias por mês pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de garantir mais precisão e segurança aos pacientes. “Conseguimos aumentar a quantidade de procedimentos realizados, reduzir custos e oferecer mais comodidade ao usuário” Stefânia Diniz, chefe da Oftalmologia do HBDF Entre os equipamentos entregues está um microscópio cirúrgico oftalmológico de última geração utilizado em procedimentos de alta complexidade, como cirurgias de catarata, glaucoma, córnea e retina. O aparelho começou a ser utilizado neste mês e representa um avanço tecnológico em relação aos equipamentos já existentes na unidade. Segundo o cirurgião oftalmológico Carlos José de Souza Júnior, do HBDF, a nova tecnologia proporciona melhor visualização das estruturas oculares, favorecendo a precisão dos procedimentos. “Nas cirurgias oftalmológicas, trabalhamos em um campo milimétrico”, explica. “Ter uma imagem mais clara e nítida permite que o profissional realize os procedimentos com maior segurança e destreza. Além disso, o equipamento tem sistema de vídeo com gravação, que também contribuirá para a capacitação e o aprendizado das equipes”. Mais tratamentos [LEIA_TAMBEM]Além do microscópio, o Hospital de Base, referência em oftalmologia de alta complexidade no Centro-Oeste, recebeu um fotocoagulador a laser, equipamento utilizado no tratamento de diversas doenças da retina. O aparelho é o primeiro do tipo na unidade e permite que parte dos procedimentos seja realizada em ambiente ambulatorial, dispensando a ocupação de salas cirúrgicas. Desde a implantação, o equipamento já foi utilizado em cerca de 40 procedimentos. “O laser torna o tratamento mais acessível porque o paciente não precisa ser encaminhado para uma sala de cirurgia”, aponta a chefe da Oftalmologia do HBDF, Stefânia Diniz. “Conseguimos aumentar a quantidade de procedimentos realizados, reduzir custos e oferecer mais comodidade ao usuário.” Também foram incorporados ao parque tecnológico da unidade um vitreófago com facoemulsificador — empregado em cirurgias de retina para tratar sangramentos, inflamações, infecções e descolamentos — e um biômetro óptico, utilizado para medições oculares essenciais no planejamento cirúrgico. *Com informações do IgesDF
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Representantes do GDF participam do 17º Congresso Internacional da Rede Unida
A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) participa, até sexta-feira (26), do 17º Congresso Internacional da Rede Unida, em São Luís (MA). Com o tema “Sabedoria e soberania com alegria”, o evento reúne pesquisadores, gestores, trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e instituições de ensino de todo o Brasil e de diversos países para debater os desafios contemporâneos da formação em saúde, da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), da participação social e da produção do cuidado. Fabiano Martins (E), coordenador do curso técnico em enfermagem da ESP/DF, com Felipe Proenço de Oliveira, do Ministério da Saúde, e Juliana Machado, gerente de ensino técnico da ESP/DF: “A iniciativa evidencia o compromisso da escola com metodologias inovadoras de ensino e com a formação de profissionais alinhados às necessidades do sistema público de saúde” | Foto: Divulgação/Fepecs Os representantes da ESP/DF são Juliana Larissa Machado, gerente de ensino técnico, e Fabiano dos Anjos Pereira Martins, coordenador do curso técnico em enfermagem. Eles participam de atividades científicas, debates e encontros institucionais voltados para o fortalecimento das redes colaborativas e a qualificação da formação profissional em saúde. A participação da ESP/DF conta também com o trabalho “Formação técnica em enfermagem no SUS-DF: inovação pedagógica por competências e integração ensino-serviço”, que foi selecionado para apresentação na modalidade de comunicação oral. [LEIA_TAMBEM]Segundo Fabiano Martins, esse estudo apresenta a experiência de construção e consolidação do projeto pedagógico do curso técnico em enfermagem da instituição, destacando estratégias de formação por competências, integração ensino-serviço, avaliação por evidências e fortalecimento dos cenários de prática no SUS. “A iniciativa evidencia o compromisso da escola com metodologias inovadoras de ensino e com a formação de profissionais alinhados às necessidades do sistema público de saúde”, afirma. Reuniões Além da participação nas discussões e atividades do congresso, a equipe participou de um encontro com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (MS), Felipe Proenço de Oliveira, reconhecido por sua contribuição à formulação de políticas públicas. Juliana e Fabiano também se reuniram com Francisca Valda da Silva, conselheira nacional de saúde e representante da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), e com Fernanda Lou Sans Magano, presidente do Conselho Nacional de Saúde. *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)
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Carreta do programa Agora Tem Especialistas chega a Ceilândia
Os atendimentos oferecidos pela carreta do programa Agora Tem Especialistas, instalada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), começaram nesta semana. Com foco no diagnóstico precoce de doenças e a definição de tratamentos, a ação é uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS) com o apoio da Secretaria de Saúde (SES-DF). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (de camiseta amarela), visitou as instalações do serviço móvel neste sábado | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “Essa parceria vem para somar com todos os esforços que nós já estamos fazendo para reduzir as filas de exames eletivos” Raquel Mesquita, subsecretária de Atenção Integral à Saúde Neste sábado (13), a estrutura recebeu a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de gestores da SES-DF. Totalmente estruturada com insumos, equipamentos e equipe multiprofissional, a unidade móvel de saúde oferta exames de tomografia e ultrassonografia para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) previamente agendados e encaminhados pela SES-DF. Somadas, a cada semana, serão oferecidas quase 600 vagas. Os exames de ultrassonografia são exclusivos para pacientes da Região de Saúde Oeste, que compreende Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol. “Essa parceria vem para somar com todos os esforços que nós já estamos fazendo para reduzir as filas de exames eletivos”, afirma a subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Raquel Mesquita. Agendamentos [LEIA_TAMBEM]Os atendimentos do programa Agora Tem Especialistas no HRC tiveram início na segunda-feira (8). A previsão é que continue no local por 60 dias. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Neste sábado, foram agendados 15 pacientes. Esta é a sexta unidade móvel em operação no Distrito Federal. Nas primeiras quatro, mais de 5,7 mil pessoas foram atendidas. Outra carreta do programa, voltada para a saúde da mulher, está atualmente instalada no estacionamento do Hospital Regional do Gama (HRG). *Com informações da Secretaria de Saúde
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Mutirão amplia acesso a métodos contraceptivos e serviços de saúde na Estrutural
Moradoras da Cidade Estrutural tiveram acesso, neste sábado (13), a uma ação integrada de saúde promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o Ministério da Saúde. A iniciativa, que segue ao longo deste final de semana, reúne diversos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), no estacionamento da UBS 1 da região, para ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e aos cuidados preventivos. O destaque foi a disponibilização do método contraceptivo de longa duração Implanon, voltado a mulheres de 14 a 49 anos de idade. Ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a governadora Celina Leão declarou: “É uma oportunidade para a saúde das nossas mulheres e mostra a importância dessa parceria com a União em prol de quem mais precisa” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília 12 mil Total de unidades de Implanon que o Ministério da Saúde vai doar ao DF Durante o evento, a governadora Celina Leão ressaltou a importância do serviço para facilitar o planejamento familiar, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social. “O Implanon é um sucesso”, lembrou. “Existe muita demanda, e hoje o ministro já anunciou que vai nos doar mais 12 mil unidades”, prosseguiu a chefe do Executivo. "É uma oportunidade para a saúde das nossas mulheres e mostra a importância dessa parceria com a União em prol de quem mais precisa.” O secretário da Saúde, Juracy Lacerda, enfatizou que a iniciativa integra os esforços do GDF para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de saúde e fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde em diferentes regiões administrativas: “Essa ação perpassa uma iniciativa de saúde simples, pois está trazendo dignidade, autonomia e fortalecimento para muitas mulheres. A população da Estrutural tem o maior índice de gravidez na adolescência, e temos um público muito jovem, então é uma certeza que a ação hoje desenvolvida vai refletir bons números para a população”. Dignidade e independência Geovanna Marinho (E), que engravidou aos 16 anos, fez o implante: “O Implanon vai me dar três anos de tranquilidade, e eu não teria condições de pagar, porque é muito caro. Agora eu posso investir esse dinheiro em outras coisas, na minha área da beleza, e continuar correndo atrás dos meus sonhos” Mãe desde cedo, a designer de sobrancelhas Geovanna Marinho buscava um método contraceptivo de longa duração para dar continuidade ao planejamento familiar. Como o custo do Implanon na rede privada lhe seria um obstáculo, ela comemorou a oportunidade de poder se submeter ao procedimento de graça pelo SUS. “Eu engravidei com 16 anos e tive trauma da minha gravidez”, relatou. “Eu me esquecia da injeção todo mês, então isso aqui é o melhor para mim. O Implanon vai me dar três anos de tranquilidade, e eu não teria condições de pagar, porque é muito caro. Agora eu posso investir esse dinheiro em outras coisas, na minha área da beleza, e continuar correndo atrás dos meus sonhos.” “Essa ação é algo que a gente está fazendo no SUS para ampliar a dignidade e a autonomia das mulheres” Alexandre Padilha, ministro da Saúde Além da oferta do método contraceptivo, a população teve acesso a atendimentos e orientações em saúde. A operadora de caixa Kaethlen Mayara Rodrigues foi uma das mulheres que aproveitaram todos os serviços no local. “Eu achei muito legal porque faltava isso aqui na nossa cidade”, elogiou. “Além do Implanon, também fiz testes, tomei vacina e vou passar pelo dentista. Ter tudo isso perto da nossa casa ajuda muito quem precisa e nem sempre consegue se deslocar para outros lugares.” Método eficaz A rede pública de saúde do DF começou a utilizar o novo método contraceptivo no início deste ano. Foram quase 15,5 mil unidades oferecidas pelo Ministério da Saúde ao DF. De janeiro a maio de 2026, foram inseridos 6,6 mil desses implantes subdérmicos. Assim como o DIU (dispositivo intrauterino), o Implanon é classificado como contraceptivo reversível de longa duração (LARC, na sigla em inglês). [LEIA_TAMBEM]Por não depender de uso diário ou contínuo, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis, é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo. Além disso, a inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros devidamente capacitados, apenas com anestesia local, aplicada na parte interna do braço. “Essa ação é algo que a gente está fazendo no SUS para ampliar a dignidade e a autonomia das mulheres”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O dispositivo protege pelo menos durante três anos para o risco da gravidez, ou seja, garante o planejamento familiar e a prevenção da gravidez durante três anos. É um método muito importante, sobretudo para as mulheres mais jovens. Graças a essa decisão de incorporar ao SUS, agora a mulher pode implantar e ficar três anos segura”. População elegível Toda a população em idade fértil tem acesso aos métodos contraceptivos a partir dos atendimentos nas unidades básicas de saúde (UBSs). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. Apenas os preservativos proporcionam proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Arte: Agência Saúde-DF
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Vai para a Copa do Mundo? Saiba os cuidados necessários antes de entrar no avião
A Copa do Mundo se aproxima, e muitos torcedores já estão preparando as malas para visitar um dos três países que vão sediar os jogos. Entre passagens, roteiros e camisas de time, um item indispensável deve estar nos preparativos: o cartão de vacina. Thallys Silva, enfermeiro do Ambulatório do Viajante do Hran, orienta: “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Viajar para outro país naturalmente envolve certo cuidado com a saúde. Como a Copa do Mundo é um evento que reúne milhões de pessoas de diferentes nacionalidades, exige atenção redobrada. A mistura e as multidões trazem maior risco na disseminação de doenças transmissíveis. “A orientação principal é atualizar o cartão de vacina na UBS [Unidade Básica de Saúde]", indica o enfermeiro Thallys Silva, do Ambulatório do Viajante do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). "Também é importante priorizar doses da tríplice viral, que engloba sarampo, caxumba e rubéola.” Sarampo O contexto global indica surtos de sarampo em todos os continentes. Em 2025, foram confirmados 248.394 casos da doença no mundo. O México soma mais de 14 mil casos desde 2025 e 36 mortes, enquanto os Estados Unidos registraram 49 surtos no ano passado. O Canadá, por sua vez, perdeu, neste ano, a certificação de país livre do sarampo. Para vacinação contra o sarampo, a orientação é procurar a UBS até 15 dias antes de viajar O Brasil, apesar do cenário, permanece como um país livre da circulação do vírus responsável pela doença — título conquistado em 2024. No entanto, em 2025, 94,7% dos casos confirmados (36 de 38) da doença ocorreram em pessoas sem histórico vacinal, o que reforça a importância da imunização como principal forma de prevenção. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da tríplice viral. Já os demais adultos, de 30 a 59 anos, precisam tomar uma dose. No caso do sarampo, recomenda-se procurar a UBS com antecedência mínima de 15 dias da viagem. Caso não seja possível cumprir o prazo, é importante receber a dose mesmo assim, pois ainda pode conferir proteção. Febre amarela Os viajantes devem se prevenir, ainda, contra a febre amarela, mesmo que os países que sediam a Copa (México, Canadá e Estados Unidos) não exijam o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho”, explica Thallys Silva. “Se a escala for em um país muito rígido com o certificado, o indivíduo é deportado se não apresentar o documento”. [LEIA_TAMBEM]O esquema vacinal da febre amarela é de uma dose aos 9 meses, com reforço aos 4 anos, e a dose única, a partir dos 5 anos. Para áreas de riscos ou países que exigem o certificado, os viajantes devem tomar uma dose pelo menos dez dias antes da viagem. Para retirar o CIVP, basta acessar o aplicativo do Meu SUS Digital (Android e iOS), acessar o ícone da certificação e imprimir a guia. Salvar uma cópia no celular, de fácil acesso, também é recomendado. Todos os imunizantes inclusive o da tríplice viral e da febre amarela — estão disponíveis nas mais de 170 UBSs do Distrito Federal. Para se imunizar, basta apresentar um documento de identidade válido e com foto e, se possuir, a caderneta vacinal. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde do DF aplica mais de 340 mil vacinas contra gripe
