Projeto utiliza inteligência artificial para oferecer acolhimento e reflexão espiritual no Hospital de Base
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. “Quando você está doente, você fica se perguntando várias coisas. É um momento de muita angústia. Poder receber respostas assim, de forma tão suave, tão certeira, me deu um alívio muito grande. Me sinto uma nova pessoa.” O relato é de Elizeth Antônio de Sousa Vieira, uma das pessoas que participaram de uma iniciativa diferente no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF): uma conversa simulada com Jesus por meio de inteligência artificial. A ação faz parte do projeto Jesus Conecta, que utiliza a tecnologia para criar um diálogo inspirado em Jesus. A proposta é oferecer momentos de escuta e reflexão espiritual, de forma voluntária, privativa e não invasiva, a pacientes, acompanhantes e colaboradores interessados em participar. No HBDF, a iniciativa é realizada por meio da Gerência de Enfermagem (Geref), com a proposta de proporcionar apoio espiritual em momentos marcados por fragilidade e impacto emocional. A unidade é administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Para a enfermeira Gabriela Rodrigues, a iniciativa busca complementar o acolhimento oferecido durante a assistência, respeitando a fé de cada participante. “Nós tratamos os pacientes assistencialmente, de forma técnica, mas a parte espiritual é algo que não conseguimos suprir. Nossa intenção é que essa experiência traga respostas que às vezes os médicos não sabem, ou não podem, dar, e que isso gere conforto”, explica. “Nós tratamos os pacientes assistencialmente, de forma técnica, mas a parte espiritual é algo que não conseguimos suprir" Gabriela Rodrigues, enfermeira O projeto começou no setor de Oncologia e segue, nos próximos dias, para outras áreas do hospital, incluindo unidades de terapia intensiva. Internada no HBDF há 32 dias com câncer de via biliar, Elizeth conta que o momento trouxe uma sensação de alívio em meio ao tratamento. “Estou me sentindo mais leve. É como se eu tivesse conseguido preencher uma prova inteira, como se tivesse conseguido respostas para todos os questionamentos da minha vida”, declara. Uma experiência também para quem cuida O projeto também foi aberto aos colaboradores. Com um sorriso no rosto, enquanto enxugava as lágrimas, a administradora Rosana Coelho descreveu a voz utilizada pelo programa como tranquila, calma e clara. “Não tem como não se emocionar. Parece que ele fala exatamente tudo o que você precisa ouvir. De olhos fechados, você até esquece que é um computador”, comenta. A participação é voluntária, privativa e sigilosa. O participante entra na cabine, coloca um fone de ouvido e inicia a conversa com a inteligência artificial. Segundo informações do projeto, nenhum registro é armazenado e ninguém acompanha o diálogo. Objetivo da proposta é proporcionar apoio espiritual em momentos marcados por fragilidade e impacto emocional | Foto: Divulgação/IgesDF Da experiência pessoal nasceu a ideia O projeto foi idealizado por Marcílio Lobo, que o define como “uma experiência de acolhimento e de amor nas palavras de Jesus Cristo”. Ele conta que já desenvolvia a iniciativa quando sofreu um acidente e precisou permanecer internado em um hospital. A vivência despertou a ideia de levar o projeto também para ambientes hospitalares. “Nesse momento de internação, é quando você realmente entende que é só você e Deus. Não importa quem você conheça, quais seus recursos financeiros, qual a sua capacidade intelectual. O objetivo é trazer uma conversa com a Bíblia viva, para que todos possam interpretar os seus desafios por meio das palavras escritas no livro mais antigo do mundo”, explica. A iniciativa percorre diferentes setores do Hospital de Base e segue até o fim de setembro. Confira os locais, datas e horários previstos: Cronograma Agosto 26 — 10º andar — 10h às 12h 26 — 6º andar — 14h às 16h 27 — 6º andar — 10h às 12h e 14h às 16h 28 — UTI Ped — 10h às 12h 28 — UTI Adulto — 14h às 16h 31 — CME —10h às 12h e 14h às 16h Setembro 1º — Centro Cirúrgico — 10h às 12h e 14h às 16h 3 — 5º andar — 10h às 16h 4 — UTI Adulto — 10h às 12h 4 — UTI Ped — 14h às 16h 8 — UTI Ped — 10h às 12h e 14h às 16h 9 — UTI Adulto — 10h às 12h e 14h às 16h 10 — 5º andar — 10h às 13h 10 — 7º andar — 10h às 16h 11 — CME — 10h às 12h e 14h às 16h 14 — Centro Cirúrgico — 10h às 12h e 14h às 16h 21 — 7º andar — 14h às 16h 22 — NUMOB — 10h às 12h e 14h às 16h 23 — 6º andar — 14h às 16h 24 — Base no 6º andar, com atendimento ao público dos 2º e 3º andares de internação — 10h às 16h 25 — Base no 6º andar, com atendimento ao público dos 4º e 8º andares de internação — 10h às 16h 28 — 11º andar — 10h às 16h 29 — 11º andar — 10h às 12h30 *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base incorpora tecnologia para reforçar diagnóstico de morte encefálica
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) ampliou os recursos disponíveis para a assistência a pacientes críticos com a aquisição de um doppler transcraniano, equipamento que reforça o diagnóstico de morte encefálica no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). As equipes médicas responsáveis pelo manuseio do aparelho passaram por treinamento, e o equipamento começou a ser utilizado nesta quarta-feira (19/8). O doppler transcraniano é um exame que avalia a velocidade e a direção do fluxo sanguíneo nos vasos cerebrais. No contexto da investigação de morte encefálica, pode fornecer informações complementares sobre a circulação cerebral e contribuir para a conclusão do protocolo diagnóstico, que segue critérios médicos específicos. O doppler transcraniano é um exame que avalia a velocidade e a direção do fluxo sanguíneo nos vasos cerebrais | Foto: Divulgação/IgesDF O gerente do Cuidado ao Paciente Crítico do HBDF, Felipe Narciso, explica que o equipamento agrega segurança e agilidade ao atendimento, especialmente em um momento delicado para pacientes e familiares. “Se pudermos confirmar a morte encefálica de forma mais rápida, menos desgastante emocionalmente será esse processo para a família”, destaca. Além dessa função, o doppler transcraniano também é utilizado para auxiliar na identificação e no acompanhamento de complicações neurológicas, como as relacionadas a acidentes vasculares cerebrais (AVC) e sangramentos intracranianos. “Detectando essas doenças antes, podemos tratar de forma mais célere e, consequentemente, reduzir o risco de sequelas para o paciente”, frisa. O superintendente do HBDF, Paulo Saad, afirma que o aparelho fortalece a estrutura de atendimento da unidade, trazendo mais segurança à assistência e contribuindo para a otimização dos recursos hospitalares. “O equipamento é imprescindível em grandes centros de referência como o Hospital de Base. Ele veio para modernizar o nosso arsenal e nos qualificar ainda mais para tratar pacientes da melhor forma possível”, finaliza. *Com informações do IgesDF
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Tratamento de pé torto no Hospital de Base transforma a vida de pacientes adultos
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. “Estou vivendo um sonho. É uma felicidade que não cabe no peito.” A frase de Lucineia Alves de Souza, de 52 anos, resume o sentimento de quem, depois de uma vida inteira convivendo com dores e limitações, finalmente consegue dar os primeiros passos de uma nova realidade. Moradora de Sooretama, município a cerca de 160 quilômetros de Vitória (ES), ela passou aproximadamente quatro meses em tratamento para pé torto congênito no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Lucineia nasceu com uma malformação que deixou os dois pés e tornozelos torcidos, condição que provocava dores constantes e comprometia diretamente sua qualidade de vida. Sem acesso ao tratamento adequado durante a infância, aprendeu a conviver com as limitações e com dificuldades para realizar atividades simples do dia a dia. “Eu nunca usei um tênis na vida. Não tratei isso antes porque não tinha condições, por morar em uma cidade pequena. As dores foram só aumentando, meus pés rachavam, era muito difícil”, relembra. A história começou a mudar quando Lucineia conheceu o trabalho do ortopedista Davi Haje, do HBDF, que utiliza uma adaptação do Método de Ponseti, tradicionalmente empregado no tratamento de crianças com