Estudantes da rede pública visitam museu e aprendem sobre separação de resíduos
Na última sexta-feira (24), três turmas de alunos da Escola Classe 305 Sul participaram de uma visita ao museu do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU-DF). A ação teve como foco a educação ambiental, com atividades voltadas à conscientização sobre a separação correta dos resíduos e o destino adequado do lixo. Durante a visita, os estudantes assistiram a uma palestra conduzida pelo gerente de educação ambiental do SLU, Allysson Silva, que destacou a importância de ensinar práticas sustentáveis desde a infância. A atividade abordou temas como a separação correta dos resíduos e o processo de compostagem. “Buscamos dialogar com as crianças sobre a forma correta de separar o lixo, além de ensinar como os resíduos orgânicos podem ser transformados em adubo por meio da compostagem”, explicou. O presidente do SLU-DF, Luiz Felipe Carvalho, acompanhou a atividade e ressaltou a relevância da iniciativa para a formação cidadã das novas gerações. “É muito importante ver as crianças aprendendo desde cedo sobre educação ambiental. São elas que vão ajudar a construir um futuro mais sustentável para todos”, destacou. A ação teve como foco a educação ambiental, com atividades voltadas à conscientização sobre a separação correta dos resíduos e o destino adequado do lixo | Foto: Divulgação/SLU-DF Aprendizado de forma lúdica A programação também contou com a participação do Garizito, mascote do SLU-DF, que interagiu com os alunos de forma lúdica e reforçou as mensagens sobre preservação ambiental e responsabilidade no descarte de resíduos. A visita integra o conjunto de ações educativas promovidas pelo SLU com o objetivo de incentivar a conscientização ambiental e estimular mudanças de comportamento no dia a dia da população. Por meio de iniciativas como essa, a autarquia busca fortalecer a cultura do descarte correto de resíduos e contribuir para a construção de uma cidade mais limpa, organizada e sustentável. *Com informações do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU-DF)
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Museu da Educação é inaugurado na sede da SEEDF
Criado para preservar e difundir a memória da educação local, o Museu da Educação do Distrito Federal (Mude) foi inaugurado na última quarta-feira (1º) no Shopping ID, local da sede da Secretaria de Educação do DF (SEEDF). Com o objetivo de fortalecer identidade da escola e do professor, e a contribuição para a qualidade e a renovação dos processos educativos, o espaço reúne um acervo de objetos e documentos preservados pela Universidade de Brasília (UnB). Estiveram presentes na cerimônia de abertura a então secretária de Educação, Hélvia Paranaguá; o secretário-executivo da SEEDF, Isaias Aparecido; a então subsecretária de Educação Básica, Iêdes Braga; a professora da SEEDF e presidente da Comissão de Criação, Implantação e Implementação do Museu da Educação do Distrito Federal (Ceme), Martita Icó; a professora aposentada e coordenadora do projeto, Eva Waisros Pereira; o membro da Ceme, Wagner Barja, além de outros colaboradores e servidores da pasta. De acordo com Hélvia Paranaguá, a inauguração do espaço foi um momento histórico para o Distrito Federal e a realização de um sonho antigo. “É uma oportunidade de reconhecer valores e preservar a trajetória de quem constrói todos os dias a educação pública do DF”. A cerimônia de abertura do Museu da Educação ocorreu na última semana de março | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Os objetos e documentos que compõem a exposição de longa duração do museu foram preservados pela UnB, que abrigou o Mude por mais de 30 anos. A coleção apresenta um recorte da história da educação no Distrito Federal desde 1957. Em 2015, foi criado o banco de dados, abastecido com conteúdos referentes à história da educação de Brasília, permitindo o acesso remoto ao acervo via internet. Colaboração Qualquer pessoa física ou jurídica pode colaborar com a iniciativa na condição de voluntário ou parceiro. Quem quiser doar algum material relacionado à memória da educação no DF pode contatar o museu, onde a doação será analisada conforme alguns critérios, inclusive o estado de conservação. O acervo reúne documentos históricos, vídeos, fotografias, mobiliário das escolas, materiais didáticos, diplomas, lousas, canetas, cartilhas de alfabetização, livros didáticos, livros infantis, livros de leitura, cadernos, ábaco, jogos pedagógicos, pastas escolares, merendeiras, cartazes, mimeógrafos, projetores, boletins, cadernetas escolares e outros. A respeito dos recursos oferecidos pelo local, a professora da SEEDF e presidente do Ceme, Martita Icó, informou que a proposta é tornar o museu cada vez mais inclusivo. “O museu é de todos e para todos. Museu tem essa característica de abarcar todos os tipos de público. Hoje ele conta com audiodescrição, mas vamos implementar outras ferramentas para ampliar a acessibilidade”, declarou. O acervo é formado por objetos, documentos e outros itens que contam a história da educação do DF Outro desejo é desenvolver o projeto Mude Móvel para levar parte da exposição para as escolas e espaços culturais. “A ideia é garantir que todos possam conhecer a exposição e torná-la mais interativa”, apontou. O museu está aberto ao público em geral, a entrada é gratuita e o horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, no 2º subsolo do Shopping ID. Gestores escolares que desejem levar os alunos para conhecer a exposição podem entrar em contato pelo e-mail portalmude@gmail.com para agendar a visita. Outras informações sobre o Museu da Educação podem ser obtidas pelo site: http://www.museudaeducacao.com.br. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Museu de Arte de Brasília abre programação especial de aniversário
Obras clássicas, modernas e contemporâneas integram o rico acervo do Museu de Artes de Brasília (MAB). Inaugurado em 1961, o espaço cultural foi inicialmente idealizado para ser um local multiúso – serviu de anexo para o Brasília Palace Hotel, para o clube das Forças Armadas e para um casarão de samba. Só em 1985 tornou-se uma galeria, abrigando um acervo com milhares de peças que foi aberto ao público, pela primeira vez, em 7 de março de 1985. O MAB fechou para reformas em 2007. Após restaurações profundas, o museu reabriu suas portas em 2021 como um dos espaços mais novos geridos pelo Governo do Distrito Federal (GDF), garantindo acessibilidade com elevadores, rampas e pisos táteis. O MAB passou 14 anos fechado antes reabrir suas portas, em 2021, como um dos espaços mais novos geridos pelo GDF | Foto: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília De acordo com o subsecretário do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Felipe Ramón, a importância do museu reside em dois pilares: riqueza de acervo e capacidade de educação. “Além de ser um local gostoso de passear, bonito e perto do lago, o MAB provoca uma reflexão. É um espaço de identidade, pedagógico, que também oferece entretenimento e lazer”, observa. O assessor jurídico Lucas Marques, 26, é frequentador assíduo do museu. Ele destaca a frequência de eventos gratuitos, além do acervo variado e das exposições com boa rotação: “Conhecer o MAB foi uma ótima adição. Brasília é uma cidade jovem, e todo centro cultural que é mantido de forma ativa ajuda a preservar e apresentar a cultura brasiliense”. O museu mostra a história da arte desde o século 17 até os dias atuais, atraindo exposições renomadas para Brasília | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília Estímulo nas artes O MAB mostra a história da arte desde o século 17 até os dias atuais. De acordo com o gerente do equipamento público, Marcelo Gonczarowska, há ações que só o prestígio de um museu é capaz de promover, como atrair exposições renomadas para Brasília e fazer uma conexão com o passado do país. “É um espaço que permite o contato entre artistas. Ao expor no MAB, o artista é legitimado pelo sistema da arte, encontrando mais mecanismos para sobreviver do trabalho dele”, acentua. É o que confirma o artista Sanagê, que trabalha principalmente com esculturas, tendo 15 obras públicas em Brasília. Há dois anos, ele encontrou uma oportunidade de expor no MAB, espaço que considera fundamental para que o cenário da arte se potencialize no DF. “É um museu grandioso na carreira de qualquer artista. Todos se sentem honrados em poder expor em um local tão importante na história da cidade”, declara. O museu vem batendo recordes de frequência, com um aumento de 50% nas visitações desde 2021 | Foto: Arquivo/ Agência Brasília Uma média de 3 mil visitantes passam no MAB por mês. Na primeira edição do evento Noite dos Museus, que ocorreu em 2023, mais de 3 mil pessoas passaram pelo espaço durante uma única madrugada, que trouxe visitações em horários alternativos e atrações musicais por 24h. O gerente do museu acrescenta que a instituição tem tentado alcançar toda a população de Brasília, além da classe artística que já é familiarizada com o espaço. Segundo Marcelo, o museu vem batendo recordes de frequência desde que ele reabriu, com um aumento de 50% nas visitações desde 2021. O gestor frisa, ainda, que o espaço também aproxima as embaixadas, promovendo um grande intercâmbio cultural na cidade. Programação As comemorações pelo aniversário de 39 anos do MAB estão marcadas para sábado (9) e domingo (10). As ações são todas gratuitas e não exigem inscrição prévia – no entanto, é recomendado chegar com 30 minutos de antecedência para garantir vaga. Confira a programação completa abaixo. Sábado (9) 8h30 – Saída do MAB para fotografia em campo do Grupo de Caminhadas Brasília 10h – Retorno da caminhada do Grupo de Caminhadas Brasília (GCB) 10h – Oferecimento de algodão doce e pipoca gratuitos 10h – Apresentação de aikido 10h15 – Cerimônia de entrega de duas obras doadas pelo Brasília Photo Show 10h30 – Oficina de quebra-cabeça para bebês de 18 meses a 3 anos (dez vagas disponíveis) e jogos com o Zebra 5 11h – Show do mágico Steiner 11h30 – Mesa-redonda: Mulheres nas Trilhas 14h – Oficina artística de hanetsuki para público a partir de 7 anos (dez vagas disponíveis) 15h – Visita mediada: Descubra os caminhos da cultura japonesa na exposição Dô 16h30 – Oficina de colagem fotográfica para público a partir de 12 anos (12 vagas disponíveis) 17h – Apresentação do Quarteto Buritis tocando música de câmara Domingo (10) 14h – Oficina de brincadeiras japonesas para crianças a partir de 4 anos (10 vagas disponíveis) 15h – Visita mediada 16h – Sarau com poetas das trilhas 16h30 – Oficina de antotipia para público a partir de 8 anos (10 vagas disponíveis) 17h – Caminhada Poesia entre Lentes. O Museu de Arte de Brasília fica localizado no Setor Hoteleiro e Turismo Norte (SHTN), Trecho 1, projeto Orla Polo 03, Lote 05. Há uma linha de ônibus que serve o museu: nº 104, saindo da Rodoviária.