Desde o início da campanha de vacinação deste ano, em 25 de março, o Distrito Federal já aplicou mais de 340 mil doses do imunizante contra o vírus Influenza, causador da gripe. Até o momento, a Secretaria de Saúde (SES-DF) mantém a estratégia definida pelo Ministério da Saúde e disponibiliza o imunizante a grupos prioritários. Arte: Agência Saúde-DF “Todas as vacinas recebidas são distribuídas às unidades da SES-DF e utilizadas na sua totalidade nos grupos prioritários”, explica a gerente da Rede de Frio Central, Tereza Luiza Pereira. Nessa população, estima-se que mais de 1,1 milhão de pessoas precisam da vacina contra a influenza. A meta é chegar a 90% de indivíduos protegidos. Imunizantes deste ano oferecem proteção contra três variantes do vírus Influenza Entre os principais públicos estão crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, além de idosos a partir dos 60 anos, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, pessoas com comorbidades e deficiências, indígenas e quilombolas, população privada de liberdade e uma série de profissionais, como professores, caminhoneiros, policiais e militares das Forças Armadas. A vacina deste ano protege esses grupos contra três variantes do vírus: Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). A lista dos locais de imunização está disponível no site da SES-DF. Outros vírus e medicação [LEIA_TAMBEM]A influenza não é a única causadora da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mulheres a partir das 28 semanas, por exemplo, devem vacinar-se contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite em recém-nascidos. O VSR é foco, ainda, do nirsevimabe, um anticorpo oferecido a bebês de até seis meses e que tenham nascido prematuros, com menos de 37 semanas de idade gestacional. Também é aplicado em crianças menores de 24 meses com comorbidades. Já os bebês que receberam o palivizumabe em 2025 e que tenham menos de 1 ano devem tomar novas doses, com foco na proteção contra o VSR. A vacinação em combate à covid-19, por sua vez, é destinada a uma série de grupos, incluindo todos os idosos a partir dos 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Chegada da influenza K reforça importância da vacinação
A confirmação da presença do vírus Influenza A (H3N2) subclado K no Distrito Federal não representou, até o momento, uma mudança no padrão dos casos de gripe no Distrito Federal. A morte de uma adolescente de 17 anos com a variante, porém, reforça a importância das vacinas para prevenir casos graves da doença e hospitalização. Rede de unidades básicas de saúde — algumas funcionam no período noturno e também aos sábados — é a principal porta de entrada para atendimento a pacientes com sintomas gripais | Foto: Sandro Araújo | Agência Saúde-DF Na rede pública, a vacinação contra a influenza, iniciada em 25 de março, já alcançou mais de 100 mil pessoas — a meta é chegar a 1,1 milhão. A imunização é gratuita e está disponível em diversas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Este ano, a vacina protege contra três variantes do vírus. A vacina é voltada a grupos prioritários e considerados mais vulneráveis pelo Ministério da Saúde. Entre os principais públicos estão crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; idosos a partir dos 60 anos; gestantes; puérperas até 45 dias após o parto; pessoas com comorbidades e deficiências; indígenas e quilombolas; população privada de liberdade; e uma série de profissões, como professores, caminhoneiros, policiais e militares das Forças Armadas. Outros vírus e medicação A influenza não é a única causadora da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mulheres a partir das 28 semanas de gestação, por exemplo, devem vacinar-se contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite em recém-nascidos. Idosos a partir dos 60 anos fazem parte do grupo ao qual se destina a vacina contra covid-19 O VSR é foco, ainda, do nirsevimabe, um anticorpo oferecido a bebês de até seis meses e que tenham nascido prematuros, com menos de 37 semanas de idade gestacional. Também é aplicado em crianças menores de 24 meses com comorbidades. Já os bebês que receberam o palivizumabe em 2025 e que tenham menos de um ano devem tomar novas doses, com foco na proteção contra o VSR. A vacinação em combate à covid-19, por sua vez, é destinada a uma série de grupos, incluindo todos os idosos a partir dos 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos. Mudança no clima Casos de síndrome respiratória no DF, de janeiro até agora, passam de 1.600 | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Entre janeiro e 14 de abril deste ano, o DF registrou 1.627 casos de SRAG, dos quais 67 foram causados pelo vírus influenza, 199 pelo VSR, 303 pelo metapneumovírus, 537 pelo rinovírus, 71 por outros vírus respiratórios e 33 por covid-19. Em 434 casos, não foi especificado o tipo de vírus, e, em dois, houve a presença de outro agente. Há ao menos 175 codetecções com vírus distintos identificados de maneira simultânea. O crescimento dos casos de março a julho ocorre, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão. [LEIA_TAMBEM]Por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-DF acompanha o cenário na capital, incluindo o sequenciamento genético dos vírus em circulação. Até 15 de abril, a equipe laboratorial identificou o subtipo H3N2 (clado 3C.2a1b.2a.2a.3a.1 e subclado K) em 13 amostras de vírus influenza A. Onde buscar atendimento Os sintomas da influenza K podem ser confundidos com aqueles causados por outros vírus respiratórios e até outras variantes. Em caso de sinais leves, a orientação da SES-DF é buscar uma das 183 unidades básicas de saúde (UBSs). Desse total, 66 UBSs abrem nas manhãs de sábado, das 7h às 12h, enquanto nove funcionam de segunda a sexta-feira até as 22h. Se houver sintomas mais graves, recomenda-se procurar uma das 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) ou os hospitais da rede SES-DF. O atendimento é feito por um protocolo de cores que define a gravidade do caso e o tempo de espera previsto. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Em Taguatinga, unidade móvel de saúde amplia acesso à tomografia
Em parceria com o Ministério da Saúde e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), a Secretaria de Saúde (SES-DF) inaugurou, nesta segunda-feira (6), a Unidade Móvel de Imagem. Instalada na Central de Radiologia de Taguatinga, a estrutura faz parte do programa federal Agora Tem Especialistas, que tem como focos a redução de filas e o atendimento humanizado. O objetivo é ampliar o acesso a exames de alta complexidade no Distrito Federal. Maria Conceição de Oliveira fez exame para investigar sinusite crônica: “O atendimento foi ágil e tranquilo”, relata | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “Além de aproximar o serviço da população, a unidade representa o compromisso da Secretaria de Saúde com a prevenção e com o diagnóstico precoce — ambos são pilares fundamentais para uma saúde pública mais eficiente e mais humana”, enfatiza a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Márcia Rodrigues. O programa iniciou a distribuição escalonada de unidades móveis em outubro de 2025. Cerca de 50 carretas estão em operação em todo o Brasil, com atendimentos voltados à saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem. Atendimento [LEIA_TAMBEM]Dedicada exclusivamente à realização de tomografias computadorizadas (sem contraste e sem sedação), a unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, com capacidade para processar cerca de 80 exames por dia. O resultado fica disponível em até dois dias, acessado por um QR code entregue ao paciente após o procedimento. A tomografia computadorizada permite visualizar com precisão órgãos, ossos e tecidos do corpo. O exame auxilia no diagnóstico de diversas condições, o que aumenta as chances de tratamentos mais eficazes. Pacientes de todo o DF poderão ser atendidos, por meio de convocação da Central de Regulação Ambulatorial (Cera). Maria da Conceição de Oliveira, de 39 anos, fez exame para investigar uma sinusite crônica e gostou do atendimento: “A assistência foi rápida e tranquila. Achei a estrutura muito organizada”. Maria de Lourdes Rodrigues, 79, também foi atendida rapidamente. “Gostei de ter sido chamada tão cedo”, lembra. “Preciso desse exame para dar continuidade ao meu tratamento”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Comitê distrital reforça vigilância sobre uso de agrotóxicos no DF
O cuidado com a saúde de quem vive e trabalha no campo ganhou novo impulso no Distrito Federal. No último mês, o Comitê Distrital de Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos (Vispea-DF), da Secretaria de Saúde (SES-DF), realizou reunião com a equipe técnica do Ministério da Saúde para alinhar ações e fortalecer a atuação em 2026. O encontro marcou o início das atividades do comitê neste ano e teve como foco a apresentação do programa federal e orientações para o avanço da Vispea no DF. A iniciativa reuniu representantes de diversas áreas da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) da SES-DF, além do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) e da área de assistência à saúde. [LEIA_TAMBEM]Vigilância e prevenção no território A atuação da Vispea-DF é voltada principalmente às populações que vivem em áreas rurais, mais expostas ao uso de defensivos agrícolas, seja pelo manuseio inadequado, seja pela proximidade de locais onde os produtos são aplicados. Entre as ações desenvolvidas estão o monitoramento da presença dessas substâncias na água para consumo humano e nos alimentos consumidos pela população do DF, além da produção de boletins informativos e da articulação entre diferentes áreas da saúde. De acordo com o coordenador do comitê, João Suender, o trabalho tem impacto direto na qualidade de vida dessas comunidades. “A saúde dessas pessoas importa para o SUS [Sistema Único de Saúde] e o programa visa contribuir para reduzir esses impactos na prevenção de doenças e promoção de saúde”, afirma. Além de proteger trabalhadores rurais, o comitê também acompanha possíveis efeitos dos produtos na saúde da população em geral, reforçando a importância da vigilância contínua e da integração entre setores. O boletim do Comitê Vispea-DF pode ser acessado por meio deste link. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Pesquisa aponta que cerca de 30% da população do DF estará obesa em 2030
No Distrito Federal, cerca de 30% da população estará obesa em 2030, segundo projeção baseada em dados da última pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. A estimativa foi apresentada na sexta-feira (27), durante o Seminário do Dia Mundial da Obesidade, promovido pela Gerência de Nutrição da Secretaria de Saúde (SES-DF). Seminário apresentou debate sobre impactos, prevenção e cuidado da obesidade, bem como formulação de políticas públicas | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF De acordo com o levantamento, em 2023, 60,3% da população do DF apresentava sobrepeso e 21,9% já se encontrava em condição de obesidade. Os dados também apontam que o Índice de Massa Corporal (IMC) alto estava associado a 15% das mortes prematuras, além de representar 55% das mortes precoces por diabetes também estavam associadas ao IMC alto. “Sabemos que a obesidade é uma condição crônica e multifatorial, mas existe a expectativa de que a nutrição conduza esses processos” Carolina Gama, gerente de Nutrição da Secretaria de Saúde Entre 2018 e 2023, os adultos no DF apresentaram outros índices preocupantes: consumo abusivo de álcool, baixa ingestão de frutas e hortaliças e aumento da obesidade. Apesar disso, houve um aumento de indivíduos praticando atividade física em tempo livre e a redução do consumo de ultraprocessados, além do uso de tabaco. A gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama, alertou sobre o papel central da alimentação na reversão desse cenário: “Sabemos que a obesidade é uma condição crônica e multifatorial, mas existe a expectativa de que a nutrição conduza esses processos. Há um foco grande em relação à nutrição quando se fala em obesidade”. Crianças e adolescentes Além de apresentar o cenário atual da obesidade no DF, o evento teve como objetivo promover um debate qualificado e intersetorial sobre os impactos, prevenção e cuidado da obesidade, além da formulação de políticas públicas. Entre os temas, destacou-se a criação de uma linha de cuidado específica para crianças e adolescentes com sobrepeso e obesas. “Nossa linha de cuidado é de 2015, e identificamos a necessidade de fazer uma atualização deste documento, inclusive para incluir as crianças e os adolescentes”, relatou a gerente. “Temos a intenção de iniciar um processo de atualização ainda neste ano.” [LEIA_TAMBEM]A assessora de Redes de Atenção à Saúde da SES-DF, Carolina Cesar, reforçou a importância de dedicar um olhar mais atento a este grupo específico: “Quanto mais crianças obesas e com sobrepeso, mais adultos doentes. Sabemos que as crianças estão vindo de um cenário diferente; a pandemia mudou completamente o estilo de vida das crianças. Elas estão mais reclusas, com muito tempo em tela, então está tudo muito diferente. São muitas abordagens, e é muito difícil mudar”. Cenário nacional No Brasil, de forma geral, um terço da população tem sobrepeso e obesidade. Em menos de duas décadas — de 2006 a 2023 — ocorreu um aumento de 105,6% da obesidade adulta, sendo mais prevalente em mulheres com o pico entre 45 a 59 anos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Semana de mobilização contra a tuberculose reforça diagnóstico e tratamento
