Resultados da pesquisa

prevenção

Thumbnail

Outubro Verde: campanha reforça pré-natal para combater transmissão vertical da sífilis

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Com o lema "Teste, trate e previna", a campanha Outubro Verde alerta a população sobre os riscos da sífilis – infecção sistêmica, crônica e exclusiva do ser humano, mas que tem cura. O Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado sempre no terceiro sábado de outubro, marca o ápice de um mês dedicado à conscientização e à testagem rápida. A rede pública de saúde do DF estrutura todo o seu cuidado pré-natal para mapear, prevenir e tratar essas ocorrências, com o objetivo de oferecer acolhimento integral às mães e proteger a saúde dos bebês. A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) bacteriana que, muitas vezes, permanece assintomática por longos períodos. Quando apresenta sintomas, eles podem incluir úlceras genitais, manchas pelo corpo (especialmente no tórax, abdome, palmas das mãos e plantas dos pés), febre e mal-estar. O grande risco durante a gravidez é a sífilis congênita, que ocorre quando a infecção, não tratada ou tratada de forma inadequada, é transmitida da gestante para o feto. Isso pode resultar em complicações graves, incluindo malformações e até óbito. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado contribuem para prevenir esses desfechos.  O pré-natal, a prevenção e os serviços da rede pública são fundamentais nesse cuidado. O fato de a mulher ter uma infecção não significa que ela a transmitirá para o bebê.  Os testes de sífilis, HIV e hepatites virais são rápidos, seguros e sigilosos e podem ser feitos, gratuitamente, em todas as UBS | Foto: Divulgação Para que a proteção seja efetiva, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma rede de apoio. As unidades básicas de saúde (UBS) do DF contam com equipes para conduzir o pré-natal, com atenção tanto ao acompanhamento clínico quanto ao acolhimento da mulher no serviço. Serviços contra a sífilis  Os principais serviços disponibilizados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) incluem: ⇒ Testagem rápida e gratuita: disponível em todas as UBS. Os testes de sífilis, HIV e hepatites virais são rápidos, seguros e sigilosos. ⇒ Tratamento imediato: a sífilis tem cura. O tratamento adequado e oportuno durante o pré-natal contribui para prevenir a transmissão para o bebê. ⇒ Prevenção contínua: distribuição gratuita de preservativos (camisinhas masculinas e femininas), fundamentais para evitar a reinfecção e proteger pessoas sexualmente ativas. ⇒ Busca ativa: equipes mobilizadas para convocar gestantes para o tratamento, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social. Monitoramento e integração científica Para avaliar a sustentabilidade das metas e projetar ações até 2030, a SES-DF promoveu o 5º Fórum Ampliado de Transmissão Vertical do DF e o 1º Ciclo de Monitoramento do Plano Distrital de Eliminação da Transmissão Vertical. Realizado no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), na primeira semana de outubro, o encontro reuniu gestores da rede, representantes federais e pesquisadores acadêmicos. A cooperação técnica e acadêmica é um eixo estratégico para subsidiar a tomada de decisões nos serviços de saúde. A vigilância epidemiológica e a rede assistencial produzem informações sobre a realidade do território: identificam casos, acompanham os indicadores, reconhecem as vulnerabilidades e apontam onde é preciso intervir. A Fepecs, por sua vez, tem a missão de transformar esse conhecimento em pesquisa, inovação e educação permanente para os profissionais do SUS e os servidores da instituição. A integração dessas atividades contribui para transformar dados em conhecimento e em ações concretas para a população. O pioneirismo da SES-DF no combate às infecções transmitidas verticalmente, de mãe para filho, também foi reconhecido pelo Ministério da Saúde durante o evento. A SES-DF possui a certificação e o selo de boas práticas pela eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis. Atualmente, o DF pleiteia a certificação também para HTLV e hepatite B. Durante o encontro, o Ministério da Saúde também destacou o papel do DF no desenvolvimento de inovações e boas práticas que inspiram políticas públicas em todo o país. *Com informações da SES-DF  

Ler mais...

Thumbnail

Dia Mundial contra a raiva: vacinação no DF registra recorde de animais imunizados

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A vacinação contra a raiva alcançou 99.903 cães e gatos no Distrito Federal neste ano, o maior quantitativo registrado nos últimos anos. Foram imunizados 82.878 cães e 17.025 gatos, um aumento de 87,18% em relação a 2025. O resultado reforça a importância da vacinação para manter a raiva sob controle e proteger tanto os animais quanto a população. Apesar dos avanços, a doença continua exigindo atenção permanente, já que o vírus segue circulando entre animais. "É um resultado expressivo, com o maior quantitativo registrado nos últimos anos", celebra o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Wendel Medeiros. O assunto é sério e que ganhou data própria. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885. Hoje, mais de um século depois, a imunização de cães e gatos ainda é uma das principais formas de prevenção. "É um desafio estratégico da saúde pública a necessidade de fortalecer a percepção de risco contínuo, considerando que o vírus da raiva mantém circulação ativa", afirma Medeiros. Onde e como vacinar seu animal? Todos os cães e gatos, a partir dos três meses de vida, devem ser vacinados anualmente, inclusive fêmeas que estiverem prenhas ou amamentando. Caso o animal esteja doente, a equipe irá avaliar o caso. Mesmo que os pets vivam em casas ou apartamentos, é preciso levá-los para receber a dose, pois há chance de haver contato com outros animais, como morcegos. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885 | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Além das campanhas de vacinação, o imunizante está disponível de segunda a sexta-feira na sede da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) e nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental. A lista completa com endereços e horários de funcionamento está disponível neste link, atualizada conforme a disponibilidade do serviço. Para que o animal receba a dose, o tutor precisa ser maior de idade e levar um documento de identificação válido e com foto. Vale ressaltar que a vacina oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) é destinada exclusivamente a cães e gatos. Quem tiver roedores, primatas ou suínos deve focar em outras medidas preventivas: evitar o contato e isolar animais que apresentem alteração de comportamento, como dificuldades de locomoção, alteração nos sons produzidos e salivação excessiva. Produtores com rebanhos de bovinos, ovinos, caprinos, equinos e suínos também precisam ficar atentos à raiva. Nesses cenários, as ações preventivas ficam a cargo da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF). Quais cuidados tomar? Caso cães ou gatos estejam com sinais de raiva, é preciso acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone (61) 3449-4434 (WhatsApp). Nunca tente manejar, tratar ou medicar o animal por conta própria. Destaca-se que a Vigilância Ambiental não é responsável por resgatar animais de rua. Outro cuidado fundamental é evitar o contato com animais como morcegos ou macacos, principalmente se estiverem mortos. A Vigilância Ambiental também pode ser contatada nesses casos. Vale lembrar que animais silvestres são protegidos por lei e matá-los é crime. Como a raiva é transmitida? O vírus causador da raiva, do gênero Lyssavirus, é transmitido pela saliva, por meio de mordidas, lambidas e arranhões de animais infectados. Em geral, o ciclo da doença é iniciado entre animais silvestres, passando para animais de criação ou animais domésticos, antes de haver casos em humanos. Em cães e gatos, a transmissão pela saliva ocorre de dois a cinco dias antes do aparecimento dos sinais da doença. Isso porque, no primeiro momento, o vírus se multiplica no local da lesão. Só depois migra para o cérebro e as glândulas salivares, causando os sintomas. Depois dessa fase, a possibilidade de óbito é de quase 100%. O que fazer em caso de mordida? Se houver acidentes com animais, lave imediatamente o ferimento com água e sabão. Em seguida, procure atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital para ser avaliado. Os profissionais do SUS são treinados para avaliar a ocorrência de acordo com as características do paciente, do ferimento e do animal envolvido. No momento da avaliação, pode ser indicada a profilaxia pós-exposição, de acordo com o risco identificado pelos profissionais de saúde. A conduta pode envolver vacina e/ou soro antirrábico. Quais são os sintomas em humanos? Nos seres humanos, os sinais da raiva são similares aos de várias outras doenças: febre, dor de cabeça, perda de apetite e náuseas. Porém, em poucos dias, surgem sintomas neurológicos, como alterações de comportamento, espasmos, convulsões, delírios, alucinações e paralisia. O paciente também sofre com dificuldade para beber água e deglutir alimentos, além de apresentar salivação intensa. Em seguida, há o estado de coma e, em quase todos os casos, o óbito. Vale lembrar que a raiva não é transmitida por ficar no mesmo ambiente que um animal contaminado nem pelo contato com fezes ou urina. Também não há contaminação em caso de mordidas ou picadas de répteis, insetos ou aves, pois a doença afeta apenas mamíferos. Casos no DF Desde a fundação de Brasília, em 1960, foram registrados somente dois casos de raiva humana no DF: em 1978 e em 2022, ambos tendo como resultado o óbito. "A situação dos casos de raiva em humanos está controlada no DF. Mas, a manutenção desse cenário seguro exige vigilância e imunização contínuas", explica a enfermeira Geila Márcia Meneguessi, da área de Vigilância Epidemiológica da SES-DF. Os agentes atuam de forma integrada na identificação e na investigação de situações suspeitas, na avaliação do risco de exposição e na adoção das medidas necessárias para interromper a cadeia de transmissão. Vacina para prevenção O SUS também disponibiliza um esquema de vacinação pré-exposição para pessoas que têm mais chances de sofrer acidentes com animais ou entrar em contato com o vírus. É o caso de médicos veterinários, engenheiros agrônomos, zootecnistas, biólogos e estudantes dessas áreas. Também tomam a vacina funcionários de zoológicos, de clínicas veterinárias e de propriedades rurais, entre outras categorias. Para receber as doses, o profissional pode procurar uma unidade de saúde e apresentar um documento que comprove o risco de exposição ao vírus da raiva, como crachá funcional, declaração laboral ou da faculdade. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Dengue: saiba como se prevenir o ano todo

A dengue possui padrão sazonal, variando conforme a passagem dos meses. O número de casos e o risco de epidemias aumentam entre outubro de um ano e maio do ano seguinte. O clima dessa época combina calor e chuvas frequentes, criando o ambiente ideal para a multiplicação do mosquito Aedes aegypti. Quando a epidemia se instala, as ações de controle vetorial com uso do carro fumacê tendem a ter menor impacto na interrupção da transmissão. Portanto, é em períodos fora da sazonalidade da doença que ações preventivas devem ser intensificadas. Por isso, é necessário atuar de forma contínua e sistemática, com ações de monitoramento e de intervenção precoce em todo o Distrito Federal. Novas tecnologias Diferentes tecnologias são empregadas em locais específicos, conforme critérios técnicos e recomendações epidemiológicas. São observados os dados e identificadas as áreas de maior risco, que apresentam vulnerabilidade social e alta incidência de casos da doença. Drones são empregados no mapeamento de potenciais criadouros, especialmente em locais de difícil visualização ou acesso. Armadilhas, chamadas de ovitrampas, foram instaladas para mapear a proliferação do Aedes aegypti a partir da coleta de ovos. Diferentes tecnologias são empregadas em locais específicos, conforme critérios técnicos e recomendações epidemiológicas | Foto: Divulgação A aplicação de inseticida de longa duração nas paredes internas, denominada Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), é feita em imóveis considerados estratégicos, como escolas, rodoviárias, unidades de saúde e estações de metrô. Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) foram instaladas em residências de Sol Nascente/Pôr do Sol, Recanto das Emas e Água Quente para a eliminação de larvas dos mosquitos. Esses recipientes com água e larvicida atraem o inseto que, ao pousar no local, entra em contato com o produto e o carrega para outros criadouros. Foram soltos em dez regiões administrativas mosquitos com a bactéria Wolbachia. Esse mosquito produzido em laboratório retira do Aedes aegypti a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, da zika e da chikungunya.  Recomendações à população Em casa, a recomendação é reservar pelo menos dez minutos por semana para vistoriar quintais, calhas, vasos de plantas e outros recipientes que possam acumular água. Caixas-d’água e reservatórios devem permanecer vedados, enquanto baldes e vasilhames precisam ser guardados virados para baixo.

Ler mais...

Thumbnail

Cuidados e orientações auxiliam na prevenção de acidentes durante chuvas intensas no DF

Com a aproximação das chuvas no Distrito Federal, previstas para o período entre o fim de setembro e o início de outubro, a orientação para motoristas e pedestres é a prevenção durante e após tempestades. Alagamentos, quedas de árvores, fios elétricos e danos em imóveis integram os riscos da época. A recomendação para a população é evitar o deslocamento em áreas alagadas, tanto a pé quanto em veículos. A água pode encobrir buracos, bueiros abertos e outros obstáculos, além de apresentar correnteza com força o bastante para arrastar pessoas e automóveis. Tanto quem está a pé quanto pessoas ao volante de veículos devem redobrar a atenção durante percursos sob chuva | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Para condutores, a orientação é não avançar em pontos de alagamento. Com a elevação do nível da água, a instrução é parar o veículo em local seguro, desde que a manobra ocorra sem riscos à vida. Durante tempestades com ventos fortes, a recomendação é manter distância de árvores, postes e estruturas instáveis. Cortes ou podas por conta própria não devem ocorrer, especialmente durante ou logo após o temporal. Eletricidade Outra medida envolve a rede elétrica. Ao identificar fios caídos ou em contato com árvores, água ou estruturas metálicas, a orientação é não se aproximar nem tocar em objetos com risco de energização. O local precisa de isolamento, com o afastamento de terceiros e o acionamento imediato da concessionária de energia ou do atendimento de emergência, pelo telefone 193. Em casos de destelhamento ou danos estruturais em imóveis, recomenda-se a desocupação do imóvel diante de risco à segurança. O retorno ocorre apenas com a área segura. Durante as tempestades, a instrução para a população é evitar a permanência em áreas abertas, perto de árvores isoladas, postes e estruturas metálicas ou em locais sujeitos a alagamentos. Atendimento de emergência O atendimento de ocorrências está disponível pelo telefone 193, com funcionamento 24 horas. Ao acionar o serviço, o cidadão deve fornecer o endereço exato e os riscos identificados no local, para direcionamento da equipe. 

Ler mais...

Thumbnail

Combate a escorpiões exige prevenção contínua

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   O enfrentamento aos acidentes com escorpiões no Distrito Federal exige um esforço coletivo contínuo, já que o ambiente urbano oferece abrigo e alimento em todas as estações do ano. Com o registro de 4,7 mil acidentes em 2025 no DF, a melhor estratégia de controle é a prevenção dentro das residências e nos quintais. No DF, o escorpião-amarelo — venenoso, como os demais — é o tipo mais comum | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília  A eliminação de entulho, o recolhimento de materiais de construção, a vedação de ralos e frestas em paredes e o controle de baratas — principal fonte de alimento desses aracnídeos predadores —  são passos fundamentais para evitar o aparecimento de escorpiões. Cuidados simples, como examinar roupas e calçados antes do uso e afastar camas e cortinas das paredes, reduzem significativamente o risco de picadas. Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente o atendimento médico. Pacientes adultos com dor leve devem se dirigir a uma unidade básica de saúde (UBS), enquanto quadros moderados ou graves recebem ampolas de soro antiescorpiônico nos hospitais da rede pública. A atenção deve ser redobrada com as crianças, que correm maior risco de complicações severas.  A atenção deve ser redobrada com as crianças, que correm maior risco de complicações severas. “A piora do quadro pode ocorrer em poucas horas, e a pessoa passa a apresentar episódios de vômitos, suor extremo, confusão mental e dificuldade respiratória”, explica a toxicologista Flávia Neri, da Secretaria de Saúde (SES-DF). Capacitação Vigilância Ambiental promove capacitações e treinamentos para aperfeiçoar o combate aos escorpiões | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF  Agentes de Vigilância Ambiental (Avas) participam de treinamentos constantes para aperfeiçoar o trabalho de combate aos escorpiões. A iniciativa busca padronizar os procedimentos e mapear de forma mais precisa os pontos críticos de infestação em todo o território distrital. Os agentes trabalham com ações de campo para orientar a população quanto às ações ambientais preventivas, auxiliando a evitar ambientes de riscos para o aparecimento de escorpiões. No DF, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é o tipo mais comum. Independentemente do tipo, todos os escorpiões são venenosos.   “Precisamos lidar de maneira diferente com a grande quantidade de acidentes”, pontua o biólogo Israel Martins, da SES-DF. “A integração entre o cuidado individual dos moradores e o monitoramento técnico contínuo permanece sendo o caminho mais eficaz para mitigar os riscos.”   *Com informações da Secretaria de Saúde

Ler mais...

Thumbnail

Criado projeto para ampliar a pronta resposta em casos de violência contra a mulher

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Por meio da Portaria nº 358, publicada na edição desta quarta-feira (26/8) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instituiu o projeto Pronto Atendimento à Mulher. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a atuação da instituição no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, com ações voltadas para prevenção, repressão e investigação desses crimes. Projeto reforça o alcance dos dispositivos previstos na Lei Maria da Penha | Foto: Divulgação/PCDF O projeto, que será implementado pelos departamentos de Polícia Circunscricional (DPC) e de Polícia Especializada (DPE), busca ampliar a pronta resposta policial em situações de risco. “Nosso objetivo é garantir que a mulher em situação de violência tenha uma resposta policial ainda mais rápida, qualificada e efetiva”, enfatiza a delegada Ana Carolina Litran, diretora do DPE. “O projeto fortalece a atuação integrada das unidades da PCDF, amplia a capacidade de apuração das denúncias e reforça o compromisso da instituição com a proteção das mulheres e com a efetividade da Lei Maria da Penha.” Entre as medidas previstas está o reforço na apuração de denúncias de violência contra a mulher recebidas pelos canais 197 e 180. As denúncias relacionadas à Lei Maria da Penha que estiverem em aberto serão acompanhadas de forma sistemática, com distribuição às unidades responsáveis pela apuração. A Divisão de Controle de Denúncias (Dicoe) ficará responsável por fornecer mensalmente ao DPC e ao DPE a relação das denúncias em aberto e acompanhar os casos apurados. Já a Divisão de Análise Técnica e Estatística (Date) fará o acompanhamento semanal dos resultados do projeto, reunindo dados sobre denúncias apuradas, prisões em flagrante e diligências realizadas. As informações consolidadas serão encaminhadas semanalmente ao delegado-geral adjunto, permitindo o acompanhamento contínuo das ações e dos resultados do projeto. Além disso, a  iniciativa também contará com recursos destinados ao Serviço Voluntário Gratificado (SVG).   *Com informações da Polícia Civil do DF 

Ler mais...

Thumbnail

Saiba quando o intestino pede atenção médica

Muito além da digestão, o intestino exerce um papel fundamental para a saúde. Conhecido como o “segundo cérebro” do corpo humano, ele é responsável pela absorção de nutrientes e influencia diretamente o funcionamento do sistema imunológico, o metabolismo e até o equilíbrio emocional. Quando não funciona adequadamente, pode provocar sintomas como constipação, diarreia, gases, estufamento abdominal e refluxo. Entre os problemas que podem afetar esse órgão estão as doenças inflamatórias intestinais, condições que podem surgir por diferentes motivos e impactar significativamente a qualidade de vida. De acordo com o endoscopista digestivo do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Luciano Ambrosini, existem diferentes formas dessas doenças. “Temos dois grandes grupos: as inflamações do intestino grosso, chamadas colites, e as inflamações do intestino delgado, conhecidas como enterites. Na prática clínica, as colites costumam ser mais frequentes. Entre as causas mais comuns estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa”, explica. Atenção aos sinais As manifestações podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas merecem atenção. Dor abdominal persistente, que não melhora com medicações de uso comum, episódios frequentes de diarreia e alterações no funcionamento intestinal estão entre os principais alertas. “É importante procurar avaliação médica quando a diarreia se torna persistente, principalmente se houver presença de muco ou sangue nas fezes. Esses são indícios que precisam ser investigados”, orienta o especialista. O enfermeiro Sérgio Barbosa descobriu recentemente que estava com uma doença inflamatória intestinal | Foto: Divulgação  O diagnóstico geralmente é realizado por meio de exames específicos, como a colonoscopia, que permite avaliar diretamente o interior do trato intestinal e identificar alterações. A investigação costuma ser conduzida por gastroenterologistas, clínicos gerais ou internistas, médicos especializados em medicina interna. Mudança de hábitos O enfermeiro Sérgio Barbosa descobriu recentemente que estava com uma doença inflamatória intestinal. O desconforto abdominal constante foi o que o levou a buscar ajuda médica. “O que mais me incomodava era a barriga estufada. Nunca imaginei que pudesse estar relacionada a uma inflamação intestinal. Resolvi procurar especialistas porque estava acima do peso e com vários exames alterados”, conta. Há cerca de um mês, ele iniciou o tratamento e adotou mudanças importantes na rotina. “Comecei a praticar exercícios físicos e mudei completamente a alimentação. Cortei refrigerantes, massas, carne vermelha, açúcar e outros alimentos que estavam prejudicando minha saúde”, relata. Além do tratamento, hábitos saudáveis são aliados importantes na prevenção e no controle das doenças inflamatórias intestinais. Manter uma alimentação rica em fibras, consumir frutas, verduras e legumes diariamente, beber água regularmente, praticar atividades físicas, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas contribuem para preservar a saúde do intestino. Sintomas persistentes, no entanto, nunca devem ser ignorados e precisam ser avaliados por um profissional de saúde. Saúde que vai além da digestão Os impactos das doenças inflamatórias intestinais não se restringem ao sistema digestivo. A curto prazo, podem surgir sintomas como cansaço excessivo, sonolência, falta de energia, inchaço corporal e dificuldade para controlar o peso. Já a longo prazo, o desequilíbrio intestinal pode favorecer o desenvolvimento de doenças autoimunes e outras condições crônicas. O acesso aos serviços começa pelas unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames específicos. Depois dessa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg). Luciano Ambrosini reforça que é importante procurar atendimento médico sempre que os sintomas intestinais persistirem ou interferirem na rotina. “Cuidar do intestino é investir na saúde de todo o organismo. Afinal, quando ele funciona bem, o corpo inteiro sente os benefícios”, conclui o especialista.

Ler mais...

Thumbnail

Câncer de mama: saiba onde buscar atendimento e tratamento na rede pública do DF

O diagnóstico precoce salva vidas e representa a principal estratégia para o sucesso no combate ao câncer de mama. Para assegurar o acesso rápido ao cuidado, a rede pública do Distrito Federal conta com um protocolo estruturado que acompanha o paciente desde a primeira triagem até o suporte oncológico completo. Embora seja raro, o câncer de mama também atinge homens. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que 1% dos pacientes seja do sexo maculino. Se você precisa de avaliação, saiba exatamente onde ir e como funciona o fluxo de assistência. Por onde começar A porta de entrada para o acolhimento é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente. Mulheres com idades entre 40 e 75 anos, conforme diretriz do Inca, devem buscar a unidade mesmo sem apresentar sintomas. Para descobrir a UBS de referência, basta consultar este site e informar o CEP da residência. Também é preciso ficar atenta aos sinais de alerta que exigem ida imediata ao médico. Os principais sintomas são: Nódulo palpável (geralmente indolor); Alterações na pele da mama (como vermelhidão ou retração); Saída de secreção pelo mamilo; Mudança no formato ou tamanho da mama; Inchaço na axila; Inversão do mamilo; Dor mamária. A porta de entrada para o acolhimento é a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente | Foto: Divulgação Onde fazer a mamografia Na própria UBS, o médico solicita a mamografia de rastreamento. O exame é feito nos hospitais da rede ou por meio do projeto Peito Aberto, uma parceria com o Laboratório Sabin que amplia a oferta de vagas e dá agilidade à entrega dos laudos. Após a marcação, a paciente é informada sobre a data, o local e o horário. - A oferta de mamografias abrange as seguintes unidades do DF: Hospital Regional de Sobradinho (HRS) Hospital Regional da Asa Norte (Hran) Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) Hospital da Região Leste (HRL) Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu) Hospital Regional de Samambaia (HRSam) Hospital Regional de Taguatinga (HRT) Hospital Regional do Gama (HRG) Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT) Hospital Regional de Ceilândia (HRC) Atendimento com especialista e biópsia Se houver qualquer alteração na mamografia ou suspeita clínica durante o exame na UBS, a paciente vai direto para a consulta com um mastologista em um dos hospitais regionais. Esse agendamento é prioritário e demora, em média, menos de 30 dias para acontecer. Durante a consulta, se o nódulo for palpável e houver necessidade, o próprio mastologista já faz a biópsia no consultório. Caso o nódulo não seja evidente, a equipe agenda o procedimento em uma unidade de radiologia para ocorrer de forma guiada por imagem (por meio de mamografia, ecografia ou ressonância). Tratamento ágil Se o diagnóstico de câncer se confirmar, a paciente segue imediatamente para o tratamento. Essa rapidez integra protocolos criados para garantir diagnóstico e suporte rápidos, coordenados e humanizados. O plano terapêutico é montado de forma individualizada para cada caso. Dependendo do estágio do tumor e das condições da paciente, o tratamento nos aparelhos de saúde do DF pode começar por cirurgia ou por sessões de quimioterapia, com o acompanhamento integral da equipe médica e o suporte necessário para o cuidado completo.

Ler mais...

Thumbnail

Período de seca exige atenção redobrada contra carrapatos

Com a seca, no período entre maio e setembro, os carrapatos encontram condições favoráveis para completar o ciclo de vida, exigindo mais atenção em trilhas, parques e áreas de vegetação. Diante desse cenário, especialista da Secretaria de Saúde (SES-DF) orienta a população sobre medidas simples para reduzir o risco de contato com o aracnídeo.  Como não há vacina contra a febre maculosa, a principal forma de prevenção é evitar áreas com vegetação alta e, se isso não for possível, usar roupas claras, que facilitem a visualização de carrapatos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde “Prefira roupas que cubram a maior parte do corpo. Dessa forma, é possível identificar e remover o carrapato antes que haja tempo suficiente para a transmissão da bactéria” Camila Cibeli, bióloga da Diretoria de Vigilância Ambiental da SES-DF “É nessa época de baixa umidade, que os ovos dos carrapatos secam e eclodem, dando origem às larvas e às ninfas, fases iniciais do ciclo de vida que antecedem a fase adulta”, explica a bióloga da Diretoria de Vigilância Ambiental da SES-DF, Camila Cibeli. Prevenção Os carrapatos de importância médica estão associados principalmente à presença de capivaras e cavalos. Os aracnídeos são encontrados com mais frequência em trilhas, margens de lagos, parques e outros locais onde animais de maior porte circulam. Não há vacina contra a febre maculosa, doença infecciosa transmitida pelo carrapato contaminado. Por isso, a principal forma de prevenção é evitar áreas com vegetação alta. Quando isso não for possível, recomenda-se usar roupas claras, que facilitem a visualização dos aracnídeos. “Prefira roupas que cubram a maior parte do corpo, como calças compridas e blusas de manga longa”, orienta Cibeli. A bióloga aconselha, ainda, verificar o corpo a cada uma ou duas horas. “Dessa forma, é possível identificar e remover o carrapato antes que haja tempo suficiente para a transmissão da bactéria."  [LEIA_TAMBEM] Caso encontre um carrapato preso ao corpo, a recomendação é removê-lo com uma pinça, puxando de forma firme e contínua. Não aperte nem esmague o aracnídeo. Em seguida, lave o local da picada com água e sabão ou álcool. Os cuidados com os animais de estimação também devem ser mantidos, pois são possíveis hospedeiros de carrapatos.  Febre maculosa Entre 2016 e 2025, o DF notificou 391 casos suspeitos de febre maculosa, todos descartados. Desde o início da série histórica, em 2007, não há registro na capital de casos confirmados da forma brasileira da doença. Ainda assim, a SES-DF mantém vigilância contínua para identificar ocorrências suspeitas e investigar a possível circulação de patógenos. Transmissão A bactéria da febre maculosa é transmitida para humanos por meio da saliva do carrapato liberada na corrente sanguínea. Para isso, o aracnídeo precisa permanecer grudado à pele de quatro a seis horas. Os sintomas costumam surgir entre o segundo e o décimo quarto dia após a infecção. A doença não é passada de pessoa para pessoa. Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas incluem febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e dor muscular constante. Também é possível ocorrer inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e plantas dos pés e paralisia dos membros que pode evoluir das pernas até os pulmões, causando parada respiratória. Tratamento Ao apresentar os primeiros sintomas, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Diante da suspeita clínica, o tratamento com antibiótico pode ser iniciado antes mesmo da confirmação laboratorial, já que as chances de cura são maiores quando a doença é tratada precocemente. A confirmação da febre maculosa é feita por exame sorológico em dois momentos: o primeiro na suspeita clínica e o segundo após 15 dias. A comparação dos resultados permite confirmar a infecção. Os casos suspeitos devem ser notificados às autoridades de saúde em até 24 horas. *Com informações da SES-DF

Ler mais...