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Música, cinema e teatro para fugir do calor e da chuva no fim de semana
Com os termômetros nas alturas e grande probabilidade de pancadas de chuva, a melhor pedida para o fim de semana no Distrito Federal é algum programa que envolva o frescor do ar-condicionado. E a agenda cultural do quadradinho está recheada de opções. Tem cinema, festa em museu, música, feira de artesanato, teatro… Há muitas opções para quem quer diversão longe do sol e da chuva. A Noche Iberoamericana de Museos é atração no Museu de Arte de Brasília (MAB), no sábado | Foto: Divulgação/Daniel Ruiz Confira aqui algumas atrações com incentivo do Governo do Distrito Federal (GDF), que além de dar apoio financeiro, cede alguns equipamentos públicos para a realização de eventos. Música O Teatro Plínio Marcos, no Eixo Cultural Ibero-Americano, abre as portas para o Encontro de Orquestras e Coros, um evento em comemoração ao Dia Mundial da Filosofia. Será no sábado (18), às 19h, com entrada gratuita. No espetáculo, as orquestras Filarmônica Ipearte (Pará), Filarmônica Juvenil Nova Acrópole (Brasília), Metropolitana (Brasília) e Alberto Nepomuceno (Brasília), juntamente com os coros Câmara de Brasília, Criança para o Bem e Ipearte, vão apresentar um repertório que abarca obras de Handel, Mozart, Vivaldi e até carimbó. Após a apresentação musical, haverá palestra com o professor de filosofia Luis Carlos Marques Fonseca, que vai ensinar sobre os princípios da chamada “filosofia em ação”. Festa [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] ?O Museu de Arte de Brasília (MAB) será palco da Noche Iberoamericana de Museos, festa que reúne drinks, comidinhas e a chance única de visitar o espaço cultural em um horário alternativo. No som, a programação terá house music com os DJs Kosmos & Damien e a participação especial de Vivi Seixas (RJ). O evento, uma iniciativa inédita da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), está marcado para este sábado (18), das 16h20 à meia-noite. A entrada é gratuita, mediante retirada de cortesias pelo Sympla. Cinema Neste fim de semana, o Cine Brasília (106/107 Sul) vai receber um evento que une cultura, cinema e reflexão. É a mostra-debate Cinemas Negros, parceria entre a Secec e a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC), em comemoração ao mês da Consciência Negra. A animação ‘Trolls 3 – Juntos Novamente’ estará em cartaz no Cine Brasília | Foto: Divulgação Até domingo (19), sempre às 16h30, o cine recebe mesas de debate abordando temas como políticas afirmativas, metodologias afrocentradas e o impacto das políticas públicas afirmativas para o audiovisual. E, às 20h, a mostra exibe filmes de pessoas contempladas em editais da política afirmativa da SAv/MinC. Os longa-metragens exibidos incluem Marte Um, de Gabriel Martins; Um Dia com Jerusa, de Viviane Ferreira; e Cabeça de Nêgo, de Déo Cardoso. Além desses, a mostra traz os seguintes curtas: A Boneca e o Silêncio, de Carol Rodrigues; Cinzas, de Larissa Fulana de Tal; Preto no Branco, de Valter Rege; e UrSortudo, de Janú Ário Jr. Toda a programação é gratuita e aberta ao público. A estreia do Cine Brasília neste final de semana será a animação Trolls 3 – Juntos Novamente, exibida sempre às 10h. Até domingo, as sessões das 15h15 e das 17h30 serão reservadas para o Festival de Cinema Italiano. Confira os filmes que serão exibidos na mostra. ?Os ingressos para as sessões regulares custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e podem ser adquiridos na bilheteria do cinema ou neste site. ?Feira Salão do Artesanato apresenta peças elaboradas por artistas locais | Foto: Ana Carolina/Setur Artesãos de todo o Brasil estão reunidos no 16º Salão do Artesanato, até domingo, no Brasília Shopping. O evento, organizado em parceria com a Secretaria de Turismo do DF (Setur), combina comércio, entretenimento e capacitação. Serão expostas 80 mil peças ao todo, em um mix que vai desde acessórios e utensílios até esculturas e móveis. Uma área dedicada aos mestres artesãos permite que o público testemunhe o processo criativo de cada artista. Nesta edição, estão em destaque a tecelagem, o trançado de fibras, o artesanato em barro, a madeira, a renda renascença, a arte santeira e a cartonagem. ?Nesta sexta e sábado, a feira vai das 10h às 22h. No domingo, das 10h às 20h. A entrada é franca, e a programação completa do evento pode ser conferida no site do Salão do Artesanato. Teatro ‘Medeia Negra’ é uma das atrações do Festival Dulcina | Foto: Divulgação O Festival Dulcina está de volta, agora na terceira edição, com uma programação diversificada para profissionais, estudantes e amantes do teatro. O encontro, organizado no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), celebra a trajetória revolucionária da atriz Dulcina de Moraes e seu impacto no teatro brasileiro e na economia criativa. Nesta sexta, o festival vai apresentar as peças Medeia Negra (19h) e Cabeça Oca (20h). As classificações indicativas são de 12 e 14 anos, respectivamente. Já no sábado, a programação terá os espetáculos Há uma Festa sem Começo que não tem Fim (18h) e Senhora P (20h), ambas indicadas para público acima dos 16 anos. O encontro se encerra no domingo com as peças O Arquipélago (18h) e Há uma Festa sem Começo que não Tem Fim (19h), as duas com classificação indicativa de 16 anos. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), e podem ser comprados pelo site Bilheteria Digital ou no próprio Espaço Cultural Renato Russo, com duas ‘horas de antecedência. Todos os espetáculos terão intérprete em Libras.
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Catetinho reabre nos 62 anos de Brasília
O Catetinho completa 66 anos no dia 10 de novembro e já está de roupa nova para a ocasião. Primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek na construção da capital, o museu reabre para comemorar os 62 anos de Brasília, depois de dois anos fechado. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) investiu R$ 396,6 mil da manutenção do telhado ao piso de cimento da estrutura arquitetônica com pilotis, desenhada por Oscar Niemeyer, em 1956. Depois da limpeza de forros e da troca de peças de ipê comprometidas, o Catetinho recebeu novas pinturas internas e externas | Fotos: Divulgação/Secec-DF “O Catetinho é espaço símbolo de toda a jornada de criação de Brasília. É uma preciosidade para o mundo”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. Localizado na região administrativa do Park Way, com acesso novo e sinalizado via Brasília Country Club, o Museu do Catetinho passou por pinturas externa e interna do Palácio de Tábuas, Anexo e Sede Administrativa. Essa ação se deu depois da limpeza de forros e da troca das peças de ipê comprometidas. Orifícios na estrutura receberam tela e espuma para evitar entrada de insetos e outros animais. O piso de cimento do pilotis foi recomposto. Banheiros históricos receberam limpeza dos revestimentos. Cera acumulada nos pisos foi removida. Vigas e pilastras ganharam verniz novo. Durante a manutenção, o acervo de 466 itens foi embalado, entre peças de mobiliário, utensílios, livros, discos e outros objetos, que Juscelino Kubitschek utilizou até 1959 – quando ficou pronto o Palácio da Alvorada –, e armazenado no Centro de Dança, espaço cultural da Secec. [Olho texto=”“A sua elaboração rústica de madeira, origem do termo ‘Palácio de Tábuas’, referência à sua função de residência presidencial, representa um marco arquitetônico na identidade moderna dos prédios de Brasília, os famosos pilotis, nos oferecendo a sensação de leveza e suspensão no ar”” assinatura=”Aquiles Brayner, subsecretário do Patrimônio Cultural da Secec” esquerda_direita_centro=”direita”] “Foram priorizadas práticas visando a estabilização tanto do prédio histórico que abriga a coleção, quanto das peças que compõem o acervo, uma vez que, dispostas em um ambiente adequado, essas obras estarão mais bem acondicionadas”, conta a gerente de Conservação e Restauro da Secec, Mariah Boelsums. A manutenção também ocorre na área externa, com recapeamento total do estacionamento de visitantes feito pela Novacap, que também fez a roçagem de gramados e poda em árvores. Também foi construída a rampa de acesso destinada a pessoas com deficiência e instaladas as sinalizações horizontal e vertical (projeto do Detran/DER). O sistema elétrico e de comunicação foram revisados. Os cuidados com a estrutura do “Palácio de Tábuas” incluíram o piso de cimento do pilotis, que foi recomposto. As vigas e pilastras ganharam verniz novo A gerente do Catetinho, Artani Grangeiro, que acompanhou o movimento de trabalhadores em turnos de 9h às 17h, não esconde a ansiedade de ver o museu repleto de turistas, moradores do DF e estudantes. Em 2019, o espaço havia recebido quase 45 mil visitantes – 40% de estudantes, 23% do DF, 36% de outros estados e 1% do exterior. “Não vejo a hora de ter os ônibus escolares aqui de novo”, aponta. O Catetinho está plantado numa espécie de santuário ecológico, na Área de Proteção Ambiental das Bacias do Gama e Cabeça de Veado e na Área de Proteção de Mananciais Catetinho. A beleza que cerca o local e inspirou Tom Jobim e Vinícius de Morais a compor Água de beber (1960) – quando deram com um olho d’água local durante estada a convite de JK para que compusessem Sinfonia da Alvorada (mesmo ano) – também guarda ameaças ao patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1959. Cupins, brocas e outros insetos xilófagos (que se alimentam de madeira) encontram no Palácio de Tábuas um convidativo repasto. Esse ambiente obrigou a Gerência de Conservação e Restauro a recorrer a tintas com alta resistência às ações climáticas e que contêm fórmula fungicida moderna e de efeito prolongado, além de resinas que repelem água e evitam o empenamento da madeira. Marco da construção [Olho texto=”“O Pala?cio de Ta?buas serviu como base para o ‘modernismo candango’, sendo modelo para edificações tempora?rias e definitivas erguidas na capital com caracteri?sticas semelhantes, a exemplo do Brasília Palace Hotel e dos prédios residenciais nas superquadras”” assinatura=”Maritza Dantas, arquiteta e urbanista” esquerda_direita_centro=”direita”] Subsecretário do Patrimônio Cultural da Secec, Aquiles Brayner destaca que o Catetinho é marco fundamental na construção de Brasília. “A sua elaboração rústica de madeira, origem do termo ‘Palácio de Tábuas’, referência à sua função de residência presidencial, representa um marco arquitetônico na identidade moderna dos prédios de Brasília, os famosos pilotis, nos oferecendo a sensação de leveza e suspensão no ar.” “O Pala?cio de Ta?buas serviu como base para o ‘modernismo candango’, sendo modelo para edificações tempora?rias e definitivas erguidas na capital com caracteri?sticas semelhantes, a exemplo do Brasília Palace Hotel e dos prédios residenciais nas superquadras”, reforça a arquiteta e urbanista Maritza Dantas na tese Brasília, Patrimônio Moderno em Madeira. “O Catetinho incorpora, justamente, essa particularidade do movimento modernista brasileiro, o que está evidenciado no seu volume alongado, elevado sobre pilotis, mas elaborado em madeira, como os vernaculares (habitações que usavam materiais locais) uma vez foram erigidos”, ensina a arquiteta. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Segurança sanitária Durante os períodos de liberação de espaços públicos ao longo da pandemia da covid-19, o Museu Catetinho não pôde ser reaberto porque não atendia às regras dos decretos, como o distanciamento e a sanitização. Dois anos depois do início da emergência sanitária, o cenário de vacinação e novas orientações de segurança facilitaram a reabertura. “Hoje, temos a orientação da Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz de que a limpeza com água e sabão é muito eficaz, diferentemente do que se sabia antes, quando apenas álcool ou cloro ativo eram recomendados”, observa Artani Grangeiro. Os espaços de exposição, por exemplo, estão sinalizados para que os visitantes não toquem nas superfícies, o que é praxe nos museus históricos. Há ainda dispositivos para desinfecção das mãos com álcool. *Com informações da Secec-DF