Uma tosse persistente, emagrecimento sem explicação, cansaço e febre, sobretudo no período da tarde. É assim que a tuberculose se manifesta na maioria das pessoas. Para os casos suspeitos, a rede da Secretaria de Saúde (SES-DF) disponibiliza diagnóstico e tratamento. Neste mês, entre os dias 24 e 31, o assunto ganha ainda mais destaque com a Semana de Mobilização e Luta contra a Tuberculose. Julliane Mourão e Kátia Palhano, do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin), ressaltam a importância de os pacientes buscarem atendimento ao notarem sintomas da doença | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF O foco da ação nacional é retirar o Brasil da lista de localidades com maiores números de casos, além de promover a prevenção, o diagnóstico precoce e o combate à discriminação. Isso porque o país precisa atingir a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir, até 2030, a incidência para menos de dez ocorrências por cem mil pessoas ao ano. Em 2024, o índice brasileiro foi de 39,7 casos para cada cem mil habitantes. Diagnóstico e tratamento O desafio é grande: a doença causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis) é transmitida por via respiratória, ou seja, pelo ar. Estima-se que, durante um ano, uma única pessoa contaminada sem tratamento possa transmitir tuberculose para dez a 15 novos indivíduos. "O diagnóstico e o tratamento melhoraram muito”, avalia a supervisora do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) da SES-DF, Kátia Palhano, que trabalha há 21 anos atendendo pacientes com tuberculose. “Hoje, o acesso aos serviços é mais amplo, porém é preciso que os profissionais não negligenciem a condição e atentem aos sinais.” Arte: Agência Saúde DF Atualmente, a rede de 178 unidades básicas de saúde (UBSs) é referência para pessoas com suspeita da doença no DF. Nesses locais, há exames para detecção, medicamentos e profissionais para acompanharem o tratamento, cuja duração mínima é de seis meses. As situações mais graves são encaminhadas ao Cedin, localizado na Asa Sul. Foi o caso de uma mulher de 58 anos que prefere não se identificar. Há dois anos, ela procurou ajuda médica após uma tosse que não ia embora. “Eu não conseguia nem andar, de tanto que tossia”, lembra. Com o apoio da família, faz acompanhamento no Cedin sob supervisão de um pneumologista. “Quando fiz o exame e deu positivo, disseram-me que eu iria ficar bem. Senti uma força muito grande para seguir com o tratamento. Quando você é bem-acolhida, consegue encarar”. “Trabalhamos com a prevenção. Isso inclui uma vasta avaliação, como a de contatos próximos das pessoas com tuberculose, de forma a quebrar a cadeia de transmissão” Julliane Mourão, enfermeira do Cedin A aposentada também enfrenta sequelas, como a tuberculose ocular, situação que leva a sintomas como inflamação dos olhos, visão embaçada e hipersensibilidade à luz. O acompanhamento especializado permite identificar essas e outras variantes da doença, que podem afetar ossos e articulações, meninges, testículos e próstata, entre outras possibilidades. Prevenção Para recém-nascidos, é fundamental a aplicação da vacina BCG para prevenir a tuberculose | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Os sintomas assustam, mas a enfermeira do Cedin Julliane Mourão garante que a tuberculose pode ser diagnosticada muito antes de a pessoa eliminar sangue pela tosse, por exemplo. “Trabalhamos com a prevenção”, explica. “Isso inclui uma vasta avaliação, como a de contatos próximos das pessoas com tuberculose, de forma a quebrar a cadeia de transmissão”. Pessoas imunossuprimidas, que receberam órgãos ou que precisam tomar medicamentos imunossupressores, também estão no foco nas atividades preventivas. Em recém-nascidos, a vacina BCG é crucial na prevenção de formas graves de tuberculose. [LEIA_TAMBEM]Kátia Palhano explica que, ao iniciarem o tratamento, os pacientes param de transmitir a doença. O uso de máscaras é uma medida adicional para impedir a contaminação. “Não há, portanto, justificativa para ter medo ou evitar a convivência”, pontua a médica. “Essas práticas reforçam o preconceito e resultam da falta de informação, criando estigmas sociais”. Situação no DF De acordo com boletim epidemiológico de tuberculose no Brasil divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2024, o DF registrou 447 novos casos da doença, sendo 366 de tuberculose pulmonar. Nacionalmente, foram 84,3 mil novas ocorrências naquele ano, levando à incidência de 39,7 casos para cada cem mil habitantes. Essa média é mais elevada nas regiões Norte (62,7) e Sudeste (43,4), sendo menor no Nordeste (36,2), Sul (30) e Centro-Oeste (24,3). No DF, especificamente, a incidência ficou em 15 casos para cada cem mil habitantes. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dia do Rim alerta para importância de exames de rotina no cuidado com a saúde
A segunda quinta-feira do mês de março é considerada, no calendário da saúde, o Dia Mundial do Rim. A data chama a atenção para cuidados com o sistema urinário e para a importância da dosagem de creatinina, exame que auxilia no diagnóstico de doença renal crônica. O Ministério da Saúde define doenças renais crônicas como “alterações heterogêneas que afetam tanto a estrutura quanto a função renal, com múltiplas causas e múltiplos fatores de risco”. A pequena Maria Clara de Oliveira, de Tocantins, faz acompanhamento quinzenal com pediatras do Hospital da Criança | Foto: Divulgação/HCB “O valor que vemos no exame não pode ser interpretado de forma isolada” Kallyne Morato, nefrologista do HCB Atualmente, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) acompanha mais de 60 crianças e adolescentes com esse diagnóstico, oferecendo acompanhamento ambulatorial e internação, bem como terapia renal substitutiva (hemodiálise e diálise peritoneal), quando necessária. Apesar de se voltar aos pacientes já diagnosticados com a doença, o HCB alerta para a necessidade de atenção aos exames de todas as crianças. Presente nos músculos, a creatinina é uma proteína filtrada pelos rins; quando eles apresentam problemas de funcionamento, a concentração dessa proteína na corrente sanguínea se eleva — alteração percebida na dosagem de creatinina. A coordenadora de nefrologia pediátrica do HCB, Kallyne Morato, explica que o resultado do exame não deve causar pânico, mas dar início à investigação clínica. Exames “O valor que vemos no exame não pode ser interpretado de forma isolada”, afirma. “Há outros valores que utilizamos para fazer o cálculo da função renal, mas é lógico que, quanto mais elevado, maior a chance de a função estar, de fato, reduzida.” A médica lembra a importância de que tanto crianças quanto adultos façam a dosagem de creatinina anualmente. “Ela é superfácil de ser realizada, porque conseguimos, em um exame simples de sangue, ver se está alterada e ter esse alerta para fazer a investigação”, orienta. [LEIA_TAMBEM]Para garantir que as crianças façam a dosagem regularmente, é importante manter o acompanhamento com o pediatra na Atenção Primária à Saúde (APS). O encaminhamento ao HCB, unidade terciária da rede pública do DF, é feito por meio de regulação. Além disso, a equipe do hospital recomenda a adoção de hábitos de vida saudáveis: alimentação infantil equilibrada e com baixo consumo de produtos industrializados. Outra recomendação é reduzir o tempo de telas, incentivando a prática de atividade física. “A criança não vai fazer musculação, mas ela vai brincar, andar de bicicleta”, ilustra Kallyne. Beber água também é importante, mas a quantidade ideal varia de acordo com a criança. Segundo a médica do HCB, essa orientação é passada aos pais durante as consultas de rotina com o pediatra. “É importante manter o seguimento, avaliando o crescimento, desenvolvimento e alimentação da criança”, explica. Acompanhamento Foi durante uma consulta que Lauren Santos, 6 anos, descobriu a doença renal crônica e passou a ser acompanhada rotineiramente por um pediatra. “Eu acho que, se não fosse pelos exames, eu teria perdido minha filha, porque eu nem sabia que uma criança podia ser diagnosticada com doença renal crônica”, relata a mãe da menina, Eva Caroline Santos. Com o diagnóstico, as duas foram encaminhadas ao Hospital da Criança de Brasília, onde Lauren passou por sessões regulares de hemodiálise. O quadro mudou em abril de 2025, quando ela passou por um transplante de rim. Após esse procedimento, mãe e filha puderam voltar ao Tocantins, seu estado de origem. Hoje, elas comparecem ao HCB a cada 15 dias, para que Lauren passe por consultas, exames e receba medicação. “Ela está superbem”, comemora Eva. “A equipe já está avaliando para aumentar o tempo entre as consultas de acompanhamento”. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar
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Residentes aprovados em processo seletivo são recepcionados em evento de acolhimento integrado
Nesta sexta-feira (27), novos residentes da rede pública de saúde foram homenageados. Com o tema “Acolher para cuidar”, o auditório Planalto, no Ulysses Centro de Convenções, recebeu cerca de mil aprovados no processo seletivo promovido pela Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF), instituição formadora no campo das especializações. Entre médicos e outras 15 categorias profissionais, o desejo era o mesmo: comemorar a conquista e começar a nova trajetória de trabalho. Distribuídos pelas unidades de saúde da rede pública do DF, os novos residentes vão atuar acompanhados por preceptores e tutores e vivenciar o dia a dia de quem trata, acolhe, salva e cura pessoas. Terão a oportunidade de se especializar com a certeza de fazer parte de uma das residências mais concorridas do país, que é considerada padrão ouro, tamanha a referência dos programas oferecidos. Novos residentes se especializam para atuar junto ao SUS, reforçando a qualidade da saúde pública do DF | Fotos: Divulgação/Fepecs “Vocês, que vão cuidar da população, tenham um olhar sempre atento e cuidem das pessoas que mais precisam” Celina Leão, vice-governadora Durante a solenidade de abertura, gestores e autoridades destacaram a importância de os residentes atuarem no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), que propicia o desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores necessários à profissão. O evento simboliza uma nova etapa na formação profissional e tem como objetivo promover a integração entre as diferentes áreas da saúde, o alinhamento institucional e o fortalecimento da saúde pública. A vice-governadora Celina Leão lembrou que se trata da “maior contratação de residentes do DF”, e citou sua mãe, Maria Célia Leão, que estava na plateia, como exemplo de dedicação ao estudo: “Aos 83 anos, é mestranda na área da saúde”. Celina também falou sobre a importância dos novos residentes para a rede pública e fez um pedido: “Vocês, que vão cuidar da população, tenham um olhar sempre atento e cuidem das pessoas que mais precisam”. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, também saudou os novos residentes e seus familiares: “Lembrem-se do juramento que fizeram e não desanimem diante do cansaço de 60 horas semanais de trabalho. Valorizem o cuidado centrado no paciente”. Presente à solenidade, a diretora-executiva da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), Inocência Rocha, ressaltou: “Os novos residentes representam uma melhora no atendimento à população do DF, com cuidado, eficiência e qualidade, reforçando o papel formador do SUS”. Também participaram da mesa de abertura representantes do Ministério da Saúde (MS), da Comissão de Residência Médica (Coreme) e da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu). A diretora da Escola de Saúde Pública do DF (ESP/DF), Fernanda Monteiro, relembrou a própria trajetória na residência “há 24 anos”. Natural do Rio Grande do Sul, a gestora se especializou em saúde pública e disse ter se “apaixonado”, pois “vivenciei verdadeiramente o SUS”. De acordo com ela, “a residência é uma oportunidade de ter ideias inovadoras e questionar as políticas públicas para aprimorá-las”. Após sua residência, Fernanda traçou seu caminho até chegar ao Ministério da Saúde (MS), onde atuou durante 11 anos na área da saúde da criança. Hoje, servidora da Secretaria de Saúde (SES), continua uma "defensora do SUS e acreditando na formação e capacitação de profissionais como um dos pilares mais importantes". Coordenadora da pós-graduação lato sensu e extensão, Vanessa Guimarães Campos parabenizou os aprovados no processo seletivo para as residências. “Vocês são os melhores dentre dez mil candidatos”, exaltou. Ela agradeceu o investimento do governo local, de R$ 164 milhões por ano em bolsas para residências, e lembrou aos residentes: “Qualifiquem os campos educacionais disponibilizados pela Secretaria de Saúde”. Homenagens Entre os homenageados especiais, estavam novos residentes, um representante do Ministério da Saúde e a vice-coordenadora da Comissão de Residência Médica (Coreme) Durante a solenidade, a equipe da ESP-DF promoveu homenagens. O primeiro a ser chamado foi o residente Lucas Moura de Oliveira, pela conquista da nota mais alta na residência médica para o programa de anestesiologia. Em seguida, subiu ao palco Layane dos Santos Silva, que obteve a nota mais alta na residência multiprofissional para o programa de vigilância em saúde e epidemiologia. Representando o Ministério da Saúde, Felipe Proenço foi homenageado pela liderança de um programa de especialistas que tem como principal objetivo reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. Além dele, a vice-coordenadora da Coremu, Dalila Matilde Rezende, recebeu homenagem por sua liderança e apoio às demandas da entidade distrital. Histórico [LEIA_TAMBEM]Iniciada em 1964, a residência médica foi estabelecida no Hospital de Base, com a antiga Comissão de Internos, Residentes e Estagiários (Cinre). Em 2001, passou a ser vinculada à Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) que, hoje, é mantenedora da ESP-DF. No início dos anos 1980, eram ofertadas cerca de 110 vagas anuais de residência médica pela Fundação Hospitalar do Distrito Federal. Já na década de 1990, o número de vagas teve um aumento significativo e passou para 302 anuais. Em 2017, foram ofertadas 444 vagas, por meio de edital público, e, em 2024, o número passou para 554. Atualmente, são oferecidos 120 programas de residência médica, com destaque para três inéditos: neurologia em rede, cardiologia em rede e ecocardiografia. No âmbito das residências em áreas profissionais, o marco inicial foi em 1992, com oferta de menos de 30 vagas. Em 2015, foi instituída a residência multiprofissional, que hoje abrange 21 programas e 15 categorias diferentes. Com oferta de 434 vagas anuais, a novidade deste ano é a residência em análises clínicas. O ano de 2026 será lembrado como uma referência positiva, pois está recebendo o maior número de residentes desde a década de 1960. *Com informações da Fepecs
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Sexta edição da Caderneta da Pessoa Idosa traz atualizações e conteúdo ampliado
A nova Caderneta da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde (MS) foi lançada com atualizações importantes, com avanços tanto na didática quanto no conteúdo do material. Em sua sexta edição, o documento passa a incluir informações sobre saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social. Público idoso encontra, na nova versão da caderneta, recursos que facilitam o acesso a informações sobre educação em saúde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Essa versão recente representa um passo significativo para aprimorar a qualidade da assistência no SUS [Sistema Único de Saúde], especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS)”, afirma a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda. Dentre as inovações, a gestora destaca a inclusão do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), que permite avaliar condições de fragilidade e necessidades específicas de cada indivíduo. O documento contempla, ainda, conteúdos com fontes maiores para aumentar a legibilidade, além de utilizar ilustrações e QR codes — recursos que facilitam o acesso rápido a materiais complementares de educação em saúde, tanto para os usuários quanto para os profissionais. Apoio essencial [LEIA_TAMBEM]Simone Lacerda vê na caderneta uma ferramenta fundamental aos serviços da APS, ao registrar aspectos como medicamentos em uso, avaliação ambiental do domicílio, suporte sociofamiliar e testes complementares. “Isso significa que, na UBS [Unidade Básica de Saúde], temos uma visão completa do perfil de cada pessoa idosa, facilitando a identificação precoce de riscos e a elaboração de planos de cuidados personalizados, alinhados às necessidades de cada um e com acompanhamento longitudinal”, detalha. A gestora defende que o diferencial da APS seja a chamada “capilaridade”, condição em que as UBSs e as equipes de Saúde da Família funcionam como elo entre o planejamento elaborado pelo MS e a garantia de cuidado integral ao maior número de usuários de saúde, em todos os territórios. “Essa estrutura é vital, especialmente porque a população idosa cresce significativamente a cada ano”, aponta. “No Distrito Federal, por exemplo, o Censo IBGE 2022 registra quase 365 mil indivíduos com 60 anos ou mais, o que corresponde a quase 13% da população total”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Abertas vagas para mestrado profissional em saúde da família
