SUS completa 36 anos com histórias que mostram a importância da saúde pública
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Descobrir uma doença depois de meses buscando respostas. Fazer um exame que afasta a necessidade de uma cirurgia. Encontrar profissionais que oferecem atenção em meio a uma internação. Experiências como essas ajudam a traduzir, para além dos números, a presença do Sistema Único de Saúde (SUS) na vida dos brasileiros. Neste sábado (19/9), a Lei nº 8.080, que regulamentou a organização e o funcionamento do SUS, completa 36 anos. Sancionada em 19 de setembro de 1990, a legislação consolidou princípios e diretrizes do sistema de saúde previsto pela Constituição Federal de 1988. No Distrito Federal, unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) fazem parte dessa rede. No cotidiano dos serviços, histórias de pacientes e familiares mostram diferentes formas pelas quais a assistência se torna presente justamente quando alguém mais precisa. Waldemar Rodrigues de Rezende procurou o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) depois de passar meses em tratamento na rede privada para uma suposta infecção urinária, mas uma investigação clínica mais aprofundada identificou um tumor na próstata | Fotos: Divulgação/IgesDF Aos 68 anos, Waldemar Rodrigues de Rezende procurou o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) depois de passar meses em tratamento na rede privada para uma suposta infecção urinária. Na unidade, uma investigação clínica mais aprofundada identificou um tumor na próstata, permitindo que ele recebesse o acompanhamento adequado. “Do administrativo à assistência, eu não tive problema algum, pelo contrário: encontrei pessoas carismáticas, prestativas, resolutivas e atenciosas. Se eu não tivesse vindo para este hospital, talvez não tivesse descoberto o tumor”, relata. João Carvalho, 48, morador de Sobradinho II, chegou a uma unidade de pronto atendimento (UPA) com dores na região abdominal e suspeita inicial de apendicite. Depois de permanecer internado por alguns dias, foi encaminhado ao HRSM para realizar uma tomografia do abdômen. O exame descartou a suspeita e afastou a necessidade de cirurgia. “Esta investigação foi importante para esclarecer a causa dos sintomas que eu sentia e evitar um procedimento desnecessário”, conta João. Jonatas Carvalho de Oliveira precisou do HBDF após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) Aos 31 anos, Jonatas Carvalho de Oliveira precisou do HBDF após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Ele permaneceu internado por duas semanas para observação e recebeu atendimento da equipe de neurologia. “Fui atendido pelos melhores neurologistas do país e, assim que subi ao quarto, tive um excelente tratamento. Percebi que, apesar de algumas mazelas, é possível, sim, contar com a saúde pública de Brasília”, relata. O alcance do SUS vai muito além da assistência hospitalar. O sistema reúne serviços que vão da atenção primária aos atendimentos de média e alta complexidade, além de ações de vacinação, vigilância em saúde, transplantes, urgência e emergência. Embora mais de 52 milhões de brasileiros tenham plano de saúde, a maior parte da população depende exclusivamente dos serviços públicos. Segundo estudo da República.org, elaborado com base em dados do DataSUS, 75,3% dos habitantes do país utilizam exclusivamente os serviços oferecidos pelo SUS. IgesDF é 100% SUS No Distrito Federal, o IgesDF integra a rede pública de saúde e realiza atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde. O Instituto administra o Hospital de Base do Distrito Federal, o Hospital Regional de Santa Maria, o Hospital Cidade do Sol e 13 unidades de pronto atendimento. Os serviços atendem usuários do SUS de acordo com os fluxos da rede pública e o perfil assistencial de cada unidade. É nessa estrutura que histórias como as de Waldemar, João e Jonatas ajudam a mostrar, para além dos números, como o sistema está presente na vida de quem precisa de assistência. *Com informações do IgesDF
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Novos equipamentos ampliam capacidade de esterilização de materiais do HRSM