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Lei que permite museu no lote do Touring é sancionada
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou a Lei Complementar n° 992/2021, que define os parâmetros de uso e ocupação do lote 1 do Setor Cultural Sul (SCTS) do Plano Piloto, onde fica o prédio do antigo Touring Club. A norma foi publicada na edição desta quarta-feira (15) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A lei permite que seja instalado no local um museu tecnológico construído pelo Sesi/Senai, proprietário do lote, com investimento de aproximadamente R$ 160 milhões | Foto: Divulgação/Sesi De autoria da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), a lei permite que seja instalado no local um museu tecnológico construído pelo Sesi/Senai, proprietário do lote, com investimento de aproximadamente R$ 160 milhões e previsão para ser inaugurado em abril de 2022, mês do aniversário de Brasília. Ele será um espaço de ciência, arte, tecnologia e inovação, localizado próximo à Biblioteca Nacional e ao Museu Nacional da República. O museu será chamado de Sesi Lab e terá um anfiteatro ao ar livre, quatro galerias para exposições, áreas de oficinas educativas, loja conceito, jardim e café. Contará ainda com o apoio e curadoria do Exploratorium, centro interativo instalado em São Francisco, nos Estados Unidos. [Olho texto=”“Esta é uma lei a ser comemorada, uma vez que põe fim a um problema que se arrastava há décadas, que era a falta de previsão legal do uso cultural para o prédio do Touring”” assinatura=”Mateus Oliveira, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação” esquerda_direita_centro=”direita”] A instalação será possível porque a lei incluiu o uso do local para atividades institucionais ligadas a cultura, educação, comércio e prestação de serviços. Estabelece ainda critérios como a taxa de ocupação máxima da área do lote, a altura de novas edificações, o número mínimo de vagas de estacionamento para carros e para bicicletas, a taxa máxima de ocupação do subsolo, entre outras medidas. Também permite o funcionamento e a manutenção da passagem pública que liga a Plataforma Superior da Rodoviária do Plano Piloto ao Setor Cultural Sul, garantindo a plena acessibilidade das pessoas nesse trajeto. Sem contar que impede o cercamento do lote ou a construção de guaritas. “Esta é uma lei a ser comemorada, uma vez que põe fim a um problema que se arrastava há décadas: a falta de previsão legal do uso cultural para o prédio do Touring. Assim, torna-se possível, de forma definitiva, a instalação de um museu que será um grande presente para Brasília”, elogiou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira. A Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação. Aprovações A minuta da lei foi aprovada em julho pelo Conselho de Planejamento Territorial Urbano do Distrito Federal (Conplan). Na ocasião, os relatores do colegiado trouxeram aperfeiçoamentos ao texto, como a inclusão da possibilidade de comércio de souvenires e artigos de arte no local, e a previsão de vagas para bicicletas no estacionamento. Em novembro, foi a vez de o projeto ser aprovado no plenário da Câmara Legislativa do DF. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Antes disso, a iniciativa já contava com a aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Parecer Técnico n° 51/2021. Também seguia o entendimento da Portaria nº 166/2016 do instituto, que prevê a destinação dos Setores Culturais Norte e Sul do Plano Piloto para o uso de equipamentos públicos de caráter cultural. Reforma Além do museu, o espaço adjacente ao lote será recuperado pelo Sesi por meio do programa Adote uma Praça, administrado pela Secretaria de Estado de Projetos Especiais do Distrito Federal (Sepe). O projeto é iniciativa da Seduh e prevê a construção de uma grande praça na área pública existente entre o Touring e a Biblioteca Nacional. A execução será custeada pelo Sesi e já foi aprovada pelo Conplan. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação
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Complexo Cultural da República passa por faxina geral
Idealizado por Oscar Niemeyer e um dos monumentos mais recentes da capital, o Complexo Cultural da República passa, esta semana, por uma faxina geral, executada pelas equipes do GDF Presente. O Polo Central Adjacente III, responsável por toda a área do Plano Piloto, trabalha na limpeza e manutenção do espaço. Subida pelas paredes para garantir a limpeza dos cobogós do Museu da República | Fotos: GDF Presente Os três espelhos d ‘água localizados entre o Museu da República e a Biblioteca Nacional estão sendo recuperados. O serviço consiste na limpeza dos tanques que estavam tomados por uma grande quantidade de lodo e barro. O próximo passo é a impermeabilização e, em seguida, água limpa e o retorno das carpas que ali habitam. Cada tanque tem capacidade para 400 mil litros. Já na biblioteca, o trabalho dos operários chamou a atenção de transeuntes. Profissionais de rapel começaram a lavagem do painel de cobogós que compõem a fachada do monumento. O prédio tem cinco andares e a limpeza dura, no mínimo, cinco dias. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Na opinião da secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, um ponto turístico limpo e bem cuidado traz “uma reação positiva do visitante” e atrai novas pessoas. “Cuidar do nosso patrimônio é vital, é essencial. O GDF Presente renova a cidade e mostra para a população que cuidamos de Brasília. Que temos zelo pelos espaços públicos e monumentos”, destaca. As carpas estarão de volta ao espelho d’água após a impermeabilização, a limpeza e a água nova De acordo com o coordenador do Polo Central Adjacente III, Alexandro César, o complexo – construído em 2006 – vem recebendo cuidados do programa há cerca de um mês. “Já fizemos o tapa-buracos na via adjacente à S2 [rua paralela ao Eixo Monumental, na Asa Sul], recuperamos meios-fios e temos outras ações a serem feitas aqui na área central ”, explica. Estacionamento ‘novinho’ no Conic O Conic, no Setor de Diversões Sul, foi outro local onde as benfeitorias chegaram. O estacionamento do centro comercial, bastante antigo, teve os buracos tapados por trabalhadores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Quatorze toneladas de massa asfáltica foram usadas na ação. O Detran também passou pelo espaço para uma visita técnica. O órgão fará toda a sinalização horizontal, com a pintura das vagas, e vertical, com a instalação de placas. “Esse estacionamento estava abandonado e muita gente circula por aqui”, afirma o funcionário de uma empresa de manutenção de ar-condicionado, Neucival Barbosa. “Parabenizo o governo por ter melhorado a entrada e fechado os buracos que não eram poucos”, conclui. Confira no vídeo outras ações do GDF Presente nesta sexta-feira (6):
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SLU comemora 60 anos com exposição itinerante
Celebrar o passado e o presente da limpeza urbana no Distrito Federal. Assim pode ser definida a exposição itinerante do Museu da Limpeza Urbana, inaugurada no início da tarde desta terça-feira (3), no Venâncio Shopping (Asa Sul). A abertura da mostra também marcou o aniversário do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), que completa 60 anos de existência. O objetivo da exposição é aproximar a população da história do SLU, não só contando o passado, mas apresentando novos equipamentos e tecnologias utilizados na limpeza urbana do DF | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília O governador Ibaneis Rocha participou da solenidade ao lado do presidente do SLU, Sílvio Vieira, e de outras autoridades. O chefe do Executivo local visitou a exposição, que conta com diversas peças singulares encontradas em áreas de transbordo, além de um pouco da história do SLU e dos profissionais de limpeza urbana. [Olho texto=”“Brasília é uma cidade com qualidade de vida muito elevada, e isso tudo passa pelo trabalho feito pela turma do SLU”” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “O trabalho que é feito pelo SLU no DF como um todo é de grande importância. Nós temos uma cidade extremamente limpa e bem-cuidada, e por trás disso existem homens, mulheres e máquinas que ajudam nessa limpeza. Brasília é uma cidade com qualidade de vida muito elevada, e isso tudo passa pelo trabalho feito pela turma do SLU”, destacou o governador. O presidente do SLU falou sobre a história da instituição e afirmou que as políticas públicas de limpeza urbana no DF estão seguindo as tendências modernas e se atualizando constantemente. “Por determinação do governador, o SLU tem se renovado, e temos muitas tecnologias, como o aplicativo. Estamos nos modernizando, e a população pode esperar o que sempre fizemos: muito trabalho e limpeza para a cidade”, afirmou. O espaço foi cedido pela administração do shopping sem custos ao Governo do Distrito Federal (GDF) para a exposição itinerante, que terá duração de seis meses. O Museu da Limpeza Urbana fica no andar térreo do Venâncio Shopping, ao lado da praça de alimentação. História que vem do lixo O Museu da Limpeza Urbana funciona desde 1996 em uma casa situada na Usina de Tratamento Mecânico Biológico de Ceilândia, na QNP 28 (Usina do P Sul), e conta com um acervo de 600 peças. Foi idealizado pelo servidor do SLU Cícero de Lacerda, que hoje atua no papa-entulho de Santa Maria. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Segundo o órgão, a ideia do Museu da Limpeza Urbana itinerante é aproximar a população da história do SLU. No acervo, além das peças encontradas no lixo, há espaço para apresentar novos equipamentos e tecnologias utilizados na limpeza urbana do Distrito Federal. Os visitantes vão conhecer ainda os uniformes dos garis usados ao longo dos anos; telefones antigos, como orelhão, celulares analógicos e os primeiros digitais; quadros e fotografias das décadas de 1980 e 1990 com vários equipamentos de limpeza da época, além de informações e novidades sobre a gestão de resíduos sólidos.