A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), por meio da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), em associação com a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), integra o conjunto de instituições de ensino superior que ofertam vagas para a Turma 6 do mestrado profissional em saúde da família em rede nacional (Profsaúde). Abertas no início deste mês, as inscrições podem ser feitas até 6 de março. Confira o formulário de inscrição. UnDF é uma das instituições a oferecer oportunidades para profissionais da saúde | Foto: Divulgação/UnDF O edital prevê 600 vagas em âmbito nacional, distribuídas entre 44 instituições de ensino superior e seis unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No âmbito da UnDF/Escs, serão ofertadas 12 vagas, destinadas a profissionais do Programa Mais Médicos pelo Brasil (PMMB) e a multiprofissionais da saúde. Aprovado em 2016 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Profsaúde tem como objetivo qualificar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) em todo o país. Para se inscrever no processo seletivo, o candidato deve ser brasileiro residente no Brasil ou estrangeiro com residência legal no país, além de comprovar vínculo obrigatório com a Atenção Primária à Saúde. Distribuição de vagas Modalidade Vagas Programa Mais Médicos pelo Brasil 4 para ampla concorrência e 4 para ações afirmativas Multiprofissionais 2 para ampla concorrência e 2 para ações afirmativas Enquadram-se em multiprofissionais candidatos com graduação em farmácia, fisioterapia, bacharelado em educação física, fonoaudiologia, nutrição, odontologia, psicologia, saúde coletiva, serviço social, terapia ocupacional e medicina. Ações afirmativas Dentro do quadro geral de vagas, serão contempladas reservas para ações afirmativas distribuídas em 30% para pessoas autodeclaradas negras (pretas e pardas), 5% para indígenas, 5% para quilombolas, 10% para pessoas com deficiência (PcD) e 5% para pessoas trans (travesti, transexual ou transgênero. Para participar é necessário enviar documentação específica a cada modalidade de vaga e os documentos exigidos pela instituição. Pessoas autodeclaradas pretas e pardas poderão ser convocadas para banca de heteroidentificação, enquanto PcDs também podem ser encaminhadas a uma etapa de avaliação psicossocial. Processo seletivo A seleção contará com três etapas principais: prova escrita, análise curricular e entrevista. Como será cada etapa Sobre a etapa 1. Prova escrita Serão 2 questões sobre temas relacionados à APS, tendo como base as referências indicadas no anexo 4 do edital Etapa eliminatória Peso 1 Nota mínima: 6,0 Todas as pessoas aprovadas irão para a próxima etapa 2. Análise do Currículo Lattes Os critérios de avaliação seguirão conforme o Roteiro para a análise de currículo, anexado no item 7 do edital Etapa classificatória Peso 5 Próxima etapa receberá até 4 vezes o número de vagas da instituição 3. Entrevista As perguntas serão feitas com base no currículo analisado com o objetivo de identificar motivações e as condições para a realização do curso Etapa classificatória Peso 4 Os resultados preliminares e finais serão publicados no site da Fepecs, seguindo as datas do cronograma. A classificação final será definida pelo limite de vagas de cada instituição de ensino superior, considerando a reserva para ações afirmativas. A duração prevista do curso de mestrado Profsaúde é de 18 a 24 meses, totalizando 975 horas. A estrutura do programa prevê nove encontros presenciais, além de atividades telepresenciais e tarefas desenvolvidas no ambiente virtual de aprendizagem. Ao se inscrever, o candidato assina um termo de compromisso declarando ter disponibilidade de tempo para participar de, no mínimo, todos os encontros presenciais e realizar as atividades acadêmicas previstas. [LEIA_TAMBEM] O programa Aprovado pela Capes/MEC em 2016, o Profsaúde é um programa de mestrado profissional financiado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, em parceria com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde. A rede nacional do programa reúne 44 instituições de ensino superior em todas as regiões do país, além de seis unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cada uma com reserva específica de vagas. Faça sua inscrição por meio deste link. *Com informações da UnDF
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Atuação em surto de sarampo confere reconhecimento à Secretaria de Saúde do DF
A Secretaria de Saúde (SES-DF) foi reconhecida pelo Ministério da Saúde por sua atuação no combate ao surto de sarampo em 2025. O documento ressalta a pronta resposta adotada pela pasta do GDF, a articulação interinstitucional e o trabalho coordenado das equipes de vigilância. Esses pontos, conforme sinaliza o texto, foram decisivos para a detecção oportuna, investigação, contenção e prevenção de novos casos. Certificação destaca engajamento da Secretaria de Saúde no combate ao sarampo | Imagens: Agência Saúde-DF “Esse resultado demonstra a capacidade de resposta do nosso sistema de saúde, o empenho das equipes e a seriedade com que tratamos eventos de relevância epidemiológica”, avalia o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda. “É uma conquista coletiva que fortalece a vigilância e amplia a proteção da população.” Vigilância ativa A atuação da SES-DF incluiu o fortalecimento da vigilância epidemiológica, a busca ativa de casos suspeitos e a investigação laboratorial. Como parte da estratégia, as equipes de saúde promoveram ações de imunização nas salas de vacina da rede pública e em locais de grande circulação, levando em conta dados de áreas com baixa cobertura. Em 2023, foram registrados 30 casos suspeitos, todos investigados e descartados. Em 2024, o número chegou a 36 notificações, também sem confirmações. Já em 2025, até a semana epidemiológica 52 (27 de dezembro), foram registrados 72 ocorrências suspeitas, com a confirmação de um caso importado da doença. Arte: SES-DF Após a comprovação, as medidas de controle foram adotadas de forma imediata. A SES-DF atuou na busca ativa de 278 pessoas que tiveram contato com a paciente, que permaneceu em isolamento domiciliar para evitar a transmissão. Foram fornecidas orientações sobre a doença, sinais de alerta, verificação do cartão e bloqueio vacinal seletivo. Além disso, foi emitido comunicado para toda a rede pública e privada de saúde. Vacinação [LEIA_TAMBEM]O sarampo é uma doença infecciosa, altamente contagiosa e que pode causar complicações graves e óbitos, especialmente em crianças. A principal forma de prevenção é a vacina. A SES-DF reforça a importância de manter em dia as doses de tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. As recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) são duas doses da tríplice viral para pessoas de 12 meses a 29 anos, uma para adultos entre 30 anos e 59 anos e duas para profissionais de saúde, independentemente da idade. Clique aqui e veja os locais de vacinação contra o sarampo no DF. A população deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) de referência ao apresentar febre acompanhada de manchas vermelhas ou rosadas na pele, além de sintomas como tosse, coriza ou conjuntivite. É importante levar o cartão vacinal para avaliação e atualização, se necessário. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Teste da orelhinha está disponível em todas as maternidades da rede pública de saúde do DF
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realiza o teste da orelhinha, também chamado de triagem auditiva neonatal, em todas as maternidades da rede pública de saúde. O exame é fundamental para identificar precocemente possíveis alterações auditivas que podem impactar o desenvolvimento da fala, da linguagem e da comunicação da criança. De janeiro a outubro de 2025, o DF registrou 23 mil desses procedimentos. Já em 2024, foram aproximadamente 35,3 mil exames. Segundo Ocânia da Costa Vela, referência técnica distrital (RTD) de fonoaudiologia da SES-DF, a pasta, com essa cobertura, assegura que os recém-nascidos sigam sendo avaliados antes da alta hospitalar. Teste da orelhinha é importante para prevenção e combate à surdez | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Quanto mais cedo se identifica uma alteração, mais chances a criança tem de desenvolver linguagem, interação social e comunicação oral de maneira plena” Ocânia Vela, fonoaudióloga da Secretaria de Saúde “Manter a triagem auditiva logo nos primeiros dias de vida é essencial para o diagnóstico precoce de prevenção e combate à surdez”, reforça a gestora. “Quanto mais cedo se identifica uma alteração, mais chances a criança tem de desenvolver linguagem, interação social e comunicação oral de maneira plena.” Quando o bebê não passa no exame, é encaminhado, via regulação, para serviços especializados de diagnóstico e acompanhamento, como o Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal) e o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), habilitados pelo Ministério da Saúde. Esses serviços oferecem avaliação, diagnóstico completo, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento terapêutico. De acordo com Ocânia, a audição pode ser afetada em qualquer idade. As causas vão desde infecções e fatores genéticos até a exposição prolongada a sons muito altos, principal motivo de perda auditiva. Quando fazer o exame [LEIA_TAMBEM]O teste deve ser aplicado preferencialmente nas primeiras 48 horas de vida, ainda na maternidade, e, no máximo, até 30 dias após o nascimento. Caso a criança não tenha feito o exame na alta, é possível retornar à maternidade de origem até 90 dias de vida. Após esse período, o exame pode ser agendado via regulação. Rápido, indolor e seguro, o procedimento é feito com o bebê dormindo, por meio da emissão otoacústica evocada (EOAE), que detecta a resposta das células da cóclea (estrutura em forma de caracol do ouvido interno). Há vários recursos tecnológicos para a habilitação e a reabilitação da pessoa com deficiência auditiva para uma melhora na linguagem e nos resultados socioemocionais — como próteses auditivas como o implante coclear (IC) e a prótese auditiva ancorada no osso (PAAO), ambas ofertadas na Atenção Hospitalar. O tratamento é feito de acordo com cada caso. Essas tecnologias são fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos serviços que compõem a rede de cuidados à pessoa com deficiência. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Quer parar de fumar? Saiba como cumprir a promessa em 2026
É hora de colocar em prática todas as promessas para o novo ano. E, se entre as suas metas estiver a de parar de fumar, a Secretaria de Saúde (SES-DF) tem mais de 70 locais onde é possível fazer o tratamento contra o vício. O serviço é gratuito, não sendo exigido encaminhamento médico para todos os interessados, de adolescentes a idosos. Tratamento antitabagismo inclui diferentes abordagens e pode ser acessado por qualquer pessoa interessada | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF No local escolhido, as equipes multidisciplinares fazem a avaliação e convidam o paciente para atividades que vão de conversas em grupo a atendimentos individualizados. A principal estratégia é a do tipo cognitivo-comportamental, mas pode haver uso de medicamentos, como a terapia de reposição de nicotina. O tratamento ofertado nas unidades da SES-DF segue protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). Há encontros estruturados que têm como foco o processo de parar de fumar. Em caso de sucesso, o paciente continua a ser acompanhado para manter fora da rotina o antigo vício. A duração depende de pessoa para pessoa. Números no DF Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco é uma das maiores ameaças à saúde pública global e a principal causa de morte evitável no mundo, matando mais de 8 milhões de pessoas por ano. No DF, o último boletim epidemiológico sobre o tema, com dados de 2023, estima que cerca de 8,4% da população acima de 18 anos seja fumante, representando mais de 200 mil pessoas. Apenas em 2024, o programa de controle do tabagismo da SES-DF atendeu 1,7 mil pacientes. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Meningite cresce no país, acendendo o alerta sobre a importância da vacinação
A meningite, doença conhecida pela rapidez com que evolui e pelas graves sequelas que pode deixar, voltou a acender um sinal de alerta no Distrito Federal. De janeiro a setembro deste ano, o DF confirmou 69 casos da doença. Até o dia 1º deste mês, o Brasil registrou 11,2 mil casos de meningite, sendo 4.867 do tipo bacteriana e 3.821 do tipo viral, resultando em 1.121 mortes. Destas, 799 foram causadas por meningite bacteriana e 83, pela doença viral, segundo dados do Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações oferece gratuitamente cinco vacinas preventivas contra a meningite | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Apesar do aumento pontual de casos, o DF registra um avanço importante na imunização. Em 2024, foram aplicadas 30,3 mil doses de vacinas que protegem contra diferentes tipos de meningite — número maior que o do ano anterior. A cobertura vacinal chegou a 95,3%, um crescimento de quase 2%. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, esclarece que uma única ida a um local de vacinação pode servir para atualizar diversos esquemas vacinais. “A dose da meningite pode ser aplicada junto a qualquer outra vacina do calendário”, lembra. “Manter a caderneta atualizada é a forma mais eficaz de proteger, principalmente, bebês, adolescentes e jovens adultos”. Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente cinco vacinas que ajudam a prevenir meningites: BCG, Pentavalente, Meningocócica C, Pneumocócica 10v e Meningocócica ACWY. A ACWY é direcionada especialmente a adolescentes de 11 a 14 anos, sendo também aplicada como reforço aos 12 meses de idade. Prevenção contínua A Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça que a vacinação continua sendo a principal barreira contra surtos de meningite e orienta que pais, responsáveis e adolescentes verifiquem suas cadernetas para manter o esquema vacinal em dia. [LEIA_TAMBEM]O imunizante está disponível nas diversas salas de vacinas distribuídas nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF, que podem ser conferidas neste link. O esquema vacinal contra meningite começa com duas doses da vacina meningocócica C, aos 3 meses e aos 5 meses, e, agora, reforço aos 12 meses, que passará a ser feito com a vacina ACWY. De acordo com a Nota Técnica nº 77/2025, do MS, bebês que deixaram de tomar a dose de reforço aos 12 meses podem receber a vacina até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Já aqueles que receberam a dose aos 12 meses com a vacina meningocócica C são considerados vacinados, sem necessidade da dose de reforço. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF apresenta avanços no processo de habilitação de serviços de saúde