Cirurgias, partos e outros procedimentos realizados no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) passam a contar com um suporte mais ágil após a modernização da Central de Material Esterilizado (CME), setor responsável pela limpeza, desinfecção e esterilização dos instrumentos utilizados em procedimentos médicos. A unidade recebeu novos equipamentos que ampliam a capacidade do setor e reduzem o tempo necessário para disponibilizar novamente os instrumentais utilizados na assistência aos pacientes. São três máquinas que automatizam parte do processo de higienização e uma autoclave, utilizada na esterilização dos materiais. A iniciativa fortalece o suporte às equipes que atuam em áreas como pronto-socorro, centro cirúrgico e centro obstétrico. Três máquinas automatizam parte do processo de higienização | Fotos: Divulgação/IgesDF De acordo com a chefe do Serviço da CME, Camilla Soares, o trabalho realizado pelo setor é indispensável para garantir a continuidade dos atendimentos. “Sem esse processo, áreas essenciais, como o pronto-socorro, o centro cirúrgico e o centro obstétrico, poderiam ter suas atividades comprometidas. Todo instrumental utilizado precisa passar por etapas de limpeza, desinfecção e esterilização antes de voltar a ser utilizado com segurança”, explica. “Sem esse processo, áreas essenciais, como o pronto-socorro, o centro cirúrgico e o centro obstétrico, poderiam ter suas atividades comprometidas" Camilla Soares, chefe do Serviço da CME Atualmente, a CME processa cerca de 570 artigos por dia, o equivalente a aproximadamente 13 mil por mês. Além de atender às necessidades do HRSM, o setor também realiza o reprocessamento de materiais das unidades de pronto atendimento (UPAs) de Ceilândia I, Ceilândia II, Gama, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo I, além do Hospital Cidade do Sol (HSol). Da limpeza ao armazenamento Antes de retornar ao uso, todos os instrumentais passam por um fluxo rigorosamente controlado. Após a utilização, os itens seguem para a limpeza manual e, posteriormente, para equipamentos automatizados, como as lavadoras ultrassônicas e os novos equipamentos de desinfecção térmica, responsáveis pela remoção de resíduos e pela higienização dos instrumentais. Na etapa seguinte, cada peça é preparada e inspecionada para verificar as condições de limpeza, integridade e funcionamento. “Precisamos garantir que cada instrumento esteja em perfeitas condições. Em uma cirurgia, por exemplo, uma tesoura precisa desempenhar sua função corretamente”, ressalta Camilla. Depois da inspeção, os materiais passam pela esterilização, fase responsável por eliminar microrganismos que possam causar infecções. Em seguida, são armazenados até serem redistribuídos aos setores assistenciais. “É um processo longo e criterioso. Cada etapa é essencial para assegurar a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes”, destaca. Autoclave utilizada na esterilização dos materiais | Fotos: Divulgação/IgesDF Mais agilidade para a assistência Com a modernização da estrutura, a CME, que funciona 24 horas por dia, ganhou mais produtividade e reduziu o tempo necessário para disponibilizar novamente os instrumentais às equipes de saúde. Segundo Camilla, a mudança já traz impactos práticos para a rotina hospitalar. “Um instrumental utilizado pela manhã, que antes só voltava a ficar disponível no fim da tarde, agora pode retornar para uso já no início da tarde, dependendo do horário de entrega. Isso amplia nossa capacidade de resposta e contribui para tornar os atendimentos ainda mais eficientes”, conclui. *Com informações do IgesDF
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Bebês prematuros celebram a primeira Copa do Mundo com ensaio especial
Toucas, adereços inspirados no futebol e muitos registros para guardar no coração transformaram a rotina da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Com o tema “Minha 1ª Copa”, bebês prematuros participaram de um ensaio fotográfico especial que levou leveza e emoção para famílias que vivem os desafios da internação neonatal. A ação foi idealizada pela equipe da unidade neonatal do hospital, que frequentemente promove registros temáticos para celebrar datas especiais e criar memórias afetivas para pais e responsáveis. Desta vez, a proximidade da Copa do Mundo serviu de inspiração para o cenário montado especialmente para os recém-nascidos. “Normalmente realizamos ensaios voltados para as festas