Banco de Talentos leva empreendedorismo feminino à Expotchê
Quem visita a 33ª Expotchê, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, encontra muito mais do que tradição, cultura e gastronomia gaúcha. Até o próximo dia 14 de junho, um espaço especial no centro da feira reúne histórias de superação, criatividade e independência financeira por meio do Banco de Talentos, iniciativa que integra o programa Direito Delas, da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF). Realizado por meio da Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), o projeto disponibiliza espaços gratuitos para a comercialização de produtos e serviços confeccionados por mulheres atendidas nos núcleos do Direito Delas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social ou vítimas de violência. Na Expotchê, o público pode conhecer e adquirir peças artesanais produzidas por empreendedoras do DF, como acessórios, itens de decoração, vestuário, bordados, trabalhos em tricô e produtos para o lar. O estande funciona como uma grande vitrine para os talentos femininos, ampliando oportunidades de geração de renda, fortalecendo a autoestima e incentivando a autonomia econômica das participantes. Entre os visitantes que passaram pelo estande estava a servidora pública Carla Mendes, 70 anos, que se encantou com os produtos expostos e aproveitou para levar para casa peças de tricô para decoração. “Fiquei impressionada com a qualidade e o acabamento dos produtos. Quando descobri que eram feitos por mulheres participantes do programa, achei ainda mais especial. Comprei algumas peças para decorar minha casa e saio daqui feliz por contribuir com uma iniciativa tão importante”, afirma. O estande funciona como uma grande vitrine para os talentos femininos, ampliando oportunidades de geração de renda, fortalecendo a autoestima e incentivando a autonomia econômica das participantes | Fotos: Divulgação/Sejus-DF Empreendedorismo que transforma vidas Além da participação na Expotchê, o Banco de Talentos promove feiras em espaços públicos e privados, como shoppings, eventos e ações comunitárias em diversas regiões administrativas do Distrito Federal. O projeto também oferece mentorias, oficinas, cursos de qualificação profissional e atividades voltadas à economia solidária. Desde o ano passado, mais de 600 mulheres já foram beneficiadas pela iniciativa. Desse total, mais de 80% eram vítimas de violência ou viviam em situação de vulnerabilidade social. A participação nas feiras é voluntária e todo o valor arrecadado com as vendas é integralmente destinado às expositoras. O secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, destaca que o Banco de Talentos vai além da geração de renda, promovendo transformação social e fortalecimento da autonomia feminina. “Quando criamos oportunidades para que essas mulheres desenvolvam seus talentos e conquistem independência financeira, estamos também fortalecendo sua autoestima, sua autonomia e sua capacidade de construir novos projetos de vida. Essa é uma política pública que gera impacto real na vida das pessoas”, ressalta. Já a subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência da Sejus, Uiara Mendonça, responsável pela coordenação do programa Direito Delas, destaca que a iniciativa integra uma estratégia mais ampla de enfrentamento à violência contra a mulher. “Muitas das participantes enfrentaram situações de violência ou vulnerabilidade social. Ao oferecer capacitação, mentorias, espaços de comercialização e oportunidades de geração de renda, ajudamos a criar caminhos concretos para que elas reconstruam suas trajetórias com mais segurança, autonomia e dignidade”, explica. Na Expotchê, o público pode conhecer e adquirir peças artesanais produzidas por empreendedoras do DF, como acessórios, itens de decoração, vestuário, bordados, trabalhos em tricô e produtos para o lar Direito Delas Criado para oferecer suporte às vítimas de violência e seus familiares, o programa Direito Delas já soma mais de 17 mil atendimentos realizados e se consolidou como uma das principais políticas públicas do DF no enfrentamento à violência de gênero. A iniciativa conta com uma equipe multiprofissional que atua no acolhimento, orientação e acompanhamento das mulheres atendidas, promovendo não apenas a proteção