Entre maio e agosto deste ano, o processo de habilitação dos serviços de saúde do Distrito Federal avançou significativamente. O reconhecimento materializa-se em incremento de recursos financeiros aos cofres públicos. Essas conquistas foram apresentadas na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nessa quinta-feira (4), como parte do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) do 2º Quadrimestre de 2025. A habilitação de serviços de saúde é um procedimento conduzido pelo gestor federal, por intermédio do Ministério da Saúde (MS), com objetivo de reconhecer oficialmente o funcionamento de serviços inerentes a um estabelecimento de saúde. A solicitação é resultado de um esforço técnico conjunto e altamente especializado, envolvendo várias áreas da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Após a publicação, o órgão distrital passa a ter o direito ao repasse financeiro correspondente e fica condicionado à comprovação da produção referente ao serviço habilitado. Conforme explica o subsecretário de Planejamento em Saúde (Suplans), Rodrigo Vidal, essas habilitações representam o reconhecimento do MS de que os serviços especializados da SES-DF atendem plenamente os padrões de qualidade exigidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Habilitar não é apenas solicitar recurso: é demonstrar capacidade técnica, conformidade normativa e qualidade assistencial comprovada”, resume. Ganhos para a população A habilitação de serviços de saúde é um procedimento conduzido pelo gestor federal, por intermédio do Ministério da Saúde (MS), com objetivo de reconhecer oficialmente o funcionamento de serviços inerentes a um estabelecimento de saúde | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF No segundo quadrimestre de 2025, quatro equipamentos tiveram leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) habilitados: Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e dois hospitais particulares contratados para complementar os serviços da Rede SES-DF, ampliando a oferta de atendimento aos usuários da rede pública de saúde. Ganha destaque a publicação da habilitação da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia com Serviço de Radioterapia do HRT, aguardada desde 2022, quando o serviço de radioterapia foi inaugurado. Essa habilitação resultou em um incremento de mais de R$ 2,26 milhões no Teto de Média e Alta Complexidade (MAC), elevando o total de aumento acumulado no período para próximo dos R$ 9 milhões.[LEIA_TAMBEM] Mais recurso, mais oferta Em comparação com o segundo quadrimestre de 2024, observa-se um acréscimo de pouco mais de R$ 3,75 milhões. “Cada habilitação publicada significa mais recursos federais entrando no DF para custear serviços que hoje já funcionam e são mantidos quase integralmente com recursos próprios”, explica Rodrigo Vidal. “Quando essas habilitações são publicadas, o resultado é direto: alívio para os cofres do DF e maior capacidade de ampliar a oferta para a população”, completa. Além dos serviços habilitados entre maio e agosto, há 14 propostas de serviços de média e alta complexidade já aprovadas pelo Ministério da Saúde, aguardando apenas disponibilidade orçamentária para publicação. A efetivação dessas propostas poderá resultar em um acréscimo estimado de mais de R$ 18 milhões ao orçamento distrital. *Com informações da SES-DF
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Com novo tomógrafo, HRSM amplia diagnósticos e poderá atender 200 pacientes por dia
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) está na fase final de instalação de um novo tomógrafo, capaz de processar entre 180 e 200 exames por dia. O equipamento, da fabricante Canon, chega para ampliar a capacidade de diagnóstico, agilizar atendimentos e melhorar a qualidade das imagens utilizadas pelos profissionais de saúde. Com tecnologia de 64 a 80 cortes, o novo equipamento permitirá exames mais rápidos, detalhados e com maior precisão, fortalecendo o papel do HRSM como referência para toda a região. Novo tomógrafo, adquirido por meio de emenda parlamentar, tem capacidade maior que o equipamento já existente | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A novidade vai complementar os serviços oferecidos pelo tomógrafo já existente no hospital, um modelo de apenas seis canais, considerado defasado para o volume de atendimentos de uma unidade que possui mais de 400 leitos, pronto-socorro de grande porte e alto fluxo ambulatorial. O recurso para o novo tomógrafo, de R$ 2,69 milhões, veio do Ministério da Saúde, por meio de emenda parlamentar do senador Izalci Lucas. A gerente de Apoio e Diagnóstico Terapêutico do HRSM, Marlucy Mendes, explica que o avanço tecnológico representa uma mudança significativa no atendimento: “Esse equipamento chegou há mais ou menos duas semanas e veio para contribuir bastante no cuidado aos nossos pacientes. Ele vai facilitar o giro de leitos, agilizar o resultado dos exames e melhorar todo o fluxo do hospital”. Segundo a gerente, a equipe passa por treinamento para operar o novo tomógrafo antes de o aparelho ser liberado para a população. “Como é um equipamento muito moderno, toda a equipe precisa estar atualizada”, pontua. “A própria Canon envia profissionais especializados para o treinamento, que inclui demonstrações e realização de exames junto com os técnicos”. Adequação do espaço Tatiana Tostes, gerente-geral de Engenharia do IgesDF: “Foi uma obra fundamental para garantir a segurança radiológica e o pleno funcionamento do aparelho” A preparação da sala, ajustes estruturais e adequações técnicas ficaram a cargo da engenharia do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O local foi construído há 17 anos com previsão para receber um tomógrafo, mas nunca havia sido utilizado. [LEIA_TAMBEM] A gerente-geral de Engenharia do IgesDF, Tatiana Tostes, detalha a intervenção: “Todo o projeto de adequação foi desenvolvido pela nossa equipe. A obra custou cerca de R$ 130 mil e envolveu a blindagem de piso, paredes e teto com o mineral barita, além da climatização e adaptações exigidas pelo fabricante. Foi uma obra fundamental para garantir a segurança radiológica e o pleno funcionamento do aparelho”. Tatiana avalia que a instalação atende a uma demanda crescente: “O HRSM não atende só Santa Maria, mas também o Entorno do DF. O tomógrafo antigo já não comportava a demanda. Agora teremos dois equipamentos, e já existe previsão de substituição do modelo mais antigo, além da futura instalação de uma nova ressonância magnética”. Mais tipos de exames Cristiano Dias, chefe da Radiologia do HRSM, comemora: “Agora vamos conseguir realizar exames cardiológicos, de abdômen, coronárias e diversos outros com muito mais qualidade” Com a instalação, o hospital também passará a oferecer Angio TC, exame antes restrito à disponibilidade de outras unidades da rede. A ampliação reduz deslocamentos, acelera diagnósticos e aumenta a resolutividade local, beneficiando pacientes das unidades de pronto atendimento (UPAs), unidades básicas de saúde (UBSs) e municípios do Entorno. “Quem ganha é o usuário do SUS [Sistema Único de Saúde]”, afirma o chefe da Radiologia do HRSM, Cristiano Dias. “Esse tomógrafo moderno aumenta nossa rapidez, precisão e capacidade de atender a regulação. Havia uma fila reprimida para exames com contraste e angiografias, porque não tínhamos bomba injetora. Agora vamos conseguir realizar exames cardiológicos, de abdômen, coronárias e diversos outros com muito mais qualidade. Isso vai desafogar a fila e trazer um ganho gigante para a rede”.
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Dia Mundial do Diabetes: DF tem 12% da população convivendo com a doença
Nesta sexta-feira (14), Dia Mundial e Nacional do Diabetes, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) faz um alerta: a doença é crônica e, muitas vezes, se desenvolve de forma silenciosa, podendo permanecer sem diagnóstico por anos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de brasileiros convivem com a condição. Desses, cerca de 46% desconhecem o diagnóstico, o que representa milhões de pessoas vivendo sem tratamento adequado. Pessoa faz aferição do nível de glicose com caneta específica: quanto mais cedo foi feito o diagnóstico, melhor | Fotos: Bruno Henrique/IgesDF No Distrito Federal, estimativas do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 12% da população tem diabetes — cerca de 200 mil pessoas. Parte desse grupo pode ainda não ter sido diagnosticada, especialmente nos casos do tipo 2, que costuma apresentar sintomas sutis ou inexistentes nas fases iniciais. Esse cenário preocupa especialistas, já que o diagnóstico tardio aumenta os riscos de complicações graves, como doenças cardiovasculares, perda da visão, problemas renais e até amputações. Níveis de açúcar A endocrinologista do Hospital de Base (HBDF), Tatiana Wanderley, explica que o corpo pode se acostumar gradualmente aos níveis elevados de açúcar no sangue, o que dificulta a identificação da doença no início. “O diabetes é, basicamente, um excesso de açúcar circulando no sangue”, explica. “Isso pode ocorrer porque o corpo produz pouca insulina ou porque não consegue usar bem a insulina que produz. O problema é que, no tipo 2, esse processo se desenvolve de forma lenta. A pessoa pode seguir a rotina normalmente, sem perceber que algo está errado”. Tatiana Wanderley, endocrinologista do Hospital de Base, alerta: “Quando surgem os sinais clássicos, como sede excessiva, vontade frequente de urinar, perda de peso e fraqueza, o organismo já está sofrendo” A médica acrescenta que os sintomas claros geralmente só aparecem quando o quadro já está mais avançado, o que torna o acompanhamento regular fundamental. “Quando surgem os sinais clássicos, como sede excessiva, vontade frequente de urinar, perda de peso e fraqueza, o organismo já está sofrendo”, aponta. “Em casos mais graves, podem ocorrer complicações cardiovasculares, como infarto e AVC. Por isso, realizar exames periódicos é essencial para detectar o diabetes antes que cause danos maiores”. Tipos mais comuns A especialista explica que existem diferentes tipos de diabetes, sendo os mais comuns o tipo 1 e o tipo 2. O tipo 1 é uma doença autoimune em que o organismo deixa de produzir insulina, hormônio essencial para controlar a glicose no sangue. Por isso, quem recebe o diagnóstico precisa fazer uso diário da substância. Embora seja mais comum na infância e adolescência, pode surgir em qualquer fase da vida. O diabetes também pode se manifestar durante a gravidez, condição que exige monitoramento constante Já o tipo 2 está associado à resistência à insulina, quando o corpo não utiliza adequadamente o hormônio produzido pelo pâncreas. Essa forma da doença é mais frequente em adultos, especialmente após os 40 anos, e está fortemente ligada a fatores como alimentação inadequada, histórico familiar, predisposição genética, sedentarismo e excesso de peso. “No tipo 1, o organismo não produz insulina; no tipo 2, ele produz, mas não consegue utilizá-la corretamente”, detalha a médica. “Por isso, o tipo 2 pode passar despercebido por muito tempo, enquanto o tipo 1 costuma se manifestar de forma mais intensa e rápida.” O diagnóstico do diabetes é feito por meio de exames de sangue, entre eles a glicemia em jejum, a hemoglobina glicada e o teste oral de tolerância à glicose, conhecido como curva glicêmica. Esses exames ajudam a identificar alterações nos níveis de açúcar no sangue e são fundamentais para detectar precocemente a doença. “Esses exames são simples e estão disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde”, lembra a endocrinologista. A doença também pode se manifestar durante a gravidez. Tatiana alerta que o diabetes gestacional exige monitoramento constante, pois pode trazer riscos para a mãe e o bebê. “Uma boa alimentação e o pré-natal adequado fazem toda a diferença”, orienta. Prevenção começa nos hábitos diários [LEIA_TAMBEM]Embora o diabetes tipo 1 não possa ser prevenido, o tipo 2 pode ser evitado com a adoção de hábitos saudáveis. Tatiana Wanderley ressalta que manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso corporal, evitar o consumo excessivo de açúcar e alimentos ultraprocessados e realizar exames de rotina são atitudes que fazem toda a diferença para reduzir o risco de desenvolver a doença. A endocrinologista reforça que o diagnóstico precoce é essencial para garantir qualidade de vida. “O mais importante é lembrar que o diagnóstico precoce salva”, diz. “Com acompanhamento adequado, é possível controlar o diabetes e viver bem”. Aprenda a reconhecer No Dia Mundial e Nacional do Diabetes, o alerta é para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção. Fique atento aos sinais e adote hábitos saudáveis para manter a doença sob controle. Procure atendimento médico se apresentar sede excessiva, fome constante, necessidade de urinar com frequência, cansaço persistente e emagrecimento sem causa aparente. A prevenção começa nos hábitos diários. Assim, a orientação é manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso corporal, evitar o consumo excessivo de açúcar e de alimentos ultraprocessados e fazer exames preventivos de rotina. *Com informações do IgesDF
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Chuvas à vista: Saúde reforça cuidados contra a leptospirose
Com a intensificação das chuvas no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) alerta a população para os riscos de leptospirose, doença infecciosa grave que pode levar à morte. A enfermidade é causada pela bactéria Leptospira, presente principalmente na urina de ratos e transmitida por meio do contato direto ou indireto com água e lama contaminadas. De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net), do Ministério da Saúde, 19 casos foram confirmados no DF entre janeiro e outubro deste ano. “Ambientes limpos, lixo bem-acondicionado e ralos protegidos são medidas simples, mas que fazem diferença para interromper a circulação da bactéria” Aline Duarte, diretora de Vigilância Epidemiológica A gerente de Vigilância das Doenças Transmissiveis da SES-DF, Aline Duarte, explica que os casos podem ocorrer ao longo de todo o ano, porém, aumentam durante as chuvas contínuas. “Nesta época, é comum o surgimento de poças d’água, acúmulo de lama e extravasamento de esgoto, situações que favorecem o contato das pessoas com a bactéria causadora da doença”, pontua. Sintomas e tratamento O período entre a exposição e o surgimento dos sintomas varia de um a 30 dias, sendo mais comum entre cinco e 14 dias. Os principais sintomas envolvem febre, dor de cabeça e dores pelo corpo — principalmente nas panturrilhas —, podendo também ocorrer vômitos, diarreia e tosse. [LEIA_TAMBEM]Nas formas mais graves, geralmente aparece icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e há necessidade de cuidados especiais, com internação hospitalar. O doente também pode apresentar hemorragia, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória. Esse quadro pode levar à morte. O tratamento é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte, orientado sempre por um médico, conforme os sintomas apresentados. Os casos leves podem ser tratados em ambulatório, mas os graves precisam de internação. A automedicação não é indicada, pois pode agravar a doença. “A prevenção passa por cuidados individuais e também pelo manejo adequado do ambiente”, orienta Aline Duarte. “Ambientes limpos, lixo bem-acondicionado e ralos protegidos são medidas simples, mas que fazem diferença para interromper a circulação da bactéria.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF reforça combate à transmissão da sífilis de mãe para filho