juninas, mas este ano surgiu a ideia de fazer algo diferente. É um trabalho construído em equipe, em que cada profissional contribui com sugestões e, no final, sempre nasce algo muito bonito”, explica Lorena Mendes, chefe do Serviço de Enfermagem da UTIN. Com o tema “Minha 1ª Copa”, bebês prematuros participaram de um ensaio fotográfico especial no Hospital de Santa Maria | Foto: Divulgação IgesDF Segundo a enfermeira rotineira da unidade, Thayná Cid, todas as ações comemorativas são planejadas com atenção especial ao aspecto emocional das famílias. “Sempre pensamos que essas são datas que os pais gostariam de estar vivendo em casa, reunidos e celebrando. Como isso nem sempre é possível, buscamos tornar esse período mais leve e acolhedor”, afirma. Ela destaca que os registros se transformam em lembranças carregadas de significado. “São fotos que vão acompanhar essas famílias para sempre. No futuro, elas poderão olhar para esses momentos e lembrar de tudo o que superaram juntos. Acabam se tornando um símbolo de vitória”, ressalta. Entre os bebês fotografados estava a pequena Liz Prado, nascida com 36 semanas de gestação e diagnosticada com uma cardiopatia. Prestes a ser transferida para outra unidade para dar continuidade ao tratamento, ela protagonizou um dos momentos mais emocionantes da ação. “Eu não fazia ideia de que elas estavam preparando isso. Quando vi as fotos, fiquei encantada" Liliane Prado, mãe de bebê prematuro “Eu não fazia ideia de que elas estavam preparando isso. Quando vi as fotos, fiquei encantada. O pai dela também adorou e até pensou que fosse montagem. Ver a Liz daquele jeito, tão linda, deixou meu coração muito feliz”, conta a mãe, Liliane Prado. Para Liliane, que acompanha diariamente a luta da filha pela recuperação, o ensaio representou um marco especial antes da transferência da recém-nascida. “Fechou esse ciclo com chave de ouro”, comemora. *Com informações do Iges/DF
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Especialistas destacam cuidados para uma gravidez tranquila após os 40 anos
Primeiro os estudos, depois a carreira, relacionamento, estabilidade, viagens e, por último, a maternidade. Cada vez mais as mulheres têm mudado o foco e deixado o plano de ser mãe para depois. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010 a 2022, o número de brasileiras que se tornaram mães após os 40 anos cresceu 59,98%. A ginecologista e obstetra no ambulatório de gestação de alto risco do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Ana Carolina Ramiro, destaca a importância de se atentar para um planejamento familiar, tendo em vista que a produção de óvulos diminui significativamente com a idade. “Depois dos 40 anos, as chances de gravidez natural caem para menos de 5% por ciclo. Além disso, os óvulos disponíveis apresentam maior probabilidade de alterações genéticas, com predisposição para síndromes, como a de Down, por exemplo. E, infelizmente, as chances de aborto também aumentam”, alerta. Com 40 anos e grávida do terceiro filho, Mônica Christiani Ribeiro foi internada no HRSM por pressão alta e recebe acompanhamento contínuo no pré-natal de alto risco | Fotos: Divulgação/IgesDF “Ter um filho após os 40 não é apenas gestar uma criança, é equilibrar o agora ou nunca com a esperança de que tudo tem seu tempo. Com a idade, o corpo pode resistir mais à gravidez. Nem todo risco é só físico, muitos são emocionais”, afirma a médica. De acordo com a especialista, é comum que muitos questionamentos apareçam e todos são importantes, pois há mais chances de complicações em uma gestação tardia. Os riscos de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, abortos, hemorragias pós-parto e trabalho de parto prematuro aumentam bastante. Ainda assim, com acompanhamento médico e cuidados adequados, muitas mulheres têm gestações saudáveis após os 40 anos. “Observamos na prática diária no pré-natal de alto risco que essas pacientes apresentam mais comprometimento com o acompanhamento da gestação, o que pode incluir exames mais frequentes e acompanhamento multidisciplinar”, relata. Ana Carolina ressalta que nem toda gravidez tardia é considerada de alto risco, mas, como as chances aumentam acima dos 40 anos, é indispensável ter avaliação médica constante e acompanhamento rigoroso, preferencialmente com