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Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF)

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FAPDF aponta crescimento de 240% no número de startups deep techs mapeadas no DF

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   O Distrito Federal ampliou em 240% o número de startups de base científica mapeadas entre 2025 e 2026. O levantamento realizado pela Emerge Brasil (SP) e pela Cotidiano Aceleradora (DF), executoras do programa Deep Tech FAPDF, identificou 51 deep techs no Distrito Federal neste ano, diante de 15 negócios identificados no levantamento anterior. O resultado aponta para o crescimento do ecossistema científico-empreendedor da capital e reforça o potencial do DF na geração de negócios baseados em ciência, pesquisa aplicada e tecnologias avançadas. Os dados foram apresentados durante o Deep Tech Summit 2026, realizado nos dias 11 e 12 de agosto, no Complexo Inova USP, em São Paulo. Considerado pela organização como o maior evento de deep tech da América Latina, o encontro reuniu startups, investidores, corporações, pesquisadores e representantes do poder público para aproximar tecnologias de fronteira de oportunidades de mercado. A participação do Distrito Federal fez parte de uma missão empresarial do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae-DF), que levou 21 das 30 startups selecionadas no programa Deep Tech FAPDF. A agenda teve como objetivo aproximar os empreendedores do ecossistema nacional de inovação, ampliar conexões com investidores e corporações e proporcionar às empresas contato direto com atores que podem contribuir para o desenvolvimento e a inserção de suas tecnologias no mercado. “A FAPDF tem um papel fundamental em criar caminhos para que o conhecimento produzido por nossos pesquisadores se transforme em negócios, tecnologias e soluções para a sociedade. O crescimento de 240% no número de deep techs mapeadas mostra que existe um ambiente científico qualificado no Distrito Federal e que, quando aproximamos pesquisa, empreendedorismo, mercado e capital, conseguimos transformar esse potencial em novas oportunidades para o DF”, afirma Ana Paula Aragão, superintendente científica, tecnológica e de inovação da fundação. Os dados foram apresentados durante o Deep Tech Summit 2026 | Fotos: Divulgação/FAPDF Além da participação no Deep Tech Summit, a missão incluiu agenda técnica no ecossistema paulista de inovação e participação no Investor Day, no Cubo Itaú, maior hub de inovação e fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina. A programação também contempla visita ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, onde está localizado o Sirius, um dos mais avançados aceleradores de partículas do mundo. Conexão entre laboratório e mercado Deep techs são empresas construídas a partir de conhecimento científico, pesquisa aplicada e tecnologias avançadas. Muitas dessas soluções surgem em universidades, laboratórios e centros de pesquisa e apresentam ciclos de desenvolvimento mais longos, maior complexidade tecnológica e necessidade de investimentos para validação e entrada no mercado global. É justamente nesse ponto que atua o programa Deep Tech FAPDF, criado para aproximar ciência, empreendedorismo, mercado e capital. A iniciativa tem investimento total de R$ 9,8 milhões e foi estruturada para apoiar os negócios de forma progressiva, concentrando mais recursos nas soluções que demonstram maior potencial de evolução tecnológica e mercadológica. Na primeira etapa, todos os participantes receberam acesso a capacitação em inovação e mentorias para desenvolver suas propostas. Na sequência, 30 projetos foram selecionados para a fase 2, recebendo R$ 60 mil cada, destinados à criação do business case e pitch, apresentação verbal curta e direta de uma ideia ou produto, a fim de convencer possíveis investidores a fecharem negócio. Ao todo, essa etapa representa até R$ 1,8 milhão em recursos. Depois, os negócios que apresentarem maior potencial avançam para a etapa de aceleração e validação tecnológica. Dessas, dez startups serão selecionadas e receberão R$ 600 mil cada, totalizando até R$ 6 milhões. O recurso é destinado a atividades como provas de conceito, prototipagem, validação tecnológica, entrevista com cliente  e preparação para a entrada no mercado e captação de investimentos. Durante a apresentação no Deep Tech Summit, em São Paulo, foram destacados os resultados da primeira edição do programa de fomento a deep techs da FAPDF O programa prevê ainda uma terceira frente de apoio por meio do matching fund — modelo de financiamento coletivo turbinado. Nessa modalidade, para cada R$ 1 captado pela startup junto a investidores privados, o programa poderá aportar R$ 1 em recursos públicos, até o limite global de R$ 2 milhões. Dessa forma, o mecanismo busca estimular a entrada de capital privado e ampliar o volume de recursos destinado às empresas que demonstrarem capacidade de atrair investimentos. Durante a apresentação no Deep Tech Summit, em São Paulo, foram destacados os resultados da primeira edição do programa de fomento a deep techs da FAPDF. A iniciativa da fundação em parceria com as executoras Emerge Brasil (SP) e Cotidiano Aceleradora (DF), mobilizou 623 inscritos, recebeu 115 projetos submetidos, formando um portfólio de negócios de base científica em diferentes áreas tecnológicas, que ajudou a mapear parte do ecossistema de inovação do segmento no Distrito Federal, consolidando o DF no ranking de estados brasileiros mais relevantes de deep techs.  Entre os inscritos, 56,2% têm pós-graduação, incluindo mestrado ou doutorado. O levantamento também aponta que 38,2% são doutores e que 8,5% têm doutorado em andamento, o que demonstra o alto nível técnico-científico do público envolvido. Os projetos submetidos contemplam áreas como biotecnologia, inteligência artificial (IA) e dados, agritech, saúde, materiais avançados, nanotecnologia e energia. A análise do portfólio indica vocações do Distrito Federal em saúde avançada, biotecnologia, agro, bioeconomia, inteligência artificial e materiais. Para as startups participantes, a presença no Deep Tech Summit representa uma oportunidade de apresentar soluções a investidores, corporações, fundos de venture capital, instituições científicas e potenciais parceiros. Para a FAPDF, a missão permite acompanhar a maturidade dos projetos, observar sua interação com o mercado e reunir informações estratégicas para as próximas etapas do programa. Com o programa Deep Tech FAPDF, pesquisas desenvolvidas no Distrito Federal ganham novas condições para avançar além do ambiente acadêmico, acessar mercado, atrair investimentos e gerar soluções tecnológicas com impacto para a sociedade.   *Com informações da FAPDF