O Distrito Federal está perto de atingir um marco importante na saúde pública: a eliminação da transmissão vertical da sífilis, quando a doença é passada da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto. Em 2024, a taxa de incidência de sífilis congênita foi de nove casos por mil nascidos vivos, abaixo da média nacional de 9,6. Em relação ao ano anterior, houve queda de 13,5%, uma das maiores reduções do país. O resultado reflete ações de testagem precoce no pré-natal, tratamento adequado de gestantes e parceiros e integração entre a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde. Este ano, Brasília está entre as capitais com taxas mais baixas de detecção de sífilis adquirida, com 119,1 casos por 100 mil habitantes | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O Brasil adaptou o modelo internacional para certificar estados e municípios com mais de 100 mil habitantes A taxa de detecção de sífilis em gestantes ficou em 34,6 por mil nascidos vivos, também inferior à média nacional, que foi de 35,4. Esses indicadores mostram que o DF tem conseguido interromper a cadeia de transmissão da doença por meio de diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo. Neste ano, Brasília está entre as capitais com taxas de detecção de sífilis adquirida mais baixas que a média nacional, com 119,1 casos por 100 mil habitantes. Também aparecem nesse grupo Aracaju (SE), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Belém (PA) e Teresina (PI). A transmissão vertical ocorre principalmente por via transplacentária, podendo acontecer também no parto, por contato direto com lesões. A falta de tratamento adequado durante a gestação pode causar aborto, natimorto, parto prematuro, morte neonatal e sequelas congênitas. O processo de certificação da eliminação da transmissão vertical faz parte de uma iniciativa global liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O Brasil adaptou o modelo internacional para certificar estados e municípios com mais de 100 mil habitantes, abrangendo também HIV, hepatite B, doença de Chagas e, futuramente, HTLV. Controle do HIV [LEIA_TAMBEM]O Distrito Federal já está entre os estados certificados pela eliminação da transmissão vertical do HIV. No país, 151 municípios e sete estados receberam algum tipo de certificação ou selo. No total, são 228 certificações municipais vigentes, sendo 139 relacionadas ao HIV. “Nos últimos anos, conseguimos manter a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela Opas, que é manter em zero o número de crianças infectadas. As crianças nascem expostas”, afirma Daniela Magalhães, referência técnica distrital em vigilância da sífilis no DF. “A transmissão só acontece quando a gestante não realiza o tratamento ou quando há amamentação em casos ativos. A redução é fruto de um trabalho intenso de qualificação do pré-natal, ampliação da testagem rápida e tratamento oportuno.” O Brasil registrou em 2023 a menor taxa de mortalidade por aids desde 2013, com 3,9 óbitos por 100 mil habitantes. A cobertura de pré-natal também atingiu níveis recordes: mais de 95% das gestantes fizeram ao menos uma consulta e foram testadas para HIV, enquanto aquelas que vivem com o vírus tiveram acesso ao início imediato do tratamento. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Projeto destaca o papel do cuidado farmacêutico na Atenção Primária à Saúde
Com o tema “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária à Saúde: Conhecer para Fortalecer”, foi iniciado, na terça-feira (21), o projeto que busca fortalecer e qualificar as práticas do cuidado farmacêutico na Atenção Primária à Saúde (APS). A iniciativa tem como foco o uso seguro e racional de medicamentos, o incentivo à adesão terapêutica e a melhoria dos desfechos em saúde dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Autora do projeto “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária nas UBSs”, a farmacêutica Anna Giomo, da UBS 1 do Cruzeiro, relatou: “Em poucos atendimentos, é possível perceber mudanças significativas, como em casos de pacientes com diabetes e hipertensão que passaram a fazer o uso correto da medicação e apresentaram melhoras nas condições de sua saúde” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Realizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o evento reuniu profissionais das diretorias e gerências regionais de APS da Região de Saúde Central, que abrange Asa Norte, Asa Sul, Cruzeiro, Lago Norte, Lago Sul, Varjão e Vila Planalto, além de representantes dos conselhos Regional (CRF-DF) e Federal de Farmácia (CFF) e do Ministério da Saúde. O encontro marcou o início de uma série de atividades voltadas ao fortalecimento do papel do farmacêutico, especialmente nas unidades básicas de saúde (UBSs). “O acompanhamento farmacoterapêutico contribui diretamente para o uso racional de medicamentos e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. O farmacêutico tem condições de identificar falhas na adesão ao tratamento e orientar o paciente para alcançar melhores resultados em saúde”, lembrou Fernanda Duarte, gerente do Componente Básico da Assistência Farmacêutica da SES-DF. Cuidado em ação [LEIA_TAMBEM]A programação inclui participação nas reuniões dos colegiados das diretorias regionais de Atenção Primária à Saúde (Diraps), com apresentações sobre os avanços das ações de cuidado farmacêutico, as contribuições do Ministério da Saúde na integração dessas práticas ao SUS e exposição das iniciativas da Diretoria de Assistência Farmacêutica (Diasf) sobre o tema. Cada encontro também contará com a apresentação de uma experiência exitosa. Na Região Central, destacou-se o projeto “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária nas UBSs”, da farmacêutica Anna Giomo, da UBS 1 do Cruzeiro. “Em poucos atendimentos, é possível perceber mudanças significativas, como em casos de pacientes com diabetes e hipertensão que passaram a fazer o uso correto da medicação e apresentaram melhoras nas condições de sua saúde”, exemplificou ela. Organizado pela Gerência do Componente Básico da Assistência Farmacêutica, em parceria com o CRF-DF e o Ministério da Saúde, esse projeto vai contemplar todas regiões de Saúde do DF (Central, Sul, Oeste, Leste, Sudoeste, Norte e Centro-Sul) com encontros semanais até o fim de novembro. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Reunião com agentes de Vigilância Ambiental aborda combate a arboviroses
Organizada pela Secretaria de Saúde (SES-DF), uma reunião intersetorial nesta terça (26) teve como foco o enfrentamento das arboviroses, como dengue, febre amarela, zika e chikungunya. O objetivo foi apresentar estratégias já executadas pela pasta e discutir os próximos passos de forma integrada. Participaram militares do Corpo de Bombeiros (CBMDF), agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), gestores das regiões administrativas, lideranças comunitárias e servidores de diversas secretarias distritais. Profissionais que atuam na linha de frente de combate às arboviroses debateram formas de intensificar o trabalho nesta temporada | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF "Embora o desafio seja grande, podemos afirmar que os resultados demonstram avanços importantes, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade” Kenia Oliveira, diretora de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde “Esse é um espaço fundamental para alinhar resultados, identificar pontos fortes e desafios, além de fortalecer o compromisso do monitoramento epidemiológico na preparação para a próxima sazonalidade”, avaliou a diretora de Vigilância Ambiental da SES-DF, Kenia de Oliveira. A sazonalidade das arboviroses coincide com o ciclo de reprodução do mosquito transmissor — o Aedes Aegypti —, mais prevalente no período chuvoso, entre os meses de outubro de um ano e maio do ano seguinte. A reunião também chamou a atenção para os profissionais da linha de frente no combate à dengue. “Foram essas pessoas que enfrentaram o sol do Cerrado, o tempo seco, a chuva repentina e as resistências nas casas para proteger a população”, enfatizou o subsecretário de Vigilância à Saúde da SES-DF, Fabiano Martins. Atuação constante [LEIA_TAMBEM]Os esforços da Vigilância em Saúde englobam a integração de novas tecnologias, a distribuição de insumos e a intensificação das ações de campo. “Ampliamos a cobertura das atividades de controle vetorial, investimos em capacitação das equipes e adotamos ferramentas para aumentar a eficácia da resposta” enumerou Kenia Oliveira. "Embora o desafio seja grande, podemos afirmar que os resultados demonstram avanços importantes, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade”. O último grande surto de casos de dengue no Brasil, entre 2023 e 2024, motivou a criação de novos mecanismos de combate ao mosquito no âmbito da rede pública. “Elaboramos o Plano de Enfrentamento da Dengue e Outras Arboviroses 2024/2025, aprovado pela SES-DF e alinhado à Organização Mundial da Saúde [OMS], à Organização Pan-Americana de Saúde [Opas] e ao Ministério da Saúde”, lembrou Fabiano Martins. O plano de enfrentamento estabelece objetivos claros: reduzir a morbimortalidade (incidência de doenças e óbitos em uma população específica durante determinado tempo), fortalecer a mobilização intersetorial, integrar vigilância, assistência e comunicação e incorporar inovações como a bactéria Wolbachia, drones, estações disseminadoras de larvicidas (EDLs), ovitrampas e novas tecnologias laboratoriais, além da vacinação contra a dengue. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde promove oficina sobre indicadores da Atenção Primária do Distrito Federal
Gestores da Secretaria de Saúde (SES-DF) participaram, nos dias 18 e 19 de agosto, da Oficina sobre Indicadores da Atenção Primária do Distrito Federal, no auditório da Escola Nacional de Administração Pública (Enap). O encontro teve como objetivo atualizar as gestões regionais sobre o novo modelo de financiamento do Ministério da Saúde, que lançou neste ano uma política de incentivo a boas práticas e de coordenação do cuidado baseada em indicadores. Promovida nos dias 18 e 19 de agosto, a oficina reuniu gestores que atuam na Atenção Primária à Saúde do Distrito Federal | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF De acordo com o coordenador da Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Fernando Erick Moreira, a proposta representa uma mudança significativa na forma de planejar os serviços. “Os indicadores não servem apenas para captar recursos, mas para orientar os processos e organizar a coordenação do cuidado, garantindo que as práticas estejam voltadas para as reais necessidades da população”, destacou. Entre as novidades está o indicador de cadastro e vínculo. O registro da população passa a ter uma variável temporal, o que exige atualização periódica e maior acompanhamento dos usuários. Essa medida permitirá identificar com mais precisão as demandas locais e servirá de base para outros indicadores, como os voltados ao monitoramento de doenças crônicas, vacinação e exames de rastreamento precoce do câncer. [LEIA_TAMBEM]Durante a oficina, os participantes discutiram como esses instrumentos podem apoiar o planejamento das ações nos territórios. O diretor do Departamento de Estratégias e Políticas de Saúde Comunitária do Ministério da Saúde, José Eudes Barroso, reforçou que os indicadores devem ser vistos como guias para a melhoria contínua: “Eles não são um fim em si mesmos, mas indutores de boas práticas que fortalecem a atenção integral”. O diretor de Enfermagem da SES-DF, Bruno de Assis, avaliou que os conteúdos trazem direcionamentos práticos para as equipes. “Os indicadores são essenciais para a gestão dos resultados. Acreditamos que, por meio deles, poderemos fortalecer os serviços de enfermagem na Atenção Primária”, disse. A programação incluiu apresentações sobre financiamento, debates em grupo, validação de fluxos e análise de linhas de cuidado, como desenvolvimento infantil, gestação e puerpério, saúde da pessoa idosa, prevenção do câncer, hipertensão, diabetes e saúde bucal. A iniciativa contou com o apoio da Associação dos Especialistas, do Sindicato dos Enfermeiros e do Banco de Brasília (BRB). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Unidades do GDF são reconhecidas por incentivar continuidade da amamentação
Os hospitais regionais do Gama (HRG) e da Asa Norte (Hran), bem como o edifício-sede da Administração Central da Secretaria de Saúde (SES-DF), receberam, nesta segunda-feira (11), a certificação de Sala de Apoio à Amamentação. O reconhecimento, conferido pelo Ministério da Saúde, legitima os locais que oferecem conforto, privacidade e segurança para incentivar as profissionais a manterem o aleitamento materno, mesmo no ambiente de trabalho. O DF é visto como referência nacional em disponibilidade de salas de amamentação | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF O título foi anunciado durante a abertura do X Seminário de Aleitamento Materno e V Seminário de Alimentação Complementar Saudável do DF, que prosseguem até sexta-feira (15). Na ocasião, também foram reconhecidos os espaços da Policlínica Médica do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o Fórum Desembargador José Júlio Leal Fagundes e as sedes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). [LEIA_TAMBEM]Antes da certificação, o DF já acolhia 33 salas dessa especialidade, tanto em instituições públicas quanto privadas. Na lista, ainda há outros espaços recém-adequados que aguardam vistoria e certificação técnica. “Vemos a capital federal como uma referência na ação que incentiva o aleitamento para aquela profissional que ainda amamenta”, afirmou a assessora técnica da Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens de Mato Grosso do Sul, Priscila Olin. Por sua vez, o subsecretário de Atenção Integral à Saúde da SES-DF, Robinson Capucho Parpinelli, reforçou a importância do reconhecimento: “É uma honra enorme ter a chance de liderar um time que luta com afinco todos os dias, que faz o DF ser referência na captação, no manuseio e na distribuição do leite materno. Por causa dessa dedicação, somos referência não só para o Brasil, mas para o mundo”. Agosto Dourado O X Seminário de Aleitamento Materno e o V Seminário de Alimentação Complementar Saudável do DF integram as atividades oferecidas a famílias e profissionais de saúde ao longo deste mês, em celebração ao Agosto Dourado. *Com informações da Secretaria de Saúde
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GDF amplia cuidado oncológico com habilitação de radioterapia e novos leitos no HRT
Durante visita técnica de gestores e equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) e do Ministério da Saúde (MS) feita na sexta (1º) ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), o Governo do Distrito Federal (GDF) deu um importante passo no fortalecimento da rede de atenção oncológica ao viabilizar a habilitação de radioterapia e novos leitos de UTI para a unidade hospitalar. Hospital vai ampliar a capacidade de atendimento de 1.500 para 2 mil pacientes mensais | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF As medidas integram o esforço conjunto com o MS dentro do programa Agora tem Especialistas, que visa a acelerar atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). “A habilitação da radioterapia no HRT é uma conquista muito esperada e fundamental para fortalecer a linha de cuidado oncológico no DF” Juracy Lacerda, secretário de Saúde Em parceria com o MS, o HRT ampliará sua capacidade de atendimento de cerca de 1.500 para mais de 2 mil pacientes mensais, agilizando diagnósticos e tratamentos e reduzindo o tempo de espera na rede pública. A iniciativa se soma ao programa “O câncer não espera. O GDF também não”, lançado em julho com o propósito de garantir atendimento mais ágil, humanizado e coordenado aos pacientes com câncer. [LEIA_TAMBEM]“A habilitação da radioterapia no HRT é uma conquista muito esperada e fundamental para fortalecer a linha de cuidado oncológico no DF”, reforçou o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, durante a visita. Publicadas nas portarias GM/MS nº 7.763 e nº 7.750, as novas medidas incluem inclusão, na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do HRT, de serviço de radioterapia, além de quatro leitos de UTI adulto tipo II para pacientes com alto grau de complexidade clínica. “Fortalecer a rede oncológica é um compromisso nacional, e o SUS é uma construção coletiva”, enfatizou o secretário adjunto do MS, Jérzey Timóteo Santos, ao reconhecer o papel estratégico do HRT na articulação de medidas efetivas para enfrentar o câncer com eficiência e agilidade. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Representantes de escolas de Saúde Pública de Mato Grosso e do Amazonas visitam a ESP-DF