Thumbnail

Saiba como evitar a presença de escorpiões dentro de casa

Um sapato deixado no chão, um ralo sem vedação ou uma pilha de entulho no quintal podem servir de abrigo para escorpiões. Com o aumento dos acidentes no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça os cuidados para evitar a presença desses animais nas residências e reduzir o risco de picadas. A recomendação é investir na prevenção e buscar atendimento médico imediato. De janeiro a maio deste ano, acidentes com escorpiões passaram de 1.800 no DF | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O último boletim epidemiológico da pasta indica que, de janeiro a maio deste ano, foram registrados 1.856 acidentes com escorpiões no DF. No mesmo período de 2025, foram 1.594 ocorrências. Ao longo de todo o ano passado, o total chegou a 4.640 notificações. Adaptados ao ambiente urbano, os escorpiões procuram locais escuros e úmidos. Os tipos mais encontrados na capital federal são escorpião-amarelo, escorpião-de-patas-rajadas e escorpião-preto. Pilhas de roupas, caixas de papelão e áreas atrás dos móveis são locais atrativos para os escorpiões A bióloga Camila Cibeli Soares, da SES-DF, explica que esses animais podem entrar nas casas por diferentes estruturas: “É muito comum encontrá-los adentrando as residências por meio de ralos — de chão ou de pia —, bueiros, dutos que protegem os cabos e condutores de energia elétrica e até por lâmpadas frouxas. Por isso, esses locais precisam estar sempre muito bem vedados”. Escorpiões também costumam se esconder atrás de móveis, em rodapés soltos, pilhas de roupas, caixas de papelão e materiais acumulados. Nas áreas externas, entulhos e restos de construção favorecem a presença deles.  Como prevenir Manter os ambientes limpos e organizados é uma das formas mais eficazes de evitar abrigos. Recomenda-se, ainda, checar roupas e calçados antes de usá-los e manter camas e berços afastados das paredes, impedindo que lençois e cortinas encostem no chão. Do lado de fora, é importante utilizar luvas grossas ao limpar jardins ou manusear materiais de construção. A vedação de frestas, ralos e rodapés também ajuda a bloquear possíveis entradas.  “Uma das recomendações é que, ao se levantar da cama, a pessoa calce um chinelo para evitar pisar em um desses animais” Camila Soares,  bióloga da Secretaria de Saúde Camila Cibeli ressalta que o controle de insetos dentro de casa é, igualmente, fundamental. “As baratas são a principal fonte de alimento dos escorpiões, por isso deve-se manter o ambiente sempre limpo”, indica.  Os escorpiões-amarelos, espécie mais associada aos acidentes graves, têm hábitos noturnos. Por isso, muitos casos ocorrem durante o dia, quando os animais já estão escondidos em diferentes pontos da casa. “Uma das recomendações é que, ao se levantar da cama, a pessoa calce um chinelo para evitar pisar em um desses animais”, alerta a especialista. Orientações Em caso de picada por escorpião, orienta-se lavar o local com água e sabão, elevar o membro afetado e procurar atendimento médico imediatamente. “A pessoa não pode espremer a picada nem tentar sugar o veneno; se possível, fotografe o animal para auxiliar na identificação”, reforça a bióloga.  [LEIA_TAMBEM]De acordo com o Ministério da Saúde, a dor intensa no local da picada é o sintoma mais comum. Também podem ocorrer vermelhidão, formigamento e sudorese. Nos casos mais graves, especialmente em crianças, podem surgir náuseas, vômitos, suor excessivo, taquicardia e dificuldade respiratória. A aplicação do soro antiescorpiônico depende da gravidade do caso, isto é, nem todas as vítimas precisam receber o antiveneno. Contudo, qualquer pessoa picada deve ser avaliada por profissionais de saúde para a definição da conduta adequada. Na rede pública, há soro no Hospital Regional da Região Leste (HRL), no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no Hospital Regional de Brazlândia (HRBz), no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), no Hospital Regional do Gama (HRG), do Guará (HRGu), no Hospital Regional de Planaltina (HRPL), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no Hospital Regional de Sobradinho (HRS) e no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) A população também pode acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que funciona 24 horas, pelos telefones 0800 644 6774 e 0800 722 6001. Para solicitar inspeção em casos de aparecimento de escorpiões, o contato com a Vigilância Ambiental pode ser feito pelo número 162 ou pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com. Em situações de emergência, a orientação é ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF 192) ou para o Corpo Militar de Bombeiros do DF (193). *Com informações da Secretaria de Saúde  

Ler mais...

Thumbnail

Pré-diabetes pode ser revertida, mas exige mudança de hábitos e acompanhamento médico

No Dia Nacional do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (26), especialistas reforçam um alerta importante: a pré-diabetes pode ser revertida quando identificada precocemente e tratada com mudanças no estilo de vida. A condição, caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, é um sinal de que o organismo já apresenta dificuldade para controlar o açúcar e aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Em tratamento para diabetes há dez anos, Samuel Costa avalia: “Hoje em dia é fácil ter acesso a comidas industrializadas e pouco saudáveis, mas o corpo sente os efeitos de uma alimentação desequilibrada” | Foto: Divulgação/IgesDF “A pré-diabetes indica que o corpo está começando a dar sinais de que não está conseguindo controlar adequadamente a glicemia” Tatiana Wanderley, endocrinologista do Hospital de Base A alteração geralmente não provoca sintomas e, na maioria das vezes, é descoberta apenas em exames de rotina. Por isso, pessoas com fatores de risco devem fazer acompanhamento médico periódico para identificar precocemente mudanças na glicemia e evitar a  evolução da doença. A endocrinologista Tatiana Wanderley, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), explica que a alteração funciona como um importante sinal de alerta do organismo. “A pré-diabetes indica que o corpo está começando a dar sinais de que não está conseguindo controlar adequadamente a glicemia”, explica. “É muito importante agir nesse momento para evitar que o quadro evolua ou, em alguns casos, até revertê-lo. O mais importante é mudar o estilo de vida, com alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas.” Exames frequentes A especialista lembra que a condição geralmente não provoca sintomas, o que torna ainda mais importante a realização periódica de exames, principalmente em pessoas com fatores de risco, como excesso de peso, pressão alta, alterações no colesterol e triglicerídeos, histórico familiar de diabetes e sedentarismo. [LEIA_TAMBEM]“Em situações mais avançadas, os danos ao pâncreas podem se tornar irreversíveis”, alerta a médica. “Já nos casos mais leves, a adoção de hábitos saudáveis e, quando necessário, o uso de medicamentos podem impedir que a doença se instale definitivamente. Tudo na vida precisa de equilíbrio. Não pode faltar, mas também não pode haver excessos.” Mudança de hábitos  Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de brasileiros vivem com a doença. Identificar e tratar a pré-diabetes é uma das principais estratégias para reduzir o avanço da doença e prevenir complicações futuras. Paciente do HBDF, Samuel de Moraes Costa descobriu que tinha diabetes após perder muito peso sem motivo aparente. Em tratamento há cerca de dez anos, ele ressalta a importância do acompanhamento contínuo e acredita que agir ainda na fase da pré-diabetes faz toda a diferença. “Em caso de pré-diabetes, é essencial tentar controlar agora e não deixar para depois”, recomenda ele. “É importante tomar muito cuidado com a alimentação. Hoje em dia é fácil ter acesso a comidas industrializadas e pouco saudáveis, mas o corpo sente os efeitos de uma alimentação desequilibrada.” Por ser uma unidade de referência em atendimentos de alta complexidade, o Hospital de Base acompanha ambulatorialmente pacientes com formas mais graves da doença. A porta de entrada para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do diabetes é a unidade básica de saúde (UBS), responsável pela avaliação inicial e pelo encaminhamento dos pacientes quando necessário. Veja a lista completa das UBSs do Distrito Federal.   *Com informações do IgesDF  

Ler mais...

Thumbnail

Alta de casos de sarampo nas Américas acende alerta para reintrodução da doença no Brasil

Com a Copa do Mundo de 2026 em andamento e a circulação de milhões de pessoas entre diferentes países, a Secretaria de Saúde (SES-DF) recomenda atenção redobrada aos sintomas do sarampo e a manter a vacinação em dia. O alerta considera o aumento expressivo de casos nos Estados Unidos, Canadá e México, países-sede do torneio, o que amplia o risco de reintrodução da doença no Brasil. Saúde alerta: vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir, controlar e eliminar o sarampo | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Segundo o Ministério da Saúde (MS), mais de 248 mil casos de sarampo foram confirmados no mundo em 2025. Entre os países que recebem a competição, o Canadá registrou 5.062 ocorrências no ano passado e já contabiliza 871 em 2026. No México, os registros saltaram de sete casos em 2024 para 6.152 em 2025, chegando a 9.207 neste ano. Já os Estados Unidos notificaram 2.144 ocorrências em 2025 e outras 1.738 em 2026. “Os primeiros sinais podem ser confundidos com outras doenças respiratórias, por isso a presença de febre associada ao surgimento de manchas na pele deve servir de alerta para que a pessoa procure rapidamente uma UBS para avaliação” Marília Higino, pediatra da Secretaria de Saúde “Esse cenário está diretamente relacionado à redução de pessoas vacinadas, situação que aumenta o número de indivíduos suscetíveis à infecção e favorece a circulação do vírus”, explica a pediatra Marília Higino, da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da SES-DF. Imunização Desde 2024, o Brasil mantém o status de país livre da circulação do vírus do sarampo. No Distrito Federal, foram computadas 71 notificações de casos suspeitos em 2025, com apenas uma confirmação importada e sem transmissão secundária. Neste ano foram notificadas 20 suspeitas, mas nenhuma ocorrência foi confirmada até o momento. Os dados reforçam a importância da imunização. Em 2025, 94,7% dos casos confirmados no país ocorreram em pessoas sem histórico vacinal. De acordo com o calendário do MS, pessoas de 1 a 29 anos e profissionais de saúde de qualquer idade devem receber duas doses da vacina tríplice viral. Já adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose. Vacina pode ser encontrada nas unidades básicas de saúde do DF | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “A vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir, controlar e eliminar o sarampo, por isso é fundamental que toda a população mantenha o esquema atualizado”, reforça a pediatra da SES-DF. O imunizante está disponível em mais de 170 unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. Para receber a dose, basta apresentar um documento válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. A SES-DF também tem intensificado a capacitação dos profissionais da rede pública para identificar rapidamente casos suspeitos, realizar a notificação imediata e adotar medidas de resposta oportuna, especialmente após a Copa do Mundo. Sintomas exigem atenção [LEIA_TAMBEM]O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa. Os sintomas iniciais incluem febre alta, coriza, conjuntivite com ausência de pus e manchas vermelhas na pele, que costumam surgir no rosto e se espalhar pelo corpo. Outro sinal característico são as manchas de Koplik, pequenos pontos esbranquiçados que aparecem na mucosa oral. “Os primeiros sinais podem ser confundidos com outras doenças respiratórias, por isso a presença de febre associada ao surgimento de manchas na pele deve servir de alerta para que a pessoa procure rapidamente uma UBS para avaliação”, orienta Marília Higino. O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais.  A transmissão ocorre pelo ar, por meio da tosse, espirro, fala ou respiração. Crianças menores de 5 anos, gestantes, pessoas imunocomprometidas, adultos acima de 20 anos, indivíduos desnutridos e moradores de locais com aglomeração estão entre os grupos mais suscetíveis às complicações. Não existe tratamento antiviral específico para o sarampo. A terapia foca o alívio dos sintomas e o reforço ao sistema imunológico até que o vírus seja eliminado de forma natural.    *Com informações da Secretaria de Saúde            

Ler mais...

Thumbnail

Teste de DNA-HPV na rede pública ajuda na prevenção do câncer de colo do útero

A rede pública de saúde do Distrito Federal já opera com o novo teste de DNA-HPV. O exame, mais moderno e sensível, é capaz de detectar 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) associados ao alto risco oncogênico, permitindo maior agilidade no diagnóstico precoce e no tratamento de lesões precursoras e do câncer de colo do útero.  Atualmente, o exame é feito nas unidades básicas de saúde (UBSs) das regiões administrativas de Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol e será ampliado para as demais regiões gradualmente. Letícia dos Santos fez a coleta, recebeu resultado negativo e pôde ampliar o intervalo entre os exames:  “Agora, não vou precisar fazer o exame todo ano, vou poder fazer só daqui a cinco anos” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “A longo prazo, vejo que vamos conseguir detectar com mais rapidez e precisão os casos de câncer, o que vai permitir o início mais rápido do acompanhamento oncológico e o tratamento”  Luiz Fabiano Barbosa, enfermeiro A nova tecnologia apresenta maior sensibilidade diagnóstica em comparação ao exame citopatológico convencional, reduzindo a necessidade de avaliações complementares e intervenções desnecessárias. Além disso, quando o resultado é negativo, o intervalo entre as coletas pode ser ampliado, proporcionando mais conforto, segurança e rastreamento mais qualificado às pacientes. Foi o caso de Letícia dos Santos, de 42 anos, que fez a coleta da amostra na UBS 8 de Samambaia durante exame de rotina.“O enfermeiro me explicou direitinho como funciona,e eu achei ótimo”, lembra. “Agora, não vou precisar fazer o exame todo ano, vou poder fazer só daqui a cinco anos”. O enfermeiro Luiz Fabiano Barbosa ressalta que, além de proporcionar mais conforto às mulheres, o teste de DNA-HPV oferece maior precisão e rapidez na identificação de alterações.  “A longo prazo, vejo que vamos conseguir detectar com mais rapidez e precisão os casos de câncer, o que vai permitir o início mais rápido do acompanhamento oncológico e o tratamento; é um grande avanço”, avalia. Estratégia O teste de DNA-HPV integra a estratégia de enfrentamento ao câncer do colo do útero baseada em três pilares principais: vacinação, rastreamento organizado e tratamento oportuno das lesões precursoras. “Com o teste de DNA-HPV, os protocolos de rastreamento tornam-se mais objetivos, organizados e padronizados, facilitando a compreensão tanto pelas usuárias quanto pelos profissionais de saúde” Simone Lacerda, gerente de Apoio à Saúde da Família da SES-DF A meta é alcançar 90% de cobertura vacinal entre adolescentes até 2030, além de garantir que 70% das mulheres entre 25 e 64 anos façam o rastreamento periódico, ampliando a detecção precoce e reduzindo a mortalidade pela doença. “Trata-se de um conjunto de ações integradas voltadas à eliminação dessa doença”, explica a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda. “O câncer de colo do útero ainda representa um importante problema de saúde pública, sendo um dos tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres brasileiras”, aponta. “Além disso, destaca-se por ser um dos tipos de câncer passíveis de prevenção e detecção precoce por meio da vacinação, do rastreamento organizado e do tratamento oportuno das lesões precursoras.” A gerente também explica que o exame citopatológico convencional, apesar de ter sido fundamental ao longo dos anos na prevenção do câncer do colo do útero, frequentemente gerava dúvidas quanto à periodicidade correta de realização, levando muitas mulheres a repetirem o procedimento anualmente, mesmo quando não havia indicação clínica ou necessidade conforme os protocolos vigentes. “Com o teste de DNA-HPV, os protocolos de rastreamento tornam-se mais objetivos, organizados e padronizados, facilitando a compreensão tanto pelas usuárias quanto pelos profissionais de saúde”, detalha. “Isso fortalece o fluxo assistencial na Atenção Primária, reduz exames e intervenções desnecessárias, amplia a segurança clínica e permite um acompanhamento mais qualificado das pacientes.” Fluxo do exame [LEIA_TAMBEM]A coleta da amostra é feita de forma semelhante ao exame citopatológico (Papanicolau), sendo o material encaminhado para análise molecular por técnica de PCR. Nos casos em que houver detecção dos tipos HPV 16 ou HPV 18 — associados ao maior risco oncogênico —, a paciente será encaminhada para colposcopia. Quando o resultado for negativo, a recomendação é repetir o exame após cinco anos, conforme protocolo vigente. Se for detectado outro tipo de HPV, será feita a citologia com a mesma amostra. As amostras são coletadas nas UBSs e encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) para análise. Após a liberação dos resultados, as equipes da Atenção Primária à Saúde serão responsáveis pelo acompanhamento das pacientes, orientações e encaminhamentos necessários, conforme cada caso.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

Ler mais...

Thumbnail

Mesmo sem casos em 2026, GDF empreende ações contínuas de prevenção contra a gripe aviária

O Governo do Distrito Federal (GDF) segue com medidas permanentes e rigorosas de prevenção à gripe aviária (influenza aviária), ações que já ocorriam antes mesmo da prorrogação da emergência zoossanitária nacional. O trabalho contínuo das equipes de saúde e defesa agropecuária tem gerado resultados positivos: em 2026, não houve nenhum caso confirmado da doença em animais ou humanos no DF. Trabalho conjunto entre SES-DF e Seagri-DF mantém fiscalização pontual: foco é a saúde da população | Fotos: Divulgação “Estamos trabalhando para evitar a chegada da doença com a restrição de entrada de animais vivos de outros estados e o aumento dos protocolos sanitários nas granjas, e isso traz tranquilidade para a população do Distrito Federal no sentido de que consumir carne de frango e ovos de galinha é plenamente seguro” Rafael Bueno, secretário de Agricultura A emergência zoossanitária no DF valerá durante todo o alerta nacional para a gripe aviária. Com o objetivo de resguardar ainda mais a população e o setor produtivo, o DF tem um plano de contingência interinstitucional para a doença que envolve as secretarias de Saúde (SES-DF) e da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). O planejamento detalha as medidas a serem tomadas diante de eventuais casos suspeitos ou confirmados. “Antes mesmo da ocorrência da gripe aviária no Distrito Federal, o governo já estava preparado e trabalhando para evitar possíveis contaminações e disseminação da doença”, reforça o secretário de Agricultura do DF, Rafael Bueno. Ele relembra que o caso registrado em 2025, no Zoológico de Brasília, foi rapidamente controlado e não chegou às granjas comerciais. “Estamos trabalhando para evitar a chegada da doença com a restrição de entrada de animais vivos de outros estados e o aumento dos protocolos sanitários nas granjas, e isso traz tranquilidade para a população do Distrito Federal [no sentido] de que consumir carne de frango e ovos de galinha é plenamente seguro”, afirma Bueno.  Segundo o secretário, o reforço na estrutura e nas ações de campo também foi destaque nas medidas preventivas. “Em 2025, a Seagri agiram atuando na fiscalização das propriedades comerciais”, aponta. “Ao longo desse período, adquirimos equipamentos e insumos e treinamos nossas equipes junto com parceiros para que cada vez mais estejamos atentos e prontos no caso de uma possível ocorrência.” Balanço de ações e fiscalização A Seagri fechou 2025 com 291 fiscalizações em propriedades com avicultura. Apenas no primeiro trimestre de 2026, já foram promovidas 61 fiscalizações de campo em propriedades avícolas, além da coleta de toda a amostragem recomendada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Controle rígido é praticado para assegurar que, em caso de confirmação de foco de influenza aviária, as medidas sejam adotadas imediatamente A subsecretária de Defesa Agropecuária, Danielle Cristina, explica a celeridade do protocolo em casos de suspeita: “Em caso de confirmação de foco de influenza aviária, o Serviço Veterinário Oficial inicia imediatamente uma operação de emergência para conter a doença e evitar a disseminação. A propriedade ou local afetado é interditado, o trânsito de aves e produtos é suspenso e equipes técnicas realizam investigação epidemiológica, coleta de amostras e monitoramento das propriedades próximas”. “Para os agricultores do DF, é o momento de reforçar as boas práticas de biossegurança, que já vêm garantindo há bastante tempo a situação de bem-estar” Eduardo Batista, do Sindicato dos Avicultores As exigências para os produtores são rígidas. De acordo com o coordenador de Programa de Sanidade de Suínos, Aves e Programas Sanitários em Geral, Daniel Nunes, o serviço se estende desde a avicultura industrial até os pequenos e médios produtores. “O trabalho desenvolvido pelo Serviço de Defesa Agropecuária do Distrito Federal na prevenção da influenza aviária ocorre de forma contínua, estratégica e integrada, envolvendo desde a fiscalização das granjas comerciais até ações educativas junto aos pequenos produtores rurais”, situa. Atualmente, pontua o gestor, nenhuma granja comercial opera no DF sem atender às exigências sanitárias previstas na legislação. [LEIA_TAMBEM] Biossegurança nas granjas Para os produtores, o momento de alerta nacional sinaliza a importância de reforçar medidas que já fazem parte da rotina. O cuidado nas propriedades inclui desde a captação de água em poços profundos até a instalação de telas e cercas antirrato. “Para os agricultores do DF, é o momento de reforçar as boas práticas de biossegurança, que já vêm garantindo há bastante tempo a situação de bem-estar”, indica Eduardo Batista, do Sindicato dos Avicultores (Sindiaves). “Os cuidados começam na origem. Após um rigoroso processo de sanitização, como banho e troca de roupa de colaboradores, vazio sanitário de pessoas, desinfecção de veículos e materiais, além do isolamento de propriedades, temos uma infraestrutura já dimensionada para biossegurança.”  

Ler mais...

Thumbnail

Dia Nacional do Controle de Infecções Hospitalares ressalta a importância da higienização

Ações simples podem evitar complicações graves, reduzir internações prolongadas e salvar vidas dentro dos hospitais. Nesta sexta-feira (15), quando é celebrado o Dia Nacional do Controle de Infecções Hospitalares, a Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça a importância das medidas de prevenção adotadas nas unidades de saúde para proteger pacientes, profissionais e acompanhantes. Vigilância Sanitária recomenda controle e higienização constantes no ambiente hospitalar para evitar infecções | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-Df  Embora seja popular o termo infecções hospitalares, a nomenclatura adotada pelos serviços de saúde é infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras). Isso porque essas infecções podem ser adquiridas em diferentes ambientes, como hospitais, clínicas, unidades de pronto atendimento e demais serviços de saúde. “Garantimos que hospitais e demais serviços de saúde sigam protocolos e padrões capazes de reduzir a circulação de microrganismos e ampliar a segurança dos pacientes” Márcia Olivé, diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF  “O controle adequado reduz complicações, evita o uso excessivo de antibióticos e diminui casos de internações prolongadas e mortes evitáveis”, afirma a gerente de Risco em Serviços de Saúde da Vigilância Sanitária da SES-DF, Juliana Ruas. O infectologista Felipe Freitas, do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), alerta para os riscos: “A ausência de um controle eficiente das infecções relacionadas à assistência à saúde aumenta o risco de surtos, transmissão de doenças e proliferação de bactérias resistentes. Já a adoção de medidas preventivas reduz novas infecções e torna a assistência mais segura para pacientes e profissionais”.  Monitoramento contínuo No DF, o monitoramento das Iras é feito dentro das unidades de saúde, por meio das comissões de controle de infecção hospitalar (CCIHs); e pela Vigilância Sanitária, com ações de fiscalização coordenadas pela Gerência de Risco em Serviços de Saúde (GRSS). Entre as ações da GRSS estão inspeções sanitárias, monitoramento das taxas de Iras, investigação de surtos e capacitação de profissionais sobre segurança do paciente e prevenção. “Garantimos que hospitais e demais serviços de saúde sigam protocolos e padrões capazes de reduzir a circulação de microrganismos e ampliar a segurança dos pacientes”, afirma a diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé.  Casos de infecção em pacientes internados em UTI caíram significativamente no período de 2014 a 2025  Entre 2014 e 2025, a SES-DF registrou queda nos três principais tipos de infecção em pacientes internados em UTIs de adultos no DF. Os casos de pneumonia associada à ventilação mecânica caíram 57%, queda que nas infecções primárias da corrente sanguínea foi de 63% e, nas infecções do trato urinário, de 75%. Além de aumentar a segurança dos pacientes, a redução desses índices também contribui para diminuir custos com tratamentos e internações prolongadas na rede pública de saúde. Em 2025, a GRSS analisou 4.021 notificações de infecções, respondeu a 26 surtos e realizou 75 fiscalizações de alta complexidade. Também promoveu 36 encontros técnicos, capacitando quase mil profissionais. Em 2026, já foram promovidas 50 ações de fiscalização e monitorados seis surtos notificados. Prevenção começa pelas mãos [LEIA_TAMBEM]A SES-DF reforça que a higienização correta das mãos segue como uma das medidas mais eficazes contra infecções. “A limpeza adequada interrompe a transmissão de microrganismos e protege pacientes, profissionais e acompanhantes. É uma ação simples, rápida e extremamente eficiente”, enfatiza Juliana Ruas. Outras medidas incluem uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs), limpeza e desinfecção de ambientes e esterilização adequada de materiais. A orientação para visitantes e acompanhantes é higienizar as mãos antes e depois das visitas, evitar contato com superfícies fora do leito e não visitar pacientes em caso de sintomas gripais ou doenças infecciosas. Veja mais dicas no Instagram da SES-DF.   *Com informações da Secretaria de Saúde  

Ler mais...