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Em parceria com a FAPDF, Biotic recebe a Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo

A Secretaria de Governança Digital e Integração do Distrito Federal (SGDI) realiza nesta sexta-feira (3), às 9h, na área externa do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), na Granja do Torto, a Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo, em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). A iniciativa reunirá projetos estratégicos voltados para a integração de dados, a inovação e a modernização da gestão pública, fortalecendo a integração entre os órgãos do Governo do Distrito Federal e ampliando a eficiência na prestação de serviços à população. Entre as ações que passam a integrar o Programa DF+Digital estão o Observatório do Turismo e o Observatório Olhar DF. A plataforma Olhar DF reunirá mais de 180 indicadores consolidados em parceria com diversos órgãos e entidades do GDF, ampliando o monitoramento de políticas públicas e apoiando a tomada de decisões baseada em evidências. Os indicadores também subsidiarão o processo de certificação de Brasília como Cidade Inteligente, Sustentável e Resiliente, contribuindo para a obtenção do selo Platina em Cidade Inteligente e dos selos Bronze em Cidade Sustentável e Cidade Resiliente. Durante o evento, também será lançado um programa de capacitação em inteligência artificial, desenvolvido em parceria com o Centro Integrado de Inteligência Artificial (Ciia) e a Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF). A iniciativa será voltada para a qualificação de servidores públicos para o uso estratégico de tecnologias de inteligência artificial na gestão pública. A iniciativa reunirá projetos estratégicos voltados à integração de dados, à inovação e à modernização da gestão pública | Foto: Lúcio Bernardo Jr,/Agência Brasília Outro destaque da programação será a publicação de nove normativos estratégicos. Desse total, quatro correspondem a políticas de governança que passam a orientar a atuação dos órgãos e entidades do GDF em temas como governança digital, inovação, integração de dados e transformação digital. Entregas da FAPDF Ao longo de todo o dia de programação, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal apresentará os resultados de iniciativas voltadas ao fortalecimento do ecossistema de inovação do Distrito Federal, com destaque para os programas Start BSB, Deep Tech, Tecnova e Centelha. A programação também contará com a exposição de soluções desenvolvidas por startups apoiadas pela fundação, apresentações institucionais, atividades de networking, painéis e encontros voltados ao empreendedorismo e à inovação, além de espaços de integração entre pesquisadores, empreendedores, investidores e representantes do poder público, reforçando o papel da ciência, da tecnologia e da inovação no desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo Data: Sexta (3) Horário: 9h às 18h Local: Área externa do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), na Granja do Torto Entrada livre. *Com informações da FAPDF

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Como soluções biológicas do campo podem transformar o cuidado ambiental nas cidades