A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF) recebeu, entre os dias 23 e 25 deste mês, representantes da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso e da Escola de Saúde Pública de Manaus (Esap). Durante três dias, as equipes participaram de uma visita técnica à sede da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e conheceram de perto o trabalho desenvolvido pela ESP-DF. Visita técnica foi proveitosa pelo compartilhamento de experiências das instituições envolvidas | Foto: Divulgação/Fepecs Ao longo do encontro, os participantes acompanharam detalhamentos sobre a gestão institucional, os projetos em andamento e as práticas exitosas implementadas pela ESP-DF. A superintendente da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso, Sílvia Tomaz, ressaltou que a atividade contribuiu para alinhar os processos educacionais entre as instituições. “A Escola de Saúde Pública de Mato Grosso está visitando todas as escolas da região Centro-Oeste com o objetivo de alinhar nossos processos educacionais”, lembrou a gestora. “Iniciamos esse movimento a partir do Encontro das Escolas do Centro-Oeste, realizado aqui na Fepecs, no ano passado.” Um dos principais encaminhamentos da visita foi a elaboração de um termo de cooperação técnica entre as instituições, com foco na implementação conjunta de atividades e no intercâmbio de projetos já desenvolvidos nas escolas, fortalecendo uma rede de trocas e boas práticas. Intercâmbio [LEIA_TAMBEM]Davi Cunha, psicólogo e um dos três servidores da Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM), também destacou a importância da experiência: “Conhecer a trajetória, o momento atual, as atividades e o planejamento da ESP-DF foi fundamental para fortalecer e ampliar as ações de educação em saúde na SES-AM. Saímos com a impressão de que a ESP-DF está comprometida com a formação e o desenvolvimento dos profissionais de saúde, sendo um agente potente de integração entre os setores indissociáveis de saúde e educação”. A programação da visita incluiu ainda um encontro no Ministério da Saúde, com o objetivo de levar os principais encaminhamentos gerados a partir do diálogo entre as escolas e reforçar a articulação entre as esferas federais e estaduais na formação em saúde. “Tivemos a oportunidade de apresentar a nossa experiência na implantação do Protec [Programa de Ensino Técnico Associado às Residências em Saúde], e a pasta deseja compartilhar com os outros estados essa formação integrada”, afirmou a diretora da ESP-DF, Fernanda Monteiro. *Com informações da Fepecs
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Atenção domiciliar no DF é destaque em evento com profissionais de saúde
Promovida na quarta-feira (23) e na quinta (24) pela Secretaria de Saúde (SES-DF), a I Jornada da Atenção Domiciliar abriu espaço para debater a rede de cuidado e divulgação dos serviços oferecidos. Participaram 100 pessoas inscritas, entre servidores de diversas unidades da pasta e estudantes da área. Silvana Leal (D), gerente do Serviço de Atenção Domiciliar: “Estamos falando de uma atenção importante tanto para o paciente quanto para quem está ao lado dele” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde De acordo com a gerente de Serviço de Atenção Domiciliar, Silvana Leal, a jornada busca, principalmente, divulgar o tema e ampliar o acesso de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) a serviços do tipo. “Além da contínua capacitação, orientação e acolhimento permanente das equipes, trouxemos para o evento depoimentos marcantes de familiares a respeito dos cuidados paliativos, um tema difícil e sensível de discutir, mas estamos falando de uma atenção importante tanto para o paciente quanto para quem está ao lado dele”, apontou a gestora. Na programação, foram ministradas palestras sobre cuidados paliativos pediátricos, odontologia em casa e desospitalização, entre outros temas. “Estou há mais de 15 anos na área e, ainda assim, foi muito proveitoso ver a experiência dos outros núcleos”, avaliou a nutricionista Karlla Betânia, do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nrad) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) [LEIA_TAMBEM]A consultora técnica da Coordenação Geral de Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde, Denise Araújo, elogiou a iniciativa: “Esta primeira jornada é de suma importância, pois, no DF, temos equipes engajadas e uma coordenação muito focada na desospitalização do paciente, tirando-o de uma internação prolongada e levando-o para o conforto de casa”. Estrutura O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD-DF) é dividido em três níveis: Serviço de Atenção Domiciliar de Alta Complexidade (SAD-AC), Programa de Internação Domiciliar (PID) e Programa de Oxigenoterapia Domiciliar (POD). As modalidades atendem pacientes com comorbidades crônicas, com uso de dispositivos ou com necessidade de atendimento em domicílio. São pessoas que apresentam particularidades e demandas específicas, além das vulnerabilidades derivadas da restrição ao leito. Esse tipo de atenção impacta diretamente no giro de leitos dentro dos hospitais da rede pública, já que atua na redução do tempo de internação. O foco é promover a desospitalização, alimentando a qualidade de vida do paciente por meio de uma assistência humanizada. Até junho deste ano, mais de 41 mil atendimentos foram prestados pelas equipes de atenção domiciliar. As visitas às casas dos pacientes levam em consideração um cuidado integral que, muitas vezes, engloba o trabalho de profissionais de diversas áreas, como técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde discute consolidação da Política Distrital de Atenção Ambulatorial Especializada
A Secretaria de Saúde (SES-DF) promoveu, nesta terça-feira (8), uma oficina sobre a Política Distrital de Atenção Ambulatorial Especializada (PDAAE). O objetivo é organizar a leitura crítica dos capítulos do documento e facilitar a consolidação do conteúdo discutido. O DF é a primeira unidade federativa a construir uma política própria de fortalecimento da atenção especializada no sistema público de saúde. A secretária adjunta de Assistência à Saúde, Edna de Oliveira, reforçou a importância da política distrital de atenção especializada: “Isso é muito importante para o paciente, pois evita internações e fornece resposta à atenção primária" | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde “A SES-DF possui uma atenção especializada robusta e precisava desse fortalecimento que integra os diferentes tipos de cuidado”, afirma a secretária adjunta de Assistência à Saúde, Edna de Oliveira. “Isso é muito importante para o paciente, pois evita internações e fornece resposta à atenção primária. Essa discussão vai resultar em um produto que trará fluidez aos níveis de atenção.” O próximo passo é uma consulta pública com duração de 30 dias para que os usuários tenham a oportunidade de participar; seguida por reuniões de validação técnica. Após essas fases, a PDAAE será lançada oficialmente, com previsão em agosto. Elaboração da política Desde 2023, vêm sendo realizados fóruns distritais e regionais para as diretrizes e formas de organização da atenção secundária. Com a nova política, a SES-DF pretende qualificar os serviços ambulatoriais especializados, além de substituir a Portaria nº 773, de 19 de julho de 2018, atualmente vigente. “A construção dessa política é fruto de um processo amplo, participativo e intersetorial, que integra gestores e trabalhadores da saúde em todas as suas esferas”, explica a coordenadora do grupo de trabalho, Izabella de Morais. Ela lembra que a PDAAE será alinhada à Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde (Pnaes), instituída pelo Ministério da Saúde. O diagnóstico situacional da Atenção Ambulatorial Secundária (Aase) no DF, que deu base à modelagem, contou com eixos como oferta de serviços, fluxos de acesso, estrutura física e força de trabalho. “A escolha das prioridades a serem executadas é um fator preponderante para que a política chegue ao usuário; isso se traduz em serviços mais ágeis e saúde aplicada com continuidade de tratamento”, avalia o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Robinson Parpinelli. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Distrito Federal se destaca em ampliação do uso de profilaxia contra o HIV
O Distrito Federal tem avançado na oferta e na adesão à profilaxia pré-exposição (PrEP) ao vírus da imunodeficiência humana (HIV). De acordo com o Ministério da Saúde, em 2023, a capital alcançou a categoria 4 no monitoramento da estratégia. Isso significa que, assim como São Paulo, há pelo menos uma pessoa em uso da PrEP para cada quatro novos casos de HIV registrados no DF. O índice mostra que, se o ritmo for mantido, a transmissão do vírus pode realmente ser reduzida nos próximos anos. Medicamentos: quando usada corretamente, a profilaxia pré-exposição (PrEP) pode reduzir em mais de 90% o risco de infecção | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde O DF também é destaque nacional na continuidade do tratamento. Enquanto a média brasileira de descontinuidade da medicação é de 30%, por aqui o registro aponta para 21% - o menor índice do país. “Os números são resultado direto do trabalho comprometido e qualificado das equipes de saúde”, afirma a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SES-DF), Juliane Malta. “São profissionais que, na ponta, acolhem, orientam e acompanham cada pessoa com cuidado e respeito. Ainda temos desafios pela frente, mas estamos no caminho certo para ampliar o acesso e promover uma resposta cada vez mais eficaz ao HIV.” O HIV é transmitido principalmente por meio dos fluidos corporais específicos durante relações sexuais sem proteção, compartilhamento de seringas e também de mãe para filho durante o parto (quando não for bem-assistido). Público-alvo Qualquer pessoa interessada pode requisitar o uso da profilaxia – inclusive adolescentes, a partir de 15 anos, pesando 35 kg ou mais, sem necessidade de autorização dos pais. O medicamento será dispensado após consultas e exames para avaliar a situação da saúde do indivíduo. Os segmentos prioritários são pessoas que frequentemente deixam de usar camisinha nas relações sexuais, homens que fazem sexo com outros homens, pessoas trans, trabalhadores do sexo, pessoas que fazem uso repetido da profilaxia pós-exposição (PEP) e parcerias heterossexuais ou homossexuais em que uma das pessoas vive com HIV. Além desses públicos, Malta reforça que mulheres cisgênero heterossexuais também devem ficar atentas às informações sobre prevenção de HIV. A PrEP é uma das ferramentas mais eficazes para a prevenção do HIV. Quando usada corretamente, pode reduzir em mais de 90% o risco de infecção. A SES-DF disponibiliza a profilaxia gratuitamente em diversos pontos do DF. O acesso é simples, confidencial e seguro. HIV e Aids ⇒ O HIV é um microrganismo que ataca o sistema imunológico. Uma pessoa infectada pode não apresentar sintomas ou desenvolver Aids ⇒ A Aids é a infecção pelo HIV em estágio avançado. Não é o vírus em si, mas um conjunto de sinais que comprometem as defesas imunológicas ⇒ Embora não exista cura para a Aids, o tratamento antirretroviral pode controlar a infecção, permitindo que pessoas vivendo com HIV tenham uma vida longa e saudável ⇒ O tratamento correto pode fazer com que o paciente atinja a carga viral indetectável para o HIV, ou seja, tão baixa que não pode ser detectada por testes-padrão. Nesse caso, a pessoa também não transmite o vírus. *Com informações da Secretraria de Saúde
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BCG, proteção que começa na infância
Logo nas primeiras horas de vida, um gesto simples pode mudar o futuro de uma criança: a aplicação da vacina BCG, indicada para prevenir as formas mais graves da tuberculose. Segundo o Boletim Epidemiológico da Tuberculose 2025, publicado pelo Ministério da Saúde, crianças e adolescentes representam 12% dos casos da doença no mundo. Cobertura vacinal do DF já alcançou 121,6% este ano, superando a meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde “A BCG é muito importante porque protege contra meningite tuberculosa e tuberculose miliar, por isso deve ser administrada o mais cedo possível”, explica a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde (SES-DF), Tereza Luiza Pereira. O Brasil registrou um importante aumento na vacinação de BCG nos últimos anos: de 84,3% em 2023 para 92,3% de cobertura em 2024. No DF, esse índice já alcançou 121,6% neste ano, superando a meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. “Esses números mostram um avanço significativo, mas é fundamental manter o compromisso com a vacinação de todas as crianças”, ressalta a gerente. Quem deve tomar O imunizante é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em dose única e deve ser aplicado em recém-nascidos com mais de 2 kg, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento. Caso não seja possível a vacinação ainda na maternidade, ela pode ser feita até os 4 anos de idade, com horários específicos definidos pela unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da residência da família. Confira no site da SES-DF. “Se a mãe usou anticorpos imunossupressores, essa condição pode ser transferida ao bebê, exigindo atenção antes da imunização”, orienta Tereza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da SES-DF A BCG também é recomendada a pessoas que têm contato com portadores de hanseníase. A aplicação gera uma reação no local, com vermelhidão, pequena ferida e posterior cicatriz - o que é esperado e não requer medicamentos ou curativos. No entanto, por conter bactéria viva atenuada, a vacina é contraindicada a indivíduos imunodeprimidos, como pacientes com vírus da imunodeficiência humana (HIV), oncológicos e recém-nascidos de mães que usaram imunossupressores durante a gestação. [LEIA_TAMBEM]“A imunossupressão precisa ser avaliada antes de aplicar a vacina”, alerta Tereza Pereira. “Se a mãe usou anticorpos imunossupressores, essa condição pode ser transferida ao bebê, exigindo atenção antes da imunização.” Data histórica Nesta terça-feira (1º), é celebrado o Dia da Vacina BCG. Foi quando, em 1921, os cientistas Léon Calmette e Alphonse Guérin, que haviam atenuado uma bactéria denominada Bacilo de Calmette e Guérin (por isso, a sigla BCG). Com ela, foi possível combater o bacilo de Koch, causador da tuberculose. A doença pode afetar pulmões, ossos, rins e meninges. Os principais sintomas incluem tosse persistente, febre, suores noturnos, fraqueza e perda de peso. No Brasil, a BCG completa 48 anos. O imunizante foi incorporado ao calendário nacional de vacinação em 1977 pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), tornando obrigatória sua administração em crianças. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF passa a aplicar vacina ACWY em bebês a partir de julho