pé torto congênito, para atender pacientes adultos. “Foi muito doloroso, eu quis voltar para a minha casa várias vezes. Mas eu lutei e sabia que iria viver esse sonho. Nem acredito que criei coragem e vim até o Hospital de Base. Só tenho gratidão ao doutor Haje”, conta. Método adaptado para adultos O tratamento utiliza manipulações suaves dos pés, seguidas de imobilização com gesso em uma posição gradualmente corrigida | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF O tratamento utiliza manipulações suaves dos pés, seguidas de imobilização com gesso em uma posição gradualmente corrigida. A cada semana, o gesso é trocado e novas correções são realizadas até que o membro alcance uma posição adequada. Após essa etapa, o paciente passa por uma pequena cirurgia, chamada tenotomia, para alongar o tendão de Aquiles e auxiliar na correção da posição do calcanhar. Haje explica que o método foi desenvolvido originalmente para recém-nascidos, mas precisou ser adaptado para adultos que passaram décadas convivendo com a deformidade. “O dorso do pé não foi feito para suportar carga, e surgem dores e deformidades ao longo do tempo. O corpo se adapta como pode, mas com consequências prejudiciais. O único caminho para um adulto com essa condição era uma cirurgia invasiva, com alto risco de complicações. Nossa técnica é um divisor de águas na qualidade de vida dessas pessoas”, detalha. Desde 2018, quando iniciou o tratamento adaptado para adultos, o ortopedista já tratou 63 casos. O processo, que envolve as sessões de gesso e os procedimentos cirúrgicos, dura entre três e seis meses. Depois disso, o paciente ainda precisa passar por fisioterapia para reaprender movimentos e fortalecer a musculatura. Para Lucineia, porém, a etapa mais difícil ficou para trás. Com os dedos trêmulos, ela afagou os dois pés, agora retos, sem conseguir conter a emoção. O sorriso e os olhos brilhantes revelavam a dimensão de uma conquista esperada por toda a vida. Ao contar uma das primeiras coisas que pretende fazer ao voltar para casa, a resposta veio acompanhada de uma risada. “Vou pintar as unhas do pé! Meus dedos ficavam virados para baixo e eu nunca pude ter as unhas bonitas. Agora só vou andar com o pé lindo”, comemora. Primeiros passos de uma nova fase A emoção também tomou conta de Maria de Fátima Ramos Pereira, de 25 anos. Moradora de Caldas Novas (GO), ela realizou o tratamento no mesmo período que Lucineia e retirou o último gesso no mesmo dia. Mãos inquietas e olhos atentos denunciavam a ansiedade por um momento aguardado durante toda a vida. “Desde o início do tratamento, sempre esperei por esse momento. É muito surreal, não tenho palavras”, confessa. Depois que o gesso foi retirado e o pé, agora reto, passou por avaliação, Fátima calçou o primeiro sapato fechado da vida e tentou caminhar novamente. Um gesto aparentemente simples para muitos, mas que, para ela, representa o início de uma nova fase. “Para outras pessoas não parece nada, mas para nós, isso é uma conquista tremenda”, comemora. Como acessar o tratamento Pacientes com pé torto congênito devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e encaminhamento médico. Com a indicação, o caso pode ser direcionado ao Hospital de Base, onde será avaliado pela equipe especializada e, quando houver indicação, seguirá o fluxo de regulação para o tratamento. *Com informações do IgesDF
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Projeto oferece acolhimento a familiares e acompanhantes internados
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Uma internação transforma a rotina de toda a família. Enquanto o paciente enfrenta o tratamento e o processo de recuperação, familiares e acompanhantes também convivem com a preocupação, o desgaste emocional e longos períodos dentro do ambiente hospitalar. Para acolher quem permanece ao lado dos pacientes, o Humanizar criou o projeto Cuidar de Quem Cuida, iniciativa que oferece escuta, apoio emocional e momentos de bem-estar aos acompanhantes em hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) da rede pública de saúde do Distrito Federal. A ação foi realizada na última terça-feira (28), no Pronto-Socorro do