Thumbnail

Saiba os sintomas e como se prevenir da hantavirose, doença transmitida por roedores silvestres

Infecção transmitida principalmente pela inalação de partículas de poeira formadas a partir da urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados, a hantavirose é considerada rara e os casos costumam estar associados a ambientes rurais, galpões fechados, locais com acúmulo de entulho ou áreas com presença de roedores. A enfermidade é similar a outras doenças respiratórias e virais. Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça e dores no corpo. Em alguns casos, pode ocorrer evolução para tosse seca e cansaço extremo. Fatores ambientais estão relacionados ao aumento da circulação de roedores silvestres e, consequentemente, ao maior risco de exposição humana.  Prevenção Fatores ambientais estão relacionados ao aumento da circulação de roedores silvestres e, consequentemente, ao maior risco de exposição humana | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF No caso da hantavirose, os roedores envolvidos são os silvestres. Portanto, não há intervenção com raticidas em função do impacto na cadeia alimentar. O uso pode matar os predadores naturais, como cobras e corujas. “Nós fazemos investigação a partir de casos humanos para identificar o local provável de infecção e, a partir da caracterização, entramos com educação em saúde, orientando a população como se proteger nos cenários rurais”, explica a bióloga da SES-DF, Gabriela Toledo. Em casos de acesso a galpões, o ideal é manter o espaço aberto por, no mínimo, quinze minutos. Também é preciso tomar cuidado em relação às atividades relacionadas ao turismo rural e evitar consumir e manusear frutos caídos. Em casos de suspeita da doença, a orientação é procurar o serviço de saúde mais próximo. Casos notificados no DF Arte: SES-DF Atualmente, três casos notificados de hantavirose estão sob investigação — sendo um deles, de morador da capital federal, com local provável de infecção em outro estado. Outros dois casos buscaram atendimento no Distrito Federal, porém residem e, possivelmente, foram infectados em seus estados de origem. Todos iniciaram os sintomas no mês de abril e as ocorrências não possuem relação com o surto ocorrido no navio proveniente da Argentina. Os últimos registros confirmados da doença no DF ocorreram em 2022. Os pacientes, inicialmente, foram investigados para outras doenças com sintomas semelhantes. No decorrer da investigação, a hantavirose passou a ser considerada por conta das características clínicas apresentadas pelo histórico de exposição de risco identificado. Todos os casos seguem com exames laboratoriais em análise no laboratório de referência nacional. Até o momento, não há confirmação laboratorial de hantavirose. “A Secretaria de Saúde já está realizando a investigação dos casos suspeitos da doença com análise clínica e epidemiológica, levantamento dos possíveis locais de exposição e articulação com os serviços de assistência, laboratório e vigilância ambiental. A investigação também contempla a avaliação de antecedentes ocupacionais e ambientais compatíveis com a hantavirose, além de monitorar informações que possam subsidiar medidas de prevenção e controle, reduzindo o risco de novos casos”, afirma a diretora de Vigilância Epidemiológica, Juliane Malta. *Com informações da SES-DF

Ler mais...

Thumbnail

Falta de ar que vai e volta pode esconder asma fora de controle

A sensação de não conseguir puxar o ar direito começou de forma leve. No início, a administradora Jaqueline Mendonça, 34 anos, achou que era apenas cansaço. Com o tempo, vieram o chiado no peito, a tosse à noite e a dificuldade para subir escadas. As crises passaram a aparecer sem aviso. “Teve um dia em que parecia que o ar não entrava. Foi assustador. Eu só usava bombinha quando piorava, mas não sabia que precisava tratar todos os dias”, conta. A história de Jaqueline se repete entre milhões de brasileiros. Neste 5 de maio, o Dia Mundial de Combate à Asma chama atenção justamente para esse ponto. O tema deste ano, definido pela Global Initiative for Asthma (Gina), reforça que garantir acesso a inaladores anti-inflamatórios ainda é uma necessidade urgente para evitar crises e mortes que poderiam ser prevenidas. A Gina é uma organização médica internacional, colaboradora da Organização Mundial da Saúde (OMS). A asma é uma doença inflamatória crônica que atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. Não tem cura, mas pode ser controlada. O problema é que, na prática, muitos pacientes ainda tratam apenas os sintomas, e não a doença em si. A asma é uma doença inflamatória crônica que atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo | Fotos: Divulgação/IgesDF “A asma não aparece só na crise. A inflamação está presente o tempo todo e precisa ser controlada de forma contínua”, explica a pneumologista do IgesDF, Nancilene Melo. Segundo a especialista, o tratamento correto inclui o uso regular de inaladores com corticoide, muitas vezes associados a broncodilatadores. Esses medicamentos atuam diretamente na causa da doença e reduzem o risco de agravamento. Quando a melhora engana Depois de procurar atendimento e iniciar o tratamento adequado, Jaqueline percebeu melhora rápida. A respiração voltou ao normal e as crises desapareceram. Foi aí que cometeu o erro mais comum. “Eu parei de usar a medicação porque estava me sentindo bem. Em pouco tempo, tudo voltou. Foi quando entendi que precisava tratar a doença, não só a crise”, relata. A interrupção do tratamento é um dos principais fatores de descontrole da asma. O uso isolado de broncodilatadores, que aliviam a falta de ar na hora, mas não tratam a inflamação, ainda é frequente. “Muita gente usa apenas a bombinha de alívio. Isso melhora na hora, mas mantém a doença ativa. O risco é a crise voltar mais forte”, alerta Nancilene. Onde buscar atendimento no DF No Distrito Federal, o tratamento da asma é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde a atenção básica até casos mais complexos. Um dos principais é o Hospital de Base do Distrito Federal, que conta com ambulatórios especializados em doenças respiratórias e alérgicas. Ao todo, o DF possui cerca de 27 centros de referência para atendimento de pacientes asmáticos, distribuídos em hospitais regionais e unidades de saúde, garantindo acesso ao diagnóstico, acompanhamento e medicação. Para ter acesso a esses centros, a porta de entrada são as unidades básicas de saúde (UBSs). Ao todo, o DF possui cerca de 27 centros de referência para atendimento de pacientes asmáticos Informação também é tratamento No Brasil, a primeira semana de maio concentra ações de conscientização sobre a doença, com campanhas educativas e discussões sobre novas terapias. Entidades como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e a Fundação Proar reforçam a importância da adesão ao tratamento. Para especialistas, ampliar o acesso aos medicamentos é essencial, mas não suficiente. Entender a doença faz parte do cuidado. “Quando o paciente compreende que a asma é uma condição crônica, como diabetes ou pressão alta, ele passa a cuidar melhor e evita complicações”, afirma a pneumologista. Viver bem é possível Hoje, Jaqueline mantém o tratamento regular e não teve novas crises graves. Voltou a fazer exercícios e retomou a rotina sem limitações. “Eu achei que ia ter que conviver com isso para sempre daquele jeito. Hoje eu sei que dá para ter qualidade de vida, mas tem que fazer o tratamento certo”, diz. A principal mensagem do Dia Mundial de Combate à Asma é clara. Com acesso ao tratamento adequado e uso contínuo da medicação, é possível controlar a doença e evitar que a falta de ar limite a vida de milhões de pessoas. *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Thumbnail

BRT de Santa Maria recebe ação sobre saúde do trabalhador

Na estação do BRT de Santa Maria, a tarde desta terça (28) será marcada pelo Abril Verde – Trabalhador com Saúde. A iniciativa, que começa às 14h, é da Secretaria de Saúde (SES-DF), assinalando o mês de abril com a campanha Abril Verde, que tem como objetivo promover a conscientização sobre a importância da saúde e da segurança no trabalho, bem como a prevenção de acidentes e doenças relacionadas às atividades laborais.  Quem passar pela estação do BRT terá acesso à oferta de diversos serviços de saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Durante a ação, trabalhadores que passarem pelo local terão acesso a serviços em saúde, como vacinação (calendário adulto), testes rápidos para HIV e hepatites virais, aferição de pressão arterial e aferição de índice glicêmico. Também haverá orientações sobre prevenção de acidentes de trabalho, riscos ocupacionais e a importância sobre a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs). Dados De acordo com o Boletim Epidemiológico em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora - 2021/2025, no Distrito Federal foram registrados um total de 35,9 mil notificações de acidente de trabalho nos últimos cinco anos, com aumento da incidência dos registros dessas notificações a cada ano. Os trabalhadores do sexo masculino representam 76,2% dos casos de acidentes de trabalho, com a prevalência maior na faixa etária entre e 20 a 29 anos (29,8%).  [LEIA_TAMBEM]Quanto às ocupações, os acidentes de trabalho ocorridos com pedreiros (10,2%) lideram isoladamente o ranking, seguido por motofretistas (3,8%), açougueiros (3,7%), empregados domésticos (3,7%), serralheiros (3,6%) e serventes de obras (3,6%).  Acidente de trabalho Acidente de trabalho é definido como todo caso de acidente por causas não naturais compreendidas como situações e violências, que ocorrem no ambiente de trabalho ou quando o trabalhador estiver desempenhando atividades relacionadas à sua função, a serviço do empregador ou representando os interesses do mesmo (típico) ou no percurso entre a residência e o trabalho (trajeto) que provoca lesão corporal ou perturbação funcional, podendo causar a perda ou redução temporária ou permanente da capacidade para o trabalho e até mesmo a morte do trabalhador e da trabalhadora. A campanha Abril Verde reforça a necessidade de sensibilização contínua sobre a importância da prevenção de acidentes de trabalho, do uso adequado de equipamentos de proteção e do cuidado integral com a saúde física e mental do trabalhador. Abril Verde — Trabalhador com Saúde → Data: terça-feira (28) → Horário: das 14 às 17h → Local: Estação do BRT de Santa Maria — QR 119. *Com informações da Secretaria de Saúde  

Ler mais...

Thumbnail

GDF reforça prevenção contra incêndios florestais com blitz educativa no Park Way

A manhã desta sexta-feira (24) foi marcada por uma mobilização educativa na feirinha da Quadra 14 do Park Way, de olho na redução de focos de incêndio e na proteção da Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado. A ação, coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), faz parte do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF) e reuniu diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para abordar motoristas e pedestres. O secretário de Meio Ambiente, Rafael Luiz Ramalho de Santana, ressaltou a importância da antecipação ao período mais crítico da estiagem. "Estamos na nossa segunda blitz de prevenção e combate aos incêndios do ano. É fundamental a população receber informação e estar participando de forma ativa. A seca está logo ali e a gente sabe muito bem como o Distrito Federal sofre nesse período. Nosso trabalho primeiro é de conscientização. O Governo do Distrito Federal tem se preocupado bastante com isso, em colaboração também com outros órgãos", afirmou. Além dos órgãos que fazem parte do PPCIF, a ação também conta com 30 estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental I do Centro Educacional de Vargem Bonita. Para o secretário, a participação dos alunos torna o trabalho de conscientização "mais leve" e eficaz. “Sem falar que também é uma preparação para o futuro. O meio ambiente também se trata de futuro. Então, trazendo as crianças para participar desse momento, elas se tornam conscientes, e estamos preparando futuros preservadores do meio ambiente”, completa. A ação reuniu diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para abordar motoristas e pedestres | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília A coordenadora do PPCIF, Carolina Schubart, explicou a escolha estratégica da região. "O Park Way está inserido dentro da APA do Gama e Cabeça de Veado, que é uma área super importante para o Distrito Federal em termos de preservação do Cerrado", detalhou. Segundo a gestora, a blitz ocorre agora porque, a partir de julho, os incêndios tornam-se mais agressivos, mudando o foco da prevenção para o combate. Para Carolina, a iniciativa em parceria com os estudantes desperta neles a importância do cuidado com o meio ambiente. Além disso, muitos moram na área rural e se tornam multiplicadores nas famílias e comunidades. "A gente trabalha com as crianças para trazer essa leveza e conscientização, especialmente em áreas rurais onde há maior incidência de fogo por queima irregular de lixo ou resto de poda", completou.   Vozes da comunidade Os motoristas que passaram pelo local aprovaram a iniciativa. O motorista profissional Matheus Victor Silva, morador do Gama, destacou o impacto das crianças na abordagem. "Eu acho certinho isso. Tem que falar para o próximo para não botar fogo, senão estraga a natureza", disse. Para ele, o envolvimento dos alunos é um diferencial. “Quando é um adulto falando, muitas vezes a gente nem esquenta muito. Mas se é uma criança, a gente bota a cabeça no lugar”, avaliou o motorista. Elaine Carneiro, boleira que passava pelo local a trabalho, também elogiou a ação. "Acho um ótimo incentivo, não só para a gente, mas para as crianças também, porque todo mundo tem que ter essa consciência de preservar o nosso ambiente. Dependemos dele para ter uma qualidade de vida melhor", refletiu a moradora de Ceilândia. Próximas ações A blitz educativa do Park Way é a segunda de um cronograma que prevê mais cinco ações no Distrito Federal. De acordo com a Sema, as próximas mobilizações ocorrerão na última sexta-feira de cada mês. Em maio, está prevista uma blitz simultânea nas regiões do Jardim Botânico e do Lago Oeste. Outras áreas constantemente afetadas por incêndios florestais, como a Floresta Nacional de Brasília (em Brazlândia), Riacho Fundo e Granja do Torto, também receberão a iniciativa. Elaine Carneiro, boleira que passava pelo local a trabalho, também elogiou a ação Crime ambiental: multas e o que fazer ao avistar fogo Durante a blitz, foram distribuídos materiais informativos com o slogan "DF de Olho no Fogo", com orientações sobre a Lei de Crimes Ambientais e informações para produtores rurais sobre manejo controlado. A lei permite aos produtores rurais usar a queima controlada em algumas situações. Mesmo assim, ela é perigosa e precisa ser feita de forma correta. Um curso gratuito do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com o PrevFogo, aborda as técnicas seguras em propriedades rurais (Técnicas de Realização de Queima Controlada em Propriedades Rurais — Senar Play). Antes de fazer uma queima controlada, é preciso solicitar autorização da Sema-DF, que é obrigatória. A permissão pode ser suspensa, de forma temporária, nas épocas de estiagem intensa, que aumentam os riscos dos incêndios florestais. Entre as alternativas ao uso do fogo, estão adubação verde, agroecologia, agroextrativismo, apicultura e meloponicultura, artesanato e reciclagem, compostagem e minhocultura, consórcio e torração de culturas, ecoturismo e turismo rural, pastagem ecológica, pastejo misto, permacultura, plantio direto, silagem e sistemas agroflorestais. Fazer queimadas sem autorização do órgão ambiental ou sem tomar os devidos cuidados no DF é infração penal, de acordo com a Lei nº 4.329/2009, sujeita a multa de R$ 500 a R$ 5.000. Provocar incêndios em mata ou floresta é crime sujeito a multa e reclusão de dois a quatro anos. Denúncias sobre suspeitas de autoria de incêndios florestais devem ser feitas à Polícia Militar (190), quando há possibilidade de intervenção imediata, e à Polícia Civil (197), para crimes já cometidos. Caso o cidadão aviste um incêndio florestal ou práticas irregulares de queimada, deve entrar em contato imediatamente com os órgãos ambientais, o Corpo de Bombeiros (193) ou a linha verde do Ibama, por meio de ligação gratuita pelo telefone 0800 061 8080.

Ler mais...

Thumbnail

Unidades de pronto atendimento abrem Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho 

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu a programação da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) nas unidades de pronto atendimento (UPAs). Promovidas pelas unidades da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), as ações mobilizam colaboradores e reforçam a importância da segurança, do bem-estar e da prevenção no ambiente de trabalho. Célia Krawczyk (de calça verde), gerente da UPA de Brazlândia: “A Sipat agrega muito ao colaborador. É uma iniciativa educativa em que debatemos o uso correto dos equipamentos e a importância da prevenção” | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Na UPA de Brazlândia, a programação começou nesta segunda-feira (13) e segue até o dia 17, com uma agenda voltada à conscientização e ao cuidado com os profissionais. A proposta é ampliar o acesso à informação, estimular práticas seguras no dia a dia e fortalecer a qualidade de vida das equipes. “A Sipat agrega muito ao colaborador”, aponta a gerente da unidade, Célia Krawczyk. “É uma iniciativa educativa em que debatemos o uso correto dos equipamentos e a importância da prevenção. Quando prevenimos, garantimos mais segurança para todos. Isso contribui para um fluxo de trabalho mais eficiente e reforça a necessidade de manter esses cuidados no dia a dia.” Programação Entre as atividades previstas, estão palestras sobre as atribuições da Cipa, bate-papo sobre saúde mental e ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, além de atividades de autocuidado, como ginástica laboral e práticas de bem-estar. A programação também contempla os profissionais do período noturno, com ações específicas para ampliar a participação. “A semana vem para reforçar e aprofundar as orientações sobre acidentes de trabalho, além de abordar temas como assédio moral e sexual”, explica a presidente da Cipa da UPA de Brazlândia, Alexandra Barbosa. “É um período dedicado à conscientização e ao cuidado com os colaboradores, com palestras, ações de saúde e atividades que também contribuem para a autoestima.” UPA Ceilândia I dá início à programação da Cipa nesta terça-feira (14)  Outro destaque da programação é o concurso de frases, no qual os colaboradores concorrem a um prêmio a ser revelado na sexta-feira (17), quando será escolhida a melhor frase sobre a importância da prevenção de acidentes de trabalho na unidade. Para o assistente administrativo Gabriel Viana, a proposta deste ano ampliou o acesso à informação. “Aprendemos muito em momentos como esse, pois conseguimos nos atualizar e buscar formas de evitar acidentes no ambiente de trabalho no dia a dia”, pontua. Atividade integrada [LEIA_TAMBEM]A mobilização das Sipats ocorre simultaneamente em outras unidades do IgesDF. Na UPA de Planaltina, a ação foi na sexta-feira (10), reunindo colaboradores em atividades voltadas à conscientização e à segurança no trabalho. Para o gerente da unidade, Rogério Tavares, a iniciativa fortalece o compromisso coletivo: “A Sipat é um momento essencial para reforçar a responsabilidade compartilhada com a segurança no ambiente de trabalho. Quando os colaboradores se conscientizam, toda a unidade ganha em qualidade e eficiência”. Já na UPA de Ceilândia I, a programação terá início nesta terça-feira (14), dando continuidade ao calendário institucional. A proposta é garantir que todos os colaboradores tenham acesso a orientações e práticas que contribuam para um ambiente mais seguro e saudável. “Dessa forma, reafirmamos nosso compromisso com o bem-estar dos profissionais”, pontua a gerente da unidade, Graziele Faria. “Afinal, cuidar de quem cuida é essencial para construir um ambiente de trabalho mais seguro, acolhedor e eficiente”.   *Com informações do IgesDF  

Ler mais...

Thumbnail

Mês de conscientização sobre a doença de Chagas alerta para cuidados e risco de contaminação

Descrita cientificamente pela primeira vez em 1909 pelo infectologista brasileiro Carlos Chagas, a doença de Chagas ainda é uma preocupação de saúde pública. Entre janeiro de 2023 e junho de 2025, foram notificados 1.156 casos somente no Distrito Federal. No ano passado, foram registrados 161 óbitos. No mês de conscientização sobre o tema, a Secretaria de Saúde (SES-DF) ressalta a importância da disseminação de informações sobre como prevenir e buscar tratamento para a enfermidade. A doença de Chagas é provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido pelo inseto conhecido como barbeiro, principalmente por meio de suas fezes, que podem contaminar alimentos. Também pode ocorrer contaminação por acidentes em laboratório e pela chamada transmissão vertical, quando a gestante transmite ao bebê. A manifestação pode ser assintomática ou causar febre, mal-estar, inchaço em um dos olhos, fraqueza, dor de cabeça e dores no corpo. Essa é a chamada fase aguda, quando há possibilidade de tratamento e cura. Já na fase crônica, que pode se manifestar anos ou até décadas após a infecção, podem surgir problemas cardíacos (insuficiência cardíaca e arritmias) e digestivos (como megaesôfago e megacólon), condições que podem representar risco de morte. Artes: SES-DF Atendimento A principal porta de entrada para atendimento é a rede de unidades básicas de saúde (UBSs). Pessoas com sintomas sugestivos, como alterações cardíacas ou digestivas, devem procurar avaliação. Também há testagem de pessoas assintomáticas quando existe vínculo epidemiológico, como quem mora ou já morou em áreas com registro de presença de barbeiros, pessoas que tiveram contato com o inseto, familiares de pessoas diagnosticadas com a doença de Chagas e indivíduos que realizaram transfusão de sangue antes de 1992. [LEIA_TAMBEM]"A conduta depende do contexto. Não há recomendação automática de testagem indiscriminada. A avaliação é feita caso a caso", explica a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta. De acordo com a gestora, embora a doença não seja considerada endêmica no DF, o território é classificado como de alta vulnerabilidade para doença de Chagas crônica (DCC), segundo índice que considera taxas de morbimortalidade, acesso aos serviços de saúde e outros indicadores epidemiológicos. O DF está entre as três unidades federativas com maior vulnerabilidade, atrás de Goiás e Minas Gerais. "É importante considerar características específicas do DF que podem influenciar esses indicadores, tais como intenso fluxo migratório e perfil demográfico da população residente, incluindo indivíduos que adquiriram a infecção em outras unidades da Federação e que evoluem para a forma crônica anos após a exposição. Temos também concentração de serviços de saúde de média e alta complexidade, além de maior capacidade de diagnóstico e de registro da doença", acrescenta. A SES-DF também realiza ações de busca ativa, com testagem ampliada, incluindo gestantes. A bióloga Vilma Ramos Feitosa destaca a importância de ter cuidado com os insetos barbeiros e de acionar a Vigilância Ambiental | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Prevenção Além das ações de vigilância sanitária para garantir a segurança alimentar no DF, a orientação é consumir alimentos higienizados. Também é importante evitar contato com o inseto barbeiro, que costuma se esconder em frestas de paredes, entulhos e em locais como galinheiros e estábulos. Recomenda-se a instalação de telas metálicas apropriadas nas janelas, além do uso de medidas de proteção individual — como repelentes e roupas de mangas longas — durante atividades noturnas, como caça, pesca ou pernoite em áreas de mata. O que fazer ao encontrar um barbeiro Caso a pessoa encontre um barbeiro, a orientação é acionar a Vigilância Ambiental da SES-DF pelo telefone (61) 3449-4427 ou pelo Disque-Saúde 160. "Assim que a solicitação é recebida, o resultado é retornado o mais breve possível, com a identificação do inseto ao morador ou interlocutor", explica a bióloga Vilma Ramos, da Gerência de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo. Em 2025, a Diretoria de Vigilância Ambiental recebeu 112 chamados por suspeita de presença de insetos barbeiros, dos quais 47 foram confirmados. Em 2026, até o início de março, já foram capturados seis exemplares. As equipes também analisam os insetos coletados para verificar a presença do Trypanosoma cruzi. Dos seis barbeiros analisados em 2026, dois estavam contaminados. Atenção com pacientes crônicos A Secretaria de Saúde também mantém cuidados específicos com as pessoas que já vivem com a doença. O acompanhamento regular é fundamental para identificar precocemente possíveis complicações e reduzir o risco de formas graves. Pessoas diagnosticadas com doença de Chagas devem realizar avaliações cardíacas e digestivas periódicas, conforme orientação das equipes de saúde. Esse cuidado é importante para reduzir complicações e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Dispositivo traz mais segurança no descarte de material perfurocortante em hospitais do DF

Com objetivo de ofertar mais segurança às equipes de saúde que lidam com material perfurocortante, como as lâminas dos bisturis, foi lançada, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a campanha “Gesto seguro: descarte correto, mãos seguras”, uma parceria interinstitucional. A iniciativa busca difundir o saca-lâminas, equipamento desenvolvido pelo Laboratório Aberto de Brasília (LAB), da Universidade de Brasília (UnB), que permite o descarte do material com menores riscos de o profissional se cortar. Hran recebeu 300 caixas do novo equipamento; no total, serão 4 mil destinados às unidades geridas pela Secretaria de Saúde | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF Durante o lançamento da campanha, foram doadas 300 caixas de saca-lâminas ao hospital, de um total de 4 mil equipamentos destinados às unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). O dispositivo foi projetado e fabricado via impressão 3D pelo LAB e elimina o uso de pinças para separar a lâmina do cabo que constitui o bisturi, diminuindo também o risco de o material se quebrar nas mãos do profissional que efetua o descarte.  “O saca-lâminas é um dispositivo acoplado à caixa de descarte de perfurocortantes, pelo qual é possível descartar a lâmina do bisturi sem realizar nenhum contato manual com a peça. A medida evita ainda a contração de doenças como hepatite B e C ou até mesmo a infecção por HIV” Janine Montefusco, técnica de enfermagem do Hran  Coordenadora do projeto, a professora Andrea dos Santos, da Faculdade de Tecnologia da UnB, lembra que os equipamentos aprimoram a segurança de pacientes e trabalhadores no ambiente hospitalar. “Nós não trabalhamos apenas a tecnologia em si, mas, também, questões sobre como o dispositivo se insere no dia a dia das equipes”, afirma. A técnica de enfermagem Janine Montefusco, do Hran, explica que o equipamento, além de evitar cortes e perfurações, também previne a transmissão de doenças: “O saca-lâminas é um dispositivo acoplado à caixa de descarte de perfurocortantes, pelo qual é possível descartar a lâmina do bisturi sem realizar nenhum contato manual com a peça. É nessa desconexão da lâmina que costuma acontecer a maioria dos acidentes de trabalho. A medida evita ainda a contração de doenças como hepatite B e C ou até mesmo a infecção por HIV”. Financiamento  [LEIA_TAMBEM]Disponibilizados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), os recursos para o financiamento da campanha são originários de multas trabalhistas e revertidos em projetos para melhorar o ambiente laboral.  “Quando alguma empresa ou empregador é condenado em ação civil pública por descumprimento de legislação trabalhista, observa-se um dano moral coletivo”, explica a procuradora Geny Marques. “O MPT, então, destina o valor pago nessas multas a projetos cadastrados na procuradoria.”   *Com informações da Secretaria de Saúde    

Ler mais...