obstetras especializados. Referência em atendimento às gestantes de alto risco, o Hospital Regional de Santa Maria possui dez leitos de internação exclusivos para este perfil dentro da maternidade. As pacientes internadas são acompanhadas diariamente pela equipe multidisciplinar até que a alta médica ou parto ocorram com segurança para mãe e bebê. “Observamos na prática diária no pré-natal de alto risco que essas pacientes apresentam mais comprometimento com o acompanhamento da gestação, o que pode incluir exames mais frequentes e acompanhamento multidisciplinar”, afirma a ginecologista e obstetra no ambulatório de gestação de alto risco do HRSM, Ana Carolina Ramiro A psicóloga Alane Lima trabalha na maternidade do HRSM e percebe em seus atendimentos que as gestantes com idade superior a 40 anos possuem uma carga emocional maior com relação à gravidez. “Algumas chegam com histórico de perdas gestacionais anteriores e já enfrentavam dificuldade para engravidar. Outras, não imaginavam que pudessem engravidar nessa idade, lidando, então, com uma gestação não planejada. Tudo isso, somado ao fato de ser uma gestação de alto risco e de precisarem de hospitalização, aumenta a ansiedade e a preocupação”, explica. Segundo ela, é comum também o medo de complicações gestacionais ou obstétricas e de não darem conta de cuidar do bebê, não terem mais aquele "pique" para lidar com os desafios da maternidade. É então que entra o trabalho ativo da Psicologia, suporte essencial para lidar com medos, acolher frustrações e criar um espaço seguro para expressarem suas angústias sem julgamentos, fortalecendo o vínculo mãe-bebê e desmistificando crenças relacionadas à maternidade ideal. Diferença entre gestações [LEIA_TAMBEM]Mônica Christiani Ribeiro, está internada no Centro Obstétrico do HRSM desde a última quarta-feira (9) por conta da pressão alta. Ela está com 35 semanas de gestação, à espera de sua terceira filha, Maitê, que deverá nascer nos próximos dias. Além da pressão alta, ela é diabética e desde o início da gestação tem que ter cuidados redobrados e acompanhamento contínuo no pré-natal de alto risco. A gravidez não foi planejada. “Não pensei que ainda fosse engravidar, porque já tenho 40 anos, problemas hormonais e ovários policísticos, o que dificulta uma gestação. Por isso nem estava me prevenindo. Coloquei nas mãos de Deus, porque meu marido ainda não tinha nenhum filho e ele tinha essa vontade. Então, quando recebemos a notícia, ficamos felizes, não esperávamos que iria acontecer, mas deu certo e veio nossa bebê”, explica. Mãe de um casal de 21 e 17 anos, Mônica sentiu na pele o peso da idade e a diferença entre gestações em idade mais jovem e depois dos 40. Além dos problemas de saúde que ela não tinha na juventude, o vigor físico é menor e o corpo sente bem mais o impacto de gerar uma nova vida. Além disso, surgem outras demandas psicológicas. “Existem mais preocupações com a saúde da bebê, com a hora do parto, se vai ocorrer tudo bem, se ela pode ter alguma síndrome. Sei dos riscos, são bem maiores agora e isso gera uma preocupação e ansiedade. São medos diferentes, antes eu tinha medo de não saber cuidar, agora nem me preocupo com isso”, relata. No entanto, o ponto positivo que Mônica percebe é que, hoje, tem maturidade para buscar informações sobre qualquer dúvida que surge, o que nunca fez em suas outras gestações. Ela lê, assiste vídeos, vai atrás de páginas médicas e esclarece tudo, além de fazer um pré-natal rigoroso, sem faltar nenhuma consulta. *Com informações do IgesDF
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Semana da Enfermagem do HRSM é encerrada com palestras sobre valorização profissional e autocuidado