imediata, mas também o fortalecimento da autonomia e a reconstrução de trajetórias. Além do acolhimento, o programa investe em ações voltadas à independência financeira das participantes, por meio de capacitações profissionais, encaminhamento para oportunidades de renda e projetos como o Banco de Talentos, fortalecendo o protagonismo feminino. Atualmente, o Direito Delas conta com 12 núcleos de atendimento distribuídos pelo Distrito Federal. O mais recente foi inaugurado em Águas Claras, em março deste ano. Com a ampliação constante da rede de proteção, o programa reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal de promover justiça, cidadania e dignidade para as mulheres e suas famílias. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)
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Acolhimento e geração de renda fortalecem mães em situação de vulnerabilidade no DF
A maternidade costuma ser marcada por descobertas, desafios e transformações. Para muitas mulheres em situação de vulnerabilidade social, no entanto, esse período também pode significar insegurança, medo e falta de apoio. É nesse cenário que as políticas públicas da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) têm feito a diferença ao acolher, orientar e abrir caminhos para que mães reconstruam a vida com mais dignidade, autonomia e esperança. Entre as iniciativas desenvolvidas pela pasta, o programa Nasce uma Estrela simboliza esse cuidado desde o início da vida. Voltada a gestantes e mães de recém-nascidos em situação de vulnerabilidade, a iniciativa oferece acolhimento humanizado, informação e suporte prático em um dos momentos mais sensíveis da vida de uma mulher. O programa Nasce uma Estrela oferece acolhimento humanizado, informação e suporte prático em um dos momentos mais sensíveis da vida de uma mulher | Fotos: Jhonatan Viera/Sejus-DF Executado pela Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes, o curso reúne uma equipe multidisciplinar formada por bombeiros, doulas, enfermeiras, obstetras, pediatras, dentistas e assistentes jurídicos. As participantes recebem orientações sobre amamentação, primeiros socorros, saúde emocional no pós-parto, cuidados com o bebê e direitos das mães, além de uma bolsa com itens essenciais para os primeiros meses da criança. Desde a criação, em 2024, mais de 3 mil mulheres já foram beneficiadas. Apenas entre janeiro e abril deste ano, foram registrados 388 atendimentos. Moradora de Planaltina, a diarista Vitória Moura, de 24 anos, participou do projeto durante a gravidez do segundo filho. “Mesmo já sendo mãe, eu ainda tinha muitas inseguranças, porque cada gravidez é diferente. Na minha primeira gestação eu passei por muitas dificuldades e queria aprender mais para não viver os mesmos problemas novamente. No Nasce uma Estrela, encontrei acolhimento, orientação e apoio para passar por esse momento com mais tranquilidade”, relata. Vitória Moura, diarista atendida pelo Nasce uma Estrela: "Na minha primeira gestação eu passei por muitas dificuldades e queria aprender mais para não viver os mesmos problemas novamente" | Foto: Jhonatan Viera/Sejus-DF O curso é realizado semanalmente, sempre às sextas-feiras, das 10h às 12h, durante as edições do programa GDF na Sua Porta. As inscrições podem ser feitas previamente por formulário eletrônico ou diretamente no local antes do início das atividades. Mais informações estão disponíveis pelo telefone (61) 98382-0271. Neste ano, o programa ganhou uma nova etapa: o acompanhamento domiciliar de gestantes e puérperas, com visitas realizadas durante a gravidez e no pós-parto. A medida amplia o cuidado individualizado e fortalece o vínculo com as famílias atendidas. [LEIA_TAMBEM]Para a subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes da Sejus, Maria do Socorro Lucena, o projeto representa um acolhimento essencial para mães que muitas vezes enfrentam a maternidade sem rede de apoio. “O Nasce uma Estrela vai além da orientação técnica. É um espaço de escuta, acolhimento e fortalecimento emocional dessas mulheres. Quando uma mãe se sente segura e amparada, toda a família é beneficiada”, destaca. Autonomia que transforma lares A possibilidade de gerar renda sem abrir mão do cuidado com os filhos é uma realidade que também vem mudando a vida