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Complexo Cultural da República recebe manutenção e limpeza
[Olho texto=”“Esse trabalho é um conjunto de ações extensivas, chegando, agora, ao entorno do Museu Nacional Honestino Guimarães e da Biblioteca Nacional Leonel Brizola. Essa paisagem forma um dos mais belos cartões-postais da capital”” assinatura=”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”direita”] Um dos espaços públicos mais visitados de Brasília, a Praça do Complexo Cultural da República está no rol de ações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) para manutenção e preservação do patrimônio. Frequentada por skatistas, artistas, visitantes do Museu e da Biblioteca e transeuntes, a área passou por uma reforma por meio de parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Foram feitos os serviços de fresagem, varrição, catação, lavagem e pintura dos meios-fios. As ações integram o programa Brasília, Cidade Patrimônio, lançado neste ano pela Secec. O próximo passo é a manutenção e limpeza dos dois espelhos d’água, que terão a estrutura de concreto recuperada, em uma operação que necessitará da remoção segura e acondicionamentos dos peixes. Depois, os bancos serão pintados. Essa segunda fase da reforma segue para contratação de empresa. Espaço público recebe ações de limpeza e organização, um trabalho executado em parceria com o SLU | Foto: Divulgação/Secec “A Secec escolheu, como eixo central para 2021, o zelo e a salvaguarda do patrimônio, e tivemos, como símbolo, a reabertura do Museu de Arte de Brasília [MAB], moderno, inclusivo e sustentável, depois de 14 anos de abandono. Esse trabalho é um conjunto de ações extensivas, chegando, agora, ao entorno do Museu Nacional Honestino Guimarães e da Biblioteca Nacional Leonel Brizola. Essa paisagem forma um dos mais belos cartões-postais da capital”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Outros pontos A Secec segue ainda com frentes de manutenção em equipamentos, como o Memorial dos Povos Indígenas (novo sistema de proteção contra incêndios, troca de piso) e o Conjunto Fazendinha (ações emergenciais). Neste semestre, nove espaços culturais sob gestão da Secec passaram por melhorias e ações preventivas. Um deles foi o Teatro Nacional Claudio Santoro (sistema de refrigeração). Neste momento, o equipamento segue em fase decisiva para acessar recurso de R$ 33 milhões do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) para a reforma da Sala Martins Pena. “O segundo semestre será de outras importantes entregas, a exemplo da Concha Acústica, que formará, ao lado do MAB, um pulsante polo cultural na orla da Vila Planalto”, aponta o secretário executivo da Secec, Carlos Alberto Jr. *Com informações da Secec
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Mais de dez mil obras de museus mapeadas
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) avança no processo de mapeamento dos acervos museológicos sob a custódia da pasta, compreendendo mais de 10 mil itens alocados por cinco museus e outros espaços. O objetivo é identificar, descrever, medir, fotografar e avaliar o valor das peças para alimentar um banco de dados que vai ajudar no aperfeiçoamento da política de gestão de acervos da Secec, recomendando aquisições e descartes, ações previstas na Lei Orgânica da Cultura (LOC). O secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, explica que catalogar obras como a de Roberto Burle Marx (sem título) do Museu de Arte de Brasília (MAB) fortifica a “política de preservação e conservação” dos bens | Fotos: Divulgação/Secec O principal objetivo desse processo é compor um banco de dados que possibilite a valorização e salvaguarda, planejamento e pesquisa, conhecimento de potencialidades e educação patrimonial. A estimativa para a conclusão dos trabalhos é 2022. “O Distrito Federal precisa saber, entre doações e compras, a extensão das obras que possui salvaguardas em nossas instituições. Ter essas informações catalogadas fortifica as ações da Secretaria em sua política de preservação e conservação dos seus bens de arte”, conta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. [Olho texto=”“Se já tivéssemos todo o nosso acervo mapeado e pesquisado, poderíamos estar compartilhando muito mais esses tesouros com o público nas redes sociais”” assinatura=”Daniele Pestana, museóloga da Secretaria de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Público é o maior beneficiado A museóloga da Secec, Daniele Pestana explica que, ao pé da letra, só constitui acervo aquilo que passou pelo crivo de um trabalho dessa natureza. Ela é a autora do Termo de Referência (TR) – documento com estudos técnicos e informações orientadoras à licitação –, mediante o qual a pasta obteve recursos da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), no valor de R$ 300 mil, para custear o trabalho de consultores externos. “A pandemia nos deu tempo para pensar e desenhar todo esse trabalho. Se já tivéssemos todo o nosso acervo mapeado e pesquisado, poderíamos estar compartilhando muito mais esses tesouros com o público nas redes sociais”, aponta. Cestaria do Museu dos Povos Indígenas será cadastrada. Recursos da ordem de R$ 300 mil são da Unesco Levantamento árduo e em três fases A primeira fase refere-se à mudança de status do objeto, que se torna museológico, com valor chancelado por um especialista; A segunda é composta por processos museológicos de classificação, catalogação e documentação; A terceira fase consiste na comunicação e na disseminação da informação, a partir da exposição e pesquisa do objeto, garantindo acesso ao público e à pesquisa. Os equipamentos culturais da Secec que dispõem de acervos museológicos e serão contemplados por essa contratação são Museu de Arte de Brasília (MAB), Museu Nacional da República (MUN), Memorial dos Povos Indígenas (MPI), Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC) e Catetinho. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Além da LOC, o Decreto-Lei nº 25 de 1937, considerado pelos museólogos o principal diploma de proteção do patrimônio cultural brasileiro, e a Constituição Federal de 1988, no art. 216, determinam a custódia cuidadosa do patrimônio cultural que esses objetos, em sua materialidade e simbolismo, representam em termos de identidade e memória. O trabalho de mapeamento desse acervo terá a participação de quatro consultores, com quatro perfis diferentes. O primeiro vai trabalhar as peças do MAB e do MUN. O segundo, o MPI. O terceiro, o Catetinho e o Museu Vivo da Memória Candanga. O quarto vai fazer todo o mapeamento do acervo da Secec que não está nos museus. Esses especialistas entregarão três produtos, que precisarão ser aprovados pelos servidores – dois museólogos e duas restauradoras – da Secec: um documento sobre mapeamento das coleções, outro sobre o estado de conservação das peças e, a partir destes, um estudo propositivo para auxiliar a política de gestão de acervo. É uma peça-chave para tornar os museus menos vulneráveis a ingerências políticas e administrativas, trazendo essas riquezas para a égide do estado. MAB e MUN De luva e máscara, equipamento básico para esse tipo de trabalho mesmo antes da pandemia, o museólogo Gustavo Nascimento Paes (graduação e mestrado) tem pela frente mais de 2.800 peças que formam o acervo comum do MAB e do MUN. Ele divide a tarefa com duas colegas de profissão. Ele conta que o acervo desses museus é muito representativo, passando por Carybé, (argentino/brasileiro que se radicou em Salvador), Alberto da Veiga Guignard e Inimá de Paula, dentre outros. Além de obras de Athos Bulcão, acervo do MAB e do MUN conta com peças de Carybé e Guignard, dentre outros “Estamos em um marco da arquitetura [Museu Nacional]. Podemos observar alguns desafios para a conservação e guarda desses bens patrimoniais. O contato direto com as obras exige atenção, não só para manusear como também na revisão das informações. Um olhar apurado para perceber como a obra vem se comportando, se possui perda da pintura, algum craquelado [pequenas fissuras] e até mesmo diferença de coloração. É um trabalho bastante desafiador e instigante”. Gustavo, que em 2014 organizou o “Seminário Interdisciplinar em Museologia” para o Museu Hering, em Blumenau (SC), tem consciência de que está lidando com um bem que dialoga com o passado, o presente e se constitui em direito para as gerações futuras. “O acervo é muito importante, não só para Brasília, mas para o nosso país”, observa. Catetinho e Museu Vivo Com mais de 15 anos de experiência profissional em documentação museológica e gestão de acervo, a consultora Tariana Maici de Souza Stradiotto, formada em História pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), começou a trabalhar no mapeamento da coleção do Catetinho no início de abril. Está em curso o levantamento do inventário e a verificação do estado de conservação das obras. No segundo semestre, ela se ocupará do Museu Vivo da Memória Candanga. Inventário do Museu Vivo da Memória Candanga terá início no segundo semestre do ano “O inventário consiste em listar as peças encontradas, anotando informações como denominação, fabricante, técnica e medidas. Coloco etiquetas com a numeração provisória das peças, afixadas por meio de linha de algodão, nunca com etiqueta adesiva”, explica ela. Nessa etapa, a historiadora registra o estado de conservação dos itens da coleção, identificando particularidades, como obra trincada, desgastada, com sujidade, etc. Tariana também fotografa as peças. “O Catetinho tem um acervo bem interessante, variado, com peças que estavam no local na época em que o prédio estava em uso. Outras são peças cenográficas, como os cestos com bolos e pães que estão na cozinha. Eu ainda estou fazendo a análise das informações que consegui localizar para tentar descobrir mais detalhes sobre a procedência das peças”, remata a consultora. *Com informações da Secretaria de Cultura
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Gira Cultura DF capacita e debate políticas culturais
De 21 a 30 de abril, o I Festival Gira Cultura do DF vai ter uma movimentada roda de atividades formativas com oficinas e mesas com a finalidade de capacitar e debater ações de políticas públicas da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). A programação é um painel imersivo nas principais políticas culturais da Secec e envolve as mais importantes áreas fins, como as subsecretarias. Toda a programação paralela será transmitida pela Secec, dentro do Festival Gira Cultura DF, que comemora os 61 anos de Brasília. [Olho texto=”“Entendo que seja uma função da Secretaria capacitar nossos agentes e todos os integrantes do Sistema de Arte e Cultura (SAC) do DF”” assinatura=”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Tenho a sensação de que aquele que acompanhar todas as atividades propostas sairá dessa experiência com um conhecimento aprofundado sobre a complexidade das ações da Secec”, explicou Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa. Oficinas de Base Sempre às 11h, as oficinas do Gira vão habilitar os espectadores a conhecerem profundamente as principais políticas públicas do DF. De como acessar o Cadastro de Ente e Agente Cultural (Ceac) à forma de criar um projeto de qualidade para o Fundo de Apoio à Cultura (FAC). “Entendo que seja uma função da Secretaria capacitar nossos agentes e todos os integrantes do Sistema de Arte e Cultura (SAC) do DF”, aponta Bartolomeu Rodrigues. O secretário estará presente numa mesa especial sobre Cultura pós Pandemia (dia 30, às 17h). Mostra Brasília 61 Idealizada pelo gerente do Cine Brasília, Rodrigo Torres, a Mostra Brasília 61, que ocorre na plataforma Vimeo, com acesso gratuito de 22 a 25.4, terá os debates ao vivo sendo transmitidos pelo Canal do YouTube da Secretaria. “Vamos debater o curta e o longa do dia anterior de forma a pensar o cinema como uma arte mobilizadora”, conta Rodrigo Torres. As mesas do Gira contam com convidados como o cineasta Silvio Tendler e a atriz Françoise Forton. Confira a programação: 22/4 11h – Oficina Gira Patrimônio – Caminhos para a preservação Quais são os caminhos para o tombamento do bem material e o registro do bem imaterial? Com Daniela Zambam (Subsecretaria de Patrimônio Cultural) 15h – Mesa Gira Mostra Brasília 61 – Dulcina e Darlan Debate com realizadores e convidados acerca dos processos de criação das obras documentais sobre duas ilustres personalidades de Brasília, Dulcina de Moraes e Darlan Rosa. Mediação: Rodrigo Torres (Cine Brasília) Debate sobre os filmes exibidos Com Roberto Seabra (diretor de “O Risco do Artista”), Darlan Rosa (artista), Glória Teixeira (diretora do “Dulcina”), Françoise Forton e Úrsula Ramos (atrizes). 