A partir de 1º de julho, o Distrito Federal vai aplicar a vacina ACWY nos bebês de 12 meses, como dose de reforço para a meningocócica C, conforme orientação do Ministério da Saúde (MS). A medida amplia a proteção para os outros três sorotipos de bactéria (A, W e Y), prevenindo casos de meningite bacteriana e infecção generalizada no sangue. Agora, a primeira dose da vacina meningocócica C deve ser aplicada quando o babê tiver três meses | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde A vacina estará disponível nas diversas salas distribuídas nas unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal, que podem ser conferidas neste link. Atualmente, o imunizante é aplicado nos adolescentes de 11 a 14 anos. Os bebês recebiam três doses da vacina meningocócica C - sendo a última de reforço. A Secretaria de Saúde (SES-DF) lembra que crianças que já receberam as três doses não precisam tomar a dose de reforço com a ACWY. Com isso, a partir de julho, o esquema vacinal será modificado. A primeira dose da vacina meningocócica C (D1) deve ser tomada aos três meses, e a segunda (D2), aos cinco meses. A dose de reforço, aos 12 meses, será a ACWY. As crianças que perderam a oportunidade de receber o reforço aos 12 meses com a vacina meningocócica C poderão receber a ACWY até 4 anos, 11 meses e 29 dias. [LEIA_TAMBEM]“A introdução da vacina ACWY é um avanço significativo na proteção contra a meningite”, afirma o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior. “A imunização é uma ferramenta essencial para prevenir doenças graves, e estamos comprometidos em garantir que todas as crianças tenham acesso a essa proteção. A saúde dos nossos pequenos é prioridade, e essa vacina é um passo importante para manter nossa população saudável.” Notificações Em 2024, foram registrados 333 casos suspeitos no DF, sendo 92 confirmados, indicando uma diminuição de 14% em relação a 2023, quando foram notificados 254 casos suspeitos e 107 ocorrências confirmadas. Apesar da redução, os dados ainda reforçam a importância da vacinação, uma vez que esta é uma doença amplamente evitável por meio da imunização. Os dados de 2024 registram uma tendência histórica de queda nos últimos 15 anos, tanto no número de casos quanto na letalidade. Além disso, a cobertura vacinal registrou um aumento de 1,78%, com 30,9 mil doses aplicadas em 2024 contra 30,3 mil doses em 2023. No ano passado, a cobertura chegou a 95,3%, enquanto em 2023, o valor chegou a 86%. Sintomas A doença atua como um processo inflamatório, atingindo as meninges - membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Os sintomas são febre, dor de cabeça intensa, vômitos, confusão ou alteração mental, aumento da sensibilidade à luz, convulsões, rigidez de nuca e erupções cutâneas. Em crianças menores de dois anos, febre, choro persistente ou sonolência também são sintomas frequentes. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Especialistas alertam sobre os perigos do diabetes e a importância do diagnóstico precoce
Nesta quinta-feira (26) é celebrado o Dia Nacional do Diabetes, instituído pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo é conscientizar sobre fatores de risco, diagnóstico e prevenção contra a doença, que pode acarretar outros problemas de saúde se não for tratada corretamente. Controle de peso e das taxas de glicose deve ser feito com frequência no tratamento do diabetes | Foto: Divulgação/IgesDF Gilda de Resende Lopes, 54 anos, moradora do Gama, convive com o diabetes tipo 2 desde 2003. Há cerca de dez anos, passou a fazer acompanhamento regular no ambulatório do Hospital de Base (HBDF), onde é atendida a cada três meses. Atualmente, a doença está sob controle, uma realidade bem diferente de quando ela chegou à unidade. “Cheguei bastante debilitada, mas recebi um excelente atendimento, e até a insulina que eu uso recebo da rede pública”, relata Gilda. “No momento, aguardo o nutricionista para somar ao tratamento que já faço regularmente”. Taxas de açúcar A endocrinologista Alessandra Martins, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), lembra que o diabetes é uma doença metabólica causada pela hiperglicemia. “O excesso de glicose no sangue ocorre devido à ausência ou deficiência da ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e isso pode provocar diversos efeitos no organismo”, explica. O aumento das taxas de açúcar pode ocasionar complicações no coração, nos rins e na retina. Segundo a médica, a doença é multifatorial e pode decorrer tanto de fatores genéticos quanto de causas externas. “Manter um peso saudável, atividade física frequente, sono adequado e uma boa alimentação, também ajudam a reduzir o risco da doença”, afirma. Existem cinco tipos de diabetes, mas três são mais frequentes. “O tipo 1 é aquele em que o corpo não produz a insulina; o tipo 2, o mais comum, ocorre devido à ação ineficiente da insulina; e o diabetes gestacional, diagnosticado durante a gravidez e que precisa de cuidados especiais para evitar problemas sérios de saúde tanto na criança quanto na mãe”, esclarece Alessandra. Um desafio mundial O diabetes é hoje um dos maiores desafios de saúde pública no mundo, com números que crescem a cada dia. Em 2020, cerca de 463 milhões de adultos entre 20 e 79 anos viviam com a doença, segundo o Atlas do Diabetes, da Federação Internacional de Diabetes (IDF). O Brasil ocupa a quinta posição no ranking global de incidência da doença, com 16,8 milhões de adultos diagnosticados. A projeção é que, até 2030, esse número salte para 21,5 milhões. No ano passado, o Hospital de Base atendeu 3,5 mil pacientes portadores de diabetes. Em abril deste ano, houve um aumento: cerca de 400 pessoas por mês. Sintomas e tratamentos Os sintomas mais comuns do diabetes são a necessidade de urinar frequentemente e uma sede incessante. “A vontade de beber água é constante, e há uma fome excessiva”, orienta a endocrinologista. “Outros fatores que aparecem também são a perda de peso e as infecções frequentes”. Alguns pacientes com diabetes podem desenvolver uma complicação conhecida como pé diabético, caracterizada por alterações nos membros inferiores, como úlceras, calosidades e perda de sensibilidade. “A doença compromete a circulação sanguínea e os nervos da região, provocando a chamada neuropatia periférica, o que torna o paciente mais suscetível a infecções”, explica Alessandra. A prevenção e o tratamento do pé diabético exigem cuidados intensos, principalmente com a higienização. O controle da glicemia também é muito importante para evitar infecções. Cuidado contínuo O tratamento do diabetes começa, essencialmente, com mudanças no estilo de vida. Além do monitoramento regular da glicemia, é importante manter uma rotina de atividade física, adotar uma alimentação equilibrada e seguir corretamente a prescrição de medicamentos — tanto os orais quanto os de aplicação subcutânea, como as insulinas. Essas insulinas, que incluem versões de longa duração e ultrarrápidas, estão disponíveis gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e na Farmácia Popular, para pacientes cadastrados. *Com informações do IgesDF
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Equipe do HRSM transforma acolhimento com almofadas que facilitam a amamentação
Para humanizar ainda mais o atendimento às mães e bebês e incentivar a amamentação, as equipes de enfermagem e de terapia ocupacional da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) decidiram confeccionar almofadas de amamentação para uso durante a internação. Lorrane Santana estava entre as mães que receberam a almofada para auxiliar na amentação: “Antes, eu ficava muito curvada na hora de amamentar, mas agora consigo melhorar minha postura e posicionar melhor o meu filho” | Foto: Divulgação/IgesDF A ideia surgiu após o atendimento a uma mãe com paralisia cerebral e limitações motoras, que enfrentava dificuldades principalmente na hora de amamentar o bebê. “Percebemos a necessidade de oferecer esse suporte, que proporciona mais estabilidade e conforto para a mãe, além de facilitar o posicionamento correto do bebê no peito”, explica Rosane Medeiros, chefe do Serviço de Enfermagem da Ucin. Mobilizadas, as equipes fizeram uma vaquinha e compraram os materiais necessários para a confecção de dez almofadas, produzidas pela técnica de enfermagem Eliane Veras, que também tem habilidade em costura. As peças foram revestidas com material plástico, o que permite higienização adequada entre os usos e garante segurança a todas as mães e bebês. [LEIA_TAMBEM]“Temos 20 leitos na Ucin, e as dez almofadas são revezadas entre as mães que mais precisam de apoio na amamentação”, relata Rosane. “Sabemos que esse cuidado é essencial para o sucesso desse processo e queremos oferecer o máximo de conforto, pois entendemos as dificuldades de quem está internado com seu bebê.” A iniciativa também reforça o compromisso do hospital com a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (Ihac), programa do Ministério da Saúde em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) que promove, protege e apoia o aleitamento materno. O HRSM está em processo de qualificação para adesão à Ihac, reconhecendo a importância desse selo para a saúde materno-infantil e para a garantia do direito ao aleitamento. Mais conforto na prática Lorrane Santana, de 30 anos, está internada há 15 dias no HRSM com seu filho Bernardo, que nasceu prematuro de 34 semanas e agora aguarda ganhar peso para receber alta. Ela foi uma das mães que receberam a almofada. “Essa iniciativa da equipe foi maravilhosa”, elogia. “Antes, eu ficava muito curvada na hora de amamentar, mas agora consigo melhorar minha postura e posicionar melhor o meu filho. Ele está na fase de mamar bastante para ganhar peso, então esse conforto faz muita diferença. A equipe está de parabéns.” *Com informações do IgesDF
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Saúde discute papel da vigilância hospitalar em eliminação de doenças
Todos os meses, a Secretaria de Saúde (SES-DF) promove uma reunião com a Rede de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Distrito Federal (Reveh-DF). Nesta semana, profissionais da área, tanto da rede pública quanto da complementar, debateram estratégias de resposta rápida a doenças, como sarampo, malária, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), HTLV (vírus linfotrópico de células T humanas) e doença de Chagas. Encontro debateu a importância dos profissionais da saúde na detecção precoce de doenças que tenham alto potencial de disseminação | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Enfermeira da Gerência de Epidemiologia de Campo (Gecamp) da SES-DF, Ana Paula Sasaki explica que o encontro mensal busca atualizar os núcleos hospitalares de epidemiologia (NHEs) sobre temas de relevância para a rede. “Queremos que os profissionais se reconheçam como parte essencial do processo, sendo mais ágeis na coleta de dados e mais sensíveis às suspeitas de doenças, garantindo uma resposta oportuna e eficaz”, aponta. Para o coordenador da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Renaveh), do Ministério da Saúde, Silvanei Gonçalves, é essencial atuar na detecção precoce de doenças com alto potencial de disseminação. “Isso nos dá a chance de agir antes que essas enfermidades se espalhem pela população”, afirma. A Reveh-DF foi instituída pela portaria nº 527/2022 e hoje conta com 63 núcleos, entre públicos, privados, militares e UPAs. Desses, 17 estão na rede pública de saúde. “A troca de informações nos dá uma direção clara sobre como prevenir o retorno ou o aumento de doenças que já estavam controladas”, avalia a chefe do NHE das unidades de pronto atendimento (UPAs), Aimée Maciel. “Ela amplia nosso entendimento do cenário epidemiológico e nos prepara melhor para atuar.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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Tratamento para o AVC é ampliado na rede pública de saúde do DF
A Secretaria de Saúde (SES-DF) vai ampliar a oferta de tratamento para pacientes vítimas de acidente vascular cerebral (AVC). Os hospitais regionais do Gama (HRG) e de Sobradinho (HRS) vão passar a administrar a trombólise endovenosa, terapia estabelecida para o tratamento agudo, que possui alto impacto na redução de sequelas relacionadas ao AVC. Já o Hospital de Base (HBDF) vai oferecer a trombectomia mecânica, técnica avançada e de alta complexidade no tratamento agudo de casos selecionados. Novo tratamento apresenta mais chances de recuperação após um acidente vascular | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde A trombectomia mecânica permite o tratamento de até 24 horas após o AVC. Chamada de AVC no Quadrado, a iniciativa da SES-DF tem o objetivo de reduzir a mortalidade e proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes após a recuperação de um acidente vascular. “A implementação da linha de cuidados ao AVC representa um avanço na organização da nossa rede assistencial”, afirma a secretária adjunta de Assistência à Saúde da SES-DF, Edna Maria Marques de Oliveira. “Com fluxos definidos, protocolos padronizados e ferramentas de suporte à decisão clínica, criamos condições para respostas mais rápidas e efetivas, mesmo em cenários de alta complexidade.” Média de ocorrências O AVC é uma das principais causas de mortes no Brasil, com uma vítima a cada sete minutos, chegando a 120 mil por ano. Cerca de 70% dos sobreviventes ficam com algum grau de incapacidade, e 50% tornam-se dependentes para as atividades do dia a dia. No DF, em 2023, foram mais de R$ 7,4 milhões em custos com internações por AVC, com uma média de R$ 2,9 mil por hospitalização. “O projeto AVC no Quadrado visa a melhorar a assistência do paciente com AVC no Distrito Federal, melhorando os fluxos de encaminhamento dos pacientes aos hospitais e descentralizando o tratamento agudo”, reforça a neurologista Letícia Rabello, da SES-DF. O lançamento oficial do projeto será nesta quinta-feira (29), às 14h, na Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), com a presença de autoridades do Governo do Distrito Federal (GDF) e do Ministério da Saúde. Tratamentos avançados Atualmente, o Hospital de Base é o único do Distrito Federal a trabalhar com a trombólise endovenosa 24 horas. Com o projeto AVC no Quadrado, a técnica poderá ser expandida para os hospitais regionais do Gama e de Sobradinho. A localização das duas unidades da rede pública, ao norte e ao sul do DF, vai ajudar também a garantir um atendimento mais rápido e aumentar o número de pacientes beneficiados. Aprovado pelo Ministério da Saúde em 2012, o procedimento apresenta resultados considerados significativos: a cada 100 pacientes que passam pela trombólise endovenosa, 32 apresentam melhora clínica e 13 ficam sem sequelas. A técnica consiste na administração de medicamentos para dissolver o coágulo sanguíneo que bloqueia a artéria afetada, restaurando a normalidade da circulação no cérebro. O projeto AVC no Quadrado também prevê a integração de equipes do Hospital de Base e dos hospitais regionais de Sobradinho e do Gama por meio do Telestroke, ferramenta de telemedicina que conecta, 24 horas por dia, hospitais da rede a neurologistas especializados. A tecnologia permite diagnóstico e orientação terapêutica em tempo real, especialmente em regiões com escassez de especialistas. *Com informações da Secretaria de Saúde
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