Nesta quinta-feira (22), o auditório do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) recebeu uma programação especial em comemoração à Semana da Enfermagem 2025. O evento reuniu profissionais da área para momentos de aprendizado, troca de experiências e discussões inspiradoras sobre a valorização da categoria e a importância do autocuidado. Semana da Enfermagem, no Hospital Regional de Santa Maria, incentivou troca de experiências profissionais e valorizou o autocuidado | Fotos: Divulgação/IgesDF Paralelamente às palestras, estandes informativos foram montados na área externa do auditório, com a participação de representantes dos núcleos de Vigilância Epidemiológica, Qualidade e Segurança do Paciente e do Centro de Especialidades para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav) Flor do Cerrado. Uma das palestras mais aguardadas foi ministrada por Silvia Fumeiro, representante do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF), com o tema “Gestão das Emoções: Resiliência e Autocuidado”. Silvia destacou a necessidade de os profissionais aprenderem a lidar com suas emoções e priorizarem momentos de pausa e reflexão. “Estamos tão acostumados a cuidar dos outros que, muitas vezes, nos esquecemos de nós mesmos. Isso não pode acontecer. Só quando estamos bem conseguimos cuidar do outro e oferecer o nosso melhor”, enfatizou. Evento contou com profissionais de enfermagem e estudantes A diretora do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Sindate-DF), Josy Jacob, também marcou presença com a palestra “Cuidando de quem cuida: um olhar para o profissional de enfermagem, liderança e empoderamento”. Ela reforçou a importância da categoria se reconhecer como essencial no sistema de saúde e fortalecer sua liderança. “Durante a pandemia, o mundo inteiro voltou os olhos para nós. Agora, precisamos manter essa união, liderar e entender que também precisamos de cuidado, respeito e valorização. A humanização deve estar presente entre colegas e líderes”, afirmou. O evento também contou com a participação de diversos estudantes de enfermagem, fortalecendo o caráter formativo da iniciativa. A gerente de Enfermagem do HRSM, Jussara Bolandim, destacou a relevância das palestras e o impacto positivo para todos os presentes. “Foi um momento extremamente proveitoso e gratificante. Preparamos tudo com muito carinho. Agradeço às palestrantes, ao presidente do Coren-DF, Elisandro Noronha, ao Conselho Regional de Saúde de Santa Maria e a todos que participaram desse momento tão enriquecedor”, declarou. [LEIA_TAMBEM]Jussara ressaltou o envolvimento de todos os setores do hospital: “Cada setor enviou pelo menos um representante. Isso demonstra o comprometimento de toda a equipe com a valorização da nossa categoria”. Estandes e capacitação Entre os destaques do evento, o estande do Cepav Flor do Cerrado abordou as diversas formas de violência e orientou os profissionais de enfermagem sobre como identificar sinais e oferecer acolhimento humanizado. “Essas são questões muitas vezes silenciadas, mas que afetam profundamente a saúde e o bem-estar das vítimas. Nosso estande proporcionou informações valiosas para que os profissionais se atualizem sobre práticas de acolhimento e intervenção”, detalhou o chefe do setor, Ronaldo Lima Coutinho. Ronaldo reforçou que a presença do Cepav no evento simboliza o compromisso com a formação contínua dos profissionais e a promoção de um ambiente mais seguro e acolhedor: “É uma oportunidade de unir esforços na luta contra a violência e no fortalecimento da saúde comunitária”. *Com informações do IgesDF
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Pediatria do HRSM oferece atendimento especializado e humanizado
Garantir o direito das crianças à saúde vai muito além do tratamento de doenças. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a equipe de pediatria tem se destacado pela atuação humanizada, proporcionando um ambiente acolhedor e respeitoso, que valoriza não apenas as necessidades clínicas, mas também emocionais e sociais das crianças e suas famílias. Toda essa atuação demonstra o compromisso em garantir que as crianças e adolescentes tenham seus direitos assegurados e as oportunidades necessárias para seu desenvolvimento, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Dia Mundial da Infância tem como principal objetivo promover uma reflexão sobre a defesa dos direitos das crianças em todos os âmbitos | Foto: Davidyson Damasceno/Arquivo IgesDF Nesta sexta-feira, 21 de março, é comemorado o Dia Mundial da Infância. A data foi criada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A homenagem tem como principal objetivo promover uma reflexão sobre a defesa dos direitos das crianças em todos os âmbitos. De acordo com ECA, no Brasil, são consideradas crianças as pessoas com até 12 anos incompletos. “Acreditamos que um atendimento humanizado fortalece o vínculo de confiança entre médicos, pacientes