23/4 11h – Oficina Gira Entenda o Conexão Cultura Programa de difusão da arte e da cultura do DF tem um edital permanente. Conheça os caminhos para acessá-lo. Com Ana Paula Andrade, Carolina Ramos, Érica Lewis, Marina Santana e Priscila Garcia (Subsecretaria de Economia Criativa) 15h – Mesa Gira Mostra Brasília 61 – Olhares Femininos no Cinema Documental. Mediação: Érika Bauer (UnB) Com Dácia Ibiapina (diretora de “Entorno da Beleza”), Ruth Maranhão (produtora executiva “Filhas de Lavadeiras”) e Ivonete dos Santos (atriz). 17h – Mesa Gira Arte Urbana e Negócios O DF tem um decreto de valorização do grafite com o objetivo de criação de políticas públicas para a área. Mediação: Danilo Reis (Comitê de Grafite do DF) e Vanessa Vieira (Secretaria de Economia Criativa) Com EriKa Lisboa (projeto Casulo) e Naiana Nati (grafiteira) 24/4 11h – Oficina Gira Como elaborar um bom projeto para o FAC Quais os passos para fazer um projeto de qualidade para o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) Com João Moro, Aline Maria e Luiz Fernandes (Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural) 15h – Mesa Gira Mostra Brasília 61 – Memória Audiovisual Debate sobre a preservação da memória audiovisual do Distrito Federal. Análise do processo de digitalização do primeiro longa-metragem de ficção filmado na capital e sobre os destinos das produções de filmes domésticos Mediação: Rodrigo Torres (Cine Brasília) Com Rafael de Luna (Professor Universidade Federal Fluminense) e Lila Foster (Pesquisadora Universidade de Brasília). 17h – Mesa Gira A Escrita para Infância – Caminhos de Incentivo Sinopse: A importância do incentivo público à literatura infantil com o lançamento do edital Candanguinho. Mediação: Beth Fernandes (Assessoria de Relações Institucionais) e Elisa Raquel Quelemes (BNB) Com Ana Solino (UnB), Chris Nóbrega (escritora), MC Dudu Mano (poeta), Israel Ângelo Pereira (poeta), Mariana Negreiros (escritora) e Maria José Vieira (Mala do Livro). 25/4 15h – Mesa Gira Mostra Brasília 61 – Cinema e gênero Debate com os realizadores em torno da temática identidade de gênero. Mediação: Tânia Montoro (UnB) Com Rafaela Camelo (cineasta de “Mistério da Carne”), Marcelo Diaz (Cineasta de “Maria Luiza”) e Maria Luiza (mulher militar da Aeronáutica) 26/4 11h – Oficina Gira A Importância da Comunicação no Projeto Artístico Como desenvolver um projeto de comunicação integrada para seu projeto cultural? Com Sérgio Maggio, Beth Fernandes e Nita Queiroz (Assessoria de Comunicação/Assessoria de Relações Institucionais/Rádio Cultural) 17h – Mesa Gira O Caminho da Descentralização Cultural A Secec potencializa mecanismos para que as políticas culturais cheguem à periferia Mediação João Moro (Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural) Com Carlos Alberto Jr (secretário-executivo) Sol Montes (Subsecretaria de Difusão e Diversidade Cultural) , Mirella Ximenes (Assessoria de Articulação de Política Cultural) 27/4 11h – Oficina Gira Lei de Incentivo à Cultura (LIC) – Passo a Passo Quais os caminhos para acessar uma das linhas de fomentos mais importantes do DF? Com João Moro, Mariana Resende, Beatriz Oliveira (Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural) e Guilherme Tavares (Favela Sound) 17h – Mesa Gira A Aldir Blanc no DF A Secec avalia a sua atuação na execução de 89% do recurso recebido com pagamento de 96% dos beneficiários Mediação: Katiana Santiago (Gabinete) Com Úrsula Vidal (presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura), Carlos Alberto Jr. (Coordenador Aldir Blanc DF), Tiago Gonçalves (Subsecretaria de Administração Geral), Mariana Abreu (Inciso 1), Sol Montes (Inciso 2) e João Moro (Inciso 3). 28/4 11h – Oficina Gira Aprenda a Tirar o Ceac O Cadastro de Entes e Agentes Culturais é a porta de entrada para acessar as políticas públicas da Secec. Saiba como fazer. Com João Moro e Suzana Librelotto (Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural). 17h – Mesa Gira A Capilaridade dos Termos de Fomento Secec faz balanço da força do Termo de Fomento na política para as Regiões Administrativas do DF Mediação: Mirella Ximenes Com Carlos Alberto (Gabinete), Sol Montes (Subsecretaria de Difusão e Diversidade Cultural), Cássia Lemes e Lorena Oliveira (Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade/Territórios Criativos). 29/4 11h – Oficina Gira Os Caminhos do Termo de Fomento Norteada pelo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MRosc), a captação para execução de Termo de Fomento é detalhada nessa oficina. Com Sol Montes, Caio Lobato e Willer Cantallops (Subsecretaria de Difusão e Diversidade Cultural) 17h – Mesa Gira Cultura, A Guardiã das Memórias O papel do poder público no desenvolvimento de políticas para proteção e conservação de arquivos Mediação: Alexandre Freire (Assessoria de Comunicação) Com Ana Lúcia de Abreu Gomes (UnB), Elisa Raquel Quelemes (Biblioteca Nacional de Brasília), Sara Seilert (Museu Nacional da República), Aline Ferrari e Mariah Boelsums (Secretaria de Patrimônio Cultural), Participação poética: Beth Fernandes (Assessoria de Relações Institucionais) 30/4 11h – Oficina Gira Compreendendo a Lei Orgânica da Cultura (LOC) A Lei Orgânica da Cultura rege o Sistema de Arte e Cultura (SAC) no DF. Entendê-la é fundamental para o desenvolvimento da política cultural. Com Laiza Spagna (Assessoria Jurídico Legislativa) 17h – Mesa Gira Cultura e os Desafios Pós-pandemia Os impactos na cultura durante a pandemia da covid-19 geraram outras formas de fazer e de pensar a cadeia criativa? Mediação: Sâmea Andrade (Assessoria de Comunicação) Com Bartolomeu Rodrigues (Gabinete), João Moro (Subsecretaria de Fomento e Incentivo Cultural), Silvio Tendler (Estados Gerais da Cultura) [Relacionadas esquerda_direita_centro=”centro”] *Com informações da Secec
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Museu Vivo da Memória Candanga fará oficinas on-line
Reconhecido por transmitir os ofícios tradicionais trazidos pelos pioneiros na época da construção da Cidade, o Museu Vivo da Memória Candanga anuncia a retomada de seu calendário letivo. Os cursos tradicionais de atividades manuais que compõem as famosas “Oficinas do Saber Fazer” ganham uma nova versão. A partir do segundo semestre, as oficinas voltam a funcionar, de modo gradual, com aulas ministradas via internet. Com as atividades presenciais interrompidas devido ao período de isolamento social, recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no combate a pandemia causada pelo novo coronavírus, os equipamentos regidos pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) buscaram alternativas por meio de atividades on-line, como é o caso do MVMC. Nesse sentido, um dos maiores espaços de valorização, resgate e difusão de saberes, responsável por promover a interação entre comunidade, artesãos e agentes culturais, volta a funcionar na modalidade de ensino à distância. As oficinas gratuitas contarão com o apoio dos professores que ministrariam os cursos presenciais do museu. Oficinas A primeira oficina a ser lançada será a de “Cartonagem Criativa”, coordenada pela administradora e microempreendedora em negócios sustentáveis, Gizelma Fernandes, com apoio da Fundação Procurador Pedro Jorge, organização sem fins lucrativos, idealizadora do projeto ReCiclo . O curso on-line gratuito ensinará técnicas de encadernação, corte, vinco, revestimento e outros procedimentos com papel artesanal. O conteúdo programático do curso envolve dados primários, que dão noções sobre a indústria do papel, uma das atividades industriais que convertem extensas áreas com vegetação nativa em monocultura, assim como os impactos econômicos e danos à saúde e ao meio ambiente. A oficina também se destaca pelo consumo consciente e reciclagem do papel, já que o que iria para o lixo pode se transformar em um artesanato de alto valor agregado. Segundo a gerente do Museu, Eliane Falcão, a iniciativa será mais uma possibilidade de continuar o trabalho de resgate dos saberes populares propostos pela história do museu, além de incentivar a interação com as novas tecnologias e possibilidades criativas. “Nós e a comunidade estamos muito satisfeitos por poder retomar as atividades das oficinas em casa, durante este período de pandemia”. Inovação Para a professora Gizelma Fernandes, além de ensinar a cartonagem criativa – reaproveitando materiais que seriam descartáveis e transformando em utensílios como bloco de notas, caixas decoradas e marcadores -, a oficina de artesanato tem como objetivo proporcionar o contato entre arte e sustentabilidade, estimulando seus alunos a reflexões sobre a utilidade do material reciclado. “Neste curso, através da metodologia e experiências práticas, possibilitaremos a construção de conhecimentos e valores ecológicos pelo artesanato”, completa. Gizelma destaca que o curso profissionalizante também dá noções sobre empreendedorismo, precificação e mercado para esse tipo de produto. Ela explica que a cartonagem criativa pode ser explorada de inúmeras formas. “Podemos transformar uma caixa de sapato em uma peça prática, bonita, que pode ser comercializado por um valor justo, estimulando a reflexão dos alunos, inclusive sobre a nossa maneira de ser e de estar no mundo”, conta. De acordo com a bancária Camila Carmo, aluna do curso presencial de cartonagem no Museu Vivo, sua experiência com o artesanato foi além da paixão pelas técnicas manuais. Ela resolveu confeccionar todas as caixas dos convites para os padrinhos do seu casamento. Com a interrupção do curso presencial por conta da pandemia, a aluna pediu que Gizelma a auxiliasse ainda assim a fazer os objetos em casa. Por meio de uma “Live”, Gizelma ministrou a técnica da caixa de cartonagem, sanando todas as dúvidas e realizando o sonho de Camila. A aluna conseguiu concluir os convites feitos à mão e contou que está ansiosa para a retomada das aulas on-line. “É muito especial saber que um símbolo tão importante do meu casamento foi feito pelas minhas mãos. Quero aprender muito mais e estou ansiosa para o lançamento das aulas on-line”, celebra.
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Museu Vivo da Memória Candanga celebra 30 anos
Inaugurado no dia 26 de abril de 1990, com o objetivo de preservar o legado deixado pelos candangos na época da construção de Brasília, o Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC) celebrou seus 30 anos no último domingo (26). O espaço cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), que ocupa as dependências do primeiro centro de saúde da cidade, o Hospital Juscelino Kubitscheck (HJKO), surgiu com a tarefa de manter viva a tradição do povo simples e sonhador, que acreditou no projeto do presidente JK e se empenhou em erguer a nova capital do Brasil. Este espaço reúne histórias de diversas famílias tomaram rumo diferente do que imaginaram urbanistas, engenheiros, missionários, políticos e arquitetos que idealizaram a nova cidade. Em meio a pequenas vilas empoeiradas, constituídas basicamente por acampamentos de lonas, consolidava-se a trajetória livre de jovens aventureiros que, ao “tentar a sorte”, se acomodaram e deram vida aos vilarejos Lonalândia, Cidade Livre e Vila do Iapi. À época da construção, as casas de madeira que abrigavam o HJKO e seus alojamentos eram as únicas estruturas prontas entre as diversas obras em andamento espalhadas pelo planalto descampado. Dentro dessa atmosfera nostálgica, que guarda as lembranças dos primeiros habitantes de uma cidade que estava apenas no papel, o antigo hospital se tornou um museu que leva o atributo de “VIVO”. O espaço iluminado, alegre e interiorano carrega a genuína identidade acolhedora do povo brasileiro. Aos visitantes, o espaço fala por si só, com uma verdadeira aula de história com cenários, fotos e mobílias antigas, representando o suor dos corajosos trabalhadores que começaram uma vida e uma cidade do zero. Nestes 30 anos, o Museu Vivo se tornou referência de atividades pedagógicas prestadas à comunidade, seja por meio da capacitação da população a partir de antigos saberes – que garantiram parte da renda dos povos candangos -, seja por atividades extraclasses voltadas para estudantes do