de muitas mães atendidas pelas políticas da Sejus. É nesse contexto que o Banco de Talentos se consolida como uma ferramenta de transformação social e autonomia financeira. O projeto atende mulheres em situação de vulnerabilidade social, incluindo participantes acompanhadas pelo programa Direito Delas, da Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), iniciativa voltada ao acolhimento e suporte de mulheres vítimas de violência. A proposta é conectar essas mulheres a oportunidades de empreendedorismo, capacitação e geração de renda, oferecendo oficinas, mentorias, feiras e espaços para comercialização de produtos artesanais. O Banco de Talentos oferece oficinas, mentorias, feiras e espaços para comercialização de produtos artesanais a mulheres em situação de vulnerabilidade | Foto: Divulgação/Sejus-DF Desde a criação, em 2019, o Banco de Talentos já realizou 172 feiras e beneficiou 1.658 mulheres. Apenas neste ano, até abril, foram promovidas 16 feiras, com a participação de 211 expositoras. A artesã Adriana Batista, 42 anos, mãe de dois filhos autistas, encontrou no projeto a oportunidade de unir renda, acolhimento e maternidade. Participante do Banco de Talentos, ela expõe e comercializa os produtos artesanais em espaços organizados pela iniciativa, principalmente na loja Cidadania Criativa, espaço permanente da Sejus na Galeria dos Estados destinado à valorização do empreendedorismo feminino e da economia criativa. “Esse projeto mudou minha vida porque me permitiu trabalhar sem deixar meus filhos sem os cuidados que eles precisam. Muitas mães não conseguem sair de casa por causa da rotina com os filhos, então essa oportunidade acaba sendo também uma forma de garantir renda e dignidade para várias famílias”, afirma. Adriana Batista, artesã participante do Banco de Talentos: "Esse projeto mudou minha vida porque me permitiu trabalhar sem deixar meus filhos sem os cuidados que eles precisam" | Foto: Jhonatan Viera/Sejus-DF A subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência da Sejus, Uiara Mendonça, destaca que o Banco de Talentos tem um olhar especial para mulheres que precisam reconstruir a própria trajetória enquanto cuidam dos filhos. “O programa transforma vidas porque entende a realidade dessas mães. Muitas chegam fragilizadas emocionalmente e sem perspectiva financeira. Quando oferecemos capacitação, oportunidade e acolhimento, estamos fortalecendo não apenas essas mulheres, mas toda a estrutura familiar”, ressalta. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)
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Com mais serviços e atendimento amplo, Sejus-DF esteve perto de quem mais precisa em 2025
Garantir acesso à cidadania, facilitar a vida da população e levar os serviços públicos a quem mais precisa ー esse tem sido o eixo central das ações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF). Em 2025, a pasta intensificou iniciativas, lançou novos projetos e ampliou o alcance de programas já consolidados, impactando centenas de milhares de pessoas em todas as regiões administrativas. Entre os destaques está o Na Sua Hora, serviço itinerante que leva os atendimentos do Na Hora para o período noturno, em centros comerciais. Desde julho, a iniciativa já passou por diversos shoppings do DF e soma mais de 2 mil atendimentos, ampliando o acesso de quem não consegue buscar os serviços no horário comercial. O programa Na Sua Hora levou serviços para quem não pode buscar atendimento durante o horário comercial | Fotos: Jhonatan Vieira, Ascom/Sejus A ação se soma à força do Na Hora, que atendeu cerca de 2,5 milhões de pessoas em sete unidades fixas ao longo do ano. O ano ainda foi marcado pela inauguração neste mês do Na Hora Empresarial, no Venâncio Shopping. O espaço de 500 metros quadrados é voltado exclusivamente ao atendimento de empresas, com serviços integrados e expectativa de mais de 500 atendimentos diários, sem necessidade de agendamento. Outro exemplo de governo presente é o GDF Mais Perto do Cidadão. Desde sua criação, o programa já realizou mais de 500 mil atendimentos, sendo 160 mil apenas em 2025, levando saúde, cidadania, lazer e serviços essenciais diretamente às comunidades. O Direito Delas acolhe mulheres vítimas de violência doméstica em 11 núcleos especializados