Thumbnail

Semana de mobilização contra a tuberculose reforça diagnóstico e tratamento

Uma tosse persistente, emagrecimento sem explicação, cansaço e febre, sobretudo no período da tarde. É assim que a tuberculose se manifesta na maioria das pessoas. Para os casos suspeitos, a rede da Secretaria de Saúde (SES-DF) disponibiliza diagnóstico e tratamento. Neste mês, entre os dias 24 e 31, o assunto ganha ainda mais destaque com a Semana de Mobilização e Luta contra a Tuberculose.  Julliane Mourão e Kátia Palhano, do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin), ressaltam a importância de os pacientes buscarem atendimento ao notarem sintomas da doença | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF  O foco da ação nacional é retirar o Brasil da lista de localidades com maiores números de casos, além de promover a prevenção, o diagnóstico precoce e o combate à discriminação. Isso porque o país precisa atingir a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir, até 2030, a incidência para menos de dez ocorrências por cem mil pessoas ao ano. Em 2024, o índice brasileiro foi de 39,7 casos para cada cem mil habitantes. Diagnóstico e tratamento O desafio é grande: a doença causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis) é transmitida por via respiratória, ou seja, pelo ar. Estima-se que, durante um ano, uma única pessoa contaminada sem tratamento possa transmitir tuberculose para dez a 15 novos indivíduos.  "O diagnóstico e o tratamento melhoraram muito”, avalia a supervisora do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) da SES-DF, Kátia Palhano, que trabalha há 21 anos atendendo pacientes com tuberculose. “Hoje, o acesso aos serviços é mais amplo, porém é preciso que os profissionais não negligenciem a condição e atentem aos sinais.” Arte: Agência Saúde DF Atualmente, a rede de 178 unidades básicas de saúde (UBSs) é referência para pessoas com suspeita da doença no DF. Nesses locais, há exames para detecção, medicamentos e profissionais para acompanharem o tratamento, cuja duração mínima é de seis meses. As situações mais graves são encaminhadas ao Cedin, localizado na Asa Sul. Foi o caso de uma mulher de 58 anos que prefere não se identificar. Há dois anos, ela procurou ajuda médica após uma tosse que não ia embora. “Eu não conseguia nem andar, de tanto que tossia”, lembra. Com o apoio da família, faz acompanhamento no Cedin sob supervisão de um pneumologista. “Quando fiz o exame e deu positivo, disseram-me que eu iria ficar bem. Senti uma força muito grande para seguir com o tratamento. Quando você é bem-acolhida, consegue encarar”.  “Trabalhamos com a prevenção. Isso inclui uma vasta avaliação, como a de contatos próximos das pessoas com tuberculose, de forma a quebrar a cadeia de transmissão” Julliane Mourão, enfermeira do Cedin A aposentada também enfrenta sequelas, como a tuberculose ocular, situação que leva a sintomas como inflamação dos olhos, visão embaçada e hipersensibilidade à luz. O acompanhamento especializado permite identificar essas e outras variantes da doença, que podem afetar ossos e articulações, meninges, testículos e próstata, entre outras possibilidades. Prevenção Para recém-nascidos, é fundamental a aplicação da vacina BCG para prevenir a tuberculose | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Os sintomas assustam, mas a enfermeira do Cedin Julliane Mourão garante que a tuberculose pode ser diagnosticada muito antes de a pessoa eliminar sangue pela tosse, por exemplo. “Trabalhamos com a prevenção”, explica. “Isso inclui uma vasta avaliação, como a de contatos próximos das pessoas com tuberculose, de forma a quebrar a cadeia de transmissão”. Pessoas imunossuprimidas, que receberam órgãos ou que precisam tomar medicamentos imunossupressores, também estão no foco nas atividades preventivas. Em recém-nascidos, a vacina BCG é crucial na prevenção de formas graves de tuberculose. [LEIA_TAMBEM]Kátia Palhano explica que, ao iniciarem o tratamento, os pacientes param de transmitir a doença. O uso de máscaras é uma medida adicional para impedir a contaminação. “Não há, portanto, justificativa para ter medo ou evitar a convivência”, pontua a médica. “Essas práticas reforçam o preconceito e resultam da falta de informação, criando estigmas sociais”.  Situação no DF De acordo com boletim epidemiológico de tuberculose no Brasil divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2024, o DF registrou 447 novos casos da doença, sendo 366 de tuberculose pulmonar. Nacionalmente, foram 84,3 mil novas ocorrências naquele ano, levando à incidência de 39,7 casos para cada cem mil habitantes. Essa média é mais elevada nas regiões Norte (62,7) e Sudeste (43,4), sendo menor no Nordeste (36,2), Sul (30) e Centro-Oeste (24,3). No DF, especificamente, a incidência ficou em 15 casos para cada cem mil habitantes. *Com informações da Secretaria de Saúde      

Ler mais...

Thumbnail

Glaucoma: diagnóstico precoce e acompanhamento são fundamentais para garantir saúde ocular

Rosimeire de Oliveira, 67 anos, aposentada, começou a perceber que algo não estava bem quando passou a ter dificuldades para enxergar, mesmo usando os óculos. “Eu sempre ia à ótica e fazia novos óculos”, relata. “Em um período de três meses, fiz três óculos, e a minha acuidade visual continuava diminuindo muito”. Rosimeire de Oliveira descobriu a doença em estágio avançado e fez cirurgias para tratamento: “Tenho a consciência de que não vou ganhar o que já perdi, mas espero que melhore bastante” |  Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A virada de chave na vida da aposentada ocorreu durante uma tarde, enquanto ela ajudava a filha a pintar os cabelos. “Eu não tinha percepção dos cabelos dela”, lembra. “Eu só tinha perceptividade da cabeça, então me desesperei e fomos atrás de ajuda médica”. “Os exames oftalmológicos regulares são a principal estratégia para prevenir a perda visual” Frederico Lóss, médico oftalmologista A ausência de acompanhamento oftalmológico regular resultou em um diagnóstico tardio de glaucoma, já em estágio avançado. Com pressão ocular elevada e visão quase 100% comprometida, Rosimeire precisou passar por cirurgia no início deste mês.  “Tenho a consciência de que não vou ganhar o que já perdi, mas espero que melhore bastante, porque gosto de fazer atividades, de artesanato, e não estou podendo fazer nada”, conta. “Acredito no diagnóstico, mas, na minha cabeça, vou voltar a enxergar pelo menos mais de 30%.”  Glaucoma O caso de Rosimeire reforça a importância da conscientização sobre o glaucoma, tema destacado durante o mês de março. A doença é silenciosa e uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Na maioria das vezes, não apresenta sintomas nas fases iniciais, o que faz com que muitas pessoas, como Rosimeire, só descubram o problema quando já há perda significativa da visão. [LEIA_TAMBEM]A doença provoca dano progressivo ao nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais ao cérebro. O comprometimento do nervo leva à perda gradual do campo visual e, em estágios avançados, pode causar cegueira permanente.  Os fatores de risco incluem histórico familiar de glaucoma, idade acima de 40 anos, pressão intraocular elevada, miopia em alto grau, diabetes, uso prolongado de medicamentos à base de corticoides e histórico de trauma ocular.  De acordo com o médico oftalmologista Frederico Lóss, referência técnica distrital (RTD) na área, a detecção antecipada evita sequelas graves. “Pessoas que apresentam um ou mais fatores de risco devem realizar avaliações oftalmológicas periódicas, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado permitem controlar o glaucoma e preservar a qualidade de vida dos pacientes”, orienta. “Os exames oftalmológicos regulares são a principal estratégia para prevenir a perda visual.” *Com informações da Secretaria de Saúde  

Ler mais...

Thumbnail

Março Azul alerta para o câncer de intestino e reforça a importância da prevenção

O câncer de intestino pode se desenvolver de forma silenciosa, muitas vezes sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Essa característica torna o diagnóstico precoce ainda mais importante para aumentar as chances de tratamento e reduzir o risco de complicações. A campanha Março Azul 2026 chama a atenção da população para a importância dos exames preventivos e da adoção de hábitos saudáveis. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 53 mil pessoas devem ser diagnosticadas com câncer de intestino no Brasil em 2026. Também chamado de câncer colorretal, é um dos mais comuns no país, atrás apenas dos cânceres de mama e de próstata, quando excluído o câncer de pele não melanoma. Com o tema Jornada da Vida, a campanha reforça a necessidade de ampliar a detecção precoce da doença. A campanha Março Azul 2026 chama a atenção da população para a importância dos exames preventivos e da adoção de hábitos saudáveis no combate ao câncer de intestino | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Mesmo discreta no início, a enfermidade pode apresentar alguns sintomas com a progressão do quadro. Entre eles estão sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal, dor abdominal persistente, anemia e perda de peso sem causa aparente. Ao perceber qualquer um desses sinais, é importante buscar avaliação médica. Para o chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Gustavo Ribas, a prevenção continua sendo um dos caminhos mais eficazes para reduzir o impacto da doença. [LEIA_TAMBEM]“A prevenção é especialmente relevante em campanhas como o Março Azul. São ações simples, como ter uma dieta saudável, rica em fibras, manter o controle do peso, praticar atividades físicas e evitar o consumo de carnes processadas, álcool e tabagismo. Também é importante realizar consultas médicas regularmente, principalmente após os 45 anos”, afirma. Acesso Na rede pública do Distrito Federal, o acesso aos serviços começa, preferencialmente, nas unidades básicas de saúde (UBSs). Nelas, o paciente passa por avaliação inicial e pode receber solicitação de exames de rastreamento, como o teste de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, a pessoa é encaminhada para serviços especializados da rede, para investigação mais detalhada, que pode incluir a realização de colonoscopia. Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) mostram avanço na realização desses exames. Em 2025, foram realizados 4,4 mil exames de sangue oculto nas fezes no âmbito da SES-DF. O montante equivale a um aumento de quase 20% em relação a 2024 e de mais de 286% em relação a 2023, quando foram feitos 3.695 e 1.141 exames, respectivamente. Também chamado de câncer colorretal, o câncer de intestino é um dos mais comuns no país, atrás apenas dos cânceres de mama e de próstata | Foto: Divulgação/Ebserh Campanha A campanha é promovida em todo o país pela Sociedade Brasileira de Endoscopia e Endoscopia Digestiva (Sobed), Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Entre as ações a serem realizadas pelas sociedades médicas estão a iluminação de prédios públicos nas principais cidades brasileiras e a divulgação do teste fecal imunoquímico, também conhecido como teste FIT ou exame de sangue oculto nas fezes. O presidente da Sobed, Eduardo Hourneaux, destaca que a detecção precoce pode levar a até 90% de chance de sucesso no tratamento. “Acreditamos que a prevenção do câncer de intestino precisa fazer parte da rotina das pessoas, começando com a conscientização sobre o tema”, ressalta. A recomendação é iniciar a prevenção antes mesmo dos 45 anos, especialmente para quem tem histórico da doença na família, uma vez que isso aumenta as chances de diagnóstico. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Glaucoma evolui sem sintomas e já é a principal causa de cegueira irreversível no mundo

Renato Marques tinha 30 anos quando procurou um oftalmologista para uma consulta simples: medir o grau dos óculos. Após os exames, recebeu o diagnóstico de glaucoma. Sem entender a gravidade da doença, usou o colírio prescrito por apenas um mês e interrompeu o tratamento. “Achei que estava curado”, relembra. Renato Marques foi diagnosticado com glaucoma: “Se eu soubesse antes que era algo tão sério, teria cuidado melhor e talvez evitado essa situação. Agora faço exames todos os anos” | Fotos: Divulgação/IgesDF Seis anos depois, ao retornar ao consultório para uma nova avaliação, descobriu que a doença havia avançado: “O médico explicou a gravidade da doença. Se eu soubesse antes que era algo tão sério, teria cuidado melhor e talvez evitado essa situação. Agora faço exames todos os anos”. Considerado a principal causa de cegueira irreversível no mundo, o glaucoma provoca degeneração progressiva do nervo óptico e perda permanente da visão. O problema é que a doença costuma evoluir de forma silenciosa e, na maioria das vezes, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. “A única forma de identificar a doença precocemente é por meio de consultas regulares com o oftalmologista” Edney Moura Filho, oftalmologista do Hospital de Base  Segundo o oftalmologista Edney Resende Moura Filho, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), cerca de 90% dos pacientes não percebem sinais da doença no início. Entre os dias 8 e 14 deste mês é realizada a Semana Mundial do Glaucoma, iniciativa que busca ampliar a conscientização da população sobre os riscos da doença e reforçar a importância do diagnóstico precoce. Prevenção é fundamental O glaucoma é caracterizado pela lesão progressiva do nervo óptico, frequentemente associada ao aumento da pressão intraocular. Embora possa atingir pessoas de qualquer faixa etária, o risco aumenta com o avanço da idade. “A única forma de identificar a doença precocemente é por meio de consultas regulares com o oftalmologista”, explica Edney. Estimativas indicam que cerca de metade das pessoas com glaucoma no mundo não sabem que têm a condição. Por isso, especialistas recomendam atenção redobrada de pessoas que apresentam fatores de risco e devem manter acompanhamento oftalmológico regular. Entre os principais fatores estão histórico familiar, idade acima de 40 anos, uso prolongado de medicamentos à base de corticoide e traumas oculares prévios. A perda visual costuma ocorrer de forma gradual e silenciosa, o que contribui para o diagnóstico tardio. “Nem sempre começa obrigatoriamente pela visão periférica, mas é comum que o paciente já apresente perda de campo visual sem perceber, especialmente nas fases iniciais”, pontua o especialista. [LEIA_TAMBEM]Ao contrário da catarata, geralmente associada ao envelhecimento, o glaucoma pode surgir em qualquer idade, inclusive na infância. Foi o caso de Juliana Luzia de Souza, que nasceu com a doença devido a um fator genético. A suspeita surgiu ainda nos primeiros dias de vida, quando médicos perceberam alterações nos olhos da criança. Juliana passou pela primeira cirurgia aos três dias de vida e começou a usar óculos com apenas um mês. Hoje, aos 30 anos, já fez sete cirurgias e perdeu a visão do olho direito, mantendo apenas percepção de luz. “Como não tive a chance de fazer exames preventivos antes do diagnóstico, sei o quanto é importante realizar consultas regulares”, relata ela. “Assim é possível identificar a doença mais cedo e evitar que o quadro se agrave.” Acompanhamento contínuo A adesão ao tratamento é um dos principais desafios no controle do glaucoma. De acordo com o oftalmologista, a ausência de sintomas faz com que muitos pacientes interrompam o uso das medicações. Embora não tenha cura, o glaucoma pode ser controlado com acompanhamento médico e tratamento adequado. Doença pode ser controlada com tratamento e acompanhamento médico  “Muitas pessoas param de usar o colírio por não perceberem melhora imediata ou por causa de efeitos colaterais, como irritação ocular; mesmo assim, o uso regular da medicação é essencial para evitar a progressão da doença”, orienta o médico.   Atendimento Em caso de suspeita de glaucoma ou de qualquer alteração na visão, é importante procurar avaliação médica. No Distrito Federal, o primeiro passo é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após a avaliação inicial, caso seja necessário, o paciente será inserido no sistema de regulação e encaminhado para atendimento especializado. Consultas oftalmológicas regulares são a principal forma de prevenir a perda de visão causada pelo glaucoma. O diagnóstico precoce permite controlar a doença e reduzir o risco de cegueira. *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Thumbnail

Março Azul: câncer colorretal pode ser prevenido com a adoção de hábitos saudáveis

Todos os anos, a campanha Março Azul conscientiza a população sobre o câncer de intestino — também denominado câncer colorretal — , uma doença prevenível, mas que demanda bastante atenção. Em 2026, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença deve acometer mais de 53 mil pessoas no Brasil. Arte: Agência Saúde-DF “É importante fazer consultas médicas regularmente, em especial após os 45 anos” Gustavo Ribas, chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer da SES-DF Trata-se do terceiro tipo de neoplasia (tumor) mais frequente e a segunda maior causa de mortes por câncer no mundo. Uma das razões por que a doença é tão perigosa está no fato de ela, em seu início, não apresentar sintomas. No entanto, podem ocorrer sinais como presença de sangue nas fezes, cólica e desconforto abdominal, dores ao evacuar, alteração do hábito intestinal (alternância entre diarreia e prisão de ventre), falta de apetite, anemia e perda de peso sem uma causa aparente. Gustavo Ribas, chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da Secretaria de Saúde (SES-DF), lembra que a adoção de hábitos saudáveis tende a diminuir substancialmente o risco de morte pela doença. “A prevenção é especialmente relevante em campanhas como o Março Azul”, afirma o gestor. “São ações simples, como ter uma dieta saudável, com alimentação balanceada e rica em fibras, manter o controle do peso, realizar atividades físicas, evitar o consumo de carnes processadas e álcool, evitar o tabagismo. Também é importante fazer consultas médicas regularmente, em especial após os 45 anos.” Ribas reforça que a porta de entrada preferencial para os serviços da SES-DF são as unidades básicas de saúde (UBSs). A partir da primeira consulta, é solicitado o exame de sangue oculto nas fezes, e, em caso positivo, o paciente é encaminhado para o serviço especializado dentro da rede de atenção para uma investigação mais aprofundada, por meio da colonoscopia. [LEIA_TAMBEM]Em 2025, no âmbito da saúde pública do DF, foram registrados 4.414 exames de sangue oculto. O montante equivale a um aumento de quase 20% em relação a 2024 e de mais de 286% em relação a 2023, quando foram feitos 3.695 e 1.141 exames, respectivamente. Grupos suscetíveis Alguns dos principais fatores de risco são idade acima de 45 anos, sedentarismo, excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade), abuso de álcool, tabagismo e maus hábitos alimentares — como o baixo consumo de fibras (verduras, leguminosas e frutas) e uma alta ingestão de carnes processadas, comumente conhecidas como embutidos (salsicha, bacon, presunto, peito de peru etc.). Comer carne vermelha em excesso — mais de 500 gramas por semana — é outro motivo atribuído a maiores chances de desenvolver o câncer colorretal. A probabilidade é mais alta também em pacientes com histórico familiar de câncer na região. São mais suscetíveis, ainda, pessoas com síndromes inflamatórias do intestino (como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn) há mais de dez anos, ou que tenham certas doenças hereditárias, tais como a polipose adenomatosa familiar (FAP) e o câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC). Outro fator de risco consiste na exposição ocupacional à radiação ionizante (como raios-X e gama). Isso envolve principalmente profissionais da radiologia médica, forense e industrial, que devem ter cuidados redobrados ao exercer suas atividades e realizar exames de rotina com mais frequência. *Com informações da Secretaria de Saúde    

Ler mais...

Thumbnail

Prevenir, monitorar e atender são as estratégias do DF contra as viroses infantis

Vírus sincicial respiratório (VSR), influenza e Sars-CoV-2, responsável pela covid-19: estes são alguns dos causadores do histórico aumento do número de casos de infecções respiratórias em crianças, todos os anos no Distrito Federal, entre março e julho. O período de sazonalidade é causado por fatores como condições climáticas no período de transição de verão para outono e inverno. Para enfrentar esse desafio, a Secretaria de Saúde (SES-DF) vai colocar em ação um plano elaborado para prevenir casos, monitorar a circulação de cada vírus e oferecer tratamento rápido.  Crianças com quadros graves de doenças respiratórias contam com leitos de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF  “Os últimos anos reforçaram a importância do planejamento antecipado e da atuação integrada da rede de saúde”, aponta a médica Juliana Macêdo, coordenadora de Atenção Especializada à Saúde da secretaria. “O objetivo é reduzir casos graves, evitar desassistência e garantir maior segurança às crianças e suas famílias.” O plano contempla as fases de preparação, mobilização, alerta, emergência e crise, conforme o número de casos registrados e  de pacientes atendidos. “O foco está na antecipação das medidas, no reforço da capacidade de resposta e na integração do atendimento, além da intensificação das ações de prevenção e comunicação com a população”, explica a gestora.  Prevenção A vacinação é uma das principais medidas preventivas no combate às síndromes respiratórias agudas graves | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF  Na primeira fase, destacam-se as medidas preventivas. Além de orientações gerais à população, como evitar a circulação em caso de doenças respiratórias, é indicada a vacinação contra os vírus influenza e covid-19, atividades que já fazem parte do dia a dia da SES-DF.  “A imunização é a principal estratégia para reduzir casos graves, internações e óbitos, além de otimizar o uso das doses já disponíveis” Tereza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde Ao longo de 2025, e nas primeiras semanas de 2026, já foram aplicadas mais de 880 mil doses da vacina contra a influenza. De acordo com os levantamentos populacionais, porém, apenas 53% das crianças de 6 meses e menores de 6 anos foram vacinadas, percentual abaixo da meta de 90%.   A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, ressalta que a vacina aplicada protege contra os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B (linhagem Áustria). “A imunização é a principal estratégia para reduzir casos graves, internações e óbitos, além de otimizar o uso das doses já disponíveis”, orienta. “Todos os anos, o imunizante é atualizado conforme as cepas do vírus com maior registro de circulação daquele período. Além disso, a imunidade obtida pela vacina dura de seis a 12 meses”. Neste mês também foi iniciada a aplicação do nirsevimabe e do palivizumabe, medicamentos que protegem contra o vírus sincicial respiratório, indicados para bebês que nasceram prematuros. “O nirsevimabe e o palivizumabe representam avanços relevantes na prevenção das formas graves de infecção pelo VSR [Vírus Sincicial Respiratório], principal causa de bronquiolite e importante motivo de hospitalização em lactentes”, detalha Julliana Macêdo.  Monitoramento Para o monitoramento do número de casos, o DF conta, hoje, com dez unidades-sentinela. Nesses locais, distribuídos conforme as concentrações demográficas, há a coleta de amostras de pacientes com sintomas gripais a fim de detectar quais vírus estão em circulação. Os exames são enviados para análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF). Isso ajuda tanto a definir condutas de atendimento quanto a detectar eventuais cepas novas. “A unidade-sentinela é um termômetro: se um vírus for introduzido, conseguimos detectar precocemente” Renata Brandão, gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da Secretaria de Saúde A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-DF mantém o monitoramento constante dos casos, incluindo o acompanhamento da situação em outras partes do Brasil e até em outros países. O registro de casos no próprio Distrito Federal também permite compreender o cenário local. “A unidade-sentinela é um termômetro: se um vírus for introduzido, conseguimos detectar precocemente”, explica Renata Brandão, gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da secretaria. Entre 2023 e 2025, o número de casos confirmados de síndrome respiratória aguda grave provocada pelo vírus Sars-CoV-2, da covid-19, caiu de 965 para 472. Já os casos provocados pelo vírus Influenza subiram de 373 para 1.421. O trabalho no laboratório também tem sido mais preciso: em 2023, 61% dos casos foram classificados como de vírus “não especificado” — índice que, em 2025, ficou em 27%. Atendimento Conforme o plano de enfrentamento ao período de sazonalidade das infecções respiratórias virais na pediatria, a rede pública do Distrito Federal conta atualmente com 182 unidades básicas de saúde (UBSs). De 2019 até agora, 13 unidades foram entregues novas ou reformadas. Outras duas estão próximas da conclusão. As UBSs são a principal porta de acesso aos serviços de saúde e atendem pacientes com sintomas leves, sem necessidade de ir até hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs).  [LEIA_TAMBEM]Além disso, as UPAs de Ceilândia I, São Sebastião, Recanto das Emas e Sobradinho ofertam atendimento especializado em pediatria. Há pronto-socorro infantil, ainda, no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e em oito hospitais regionais, localizados em Brazlândia, Ceilândia, Guará, Paranoá, Planaltina, Sobradinho, Taguatinga e Santa Maria.  Para casos mais complexos, há 128 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (Utip), sendo 16 no Hmib, cinco no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), 20 no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), 58 no Hospital da Criança de Brasília José de Alencar (HCB) e dez no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) — este último de administração federal —, além de 19 já disponíveis nos hospitais Santa Marta e Anchieta Ceilândia, a partir do credenciamento para prestação de serviços. Há ainda 39 leitos de isolamento respiratório.  Juliana Macêdo lembra que, além da ampliação do número de leitos, há capacitação constante de servidores, reforço de equipes e novos métodos de trabalho: “Seguem em curso estratégias de reorganização de fluxos, qualificação da rede e otimização da capacidade instalada”.   *Com informações da Secretaria de Saúde      

Ler mais...