ensino fundamental, que propiciam às crianças noções de educação patrimonial e pertencimento cultural e social. Assim, o Museu Vivo é lembrado diariamente por histórias, memórias e relatos emocionantes. De acordo com um dos autores dos primeiros cliques do tempo da construção, Joaquim Paiva, suas fotos expostas no local não só eternizaram momentos importantes e decisivos do nascimento de Brasília, mas captou a esperança no olhar de cada pioneiro refletido em suas imagens. “Sinto-me honrado por ter fotografias minhas no acervo do museu, que tem imagens tão importantes e belas feitas por fotógrafos como Mario M. Fontenelle, um pioneiro em Brasília”, conta. “Felicito em especial todos aqueles que muito trabalharam e contribuíram para a existência deste museu, e espero que o Governo do Distrito Federal continue a manter e valorizar o Museu Vivo da Memória Candanga, em suas diversas atividades, e incentive a preservação e o enriquecimento da sua coleção, para o bom conhecimento e desfrute das novas gerações”, manifestou Joaquim Paiva, com votos de vida longa ao espaço cultural. Com sua habilidade quase mágica em fazer pessoas viajarem no tempo, o Museu Vivo também desperta a emoção em quem veio pra capital ainda criança. Faz parte dessa história o técnico em telecomunicações Victor Alves, trazido pelos pais, os pioneiros João Batista e Lezi, que em 1960 saíram de Anápolis-GO com destino a Brasília em busca de melhores oportunidades. “Minha mãe era empregada doméstica, e meu pai, motorista em Anápolis. Chegando na Cidade Livre, meu pai conseguiu um emprego na Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), no transporte de funcionários para as obras. Aqui eles encararam um desafio, certos que criariam seus filhos com dignidade”, conta. Alves também destaca a perseverança com que os pais enfrentaram as dificuldades ao chegar aos alojamentos, o que pode ser notado com clareza, segundo ele, na exposição permanente “Poeira, Lona e Concreto”. “Quando visito o Museu Vivo, lembro nitidamente da minha infância. Cresci junto com a cidade e enxergo a ousadia que meus pais tiveram em acreditar em uma nova vida. O sonho virou realidade”, celebra. Foco na capacitação para a comunidade De acordo com a gerente do Museu Vivo da Memória Candanga, Eliane Falcão, o aniversário do centro cultural vai além da simples comemoração de três décadas. Estão no radar da gerente a reativação do curso de marcenaria e novas modalidades para as Oficinas de Saber Fazer. “O nosso museu é o único do Distrito Federal que reúne os ofícios trazidos pelos candangos. Implantaremos atividades clássicas manuais como fuxico e crochê”, explica. Para Eliane, o museu carrega a responsabilidade de promover e manter o orgulho da população local. “Este território é vivo de histórias e ensina que Brasília se fez pelas mãos de um povo sonhador”, destaca. * Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Museu Vivo da Memória Candanga é palco de oficina pedagógica
O Museu Vivo da Memória Candanga recebeu nesta terça-feira (17) estudantes do 4º ano da Escola Classe 02 da Candangolândia para a oficina de dança “Grito de Carnaval”. Em celebração ao mês do carnaval, o espaço cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) foi palco de uma dinâmica sobre samba, voltada especialmente para crianças. A atividade contou com aulas teóricas e práticas sobre o samba e a representatividade cultural do ritmo para o povo brasileiro. A iniciativa demonstra o comprometimento do Museu Vivo em promover experiências socioeducativas voltadas à redução das barreiras simbólicas, físicas e econômicas de acesso a bens culturais pela população do Distrito Federal. Ministrado pelo professor de dança Flávio Oliveira (Flávio Sambista), o Grito de Carnaval traz, de modo didático, alguns conceitos específicos sobre o samba e o carnaval. Para Flávio, a aula estimula o convívio em torno das artes, valorizando o samba como patrimônio cultural, expressão da identidade brasileira e ferramenta de inclusão social. “Nossas dinâmicas são voltadas para a formação de público, pertencimento cultural e valorização dos espaços culturais do Distrito Cultural”, detalha. A apresentação rendeu gargalhadas dos estudantes entre um passo e outro, gerando um clima de descoberta e euforia. As crianças também tiveram noções técnicas dos elementos envolvidos para o funcionamento de uma escola de samba como: passista, mestre- sala e porta-bandeira, enredo, bateria, alegorias, adereços e fantasias. De acordo com a gerente do museu, Eliane Falcão, a atividade integra o rol de atividades que o espaço oferece. Para Eliane, a casa cultural possui uma grande visibilidade pela realização de oficinas e formação de público para a população do Distrito Federal. “Estas oficinas dedicadas aos estudantes de ensino fundamental são importantes, tanto no sentido de valorização e ocupação do nosso espaço, quanto no estímulo ao aprofundamento das raízes culturais do país”, enfatiza. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”centro”] Para o professor da Escola Classe 02 da Candangolândia, Alexandre Silva, a aula extraclasse tem o papel de disseminar a cultura, principalmente para as crianças que não têm acesso aos movimentos e espaços culturais. “Os alunos ficam muito entusiasmados com atividades que mostram de modo divertido como o universo cultural do Brasil é amplo”, explica. Após aprender a sambar na aula, a estudante Júlia Carvalho de 10 anos conta que não sabia a origem do samba e nem imaginava que por trás da diversão do carnaval existe um contexto histórico. “A aula foi muito divertida. Agora estou pronta para curtir o carnaval, entendendo a importância dele para o povo brasileiro”, celebra. A atividade lúdica teve direito a chuva de confetes e muito samba no pé no encerramento. Com o transporte das crianças concedido pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o evento contará com uma segunda edição nesta próxima quinta-feira (20). *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Mais espaços culturais e acesso à arte
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) realizou, em 2019, muitas ações por todo o DF. O desenvolvimento e fortalecimento das políticas culturais garantiram a revitalização de espaços tombados, como o Museu do Catetinho e a reabertura do Espaço Oscar Niemeyer, fechado desde 2015. O anúncio do restauro do Teatro Nacional Cláudio Santoro, previsto para começar em 2020, também figura entre as conquistas do Governo na área cultural. O empenho do GDF para reabrir a sala Martins Pena, fechada desde 2014, foi essencial para garantir o acesso ao recurso de R$ 33,4 milhões do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, do Ministério da Justiça e Cidadania. Projeto de restauração do Teatro Nacional Cláudio Santoro foi aprovado e deve ser aplicado em 2020 Com apoio da Novacap, foram retomadas as obras do Museu de Arte de Brasília, que será entregue em abril de 2020 modernizado, incluindo um sistema fotovoltaico, que deve deixar o equipamento autossuficiente em energia elétrica. Políticas públicas A Secec investiu no fortalecimento e modernização das políticas culturais. Segundo Adão Cândido, secretário de Cultura e Economia Criativa, essas iniciativas começaram pela Praça dos Três Poderes, que contaram com consultoria a partir de cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco). “A parceria visa desenvolver estudos, análises, diagnóstico e proposições para garantir a preservação desses espaços e torná-los mais modernos e atraentes aos visitantes”, diz. [Olho texto=”Brasília é um monumento a céu aberto, com vocação para a cultura, uma vez que foi moldada por brasileiros de todos os cantos do país. Essas características têm potencial para ajudar no desenvolvimento da capital e transformar a nossa realidade” assinatura=”Adão Cândido, secretário de Cultura” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O trabalho teve reconhecimento, com a conquista do título de capital cultural ibero-americana em 2022 e a inclusão de Brasília no World Culture Cities Forum, rede de governos que compartilha experiências para embasar políticas públicas que explorem a cultura como vetor de desenvolvimento dos centros urbanos. “Brasília é um monumento a céu aberto, com vocação para a cultura, uma vez que foi moldada por brasileiros de todos os cantos do país. Essas características têm potencial para ajudar no desenvolvimento da capital e transformar a nossa realidade”, afirma Adão Cândido. Economia Criativa Responsável por mais de 3% do Produto Interno Bruto do DF, a Economia Criativa é um dos pilares da gestão da Secec. A fim de tornar mais efetivo o planejamento das ações do segmento, a Secec realiza, com a Codeplan, estudos de impacto de grandes eventos na economia do DF. Segundo a subsecretária de Economia Criativa, Érica Lewis, isso é fundamental para implementar iniciativas de incentivo. “Precisamos entender quem são e onde estão os atores dessa cadeia, e quais os pontos fortes e fracos”, explica. O Edital do Grafite 2019, por exemplo, reuniu mais de 100 grafiteiros para a ressignificação do Beco do Rato, no Setor Comercial Sul. Com investimento de mais de R$ 90 mil, a ação reuniu artistas, empresários, poder público, sociedade civil e moradores em encontros onde, além de pintar as paredes do local, falaram sobre a cultura. “A presença da cultura afasta a violência, porque cria uma sensação de pertencimento ao local, e as pessoas se sentem responsáveis por cuidar do espaço”, conclui Érica Lewis. Brasília tem firmado sua vocação para a economia criativa com iniciativas como a do programa Conexão Cultura, que seleciona projetos para participar de eventos mundiais. O edital permanente contemplou, este ano, 374 agentes culturais de 84 projetos. O investimento da Secec em oito eventos somou quase R$ 900 mil. “Esta é uma forma de abrir o mercado cultural do DF para fora, ampliando o acesso”, afirma o secretário Adão Cândido. [Numeralha titulo_grande=”R$ 5,5 milhões” texto=”serão destinados pelo edital FAC Mais Cultura, que incentiva 12 modalidades de manifestações culturais” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Incentivo O Fundo de Apoio à Cultura (FAC) buscou valorizar atividades com o lançamento do edital Ocupação, que contemplará com R$ 7,7 milhões o total de 106 atividades em bibliotecas da Rede de Bibliotecas Públicas do DF, além de nove espaços em seis regiões administrativas. A Secec lançou o FAC Mais Cultura, que incentiva 12 modalidades de manifestações culturais. Mais de 680 agentes culturais se inscreveram no edital que destinará R$ 5,5 milhões, priorizando iniciativas nas regiões com menores índices de desenvolvimento humano. Em 2019, o FAC investiu mais de R$ 25 milhões em ações. Difusão cultural A Secec realizou oficinas de capacitação de agentes culturais para acesso a mecanismos como a Lei de Incentivo à Cultura (LIC), FAC e termos de fomento, que em 2019 foram responsáveis pela injeção de R$ 16 milhões em projetos culturais no DF. A Secec também determinou em junho o fim da cobrança de preços públicos nos espaços para ações sem cobrança de ingresso. A ideia é incentivar atividades culturais e de formação gratuitas à comunidade. Para o secretário-executivo, Cristiano Vasconcelos, foi “um passo na democratização dos espaços e um incentivo aos novos artistas”. O incentivo à ocupação dos espaços foi acompanhado de melhorias nos equipamentos. Foram feitas reformas na Biblioteca Nacional de Brasília, por exemplo. Em junho, o governador Ibaneis Rocha e o secretário Adão Cândido reinauguraram o Museu do Catetinho, de 1956, revitalizado. Outro exemplo é a Casa do Cantador, em Ceilândia, que passa por reforma para receber um reforço de acervo no cordel, que deve torná-la referência no gênero. A Cordelteca já recebeu 1.200 doações. O Memorial dos Povos Indígenas ganhou em termos de programação, acervo e revitalização. O Museu Vivo da Memória Candanga, que guarda a memória da construção da capital federal com a exposição permanente Poeira, Lona e Concreto, mostrou ser um equipamento que merece ampliar atividades de ocupação, como mostrou o LoboFest – Festival Internacional de Filmes, que em sua 11ª edição exibiu mais de 300 produções. O Cine Brasília é referência cultural na cidade e ponto central das produções do festival de cinema. Foto: Arquivo / Agência Brasília O Museu Nacional da República se manteve como campeão de visitações. De janeiro a outubro, mais de 490 mil