As ações da secretaria alcançam diferentes públicos. Para as famílias, o Casamento Comunitário garantiu a regularização civil gratuita de mais de mil casais — 400 apenas em 2025. Na prevenção à violência, o Direito Delas acolheu mais de 15 mil mulheres vítimas de violência doméstica em 11 núcleos especializados, enquanto o Conversa com Eles conscientizou mais de 5 mil homens em canteiros de obras e ambientes de trabalho. O fortalecimento da autonomia feminina também é prioridade. O Banco de Talentos ampliou oportunidades para mais de 500 mulheres artesãs e manualistas; o Protagonista da Casa qualificou mais de 10 mil mulheres, transformando habilidades domésticas em geração de renda; e o Nasce uma Estrela acolheu 2,5 mil gestantes, com orientação e acompanhamento desde a gestação. O Viver 60+ levou qualidade de vida a idosos de várias regiões do Distrito Federal Para as pessoas idosas, o Viver 60+ atendeu mais de 11 mil participantes em 2025, promovendo envelhecimento ativo e qualidade de vida. Na área da educação e proteção, o Aprova DF impactou mais de 300 mil estudantes, enquanto o Cidadania nas Escolas alcançou 20 mil alunos com orientação sobre violência, bullying e racismo. “Nosso trabalho é garantir direitos e levar dignidade, acolhimento e oportunidades a todas as regiões do DF, transformando vidas e construindo uma cidade mais justa para todos”, afirma a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. *Com informações da Sejus-DF
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Espaço Cidadania Criativa do Banco de Talentos é reinaugurado na Galeria dos Estados
Acolhimento, capacitação e empreendedorismo. Essa é a proposta do Espaço Cidadania Criativa, onde 350 mulheres atendidas pelo Banco de Talentos, projeto da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), expõem e comercializam artesanato, roupas de crochê e acessórios. A loja foi reinaugurada na tarde desta quinta-feira (21), na Galeria dos Estados. “É um projeto muito bonito, que faz diferença na vida de mulheres que enfrentam a depressão ou vivem relações abusivas”, conta Maria Antunes, 68 anos. A aposentada participa do Banco de Talentos desde dezembro de 2024 e hoje atua como uma das mentoras do programa, ensinando novas alunas a confeccionar bonecos amigurumi, roupas e bolsas de crochê. Maria Antunes: "É um projeto muito bonito, que faz diferença na vida de mulheres que enfrentam a depressão ou vivem relações abusivas" | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus O Banco de Talentos integra o programa Direito Delas, coordenado pela Subsecretaria de Apoio à Vítima de Violência (Subav). A iniciativa oferece capacitação profissional por meio de cursos de crochê, tricô, artesanato e culinária, incentivando a autonomia financeira das participantes. As oficinas são ministradas por mulheres que já passaram pelo programa e hoje compartilham seus aprendizados e experiências. “Eu venho de um quadro de depressão e síndrome do pânico, e participar do Banco de Talentos é a minha distração. A gente ri, compartilha experiências, e tudo acaba virando uma verdadeira sessão de terapia em um ambiente positivo, descontraído e com uma energia muito boa”, relata Neusa Santos, 59 anos, moradora de Sobradinho, recém-chegada ao grupo. Força e união feminina Neusa Santos: "Tudo acaba virando uma verdadeira sessão de terapia em um ambiente positivo" A reforma da loja foi feita pelas próprias artesãs, que se envolveram diretamente nos ajustes do espaço. O objetivo foi tornar o ambiente mais confortável, acolhedor e atrativo, ampliando a visibilidade dos produtos. Para garantir a equidade, há um sistema de rodízio que assegura a todas a chance de expor seus trabalhos. "O Banco de Talentos representa uma verdadeira transformação na vida dessas mulheres" Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania “O Banco de Talentos representa uma verdadeira transformação na vida dessas mulheres, pois vai além da renda: promove autonomia, amizade e fortalecimento emocional. É um projeto que coloca alimento na mesa, mas também nutre a mente, a alma e o espírito delas”, destaca a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. Criado em 2023, o Direito Delas é desenvolvido pela Sejus-DF e atende mulheres, idosos, crianças e adolescentes de 7 a 14 anos em situação de vulnerabilidade social ou vítimas de violência doméstica. O programa oferece assistência social, psicológica e jurídica, e está presente em 11 núcleos espalhados pelo Distrito Federal. *Com informações da Sejus-DF