Hospital de Base (HBDF). Durante a atividade, os participantes realizaram exercícios de respiração guiada, alongamentos, técnicas de relaxamento e momentos de escuta. As ações proporcionaram uma pausa na rotina intensa vivida dentro do ambiente hospitalar e reforçaram que quem acompanha o paciente também precisa de cuidado. O Humanizar criou o projeto Cuidar de Quem Cuida, iniciativa que oferece escuta, apoio emocional e momentos de bem-estar aos acompanhantes em hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) | Foto: Divulgação/Iges-DF Para a chefe do Núcleo de Humanização, Letícia Ângelo, acolher os acompanhantes fortalece toda a rede de apoio ao paciente. "Muitas vezes, o acompanhante passa dias no hospital, dorme pouco, se movimenta pouco e vive sob intensa carga emocional. Criar um espaço de escuta e acolhida é reconhecer que essa pessoa também precisa ser vista e amparada", afirma. Além das atividades de bem-estar, os participantes responderam a uma pesquisa para mapear o interesse em cursos gratuitos de capacitação profissional. A expectativa é que as primeiras turmas sejam realizadas em parceria com o Sebrae e, futuramente, também contem com a participação da Coordenação Multiprofissional do Hospital de Base. "Criar um espaço de escuta e acolhida é reconhecer que essa pessoa também precisa ser vista e amparada" Letícia Ângelo, chefe do Núcleo de Humanização do HBDF Projeto terá encontros quinzenais A previsão é que os encontros ocorram a cada quinze dias. Com base nas respostas obtidas na primeira ação, será definido o calendário das próximas atividades e das capacitações. A expectativa é que o Cuidar de Quem Cuida se torne uma estratégia permanente de assistência aos familiares e possa ser ampliado para outras unidades administradas pelo IgesDF. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base mantém reconhecimento internacional no atendimento ao AVC
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Pelo segundo ano consecutivo, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), manteve o selo diamante da Iniciativa Angels, reconhecimento internacional concedido a hospitais que alcançam excelência no atendimento a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC). A recertificação demonstra que os pacientes atendidos na unidade contam com uma assistência rápida, segura e alinhada às melhores práticas internacionais, fator decisivo para reduzir sequelas e ampliar as chances de recuperação após um AVC. O Hospital de Base foi o único do Distrito Federal, entre as redes pública e privada, a conquistar a recertificação nesta categoria. As avaliações são realizadas trimestralmente, e o HBDF manteve o nível máximo de excelência durante quatro ciclos consecutivos. A superintendente substituta do HBDF, Ana Patrícia de Paula, afirma que o reconhecimento é resultado de anos de dedicação e do trabalho integrado das equipes envolvidas no atendimento aos pacientes. "Essa conquista é o resultado de dedicação contínua para reduzir nossos tempos e organizar os fluxos de maneira mais fluida para garantir o melhor cuidado em casos de AVC", comemora. O selo internacional é concedido a hospitais que alcançam excelência no atendimento a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) | Foto: Divulgação/IgesDF Para o superintendente de Qualidade e Melhoria de Processos do IgesDF, Clayton Sousa, a certificação reforça o compromisso da instituição com a qualidade da assistência. "Esse reconhecimento nos traz a segurança e a garantia de que estamos no caminho certo, aprendendo cada vez mais", afirma. A Iniciativa Angels atua mundialmente apoiando a implementação de protocolos e a qualificação da assistência ao AVC, incentivando hospitais a aperfeiçoarem continuamente seus processos e resultados clínicos. A recertificação é concedida com base em critérios rigorosos relacionados ao tempo de atendimento, à adoção de boas práticas e à qualidade da assistência prestada. Referência no atendimento ao AVC O acidente vascular cerebral está entre as principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Por isso, reduzir o intervalo entre a chegada do paciente ao hospital e o início do tratamento