pessoas foram ao local, média de 49 mil visitantes por mês, superando a média de 2018, de 47 mil pessoas. O Cine Brasília registrou incremento de público com programação atualizada, mostras com embaixadas e o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na programação comercial, os destaques este ano ficaram com A vida invisível (a apresentação única teve 524 espectadores) e Bacurau, que durante três semanas registrou audiência por projeção de 373 pessoas. O público no Cine este ano até o início de novembro soma mais de 81 mil espectadores. Frequência de visitantes Catetinho 2018 (jan/dez): 32.843 visitantes 2019 (jan/12 dez): 42.080 Aumento: 28,1% Centro Cultural Três Poderes 2018 (jan/dez): 187.609 2019 (jan/parcial dezembro): 254.866 Aumento: 35,8% Museu Vivo da Memória Candanga 2018 (jan/dez): 14.489 2019 (jan/nov): 23.250 Aumento: 56.5% Educação patrimonial No programa Territórios Culturais, parceria com a Secretaria de Educação, até outubro, mais de 11 mil alunos participaram de 49 ações. Este projeto abrange o Escola Vai ao Cinema, em que alunos do ensino fundamental participam de sessões compostas por curtas-metragem, utilizando a linguagem da animação dirigidos e produzidos por artistas brasileiros. Até outubro, 6.789 estudantes participaram do evento. Outra ação são os Concertos Didáticos. O maestro Claudio Cohen ministra breve aula de música, explicando a função dos instrumentos, assim como noções de música clássica. O projeto atendeu 2.925 estudantes de turmas de ensino fundamental da primeira infância da rede pública de ensino. A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro levou ao Cine Brasília um público de 25 mil pessoas de janeiro a outubro. A busca pela programação semanal com solistas nacionais e internacionais reforça a importância da orquestra. “A orquestra é motivo de orgulho não só pela alta qualidade técnica, mas pelos vínculos de afeto que criou com o público”, diz o maestro. [Numeralha titulo_grande=”R$ 5 milhões” texto=”serão destinados pelo edital FAC Carnaval para grupos carnavalescos e agentes culturais, com desfiles no Ceilambódromo” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Diversão em massa A secretaria está à frente de grandes eventos. Em março, 53 blocos de carnaval saíram às ruas. Segundo levantamento da pasta, mais de 100 mil pessoas brincaram nas ruas da capital. O planejamento e investimento de mais de R$ 5 milhões garantiram a festa. O edital FAC Carnaval, lançado em setembro, destinará R$ 5 milhões para grupos carnavalescos e agentes culturais, com desfiles no Ceilambódromo. Foi firmado convênio com a Vila Isabel (RJ), que visitou barracões das escolas do DF para auxiliar o planejamento das atividades. Além do carnaval, a Secretaria já trabalha nas comemorações do Réveillon 2020, com festas na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Orixás e no aniversário de 60 anos. O Comitê dos 60 anos, liderado pela Secec e pela Secretaria de Turismo elabora a agenda de eventos oficiais do calendário. *Com informações da Secretaria de Cultura
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Museu Vivo da Memória Candanga celebra Dia do Patrimônio Histórico
Museu Vivo da Memória Candanga terá programa variado para comemorar Dia do Patrimônio Histórico. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília O Museu Vivo da Memória Candanga, no Núcleo Bandeirante, será palco na sexta-feira (16) de comemoração do Dia Nacional do Patrimônio Histórico, celebrado em 17 de agosto. O evento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) tem a parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do DF, Instituto Federal de Brasília (IFB) e Coletivo Cinema Urbana. “É muito significativo que essa iniciativa se dê num espaço associado ao papel do povo na construção do patrimônio”, diz o subsecretário da Secec para a área, Cristian Brayner, em referência ao fato de o museu manter a exposição permanente Poeira, Lona e Concreto, com fotos, objetos e cenários que cultivam a memória dos candangos, construtores da capital. Ele ressalta também que a data é de enorme relevância para Brasília, que detém a maior área tombada do mundo e está prestes a celebrar 60 anos. Brayner também destacou a preocupação da gestão atual da Cultura com a ocupação intensiva dos equipamentos, com vistas tanto à educação patrimonial e à sustentabilidade. “Sobre a questão da sustentabilidade, temos uma parceria com a Unesco para avaliar nossos espaços”, diz o subsecretário de Patrimônio. Design de Móveis Na atividade de sexta-feira no MVMC, um papel destacado caberá ao Instituto Federal de Brasília, que no campus de Samambaia mantém o curso técnico de Design de Móveis, que desenvolve esboços, perspectivas e desenhos normatizados de móveis e trabalha também com restauro. A colaboração entre o museu e o IFB acontece desde 2015. A atual oficina vai mobilizar 30 alunos, que até novembro vão restaurar duas camas que pertenceram ao Brasília Palace Hotel, uma das três primeiras edificações de Niemeyer na capital, depois do Catetinho e junto com o Palácio da Alvorada. “O mobiliário é um excelente instrumento de narrativa porque conta a história do lugar a partir da ocupação pelas pessoas”, explica o professor do curso, Frederico Hudson, designer e doutor em História da Arte. Estudantes que participam da oficina já passaram por uma introdução à história do mobiliário, na fronteira entre design, arte, história e cultura. O IFB já restaurou móveis do Palácio da Alvorada, do Planalto, da Presidência da República, da UnB e do Itamaraty para citar alguns dos pontos mais nobres da Esplanada e entorno. Patrimônio imaterial A atividade desta sexta avança para o patrimônio imaterial com a apresentação de dois filmes que tratam da história de Brasília por duas vertentes distintas. Organizado pela Cinema Urbana – com ‘a’ mesmo, para enfatizar que é composto por quatro mulheres o coletivo ligado à Casa de Cultura da América Latina, vinculada à UnB. Thay Limeira, uma delas, explica que os filmes que estão programados para sexta-feira contam como se deu a ocupação da capital nos anos 70 (Brasília Ano 10, de Geraldo Sobral Rocha), em cópia restaurada, e sobre as exclusões que a cidade produz, na figura de seus mendigos (O homem que não cabia em Brasília, de Gustavo Menezes). Ainda previstos o depoimento da candanga Maria do Cerrado, na condição de representante do patrimônio humano, e degustação de comidas do bioma que cerca a capital. Uma atividade que fala aos cinco sentidos e dá um outro ao que significa ser candango. Serviço: 9h – Visita guiada pelos espaços expositivos do Museu Vivo da Memória Candanga; 10h – Abertura com palestra do Iphan/DF; 11h – Mostra Cinema Urbana/CAL-UnB; – Brasília Ano 10 (1970, Geraldo Sobral Rocha); – O homem que não cabia em Brasília (2016, Gustavo Menezes); 11h10 – Palestra sobre patrimônio humano com Maria do Cerrado em homenagem ao pajé Zé Ramalho da Vila Planalto; 12h – Encerramento com degustação baseado no menu de Comidas do Cerrado.
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CHARLES COSAC / ‘O Museu Nacional é uma experiência sensorial’
Charles Cosac encara a missão de dirigir o Museu Nacional da República e apresenta ideias bem-articuladas / Fotos: Paulo Henrique Carvalho/Agência Brasília O flerte com Brasília e o desejo antigo de estar à frente de uma instituição de artes pesaram no “sim” que Charles Cosac deu ao deixar São Paulo e vir comandar o Museu Nacional da República Honestino Guimarães, na capital federal. A “oca” sem janelas de Oscar Niemeyer – que chegou por último à Esplanada dos Ministérios e “engoliu” a Catedral aos olhos de quem passa pelo centro da capital – se prepara para um revés. Basta de ser um museu hospedeiro de exposições de pequeno porte e vernissages que nem sempre dizem a que vieram. Cosac quer mais: pretende dar identidade ao museu administrado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e, por isso, já trabalha para alterar a programação de 2019 pré-definida no ano passado. O Museu Nacional da República foi inaugurado em dezembro de 2006. Conta com seis salas de exposição, das quais duas serão desativadas – e uma delas direcionada a trabalhos educativos, integrando o visitante a obras da exposição. A vida ligada às artes desse brasileiro de 55 anos, de pai e mãe sírios, apaixonado por Ouro Preto (MG), por moda e influenciado por elementos da cultura estrangeira, dá o norte do que deve vir nos próximos quatro anos à frente do museu. Em 1996, ele revolucionou o mercado editorial de livros de arte com a Cosac Naify, editora fechada por ele em 2015. Por dois anos, esteve à frente da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Em janeiro, Cosac assumiu o bastão das mãos de Wagner Barja, que esteve na administração do Museu Nacional por 12 anos. “Eu quis ser artista quando criança, aos 13 anos. Desisti aos 13 anos e meio, mas continuei naquele sonho de querer trabalhar com arte”, conta. Em um gabinete compartilhado, “protegido” por uma imagem barroca de São Miguel Arcanjo de mais de 1,2 metro de altura, da primeira metade do século 18 – que ele leva para aonde vai –, Charles Cosac recebeu a equipe da Agência Brasília. Vestido com seu emblemático roupão sobre um sóbrio terno preto, ele falou da sua mudança de casa e de cidade, dos planos para o Museu Nacional na sua gestão, de liberdade de expressão e do que pretende fazer para atrair o público iniciante e iniciado às artes da cidade. Como se deu a sua vinda para Brasília? Eu sempre flertei com Brasília. É uma cidade que esteticamente eu acho muito bonita. Vim aqui muitas vezes. Tenho vários primos-irmãos que residem aqui. Sou muito amigo do [artista plástico] Siron Franco, que mora em Goiânia (GO). Então, por causa dele eu vim muitas vezes a Brasília. Mas não era uma cidade que eu conhecesse muito – só como turista, em viagens curtas. É tudo muito diferente para o senhor, que tem apartamento em São Paulo e já morou fora do país? Como está sendo a sua rotina por aqui? A rotina quem impõe sou eu, não é a cidade que impõe sobre mim. Geralmente eu trabalho e durmo, então isso pode ocorrer em qualquer cidade do mundo. Não é a minha cidade natal e eu não tenho relacionamentos, grupo de amigos, médicos, advogados. Tenho relações ainda distantes. Em que condições o senhor encontrou o Museu Nacional da República? O museu é quase que um milagre, é maravilhoso e está em boas condições. A gente está tentando dar um rumo ao acervo, uma voz ao museu, para não ficar um hospedeiro de exposições. O professor [ex-diretor do museu Wagner] Barja fez exposições elementares, divisores de água. Admiro muito o trabalho dele. Mas a grade deste ano já estava muito fraca. Cancelei várias exposições. Geralmente são [artistas] premiados do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura do DF ou exposições que estão itinerando, mas que acabavam passando por aqui por uma questão de oportunidade. Tinham autoconvites o tempo todo. Mesmo sem dotação, sem grandes recursos, eu acho que a gente pode fazer uma seleção e mostrar o que interessa mais. É a sua primeira experiência como diretor de um museu. Era um desejo? É, eu nunca havia dirigido um museu. Eu sempre quis trabalhar num museu, não necessariamente como diretor, porque o diretor é o que trabalha menos com arte. Tem os aspectos administrativos, milhões de contratos, tem toda uma burocracia. Tem o pessoal que trabalha no museu que eu tenho que contemplar, [uma função] que não leva, necessariamente, à sala de exposição ou à curadoria em si. Não chega a ser prosaico, mas é mais administrativo do que criativo. Mas um museu do porte do Nacional lhe proporciona exercer esse trabalho de curadoria? Eu espero que sim, o quanto antes. Eu tenho que ser gerente também, mas não só isso. O diretor tem que ser o zelador, tem que conservar, saber de tudo do museu: do elevador, da segurança, da limpeza, contratos que são feitos com a Secretaria de Cultura… Tenho que me inteirar de uma série de papéis, doações, se estão em dia, se está tudo patrimoniado, onde está o documento da obra que foi doada… Enfim, é uma parte mais burocrática, mas não dá para começar sem ela. Em que a sua experiência como ex-diretor da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, servirá para comandar o Museu Nacional? A minha experiência com a arte começou muito cedo. Foi muito ambígua. Não sei se ela me levaria forçosamente à direção de um museu, embora eu tenha aceitado o