Thumbnail

Dengue: crianças e adolescentes de 10 a 14 anos precisam comparecer às unidades de saúde para imunização

Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade precisam comparecer a uma das mais de cem salas de vacinação onde estão disponíveis imunizantes contra a dengue. Conforme dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), 41,9% das crianças de 10 anos tomaram a primeira dose e apenas 16% completaram o esquema vacinal de duas aplicações. Em nenhuma dessas idades foi atingida a meta de 90%, sequer para a primeira dose. A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta, ressalta que, apesar da queda de 95% no número de casos entre 2024 e 2025, a vacinação é fortemente recomendada. "Mesmo com a redução expressiva dos casos de dengue, o risco de novas epidemias não pode ser descartado. A vacina oferece proteção não apenas no curto prazo, mas também por muitos anos após a imunização, sendo uma estratégia eficaz e segura", afirma. Juliane Malta destaca que a vacinação é importante, inclusive, para quem já teve a doença. "Quem já foi infectado apresenta maior risco de desenvolver formas graves em uma nova infecção, em razão de um fenômeno imunológico característico da dengue, conhecido como exacerbação da doença mediada por anticorpos", explica. Vacinação contra a dengue teve elevada adesão nos primeiros dias, porém, o número de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos vacinados está aquém do esperado | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Vacinação em atraso A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, contabiliza 24.178 doses da vacina contra a dengue no depósito. Outras seis mil estão distribuídas para as redes de frio regionais e nos estoques das próprias unidades básicas de saúde (UBSs). O público atual, de 10 a 14 anos, é indicado pelo Ministério da Saúde e, por enquanto, não há indicação de ampliação. A data de validade das vacinas é julho de 2027. [LEIA_TAMBEM]Tereza Luiza Pereira ressalta que quem tomou a primeira dose e não voltou após os 90 dias, conforme recomendado, pode retornar para completar o esquema vacinal, mesmo em atraso. "Não é necessário reiniciar o esquema vacinal em caso de atraso. A conduta indicada é apenas completar o esquema, respeitando as orientações técnicas vigentes", esclarece. Também é possível aproveitar a ida à sala de vacina para tomar outros imunizantes, como o da HPV, por exemplo. A SES-DF orienta a população a comparecer a uma das salas de vacina com documento de identificação e a caderneta de vacinação. Caso esse documento tenha sido perdido, isso não impede o atendimento. "Nesses casos, a equipe deve buscar os registros nos sistemas de informação disponíveis. Assim, de acordo com as informações disponíveis no sistema ou prestadas pelo usuário, é feita uma avaliação mais precisa, garantindo segurança e efetividade", acrescenta a médica da Coordenação de Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Gabriela Villar. Quem tomou a primeira dose da vacina contra a dengue mas não voltou para a tomar a segunda dose pode finalizar seu ciclo vacinal | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Ação contra a dengue De fevereiro de 2024 a janeiro de 2026, a Secretaria de Saúde aplicou 183,4 mil doses de vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme indicado pelo Ministério da Saúde. A meta é chegar a 90% dessa população com as duas doses aplicadas. Esta, porém, não é a única estratégia de combate à doença. Ao longo de 2025, 362 servidores da SES-DF realizaram mais de 1,8 milhão de visitas domiciliares, tanto para levar informação quanto para combater focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Além disso, agentes de vigilância ambiental instalaram mais de 3,8 mil armadilhas para mosquitos (ovitrampas) e 3,2 mil estações disseminadoras de larvicidas. Outra estratégia é a disseminação de mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, com menor capacidade de transmitir doenças e com potencial para substituir as populações do mosquito inicial. Os resultados são acompanhados pelos boletins epidemiológicos. Em 2025, o Distrito Federal fechou o ano com queda de 96% nos casos prováveis de dengue. Ações de combate à dengue envolvem tanto o combate a focos do Aedes aegypti quanto o esclarecimento da população | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Vacinação de profissionais de saúde Os servidores que atuam nas unidades básicas de saúde (UBSs) vão começar a receber, nesta semana, a vacina contra a dengue. A imunização vai contemplar, primeiramente, os trabalhadores com maior exposição no território, como agentes comunitários de saúde (ACS), agentes de vigilância ambiental (AVAs), equipes de consultório na rua (eCR) e equipes de saúde da família (eSF). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Cuidado: Carnaval com sol é mistura explosiva

Durante o Carnaval, as unidades de saúde registram aumento de atendimentos por desidratação, queimaduras solares,  exaustão pelo calor e insolação. Quando o corpo permanece exposto por muito tempo a altas temperaturas, ele tenta se resfriar por meio do suor. Se a perda de líquidos não é compensada com hidratação adequada, ocorre desidratação. Atençao ao uso do glitter: caso o produto não tenha sido testado dermatologicamente, pode provocar irritação | Foto: Divulgação/IgesDF  Em situações mais graves, a temperatura corporal sobe de forma descontrolada. É a chamada insolação. “É uma condição séria”, explica a dermatologista Danielle Aquino, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “O corpo perde a capacidade de regular a própria temperatura e isso pode levar a complicações importantes, inclusive neurológicas”.  A médica explica que os principais sintomas são dor de cabeça intensa, tontura, febre, náuseas, pele quente e avermelhada, fraqueza e confusão mental. Sem atendimento adequado, orienta ela, o quadro pode evoluir para emergência. Protetor solar Um dos erros mais comuns no Carnaval é aplicar protetor solar apenas uma vez, antes de sair de casa. Com suor intenso e contato com água, o produto perde eficácia. “A reaplicação é fundamental”, aponta a dermatologista. “Não adianta passar protetor apenas pela manhã e achar que está protegido o dia inteiro”. As recomendações incluem usar protetor com FPS 30 ou superior, aplicando de 15 a 30 minutos antes da exposição e reaplicando a cada duas horas, bem como a cada vez que sair da água ou suar muito e não se esquecer de espalhar o produto entre orelhas, pescoço, pés e parte de trás das pernas.   Hidratar-se com frequência ou ter por perto uma garrafa de água são atitudes que ajudam na prevenção | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Outra dúvida comum envolve o glitter. Produtos que não foram testados dermatologicamente podem causar irritação na pele e, se atingirem os olhos, provocar ardência e inflamação. O ideal é procurar itens próprios para uso cosmético e evitar aplicação próximo à região ocular. Roupas e acessórios que ajudam a proteger são boné ou chapéu de aba larga, óculos de sol com proteção UV, roupas leves e claras, tecidos que facilitam a ventilação e uma garrafinha de água sempre por perto. Também é recomendado evitar exposição direta ao sol entre as 10h e as 16h, quando a radiação ultravioleta é mais intensa. Cuidados redobrados com crianças Blocos infantis e matinês também exigem atenção. Crianças desidratam mais rápido e nem sempre conseguem identificar os próprios sintomas. “Elas dependem totalmente da observação dos adultos”, atenta a dermatologista do Hospital de Base. “Irritabilidade excessiva, sonolência e pele muito quente são sinais de alerta”. “O Carnaval é tempo de alegria, mas a prevenção é essencial para que a folia não termine em emergência” Danielle Aquino, dermatologista do Hospital de Base Os cuidados principais são oferecer água com frequência, reaplicar protetor com maior regularidade, evitar exposição nos horários de pico e garantir pausas em locais sombreados.  Queimadura solar Se a pele ficar vermelha e dolorida, é preciso agir rapidamente. Saia imediatamente do sol, tome um banho frio ou morno, beba bastante líquido e use hidratantes calmantes indicados por profissional de saúde.  O que não se deve fazer, nesse caso, é estourar bolhas, aplicar receitas caseiras (como pasta de dente ou manteiga) ou voltar à exposição solar. Em caso de bolhas extensas ou dor intensa, é importante procurar avaliação médica. [LEIA_TAMBEM]Alguns sinais indicam que é hora de buscar ajuda imediata: febre alta, desmaio, confusão mental, vômitos persistentes e pele muito quente e seca. A recomendação geral é manter a atenção. “O Carnaval é tempo de alegria, mas a prevenção é essencial para que a folia não termine em emergência”, conclui a dermatologista Danielle Aquino.   Veja, abaixo, onde procurar assistência no DF:  ⇒ Unidades de pronto atendimento (UPAs) para quadros moderados e urgências; ⇒ Hospitais regionais, em casos mais graves; ⇒ Em situações com risco iminente à vida, acionar o Samu, pelo telefone 192.   *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Thumbnail

Blocos de carnaval do DF terão distribuição de preservativos

O Carnaval é uma festa conhecida pela folia, música e diversão, porém essa época do ano também exige um maior cuidado com a saúde, principalmente com a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por isso, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) se uniu aos organizadores de blocos de carnaval para distribuir preservativos externos e internos, além de gel lubrificante e autotestes para os foliões.  “O Carnaval apresenta diversas situações que aumentam a vulnerabilidade e o risco de transmissão das ISTs. Pensando nisso, nós adotamos medidas de saúde pública para fornecer orientações e serviços para a população que vai comparecer aos blocos, promovendo a saúde sexual e a prevenção”, explica a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, Beatriz Maciel Luz. Mais de 90 mil preservativos, géis lubrificantes e autotestes foram distribuídos aos organizadores dos blocos de carnaval do DF | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Mais de 90 mil insumos foram disponibilizados aos organizadores dos blocos de carnaval do DF, que vão distribuí-los durante os quatro dias de festa no Espaço Acolher, localizado na Plataforma Monumental, próximo à Esplanada dos Ministérios. A rede pública de saúde do DF também disponibiliza profilaxias pré e pós-exposição ao HIV (PrEP e PeP) em diversas unidades de atendimento.  Prevenção combinada A melhor forma de evitar a disseminação de ISTs, como HIV, sífilis, hepatites B e C, é a prevenção combinada, que consiste no uso integrado de diferentes abordagens. O objetivo é alcançar um impacto máximo na redução de novas infecções ao combinar estratégias biomédicas, comportamentais e estruturais, considerando o contexto social das pessoas com maior vulnerabilidade e as questões individuais de cada paciente. Por isso, a SES-DF disponibiliza não apenas preservativos, mas também testagem regular, vacinação contra o HPV e a hepatite B, além da PrEP e PEP para prevenir o HIV.  A melhor forma de evitar a disseminação de ISTs, como HIV, sífilis, hepatites B e C, é a prevenção combinada, que consiste no uso integrado de diferentes abordagens “O Carnaval é um momento em que a prevenção combinada faz diferença. A testagem antes da folia é essencial, porque permite identificar IST mesmo sem sintomas e iniciar o tratamento rapidamente. Para prevenção do HIV, a PrEP é indicada para pessoas com maior risco de exposição e está disponível na rede. E, em caso de relação desprotegida ou outra situação de risco, a orientação é buscar atendimento para avaliação de PEP”, ressaltou Beatriz. Casos de ISTs entre pessoas jovens [LEIA_TAMBEM]O último Boletim Epidemiológico da SES-DF indica que 42,6% dos casos de HIV registrados entre 2020 e 2024 no DF ocorreram em pessoas de 20 a 29 anos. No caso da aids, as maiores proporções também se mantiveram nessa faixa etária, com 30% das ocorrências.   Entre 2020 e 2024, foram notificados 3.838 casos de infecção pelo HIV e 1.177 casos de aids em residentes do DF. Em relação ao HIV, no período, mantém-se tendência de estabilidade. Sobre a aids, observou-se uma tendência de redução do coeficiente de detecção por 100 mil habitantes, de 8,5 no ano de 2020, para 5,3 em 2024. *Com informações da Secretaria de Saúde  

Ler mais...

Thumbnail

Mosquitos com bactéria para combate à dengue no DF são monitorados

Você deve lembrar-se de que, em setembro, mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia foram liberados em dez regiões administrativas do Distrito Federal e em dois municípios de Goiás. Desde então, equipes de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF) têm monitorado se a bactéria realmente se estabilizou nos mosquitos transmissores de arboviroses em circulação. Equipes de Vigilância Ambiental monitoram se a bactéria Wolbachia se estabilizou nos mosquitos transmissores de arboviroses em circulação | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O procedimento envolve equipes multiprofissionais e intersetoriais. Por meio das ovitrampas, os agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) realizam a coleta dos ovos de mosquitos. A paleta com o material é levada ao Laboratório de Entomologia Médica (LEM), onde são identificadas as larvas de Aedes aegypti para serem enviadas a pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Neste mês, ocorre o quarto ciclo de monitoramento. As avaliações continuam para além de março, quando o cronograma inicial prevê o fim das solturas dos mosquitos produzidos pela biofábrica. “Esse é um método sustentável. As solturas terminam e a bactéria segue sendo transmitida à prole por meio da reprodução”, explica a bióloga do LEM, Kenia Cristina de Oliveira. “Também é um método científico. Por isso, as avaliações periódicas são parte importante desse trabalho de implementação”, completa. Kenia Cristina, bióloga do LEM: "É um método científico. Por isso, as avaliações periódicas são parte importante desse trabalho de implementação" Ações conjuntas Os wolbitos (mosquitos inoculados) são mais uma ferramenta no combate a doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana. A bactéria Wolbachia impede que o inseto desenvolva essas arboviroses, interrompendo a transmissão das doenças. [LEIA_TAMBEM]A participação popular, porém, continua sendo uma abordagem imprescindível no enfrentamento às arboviroses, ressalta o gerente substituto de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo da SES-DF, Anderson de Morais. “Sozinha, nenhuma tecnologia oferece proteção completa à sociedade. Uma estratégia complementa a outra. Os cuidados dos moradores são parte fundamental na eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti dentro das próprias residências”, detalha. Além das ovitrampas e dos wolbitos, a SES-DF também adota: borrifação residual intradomiciliar (BRI); estações disseminadoras de larvicidas (EDLs); e drones para mapeamento de territórios mais críticos. Quase 2 milhões de visitas de Avas foram realizadas em residências no DF em 2025. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Carreta de Mamografia oferece 700 exames gratuitos para mulheres atendidas pelo SUS; saiba como agendar

A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) promove, entre os dias 29 de janeiro e 4 de fevereiro, uma carreta de saúde que vai disponibilizar gratuitamente 700 exames de mamografia em diferentes regiões administrativas. A iniciativa conta com a parceria da Fundação Laço Rosa, instituição sem fins lucrativos que atua na defesa dos direitos de pacientes com câncer de mama. Os atendimentos serão realizados por meio de unidades móveis, que vão circular por pontos estratégicos do Distrito Federal. Segundo a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, a ação reforça o cuidado com a saúde feminina e amplia a prevenção. “Estamos levando essa ação para mais perto das mulheres, porque sabemos que o exame é essencial para a detecção precoce do câncer de mama. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura em até 95%. Essa prevenção é uma forma de autocuidado feminino”, afirma. Carreta da Secretaria da Mulher vai disponibilizar gratuitamente 700 exames de mamografia em diferentes regiões do DF | Foto: Mariana Raphael/Arquivo Agência Saúde DF Diagnóstico precoce Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) mostram avanço na realização de mamografias diagnósticas e de rastreamento no Distrito Federal na faixa etária-alvo, entre 50 e 69 anos. Em 2024, foram realizados 15.881 exames, número que subiu para 17.307 em 2025. Para o médico mastologista Farid Buitrago, referência técnica em mastologia da SES-DF, o diagnóstico precoce tem impacto direto na redução da mortalidade pela doença. “A mamografia é o único exame que comprovadamente reduz a mortalidade por câncer de mama. Quando feita regularmente, a cada dois anos, pode diminuir as mortes entre 30% e 40%, pois permite identificar o tumor antes dos sintomas”, explica o doutor. Podem participar da ação itinerante mulheres a partir de 40 anos, beneficiárias do Sistema Único de Saúde (SUS) e que não tenham realizado mamografia nos últimos 12 meses. Mulheres com menos de 40 anos também poderão fazer o exame, desde que apresentem pedido médico ou indicação clínica. Os agendamentos podem ser feitos previamente por meio de link disponibilizado pela Secretaria da Mulher. O preenchimento do cadastro não garante a vaga. Caso a mulher seja contemplada com o exame, a equipe entrará em contato por WhatsApp ou ligação telefônica para que seja possível escolher o melhor horário para o atendimento, de acordo com a disponibilidade diária. Além dos exames, a iniciativa inclui atividades de acolhimento, orientação e conscientização sobre a saúde da mulher, com foco na importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Podem participar da ação mulheres a partir de 40 anos, beneficiárias do SUS, que não tenham realizado mamografia nos últimos 12 meses | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Atendimento itinerante O calendário de atendimentos começa nos dias 29 e 30 de janeiro, na Cidade Estrutural, no estacionamento lateral da Unidade Básica de Saúde (UBS) nº 1. No dia 31 de janeiro, a carreta estará em Ceilândia, no estacionamento da Casa da Mulher Brasileira, com atendimento das 9h às 15h. Em 1º de fevereiro, a ação segue para o Eixo Monumental, no estacionamento do Planetário. No dia 2 de fevereiro, o atendimento retorna a Ceilândia, novamente no estacionamento da Casa da Mulher Brasileira, das 9h às 17h. [LEIA_TAMBEM]Já no dia 3 de fevereiro, as unidades móveis estarão na Rodoviária do Plano Piloto, na plataforma superior. A ação será encerrada no dia 4 de fevereiro, no Congresso Nacional, na Alameda dos Estados. Farid Buitrago reforça a importância da realização periódica do exame. “A mamografia é rápida, dura em média cinco minutos, não exige preparo específico e, após o exame, a mulher pode seguir normalmente sua rotina. Mulheres a partir dos 40 anos devem realizar a mamografia regularmente, mesmo sem sintomas. O diagnóstico precoce é fundamental para salvar vidas”, destaca o médico. Serviço • 29 e 30 de janeiro: Cidade Estrutural – estacionamento lateral da UBS nº 1 • 31 de janeiro: Ceilândia – estacionamento da Casa da Mulher Brasileira • 1º de fevereiro: Eixo Monumental – estacionamento do Planetário • 2 de fevereiro: Ceilândia – estacionamento da Casa da Mulher Brasileira • 3 de fevereiro: Rodoviária do Plano Piloto – plataforma superior • 4 de fevereiro: Congresso Nacional – Alameda dos Estados

Ler mais...

Thumbnail

Atuação em surto de sarampo confere reconhecimento à Secretaria de Saúde do DF

A Secretaria de Saúde (SES-DF) foi reconhecida pelo Ministério da Saúde por sua atuação no combate ao surto de sarampo em 2025. O documento ressalta a pronta resposta adotada pela pasta do GDF, a articulação interinstitucional e o trabalho coordenado das equipes de vigilância. Esses pontos, conforme sinaliza o texto, foram decisivos para a detecção oportuna, investigação, contenção e prevenção de novos casos. Certificação destaca engajamento da Secretaria de Saúde no combate ao sarampo | Imagens: Agência Saúde-DF “Esse resultado demonstra a capacidade de resposta do nosso sistema de saúde, o empenho das equipes e a seriedade com que tratamos eventos de relevância epidemiológica”, avalia o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda. “É uma conquista coletiva que fortalece a vigilância e amplia a proteção da população.” Vigilância ativa A atuação da SES-DF incluiu o fortalecimento da vigilância epidemiológica, a busca ativa de casos suspeitos e a investigação laboratorial. Como parte da estratégia, as equipes de saúde promoveram ações de imunização nas salas de vacina da rede pública e em locais de grande circulação, levando em conta dados de áreas com baixa cobertura. Em 2023, foram registrados 30 casos suspeitos, todos investigados e descartados. Em 2024, o número chegou a 36 notificações, também sem confirmações. Já em 2025, até a semana epidemiológica 52 (27 de dezembro), foram registrados 72 ocorrências suspeitas, com a confirmação de um caso importado da doença. Arte: SES-DF   Após a comprovação, as medidas de controle foram adotadas de forma imediata. A SES-DF atuou na busca ativa de 278 pessoas que tiveram contato com a paciente, que permaneceu em isolamento domiciliar para evitar a transmissão. Foram fornecidas orientações sobre a doença, sinais de alerta, verificação do cartão e bloqueio vacinal seletivo. Além disso, foi emitido comunicado para toda a rede pública e privada de saúde. Vacinação [LEIA_TAMBEM]O sarampo é uma doença infecciosa, altamente contagiosa e que pode causar complicações graves e óbitos, especialmente em crianças. A principal forma de prevenção é a vacina. A SES-DF reforça a importância de manter em dia as doses de tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. As recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) são duas doses da tríplice viral para pessoas de 12 meses a 29 anos, uma para adultos entre 30 anos e 59 anos e duas para profissionais de saúde, independentemente da idade. Clique aqui e veja os locais de vacinação contra o sarampo no DF. A população deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) de referência ao apresentar febre acompanhada de manchas vermelhas ou rosadas na pele, além de sintomas como tosse, coriza ou conjuntivite. É importante levar o cartão vacinal para avaliação e atualização, se necessário.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

Ler mais...

Thumbnail

Dezembro Laranja reforça importância do protetor solar no combate ao câncer de pele

Responsável por cerca de 30% de todos os tumores malignos no Brasil, o câncer de pele gera impacto crescente na rede pública de saúde. No Distrito Federal, os efeitos desse cenário aparecem na rotina do Hospital de Base (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Nessa unidade foram registrados, este ano, 207 procedimentos de quimioterapia para tratamento de melanoma. Protetores solares são fundamentais para assegurar a saúde e prevenir câncer de pele | Foto: Divulgação/IgesDF “Apesar de ser um câncer comum, muitos casos exigem tratamentos complexos e acompanhamento contínuo”, lembra a gerente de Operações do Centro de Infusão do HBDF, Larissa Dias. “Essa realidade impacta diretamente a utilização dos serviços hospitalares, especialmente no Hospital de Base, que é referência no tratamento oncológico no DF.” Uma estratégia simples, o uso diário de protetor solar, pode reduzir significativamente os casos da doença e economizar mais de R$ 2,5 bilhões em recursos hospitalares nos próximos cinco anos. A exposição prolongada ao sol ao longo do ano coloca o Brasil entre os que apresentam maior incidência de câncer de pele, atrás apenas da Austrália. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), quase 200 mil brasileiros são diagnosticados com câncer de pele todos os anos. Esse número corresponde à soma dos dois principais tipos da doença: melanoma e não melanoma. “O câncer de pele tem altas chances de cura quando identificado no início, por isso o autoexame é fundamental. Caso surja alguma lesão que não cicatrize em dez a 15 dias, é importante procurar atendimento médico” Danielle Aquino, médica dermatologista do Hospital de Base O melanoma tem origem nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que dá cor à pele e atua como proteção natural contra a radiação solar. Já os tumores não melanomas se desenvolvem na camada mais superficial da pele, são mais frequentes em pessoas acima dos 40 anos e representam cerca de 95% dos casos de câncer de pele no Brasil. Sinais de alerta Pintas ou sinais que mudam de cor, formato ou tamanho merecem atenção na detecção do câncer de pele. Manchas ou feridas que não cicatrizam, apresentam coceira, crostas ou sangramento também podem indicar alterações suspeitas. “O câncer de pele tem altas chances de cura quando identificado no início, por isso o autoexame é fundamental”, orienta a médica dermatologista Danielle Aquino, do Hospital de Base. “Caso surja alguma lesão que não cicatrize em dez a 15 dias, é importante procurar atendimento médico.” Dezembro Laranja e os cuidados no verão [LEIA_TAMBEM]Este mês marca a campanha Dezembro Laranja, dedicada à conscientização e ao combate ao câncer de pele. A chegada do verão, período de maior exposição solar, férias e atividades ao ar livre, exige redobrar os cuidados com a proteção da pele, reforçando a importância do uso diário de filtro solar e outras formas de prevenção. A boa notícia é que, quando descoberto precocemente, o câncer de pele tem taxa de cura superior a 90%. Histórico familiar, pele clara e exposição solar excessiva estão entre os principais fatores de risco. Entre as 10h e as 16h, há maior incidência de raios ultravioleta, mais agressivos à pele e associados ao surgimento do câncer, além de causarem manchas e envelhecimento precoce. Danielle Aquino reforça a importância da adoção de hábitos de proteção, como uso de óculos escuros, bonés, chapéus e até guarda-sol, além da aplicação diária de protetor solar com FPS mínimo de 30. “Muita gente tem dúvida sobre a quantidade correta”, aponta a dermatologista. “A orientação é usar o equivalente a uma colher de sopa cheia ou o volume que caiba na palma da mão para todo o corpo, com reaplicação a cada duas horas ou sempre após contato com a água.” *Com informações do IgesDF  

Ler mais...

Thumbnail

GDF aprova plano de metas para garantir novos avanços no combate à violência contra mulheres

Órgãos do Governo do Distrito Federal se reuniram nesta quinta-feira (11), no Edifício Sede II da Secretaria da Mulher (SMDF), na Asa Norte, para avançar na construção de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero. O encontro teve como pauta central a aprovação do Plano Distrital de Combate à Violência Contra a Mulher, que estabelece metas e diretrizes para o período de 2025 a 2034. As ações e projetos aprovados no plano têm como foco a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar, além de iniciativas voltadas para outras formas de violência que atingem mulheres e meninas. Entre elas estão a violência sexual, patrimonial, a violência política de gênero e a violência institucional. O documento reforça o compromisso do GDF em ampliar o alcance e a efetividade das políticas públicas de proteção. Diversos órgãos do GDF se reuniram nesta quinta (11) para avançar na construção de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero | Foto: Divulgação/SMDF Participaram representantes das secretarias de Educação (SEEDF), Justiça e Cidadania (Sejus-DF), Desenvolvimento Social (Sedes-DF) e Segurança Pública (SSP-DF), além de equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. A articulação entre esses órgãos fortalece a rede de cuidado, garantindo respostas mais rápidas e eficazes diante das situações de violência. “A integração entre as instituições amplia a proteção às mulheres e fortalece ações de acolhimento, campanhas educativas e empoderamento das famílias em situação de vulnerabilidade”, destacou a vice-governadora Celina Leão. “Romper o ciclo da violência é um esforço que depende da união entre governo e sociedade.” [LEIA_TAMBEM]A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, ressaltou que o diálogo entre as instituições permite identificar avanços e desafios na execução das políticas públicas: “O compartilhamento de dados e experiências facilita o aprimoramento das medidas já existentes e contribui para a criação de novas estratégias de atendimento e acolhimento”. Giselle reforçou que a expansão dos equipamentos públicos da Secretaria da Mulher segue como prioridade, com foco na prevenção, na informação e na ampliação do acesso das mulheres aos serviços. Os dados mostram a urgência das ações. De acordo com o Observatório de Violência contra a Mulher e Feminicídio, somente no primeiro semestre deste ano foram realizados 24.983 atendimentos psicossociais, acolhendo 11.226 mulheres em situação de vulnerabilidade no DF. O observatório reúne informações sobre escolaridade, saúde, emprego, programas sociais e segurança pública, auxiliando a orientar a formulação das políticas públicas. *Com informações da Secretaria da Mulher (SMDF)

Ler mais...

Thumbnail

Formatura do Proerd reúne mais de 1,4 mil estudantes em escola pública no Cruzeiro

A manhã desta quinta-feira (4) marcou a formatura do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) deste ano, no Ginásio do Cruzeiro Novo, com a participação de 1.433 estudantes de diferentes coordenações regionais de ensino (CREs) da Secretaria de Educação (SEEDF). A cerimônia celebrou o encerramento das atividades do programa ao longo do ano letivo, envolvendo turmas das séries iniciais do ensino fundamental (5º ano, 7º ano) e ensino médio. Recém-formados fazem parte de um programa que é fruto de parceria da Secretaria de Educação com a Polícia Militar | Fotos: Jota Castro/SEEDF “Ninguém faz educação sozinho, precisamos de toda a sociedade e das forças de segurança para nos apoiar” Hélvia Paranaguá, secretária de Educação Durante a cerimônia, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, lembrou a importância da integração entre as instituições para fortalecer o cuidado com os estudantes e ampliar o alcance das ações preventivas. Ninguém faz educação sozinho, precisamos de toda a sociedade e das forças de segurança para nos apoiar”,  declarou, citando depois o apoio do trabalho conjunto com os batalhões de Policiamento Escolar e de Policiamento de Trânsito. A gestora também ressaltou a importância do Proerd: “Tenho grande amor por esse programa, porque ele é um programa que salva vidas. É essencial que os estudantes compreendam desde cedo que o bacana é ser saudável e ter uma vida livre de qualquer entorpecente”. A comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Ana Paula Habka, enfatizou que a parceria fortalece a proteção social dos estudantes e amplia o alcance das ações preventivas. “Quando trabalhamos com a educação, sabemos que teremos um futuro muito mais seguro, e esses jovens estão dizendo sim à vida desde já”, disse. “A Polícia Militar faz esse trabalho com muito carinho e tem uma gratidão enorme pela confiança da Secretaria de Educação e pela dedicação dos instrutores e de todos os envolvidos nesse projeto de dizer não às drogas”. Participação das escolas Participaram da formatura 15 escolas públicas e cinco privadas, totalizando 20 unidades de ensino. As escolas públicas reuniram 1.296 estudantes, enquanto as instituições privadas somaram 137 alunos. Todas essas unidades foram atendidas por instrutores do Batalhão de Policiamento Escolar durante este ano, reforçando o caráter preventivo e educativo do programa. A comandante do Batalhão de Policiamento Escolar, tenente-coronel Selani, também enalteceu o impacto do Proerd na vida dos estudantes. “[O programa] é muito importante porque, além de ensinar as crianças a ficarem longe das drogas e da violência, trabalha a importância de fazer escolhas saudáveis, já que essas decisões têm impacto direto no futuro”, afirmou.  O programa Presente no Distrito Federal desde 1998, o Proerd já formou mais de 763 mil estudantes. O programa amplia competências socioemocionais, estimula boas escolhas, promove uma cultura de paz e também atua na prevenção ao bullying e ao cyberbullying, com foco no desenvolvimento integral e na segurança das crianças e jovens das redes pública e privada. Sorteada com uma bicicleta, a estudante Camila Ferreira falou sobre o programa: “É muito bom para as pessoas terem a consciência de que as drogas fazem mal e se afastarem de algo tão ruim” A cerimônia contou com atrações educativas e culturais, incluindo apresentações do personagem Lobo-Guará e dos Guardiões do Trânsito, demonstração do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães), entrada dos instrutores do Proerd e participação da mascote do programa, Leão Daren. A Banda do Colégio Cívico Militar 01 do Itapoã executou o Hino Nacional Brasileiro, e os estudantes fizeram o tradicional juramento do programa e participaram de sorteios de brindes, incluindo mochilas, um drone e três bicicletas. [LEIA_TAMBEM]Camila Ferreira, de 11 anos, aluna do 5º ano da Escola Classe 203 do Recanto das Emas, foi uma das ganhadoras das bicicletas e relatou que participar do Proerd a ajudou a entender, na prática, como agir diante de situações de risco. “É muito bom para as pessoas terem a consciência de que as drogas fazem mal e se afastarem de algo tão ruim”, frisou.  Camila explicou que, durante o curso, as turmas participaram de jogos, dinâmicas e até uma apresentação teatral. “Simulamos uma pessoa oferecendo droga e a outra não aceitando, e explicando por que isso é errado”, exemplificou. Para ela, o aprendizado reforça a importância de procurar um professor ou alguém da direção sempre que notar algo suspeito. *Com informações da Secretaria de Educação

Ler mais...