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Plataforma digital para vagas de estágio na DPDF registra mais de mil currículos em menos de uma semana
Lançada na última terça-feira (17), a plataforma digital Banco de Talentos da Escola de Assistência Jurídica da Defensoria Pública do Distrito Federal (Easjur/DPDF) já superou a marca de mil currículos cadastrados em uma semana. A iniciativa tem como objetivo centralizar, organizar e facilitar o acesso a oportunidades de estágio oferecidas pela instituição, promovendo maior eficiência e transparência no processo de seleção. A plataforma permite que coordenadores, chefias e supervisores da instituição consultem os perfis cadastrados de forma ágil, buscando candidatos mais alinhados com as demandas de cada unidade. O novo sistema digital foi criado para atender estudantes do nível médio, graduação e pós-graduação, interessados em integrar o quadro de estagiários da DPDF, que atualmente conta com 797 vagas. As oportunidades são distribuídas entre estudantes regularmente matriculados no ensino médio; de graduação em Direito, Tecnologia da Informação, Jornalismo, Psicologia, Marketing, Publicidade e Propaganda e setores administrativos como gestão de pessoas, contabilidade e administração ou em pós-graduação, com todas as vagas destinadas exclusivamente a estudantes da área de direito. A plataforma permite que coordenadores, chefias e supervisores da instituição consultem os perfis cadastrados de forma ágil, buscando candidatos mais alinhados com as demandas de cada unidade | Foto: Divulgação/DPDF Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, a marca de mais de mil currículos cadastrados em menos de uma semana demonstra o quanto a instituição é reconhecida como espaço de aprendizado, crescimento e transformação social. “O sucesso imediato da plataforma, com mais de mil currículos cadastrados em tão pouco tempo, confirma que estamos no caminho certo ao investir em inovação e inclusão. O Banco de Talentos é uma ferramenta estratégica que conecta estudantes com vocação para o serviço público às oportunidades da instituição, promovendo uma seleção mais justa, transparente e alinhada com as necessidades reais das nossas unidades. É um passo importante para fortalecer nossa missão de educar em direitos e formar profissionais comprometidos com a transformação social”, comemorou. O defensor público e diretor da Easjur/DPDF, Evenin Ávila, explica que a criação do Banco de Talentos representa um avanço significativo na forma de recrutamento dos nossos estagiários. “Agora, temos uma base institucional organizada, acessível e segura, que nos permite identificar, com mais rapidez, estudantes com perfis compatíveis com o trabalho desenvolvido pela Defensoria”, afirmou. Banco de Talentos A plataforma segue disponível para novos cadastros e pode ser acessada no portal de eventos da Easjur/DPDF. A expectativa é que o número de inscritos continue crescendo nos próximos dias, fortalecendo a atuação da DPDF como agente de transformação social e formador de novos talentos para o serviço público. O projeto também visa ampliar a inclusão e democratizar o acesso às oportunidades, alcançando estudantes de diversas regiões do DF. Com a nova ferramenta, todos os interessados têm a possibilidade de concorrer às vagas abertas, com mais igualdade de condições. *Com informações da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF)
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Artesãs do Banco de Talentos exibem suas criações em shopping de Brasília