convite. Primeiro, há a minha relação com as artes visuais. Eu quis ser artista quando criança, aos 13 anos. Desisti aos 13 anos e meio, mas continuei naquele sonho de querer trabalhar com arte. E encontrei na Cosac Naify [editora de livros de arte que revolucionou o mercado editorial no Brasil por 19 anos, de propriedade de Charles], numa outra fase da minha vida, um modus operandi de uma forma de trabalhar com arte sem ser artista, que era realizando monografias de artistas. Antes, eu tive experiência como estagiário em alguns museus. Trabalhei no Museu de Belas Artes de São Francisco (EUA), trabalhei em Berkeley (EUA), no Berkeley University Museum e, durante o meu período de escola, a gente fazia estágios pontuais. Fiz um estágio no departamento de vidros no V&A [Victoria and Albert Museum, Londres] e trabalhei um pouco com escultura britânica. Mas eu era bem jovem, tinha 20 e poucos anos. Apesar da emblemática arquitetura e de estar no centro de Brasília, o Museu Nacional é um pouco apagado, seja pela programação, seja pela frequência. O que pretende ser feito para reverter isso? Eu discordo que ele seja apagado. Ele tem grande visitação, talvez seja uma visitação incidental. É um fenômeno que ocorre muito com a museologia. Se você vai a Nova York, você se sente compelido a visitar o Whitney Museum, o Moma PS1… sem se preocupar em saber o que está sendo visto lá, tamanha a riqueza dessas entidades. Aqui, por questões inversas, acontece a mesma coisa. O público vem, independentemente da exposição. Então, apagado ele não é. Agora, eu gostaria que essas visitas gerassem mais frutos do que uma mera visita. Eu acho que qualquer pessoa, de qualquer nível social e escolaridade, ao ter o primeiro, o segundo ou o décimo contato com a arte, pode passar a querer a ser artista ou trabalhar com arte. Eu vejo museu também como um processo didático e catalizador. Um museu também tem que indicar. E como isso é possível aqui? Com recortes mais historiográficos, que eu pretendo fazer, e que ocupem o museu inteiro. Que não sejam seis exposições individuais de seis artistas locais, como tem sido. O que já vem sendo pensado? Estamos pensando em trazer, no início do ano que vem, a história da arte no Brasil, com a Fundação Edson Queiroz, fundação maravilhosa com um acervo riquíssimo. Isso iria beneficiar muito a sociedade que vem aqui e, se quisessem, entenderiam os principais períodos da arte no Brasil. O museu se chama Nacional da República, mas ele não segue à risca o nome dele, senão não teria tanto samurai por aqui. Eu acredito que, adotando uma postura mais museológica [seria mais interessante]. É que a palavra museologia vem embebecida de um certo peso, como se museu fosse poeira, fosse velharia. Mas é melhor esse recorte museológico do que mostras muito salto alto, muito esotéricas, feitas para iniciados nas artes visuais. É melhor, então, ter esse recorte museológico do que… Do que ser um hospedador de exposições. É isso que o senhor não quer? Eu não quero um museu-hotel. E já comecei a escrever para todo mundo dizendo isso. As pessoas já ligam perguntando se tem disponibilidade. “Tem disponibilidade pra quê?” Não, não tem disponibilidade. O museu não tem dotação [orçamentária]. O artista que expuser aqui vai ter que deixar uma obra. Essa obra só vai ser aceita se passar pela comissão técnica. A gente não quer virar um porta-coisas. Isso vai me gerar muita impopularidade, mas eu não estou em busca de popularidade. Está em busca de quê? De trabalho. E resultados. Do que sobrevive o museu? [De recursos] da Secretaria de Cultura. É um museu caro. A manutenção é cara pela metragem, ar-condicionado, luz, funcionários… Todo um staff com o qual a secretaria arca. E a gente tenta entrar em acordos de cooperação com outras entidades, para trazer exposições e fazer exposições mais longevas, que ocupem todos os espaços do museu, que tenha educativos e que venha para ficar três, quatro meses. Se eu conseguir fazer quatro dessas por ano, vou estar bastante satisfeito. É possível trazer exposições com apelo mais popular, no sentido de despertar o interesse de um público mais amplo que não está acostumado a frequentar museus, mas se sentiria atraído por uma mostra? Estranhamente, isso não ocorre aqui. Essa questão do popular e do erudito é muito dúbia. As pessoas acham que o popular dialoga com o pobre e o erudito com o rico. Isso não é verdade. Quando se realizam concertos de música clássica em parques públicos ao livre, todo mundo vai. E ninguém vai de salto alto e casaco de pele. O que acaba elitizando somos nós mesmos. O museu está ao lado da rodoviária (do Plano Piloto). Nada impede que as pessoas venham aqui. Se elas vão encontrar um recorte museológico, ou mais contemporâneo, isso dependerá da direção do museu. Tudo é uma questão de viabilizar o acesso. E além de rico e pobre, eu me preocupo muito com portadores de deficiência, seja auditiva, visual ou locomotiva. Estou tentando, a muito custo, trazer essas pessoas a visitarem o museu. Não vejo aqui em Brasília muita preocupação com a acessibilidade, medidas menos excludentes. Apesar de ser a cidade das rampas, o museu ainda não está muito pronto para receber pessoas com certas necessidades. [Olho texto=”“As pessoas acham que o popular dialoga com o pobre e o erudito com o rico. Isso não é verdade. Quando se realizam concertos de música clássica em parques públicos ao livre, todo mundo vai. E ninguém vai de salto alto e casaco de pele. O que acaba elitizando somos nós mesmo”” assinatura=”” esquerda_direita_centro=””] Mas teria que promover alterações na estrutura? Não, não tem que mexer em nada. Basta criar adaptações em braile, por exemplo, fazer os contatos, arrumar os ônibus [para trazer as pessoas]… Estou tentando entrar em contato com entidades ligadas a essas pessoas e convidá-las. É muito fácil. Não é complicado. O senhor encontrou um bom acervo no museu? Não, não. Primeiro, porque o acervo do museu é do MAB [Museu de Arte de Brasília]. Nós estamos aqui como fiéis depositários. Não posso contar esse acervo como sendo do Museu Nacional da República. O segundo acervo foi de uma coleção particular. Toda coleção particular é tendenciosa. Tem pontos altos, outros baixos, mas é pouco para o museu. E tem diversos prêmios, diversos prêmios que são promovidos aqui em Brasília, cujos laureados acabam doando a obra para o museu. Mas, para um museu dessa envergadura, em quatro anos a gente terá que fazer muito mais por ele no que diz respeito a acervo. Nós temos que ter obras fundamentais, o ABC da arte brasileira, e isso não é difícil. Nenhum museu do Brasil ou do mundo tem política de aquisição ou dinheiro para trabalhar. A liberdade de expressão na arte vem sendo questionada nos últimos temos. Temos episódios de censura a exposições que atentariam contra a moral da família. Isso o preocupa? Aqui não existe nenhuma pressão em relação a isso. Não há nenhuma instrução do meu chefe direto, que é o secretário [de Cultura] Adão [Cândido], e de mais nenhum outro imediato. Eu até estou me sentindo muito livre, até mesmo perto da biblioteca Mário de Andrade, onde tinha uma lista de instruções do que fazer e do que não fazer. Aqui vejo um campo muito mais aberto, muito mais solto. O senhor também é muito ligado à moda. Exposições do tipo estão sendo pensadas? Eu adoraria, porque eu gosto de moda, mas não só disso. Eu acho que indumentária é cultura. Por meio dela se sabe de tudo, é belíssima. Mas penso também que poderíamos fazer exposições de vultos da sociedade brasileira. O museu abriu com uma exposição de Oscar Niemeyer. Eu adoraria fazer uma exposição sobre Darcy Ribeiro, por exemplo. Não seriam só exposições de arte – digamos também de cantores brasileiros. Eu não queria me prender só às artes visuais. Existem outros assuntos que dialogam com o museu e que poderiam muito bem caber aqui dentro. O senhor assumiu a direção do museu com a programação de 2019 definida no ano passado, mas já sinalizou que irá alterá-la. O que podemos esperar para os próximos meses? Existem três exposições importantes. Vai começar agora a exposição Toyota – O ritmo do espaço, com a Denise Mattar, que é uma artista de São Paulo da colônia nissei. Uma exposição muito bonita que eu assisti antes de vir. Estamos tentando trazer a Liuba [Wolf, artista do leste europeu], o Farnese de Andrade – esses não estavam previstos. A Leda Catunda já estava prevista para o final do ano. E eu tomei a iniciativa de fechar dois espaços expositivos. Era uma programação massacrante. Uma média de 50 vernissages por ano que não iriam levar ninguém a lugar nenhum. É possível fazer um trabalho conjunto com a Biblioteca Nacional de Brasília, aqui ao lado? Totalmente. É tudo que eu quero, um museu e uma biblioteca próximos. Eu queria que eles fossem colados, porque em todas as exposições que a gente fazia na Mário [de Andrade], a gente usava dos recursos da biblioteca para fazer um levantamento bibliográfico e expor o acervo da biblioteca, que era riquíssimo. Acho que a gente pode promover feiras literárias, temáticas, que envolvam os dois equipamentos. E aqui também nós temos dois auditórios maravilhosos – um em que cabem 750 pessoas e outro em que cabem 100. Isso é importante, inclusive para trazer autores. Possibilidades não faltam. Há outros desejos que o senhor gostaria de ver concretizados em exposições? Todos esses de quem citei os nomes são desejos que já estão encaminhados. Eu vou ter um encontro com representantes da Embaixada da Alemanha. Eu adoraria trazer uma exposição solo do [George] Baselitz para cá, ou então o neofigurativismo alemão dos anos 80, que teve um grande impacto na Europa e, depois, no Brasil – e que seria ainda mais completo. Eu gosto muito de surrealismo mexicano. Agora, eu não posso pautar o museu por meio dos meus interesses pessoais. A gente tem uma comissão curatorial. A gente tenta discutir, e eu não teria tempo de assumir todas as exposições do museu. Eu assumi um papel de gerente, de administrador. O museu está em bom estado, mas em Brasília parece não haver uma política de manutenção – em todos os lugares, dos prédios públicos ao hotel em que estou. O que pode ser destacado como seu objetivo à frente do Museu Nacional da República? Ainda no que você disse lá no começo, eu acho que o museu não está apagado. Ele talvez não seja considerado um museu. Talvez seja considerado um monumento – o que não deixa de ser, porque é um museu muito extravagante. Ele é suntuoso, como toda Brasília é suntuosa. É monumental. É o primeiro museu em que eu entro em que a arquitetura é mais rica que o conteúdo. Eu acho que esse seria, a longo prazo, o meu maior objetivo – deixar o de dentro equivalente à arquitetura, o conteúdo do museu, o acervo do museu, a programação e a excelência do museu à altura do que foi investido nessa edificação. [Olho texto=”“É o primeiro museu em que eu entro em que a arquitetura é mais rica que o conteúdo. Eu acho que esse seria, a longo prazo, o meu maior objetivo – deixar o de dentro equivalente à arquitetura”” assinatura=”” esquerda_direita_centro=””] Não acha estranho estar em um espaço sem janelas? Não! Eu adoro Oscar Niemeyer. E queria fazer uma exposição para crianças cegas, porque o museu é uma experiência sensorial. Temos aqui [ao lado] a biblioteca, aqui estamos no museu e há um túnel subterrâneo [interligando os dois] que é lindo. Aqui eu tenho a sensação de dentro e de fora, de sentir o som aqui dentro, num lugar que não tem janela alguma, e quando eu vou lá eu me sinto massacrado por um céu maravilhoso. Então, eu queria que essas crianças entrassem no túnel, passassem pelas alças, subissem a rampa, sentisse o calor ou o frio… Mesmo para quem não pode ver, esse museu é uma experiência de sentidos. Tem uma coisa entre museu e biblioteca que não é só leitura e artes visuais. Enquanto houver solidão, enquanto houver tristeza, sempre haverá museus e bibliotecas abertas. São espaços de abrigo, de cura. Na Mário de Andrade eu via muitas pessoas que frequentavam a biblioteca sozinhas e faziam dali o lar delas. O que eu queria era que as salas de exposição fossem a lareira desse lar. Eu queria acender a chama e que essas pessoas se sentissem aquecidas e bem-recebidas aqui. [Olho texto=”“Enquanto houver solidão, enquanto houver tristeza, sempre haverá museus e bibliotecas abertas. São espaços de abrigo, de cura”” assinatura=”” esquerda_direita_centro=””]
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