e familiares, reduzindo o impacto emocional da hospitalização e melhorando os resultados clínicos” Débora Cruvinel, chefe da Pediatria do HRSM A estrutura da pediatria do HRSM é composta por setores estratégicos que garantem um atendimento especializado e integral. O Pronto-Socorro Infantil conta com um box de emergência para casos graves, onde uma equipe altamente qualificada está preparada para agir de forma rápida e eficaz. Além disso, nas alas A, B e C, as crianças internadas recebem acompanhamento médico contínuo enquanto aguardam leitos na enfermaria. Há também três consultórios médicos dedicados ao atendimento inicial dos pequenos pacientes. A enfermaria do hospital está em fase de expansão para atender à crescente demanda, garantindo condições adequadas para a internação e recuperação das crianças. Já a Unidade de Cuidados Prolongados acolhe pacientes com doenças crônicas, neuropatias e encefalopatias, que necessitam de atenção especializada e multiprofissional. Para a chefe da Pediatria do HRSM, Débora Cruvinel, a humanização no atendimento infantil é essencial para garantir não apenas a eficiência do tratamento, mas também a qualidade de vida das crianças e de suas famílias. “Acreditamos que um atendimento humanizado fortalece o vínculo de confiança entre médicos, pacientes e familiares, reduzindo o impacto emocional da hospitalização e melhorando os resultados clínicos”, ressalta. A médica pediatra do HRSM Loren Nobre destaca a importância da abordagem multidisciplinar no cuidado integral às crianças. “Contamos com uma equipe composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. Essa integração de diferentes saberes permite um atendimento mais completo, que leva em consideração tanto a saúde física quanto o bem-estar emocional dos nossos pequenos pacientes”, explica. A presença da família no processo de tratamento também é um pilar fundamental da humanização, garantindo que os pais e responsáveis estejam incluídos nas decisões médicas e participem ativamente do cuidado com seus filhos. “O suporte familiar é essencial para o desenvolvimento e recuperação da criança. Trabalhamos para oferecer um ambiente de acolhimento e segurança, onde tanto os pequenos quanto seus familiares se sintam amparados”, conclui Loren. Atualmente, o HRSM é referência na linha materno-infantil, sendo o principal hospital da Região Sul e Entorno para o atendimento de gestantes de alto risco e para atendimento pediátrico, tendo atendimento 24h na emergência e toda uma rede de cuidados, com enfermarias pediátricas, Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin), Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) e leitos no Centro Obstétrico e Maternidade, Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed), Pronto-socorro infantil e box de emergência. *Com informações do IgesDF
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Profissionais do HRSM fazem curso de ultrassonografia de imagem na odontologia
Nesta terça-feira (11), os residentes e a equipe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) tiveram um momento enriquecedor de troca de conhecimento por meio do curso “Ultrassonografia de imagem na odontologia: mais precisão e segurança clínica”, ministrado pela cirurgiã-dentista convidada Amanda Passo. “O objetivo do curso foi mostrar para os residentes e profissionais de saúde que estavam aqui, a utilização da ultrassonografia com uma abordagem odontológica. Então, desde o mapeamento para procedimentos estéticos, até uma punção para biópsias, para drenagem de abscessos. A ultrassonografia traz isso, uma assertividade, uma previsibilidade, uma segurança maior nos atendimentos. O intuito dessa palestra, desse curso, foi mostrar as várias possibilidades da utilização desse equipamento na odontologia, fazendo com que o atendimento, os planejamentos se tornem mais seguros”, explica a ministrante do curso. Curso no HRSM orientou profissionais e residentes do hospital a usar a ultrassonografia para aperfeiçoar os atendimentos na área de odontologia | Fotos: Divulgação/IgesDF Amanda Passo destacou em sua apresentação como a tecnologia e o uso da ultrassonografia pode facilitar o dia a dia de quem trabalha na área de odontologia. Além disso, levou três equipamentos portáteis, sendo um pequeno, possível de colocar no