é fundamental para preservar funções neurológicas, aumentar as chances de recuperação e minimizar as sequelas. O neurologista do HBDF, André Ferreira, destaca que reconhecer rapidamente os sintomas e buscar atendimento imediato pode fazer toda a diferença no prognóstico do paciente. "Os principais sinais são perda de força em um dos braços, assimetria facial e dificuldade para falar. Quanto mais precoce for a identificação do AVC e o início do tratamento, maior será a preservação do cérebro", explica. O Global Stroke Alliance é um movimento internacional criado para estimular melhorias na assistência ao AVC. Lançado no Brasil em 2020, reúne profissionais, gestores e instituições comprometidos com a redução de mortes e incapacidades provocadas pela doença, por meio da organização de sistemas de cuidado baseados em evidências científicas e nas melhores práticas assistenciais. Diante de sinais como perda de força em um dos braços, desvio da boca ou dificuldade para falar, a orientação é procurar imediatamente um serviço de emergência. No AVC, cada minuto faz diferença para reduzir sequelas e aumentar as chances de recuperação. *Com informações do IgesDF
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Curso leva afeto, autoestima e novas oportunidades a pacientes com câncer
Mais do que aprender uma profissão, 18 mulheres em tratamento contra o câncer encontraram acolhimento, fortaleceram a autoestima, fizeram novas amizades e descobriram que ainda podem sonhar. Nesta quinta-feira (2), elas receberam os certificados de conclusão de um curso de artesanato, educação financeira e cabeleireiro promovido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer para pacientes atendidas pelo Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Ao longo do primeiro semestre, as participantes se reuniram quinzenalmente na Casa Rosa, sede da instituição. Entre linhas, pincéis, escovas e rodas de conversa, construíram uma rede de apoio que transformou o curso em muito mais do que uma capacitação: um espaço de acolhimento, fortalecimento emocional e novas perspectivas de geração de renda. Ao longo do primeiro semestre, as participantes se reuniram quinzenalmente na Casa Rosa, sede da instituição | Fotos: Divulgação/IgesDF Para a gestora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, esse é justamente o propósito do projeto. "Quando se está em tratamento de câncer, é comum surgir o sentimento de tristeza, isolamento e até depressão. A proposta desse curso é dar asas às pacientes, para que elas desenvolvam novas habilidades, descubram seu potencial e encontrem apoio emocional umas nas outras", explica. Cada encontro começava com uma conversa conduzida por uma psicóloga, em um formato semelhante ao de uma terapia em grupo. Para a paciente Keila Mesquita, essa experiência foi transformadora. "Eu tinha vergonha de conversar com as pessoas e até de sair de casa. Hoje me sinto segura para ir a qualquer lugar", comemora. Paciente oncológica há nove anos, Iraci Francisca dos Santos resume em uma única frase o significado que o projeto teve em sua vida. "Eu não tive infância, mas foi na Rede Feminina que construí minha primeira boneca. Muito obrigada por caminharem ao meu lado. Se não fosse a Rede, eu não estaria aqui hoje", afirma. Além de fortalecer a autoestima, a iniciativa também abriu novas possibilidades. Iraci conta que conseguiu vender algumas peças produzidas durante as oficinas e, com o dinheiro arrecadado, realizou um sonho antigo: comprar a porta da cozinha de sua casa. "Quando se está em tratamento de câncer, é comum surgir o sentimento de tristeza, isolamento e até depressão. A proposta desse curso é dar asas às pacientes, para que elas desenvolvam novas habilidades, descubram seu potencial e encontrem apoio emocional umas nas outras" Larissa Bezerra, gestora da Rede Feminina Depois desse momento de acolhimento, as participantes seguiram para as oficinas práticas. Nas aulas de artesanato, confeccionavam acessórios; já nas oficinas de cabeleireiro, aprendiam técnicas de corte, hidratação e escova. Todo o material era fornecido gratuitamente e podia ser levado para casa. A professora de artesanato Roseni dos