Combinando criatividade, resiliência e empreendedorismo, o projeto Banco de Talentos vem se destacando como um catalisador de mudanças para mulheres em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal. Em comemoração ao mês das mães, o projeto estará em exposição no Boulevard Shopping até o dia 28 deste mês, de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingo, das 13h às 19h. Os visitantes encontrarão uma ampla variedade de produtos — de amigurumis (técnica japonesa de criar pequenos brinquedos e objetos tridimensionais usando crochê ou tricô) a panos de prato, bordados, bonecas e itens de decoração —, todos a preços acessíveis. A mostra é uma oportunidade de presentear quem amamos enquanto apoiamos mulheres que transformaram desafios em arte. Além de incentivar o artesanato, o projeto Banco de Talentos ajuda mulheres a se profissionalizar e a deixar a vulnerabilidade social | Fotos: Divulgação/Sejus Coordenado pela Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), da Sejus, o Banco de Talentos é uma iniciativa que estimula a comercialização de produtos e serviços de mulheres atendidas pelo programa Direito Delas. Aberto a mulheres de todas as idades, o projeto acolhe desde jovens aprendizes até senhoras experientes em situação de vulnerabilidade. Além disso, oferece, de forma gratuita, espaços para exposição de trabalhos manuais, permitindo que as artesãs mostrem seus talentos e comercializem suas peças. A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, enfatiza a relevância do projeto: “O empreendedorismo pode oferecer uma saída para mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência doméstica, ajudando-as a conquistar independência financeira e superar ciclos de abuso. Essa iniciativa também fortalece a autoestima e a confiança, encorajando-as a buscar apoio e reconstruir suas vidas”. Superação e transformação Marcelina Carvalho encontrou a esperança ao se dedicar à atividade do amigurumi Marcelina Carvalho, uma das expositoras, descobriu no projeto uma nova perspectiva de vida. Após dez anos desempregada, ela aprendeu a técnica japonesa do amigurumi, que hoje é a sua única fonte de renda. “Essa é minha primeira edição no Banco de Talentos. Espero ganhar visibilidade, participar de feiras e conhecer novos lugares. Esse projeto me deu esperança”, diz. Graça Rosa, por sua vez, destaca que a maior mudança proporcionada pelo projeto vai além do financeiro. “Ajudou na minha saúde psicológica. Depois da pandemia, o mercado ficou difícil, e aqui encontrei apoio. Esse espaço é essencial para a nossa sobrevivência emocional”, afirma. Banco de Talentos O projeto disponibiliza espaços gratuitos, por meio de parcerias com entidades ou iniciativas públicas e privadas, para a comercialização de serviços e produtos confeccionados por mulheres que participam dos núcleos do Direito Delas. Atualmente, o programa opera em 11 núcleos espalhados pelo Distrito Federal, oferecendo assistência social, psicológica e jurídica em Ceilândia, Estrutural, Guará, Itapoã, Paranoá, São Sebastião, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Gama e Samambaia. Com mais de mil mulheres envolvidas, o Banco de Talentos continua crescendo. Somente este ano, já foram realizadas 17 exposições, totalizando 310 mulheres beneficiadas. Muitas delas fazem parte do programa Direito Delas, que oferece suporte social, psicológico e jurídico a vítimas de violência doméstica, ampliando possibilidades de autonomia e superação. *Com informações da Sejus
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Banco de Talentos realiza primeira feira de 2025 com mais de 50 artesãs
A artesã Iara Maísa Gonçalves, 66 anos, moradora do Recanto das Emas, era uma das expositoras mais entusiasmadas na primeira edição da Feira de Talentos de 2025, realizada no último fim de semana na antiga Rodoferroviária. O evento integra o Banco de Talentos, projeto da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) que apoia o fortalecimento econômico de mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência, criando oportunidades e dispondo espaços gratuitos para a comercialização de produtos e serviços. “Para nós, que moramos na periferia e, especialmente, para quem já tem mais idade, oportunidades como essa são raras. Aqui é diferente de outros espaços de exposição no DF, que cobram valores absurdos. Primeiro, porque podemos expor gratuitamente; segundo, porque há um olhar especial para a melhor idade. Além disso, as vendas estão ótimas e já recebi muitas encomendas”, comemorou a artesã, que trabalha com bijuterias e bonecos feitos de tricô. Iara Maísa Gonçalves: “Para nós, que moramos na periferia e, especialmente, para quem já tem mais idade, oportunidades como essa são raras” | Fotos: Jhonatan Vieira Durante os três dias de