Creas Recanto das Emas promove seminário sobre proteção de crianças e adolescentes
Nesta quarta-feira (27), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Recanto das Emas promoveu o I Seminário de Proteção a Crianças e Adolescentes. A primeira edição do evento mobilizou a rede de proteção socioassistencial da região, levando informação e prevenção, em alusão ao Maio Laranja, mês de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes. Divididos em duas turmas, de manhã e à tarde, cerca de 40 adolescentes participaram de palestras que alertam para os riscos da violência sexual e mostram como funciona a rede de apoio no Recanto das Emas, onde procurar auxílio em situações de abuso e onde denunciar e quais os sinais de violência que pais e filhos devem ficar atentos. Com idades entre 15 e 17 anos, os participantes convidados são atendidos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) ofertado no Instituto Proeza, uma Organização da Sociedade Civil (OSC) parceira da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF), gestora da Creas. O ambiente foi preparado com decorações e espaço para fotos, proporcionando um momento descontraído e agradável para que os adolescentes pudessem se sentir confortáveis e acolhidos. “A equipe do Creas Recanto das Emas desenvolveu esse I Seminário de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes com o objetivo de atuar diretamente nessa prevenção, informando sobre os tipos de violência, orientando os sinais de abuso e ensinando como e onde denunciar. É promover uma cultura de proteção. Dessa forma, fortalecemos o autocuidado e o acesso à rede de proteção, porque acreditamos que a informação é uma das principais ferramentas para reduzir essas violações de direitos”, explica a gerente do Creas Recanto das Emas, Mérien Sampaio. A primeira edição do evento mobilizou a rede de proteção socioassistencial da região, levando informação e prevenção, em alusão ao Maio Laranja, mês de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes | Foto: Divulgação/Sedes-DF Para finalizar as ações, foram entregues certificados de participação no seminário, folhetos informativos relacionados aos temas abordados e um lanche preparado especialmente para eles. Atendido no Instituto Proeza, Arthur Costa, 16 anos, aproveitou as palestras para se informar melhor. “Na minha opinião, o seminário foi de extrema importância, porque acho que as crianças de hoje em dia deveriam ser ensinadas, desde sempre, a como se proteger”, afirmou. A secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, destaca a importância dessa integração da rede de apoio à comunidade. “A articulação entre o Creas, as instituições parceiras e os órgãos de proteção é essencial para fortalecer a rede de apoio às crianças, aos adolescentes e às famílias. Quando trabalhamos de forma integrada, conseguimos ampliar o alcance das ações de prevenção, orientação e enfrentamento à violência, especialmente neste mês de mobilização contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes”, enfatiza. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes)
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Escola de Ceilândia tem ações contra o abuso e a exploração de crianças e adolescentes
Por meio da campanha Maio Laranja, este mês é dedicado à prevenção do abuso e da exploração de crianças e adolescentes. Aproveitando esse mote, a Escola Classe 45 de Ceilândia teve uma manhã de esclarecimento e diversão, nesta segunda-feira (25). O primeiro-cavalheiro do Distrito Federal, Fabrício Faleiro, participou das atividades ao lado da contadora de histórias e coordenadora de Campanhas Sociais da Chefia Executiva de Integração e Inovação Social (Ceiis), Nyedja Genari. Os alunos assistiram a uma palestra e ouviram uma história contada por Nyedja. Gostaram tanto que o primeiro-cavalheiro prometeu dar livros para os meninos e incentivar a leitura entre eles. Fabrício Faleiro: "Quanto mais bem-informadas estiverem nossas crianças, mais capazes elas serão de identificar um abuso" | Fotos: Divulgação/Ceiis Fabrício Faleiro reforçou a importância da proteção, da informação e do cuidado com as crianças. “Quanto mais bem-informadas estiverem nossas crianças, mais capazes elas serão de identificar um abuso. É preciso que elas saibam com o que ficar alertas porque, muitas vezes, o perigo está em pessoas próximas, que estão no dia a dia delas”, afirmou Faleiro. Em passeio pela escola, Fabrício conheceu as instalações do centro de ensino inclusivo, que tem alunos da educação infantil e do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. “Vamos melhorar ainda mais a escola, para vocês lerem mais, terem mais conforto e serem mais felizes aqui”, finalizou o primeiro-cavaleiro. *Com informações da Chefia Executiva de Integração e Inovação Social
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Blitz educativa reforça combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no DF