Thumbnail

Reunião integrada do Conseg reforça ações de segurança e combate ao crime na região de Ceilândia

Representantes do Conselho Comunitário de Segurança de Ceilândia se reuniram, nesta quarta (26), no auditório da administração regional da cidade, com servidores da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), dos 8º e 10º Batalhões da Polícia Militar, da DF Legal, do Detran-DF, do SLU, da Polícia Civil, da OAB Subseção Ceilândia e comerciantes, lideranças comunitárias e moradores. O encontro teve como objetivo discutir medidas e ações adotadas para fortalecer a segurança pública em toda a região, especialmente na área central. O encontro teve como foco a discussão de estratégias para aprimorar a segurança na cidade | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia Durante a reunião, foram apresentadas ações integradas que já estão em execução pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para coibir o comércio de produtos ilícitos próximo ao Restaurante Comunitário de Ceilândia Centro, além da intensificação de operações de apreensão de armas brancas e combate ao consumo e venda de substâncias ilícitas. Integração “A união entre os órgãos de segurança e a comunidade é fundamental para reduzir a mancha criminal na nossa cidade”, enfatizou o administrador de Ceilândia, Dilson Resende. “Estamos atuando de forma conjunta, com operações constantes e uma fiscalização mais rigorosa, para garantir um ambiente mais seguro e organizado para comerciantes e pedestres na região central de Ceilândia.” [LEIA_TAMBEM]O comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar de Ceilândia, tenente-coronel Renato Moreira Rodrigues, reforçou o empenho da corporação no patrulhamento e nas ações preventivas: “A Polícia Militar tem intensificado sua presença na área central e em toda a região de Ceilândia. Nosso objetivo é aumentar a sensação de segurança, coibir atividades ilícitas e atender as demandas da comunidade. Seguiremos atuando de forma integrada com os demais órgãos para garantir a tranquilidade da população”. Moradores e comerciantes também apresentaram demandas, entre elas o reforço da patrulha ostensiva, aumento da presença policial nas ruas e fortalecimento da Rede de Vizinhos Protegidos. As instituições de segurança confirmaram que novas ações coordenadas serão mantidas nos próximos dias, com foco na prevenção e na redução de ocorrências. “A participação efetiva dos moradores nas reuniões do Conseg é muito importante. Queremos ouvir a população e trabalhar em conjunto para uma cidade mais segura”, lembrou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ceilândia (Acic), Eduardo Lima.   *Com informações da Administração Regional de Ceilândia

Ler mais...

Thumbnail

Agentes comunitários de saúde e de vigilância ambiental promovem encontro para alinhamento estratégico

Nesta quarta-feira (19), a região Leste de Saúde — que engloba Paranoá, Itapoã, São Sebastião, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral — promoveu um encontro para alinhar as estratégias e fortalecer o trabalho conjunto entre agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de vigilância ambiental em saúde (Avas). Realizado no auditório da Escola Técnica do Paranoá, a ação aprimorou as práticas de prevenção e promoção à saúde na comunidade. A iniciativa surgiu da necessidade de conscientizar os profissionais sobre a importância do trabalho conjunto entre as duas categorias. Segundo a chefe do Núcleo de Mobilização Social, Maria Aparecida Gama, a preocupação com a comunidade deve ser o principal motivador. “É preciso que vocês sejam movidos por esse estímulo e essa paixão pelo trabalho de vocês, porque não é o gestor e nem a dinâmica que nos motiva, é a paixão, que precisa ser intrínseca”, destacou. O assessor de Mobilização Institucional e Social para a Prevenção de Endemias da Vigilância Sanitária (SVS), Allex de Melo, destacou que ambos os profissionais representam o Estado dentro da comunidade. “Somos o que vai alcançar cada casa e família, somos o SUS [Sistema Único de Saúde]. Quando chegamos em uma casa, você é o poder público alcançando aquela casa para fazer sua ação de prevenção e promoção”, afirmou. Para isso, Melo argumentou que é preciso a integração entre os dois profissionais. “Precisamos buscar a excelência e integrar as duas grandes áreas de atuação”, completou. Encontro serve para alinhar as estratégias e fortalecer o trabalho conjunto entre os agentes comunitários e os agentes de vigilância ambiental em saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Para o gerente de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo, Edi Xavier de Faria, a integração facilita a comunicação e as estratégias. “Não se trata de tomar as atribuições do outro. É se comunicar, saber o que você está fazendo para complementar o trabalho do colega”, refletiu. Trabalho integrado As funções dos servidores se complementam, por isso, a integração é tão importante, como explica a gerente do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização, Samara Brandão. “O ACS conhece a família e os Avas conhecem os riscos de saúde da localidade. Integração não é só trabalhar lado a lado, é reunir conhecimentos e olhares”, ponderou. A diretora de Atenção Primária à Saúde da região Leste, Danielle Figueiredo, reforçou que a união faz a diferença no dia a dia. “Temos o mesmo propósito e, juntos, conseguimos oferecer uma saúde de qualidade. Para isso, não podemos nos entender como indivíduos separados, mas como trabalho em parceria”, destacou. AVAS e ACS Os ACSs integram as equipes de Saúde da Família (eSF) e são responsáveis pela busca ativa de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), agendando consultas e solicitando exames a pacientes em situação de vulnerabilidade ou com dificuldades de locomoção, entre outras funções. Já os Avas atuam no combate a doenças utilizando medidas de controle químico e biológico, de manejo ambiental e diversas outras ações voltadas a possíveis agentes transmissores, incluindo-se a vacinação de cães e gatos. São também fundamentais para a prevenção de acidentes com animais peçonhentos e o controle de pragas. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Palácio do Buriti é iluminado de azul em alerta contra o câncer de colo do útero

O Palácio do Buriti foi iluminado de azul nesta segunda-feira (17) para marcar o Illumination Day, ação global que une países na luta pela eliminação do câncer de colo do útero. A iniciativa é fruto de parceria entre a Secretaria de Saúde (SES-DF) e o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), tendo como foco a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. Coloração faz referência à campanha de conscientização sobre a importância de vacinar contra o HPV | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF “Proteger meninas e meninos com a vacina do HPV hoje é garantir uma geração livre do câncer de colo do útero amanhã” Daniele Assad, ginecologista Gustavo Ribas, referência técnica distrital (RTD) em oncologia e chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da SES-DF, lembra que a data simboliza o compromisso do Distrito Federal com a redução drástica dos casos de câncer de colo do útero por meio de vacinação, rastreamento e tratamento oportuno. “Agradecemos às instituições parceiras e aos profissionais que tornam este movimento possível”, afirma o médico. “Vamos juntos avançar na proteção da saúde das mulheres, com conscientização e ciência.” Atendendo ao chamado da Organização Mundial da Saúde (OMS), Brasília tem buscado ampliar a visibilidade do tema e reforçar a importância da imunização contra o HPV, principal causa do câncer cervical. “Estamos falando de uma doença prevenível”, pontua a oncologista Daniele Assad, também integrante do EVA. “Proteger meninas e meninos com a vacina do HPV hoje é garantir uma geração livre do câncer de colo do útero amanhã”. Conscientização A escolha do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal (GDF), busca ampliar a visibilidade da causa e lembrar que o exame citopatológico conhecido como papanicolau está disponível gratuitamente em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. O procedimento é rápido, simples e continua sendo a principal estratégia para identificar alterações que podem evoluir para o câncer cervical. [LEIA_TAMBEM]Segundo dados da SES-DF, até agosto deste ano, foram registrados no DF 40 mil exames citopatológicos cervico-vaginais/microflora de rastreamento, além de mais de 15 mil colposcopias. O exame é utilizado para investigar resultados anormais do Papanicolau, sangramentos irregulares e verrugas genitais, bem como para diagnosticar e monitorar lesões benignas, pré-cancerosas ou malignas. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 16 mil mulheres recebem, todos os anos, o diagnóstico de câncer de colo do útero no Brasil. A região Centro-Oeste é a terceira com maior número de casos, reforçando a necessidade de campanhas contínuas de conscientização. A SES-DF reforça que manter o preventivo em dia é fundamental. O exame é indicado para mulheres de 25 a 64 anos. A imunização também é essencial e está disponível para pessoas de 9 a 14 anos em todas as UBSs do DF. Entre abril e agosto deste ano, após a ampliação do público-alvo, apenas 10,9% das meninas e 6% dos meninos de 15 a 19 anos receberam a vacina. Na faixa etária de 9 a 14 anos, a cobertura alcança 81,5% para meninas e 61,8% para meninos. *Com informações da Secretaria de Saúde

Ler mais...

Thumbnail

Nova cartilha mostra como reconhecer e evitar golpes comuns no dia a dia

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) lançou, nesta quinta-feira (13), a cartilha Golpes, bancos e planos de saúde. O material visa a orientar a população quanto aos golpes mais comuns e ensinar como agir quando planos de saúde ou instituições financeiras desrespeitam seus direitos. Defensoria investe na informação para que as pessoas saibam se livrar de golpes, cada vez mais frequentes | Arte: DPDF A publicação destaca práticas como descontos indevidos da aposentadoria, o golpe do falso motoboy, negativas de plano de saúde e aumentos abusivos, entre outras irregularidades. Uma das fraudes de destaque na cartilha é a que envolve o uso da imagem da DPDF por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. Os golpistas se passam pela instituição e solicitam depósito de quantias via Pix dos assistidos. A DPDF, entretanto, nunca pede senhas ou solicita dinheiro para entrar com ações ou movimentar processos.  “O objetivo é tornar o conhecimento acessível e oferecer ferramentas práticas para enfrentar os problemas do cotidiano” Biana Rosière, autora da cartilha O defensor público-geral substituto, Fabrício Rodrigues, lembra que a cartilha é mais uma ferramenta para que a população reconheça seus direitos e saiba como agir diante de situações que colocam em risco sua segurança e seu patrimônio. “Muitos golpes atingem justamente quem mais precisa de proteção”, afirma.  Informação e prevenção [LEIA_TAMBEM]“Mais do que alertar sobre fraudes, o material busca empoderar a população com informação”, resume o diretor da Escola de Assistência Jurídica (Easjur) da DPDF. “A educação em direitos é a melhor forma de prevenir danos e garantir o respeito ao cidadão.” Autora da cartilha, a defensora pública Bianca Cobucci Rosière enfatiza que informação é a primeira forma de proteção, especialmente em um momento em que os golpes se multiplicam e as relações com bancos e planos de saúde se tornam mais complexas. “Na minha atuação profissional, observei de perto como a falta de orientação transforma situações simples em perdas significativas, e é justamente dessa experiência que nasce a cartilha: um instrumento de esclarecimento e prevenção”, explica. “O objetivo é tornar o conhecimento acessível e oferecer ferramentas práticas para enfrentar os problemas do cotidiano”. Acesse aqui a cartilha na íntegra. *Com informações da Defensoria Pública do DF 

Ler mais...

Thumbnail

Dia Nacional das Arritmias Cardíacas ressalta importância da prevenção

No último domingo (9), sobreviver era a única coisa em que Douglas Rodrigues, de 29 anos, conseguia pensar. Ele começou a se sentir mal em casa e procurou atendimento no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), com fortes dores no peito, dormência nos braços e no céu da boca, além de suor intenso. Durante a triagem, sofreu uma parada cardiorrespiratória e perdeu a consciência. Após a terceira parada, foi transferido para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), onde passou por um cateterismo. Douglas Rodrigues teve uma crise cardíaca, foi atendido em tempo hábil e concluiu que precisa mudar os hábitos de vida:  “Vou começar a andar de bicicleta e fazer caminhadas assim que voltar para casa” | Foto: Divulgação/IgesDF O atendimento rápido e a atuação das equipes do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) foram decisivos para que o caso de Douglas tivesse um final feliz. Situações como a dele mostram a importância do reconhecimento precoce dos sintomas e da busca imediata por ajuda médica.  “Conhecendo o histórico de doenças na família, podemos prever quem tem mais risco” Ximena Ferrugem Rosa, cardiologista do HBDF Nesta quarta-feira (12), é celebrado o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, data que reforça a importância do cuidado com o coração. A cardiologista Ximena Ferrugem Rosa, do HBDF, lembra que o acompanhamento preventivo é essencial, sobretudo para pessoas com histórico familiar de doenças cardíacas, hipertensão ou diabetes. “Conhecendo o histórico de doenças na família, podemos prever quem tem mais risco”, aponta a médica. “Hoje vivemos um momento da medicina em que conseguimos realizar testes genéticos para calcular esse risco e fazer intervenções pontuais nos indivíduos mais vulneráveis.” Ximena também reforça a adoção de hábitos saudáveis, como não consumir em excesso sal e açúcar e manter uma rotina regular de atividades físicas. “É fundamental evitar o uso de drogas e de esteroides anabolizantes, como a testosterona, tão comuns atualmente”, alerta. “Os cardiologistas têm observado um aumento nos casos de infarto relacionados ao uso inadequado desses hormônios”. Ocorrências O infarto agudo do miocárdio continua sendo uma das principais causas de morte no país. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 300 mil e 400 mil casos são registrados todos os anos no Brasil, e, a cada cinco a sete ocorrências, uma resulta em óbito. De acordo com dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), até junho deste ano, os hospitais da rede pública registraram 1.458 internações relacionadas a infarto agudo do miocárdio, sendo que 55 evoluíram para óbito. Em 2023, foram 2.428 internações e 101 mortes; já em 2024, o número chegou a 2.306 internações e 107 óbitos. [LEIA_TAMBEM]Douglas, que nunca havia enfrentado problemas graves de saúde antes das paradas cardiorrespiratórias, afirma que o episódio serviu de alerta. “Algo vai ter que mudar”, afirma. “Vou começar a andar de bicicleta e fazer caminhadas assim que voltar para casa”. Os sintomas De modo geral, as doenças cardiovasculares se manifestam por sintomas como falta de ar, dor no peito, que pode irradiar para o queixo, pescoço, braços, costas ou abdômen superior, especialmente durante esforços físicos. Também podem ocorrer palpitações, inchaço nas pernas ao acordar e episódios de desmaio. “Muitas vezes a falta de ar é percebida como cansaço ou dificuldade para realizar atividades antes simples, então é importante ficar atento”, explica Ximena. A médica ressalta ainda que algumas doenças cardíacas podem ser silenciosas ou apresentar sintomas variados, especialmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes. “Às vezes, um episódio de suor excessivo acompanhado de náusea e mal-estar estomacal, em indivíduos com maior risco cardiovascular, já é motivo de preocupação”, sinaliza. “A morte súbita pode ser a primeira manifestação de uma doença cardíaca grave”. No caso das arritmias, é comum que o coração ultrapasse 100 batimentos por minuto em situações que envolvem liberação de adrenalina, como durante esforço físico, estresse, ansiedade, dor, desidratação ou infecção. “Quando essa aceleração ocorre em repouso ou persiste por vários minutos após o término da atividade física, é preciso atenção e investigação médica”, adverte a cardiologista. “Isso vale para casos em que a aceleração vem acompanhada de tontura, dor no peito, falta de ar ou até desmaio.”   *Com informações do IgesDF

Ler mais...

Thumbnail

Projeto PIS Vida Saudável leva qualidade de vida a idosos

Com atividades como automassagem, alongamento e dança, a Unidade Básica de Saúde (UBS) 6 de Taguatinga tem reunido um público de idosos em torno do projeto PIS Vida Saudável. Além das atividades presenciais na UBS, o grupo participa de passeios culturais e turísticos pelo Distrito Federal. Visita ao Parque Nacional: grupo mantém atividades de socialização, interagindo com público de diferentes idades | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF A equipe do PIS Vida Saudável já visitou o Parque da Água Mineral, onde os idosos puderam contemplar a natureza, fazer caminhadas e aproveitar o banho de piscina. No final de outubro, houve um passeio ao Catetinho, primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. O lanche foi organizado pelos próprios usuários, que aproveitaram o momento de convivência e valorização da história da cidade. [LEIA_TAMBEM]“Nós observamos um aumento na satisfação e na melhora nos relatos de dor entre os frequentadores”, relatou a enfermeira Margareth Diniz, coordenadora do grupo, ao qual algumas pessoas são encaminhadas por meio do Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Iniciado em 2013, o projeto tem como foco as Práticas Integrativas em Saúde (PIS), que fortalecem a prevenção e o bem-estar integral. Há dois anos, as ações passaram a ser desenvolvidas em parceria com a equipe de fisioterapia, ampliando o foco na reabilitação dos idosos. Durante os passeios, os grupos também interagem com público de outras idades.  Além do estímulo físico, o grupo também trabalha o aspecto cognitivo e a interação social entre os participantes. As atividades buscam reduzir quadros de depressão, isolamento e ansiedade. “A equipe tem se dedicado à capacitação contínua, buscando aprimorar cada vez mais a qualidade do serviço oferecido”, afirma a médica da família Sara Viana, a UBS 6.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

Ler mais...

Thumbnail

Hospital de Santa Maria reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal

Alterações aparentemente simples, como uma ferida que não cicatriza ou uma mancha branca ou avermelhada na boca, podem esconder um diagnóstico grave. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam a ocorrência de 15,1 mil novos casos de câncer bucal por ano no Brasil, durante o triênio 2023-2025. Durante a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal, entre 1º e 7 de novembro, profissionais do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), destacam que esse tipo de câncer pode ser detectado em uma simples consulta de rotina. A cirurgiã-dentista especialista em estomatologia do HRSM, Driele Ferreira Flores, explica que embora a doença tenha altas chances de detecção precoce, cerca de 70% dos diagnósticos ocorrem em estágios avançados, o que reduz significativamente as chances de cura e aumenta as sequelas funcionais e estéticas. “Toda pessoa deve fazer o autoexame diante do espelho e procurar o dentista ao notar qualquer alteração, mesmo sem dor. Esse gesto pode salvar vidas”, destaca a cirurgiã-dentista. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam a ocorrência de 15,1 mil novos casos de câncer bucal por ano no Brasil, durante o triênio 2023-2025 | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Diagnóstico preciso De acordo com a chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM, Erika Maurienn, o diagnóstico costuma ser tardio e, quando a lesão se torna visível, dolorida ou começa a sangrar, o quadro geralmente já está em estágio avançado. “Geralmente o câncer bucal não dói no início. No momento em que o paciente enxerga a ferida, a doença já está em curso há algum tempo. Por isso, é fundamental que o exame de rotina seja completo, com inspeção visual e palpação das cadeias ganglionares do pescoço”, explica. Entre os sinais de alerta estão lesões que não cicatrizam, manchas brancas ou vermelhas, sangramentos sem causa aparente, nódulos no pescoço, rouquidão persistente e dificuldade para mastigar, engolir ou movimentar a língua. Segundo Erika Maurienn, o HRSM registra, em média, de oito a nove novos casos de câncer bucal por ano, além de diversas lesões suspeitas que passam por avaliação especializada. Nesses quadros, o setor de Patologia tem papel fundamental, realizando análises minuciosas das biópsias e revisões diagnósticas que orientam a conduta terapêutica. Ela cita, por exemplo, o caso recente de uma paciente inicialmente diagnosticada com um simples cisto. “Após nova biópsia e estudo histopatológico, a equipe confirmou que se tratava de um ameloblastoma, um tumor raro, que demanda acompanhamento e tratamento específicos”, lembra. Fatores de risco e prevenção O câncer bucal pode surgir em qualquer região da cavidade oral, língua, gengiva, bochechas, céu da boca e lábios, sendo a borda lateral da língua e o assoalho da boca os locais mais frequentes. “O principal fator de risco é o tabagismo, mas, quando associado ao consumo de álcool, o risco se multiplica. É uma combinação perigosa, porque uma substância potencializa a outra”, alerta a cirurgiã-dentista, Driele Ferreira Flores. O câncer bucal pode surgir em qualquer região da cavidade oral, língua, gengiva, bochechas, céu da boca e lábios | Foto: Divulgação/IgesDF Outros fatores que elevam o risco incluem infecção pelo HPV, exposição solar prolongada dos lábios, traumas crônicos causados por próteses mal ajustadas ou ferimentos recorrentes, falta de higiene bucal adequada e predisposição genética. Tratamento e reabilitação O tratamento varia conforme o estágio e a localização do tumor, podendo incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Em casos iniciais, a remoção da lesão com margem de segurança geralmente é suficiente. Já quando o câncer se encontra em fases mais avançadas, pode haver necessidade de procedimentos mais complexos, com risco de sequelas funcionais que afetam a fala, a mastigação e a deglutição. “O acompanhamento multiprofissional é essencial para a recuperação funcional e emocional do paciente. No HRSM, cada caso é visto como uma oportunidade de reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, porque a saúde bucal também salva vidas”, conclui a chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM, Erika Maurienn. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF)

Ler mais...

Thumbnail

Novembro Azul: Caminhões de coleta de lixo rodam Brasília com mensagens de conscientização

Durante todo o mês de novembro, caminhões de coleta de resíduos do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) estarão circulando no Distrito Federal com a cor azul, para lembrar da importância do cuidado com a saúde do homem. Como parte da campanha Novembro Azul, em mais um ano, a ação do SLU será feita por meio da adesivagem de alguns veículos, com mensagem que chama a atenção para a prevenção do câncer de próstata. Servidores do SLU se engajam na campanha do Novembro Azul para ampliar a rede de conscientização | Foto: Divulgação/SLU  A iniciativa tem o objetivo de reforçar a importância do autocuidado. “Todos os anos, o SLU demonstra essa sensibilidade e utiliza os caminhões coletores como verdadeiros outdoors para ampliar essa mensagem de conscientização”, explica o diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho. [LEIA_TAMBEM]Os motoristas desses caminhões azuis, como José Oliveira, também participam da campanha trocando seu uniforme laranja pelo azul, demonstrando o apoio à prevenção. “Na nossa vida, se a gente não tiver saúde, a gente não tem nada, né?”, comenta ele. “A importância do Novembro Azul é para a gente se prevenir, para não acontecer algo pior, porque quando a gente não se previne antes, as consequências chegam depois”. Já o motorista José Carlos Alves de Souza é um exemplo para outros homens que têm receio do acompanhamento médico para prevenir o câncer de próstata. “Eu faço exames periódicos a cada seis meses”, conta. “A empresa fornece para a gente. Além disso, eu me cuido também, me alimentando, dormindo bem e evitando o consumo de álcool. São maneiras de cuidar da saúde”. Outro funcionário que é a favor da prevenção do câncer de próstata é Carlos Alberto Ferreira. Para ele, os homens têm muito a aprender com as mulheres, no que diz respeito ao cuidado à saúde. “Os homens, no geral, são mais desleixados, mas não temos mais desculpas para não cuidar da nossa própria saúde”, aponta. “Você faz um exame de sangue rapidinho. Só se houver algum problema é que você vai fazer outros exames. É importante e é necessário fazer uma vez por ano, pelo menos”. *Com informações do SLU  

Ler mais...

Thumbnail

Domingo de dor, segunda-feira de choque: como descobri que tive um AVC aos 22 anos

Eu tinha 22 anos. Era um domingo quando tudo começou com uma dor de cabeça fora do normal e a visão escurecendo aos poucos, uma sensação que jamais havia experimentado. Pensei que fosse apenas uma enxaqueca. Dormi mal e, na manhã seguinte, acordei com o lado esquerdo dormente, o olho avermelhado e a fala enrolada. Tentei seguir o dia normalmente, fui para o trabalho e, ao tentar conversar, percebi que a língua não obedecia. As palavras saíam confusas. Procurei socorro imediatamente. O diagnóstico veio rápido: Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, algo que jamais imaginaria viver tão jovem. Hoje, com o corpo reabilitado e a memória reconstruída pouco a pouco, entendo o quanto é importante reconhecer os sinais e agir rápido | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Nos dias seguintes, o impacto real apareceu. Perdi parte da memória, lembrava quem eu era, mas não o que havia vivido naquele período. Era como se pedaços da minha história tivessem sido apagados. Também perdi a fluência em idiomas que dominava, algo que os médicos explicaram ser possível devido à região do cérebro afetada. Fiquei com paralisia no lado esquerdo do rosto e no braço por cerca de seis meses. A fisioterapia, os exercícios diários e o apoio da família foram essenciais para a recuperação. Hoje, com o corpo reabilitado e a memória reconstruída pouco a pouco, entendo o quanto é importante reconhecer os sinais e agir rápido. Casos de AVC em jovens crescem no mundo O Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado nesta quarta-feira (29), reforça a importância da prevenção e do diagnóstico rápido dessa condição que continua entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo. A campanha global deste ano traz o lema “Cada minuto conta”, destacando a urgência de reconhecer os sinais precoces e agir imediatamente diante de qualquer suspeita. “Hábitos de vida pouco saudáveis e condições ambientais contribuem para esse aumento. Por isso, a prevenção e o diagnóstico rápido são fundamentais” Letícia Rebello, coordenadora do programa AVC no Quadrado Segundo a neurologista Letícia Rebello, referência nacional em AVC e coordenadora do programa AVC no Quadrado, da Secretaria de Saúde (SES-DF), o aumento de casos entre jovens está relacionado principalmente ao estilo de vida e à prevenção tardia.  “O que antes representava fatores de risco típicos de idosos, como hipertensão e diabetes, está aparecendo cada vez mais cedo”, pontua a médica. “Hábitos de vida pouco saudáveis e condições ambientais contribuem para esse aumento. Por isso, a prevenção e o diagnóstico rápido são fundamentais.” Nos últimos anos, o número de AVCs entre pessoas mais jovens tem aumentado de forma preocupante. Um estudo publicado pela revista científica The Lancet Neurology, em outubro de 2024, apontou um crescimento global de 14,8% nos casos de AVC em pessoas com menos de 70 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a World Stroke Organization (WSO) alertam que o AVC já está entre as principais causas de morte e incapacidade em adultos entre 15 e 49 anos, com impacto crescente em países em desenvolvimento. O alerta é global, mas também está cada vez mais próximo de nós. No Brasil, dados da Rede Brasil AVC indicam que cerca de 18% dos casos registrados ocorrem em pessoas de 18 a 45 anos, um índice alto para uma faixa etária que tradicionalmente não se via em risco. A neurologista da SES-DF ressalta que o programa AVC no Quadrado ajuda a garantir que cada vez mais pessoas tenham acesso rápido ao diagnóstico e tratamento. “Além disso, o programa vem para organizar o atendimento intra-hospitalar para tratar mais pacientes, no menor tempo possível”, aponta. “Uma vez que o tempo é um grande inimigo do AVC, quanto mais cedo for o atendimento, e mais rápido o tratamento, maiores as chances de recuperação e menores as sequelas”. Tipos de AVC “Ser jovem não protege ninguém do AVC. A rotina sedentária, o estresse e os hábitos alimentares também têm peso importante” Carlos Uribe, neurologista do IgesDF O AVC acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido ou comprometido, causando a morte de células nervosas na região afetada. Existem dois tipos principais: o AVC isquêmico, como o que tive, que ocorre quando um vaso sanguíneo é obstruído, e o AVC hemorrágico, causado pela ruptura de um vaso cerebral. Cada tipo apresenta riscos e sequelas diferentes, mas ambos exigem atenção imediata: quanto mais rápido o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de recuperação. Para o neurologista Carlos Uribe, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), é urgente desfazer a ideia de que o AVC é uma doença exclusiva da terceira idade. “Ser jovem não protege ninguém do AVC”, observa. A rotina sedentária, o estresse e os hábitos alimentares também têm peso importante”. [LEIA_TAMBEM]Veja abaixo os principais sintomas de AVC listados pelo médico. ⇒ Dormência ou fraqueza em um lado do corpo; ⇒ Boca torta; ⇒ Dificuldade para falar ou compreender; ⇒ Perda de visão, escurecimento ou visão dupla; ⇒ Tontura, perda de equilíbrio ou confusão mental; ⇒ Dor de cabeça súbita, intensa ou diferente do habitual. Por que meu alerta importa Eu vivi o que parecia improvável. Passei por meses de reabilitação, reaprendendo a movimentar o corpo e reorganizar a mente. Tive medo, dúvidas e, por um tempo, senti que havia perdido parte de quem eu era. Mas hoje, depois de 20 anos, ao contar minha história,  quero que outros reconheçam os sinais e ajam rápido. O meu AVC foi um divisor de águas. Hoje, com saúde e gratidão, transformo aquele episódio em propósito: alertar outros jovens para que reconheçam os sinais e não hesitem em buscar ajuda. Porque o AVC não tem idade, e, às vezes, o primeiro sintoma é acreditar  que ele nunca vai acontecer com você.      