evento, os visitantes conheceram o trabalho de mais de 50 mulheres artesãs de diversas regiões do DF. O projeto não apenas disponibiliza espaços para exposição, mas também oferece mentorias, oficinas e cursos para qualificação profissional, em parceria com instituições públicas e privadas. Entre as capacitações oferecidas, estão oficinas de bordado livre, crochê no lacre, tricô e costura criativa. Em 2024, o Banco de Talentos realizou dez oficinas e mais de 30 feiras, beneficiando mais de 340 mulheres — muitas delas atendidas pelo programa Direito Delas, que oferece suporte social, psicológico e jurídico a vítimas de violência doméstica. Elisabete Camargo conta que mudou a própria realidade com a ajuda dos projetos Banco de Talentos e Direito Delas Uma das beneficiadas pelo programa, Elisabete Camargo, 56 anos, moradora de Água Quente, relata como a iniciativa transformou sua vida. “Eu vivia um sofrimento imenso, pois era vítima de violência doméstica. Consegui me libertar dessa realidade com o apoio do Direito Delas e, graças ao Banco de Talentos, encontrei uma nova perspectiva. As feiras me abriram portas: fiz amizades, compartilhei conhecimentos, comecei a ganhar o próprio dinheiro e, o mais importante, conquistei a independência que precisava para recomeçar”, contou. A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, participou da abertura da primeira Feira de Talentos de 2025 e destacou a importância da iniciativa. “O empreendedorismo pode ser um caminho para resgatar mulheres da situação de vulnerabilidade social e da violência doméstica, permitindo que alcancem a independência financeira e rompam ciclos abusivos. Além disso, fortalece a autoestima e a confiança, incentivando essas mulheres a buscarem apoio para transformar suas vidas”, afirmou. Banco de Talentos Coordenado pela Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), da Sejus-DF, o Banco de Talentos disponibiliza gratuitamente espaços para comercialização de produtos e serviços de mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência. A iniciativa é realizada em parceria com entidades públicas e privadas e atende mulheres vinculadas ao programa Direito Delas. Atualmente, o Direito Delas oferece atendimentos social, psicológico e jurídico em onze núcleos: Ceilândia, Estrutural, Guará, Itapoã, Paranoá, São Sebastião, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Gama e Samambaia. *Com informações da Sejus-DF
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Direito Delas comemora um ano com mais de 6 mil atendimentos
A vida da aposentada M. R., 67, recomeçou graças ao programa Direito Delas, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). “Aqui encontrei um lugar para mim, me reencontrei”, relata ela, que passou por situações de violência doméstica e enfrentou uma depressão severa. “Hoje tenho coragem para viver o mundo, como fazia antes de tudo acontecer. Sei que ninguém pode me agredir, nem com palavras, nem com nada. Me reconheci e hoje sou feliz, vou atrás dos meus direitos”. Mulheres que passam por situações de violência podem recorrer aos programas geridos pela Secretaria de Justiça e Cidadania | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Em um ano de atividade, celebrado nesta sexta-feira (29), o Direito Delas prestou 6.319 atendimentos em dez unidades, localizadas no Plano Piloto, Ceilândia, Guará, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, São Sebastião, Samambaia e Estrutural. Ainda este ano, será inaugurado o núcleo do Guará, ampliando a rede de acolhimento e suporte às vítimas de violência. O programa surgiu da reestruturação do Pró-Vítima, por meio do decreto nº 39.557/2018, para expandir o alcance dos serviços de apoio a quem sofre violência. Os serviços são ofertados por equipe técnica multiprofissional, formada por assistentes sociais, psicólogos, servidores especialistas em direito e legislação e profissionais da área administrativa. É previsto atendimento às vítimas diretas e seus familiares, além de acompanhamento psicossocial para famílias de órfãos, como requisito para o recebimento de auxílio financeiro. Parceria “As redes de apoio protegem e coíbem todas as formas de violações de direitos e ajudam a inserir as mulheres no mercado de trabalho, para que elas comecem um novo dia, mais leve, mais feliz” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania O suporte jurídico é prestado em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF), firmada por meio do acordo de cooperação técnica (ACT). Em um ano, já foram registradas 203 assistências, orientações e direcionamentos sobre direitos e mecanismos de defesa. Por meio da Subsecretaria de Apoio às Vítimas de Violência (Subav), a Sejus-DF também promove ações complementares ao programa, como Banco de Talentos, Papo Delas, Converse com Eles, Rejunte com Elas, Pelo Olhar Delas, Grupos Reflexivos e Mentes em Movimento. “Nossas ações de acolhimento e sobre empreendedorismo feminino funcionam como algo libertador”, afirma a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. “As redes de apoio protegem e coíbem todas as formas de violações de direitos e ajudam a inserir as mulheres no mercado de trabalho, para que elas comecem um novo dia, mais leve, mais feliz.” Novos horizontes O Direito Delas pode ser acionado diretamente pelos núcleos de atendimento ou por encaminhamento dos órgãos governamentais competentes. Nos dois casos, ocorre o acolhimento inicial; e, com a verificação de que a mulher se enquadra nos requisitos, são agendados seis encontros pelas semanas seguintes. Após esse período, a pessoa é inserida nos grupos de apoio semanais. A.N.L. conseguiu romper um relacionamento abusivo e teve apoio do programa: “Depois de muito tempo, consegui me reconhecer de novo. São palavras de conforto e encorajamento que fazem a diferença” Para a dona de casa A. N. L., 40, o suporte psicológico foi essencial. Natural da Bahia, ela conheceu o serviço de apoio no ano passado por indicação da escola em que estuda seu filho de 7 anos. “Estava em um relacionamento abusivo, sem ninguém da minha família aqui no DF, e me falaram do programa”, lembra. “Foi minha salvação. Meu filho chegou a ser atendido quando ainda era o Pró-Vítima, e eu continuei. Venho até hoje para os encontros em grupo”. “Aqui você consegue perceber que não está sozinha no mundo e que não é a única a passar por aquilo” I. S. R. Dois dias após ter contato com o Direito Delas, foi expedida uma medida protetiva contra o ex-companheiro da dona de casa. “Fiquei com o sentimento de culpa por muito tempo, mas as conversas me ajudaram a abrir a mente e ver que o que eu estava vivendo não era meu”, conta. “Depois de muito tempo, consegui me reconhecer de novo. São palavras de conforto e encorajamento que fazem a diferença. Tive coragem, por exemplo, de buscar o diagnóstico de autismo do meu filho, algo que não fazia por causa do ex-marido”. Programas Os encontros em grupo também foram destacados pela vendedora I. S. R., 42: “Aqui você consegue perceber que não está sozinha no mundo e que não é a única a passar por aquilo. Mostra que não somos culpadas”. Ela se separou do companheiro em 2020 e passou a conviver com perseguições e ameaças. “Em 2023, ele foi ao meu serviço e correu atrás de mim com uma faca”, relata. “Registrei o boletim de ocorrência, e ele sumiu. Em junho deste ano, voltou. Fui atrás dos meus direitos e consegui o dispositivo Viva Flor e o Provid [Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica]. Também me encaminharam para cá.” O Viva Flor é um equipamento de vigilância semelhante a um smartphone, que permite o acionamento remoto de socorro. Já o Provid, iniciativa da Polícia Militar do DF, realiza policiamento preventivo e educativo após atendimentos emergenciais às vítimas, atuando para prevenir a violência doméstica e familiar. “Com essas medidas, sinto que estou protegida e sei que terei ajuda se precisar”, afirma I.S.R. Atendimento Todos os serviços do Direito Delas são gratuitos. Podem ser beneficiadas mulheres em situação de violência doméstica e familiar, vítimas de crimes contra a pessoa idosa, crianças e adolescentes de 7 a 14 anos vítimas de estupro de vulnerável e vítimas de crimes violentos. Também podem receber o atendimento familiares das vítimas diretas – cônjuges ou companheiros, ascendentes e descendentes de primeiro grau e parentes colaterais de segundo grau, desde que não sejam os autores da violência. Veja os meios de ajuda a vítimas de violência no DF acessando a Cartilha Direito Delas.
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