Como parte das ações da campanha Maio Laranja, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal realizou, nesta quarta-feira (27), uma blitz educativa e preventiva em frente ao Centro Integrado 18 de Maio, na via W1 da 307 Sul. A mobilização ocorreu das 10h às 12h e reuniu cerca de 30 servidores do Centro 18 de Maio, integrantes do Grupo de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção e representantes da rede de proteção do Distrito Federal. Blitz educativa em combate ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF Durante a ação, mais de 200 veículos foram abordados. Motoristas e passageiros receberam materiais informativos com orientações sobre prevenção, identificação de sinais de violência e canais de denúncia disponíveis à população. A blitz foi organizada pelos próprios servidores do Centro 18 de Maio e contou com o apoio do Departamento de Trânsito do Distrito Federal e da Polícia Militar, responsáveis pelo suporte técnico e orientações de segurança durante toda a atividade. “As crianças são muito vulneráveis e, muitas vezes, não têm voz para dizer o que estão passando. Informar os adultos é fundamental para que saibam identificar e agir diante dessas situações” Jaciara Bastos, engenheira civil Entre as pessoas abordadas durante a blitz, a engenheira civil Jaciara Bastos, de 33 anos, elogiou a iniciativa e destacou a importância de orientar a população sobre os sinais de violência. “As crianças são muito vulneráveis e, muitas vezes, não têm voz para dizer o que estão passando. Informar os adultos é fundamental para que saibam identificar e agir diante dessas situações”, afirmou. Rede de proteção fortalecida O empresário Augusto Nobre também ressaltou a relevância da ação e reforçou que a proteção das crianças deve ser uma responsabilidade coletiva. Para ele, iniciativas como essa ajudam a conscientizar a sociedade sobre o dever de cuidado e atenção com crianças e adolescentes. O secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, destacou que o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes depende do envolvimento de toda a sociedade. “Levar informação para as ruas é ampliar a proteção e fortalecer a rede de cuidado”, afirmou. [LEIA_TAMBEM] Na mesma linha, a subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes, Maria do Socorro Lucena, ressaltou que campanhas educativas têm papel fundamental no rompimento do silêncio e no incentivo às denúncias. Já a coordenadora do Centro 18 de Maio, Joana D’Arc Fernandes, destacou que a mobilização aproxima a população dos serviços de proteção e reforça a responsabilidade compartilhada no cuidado com crianças e adolescentes. Durante a blitz, também foram divulgados os principais canais de denúncia disponíveis à população, como a Coordenação de Denúncias de Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente — Disque 125; o Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania; além do atendimento direto do Centro 18 de Maio, pelo telefone (61) 98314-0636. A iniciativa integra a programação do Maio Laranja e reforça o compromisso da rede de proteção do DF no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. *Com informações da Sejus-DF
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Maio Laranja: Hospital da Criança fortalece rede de proteção contra o abuso e a exploração sexual
Durante o Maio Laranja — campanha nacional de conscientização e enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, instituída pela Lei nº 14.432/2022 — o debate em torno da saúde pediátrica ganha ainda mais visibilidade. Inserido no Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) consolida sua atuação institucional como estratégica para a proteção da infância e da adolescência. Hospital da Criança de Brasília atua com protocolos que priorizam segurança, escuta protegida e responsabilização adequada dos casos | Foto: Divulgação/HCB Isso se dá por meio da estruturação de fluxos assistenciais e de governança voltados à identificação, acolhimento e encaminhamento de casos suspeitos ou confirmados de abuso e exploração sexual de pacientes. O HCB compõe a rede da Secretaria de Saúde (SES-DF) e opera com protocolos técnicos que priorizam a segurança, a escuta protegida e a responsabilização adequada dos casos. A identificação dessas situações ocorre, em grande medida, a partir da sensibilidade clínica e social das equipes assistenciais, que estão capacitadas para reconhecer sinais físicos, comportamentais e contextuais compatíveis com situações de violência. O atendimento desses casos no HCB é conduzido de forma multiprofissional, com o protagonismo das áreas assistenciais — como o serviço social e a psicologia hospitalar — e administrativa, por meio do Departamento Jurídico, que desempenham papel central na avaliação, acolhimento e encaminhamento. Identificação de violência Para que esse ecossistema de cuidado e proteção das crianças e adolescentes atendidos funcione com eficácia, a premissa reside na agilidade da identificação de violência por qualquer profissional de saúde, atuando em conjunto e considerando que não é preciso ter certezas ou comprovações jurídicas para se dar início à notificação. O fluxo institucional do HCB foi desenhado a partir do princípio de proteção integral de pessoas menores de idade previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A supervisora do serviço social do HCB, Damares Santos, lembra que a suspeita, por si só, é o gatilho necessário para a ação. “A gente não precisa comprovar ou confirmar que realmente a violência aconteceu”, explica. “A partir de uma suspeita, a gente já dá início ao processo de notificação”. O primeiro profissional a receber o relato ou notar a evidência preenche a ficha de notificação compulsória, um documento que preserva a identidade do notificador