Ler mais...

Thumbnail

Testes de soldagem de caixas de acesso com fibra de vidro previnem furtos

A CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes) começou a usar fibra de vidro para vedar as janelas de inspeção dos postes de iluminação. A medida, que está sendo testada inicialmente na 708 Norte, busca aumentar a segurança das instalações e reduzir furtos e atos de vandalismo, problemas recorrentes em várias regiões do Distrito Federal. Soldagem com isolante térmico resiste à corrosão e dificulta o acesso aos fios de cobre | Foto: Divulgação/CEB IPes “A ideia é expandir gradualmente o uso para outras regiões do DF, especialmente onde o furto de cabos tem impacto frequente na iluminação” Paulo Afonso Machado, diretor de Manutenção da CEB IPes A fibra de vidro garante alta resistência e durabilidade mesmo em condições adversas. Além disso, o material é isolante elétrico e térmico, resiste à corrosão e tolera bem variações climáticas e exposição ao sol e à chuva. Segundo o diretor de Manutenção da CEB IPes, Paulo Afonso Machado, o teste está sendo priorizado em áreas com maior registro de furtos de cabos e vandalismo. “Estamos avaliando o desempenho do material e a aceitação em campo”, afirma. “Se for bem-sucedido, a ideia é expandir gradualmente o uso para outras regiões do DF, especialmente onde o furto de cabos tem impacto frequente na iluminação”. A expectativa é que o novo método de vedação contribua para dificultar o acesso aos fios de cobre, reduzindo custos de manutenção e garantindo iluminação pública de qualidade para a população. A quantidade de furtos impacta diretamente os serviços de manutenção da empresa. Isso porque as equipes precisam refazer diversas vezes os serviços em quadras que tiveram equipamentos furtados, o que prejudica e atrasa o atendimento em outros pontos. “Nós temos procurado soluções para oferecer qualidade na prestação do serviço de iluminação”, reforça o diretor. Outras ações [LEIA_TAMBEM]A CEB IPes tem executado diversos mutirões para repor cabos furtados, priorizando as regiões mais afetadas e garantindo o rápido restabelecimento da iluminação pública. Além disso, a companhia está elaborando uma ação concentrada para soldar as caixas de inspeção, medida que dificulta o acesso indevido aos cabos — especialmente na Asa Norte, onde há maior incidência de furtos. Outras ações também estão em andamento, como substituição de fiação de cobre por alumínio. *Com informações da CEB IPes

Ler mais...

Thumbnail

Saúde bucal é tema de atividades na Feira do Guará

Neste sábado (25), Dia do Cirurgião Dentista, a Secretaria de Saúde (SES-DF) promoveu ação de promoção da saúde bucal na Feira do Guará. O evento buscou conscientizar a população sobre a importância da higiene bucal e contou com atividades educativas para os públicos infantil e adulto. Crianças tiveram acesso a várias atividades educativas que reforçaram a importância do cuidado com os dentes | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Equipes de cirurgiões-dentistas e técnicos em higiene dental da Região de Saúde Centro-Sul passaram orientações sobre escovação e cuidados gerais com a boca. Também foram distribuídos kits de higiene dental para motoristas que transitavam pela feira. “Queremos aproximar o serviço de odontologia da população, porque muita gente não sabe que as UBSs [unidades básicas de saúde] possuem dentistas”, afirmou a cirurgiã-dentista Carla Souza, da SES-DF. “Desenvolvemos atividades para as crianças, mas também orientação para os adultos em relação à higiene bucal, lesões de boca e outras doenças.” [LEIA_TAMBEM]Foram utilizados materiais lúdicos para as crianças e outros recursos para a orientação de quem passou pela tenda montada no estacionamento da feira. “É importante que a pessoa procure a sua UBS de referência e tenha atenção com a saúde da sua boca”, completou a profissional da SES-DF. A enfermeira Lorena Santos levou o filho Heitor, de 2 anos, para participar da ação. “Acho importante esse primeiro incentivo à escovação, porque às vezes a gente fala, mas vendo o profissional de saúde explicando é diferente”, considerou.  *Com informações da Secretaria de Saúde    

Ler mais...

Thumbnail

Câncer de mama: Prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas

Miriam Francelina da Silva, 59 anos, lembra o dia em que percebeu algo diferente. “Eu não sentia dor. Apenas quando levantei o braço e senti uma leve pontada. Ao examinar o local, percebi um caroço que não estava presente antes”. O diagnóstico de câncer de mama veio em 2024. Hoje, quase no fim do tratamento, ela faz questão de alertar outras mulheres: “Cuidar de si é uma prioridade que pode salvar a sua vida”. Miriam Francelina da Silva, paciente do HRT em tratamento do câncer de mama: “Cuidar de si é uma prioridade que pode salvar a sua vida” | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, celebrado neste domingo (19), reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse é o tipo de câncer mais comum entre adultos, com mais de 2,3 milhões de novos casos anuais. No Brasil, é também o mais incidente entre as mulheres e a principal causa de morte por câncer na população feminina. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2023 foram registrados mais de 20 mil óbitos, e para 2025 a estimativa é de mais de 73 mil novos casos. Para o chefe da oncologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), José Lucas Pereira Júnior, a conscientização é essencial. “A doença tem aumentado, inclusive entre as mais jovens. Por isso, exames regulares são indispensáveis a partir dos 40 anos”, alerta. Sônia Maria da Silva (com microfone na mão) descobriu o câncer após fazer o autoexame: "O diagnóstico veio e precisei passar por cirurgia. Estou bem e sigo em acompanhamento no HRT" Sinais e cuidados A partir dos 35 anos, a incidência da doença cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. É fundamental estar atento a sinais como nódulos, alterações na pele, secreção no mamilo e mudanças no formato da mama. O Ministério da Saúde estima que 17% dos casos poderiam ser evitados com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e redução do consumo de álcool e cigarro. [LEIA_TAMBEM]Sônia Maria da Silva, 79 anos, descobriu o câncer após o autoexame. “Durante o banho, senti um caroço grande na mama direita e procurei o médico. O diagnóstico veio e precisei passar por cirurgia. Estou bem e sigo em acompanhamento no HRT”, conta a moradora de Taguatinga, integrante do grupo Florescer — iniciativa do hospital que oferece apoio emocional a mulheres em tratamento ou acompanhamento oncológico. O médico ressalta que o autoexame é um aliado, mas não substitui os exames clínicos. “A mamografia e a ultrassonografia são fundamentais para identificar o câncer em estágios iniciais”. Entre janeiro e junho de 2025, a rede pública do DF realizou 13,9 mil mamografias, contra 11,4 mil no mesmo período de 2024. No ano passado, foram 23.430 exames. Formado exclusivamente por mulheres em tratamento ou acompanhamento oncológico no HRT, o grupo Florescer se reúne às quartas-feiras, das 8h às 10h, na unidade de oncologia para oferecer apoio emocional, acolhimento e bem-estar Atendimento A porta de entrada para o diagnóstico são as unidades básicas de saúde (UBSs), onde as pacientes passam por avaliação e, se necessário, são encaminhadas ao especialista. As mamografias são realizadas nos hospitais regionais e, quando há alterações, a rede pública oferece exames complementares, como ultrassonografia mamária e biópsia. A Secretaria de Saúde (SES-DF) distribui a capacidade de exames entre os mamógrafos de unidades como o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Hospital da Região Leste (HRL), Hospital de Base (HBDF), Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu), Centro de Radiologia de Taguatinga e os hospitais regionais de Samambaia, Gama, Taguatinga, Ceilândia, Santa Maria e Asa Norte. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Número de mamografia cresce 21,8% na rede pública do DF

A Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou cerca de 13 mil mamografias no primeiro semestre de 2025. O número representa um aumento de 21,8% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram realizados mais de 11 mil procedimentos. A mamografia é fundamental para a detecção de qualquer problema com os seios, inclusive o câncer de mama, cujo diagnóstico precoce é a melhor forma de aumentar a taxa de cura. O exame é indicado a mulheres a partir dos 50 anos ou aquelas abaixo dessa faixa etária que apresentam sintomas e alterações na mama. Maria Gorete Gomes, 60, é uma das usuárias que passam pelo exame regularmente. “Não tenho nenhum tipo de doença, mas acho muito importante realizar a mamografia. É melhor prevenir”, conta. Após avaliação e indicação clínica, as pacientes são direcionadas para realizar o exame de mamografia por meio do sistema de regulação da Secretaria de Saúde | Foto: Mariana Raphael/Arquivo Agência Saúde-DF Diagnóstico precoce Referência Técnica Distrital em Mastologia da SES-DF, Farid Buitrago destaca que, apesar de desconfortável, o exame é essencial para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Isso porque, embora seja significativo, o autoexame não substitui a imagem. "No autoexame não há a exatidão da mamografia, que continua sendo a melhor forma de identificar lesões quando ainda nem são palpáveis", destaca o profissional. É o caso de Maria da Conceição da Silva, 75. Após passar por uma ultrassonografia, foi encaminhada para uma consulta com o mastologista da rede pública. Depois de dez dias, Maria já estava de frente para o mamógrafo. Nesse dia, o exame detectou uma alteração classificada como BI-RADS 4, indicativa de suspeita de câncer de mama. Hoje, a moradora de Ceilândia está em processo de investigação, com biópsias e exames complementares em unidades da SES-DF.  A filha, Nair Silva, 48, demonstrou gratidão pela rapidez dos direcionamentos e destacou a importância da mamografia para a prevenção e o diagnóstico precoce. “Foi muito rápido e é importante demais. O exame mostra o que um ultrassom não indica de início e foi fundamental para pegar essa alteração desde o começo”, lembra. Maria Gorete Gomes, 60, realiza o exame regularmente: "Acho muito importante para prevenir" | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Em 2023, foram realizadas 487 cirurgias referentes ao câncer de mama na rede pública do DF. Em 2024, o número chegou a 452 procedimentos e, de janeiro a julho deste ano, foram 265 operações do tipo.  Como ser atendido A porta de entrada para o atendimento são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde o paciente é avaliado. As mamografias são feitas nos hospitais regionais do DF. Se houver alterações, é possível, ainda, realizar exames mais específicos na rede pública, como a ultrassonografia mamária e a biópsia. A capacidade de realização dos exames é distribuída entre os mamógrafos disponíveis pela SES-DF, em suas unidades: Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Hospital da Região Leste (HRL), Hospital de Base (HBDF), Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu), Centro de Radiologia de Taguatinga e hospitais regionais de Samambaia (HRSam), Gama (HRG), Taguatinga (HRT), Ceilândia (HRC), Santa Maria (HRSM) e Asa Norte (Hran). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Casos de sífilis diminuem no Distrito Federal; diagnóstico precoce é fundamental para tratamento

Os casos de sífilis adquirida no Distrito Federal diminuíram 7,1%, de 2023 a 2024, de acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF). A capital federal registrou mais de 3,7 mil casos da doença — em sua forma adquirida — no ano passado, contra 3,9 mil em 2023. Em contrapartida, os registros de sífilis congênita (transmitida de mãe para filho) cresceram 2,7% — passando de 263 para 270, de 2023 a 2024 —, enquanto em gestantes apresentou queda de 17,1%, indo de 1.293 para 1.072, em 2024.  Os números reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Para ampliar a conscientização, foi criado o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado sempre no terceiro sábado de outubro.  Rede pública oferece gratuitamente testes que apresentam resultado em tempo rápido | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “O mês visa a combater o aumento de casos, especialmente a forma congênita da infecção”, lembra a enfermeira Daniela Magalhães, responsável técnica pela área de sífilis da SES-DF. “A prevenção da transmissão vertical é o principal foco do outubro verde.” A gestora reforça que pessoas sexualmente ativas devem fazer a testagem com frequência. “É preciso testar pelo menos uma vez ao ano”, indica. “Outro momento para realizar o exame é sempre que houver prática sexual desprotegida ou na presença de sinais e sintomas, como feridas na genitália e manchas na pele sem causa definida”.  Doença A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) crônica e curável, exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. A doença pode ser transmitida por contato sexual desprotegido ou de forma vertical, de uma pessoa com sífilis não tratada ou tratada inadequadamente para o feto, durante a gestação ou no parto. Em estágios avançados da doença, a ausência de tratamento adequado pode causar complicações, como lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, e até levar à morte. Sintomas A doença apresenta diferentes manifestações de acordo com o estágio. Na fase primária, surgem feridas no pênis, vagina, colo uterino, ânus e boca, entre dez a 90 dias após o contágio. Normalmente, elas não doem, coçam, ardem nem têm pus. Também desaparecem sozinhas, independentemente de tratamento, criando a falsa impressão de cura. No segundo estágio, os sinais e sintomas costumam surgir entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial. Nesta fase, surgem manchas no corpo, incluindo nas plantas das mãos e pés, além dos primeiros sintomas, como febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo. As manchas também podem desaparecer em algumas semanas. [LEIA_TAMBEM]O último estágio pode surgir entre 1 e 40 anos após o início da infecção e costuma apresentar sinais e sintomas como lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar a óbito.  Diagnóstico e tratamento O teste rápido de sífilis está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). O resultado é visível em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de exames laboratoriais. A doença tem cura, e o tratamento de escolha é a penicilina benzatina, que pode ser aplicada na própria unidade básica de saúde (UBS) de referência.  A principal forma de prevenção é o uso correto e regular de preservativo externo ou interno, uma vez que se trata de IST. Também são medidas importantes os testes, no caso de exposição à infecção, e o tratamento correto do portador e dos parceiros. Como buscar atendimento Atualmente, todas as UBSs oferecem testes rápidos e tratamento gratuito para a sífilis. A doença é curável em 100% dos casos, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para uma boa recuperação. No Distrito Federal, no período de 2020 a 2024, foram mais de 14 mil casos de sífilis adquirida, 5,4 mil casos da doença em gestantes e 1,4 mil da doença congênita.  *Com informações da Secretaria de Saúde

Ler mais...

Thumbnail

Reunião alinha medidas de prevenção contra efeitos da chuva no Sol Nascente

Por iniciativa da Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol, em parceria com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros do DF, Novacap e SLU foi concluído um ciclo de reuniões de alinhamento de ações de atenção e prevenção aos possíveis impactos causados pelo período chuvoso, que tem início previsto para os próximos 15 dias. Essas atividades compõem um conjunto de medidas que integram a operação de atenção e prevenção contra enchentes na cidade. Um dos principais componentes do problema, a falta de infraestrutura, está sendo solucionado pela Secretaria de Obras e deve mitigar de forma satisfatória essa questão. A Administração do Sol Nascente/Pôr do Sol tem intensificado, em parceria com a Novacap, ações preventivas em todas as áreas da cidade. Entre as ações em curso, destacam-se poda de árvores, limpeza de bocas-de-lobo e recolhimento de inservíveis, entulhos e outros resíduos, em colaboração com o SLU, visto que o descarte irregular de lixo e entulho em geral é apontado por especialistas como o principal vetor para a formação de enchentes e alagamentos. Por isso, nessas ações, sempre há o trabalho de conscientização das pessoas para que não descartem o lixo de forma irregular. Apenas para se ter uma ideia da dimensão da situação no Sol Nascente/Pôr do Sol e da devida importância de se manter a cidade limpa, por meio do descarte e destinação correta de resíduos, a média diária da quantidade de lixo retirada das bocas de lobo da região, pelo SLU e pela administração regional, é de duas a três toneladas. Enquanto isso, o SLU recolhe 57 toneladas de lixo diárias, além de 25 a 30 toneladas de inservíveis e entulho. A Administração do Sol Nascente/Pôr do Sol tem intensificado, em parceria com a Novacap, ações preventivas em todas as áreas da cidade | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Complementando essas medidas, a Defesa Civil, que já possui um mapeamento detalhado das áreas de atenção e risco de todo o DF, com apoio da Regional de Ensino da Secretaria de Educação, inicia nos próximos dias um ciclo de palestras nas sete Unidades de Ensino da cidade para orientar alunos, pais e professores sobre os cuidados a serem tomados nesse período. Para o administrador do Sol Nascente/Pôr do Sol, Cláudio Ferreira, “a cooperação e entendimento prévio entre os órgãos são decisivos para uma ação mais efetiva do Estado em prol do bem-estar da população”. Seguindo essa linha de pensamento, o tenente-coronel Rogério Borges, da Defesa Civil, completa: “A prevenção é sempre a melhor maneira de evitar ou minimizar os possíveis problemas que surgem em uma cidade”. Desde o início da gestão atual, em 2019, já foram investidos mais de R$ 630 milhões na região do Sol Nascente. Esse montante contempla não apenas obras de infraestrutura urbana, mas também importantes equipamentos públicos, como o Restaurante Comunitário, a UPA, a rodoviária, a Casa da Mulher e edifícios residenciais, entre outras entregas que estão transformando a qualidade de vida da população local. Veja a seguir o andamento das obras de infraestrutura realizadas pela Secretaria de Obras no Sol Nascente/Pôr do Sol, com a geração de cerca de 200 empregos. Trecho 1 • 83% dos serviços executados • Valor do contrato: R$ 79 milhões • Valor já investido: R$ 66 milhões • Valor a investir: R$ 13 milhões • Obras em andamento no Setor Novo Horizonte Trecho 2 • 95% dos serviços previstos em contrato já executados • Valor do contrato: R$ 70 milhões • Valor já investido: R$ 66 milhões • Atualmente, há obras em andamento nas Chácaras 136 situadas atrás da Feira do Produtor Trecho 3 • 90% dos serviços executados • Valor do contrato: R$ 181 milhões • Valor já investido: R$ 163 milhões • Valor a investir: R$ 18 milhões Principais serviços já concluídos no Sol Nascente: • Instalação de cerca de 30 km de redes de drenagem em galerias pré-moldadas • Sete lagoas de detenção em funcionamento, com outras cinco em construção • Aproximadamente 65 km de ruas já pavimentadas • Construção da ponte que interliga os trechos 1 e 2 • Pavimentação da Avenida Principal da Chácara 2 • Pavimentação da via de acesso ao Córrego das Corujas • Duplicação da Avenida entre o Setor QNQ (Ceilândia) e o Trecho 3 • Urbanização dos setores Acácias e Cachoeirinha • Urbanização dos condomínios Pedra Verde, Virgem da Vitória, Santa Rosa, Gênesis, Vencedor e 5 Estrelas • Urbanização das chácaras 2, 6, 73, 74, 75, 81, 84, 112, 113, 114, 115 (Rua 6), 115A (condomínios A, B, C, D e E), 117, 118, 119, 123 e 124 • Pavimentação da via do Trem Bão. *Com informações da Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol

Ler mais...

Thumbnail

Governo reforça infraestrutura rural no Itapoã para período de chuvas

Com a chegada do período chuvoso, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF) intensificou os trabalhos de manutenção no Núcleo Rural Capão da Erva, no Itapoã, com foco na segurança e no conforto da comunidade rural. A ação preventiva, realizada pela secretaria, com apoio da administração regional e da Secretaria de Governo (Segov-DF), visa reduzir o risco de alagamentos e enxurradas, garantindo mais mobilidade para moradores e produtores da região. Durante a operação, 25 bolsões d’água já existentes foram limpos e 20 novos foram construídos. Além disso, houve a instalação de mais de 10 metros de dreno, a criação de 10 bigodes e a recuperação de uma ponte. Essas estruturas têm papel estratégico na contenção das águas da chuva, protegendo estradas, propriedades, plantações e o gado, ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação ambiental. Para melhorar ainda mais o escoamento da água, foram construídos 16 “peitos de pombo” — lombadas transversais que direcionam o fluxo das chuvas para os bolsões, facilitando o acesso e garantindo mais segurança para quem circula pela região. "Estamos investindo na infraestrutura rural para que as chuvas não se transformem em um problema para os produtores e suas famílias" Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural “Estamos investindo na infraestrutura rural para que as chuvas não se transformem em um problema para os produtores e suas famílias. Estradas em boas condições e sistemas de contenção de água são essenciais para garantir a segurança, o conforto e a produtividade no campo”, afirma o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF, Rafael Bueno. A intervenção faz parte do cronograma contínuo de manutenção da Seagri-DF, que também abrange o Paranoá. Estradas rurais e canais de irrigação   A ação preventiva visa reduzir o risco de alagamentos e enxurradas, garantindo mais mobilidade para moradores e produtores da região | Foto: Divulgação/Seagri-DF As estradas rurais também são prioridade para a Seagri-DF. Somente até setembro deste ano, mais de 1.200 quilômetros já foram restaurados em diferentes regiões do Distrito Federal. Em 2024, o número superou 1.800 km recuperados, somados à instalação e limpeza de inúmeros bolsões d’água. Essas ações ganham ainda mais importância com a chegada do período chuvoso, quando a boa condição das vias é fundamental para evitar alagamentos, garantir a segurança de quem circula e assegurar o escoamento da produção agrícola. Além disso, foram revitalizados mais 8,13 km de canais de irrigação, ampliando a capacidade de drenagem e contribuindo para a preservação das lavouras, o uso racional da água e a tranquilidade das famílias que vivem da produção rural. *Com informações da Seagri-DF

Ler mais...

Thumbnail

Vacina contra HPV é grande aliada em prevenção de cânceres

“Estou aqui hoje de pé pela fé”. É assim que a jornalista Cíntia Aquino, 49 anos, define sua trajetória contra o câncer de colo do útero. Quando recebeu o diagnóstico em 2024, a doença já estava em estágio avançado. O tratamento exigiu quimioterapia, radioterapia, braquiterapia e imunoterapia. Ao longo do processo, enfrentou infecções, desidratação e até uma trombose, mas se manteve firme. “Não foi fácil receber o diagnóstico, parecia uma sentença de morte. Não podemos normalizar a correria e esquecer de cuidar da própria saúde”, diz. Diferente da trajetória de Cíntia, a advogada Nayara Alves, 37, recebeu o diagnóstico em 2023, ainda no estágio inicial. Graças ao acompanhamento anual, foi possível detectar a doença precocemente e tratá-la apenas com cirurgia. “Antes de fazer os exames, nunca cheguei a sentir dor, então a prevenção é essencial. Tive um tratamento considerado mais leve, porque o tumor foi descoberto bem no início. Não precisei passar por quimioterapia e nem radioterapia”, conta. Prevenção As histórias de Cíntia e Nayara reforçam que a prevenção e o diagnóstico precoce podem salvar vidas. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a enfermidade no colo do útero é o terceiro câncer mais comum entre mulheres no Brasil, com mais de 17 mil novos casos estimados entre 2023 e 2025. A principal causa é a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), transmitido, principalmente, pelo contato sexual. Crianças e adolescentes, entre 9 a 14 anos, são o público-alvo da imunização de HPV e, até o final do ano, o público de 15 a 19 anos também pode se imunizar | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF “Fiz um exame que apontou alteração e eu precisava voltar ao médico em 90 dias, mas acabei adiando. Quando procurei atendimento de novo, o tumor já estava avançado. Sou sobrevivente de um câncer no colo do útero e hoje digo: a prevenção não é um remédio, mas é o que pode evitar que você tenha essa doença”, reflete a jornalista. Para reforçar a conscientização, a Secretaria de Saúde (SES-DF) promove, neste mês, a campanha Setembro em Flor. A iniciativa chama atenção para os cânceres que atingem o colo do útero, o endométrio, os ovários, a vagina e a vulva. A campanha é promovida em parceria com o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA). Além de ações educativas, a mobilização incentiva a realização de exames preventivos e busca ampliar a adesão à vacina contra o HPV, especialmente entre crianças e adolescentes. O imunizante contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenir não só o câncer do colo do útero, mas também outros tumores relacionados ao vírus, como os que atingem o pênis, o ânus e a orofaringe. O público-alvo da imunização são meninas e meninos entre 9 e 14 anos, 11 meses e 29 dias. “Eu nunca tinha tomado a vacina antes porque o HPV era um universo completamente desconhecido para mim. Acabei recebendo durante o tratamento, mas não quero que minha filha passe pelo que eu passei. Ela já tomou a vacina e está protegida”, conta a advogada Nayara Alves Após enfrentar a doença, Nayara fez questão de garantir a imunização da filha de 12 anos. “Eu nunca tinha tomado a vacina antes porque o HPV era um universo completamente desconhecido para mim. Acabei recebendo durante o tratamento, mas não quero que minha filha passe pelo que eu passei. Ela já tomou a vacina e está protegida”, conta. A cirurgiã oncológica da SES-DF, Rayane Cardoso, ressalta que a imunização precoce é fundamental. “Quando aplicada antes do início da vida sexual, a vacina proporciona maior chance de proteção contra o HPV. Essa é uma medida que salva vidas e evita diversos tipos de câncer, por isso é tão importante vacinar meninos e meninas na idade certa”, alerta. Para aumentar a cobertura vacinal, a SES-DF ampliou a faixa etária até o fim deste ano para jovens de até 19 anos. A dose está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do DF, e a lista completa pode ser consultada neste link. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Ler mais...