E se o cuidado com jardins, áreas verdes e até o combate ao mosquito da dengue deixasse de depender de produtos químicos e passasse a funcionar com base em processos naturais? Essa é a lógica por trás da Arbor Garden, startup brasiliense que transforma ciência em soluções biológicas aplicadas ao ambiente urbano. A startup faz parte do eixo III do Start BSB, iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) voltada à aceleração de startups. A etapa é executada pela Camp/Cotidiano Aceleradora, que atua no fortalecimento de modelos de negócio e na preparação das empresas para expansão. Levar para dentro das cidades tecnologias que já revolucionaram o agronegócio brasileiro pode parecer simples na teoria — mas, na prática, ainda é uma lacuna pouco explorada. Foi exatamente nesse espaço que a empresa encontrou seu ponto de atuação: desenvolver bioinsumos capazes de fortalecer plantas, tratar ambientes urbanos e enfrentar desafios de saúde pública de forma mais integrada, segura e sustentável. Segundo Rayssa Monnerat, fundadora da startup, esse movimento nasce de uma percepção clara de mercado. “A gente percebeu que o que já funciona muito bem no campo ainda não tinha chegado de forma estruturada às cidades. Nosso objetivo sempre foi trazer essas soluções biológicas para o ambiente urbano de forma simples, acessível e eficiente, mostrando que é possível cuidar de plantas, de espaços e até de questões de saúde pública sem depender de químicos.” A Arbor Biotecnologia atua no desenvolvimento e análise de soluções biológicas voltadas ao cuidado ambiental e à inovação em bioinsumos | Fotos: Divulgação/FAPDF Do campo para a cidade A Arbor Garden nasceu da percepção de que o uso de bioinsumos — produtos desenvolvidos a partir de microrganismos e processos naturais — já é consolidado no campo, mas ainda pouco presente no cotidiano urbano. Fundada por quatro sócios, em uma estrutura familiar que reúne competências complementares, a startup se posiciona como uma ponte entre ciência e aplicação prática. O objetivo é tornar acessíveis tecnologias biológicas de alta performance para o cuidado com plantas, ambientes urbanos e sistemas naturais. Em 2026, a empresa ampliou sua atuação com a criação da Arbor Biotecnologia, uma spin-off voltada à pesquisa, desenvolvimento de novas formulações e capacitação técnica, expandindo seu alcance para além da jardinagem. Ciência que vira solução no dia a dia As tecnologias desenvolvidas pela Arbor Garden têm como base os bioinsumos, que atuam diretamente no equilíbrio biológico do ambiente. No caso do fertilizante à base de microalgas, como o Arborella, o uso é simples: diluído na água, ele é aplicado na rega e fornece nutrientes, aminoácidos, vitaminas e minerais que fortalecem as plantas. Mais do que nutrir, o produto atua como bioestimulante, promovendo crescimento equilibrado e maior resistência. Já no controle biológico, soluções como o Arbor Guard utilizam microrganismos específicos para interromper o ciclo de vida de mosquitos — como o Aedes aegypti — ainda na fase larval. A atuação é direcionada, atingindo apenas o organismo-alvo, sem comprometer o restante do ecossistema. Na prática, isso representa uma mudança de abordagem: em vez de ações pontuais com químicos, entra em cena uma gestão biológica mais duradoura e alinhada aos processos naturais. No ambiente doméstico, o uso contínuo dos bioinsumos se traduz em plantas mais saudáveis, com crescimento equilibrado e maior resistência a estresse. Ao mesmo tempo, o uso em ambientes internos se torna mais seguro, especialmente em casas com crianças e pets. A proposta da Arbor Garden acompanha uma transformação mais ampla na forma como cidades e consumidores lidam com o meio ambiente Em contextos maiores, como condomínios, áreas comerciais e espaços urbanos, as soluções permitem ampliar o cuidado para além da estética. Entram em cena aplicações voltadas ao tratamento de ambientes, à degradação de matéria orgânica e ao manejo de água parada, contribuindo para uma gestão mais eficiente e integrada. Para a fundadora, esse modelo representa mais do que uma inovação técnica. “Mais do que vender um produto, a gente trabalha com uma mudança de mentalidade. É sair de uma lógica de combate pontual e começar a olhar para o ambiente de forma integrada, entendendo que plantas, água, solo e saúde urbana estão conectados — e que a biotecnologia pode atuar de forma preventiva, não só corretiva”, explica Rayssa. Um mercado em transformação A proposta da Arbor Garden acompanha uma transformação mais ampla na forma como cidades e consumidores lidam com o meio ambiente. A substituição de insumos químicos por soluções biológicas ganha espaço globalmente, impulsionada por preocupações com saúde, sustentabilidade e qualidade de vida. No Brasil, esse movimento começa a se consolidar também no ambiente urbano. Os números da startup refletem esse cenário: já são mais de 2 mil litros de produtos comercializados, presença em diferentes canais de venda e uma base crescente de clientes, que inclui desde consumidores domésticos até gestores de áreas verdes e empreendimentos urbanos. A Arbor Garden opera com um modelo híbrido, que combina venda direta, e-commerce e atuação no mercado empresarial (B2B). De um lado, atende quem cuida de plantas em casa; de outro, atua junto a condomínios, empresas de paisagismo, shoppings e gestores de áreas verdes, oferecendo soluções integradas de cuidado ambiental. A empreendedora destaca que essa mudança já é perceptível no comportamento do público. “Existe uma busca crescente por soluções mais seguras e sustentáveis, e isso tem impulsionado a adoção dos bioinsumos também no ambiente urbano”, afirma Rayssa. Agora, a empresa avança na ampliação do portfólio e na expansão de mercado, com foco no desenvolvimento de novas soluções biológicas voltadas à regeneração do solo, ao tratamento de ambientes e ao controle preventivo de vetores urbanos. *Com informações da FAPDF

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Com apoio da FAPDF, projeto usa dados e inteligência artificial para otimizar gestão hospitalar no DF

A saúde pública do Distrito Federal está prestes a dar um salto tecnológico significativo. Um projeto apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do Programa Desafio DF (2025), propõe a criação de uma plataforma inteligente capaz de acompanhar, em tempo real, toda a jornada do paciente dentro do sistema de saúde — da entrada no hospital até a alta. Intitulada “Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente”, a iniciativa é coordenada pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP) e será inicialmente implementada no Hospital Regional do Gama (HRG), com previsão de expansão para outras unidades da rede pública. A previsão para o início da implementação é em setembro deste ano. À frente do projeto está o coordenador Marcelo Estrela Fiche, pesquisador com trajetória consolidada na área de economia aplicada, gestão pública e inovação, com experiência em órgãos estratégicos do Governo Federal e atuação em projetos voltados para a transformação digital e para o uso de dados na administração pública. “A ciência não está restrita aos laboratórios, ela está à disposição da população para resolver problemas reais. É isso que a FAPDF promove ao investir em pesquisa aplicada e tecnologia: transformar conhecimento em soluções concretas que melhoram a saúde pública no Distrito Federal", destaca Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF.  Mais do que digitalizar processos, o projeto propõe uma mudança estrutural: sair de um modelo reativo — em que problemas são identificados apenas depois que acontecem — para um modelo preditivo, capaz de antecipar riscos e evitar falhas assistenciais. A implementação da solução deve gerar impactos significativos na rede pública de saúde do DF | Foto: Divulgação/FAPDF Da fragmentação à inteligência integrada Hoje, grande parte do atendimento na rede pública ocorre de forma fragmentada, com informações distribuídas em diferentes sistemas que não “conversam” entre si — um problema conhecido como falta de interoperabilidade, ou seja, a incapacidade de diferentes plataformas digitais compartilharem dados de forma integrada. Esse cenário contribui para atrasos em exames, falhas na administração de medicamentos, dificuldades de acompanhamento de pacientes em risco e aumento do tempo de internação. Para enfrentar esse desafio, o projeto propõe uma plataforma capaz de integrar, em tempo real, dados assistenciais, operacionais e administrativos, criando uma visão completa e contínua do paciente. Na prática, isso se materializa na criação de um perfil clínico unificado, que reúne exames, prescrições, internações e atendimentos em um único ambiente. Essas informações são organizadas em um datalake — um grande repositório que permite armazenar dados em diferentes formatos e analisá-los de forma integrada — alimentado por processos de ETL (Extract, Transform, Load), que extraem dados de múltiplas fontes, padronizam essas informações e as consolidam em um sistema central. A iniciativa é coordenada pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP) e será inicialmente implementada no Hospital Regional do Gama (HRG) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF A partir dessa base integrada, a solução incorpora inteligência artificial (IA) clínica, que utiliza algoritmos para analisar grandes volumes de dados e identificar padrões que podem indicar riscos à saúde do paciente. Essa análise combina dados estruturados, como resultados de exames, com dados não estruturados, como anotações médicas, ampliando a capacidade de detecção de problemas. Com isso, o sistema consegue identificar precocemente sinais de agravamento — como risco de sepse (infecção grave que pode afetar o funcionamento de todo o organismo) ou insuficiência respiratória — e acionar automaticamente protocolos assistenciais. Além disso, a plataforma atua como uma camada de supervisão contínua: ao identificar atrasos ou inconsistências, envia alertas em tempo real para as equipes responsáveis. Se um exame ultrapassar o tempo previsto, por exemplo, o sistema notifica imediatamente os profissionais envolvidos, permitindo ação rápida e reduzindo falhas assistenciais. Segurança, gestão e inteligência para decisões públicas Como o projeto envolve o tratamento de dados sensíveis, a segurança da informação é um eixo central. Para isso, são utilizados mecanismos como anonimização, que impede a identificação direta do paciente, e blockchain, tecnologia que registra todas as operações de forma imutável e rastreável, garantindo transparência e integridade das informações. “A ciência não está restrita aos laboratórios, ela está à disposição da população para resolver problemas reais. É isso que a FAPDF promove ao investir em pesquisa aplicada e tecnologia: transformar conhecimento em soluções concretas que melhoram a saúde pública no Distrito Federal" Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF A solução também está alinhada à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando o uso ético e seguro das informações. Além do acompanhamento individual, o sistema incorpora um módulo de inteligência epidemiológica, capaz de analisar dados em escala populacional para identificar surtos, mapear padrões regionais de atendimento e prever aumentos de demanda por determinados serviços. Isso permite que a gestão pública atue de forma antecipada, organizando recursos, equipes e infraestrutura com base em evidências.  A implementação da solução deve gerar impactos significativos na rede pública de saúde do DF, tanto do ponto de vista clínico quanto operacional, com redução de eventos adversos, diminuição do tempo de internação e melhoria no uso de recursos hospitalares. Inovação aplicada à saúde pública e estratégia de transformação digital A proposta integra o Programa Desafio DF, iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) voltada para o desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios concretos da gestão pública, com foco na aplicação prática do conhecimento científico e tecnológico. Com investimento superior a R$ 3,8 milhões e execução prevista ao longo de 12 meses, o projeto de monitoramento da jornada do paciente se insere nesse contexto como uma iniciativa estruturante, capaz de redefinir a forma como o cuidado em saúde é planejado, executado e avaliado no Distrito Federal.   *Com informações da FAPDF

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Startup apoiada pela FAPDF cria rede de apoio para mulheres em viagens

Viajar sozinha ainda é, para muitas mulheres, uma experiência atravessada pelo medo. A insegurança, a falta de informação confiável e a ausência de redes de apoio fazem com que, muitas vezes, o desejo de explorar novos lugares seja deixado de lado. É nesse contexto que surge a startup Sutiãs que Voam, iniciativa brasiliense apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do programa Start BSB (Eixo I, fase de ideação) e executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que propõe uma nova forma de pensar o turismo: mais segura, mais conectada e orientada pelas necessidades reais das mulheres. Idealizada pela empreendedora Juliana Ferreira, a solução nasce de uma experiência pessoal e se transforma em uma ideia coletiva de cuidado, conexão e autonomia. A proposta é direta: permitir que mulheres viagem com mais tranquilidade e liberdade, a partir de roteiros verificados por outras mulheres, conectando viajantes a empreendedoras locais e criando uma rede baseada em confiança. A startup foi idealizada pela empreendedora Juliana Ferreira | Foto: Divulgação/FAPDF Quando a experiência pessoal encontra uma solução coletiva A ideia surgiu durante um intercâmbio de doutorado, quando Juliana se viu sozinha na Europa e precisou lidar com situações de vulnerabilidade que evidenciaram um problema maior: o turismo ainda não está preparado para acolher mulheres de forma plena. “Hoje, existem muitas plataformas de turismo, mas poucas consideram, de fato, as necessidades das mulheres, especialmente em relação à segurança e ao acolhimento", diz.  A percepção de que esse não era um caso isolado, mas uma realidade compartilhada, foi o ponto de virada para transformar a experiência pessoal em um negócio estruturado. Mais do que facilitar viagens, o projeto nasce com um propósito claro: transformar vulnerabilidade em autonomia. Uma rede de proteção com tecnologia e segurança Na prática, o Sutiãs que Voam funcionará como uma plataforma digital colaborativa que conecta viajantes a uma rede de prestadoras de serviço formada majoritariamente por mulheres — como guias, motoristas, fotógrafas, artesãs e anfitriãs locais. A solução atua em duas frentes: amplia a segurança de quem viaja e, ao mesmo tempo, fortalece o trabalho de empreendedoras locais, promovendo visibilidade, geração de renda e profissionalização. Além das viajantes solo, a proposta também considera outras realidades frequentemente negligenciadas pelo setor, como mulheres que viajam com filhos — incluindo crianças com necessidades específicas — e pessoas que desejam viajar acompanhadas de seus pets. Os roteiros são construídos a partir de uma lógica de curadoria colaborativa, que envolve indicação local, validação técnica e avaliação contínua pelas próprias usuárias, criando um ambiente baseado em validação coletiva e experiências compartilhadas. “Não se trata apenas de organizar informações, mas de construir um ambiente confiável onde a viajante se sente amparada desde o planejamento até a experiência", conta Juliana.  A plataforma incorpora mecanismos estruturados, como pagamentos realizados diretamente pelo sistema, tecnologias de detecção de comportamentos suspeitos, canal de denúncias e suporte contínuo ao longo da jornada. Outro diferencial está no sistema de verificação das prestadoras, organizado em múltiplos níveis, que inclui análise documental, checagem de antecedentes, validação técnica e, em alguns casos, visitas presenciais, garantindo maior confiabilidade para quem utiliza o serviço. Para a usuária, a experiência é simples: navegar por roteiros verificados, realizar a reserva pela plataforma, receber as informações da viagem e vivenciar a experiência com mais tranquilidade. “Hoje, existem muitas plataformas de turismo, mas poucas consideram, de fato, as necessidades das mulheres, especialmente em relação à segurança e ao acolhimento" Juliana Ferreira, idealizadora da startup Um problema real e um impacto que vai além da viagem A proposta dialoga diretamente com um movimento crescente no mundo: o aumento das viagens solo femininas e a busca por experiências mais personalizadas e com propósito. Segundo dados do projeto, o turismo representa cerca de 7,8% do PIB brasileiro, e há uma demanda crescente de mulheres interessadas em viajar — mas que ainda encontram barreiras estruturais. O problema, portanto, não é falta de interesse, mas de oferta qualificada. “Ao mesmo tempo em que proporciona mais segurança para quem viaja, também fortalece economicamente mulheres que atuam nos territórios locais", destaca a idealizadora da iniciativa.  Do Distrito Federal para uma rede global de mulheres Com lançamento previsto para este ano, a fase inicial prioriza a validação da proposta e a construção de confiança, com previsão de operação inicial baseada em roteiros verificados e parcerias locais. A estratégia prevê a expansão gradual para outras regiões do Brasil, respeitando as especificidades culturais de cada território e mantendo a lógica de curadoria colaborativa. A expectativa é que a plataforma alcance escala nacional e, futuramente, internacional, consolidando uma rede de apoio entre mulheres viajantes. O programa contribui com suporte técnico, estratégico e institucional, fundamentais para transformar uma experiência individual em uma solução estruturada e com potencial de escala.   *Com informações da FAPDF

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Pesquisa apoiada pela FAPDF busca explicar circulação de líquido essencial ao funcionamento do sistema ocular

Como o líquido responsável por manter o equilíbrio e a pressão dentro do olho humano circula? Essa é a pergunta que orienta uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), que utiliza modelagem matemática e simulações computacionais para investigar o comportamento do chamado humor aquoso. O projeto conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), que tem papel fundamental no fomento de pesquisas científicas e tecnológicas na região. Coordenado pelo professor André von Borries Lopes, do Departamento de Engenharia Mecânica da UnB, o estudo busca compreender como esse fluido se movimenta na chamada câmara anterior do olho, região localizada entre a córnea e a íris. A dinâmica desse processo é essencial para o funcionamento adequado do sistema ocular e está relacionada a doenças como o glaucoma, uma das principais causas de cegueira no mundo. Segundo o coordenador do estudo, o fomento da FAPDF é essencial para possibilitar investigações que exigem infraestrutura computacional e trabalho interdisciplinar. “O apoio da FAPDF é fundamental para viabilizar pesquisas dessa natureza. O desenvolvimento de modelos matemáticos e simulações computacionais exige infraestrutura, formação de estudantes e tempo de investigação científica. Esse tipo de fomento fortalece a produção de conhecimento e amplia a capacidade de pesquisa no Distrito Federal”, destaca o professor. Simulações permitem observar fenômenos invisíveis Os pesquisadores utilizam modelos matemáticos capazes de reconstruir virtualmente o ambiente interno do olho | Foto: Divulgação/FAPDF Estudar o que acontece dentro do olho humano é um desafio científico, já que muitos fenômenos ocorrem em escalas microscópicas e não podem ser observados diretamente em exames clínicos. Para superar essa limitação, os pesquisadores utilizam modelos matemáticos capazes de reconstruir virtualmente o ambiente interno do olho, combinando informações sobre a geometria ocular, propriedades físicas do fluido e condições fisiológicas. “O apoio da FAPDF é fundamental para viabilizar pesquisas dessa natureza. O desenvolvimento de modelos matemáticos e simulações computacionais exige infraestrutura, formação de estudantes e tempo de investigação científica. Esse tipo de fomento fortalece a produção de conhecimento e amplia a capacidade de pesquisa no Distrito Federal” André von Borries Lopes, coordenador da pesquisa “Com os modelos matemáticos conseguimos reproduzir virtualmente o ambiente da câmara anterior do olho. Isso permite investigar diferentes cenários, testar hipóteses e compreender como o escoamento do humor aquoso se organiza em diferentes condições”, explica o professor André von Borries Lopes. Essas simulações ajudam os pesquisadores a identificar quais fatores físicos influenciam a circulação do fluido dentro do olho, incluindo diferenças de temperatura, características da geometria ocular e condições de drenagem. Física e medicina se encontram para compreender doenças oculares Ao simular o comportamento do humor aquoso, os pesquisadores conseguem avaliar como o sistema ocular reage a alterações na drenagem do fluido ou a mudanças na geometria da câmara anterior — situações que podem estar associadas ao aumento da pressão intraocular.  Esse tipo de análise ajuda a transformar fenômenos que não podem ser observados diretamente em padrões científicos mensuráveis. “A modelagem permite conectar o que a física prevê com aquilo que os médicos observam na prática clínica. Ao entender melhor como o fluido circula dentro do olho, conseguimos interpretar de forma mais clara fenômenos associados ao aumento da pressão intraocular”, afirma o pesquisador. No futuro, a evolução dessa linha de pesquisa pode permitir o desenvolvimento de modelos cada vez mais precisos do funcionamento do olho humano, contribuindo para o planejamento de tratamentos e para a compreensão de diferentes condições oculares. *Com informações da FAPDF

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Projeto apoiado pela FAPDF investiga desafios e limites para uso responsável da inteligência artificial no Brasil

A inteligência artificial (IA) já está presente em diferentes dimensões da nossa rotina — no celular, no ambiente de trabalho, nos serviços públicos. Ela recomenda conteúdos e produtos, seleciona currículos, auxilia em diagnósticos médicos, apoia análises jurídicas e organiza enormes bases de dados com uma rapidez impressionante. Mas, diante de tantas aplicações, uma pergunta se impõe: como essa tecnologia realmente funciona — e até onde ela pode ir? É a partir dessa reflexão que nasce o projeto “Inteligência Artificial: desafios e limites”, desenvolvido no Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília (UnB). O projeto é apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF) por meio do Demanda Espontânea (2023), edital que faz parte do Programa de Pesquisa Básica da FAPDF, direcionado a projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação que buscam validar hipóteses, desenvolver conceitos e consolidar bases experimentais, posicionando-se assim na esteira de níveis iniciais de maturidade tecnológica (TRL 1 a 3). Coordenado pelo professor Philippe Claude Thierry Lacour, o estudo se dedica a examinar os fundamentos epistemológicos da IA — isto é, as bases que sustentam a forma como esses sistemas produzem resultados. “A inteligência artificial opera principalmente por cálculo formal, probabilidade e indução. O problema é que esses mecanismos não esgotam as formas de racionalidade que estruturam o conhecimento humano”, afirma o professor. “O fomento da FAPDF foi crucial para estruturar uma dinâmica coletiva de investigação, formar estudantes e ampliar cooperações internacionais. Nosso objetivo é consolidar, no Distrito Federal, um polo de reflexão crítica sobre inteligência artificial" Philippe Lacour, coordenador do estudo Para Philippe Lacour, o apoio da FAPDF foi decisivo para consolidar o grupo de pesquisa. “O fomento da FAPDF foi crucial para estruturar uma dinâmica coletiva de investigação, formar estudantes e ampliar cooperações internacionais. Nosso objetivo é consolidar, no Distrito Federal, um polo de reflexão crítica sobre inteligência artificial.” O núcleo da pesquisa: cálculo não é compreensão Um dos eixos centrais do projeto é demonstrar que os grandes modelos contemporâneos de IA são extremamente eficientes na identificação de padrões, mas não produzem explicações causais no sentido científico clássico. A pesquisa distingue dois níveis fundamentais: correlação estatística, que identifica padrões recorrentes em grandes bases de dados; explicação científica, que envolve causalidade, fundamentação teórica e interpretação. Segundo Lacour, a IA funciona como instrumento heurístico — capaz de organizar informações e formular hipóteses —, mas não substitui o processo explicativo que caracteriza a ciência: “A IA é racional, mas não é uma ciência completa. Ela identifica regularidades, mas isso não equivale a explicar causas.” Essa distinção é especialmente relevante em áreas como saúde, direito e formulação de políticas públicas, nas quais decisões exigem justificativas transparentes e fundamentadas. Tradução automática: onde tudo começou Para aprofundar essa análise, o projeto retoma o campo da tradução automática — área que deu origem histórica à própria inteligência artificial. Ao examinar os limites da tradução de textos culturais e filosóficos, a pesquisa demonstra que o sentido não se reduz à frequência estatística de palavras. Traduzir envolve interpretação, comparação de contextos e escolhas qualitativas. Esse exemplo ajuda a evidenciar um ponto central da investigação: existem dimensões da racionalidade humana que não podem ser integralmente formalizadas por algoritmos. Críticas internas e impactos sociais O estudo também sistematiza críticas contemporâneas à IA em dois níveis. As críticas internas dizem respeito aos próprios limites do cálculo formal, da probabilidade e da indução. Já as críticas externas envolvem impactos sociais e políticos, como: vieses algorítmicos; riscos à privacidade de dados; concentração de poder tecnológico; consumo de energia elevado. Mais do que analisar ferramentas específicas, a iniciativa contribui para a construção de fundamentos teóricos capazes de orientar políticas públicas, regulamentações e decisões institucionais | Foto: Divulgação/FAPDF O funcionamento das atuais aplicações de inteligência artificial baseia-se, em grande parte, nos chamados grandes modelos de linguagem, que constituem a base tecnológica de muitos sistemas utilizados hoje. Para serem treinados, esses modelos dependem de infraestrutura computacional de alto desempenho, operando em supercomputadores capazes de processar enormes volumes de dados de forma contínua. Esse processo exige grande quantidade de energia elétrica e sistemas intensivos de resfriamento para evitar o superaquecimento dos equipamentos. Mesmo após o treinamento, o consumo energético continua. Cada interação realizada por usuários é processada em servidores remotos, mantidos em data centers (centros de processamento e armazenamento de dados) que também consomem energia de forma permanente. Quanto maior e mais complexo o modelo, maior tende a ser esse custo. [LEIA_TAMBEM]Por isso, a expansão acelerada da IA tem levantado debates sobre sustentabilidade ambiental e responsabilidade no uso da tecnologia, especialmente em um cenário global de transição energética. Formação e consolidação de um polo crítico O projeto fomenta bolsas de iniciação científica e apoio técnico, produção acadêmica e cooperação internacional, fortalecendo a Universidade de Brasília como referência no debate filosófico sobre inteligência artificial. Mais do que analisar ferramentas específicas, a iniciativa contribui para a construção de fundamentos teóricos capazes de orientar políticas públicas, regulamentações e decisões institucionais. Compreender a IA é condição para utilizá-la de forma responsável e fortalecer esse debate no Distrito Federal, o que significa posicionar a região no centro de uma discussão estratégica que influencia o presente e o futuro da sociedade. *Com informações da FAPDF

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FAPDF abre calendário 2026 com editais voltados à difusão científica

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lança o primeiro bloco de editais de 2026, marcando o início do calendário anual de fomento à ciência, tecnologia e inovação no Distrito Federal. As chamadas fazem parte do Programa de Difusão Científica, que incentiva a divulgação do conhecimento, a troca de experiências e a ampliação da presença da comunidade científica do DF em espaços de circulação científica, no Brasil e no exterior. O Programa reúne as chamadas FAPDF Publica, FAPDF Movimenta e FAPDF Participa. O lançamento está alinhado às estratégias e aos esforços de popularização da ciência no Distrito Federal e em todo o país, aproximando a pesquisa do cidadão e fortalecendo a ciência como ferramenta de transformação social. Os editais da FAPDF são os mais aguardados no ano por pesquisadores, estudantes e empreendedores, o que reforça o papel do Governo do Distrito Federal (GDF) como principal impulsionador da pesquisa e da inovação no território. Somente no ano passado, o GDF investiu R$ 140 milhões em pesquisas e projetos inovadores no DF, por meio de editais e iniciativas da Fundação que conectam universidades, setor produtivo e governo, com impactos reais para a sociedade e para a economia local. FAPDF Publica: apoio à publicação científica de alto impacto “Neste ano, a FAPDF antecipa o lançamento dos editais, o que permite que já na primeira quinzena do ano, pesquisadores, estudantes e empreendedores tenham acesso às oportunidades de fomento a projetos. Até o final do bimestre, novos editais serão lançados, especialmente voltados ao setor produtivo e à pesquisa aplicada”, afirma Leonardo Reisman, presidente da FAPDF. Os editais da FAPDF são os mais aguardados no ano por pesquisadores, estudantes e empreendedores, o que reforça o papel do Governo do Distrito Federal (GDF) como principal impulsionador da pesquisa e da inovação no território | Fotos: Divulgação/FAPDF A chamada FAPDF Publica incentiva a publicação de artigos científicos em revistas e periódicos nacionais e internacionais, ampliando a visibilidade das pesquisas desenvolvidas no Distrito Federal e fortalecendo a presença da produção científica local no cenário acadêmico. Um exemplo do alcance desse apoio foi a publicação do artigo da pesquisadora Isabella da Silva Almeida na Scientific Reports, revista científica internacional de acesso aberto vinculada ao grupo Nature, reforçando a qualidade da ciência produzida no DF. Para 2026, a chamada destina R$ 1,5 milhão para custear despesas relacionadas à publicação. O apoio pode chegar a R$ 10 mil por artigo publicado no Brasil e até R$ 20 mil para publicações internacionais. A chamada contempla estudantes e pesquisadores da graduação ao pós-doutorado vinculados a instituições de ensino e pesquisa, empresas de base tecnológica, organizações da sociedade civil e startups do DF, desde que a publicação esteja relacionada a projetos apoiados pela FAPDF. Também estão incluídos custos como taxas cobradas pelas revistas, além de tradução e revisão dos textos. “Neste ano, a FAPDF antecipa o lançamento dos editais, o que permite que já na primeira quinzena do ano, pesquisadores, estudantes e empreendedores tenham acesso às oportunidades de fomento a projetos. Até o final do bimestre, novos editais serão lançados, especialmente voltados ao setor produtivo e à pesquisa aplicada” Leonardo Reisman, presidente da FAPDF FAPDF Movimenta: incentivo à realização de eventos científicos no DF Já a chamada FAPDF Movimenta apoia a realização de eventos científicos acadêmicos no Distrito Federal, como congressos, simpósios, workshops, seminários, mostras, feiras, jornadas científicas, fóruns e ciclos de palestras. A iniciativa fortalece o diálogo entre pesquisadores, amplia a circulação do conhecimento e contribui para aproximar a ciência da sociedade. A chamada é voltada a pesquisadores e profissionais de ciência, tecnologia e inovação, vinculados a instituições públicas ou privadas de ensino e pesquisa, centros de pesquisa, institutos e empresas de base tecnológica sediadas no DF. Um desses projetos é o III International Workshop on Quantum Nonstationary Systems, realizado no Centro Internacional de Física da Universidade de Brasília (CIF/UnB). O encontro reuniu pesquisadores do Brasil e do exterior e resultou na publicação de um livro científico internacional, com estudos inéditos e capítulos assinados por especialistas de diferentes países. Para 2026, o Movimenta prevê investimento de R$ 5 milhões. Desse total, R$ 2,5 milhões serão destinados a eventos do primeiro semestre (até julho) e R$ 2,5 milhões para o segundo semestre (até dezembro), com exceção do período eleitoral deste ano. FAPDF Participa: apoio à formação e à inserção científica A chamada FAPDF Participa, que nesta edição é exclusiva para estudantes, apoia a participação em eventos, cursos de curta duração e visitas técnicas nas áreas científica, tecnológica e de inovação, no Brasil ou no exterior. Podem participar estudantes regularmente matriculados na graduação (vinculados a programas de Iniciação Científica, Tecnológica ou Extensão), na pós-graduação lato sensu e na pós-graduação stricto sensu (mestrado ou doutorado), na condição de discentes. Com o Participa, a FAPDF apoia atividades como congressos, seminários, simpósios, workshops, cursos e visitas técnicas, contribuindo para ampliar redes de colaboração e fortalecer a circulação do conhecimento produzido no DF. Com o Participa, a FAPDF apoia atividades como congressos, seminários, simpósios, workshops, cursos e visitas técnicas, contribuindo para ampliar redes de colaboração e fortalecer a circulação do conhecimento produzido no DF Entre os resultados já alcançados com apoio do edital está a participação de Amanda Mendes de Lima, estudante vinculada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB), no 16º Seminário Docomomo Brasil, realizado na UFRGS, em Porto Alegre. No evento, ela apresentou trabalho desenvolvido no Distrito Federal, ampliando a presença da pesquisa local no debate nacional sobre arquitetura e urbanismo. Outro exemplo é a visita técnica à University of Maryland, nos Estados Unidos, realizada com apoio do programa, que possibilitou ao estudante Victor Leão vivenciar atividades acadêmicas e institucionais, além de apresentar seu trabalho no seminário do Laboratório de Computação Linguística e Processamento de Informação da universidade. Para 2026, o FAPDF Participa contará com investimento total de R$ 2,5 milhões, distribuídos ao longo do ano, garantindo apoio contínuo à participação em atividades acadêmicas nacionais e internacionais. Durante todo o mês de janeiro serão lançadas outras chamadas públicas e novos programas ao longo do primeiro trimestre, ampliando as oportunidades para a comunidade científica e o ecossistema de inovação do Distrito Federal. As publicações ocorrerão sempre às terças e quintas-feiras, conforme o cronograma previsto para o período. Clique aqui e acesse todos os editais FAPDF 2026.  *Com informações da FAPDF

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