bolso e que pode funcionar em celular; um intermediário, que é muito voltado para a área de dermatologia; e um grande, muito utilizado pela cardiologia. “São aparelhos de última geração, que estão no nível premium. Aqui, todos podem manusear os três tipos de equipamentos, desde os mais simples até os mais complexos, e tudo isso com o objetivo final que é melhorar o atendimento ao paciente”, afirma Amanda. Segundo a chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial, Érika Maurienn, o objetivo é trabalhar com o melhor para o paciente usando todas as inovações tecnológicas e conhecimento técnico-científico que seja possível investir para o bem do paciente. “Esse curso vem a somar no conhecimento e no tratamento das patologias, no tratamento das lesões, de várias especialidades, e a gente vai buscar sempre aprimorar e ter tudo à disposição do paciente. Então o intuito é testar a ultrassonografia junto à Odontologia para depois adquirir esse material, esse equipamento”, informa. A tutora da residência em Radiologia Odontológica e Imaginologia, Nelcy Vilarinho, ressalta o quanto momentos assim são ricos para a troca de conhecimento entre os colegas de profissão mais experientes e os residentes. “Tivemos a presença de colegas do Hmib e pudemos ter a experiência de utilizar a ultrassonografia e conhecer um pouco mais. Há muito conhecimento teórico nos cursos que temos e hoje foi possível ter a experiência com a parte prática. Isso é muito importante, principalmente para os residentes, com a nova tecnologia que a gente está oferecendo para eles, dentro da nossa residência”, conclui. *Com informações do IgesDF
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HRSM inicia discussões mensais sobre infecções relacionadas à assistência à saúde em UTI
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) deu início a uma série de reuniões mensais dedicadas à discussão e combate às Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Iras) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto. O encontro reuniu profissionais de diversas áreas, nesta quarta-feira (26), e marcou o início de um esforço integrado para reduzir os índices de infecções hospitalares e promover uma assistência mais segura e eficiente aos pacientes. A reunião contou com a participação de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, infectologistas e membros do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NUCIH). O objetivo central foi analisar os dados recentes sobre a prevalência de Iras na UTI Adulto, identificar os principais desafios e traçar estratégias multidisciplinares para mitigar esses riscos. Durante o encontro, foi destacada a importância da integração entre as diferentes equipes envolvidas no cuidado ao paciente | Foto: Divulgação/IgesDF “As Iras são um desafio complexo que exige uma abordagem colaborativa. A comunicação efetiva e a atuação coordenada entre todos os profissionais são fundamentais para garantir a segurança do paciente e reduzir as taxas de infecção”, explica o infectologista do HRSM, Daniel Pompetti. Durante o encontro, foi destacada a importância da integração entre as diferentes equipes envolvidas no cuidado ao paciente. Além disso, foram discutidas estratégias como educação continuada para as equipes, monitoramento constante dos indicadores de Iras, integração de processos e alinhamento entre as áreas assistenciais, além do engajamento de todos os profissionais na identificação e resolução de problemas. “A UTI Adulto é um ambiente de alta complexidade, onde a vigilância e a prevenção de infecções devem ser priorizadas, dada a condição crítica dos pacientes. Durante a reunião, enfatizamos a importância de reforçar práticas essenciais, como a correta higienização das mãos, a adesão rigorosa aos checklists, a identificação de pontos de melhoria e a implementação de novas estratégias para a redução das Iras. Nosso objetivo é aprimorar continuamente a segurança e a qualidade da assistência prestada na unidade”, informa a chefe substituta do Nucih do HRSM, Aldyennes Carvalho. Segundo ela, a reunião mensal sobre Iras na UTI Adulto do HRSM será um espaço permanente de diálogo e aprimoramento. A próxima edição está marcada para o dia 20 de março. *Com informações do IgesDF
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