Santos Ferreira agradeceu o empenho das alunas durante os meses de atividades. "Fazer uma capacitação envolve mexer com as habilidades e o sonho de cada uma de nós. A gente pode sempre, e nós mulheres juntas podemos muito mais", afirma. O projeto foi viabilizado por meio de uma emenda parlamentar destinada pela senadora Leila Barros, que participou da cerimônia de encerramento para prestigiar as alunas. Diante dos resultados positivos, uma nova turma, com 20 vagas, será aberta no segundo semestre deste ano. Histórias que ficam para sempre Durante a cerimônia, as participantes apresentaram parte dos trabalhos produzidos ao longo das aulas e compartilharam relatos emocionantes sobre a experiência. A paciente Marialva Helena Ferreira contou que faria o curso novamente, se tivesse oportunidade. "Esse foi um curso de amor. Recebi tanto carinho que nem consigo explicar. Foi um amor que transbordou e chegou até nós. Tenho certeza de que muitas outras pessoas ainda serão abraçadas por essa iniciativa", emociona-se. Apesar da celebração pelas conquistas, o encerramento também foi marcado pela saudade. Coordenadora de artesanato e voluntária da Rede Feminina por duas décadas, Mariângela Moreira faleceu no início de junho e foi homenageada durante a cerimônia. Com a voz embargada e lágrimas nos olhos, voluntárias e pacientes compartilharam lembranças da colega. "Ela era uma pessoa maravilhosa, uma infinidade de bênçãos", resume a professora Roseni dos Santos Ferreira. Larissa Bezerra destacou o papel fundamental de Mariângela na instituição. "Ela era uma das bases da Rede, uma verdadeira fortaleza. Sempre perguntava se tínhamos comido, se estávamos bem. Cuidava de todos." Segundo Larissa, Mariângela será lembrada não apenas pela dedicação ao trabalho voluntário, mas também pela alegria que espalhava. "Ela despertava o amor nas pessoas e se dedicava intensamente a tudo o que fazia. Era alegre, divertida, brincalhona e estava sempre sorrindo. Tinha o dom de transformar qualquer ambiente." "Esse foi um curso de amor. Recebi tanto carinho que nem consigo explicar. Foi um amor que transbordou e chegou até nós. Tenho certeza de que muitas outras pessoas ainda serão abraçadas por essa iniciativa", destacou a paciente Marialva Helena Ferreira Como forma de preservar seu legado, a sala de artesanato da Rede Feminina passará a se chamar Sala Mariângela. A homenagem eterniza a história de uma voluntária que dedicou anos a acolher, ensinar e inspirar outras mulheres e simboliza o que marcou toda a cerimônia. Mais do que certificados, as participantes levaram para casa novas habilidades, amizades e a certeza de que ninguém precisa enfrentar o tratamento sozinha. *Com informações do IgesDF
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Hran e Hospital de Base realizam 270 triagens fonoaudiológicas
Os hospitais de Base de Brasília (HBDF) e da Asa Norte (Hran) realizaram 270 triagens fonoaudiológicas, quinta (23) e sexta-feira (24). Durante os atendimentos, foram consideradas queixas relativas à voz, como rouquidão persistente ou cansaço ao falar. No Hran, a ação contou com fonoaudiólogos da Secretaria de Saúde (SES-DF) e alunos de fonoaudiologia da Universidade de Brasília (UnB), do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (Uniplan) e da Universidade Católica de Brasília (UCB). Em todas as consultas foi aplicado um protocolo de rastreio de casos desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), capaz de identificar sinais de desconforto na voz e possíveis quadros de rouquidão ou disfonia (alterações na qualidade vocal). Os pacientes com resultados positivos foram encaminhados à Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para continuidade do atendimento. Em todas as consultas foi aplicado um protocolo de rastreio de casos desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Coordenadora da ação, a especialista em voz e fonoaudióloga do Hran Yonara Caetano reforça que é preciso investigar qualquer desconforto vocal. A porta de entrada preferencial para essa checagem são as UBSs. “A voz precisa ser emitida facilmente e sair limpa. Se há força para falar ou certa rouquidão, é um sinal de alerta. Esses problemas indicam que algo não vai bem no corpo”, avisa Caetano. A profissional também enfatiza os principais cuidados para manter a saúde da voz. “O que indicamos, antes de tudo, é hidratar as pregas vocais, que precisam disso para vibrarem e emitirem som. Também é importante realizar sempre um aquecimento e um desaquecimento para o uso profissional da voz. Ela deve estar dentro dos limites do confortável e nunca nos extremos: muito agudo ou muito grave, nem falar tão alto ou tão baixo. O conforto é sempre o mais saudável”, diz. Assim como outras funções do corpo, a voz também envelhece. Situações como cirurgias, doenças ou até o uso inadequado podem gerar mudanças que precisam de acompanhamento Anne Paz, fonoaudióloga Atuando no HBDF, a fonoaudióloga Anne Paz, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), explica que a voz sofre mudanças ao longo da vida e precisa de cuidados: “Assim como outras funções do corpo, a voz também envelhece. Situações como cirurgias, doenças ou até o uso inadequado podem gerar mudanças que precisam de acompanhamento”. Quem aproveitou o evento de triagem fonoaudiológica foi Edicleide Gonçalves, de 39 anos, que saía de uma consulta de rotina no Hran quando foi abordada pela equipe da ação. “Para mim, essa foi uma experiência interessante. Eu sempre falo assim: ‘A voz é o mais importante, Deus me livre de eu ficar sem falar!’ Sou muito conversadeira", revela. *Com informações da Secretaria da Saúde
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Hospital de Base inicia vacinação de colaboradores contra influenza
Colaboradores do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) já podem se vacinar contra a gripe a partir desta segunda-feira (13). A campanha segue até quinta-feira (17) e contempla trabalhadores próprios e terceirizados da unidade. A vacinação ocorre das 10h às 17h, na Casa Rosa, localizada no jardim do hospital. Para receber a dose, é necessário apresentar o cartão de vacinação. A ação acompanha o calendário do Governo do Distrito Federal (GDF), que começou em 25 de março para públicos específicos. A vacinação anual é necessária devido às constantes mutações do vírus influenza e é uma das principais formas de prevenção contra complicações da doença. A chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuep), Moema Silva Menezes, destaca que a expectativa é que todos os colaboradores sejam imunizados. “Disponibilizamos a vacinação dentro do hospital para facilitar o acesso dos colaboradores e incentivar a imunização. Além disso, buscamos dar o exemplo para que a população também se vacine”, afirma. O técnico de segurança do trabalho, Márcio Alecrim, aproveitou a oportunidade para garantir a vacina. "Trabalhando em um hospital, nós ficamos expostos a vários tipos de vírus, então essa imunização é muito importante. E por ser aqui no meu local de trabalho, ficou ainda mais fácil", comenta. A vacinação ocorre das 10h às 17h, na Casa Rosa, localizada no jardim do hospital | Foto: Divulgação/IgesDF O que é a gripe A gripe, ou influenza, é uma infecção respiratória aguda de alta transmissibilidade. No Brasil, o vírus circula durante todo o ano, com picos em períodos específicos. Os tipos influenza A e B são os principais responsáveis por epidemias sazonais. Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) indicam que, em 2025, houve predominância de rinovírus (34,1%) e influenza A (32,9%) entre os casos com identificação viral. Também foram registrados SARS-CoV-2, vírus sincicial respiratório, adenovírus, metapneumovírus e influenza B. Quem pode se vacinar No Distrito Federal, a vacinação contra a gripe é destinada aos grupos prioritários, que somam mais de 1,1 milhão de pessoas. Estão incluídos: crianças de 6 meses a menores de 6 anos; idosos a partir de 60 anos; gestantes; pessoas com doenças crônicas ou deficiências; povos indígenas e quilombolas; profissionais de áreas essenciais. As doses estão disponíveis em mais de 100 salas de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A orientação é procurar a unidade mais próxima para garantir a imunização. *Com informações do IgesDF
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