Thumbnail

Capacitação reforça combate à tuberculose no DF

Enfermeiros, farmacêuticos, médicos e demais servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) que atuam na assistência direta às pessoas com tuberculose participam, até esta quarta-feira (10), da Oficina para Capacitação no Manejo de Tuberculose em Adultos. O objetivo é fortalecer as ações de controle da tuberculose, fornecendo o diagnóstico oportuno e o tratamento adequado à população. O panorama da tuberculose no DF foi um dos temas abordados durante a capacitação | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Promovida pela Gerência de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Gevist) da SES-DF, a oficina contou com a presença de especialistas da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas (CGTM) do Ministério da Saúde. “A cura é possível, mas o diagnóstico precoce e o cuidado adequado são fundamentais” Gisela Unis, consultora técnica da CGTM Segundo a gerente da Gevist, Beatriz Maciel, a tuberculose ainda é um desafio no DF. “Nos últimos cinco anos, registramos, aproximadamente, 1.594 novos casos”, contabiliza. “A taxa de cura está em torno de 53%, e o abandono chega a 14%”, especifica a gestora. "Estamos intensificando o monitoramento, organizando fluxos para populações mais vulneráveis, como a do sistema prisional, e construindo a linha de cuidado para a doença. Esta capacitação é um passo importante para fortalecer a rede e melhorar os indicadores.” Entre os temas da oficina estão o panorama epidemiológico da tuberculose no DF, prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. Consultora técnica da CGTM e uma das ministrantes da capacitação, Gisela Unis lembra que a tuberculose ainda é uma das doenças infecciosas mais letais do país: “O Brasil registra 90 mil casos de tuberculose por ano, e cerca de seis mil pessoas morrem em decorrência da doença. O tratamento é eficaz, e a cura é possível, mas o diagnóstico precoce e o cuidado adequado são fundamentais”. Doença A tuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (conhecida como bacilo de Koch) e transmitida por gotículas expelidas na tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas. Os principais sintomas incluem tosse persistente por mais de três semanas, febre baixa, suor noturno, cansaço, falta de apetite e perda de peso. [LEIA_TAMBEM]Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2023, cerca de 10,8 milhões de pessoas adoeceram por tuberculose no mundo e 1,25 milhão morreram devido à doença, sendo considerada a principal causa de morte por agentes infecciosos, superando a covid-19. Além da exposição ao bacilo e das condições imunológicas, o adoecimento está ligado a fatores socioeconômicos. Pessoas em situação de rua, privadas de liberdade, indígenas, imigrantes,quem vive com HIV ou Aids e profissionais de saúde são mais vulneráveis em comparação à população geral. No DF, todas as 181 unidades básicas de saúde (UBSs) oferecem diagnóstico e tratamento gratuitos. A recomendação é procurar atendimento caso a tosse ultrapasse três semanas. Encontre a sua UBS de referência aqui.  *Com informações da Secretaria de Saúde

Ler mais...

Thumbnail

Cartilha ajuda a combater preconceito contra a dermatite atópica

A Secretaria de Saúde (SES-DF) lançou um guia prático para orientar pais, cuidadores e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) no manejo da dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico. A publicação reúne recomendações atualizadas de fontes nacionais e internacionais, em linguagem acessível e adaptada à realidade das famílias atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica, de origem alérgica e hereditária, que causa ressecamento, coceira, descamação e vermelhidão na pele. Apesar de ser a forma mais comum de dermatite, a condição ainda é cercada de mitos. José Ramos:  “Quando a família entende como cuidar da pele em casa, conseguimos reduzir o número de crises, melhorar a adesão ao tratamento e aumentar a qualidade de vida" | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “Muitas pessoas acreditam que se trata de uma doença contagiosa, mas isso não é verdade. Esse estigma provoca constrangimento e sofrimento emocional, principalmente em crianças e adolescentes. O guia vem justamente para ampliar a informação e fortalecer a rede de apoio às famílias”, explica o médico José Ramos, referência técnica distrital em Saúde da Família e Comunidade. Orientações práticas O guia reúne medidas simples e eficazes para o controle da doença, como a hidratação contínua da pele, o uso correto de corticoides tópicos, o reconhecimento precoce de sinais de infecção e a técnica do pijama úmido. Também orienta a evitar fatores desencadeadores, como banhos quentes, exposição a poeira, mofo, ácaros, pólen e situações de estresse. Segundo Ramos, a informação correta pode transformar o cuidado: “Quando a família entende como cuidar da pele em casa, conseguimos reduzir o número de crises, melhorar a adesão ao tratamento e aumentar a qualidade de vida. É uma forma de tornar o SUS mais resolutivo e próximo da comunidade”. O guia reúne medidas simples e eficazes para o controle da doença, como a hidratação contínua da pele, o uso correto de corticoides tópicos, o reconhecimento precoce de sinais de infecção e a técnica do pijama úmido A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 35% da população mundial conviva com algum tipo de alergia e projeta que, até 2050, metade da população poderá ser afetada. No Brasil, milhões de pessoas vivem com dermatite atópica em diferentes graus. Além do impacto clínico, a doença pode trazer consequências sociais. A visibilidade das lesões, especialmente em crianças, pode gerar isolamento, bullying e baixa autoestima. Para Ramos, combater a desinformação é essencial: “O conhecimento é o primeiro passo para quebrar preconceitos e garantir acolhimento”. Base científica [LEIA_TAMBEM]O documento foi produzido a partir de referências reconhecidas, como o UpToDate (2025), o Guia prático de tratamento da dermatite atópica grave da Asbai/SBP (2023) e o Tratado de Pediatria (2025). Todo o conteúdo foi adaptado ao contexto da Atenção Primária, respeitando princípios de equidade, integralidade e ética em saúde. A SES-DF informa que o material já está disponível para profissionais e será distribuído em unidades básicas, escolas e canais digitais da pasta, fortalecendo a rede de cuidado e o combate à desinformação. *Com informações da Secretaria de Saúde  

Ler mais...

Thumbnail

Hemocentro recebe novos equipamentos de fisioterapia para pacientes com coagulopatias hereditárias

A Fundação Hemocentro de Brasília acaba de receber três novos equipamentos de fisioterapia para o atendimento de pacientes no Ambulatório de Coagulopatias Hereditárias. Com investimento de R$ 120 mil, a iniciativa tem como objetivo melhorar o acompanhamento, cuidando melhor do sistema musculoesquelético tanto na recuperação do tratamento agudo quanto no tratamento preventivo, fortalecendo a musculatura e ampliando a mobilidade. Aparelhos vão ajudar bastante na recuperação de quem faz fisioterapia no local | Foto: Divulgação/Hemocentro de Brasília A novidade contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida de quem convive com a doença. “Os novos equipamentos são fundamentais para promover fortalecimento muscular, condicionamento cardiorrespiratório e reabilitação articular dos nossos pacientes", resume a diretora de Ambulatórios do Hemocentro, Melina Swain. “Eles possibilitam que o Hemocentro ofereça um atendimento mais completo, com recursos modernos que atendem às necessidades específicas de quem convive com coagulopatias hereditárias”. O atendimento O serviço de fisioterapia do Hemocentro atende pacientes com coagulopatias hereditárias. O foco é a prevenção de sangramentos, reabilitação articular e melhora da função musculoesquelética. “Com os novos recursos, teremos condições de oferecer um atendimento mais completo, que alia prevenção e reabilitação, permitindo que nossos pacientes tenham mais autonomia e qualidade de vida”, ressalta o fisioterapeuta Danillo Nunes de Aguiar, do Hemocentro. “Nosso objetivo é preservar a integridade das articulações, reduzir dores, melhorar o condicionamento físico e proporcionar mais independência aos pacientes hemofílicos” Danillo de Aguiar, fisioterapeuta do Hemocentro Ele explica que cada paciente passa por uma avaliação individual, considerando sua biologia e características próprias. A partir dessa análise, juntamente com o diagnóstico fisioterapêutico e clínico, é elaborado um plano de tratamento personalizado. Atualmente, há atendimento de segunda a quarta-feira, mas a partir de dezembro o expediente será em todos os dias da semana, de segunda a sexta-feira. Em média, os atendimentos têm duração de aproximadamente 40 minutos, podendo ser estendidos sempre que houver necessidade. “Nosso objetivo é preservar a integridade das articulações, reduzir dores, melhorar o condicionamento físico e proporcionar mais independência aos pacientes hemofílicos”, complementa Danillo. “A fisioterapia, com o suporte desses novos equipamentos, amplia as possibilidades de prevenção e de reabilitação funcional”. Ambulatório de Coagulopatias Hereditárias Inaugurado em 2012, o Ambulatório de Coagulopatias Hereditárias do Hemocentro de Brasília é referência no Distrito Federal e atualmente acompanha 944 pacientes com coagulopatias hereditárias, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade oferece diagnóstico, acompanhamento periódico, fornecimento do fator de coagulação e orientações para os cuidados ao longo da vida. [LEIA_TAMBEM]O atendimento é prestado por uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, farmacêuticos, odontólogos, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais, garantindo um cuidado integral e contribuindo diretamente para a qualidade de vida dos pacientes.  Veja abaixo os principais itens recebidos e suas funções.  ♦ Bicicleta ergométrica Ajuda a melhorar o condicionamento cardiorrespiratório. Além disso, estimula o fortalecimento dos membros inferiores. Por ser uma bicicleta horizontal, minimiza as forças compressivas na coluna, sendo mais apropriada para pacientes que possuem alguma alteração articular ou limitação funcional, público característico das coagulopatias hereditárias atendidas no Hemocentro. ♦ Elíptico Equipamento de condicionamento cardiorrespiratório, com a vantagem de simular caminhada ou corrida sem impacto articular. O paciente consegue movimentar tanto a cintura escapular quanto a pélvica, obtendo benefícios de treino aeróbico associado à mobilidade articular e ao fortalecimento, sem o estresse ósseo e articular típico da corrida ou da esteira. ♦ Estação multifuncional de musculação Tem como característica principal o fortalecimento muscular, simulando cerca de 30 tipos de exercícios normalmente feitos em academias. Seu uso é voltado a exercícios resistidos que auxiliam na recuperação da condição física dos pacientes, contribuindo para o processo de reabilitação. Além disso, permite treinar movimentos, preparando o paciente para executá-los futuramente de forma independente em academias. *Com informações do Hemocentro de Brasília

Ler mais...

Thumbnail

DF terá grupo pioneiro para criar protocolo de prevenção ao HIV no sistema prisional

As unidades básicas de saúde (UBSs) que atuam no sistema prisional do Distrito Federal vão contar, agora, com um grupo de trabalho interinstitucional (GTI) para desenvolver o protocolo de fluxo da profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV. A iniciativa pioneira no Brasil, oficializada pela Portaria Conjunta nº 23/2025, foi lançada nesta segunda-feira (11), em Brasília, com assinatura simbólica do documento.  Com 90 dias de duração, o GTI ficará responsável por elaborar um cronograma de ações, capacitar equipes e definir indicadores para o monitoramento do protocolo. Também está prevista a realização de um seminário com oficinas para a construção coletiva dos fluxos e procedimentos, envolvendo equipes de saúde e segurança do sistema prisional. “Nosso objetivo é fortalecer a prevenção e a promoção da saúde às pessoas privadas de liberdade. A SES-DF, ao assinar essa portaria conjunta, dará um passo essencial para ampliar esse cuidado e alcançar resultados significativos”, aponta o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. O Grupo de Trabalho Interinstitucional foi lançado em Brasília, com assinatura simbólica do documento entre a SES-DF e os demais parceiros | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O grupo possui representantes das secretarias de Saúde (SES-DF) e de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasi; e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).  “A qualidade e a frequência dos atendimentos prestados, somadas a essa nova parceria, fortalecem a luta contra o HIV e promovem mais saúde para essa população" Wenderson Teles, secretário de Administração Penitenciária A consultora nacional de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) com foco no HIV e na Aids da Opas, Aranaí Guarabyra, afirma que a meta é expandir a prevenção e o tratamento a populações mais vulneráveis. “O Brasil e o mundo buscam eliminar a aids como um problema de saúde pública. O DF tem avançado com passos firmes para atingir esse objetivo", avalia. Prevenção combinada A PrEP faz parte das estratégias de prevenção combinada do HIV. Quando utilizada de forma consistente e acompanhada por profissionais de saúde, pode reduzir o risco de infecção em até 99% entre pessoas que tiveram relações sexuais sem preservativo e cerca de 74% entre pessoas que usaram drogas injetáveis.  Dentro do conjunto de ferramentas da prevenção combinada, inserem-se também testagem para o HIV, profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP), uso regular de preservativos, diagnóstico oportuno, tratamento adequado de ISTs e imunização, entre outras. Diretora e representante do Unaids Brasil, Andrea Boccardi Vidarte, participou da reunião, ao lado dos secretários de Administração Penitenciária, Wenderson Teles, e Saúde, Juracy Lacerda Sistema prisional A população privada de liberdade é considerada uma das mais vulneráveis à epidemia de HIV/aids, devido a barreiras de acesso, estigma e discriminação. No Complexo Penitenciário da Papuda, por exemplo, 202 pessoas vivendo com HIV estão em tratamento com antirretrovirais e 32 já utilizam a PrEP, de acordo com dados do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom). “Essa união de esforços permitirá um aprimoramento na assistência dentro das unidades prisionais. A qualidade e a frequência dos atendimentos prestados, somadas a essa nova parceria, fortalecem a luta contra o HIV e promovem mais saúde para essa população”, destaca o secretário de Administração Penitenciária, Wenderson Teles. A diretora e representante do Unaids Brasil, Andrea Boccardi Vidarte, reforça a capacidade de o projeto se tornar um exemplo para instituições de outras localidades: “Essa iniciativa tem o potencial de inspirar outros estados a considerarem as realidades de populações específicas e, assim, planejarem e executarem políticas públicas eficientes contra o HIV. Esperamos que a experiência do DF seja um modelo". *Com informações da Secretaria de Saúde

Ler mais...

Thumbnail

Hepatites virais: Prevenção, testagem e tratamento salvam vidas

Neste 28 de julho, Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) reforça a importância da conscientização, prevenção e diagnóstico precoce de infecções como cirrose e câncer de fígado, que podem evoluir de forma silenciosa para complicações graves. O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais alerta para a importância da conscientização, prevenção e diagnóstico precoce dessas doenças | Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde-DF No primeiro semestre de 2025, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) diagnosticou 35 casos de hepatites virais. Em comparação com o mesmo período de 2024, houve uma leve redução, com 37 casos entre janeiro e junho do ano passado – ao longo de 2024, o hospital identificou 72 pacientes com a infecção. As hepatites virais são inflamações causadas por vírus que atingem o fígado e se dividem em cinco tipos: A, B, C, D e E. Vale ressaltar, no entanto, que outros agentes infecciosos – como os da gripe, dengue e herpes – também podem afetar o órgão. Segundo a médica Liliana Mendes, supervisora da residência médica em Hepatologia do HBDF, é importante compreender que as hepatites virais nem sempre apresentam sintomas. “Muitos pacientes não sentem nada, mas outros podem ter náuseas, vômitos, febre, icterícia e alterações nas enzimas hepáticas. Em alguns casos, pode levar a uma hepatite fulminante e até mesmo a um transplante de fígado com urgência”, afirma. A testagem rápida permite identificar com precisão e celeridade os casos reagentes, o que é essencial para quebrar a cadeia de transmissão das hepatites virais | Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde-DF Entre as formas mais graves estão as hepatites B e C crônicas, cuja transmissão ocorre principalmente pelo contato com sangue contaminado, relação sexual sem proteção e compartilhamento de objetos cortantes ou perfurantes – como agulhas e seringas. Portanto, é sempre bom lembrar que a prevenção é o caminho mais seguro para conter o avanço dessas doenças. Diagnosticado com hepatite C em 2007, o servidor público aposentado Oscar Macedo descobriu o vírus por acaso, durante exames pré-operatórios para uma cirurgia nasal. Com o diagnóstico confirmado, foi encaminhado para o Hospital de Base, onde fez acompanhamento no núcleo especializado no tratamento da doença. Lá, passou por consultas, exames laboratoriais e uma biópsia hepática que revelou fibrose em estágio avançado. "A hepatite C, infelizmente, ainda não tem vacina, mas tem cura. O tratamento é feito com medicamentos de uso oral, disponibilizados pelo SUS" Liliana Sampaio, supervisora da residência médica em Hepatologia do HBDF O primeiro tratamento, realizado no próprio Base entre 2009 e 2010, utilizou os remédios disponíveis na época. Em 2012, com o surgimento de novos medicamentos, Oscar teve acesso a um tratamento mais moderno e eficaz, novamente pelo Hospital de Base, que resultou na eliminação definitiva do vírus. Desde então, ele realiza acompanhamento regular na unidade e celebra a cura técnica, chamada de “resposta virológica sustentada”. Mesmo curado, Oscar segue orientações médicas para proteger o fígado e evitar uma possível reinfecção. Para ele, o atendimento recebido no Base foi essencial para superar a doença e ter qualidade de vida, reforçando o papel fundamental da rede pública no enfrentamento às hepatites virais. Vacinas e tratamento gratuito pelo SUS No Brasil, a vacina contra a hepatite B é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em três doses, a partir do primeiro mês de vida. Também está disponível a imunização contra hepatite A, cuja transmissão ocorre pela via fecal-oral, em duas doses. Ambas as vacinas são eficazes e seguras. [LEIA_TAMBEM]“A hepatite C, infelizmente, ainda não tem vacina, mas tem cura. O tratamento é feito com medicamentos de uso oral, disponibilizados pelo SUS”, explica Liliana Sampaio, que também é pesquisadora do HBDF e doutora em gastroenterologia pela USP. Para auxiliar no combate às hepatites, é fundamental que todos os adultos realizem a testagem para hepatites B e C. Essa triagem permite vacinar quem ainda não tem imunidade contra a hepatite B e iniciar precocemente o tratamento de quem já foi infectado, evitando complicações. De acordo com a farmacêutica e especialista em Vigilância em Saúde, Thaynnara Pires, o Hospital de Base realiza rastreamento ativo de casos por meio do monitoramento contínuo de indicadores da Vigilância Epidemiológica e análise conjunta com o Núcleo de Laboratório. Todas as amostras coletadas são acompanhadas e notificadas de forma oportuna aos órgãos competentes, como o Ministério da Saúde, por meio dos sistemas oficiais de informação. Farmacêutica e especialista em Vigilância em Saúde, Thaynnara Pires informa que o Hospital de Base realiza rastreamento ativo de casos de hepatites B e C por meio de monitoramento contínuo | Foto: Bruno Henrique/ IgesDF Testes rápidos O acesso aos exames e à correta indicação médica são ferramentas que garantem maior efetividade nas ações de saúde pública. “A testagem rápida permite identificar com precisão e rapidez os casos reagentes, o que é essencial para quebrar a cadeia de transmissão das hepatites virais”, diz Thaynnara. A analista do laboratório clínico do HBDF, Isabella Mariano, explica que os testes rápidos para detecção das hepatites virais estão disponíveis no hospital, mas precisam ser solicitados por um profissional de saúde do IgesDF. “Só realizamos o exame com o pedido médico interno. Os testes rápidos têm resultado liberado no mesmo dia, e a sorologia completa também”, afirma. Essa agilidade é essencial para garantir o início rápido do acompanhamento e tratamento. O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais é mais que uma data simbólica: é um alerta para o cuidado contínuo com a saúde do fígado. Com prevenção, testagem e tratamento adequado, é possível evitar complicações graves e salvar vidas. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

Ler mais...

Thumbnail

Incêndios florestais diminuem 54% no DF no primeiro semestre de 2025

A Operação Verde Vivo 2025, do Governo do Distrito Federal (GDF), coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), atendeu, até 3 de julho, 549 ocorrências de incêndios em vegetação no DF. É uma redução de 54,25% em relação a 2024, quando, no mesmo período, houve 1.230 ocorrências. Até o início de julho, a área queimada foi de 988 hectares (9.880.000 m²), enquanto, até julho de 2024, foram 2.126,76 hectares consumidos pelo fogo. Neste ano, a operação começou em 30 de abril e compreende o período de estiagem, seguindo até 30 de novembro. Medidas preventivas e de conscientização da população contribuem para a redução de incêndios florestais neste ano, segundo a Operação Verde Vivo | Foto: Divulgação/CBMDF O controle do número de incêndios não ocorre por acaso. A estratégia do CBMDF envolve inteligência, tecnologia e prevenção, com profissionais já mobilizados para mapear áreas de risco e iniciar ações preventivas, inclusive o uso do fogo controlado, aplicado com acompanhamento técnico para evitar grandes incêndios. De acordo com o tenente do CBMDF Anderson Ventura, todos os anos, a Operação Verde Vivo prevê ações de prevenção, educação ambiental, além do acompanhamento de manejo de fogo e realização de aceiro (faixa de terra sem vegetação) em áreas críticas. “Todas essas providências são tomadas nos meses que antecedem o período de seca a cada ano", explica. “Porém, existem circunstâncias que fogem do nosso controle. E o ano passado foi muito difícil, com uma série de fatores que confluíram para os incêndios, como baixa umidade e calor, por exemplo. Realmente, 2024 foi um ano difícil, mesmo com as medidas preventivas”, afirma. Segundo o tenente Ventura, a redução de ocorrências neste ano se deu não só pelas ações de prevenção, mas também pelas chuvas atípicas que ocorreram durante o período de estiagem. “Não posso deixar de mencionar que as chuvas ajudaram”, reconhece o militar. Em abril, o Instituto Brasília Ambiental contratou novos brigadistas para atuar na prevenção e combate aos incêndios florestais | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília O tenente cita também as ações educativas do CBMDF junto às comunidades que vivem próximas às áreas de vegetação. “A fase preliminar do período de estiagem é planejada durante todo o ano. Entre as providências que tomamos, estão visitas às comunidades mais próximas da vegetação e cercanias. Além de instruções práticas a essas comunidades, deixamos abafadores confeccionados aqui no Grupamento de Proteção Ambiental [Gpram] para que seja possível a eles que controlem princípios de incêndio em segurança. Todos os treinamentos que damos a essas comunidades envolvem noções de análise de risco para que eles não corram perigo. Além disso, claro, a orientação é sempre acionar o Corpo de Bombeiros”, explica. O militar faz um alerta: a fase crítica dos incêndios na vegetação do DF ainda está por vir. “A gente tem uma curva de tendência todos os anos. Estatisticamente, historicamente, a gente tem um aumento nesse período de agosto e setembro. A vegetação fica mais seca, o ar fica mais quente. No ano passado, tivemos 165 dias sem chuva. Por isso, já temos previsto recursos humanos e materiais para que o nosso poder de resposta aumente de acordo com a curva estatística. A capacidade operacional e de socorro do CBMDF aumentam na mesma proporção para assegurar a melhor resposta possível aos incêndios no Cerrado”, afirma o tenente. Arte: Fábio Nascimento/Agência Brasília Operação Verde Vivo 2025 A Operação Verde Vivo 2025 é uma ação conjunta do GDF com o governo federal, coordenada pelo Grupamento de Proteção Ambiental do CBMDF, que reúne servidores do Instituto Brasília Ambiental, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). [LEIA_TAMBEM]A atuação conta com o suporte de viaturas especializadas, brigadas florestais, aeronaves e ferramentas de georreferenciamento para o monitoramento das áreas mais suscetíveis aos incêndios florestais. Em janeiro deste ano, o GDF adquiriu um novo helicóptero com o objetivo de reforçar tanto o transporte de tropas quanto o combate aos incêndios por meio do lançamento d’água. As ações da Operação Verde Vivo 2025 são divididas em fases: → Fase de Preparação e Prevenção: Foco na capacitação das equipes e no planejamento logístico, garantindo que os militares e os recursos estejam prontos para atuar de forma eficaz. Envolve também ações educativas junto à comunidade, campanhas de conscientização, visitas técnicas, atividades de fiscalização ambiental e a realização de queimadas prescritas. → Fase de Combate: Período de maior risco de incêndios, marcado pelo aumento da seca e dos focos de calor. As equipes são posicionadas estrategicamente para garantir resposta rápida e efetiva. → Fase de Desmobilização e Avaliativa: Etapa final da operação, dedicada à análise dos resultados alcançados e dos impactos ambientais e operacionais, com o objetivo de aprimorar futuras edições da ação. Além das ações previstas pelo CBMDF, o Instituto Brasília Ambiental contratou em abril 150 profissionais para atuar na prevenção e combate aos incêndios florestais e no Manejo Integrado do Fogo. São 30 chefes de esquadrão e 120 brigadistas florestais para atuar por um período de dois anos. Em janeiro, o GDF adquiriu um helicóptero para reforçar tanto o transporte de tropas quanto o combate aos incêndios por meio do lançamento d’água | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Aliada ao tempo frio e seco, a fumaça dos incêndios piora a qualidade do ar e aumenta a incidência de doenças respiratórias, principalmente em idosos e crianças. Embora não seja possível impedir totalmente os incêndios, o trabalho do grupamento busca assegurar que eles causem o menor prejuízo possível. A corporação informa também que estão sendo produzidos vídeos educativos com orientações sobre prevenção, como a realização de aceiros. Incêndios florestais em 2024 Nos meses de vigência da Operação Verde Vivo, em 2024, foram atendidas 8.545 ocorrências, totalizando uma área queimada de 22.250,4 hectares (222.504.000 m²), com o maior número de casos em agosto (2.065 ocorrências) e setembro (2.851). O CBMDF explica que o cálculo da área queimada mês a mês é uma medida estimada, feita pelas equipes após o atendimento ou nos dias seguintes. Ao mensurar a área queimada em todo o Distrito Federal, com uso de georreferenciamento por satélite, o valor total sobe para 38.080 hectares (380.800.000 m²). Esse aumento leva em conta as queimas preventivas e aceiros negros (feitos com uso de fogo), as eventuais queimas feitas por proprietários rurais (autorizadas ou não) e incêndios que extinguiram sem a intervenção do CBMDF. Em termos de área queimada, as principais ocorrências em 2024 foram registradas em setembro (com exceção do Núcleo Rural Chapadinha/Alto da Boa Vista, de 1º de outubro): → Flona I, 2.610 hectares; → Parque Nacional de Brasília (PNB), 1.630 hectares; → Chapada Imperial, 1.240 hectares; → Fercal, 917 hectares; → Núcleo Rural Chapadinha/Alto da Boa Vista, 782 hectares; → Estação Ecológica do Jardim Botânico, 696 hectares; → SCIA/SMU, 673 hectares; → Recanto do Sossego/Gama, 671 hectares.

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador