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Estudantes de engenharia visitam obras do Aldeias do Cerrado e conhecem de perto os diferenciais de um bairro planejado

Alunos do primeiro semestre do curso de engenharia civil da Universidade de Brasília (UnB) participaram, na tarde da última sexta-feira (4), de uma visita técnica ao Aldeias do Cerrado, novo empreendimento da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), em obras na região do Jardim Botânico. A atividade integrou o cronograma de uma aula especial sobre obras públicas, ministrada no início da semana, que contou com a presença do diretor técnico da Terracap, Hamilton Lourenço Filho. Acompanhados por representantes da Terracap, estudantes de engenharia puderam complementar ensinamentos com observações da prática profissional | Foto: Divulgação/Terracap  Durante a visita, os estudantes puderam ver de perto o andamento da infraestrutura do projeto, que contempla obras de pavimentação, drenagem, rede elétrica, muros, portarias e áreas de lazer. Nos primeiros condomínios em obras — os residenciais dos Jacarandás e das Sucupiras —, estão sendo implantados campo de futebol, quadra de tênis e quadra esportiva, além de guarita, espaço gourmet, salão de festas, quiosque com churrasqueira e salão de jogos e academia. Os alunos também aproveitaram a oportunidade para tirar dúvidas técnicas sobre as soluções adotadas no canteiro de obras. Questionaram engenheiros e técnicos sobre a metodologia construtiva utilizada, a escolha dos maquinários, o uso de água no processo de compactação da terraplanagem, a aplicação do piso intertravado e os detalhes do sistema de drenagem. A interação permitiu que compreendessem, na prática, a importância de cada etapa na qualidade e durabilidade da infraestrutura urbana. Desenvolvimento urbano “Quando os alunos enxergam a complexidade de uma obra no campo, compreendem com mais clareza os desafios e a responsabilidade técnica envolvida”, afirmou Lourenço  Filho. “Além disso, é uma oportunidade de apresentar o papel da Terracap no desenvolvimento urbano do DF e como cada etapa da obra é pensada para garantir qualidade de vida e sustentabilidade à população.” [LEIA_TAMBEM]Localizado em uma das áreas de maior potencial de expansão urbana de Brasília, o Aldeias do Cerrado foi concebido para oferecer qualidade de vida, integração com a natureza e segurança. O acesso é facilitado pelas rodovias BR-251 e DF-140, a poucos minutos da ponte JK e do Lago Sul. O projeto prevê 15 quadras residenciais com mais de 4.300 lotes voltados para habitações unifamiliares de baixa densidade, além de áreas comerciais e espaços reservados para equipamentos públicos. Os primeiros residenciais lançados contam com lotes amplos, variando entre 420 m² e 656 m², e são ofertados por meio de licitação pública. O cronograma das obras segue dentro do previsto, pontua o diretor técnico da Terracap:  “Estamos com um ritmo forte de execução, respeitando todas as etapas técnicas”. A visita despertou o interesse dos estudantes pelo impacto prático da profissão. “É muito bom adquirir essas experiências logo no começo”, disse Thiago Naves, calouro da UnB. "A gente estuda teoria, mas ver como tudo funciona de verdade faz toda a diferença. Estou conhecendo um futuro que pode ser o meu”. A estudante Sarah Cristina Novaes reforçou: “Ter esse contato com a obra logo no início do curso é muito motivador. A gente começa a entender a importância do que está estudando e ganha mais vontade de seguir em frente”. *Com informações da Terracap

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GDF fará ação de acolhimento da população em situação de rua no Plano Piloto nesta quarta (11)

O Governo do Distrito Federal (GDF) fará um reforço na oferta de acolhimento e assistência social a pessoas que estão instaladas nas proximidades do Centro Pop da Asa Sul. A iniciativa integra o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua, coordenado pela Casa Civil do GDF. A DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante | Foto: Divulgação/DF Legal A ação está programada para começar às 9h desta quarta-feira (11) e envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEE-DF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Novacap, a Codhab, o Detran-DF, a Polícia Militar, Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e o Conselho Tutelar. A DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável. As pessoas em situação de rua também serão encaminhadas para atendimento da Sedes e demais pastas, como Saúde e de Trabalho, se optarem. No decorrer de toda a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios no local, mapeando o público que será atendido e suas demandas. *Com informações da DF Legal

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DF reduz fila de mamografia em mais de 70% com ampliação do serviço

A rede pública de saúde do Distrito Federal reduziu a fila de espera por mamografia em mais de 70% com a ampliação do serviço. De abril a junho deste ano, a capacidade mensal de exames mais do que dobrou, passando de 2.384 para 6.078. Com isso, a Secretaria de Saúde (SES) registrou, nos dois últimos meses, mais de 9,5 mil mamografias. Exame permite detectar precocemente o câncer de mama, ampliando as chances de cura | Foto: Mariana Raphael/Arquivo Agência Saúde [Olho texto=”“Esse esforço da SES é para, justamente, conscientizar a população e garantir que todas tenham acesso ao serviço”” assinatura=”Gleidson Viana, referência técnica distrital de radiologia da SES” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Utilizada para identificar tumores não palpáveis que possam indicar o câncer de mama, a mamografia permite a detecção precoce da doença, viabilizando um tratamento em tempo hábil, mais efetivo e menos invasivo à paciente. “A prevenção do câncer de mama é essencial, porque, além de ser uma doença com maior índice de mortalidade quando não tratada desde os estágios iniciais, esse é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres”, reforça Gleidson Viana, referência técnica distrital (RTD) de radiologia da SES. O especialista lembra ainda que, em decorrência da pandemia, muitas mulheres deixaram de realizar consultas e exames de rotina. “Esse esforço da SES é para, justamente, conscientizar a população e garantir que todas tenham acesso ao serviço”, explica. Recomendado para mulheres a partir de 50 anos como parte dos cuidados médicos de rotina, o exame está disponível na rede pública de saúde do DF por meio de encaminhamento. O procedimento ocorre nas unidades básicas de saúde (UBSs), onde há o acolhimento da paciente por uma equipe multidisciplinar de Estratégia Saúde da Família, com o exame físico inicial. Quando necessário, a equipe solicita a mamografia, agendada de acordo com a prioridade. Prioridade na rede pública Neste ano, o governador Ibaneis Rocha sancionou a Lei nº 7.237/2023, que estabelece uma lista de prioridades para a realização de mamografias na rede pública. A legislação determina prioridade no exame a mulheres a partir de 40 anos que possuem histórico familiar de câncer de mama ou nódulos, necessitem de avaliações periódicas, estejam em tratamento contra o câncer ou ainda precisem de atendimento de urgência, conforme determinação médica. Estratégia de ampliação [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A redução das filas de espera para mamografias é consequência do trabalho de ampliação dos serviços implementados pela SES desde maio. “Com todas as ações, o Distrito Federal deve alcançar a capacidade operacional plena dos 11 mamógrafos em funcionamento e das equipes, espalhadas por todas as regiões de saúde, resultando na oferta de 8,8 mil exames mensais para o procedimento, garantindo o pronto atendimento dos novos pedidos de exames”, resume a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. A partir de um plano consolidado com iniciativas de diversas áreas da saúde relacionadas à temática, incluindo todos os níveis de atenção, assim como especialistas e técnicos em radiologia, foi definido o funcionamento das agendas diárias em dois turnos (manhã e tarde) em todas as unidades. Assim, será possível aumentar o número de exames agendados para 40 ao dia, em cada aparelho. Outras medidas adotadas para garantir o atendimento foram a ampliação de carga horária dos médicos do núcleo de radiologia para 40 horas semanais, bem como a nomeação de novos profissionais da especialidade. Além disso, servidores de radiologia, médicos e técnicos serão remanejados para as equipes de execução de mamografias. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Lançado novo empreendimento em Santa Maria com 88 moradias

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) lançou nesta terça-feira (25), mais um empreendimento localizado em Santa Maria, a ser construído no Lote K da Quadra 104.  Os mais bem-classificados da lista de habilitados do programa serão indicados para aquisição de unidade no empreendimento, por meio de obtenção de financiamento junto à instituição financeira. O aceite ou a recusa da indicação deverão ser confirmados no aplicativo Codhab, na área restrita do candidato.  Projeção do prédio: apartamentos terão dois quartos, sala, cozinha e banheiro | Projeção: Codhab Os indicados interessados devem aguardar contato da construtora Unik Engenharia ou agendar atendimento diretamente pelo telefone 99806-5685.  Ao todo serão 88 apartamentos de dois quartos, sala, cozinha e banheiro, medindo 42,88 m². O imóvel está sendo ofertado pelo valor de R$ 155.785,57 para atender candidatos habilitados da faixa de renda 1,5 (R$ 1.800,01 a 12 salários mínimos). O projeto, que faz parte do eixo Morar Bem do programa Habita Brasília, está vinculado ao programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal. Aplicativo Codhab A Codhab se comunica com os candidatos por meio de notificação no aplicativo. Para instalar a ferramenta, acessar a loja de aplicativos do celular – Google Play para Android e App Store – no caso do iOS, e baixá-la.  *Com informações da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF

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Desjejum por R$ 0,50 em mais restaurantes comunitários

[Olho texto=”“Com a oferta do café da manhã nessas unidades, estamos ampliando a garantia da segurança alimentar da população do DF, em especial as pessoas mais vulneráveis”  ” assinatura=”Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Desjejum acessível é com os restaurantes comunitários do DF. A partir do dia 29, o da Estrutural servirá café da manhã a R$ 0,50, medida que, em 1º e 2 de outubro, também contemplará, respectivamente, as unidades de São Sebastião e Ceilândia. Assim, o Distrito Federal passa a ter sete restaurantes comunitários com maior oferta na venda das refeições a preços populares. Paranoá, Brazlândia, Samambaia e, mais recentemente, Sol Nascente foram os primeiros a aderir a esse serviço. DF conta com 14 restaurantes comunitários, que oferecem refeições a preços acessíveis à população carente | Foto: Renato Raphael/Sedes A secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha, ressalta: “Agora, com a oferta do café da manhã nessas unidades, estamos ampliando a garantia da segurança alimentar da população do DF, em especial as pessoas mais vulneráveis. É o trabalhador tendo a certeza de que terá o seu pão e leite antes de iniciar o trabalho”. No cardápio do café da manhã há sempre um carboidrato, como pão com margarina, bolo ou pão de queijo, além de uma bebida, geralmente café ou achocolatado, e uma fruta fresca. Uma refeição vendida pelos restaurantes comunitários custa, em média, R$ 6,17 – mas, para o usuário, sai por apenas R$ 1, enquanto o Governo do Distrito Federal (GDF) complementa esse valor com R$ 5,17. Adequação Desta sexta-feira (24) a domingo (26), o Restaurante Comunitário da Estrutural estará fechado para iniciar a adaptação à oferta do café da manhã. A suspensão temporária no funcionamento se deve à necessidade de troca dos equipamentos e possíveis ajustes no espaço. O DF conta com 14 restaurantes comunitários, que comercializam refeições adequadas e saudáveis a preços acessíveis. Só o do Sol Nascente serve uma média de 1,5 mil refeições diariamente. O serviço de café da manhã está disponível nas unidades da Estrutural, Sol Nascente, Paranoá e Samambaia das 7h às 8h30 e, na de Brazlândia, das 6h30 às 8h30. Preparadas por funcionários das empresas contratadas, as refeições são planejadas e monitoradas por uma equipe técnica composta por nutricionistas servidores da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) para garantir a qualidade e o sabor da alimentação servida, evitando, assim, o desperdício de alimentos. Documentário Os restaurantes comunitários do DF são o pano de fundo do episódio 6 da série documental A Rua: do acolhimento à autonomia. Lançado nesta quinta-feira (23), o capítulo trata, principalmente, da gratuidade das refeições para população em situação de rua. A série mostra a realidade de personagens que, sem esse benefício, teriam dificuldades para se alimentar. O episódio, assim como os demais, está disponível no Instagram da Sedes. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Endereços dos restaurantes Brazlândia: Quadra 36 – Área Especial nº 1 – Vila São José. Ceilândia: QNM 1 – Bloco 01 – Lote 01 – Ceilândia Centro. Estrutural: Quadra 14 – Área Especial – Vila Estrutural. Gama: Setor Central – Área Especial – Complexo Esportivo do Gama – Estádio Bezerrão. Itapoã: Quadra 61 – Área Especial, entre os conjuntos D/E – Condomínio Del Lago. Paranoá: Quadra 2 – Lote A – Feira Livre – Área Especial. Planaltina: Setor Recreativo e Cultural – Módulo Esportivo – Via WL 1. Recando das Emas: Quadra 1 – Lote 1 – Centro Urbano. Riacho Fundo II: Quadra 10 – Conjunto 1 – Lote 1. Samambaia: ADE/S – Conjunto 15 – Lotes 1/2,  às margens da BR-060. Santa Maria: Av. Alagados, Área Central. junto ao prédio da administração regional. São Sebastião: Centro de Múltiplas Atividades – Lote 2, próximo à administração regional. Sobradinho: AR 13 – Área Especial 8 – Quadra 3 – Setor Administrativo. * Horário de funcionamento: de segunda-feira a sábado, das 11h às 14h. Pessoas em situação de rua atendidas pelo Serviço de Abordagem Social da Sedes têm acesso gratuito às refeições. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social

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Arniqueira terá local com oferta de almoço a apenas R$ 1

[Olho texto=”“A gente tenta reforçar essa cadeia alimentar para dar a segurança alimentar e nutricional para as pessoas” ” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha ” esquerda_direita_centro=”direita”] Preocupado com a segurança alimentar da população do Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha autorizou a construção de mais um restaurante comunitário. Com o investimento de R$ 6,5 milhões, a nova unidade funcionará na QS 09, na Avenida Águas Claras, próximo ao Pistão Sul, região de Arniqueira. O novo restaurante terá capacidade de servir até 2 mil refeições por dia. Cada uma poderá ser retirada por apenas R$ 1. Em Arniqueira, governador anunciou a construção do restaurante, que terá capacidade de servir até 2 mil refeições por dia | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília A informação foi divulgada durante evento de anúncio da primeira etapa de legalização das propriedades em Arniqueira. O governador destacou o compromisso do governo com a segurança alimentar e nutricional da população da capital federal. “Nós sabemos que há um processo muito grande de empobrecimento da população por falta de trabalho, por conta das paralisações, e a gente tenta, diante disso, reforçar essa cadeia alimentar para dar a segurança alimentar e nutricional para as pessoas”, afirmou. A unidade de Arniqueira será a primeira a ser implementada das cinco previstas para construção. O anúncio ocorre dias após a autorização para que a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), responsável pela gestão da Política de Segurança Alimentar e Nutricional no DF, amplie o número de beneficiários do programa Cartão Prato Cheio, que, até o fim do ano, atenderá 40 mil famílias. Limite liberado [Olho texto=”Durante a pandemia de covid-19, pessoas em situação de rua cadastradas na Sedes podem retirar as refeições gratuitamente nos restaurantes comunitários” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Atualmente, funcionam no Distrito Federal 14 restaurantes comunitários. O preço médio de cada refeição é de R$ 6,17, sendo que o Governo do Distrito Federal (GDF) custeia esse valor e cobra apenas R$ 1 da população. “Durante essa pandemia, tivemos que redefinir o modelo de serviços nos restaurantes, passando a ofertar as refeições em marmitas, evitando, assim, a aglomeração dentro das unidades” explicou a secretária adjunta de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “Também liberamos o limite de refeições por pessoa, pois temos muitos casos de cidadãos que levam a comida para os familiares e vizinhos”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A gestora destacou ainda que as pessoas em situação de rua, que estão cadastradas pela equipe de Abordagem Social da Sedes, podem retirar de graça as suas refeições em qualquer unidade dos restaurantes enquanto durar a pandemia de covid-19. A obra do novo restaurante comunitário será licitada até o final do primeiro semestre e ficará a cargo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com recursos da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap). O governador também anunciou a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade, além da implantação da Feira Permanente de Arniqueira, da escola e da sede da administração regional. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social

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Crianças recebem prevenção contra infecções respiratórias

Luniere com a pequena Emily: “Comemoro a oportunidade de a minha filha ter sido contemplada com esse medicamento” | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Emily tem apenas quatro meses e já é uma vencedora. Portadora de síndrome de Down, a menina ficou 11 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por causa de uma doença crônica que enfraquece o músculo do coração a ponto de ele perder a capacidade de bombear regularmente o sangue.  “Uma criança cardiopata é mais suscetível a infecções; por isso, eu comemoro a oportunidade de a minha filha ter sido contemplada com esse medicamento”, ressalta a pedagoga Luniere Alves Carvalho de Castro, 37 anos, mãe de Emily. A menina foi uma das crianças que receberam, nesta terça-feira (23), o Palivizumabe, um imunobiológico que previne as infecções respiratórias agudas no primeiro ano de vida, bem como as complicações, na infância, causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). [Olho texto=”“Essa é uma das ações que estão ajudando a reduzir a mortalidade infantil no Distrito Federal”” assinatura=”Miriam Santos, coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno do DF” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O início da aplicação do remédio no Hospital Regional do Guará (HRGu) faz parte da expansão de unidades autorizadas pela Secretaria de Saúde (SES). A ação começou no ano passado e foi considerada fundamental para melhorar o acesso da comunidade ao serviço. “Essa é uma das ações que estão ajudando a reduzir a mortalidade infantil no Distrito Federal”, atesta a médica Miriam Santos, coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno do DF. O medicamento custa mais de R$ 3,5 mil, mas desde 2013 passou a ser oferecido pela rede pública. Em 2020, foram reorganizados os polos de aplicação para que a população tivesse mais acesso a esse recurso. A medicação passou a ser oferecidas em sete desses pontos (veja quadro). Arte: Agência Brasília Acesso [Olho texto=”“De 50% a 80% das crianças são acometidas pelo VSR no primeiro ano de vida”” assinatura=”Emmanuelle de Sousa Neas Pedroso, pediatra e pneumologista do HRGu” esquerda_direita_centro=”direita”] “Essa medicação é oferecida pelo SUS e também está disponível nos serviços privados desde 2018”, informa Miriam Santos. “Com a reorganização dos serviços de saúde no DF, aumentou o acesso da população a esses serviços”. No total, 3.402 crianças receberam o medicamento de 2014 a 2020.  “De 50 a 80% das crianças são acometidas pelo vírus [VSR] no primeiro ano de vida”, relata a pneumologista e pediatra Emmanuelle de Sousa Neas Pedroso, responsável pela autorização e prescrição do medicamento no HRGu. As crianças que receberam a medicação nessa unidade hospitalar tiveram o agendamento confirmado por telefone ou pelo whatsapp e foram atendidas no horário marcado. “Eu nem conhecia esse remédio, mas me explicaram direitinho para que serve; me senti feliz de ver que minha filha está sendo muito bem-acompanhada”, disse a dona de casa Maria Iris Silva de Oliveira, 48 anos, mãe de Anna Lis, de um ano, que sofre de cardiopatia. Maria Iris, com a filha Anna Lis: “Eu nem conhecia esse remédio, mas me explicaram direitinho para que serve” Moradora da Candangolândia, Laryssa Nunes Ferreira, 24 anos,  também comemora a medida. Mãe de Enzo, de 2 anos, e Miguel, de 9 meses – que nasceu com 38 semanas e apresenta cardiopatia – foi a primeira a entrar na sala de aplicação do medicamento. “Vai ajudar muito a prevenir doenças respiratórias no Miguel. No próximo mês, estarei aqui novamente, porque são cinco doses”, enfatizou a dona de casa. Laryssa: . “Vai ajudar muito a prevenir doenças respiratórias no Miguel” Sazonalidade O VSR aparece sazonalmente nos estados da região Centro-Oeste. Os meses de março a julho são considerados os de maior circulação do vírus no DF. Nesse período, as crianças de risco estão mais propensas a contrair o vírus por causa da ausência de anticorpos específicos, da baixa imunidade e da existência de diferentes sorotipos. O encaminhamento de quem precisa receber o medicamento é feito pelo próprio médico da criança. É ele que faz o preenchimento dos formulários dentro dos critérios, e as famílias procuram os locais de aplicação. “As crianças que necessitam de autorização, como os cardiopatas e pneumopatas, precisam ir ao  HCB [Hospital da Criança de Brasília] com os documentos para solicitar o serviço”, orienta Miriam Santos. Locais de aplicação/endereços Hospital da Criança de Brasília José de Alencar: Área Especial (AENW) 03, Lote A, Setor de Habitações Coletivas (SHCN), Noroeste. Hospital Regional do Guará: QI O6, Lote C s/nº, Área Especial, Guará. Hospital Regional de Ceilândia: QNM 27, Área Especial, Ambulatório II, Sala 15, Ceilândia. Hospital Regional do Gama: Área Especial nº1, Setor Central, Gama. Hospital Regional de Taguatinga: Setor C Norte, Área Especial 24, Taguatinga. Hospital Regional de Planaltina: WL 4, Área Especial, Setor Hospitalar de Planaltina. Hospital do Paranoá: Área Especial, Quadra 2, Conjunto K, Lote 1, Paranoá

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Estratégias de combate ao coronavírus no DF contribuem para conter a doença

Durante entrevista coletiva, nesta sexta-fira (3), o GDF divulgou o andamento das medidas para enfrentar a Covid-19 / Foto: Divulgação / SES Apesar de ter 400 casos confirmados de Covid-19, o Distrito Federal está conseguindo conter os indicadores da doença dentro da avaliação esperada e da capacidade de atendimento da rede, sem interromper os demais serviços de saúde – como cirurgias eletivas. A análise foi feita durante coletiva de imprensa on-line organizada nesta sexta (3) pela Secretaria de Saúde (SES). O titular da pasta, Francisco Araújo, destacou que o DF espera por três cenários da evolução da doença.  “Estamos no primeiro cenário, sendo que neste momento o DF atua com 100 leitos de UTI com suporte respiratório e 200 leitos de retaguarda de enfermaria”, informou o secretário de Saúde. “Os 500 leitos de enfermaria chegarão ao último estágio no [estádio] Mané Garrincha e no Hospital Regional de Santa Maria. Já os de UTI estarão no Hospital Regional Santa Maria, Polícia Militar, Hospital da Criança, Instituto de Cardiologia do DF e também na rede privada. Estamos todo dia contratando mais leitos.” Oferta de leitos O DF possui aproximadamente 500 leitos de UTI com respiradores na SES e pode caminhar para até 900. Quanto aos respiradores, o GDF solicitou 200 ao Ministério da Saúde; 20 foram recuperados em Santa Maria e 600 estão sendo adquiridos, além das doações.  Francisco Araújo destacou que a oferta de leitos será feita por níveis de ativação. Segundo ele, só no Hospital Regional de Santa Maria, serão 70 leitos com suporte respiratório. “Nós só vamos utilizar essas estruturas de acordo com a necessidade”, disse. “Hoje, temos 25 pacientes internados com suporte respiratório, mas temos ainda 50 leitos à disposição. Porém, não paramos de trabalhar. Na semana que vem, teremos mais leitos”.  No caso dos 200 leitos de retaguarda no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, a primeira contratação para estruturar o espaço já foi feita. “Sairá uma próxima, porque, após a estrutura, precisamos colocar cama, suporte e equipar os 500 leitos”, detalhou o secretário. “Na sequência, a área de recursos humanos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF [Iges-DF] e da Secretaria de Saúde farão a contratação de mais profissionais”.  Monitoramento O subsecretário de Vigilância da SES, Eduardo Hage, reforçou que o DF faz o monitoramento constante. No boletim editado pela secretaria na quinta-feira (2), foram divulgados 400 casos de Covid-19 até as 17h38. “[O número] está dentro do esperado e até um pouco abaixo do que estava previsto em algumas modelagens iniciais”, analisou o subsecretário. “Grande parte das previsões de quando ocorreria o pico basearam-se em parâmetros de outros países em que a pandemia teve início há dois ou três meses, mas não é o que se observa no DF. Dentro dessa escalada [na capital federal], as medidas adotadas estão sendo suficientes”. O infectologista destacou que esses números estão refletindo as ações de distanciamento social, que têm justamente a intenção de evitar um pico muito alto com a sobrecarga no serviço de saúde, mas, o pico da doença deve ocorrer neste mês de abril.  “O aumento em relação à semana anterior é de 100%, mas se compararmos a semana anterior com uma semana antes, a intensidade desse aumento foi maior ainda antes, porque foi em torno de 200%”, acrescentou Hage. “Houve e vai continuar o aumento, mas ainda está sendo dentro da velocidade esperada”. Estratégia diferenciada O secretário de Saúde lembrou que a estratégia adotada o DF é diferente da implantada em outros estados da federação. “Primeiro, temos uma rede grande: são mais de 4,8 mil leitos gerais, 500 leitos de UTI, 600 UBS e 16 hospitais”, enumerou. “Isso fez com que nós não parássemos as cirurgias eletivas. O movimento que estamos fazendo é criando uma estrutura paralela para dar conta do coronavírus”.  O diretor-presidente do Iges-DF, Sérgio Costa, reforçou: “Estamos monitorando a situação de todos os hospitais pela Sala de Situação – instrumento de monitoramento em tempo real. Nas portas de urgência e emergência, percebemos que há a prevalência de pessoas que apresentam sintomas respiratórios e redução da taxa de ocupação. Estamos dentro do esperado e da capacidade de reposta”. Testes O GDF recebeu uma quantidade de testes rápidos proveniente do Ministério da Saúde, mas a SES também está adquirindo 150 mil unidades. Esses testes serão destinados prioritariamente aos profissionais que já estão afastados com suspeita de coronavírus. “Queremos saber se eles estão infectados, porque precisamos proteger essa força de trabalho, que é o exército que está na linha de frente, que vão tratar esses pacientes”, ressaltou o secretário-adjunto de Saúde, Ricardo Tavares. Transparência Todos os gastos feitos com o coronavírus estarão à disposição em um hotsite, administrado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), já que diversas áreas, como a Segurança Pública, também estão envolvidas nesse processo.  Distanciamento social  Ao fim da entrevista coletiva, Ricardo Tavares lançou um apelo conclusivo: “Fiquem em casa, precisamos de vocês. Ajudem que vocês serão ajudados. É papel de cada um ajudar a combater essa pandemia”. Ele ressaltou que tem visto muitas pessoas na rua descumprindo o distanciamento social, medida, frisou, que é de grande importância para combater a doença. * Com informações da SES

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Alimentação escolar registra aumento de 82% na distribuição de frutas e verduras

Domingos Pereira de Sousa, 72 anos, é aluno do EJA em Brazlândia / Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília O prato dos estudantes do Distrito Federal está mais saudável. Neste ano, aumentou em 82,43% a distribuição de frutas e hortaliças nos cardápios das escolas públicas da capital. Na soma anual, são cerca de 4,5 toneladas a mais na alimentação escolar e 60% provenientes de agricultores familiares do quadradinho. Também cresceu a oferta de proteínas in natura, enquanto diminuiu drasticamente a oferta de biscoitos e foi extinta a presença de sucos concentrados. A mudança, verificada em todas as modalidades de ensino, se dá a partir de uma administração orçamentária mais equilibrada. Segundo a Diretoria de Alimentação Escolar (Diae) da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE/DF), todas essas modificações foram possíveis graças a uma melhor gestão de recursos e de execução de repasses. Isso permitiu assinaturas de contratos com fornecedores de proteínas frescas e da agricultura familiar da capital e do Entorno, com fortalecimento da política de aquisição dos produtores locais. Arte: Hasenclever Borges/Agência Brasília “A alimentação escolar vem evoluindo e a gente conseguiu fazer várias modificações por conta de melhorias no controle de estoque e de maior orçamento disponibilizado para alimentação”,  explica a diretora de Alimentação Escolar da SEE, Kellen Pedrolo. “Com isso,  conseguimos fazer várias gestões, o que permitiu otimizar a utilização dos nossos recursos na aquisição de gêneros mais saudáveis e ampliar a compra de agricultura familiar”.  Nas escolas da capital, foi registrado chegou a 43,1% o índice de diminuição de biscoitos industrializados a chegar aos estudantes. A projeção é de uma redução de 690 toneladas ao ano de alimentos pobres em nutrientes, em comparação a 2018. Já a carne fresca, in natura, aparece mais na alimentação. Isso porque são 63,3% menos produtos enlatados no cardápio e mais 64,5% das carnes “de verdade” nos pratos –  até o fim do ano, serão mais 1,6 mil toneladas nos colégios. Atualmente, todos os alimentos são aproveitados –  como os talos de couve, que se transformam em ingrediente para sucos verdes. A quantidade de sucos industrializados, a propósito, foi zerada, enquanto 119.800 litros ainda eram adquiridos no ano passado. Frutas e hortaliças  Os dados do  Programa de Alimentação Escolar do Distrito Federal indicam que o aumento da oferta semanal de frutas, verduras e legumes ocorre em todas as modalidades de ensino se comparados os cardápios distribuídos em 2019 aos de 2018. O crescimento foi de 54% nas escolas que fornecem uma refeição por dia; de 96,89% naquelas com dois pratos diários; de 47,89% nas instituições de ensino especial; de 69,19% no ensino –  com três refeições – e de 80,15% nas creches. Para este ano, o investimento é o maior no total em contratações realizadas, especificamente da agricultura familiar, para alimentação escolar no DF. Serão investidos R$ 18.923.494 na aquisição de 30 produtos – 55% a mais que os R$ 12 milhões contratados no ano passado, após reajuste do Tribunal de Contas da União (TCU). A estimativa para o fomento da economia local é que, a cada R$ 1 investido na economia, R$ 3 retornem em contrapartida. Assim, a perspectiva é que R$ 56,7 milhões retorne neste ano. A ampliação do programa foi possível a partir do aumento de 35% no valor repassado pelo governo federal ao GDF. Arte: Hasenclever Borges/Agência Brasília Agora, todas as 669 escolas públicas do DF recebem os produtos – até 2018, eram 397. É a primeira vez na história do Distrito Federal em que todas as unidades de ensino serão abastecidas por gêneros oriundos da agricultura familiar. São 946 agricultores participantes do programa, com quase 3,8 mil pessoas diretamente envolvidas. Também é maior a rede de apoio, que aumentou de 12 para 16 a quantidade de organizações rurais envolvidas, além da tradicional parceria com Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri) e com  Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). No Núcleo Rural Rio Preto são produzidos itens que compõem a merenda escolar dos estudantes de Planaltina e de Santa Maria. De tudo se compra na região: abacate, abóbora, abobrinha, alface, batata-doce, beterraba, salsa, brócolis, cebolinha, cenoura, chuchu, coentro, couve-flor, repolho, couve-manteiga, espinafre, inhame, limão, maracujá, pepino, pimentão,  tangerina-pocã, tomate e vagem. Para garantir o fornecimento, os produtores montarem uma associação e uma cooperativa, que conta com 127 integrantes. Ao todo, são 14 toneladas de produtos por semana. [Olho texto=”O governo está nos dando a enxada, ensinando a manusear e comprando nossos produtos” assinatura=”Ivan Engler, produtor familiar” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Ivan Engler é um desses produtores. Ele fornece, em média, 600 kg de  maracujá por semana.  O convênio garante  a estabilidade de preços e vendas destinadas aos produtores da região. “Já sei a quantidade que vou vender, daí posso fazer um planejamento de quanto tenho que produzir, e que faço a mais, posso vender nas feiras”, revela Ivan.  A renda da família é toda originada pela chácara de 11 hectares em que ele vive com a esposa, uma filha e um enteado. Além de garantir a compra dos produtos, a Secretaria de Agricultura também ajuda no plantio. A maior parte do maquinário utilizado é oferecido pelo órgão também por meio de convênios com as cooperativas. Estão nos acordos grade aradora, arado, encanteirador, distribuidor de calcário, caminhão baú, plantadeira de mandioca e  kit de enfardamento de feno. A Emater-DF também presta assistência e dá orientações para quem tiver interesse. “O governo está nos dando a enxada, ensinando a manusear e comprando nossos produtos”, pontua Ivan. Os maracujás do produtor familiar Ivan Engler fazem parte das refeições dos estudantes de Planaltina e de Santa Maria / Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília Cardápio  especial para alunos da EJA Quase nove mil pessoas estudam à noite, após um dia inteiro de trabalho, para poder concluir a formação. São 8.866 adultos que voltam à sala de aula para fechar o ciclo de ensino em 34 escolas do Distrito Federal. Nesses locais não é servida merenda, mas um cardápio reforçado – muitas vezes, um jantar completo. Segundo a Secretaria de Educação, isso é possível porque a melhoria nos investimentos feitos pelo GDF permitiu o rearranjo dos cardápios e a oferta da refeição. [Olho texto=”Esse tipo de refeição na escola faz com que o aluno tenha segurança alimentar no ambiente escolar, faz com que consolide a aprendizagem; consequentemente não há evasão” assinatura” assinatura=”Kellen Pedrolo, diretora de Alimentação Escolar da SEE” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Esse tipo de refeição na escola faz com que o aluno tenha segurança alimentar no ambiente escolar, faz com que consolide a aprendizagem; consequentemente não há evasão”, avalia Kellen Pedrolo. A gestora conta que a maioria dos estudantes é formada por adultos que trabalharam durante todo o dia e, à noite, persistem no objetivo de estudos. “É garantia de um bom final de dia, de trabalho e de aprendizagem digna, com aporte nutricional adequado para que a pessoa possa ter condições adequadas de permanência e consolidação do que aprendeu”, avalia. Além do ganho nutricional, há fomento econômico e da produção rural local, reconhecimento da atividade agrária e valorização do alimento desde a origem. Da agricultura familiar, saem produtos nutritivos e com menos danos sofridos desde o plantio até a entrega, já que não é praticado o uso de pesticidas e o tempo de transporte é curto. O supervisor pedagógico do Centro Educacional 02 de Brazlândia (CE 02), Adiron Raynes Castro, diz que, analisando o perfil socioeconômico dos estudantes da EJA, eles dependem desse lanche.  “Não há rendimento do alimento sem uma merenda reforçada; é indispensável”, destaca.  Na instituição de ensino de Brazlândia, há seis turmas dessa modalidade. Ao todo, 200 alunos estão matriculados. Para alimentar tanta gente, são necessários, em média, 20 kg de carne e 7,5 kg de arroz.   Ivonete Santos e Neide de Moraes são responsáveis pela alimentação de 200 alunos do CED 02 de Brazlândia /Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Duas merendeiras preparam, com carinho, a refeição dos estudantes. Ivonete Santos, 44 anos, é uma delas, e revela: “Faço com amor. Procuro sempre fazer o melhor, o mais gostoso possível. É como se eu estivesse fazendo a comida da minha casa, para o meu filho. E é muito bom quando eles dizem: ‘tia, está muito bom’”. Tempero especial Ivonete conta que o sabor das refeições ganhou um incentivo especial quando a escola começou a receber mais especiarias para o preparo dos pratos. “Antes era só sal e óleo; agora, além das verduras, temos temperos, salsa, cebolinha, pimentão e alho.” Neide de Moraes, 42 anos, ajuda Ivonete a preparar a comida e garante: “Os temperos dão um toque especial”. [Olho texto=”Antes era só sal e óleo; agora, além das verduras, temos temperos, salsa, cebolinha, pimentão e alho” assinatura=”Ivonete Santos, merendeira” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Os estudantes fazem fila para receber as refeições. O aposentado Domingos Pereira de Sousa, de 72 anos, sempre garante seu prato. “A merenda é bem gostosa e me ajuda a conseguir ficar até o final das aulas”, diz. Morando no Distrito Federal desde 2013, ele escolheu o Incra 8 para seu endereço. Há dois anos, voltou a estudar e cursa o terceiro ano do ensino médio na modalidade EJA, com previsão de formatura em julho próximo. Domingos sempre foi trabalhador rural no Maranhão, de onde veio. “A coisa melhor do mundo é estudar”, comemora. “Hoje consigo entender melhor as coisas, tenho mais informação e fiquei mais curioso também. Trabalhei muito na roça e não tinha tempo para estudar. Precisava plantar, colher, vender os produtos na feira e ajudava meu pai a fazer cachaça. Na época, fiz somente até a quarta série.” Desempregado, Matheus Malheiro, de 19 anos, morador do Setor Habitacional Cascalheira, em Brazlândia, também considera a refeição importante. “Quando chega a hora da merenda, já estou com muita fome”, comenta.“É uma alimentação bem reforçada, e é bem melhor que comer besteiras.” Erinelson Lopes da Silva, de 21 anos, é auxiliar de serviços gerais e trabalha oito horas por dia. Após a jornada, é hora de ir para o CED 02 de Brazlândia, onde cursa o segundo ano do ensino médio EJA. A merenda escolar é sua terceira refeição do dia. “Quando chego à escola, já estou com fome, e, se não fosse a merenda, não conseguiria assistir às aulas até o final”, revela.

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