e exige o preenchimento detalhado de todos os campos para alimentar o sistema de proteção. A psicologia hospitalar também desempenha um papel fundamental no acolhimento e na escuta qualificada das possíveis vítimas e de suas famílias. “A escuta deve ser cuidadosa, sem induções, respeitando o tempo e a condição emocional da criança”, pontua o psicólogo João Lucas Assunção, do HCB. “A prioridade é preservar sua integridade psíquica e contribuir com informações técnicas que subsidiem a rede de proteção”. “Quando há suspeita de violência, o olhar se amplia para compreender o contexto familiar, social e os fatores de vulnerabilidade envolvidos. Nosso compromisso é garantir que essa criança seja protegida e que os órgãos competentes sejam acionados com responsabilidade técnica” Damares Santos, supervisora do serviço social do HCB No cotidiano hospitalar, explica ele, os sinais de alerta e de risco podem surgir de diferentes formas. Algumas situações são identificadas por exames físicos; outras, por mudanças de comportamento, desenhos, brincadeiras ou relatos feitos por crianças e adolescentes durante o vínculo com as equipes da unidade de saúde. “Às vezes, o paciente consegue estabelecer uma relação de confiança com um profissional e verbaliza o que está acontecendo; em outros casos, o comportamento já desperta atenção da equipe”, relata o psicólogo. “A gente vai fortalecendo esse vínculo e trabalhando com a criança ou adolescente, ou mesmo com o familiar, para que eles consigam compreender o que estão vivendo e possam acessar apoio.” Atuação coordenada O HCB possui fluxos próprios para lidar com quaisquer suspeitas de violência e violações de direitos que possam causar impactos e sequelas à saúde dos pacientes atendidos. “A violência também precisa ser notificada, da mesma forma que outras doenças e agravos à saúde”, lembra Damares Santos. “O hospital não atua apenas no atendimento clínico”, detalha a gestora. “Quando há suspeita de violência, o olhar se amplia para compreender o contexto familiar, social e os fatores de vulnerabilidade envolvidos. Nosso compromisso é garantir que essa criança seja protegida e que os órgãos competentes sejam acionados com responsabilidade técnica.” A produção de informações qualificadas é o que permite ao poder público mapear o crescimento das demandas e estruturar políticas públicas direcionadas e eficientes para o combate e tratamento dessas situações. “Se a gente não notificar, o Estado não sabe que precisa cuidar disso”, pontua Damares. Assim, a notificação interna cumpre um papel estratégico na saúde coletiva, servindo de base para o planejamento de ações de prevenção e assistência em larga escala. A notificação compulsória de violência do HCB não tem a atribuição de ser um registro de ocorrência policial: seu objetivo é o monitoramento epidemiológico e geração de dados quantitativos e qualitativos; além de configurar uma evidência importante para o acionamento dos equipamentos públicos de proteção da infância. Conforme dados do serviço social da unidade de saúde, de 2024 a 2025, houve a redução de aproximadamente 35,8% no número de notificações de violência a pacientes atendidos no HCB; no entanto, de janeiro a março deste ano, 35% das notificações de violência contra os pacientes se referem a situações de abandono e negligência; e outros 30% de ordem psicológica e moral. “Nós só procuramos o Judiciário nos casos muito graves, porque nós precisamos acompanhar o caso, entender primeiro o que acontece com aquela família” Priscila Lima, gerente jurídica do Hospital da Criança A partir da formalização da suspeita de violência, o hospital adota dois caminhos simultâneos e complementares para garantir a segurança da criança ou do adolescente. No primeiro, o serviço social e a psicologia hospitalar encaminham a ficha de notificação compulsória ao Serviço de Vigilância Epidemiológica do HCB, que se encarrega de encaminhá-la ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), responsável pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória. O segundo caminho foca a proteção imediata e direta do paciente, mobilizando o departamento jurídico do hospital para acionar os órgãos externos competentes. “Nós só procuramos o Judiciário nos casos muito graves, porque nós precisamos acompanhar o caso, entender primeiro o que acontece com aquela família”, explica a gerente jurídica do hospital, Priscila Lima. A articulação com a rede de proteção externa é o que viabiliza a interrupção do ciclo de violação de direitos, pois o ambiente hospitalar não possui o escopo para conduzir investigações ou acompanhamentos sociais de longo prazo. “Quando acontece a situação de violência, a gente não tem nem braço, nem expertise para poder atender o caso em toda sua complexidade e especificidade; por isso é que a gente precisa fazer esse contato com a rede de proteção da infância, porque ela tem instituições que são específicas para tratar de violência”, enfatiza Damares Santos. Esse acionamento ocorre de maneira territorializada, ou seja, o caso é direcionado para equipamentos públicos próximos à residência da família, como o Conselho Tutelar e as unidades dos centros de Especialidades para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav), de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Capsi). “Tudo aquilo que interfere no processo de saúde e doença do paciente precisa ser considerado. Uma situação de violência pode comprometer o tratamento, afastar a criança do cuidado e interromper o acesso dela à saúde” João Lucas Assunção, psicólogo do HCB O hospital mantém um canal de comunicação imediato com órgãos essenciais, por meio do qual aciona instituições como a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Desde 2022, o HCB possui um Termo de Colaboração com a 1ª Vara da Infância e Juventude (VIJ), do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que visa dar celeridade na comunicação de casos suspeitos e à criação de mecanismos de proteção dos pacientes e famílias. Para Priscila Lima, a interlocução que o HCB conduz, de forma estruturada e contínua com outras instituições, assegura que as autoridades competentes disponham das informações necessárias para a defesa dos direitos dos pacientes atendidos, incluindo o afastamento do possível agressor, o acompanhamento familiar e a responsabilização criminal, quando necessário. Conscientização e vigilância coletiva A educação em saúde é outro foco do HCB, que busca orientar pais, mães, responsáveis e cuidadores sobre a importância da prevenção. Para João Lucas Assunção, é fundamental que as famílias estejam atentas a mudanças bruscas no comportamento das crianças, como isolamento excessivo, regressão de marcos do desenvolvimento, medo inexplicável de pessoas específicas ou alterações no padrão de sono, comunicação e alimentação. [LEIA_TAMBEM]O olhar atento para essas situações faz parte da compreensão de que saúde infantil envolve aspectos físicos, emocionais e sociais. Violências e violações de direitos impactam diretamente a adesão ao tratamento, a recuperação clínica e a qualidade de vida dos pacientes. “Tudo aquilo que interfere no processo de saúde e doença do paciente precisa ser considerado”, ressalta o psicólogo. “Uma situação de violência pode comprometer o tratamento, afastar a criança do cuidado e interromper o acesso dela à saúde”. Os especialistas do hospital recomendam que, diante de qualquer suspeita de abusos contra crianças e adolescentes, é importante não silenciar. A atuação responsável da sociedade, aliada ao trabalho técnico das instituições, é determinante para interromper situações de violência e garantir um ambiente seguro para o desenvolvimento infantil. Os profissionais lembram ainda que o Disque 100 é um serviço nacional gratuito e anônimo, disponível para qualquer pessoa que presencie ou suspeite de violações de direitos humanos. As ligações podem ser feitas de todo o Brasil, de qualquer telefone fixo ou móvel (celular). *Com informações do Hospital da Criança de Brasília
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Em ação do Maio Laranja, Centro de Referência da Mulher realiza busca ativa no Recanto das Emas
O Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB) do Recanto das Emas, unidade vinculada à Secretaria da Mulher (SMDF), realizou, nesta sexta-feira (22), uma mobilização de rua em alusão ao Maio Laranja, campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação, que reuniu cerca de 200 pessoas no estacionamento do shopping Recanto das Emas, uniu conscientização e oferta de serviços públicos para a comunidade. A programação contou com caminhada comunitária, blitz educativa, panfletagem e uma feira de serviços voltada para o fortalecimento da rede de proteção a mulheres, crianças e adolescentes. Para as famílias presentes, houve, ainda, a distribuição de água, lanches e brinquedos. Durante o evento, equipes de servidoras do CRMB percorreram pontos de grande circulação da cidade para apresentar os serviços gratuitos oferecidos pela unidade. O foco foi a busca ativa, estratégia que visa a alcançar pessoas que necessitam de apoio, mas que enfrentam barreiras para procurar ajuda de forma espontânea. "A busca ativa aproxima o poder público da comunidade, cria vínculos e mostra que existe uma rede preparada para acolher" Maíra Castro, subsecretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres A subsecretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Maíra Castro, destacou que a proximidade com a população é essencial para romper ciclos de abuso. "Nem sempre a mulher consegue procurar ajuda sozinha. Muitas vezes, ela está em situação de medo, isolamento ou sequer reconhece que está vivendo uma violência. A busca ativa aproxima o poder público da comunidade, cria vínculos e mostra que existe uma rede preparada para acolher", afirmou a subsecretária. As equipes dialogaram com comerciantes e moradoras sobre o catálogo de serviços do centro, que inclui acolhimento psicossocial, orientação jurídica, assistência de enfermagem, oficinas, rodas de conversa e cursos gratuitos de qualificação profissional. O CRMB conta ainda com um espaço lúdico para crianças a partir de três anos, permitindo que as mães recebam atendimento com tranquilidade. As equipes dialogaram com comerciantes e moradoras sobre o catálogo de serviços do centro | Foto: Divulgação/SMDF Para quem vive na região, a ação direta nas ruas ajuda a desmistificar o atendimento público e a combater o sentimento de culpa que muitas vítimas carregam. A vendedora Aline Alves Dantas, moradora do Recanto das Emas há quatro meses, relatou que a abordagem pode ser o gatilho para o início de uma mudança. "Às vezes, a pessoa começa uma conversa simples e acaba desabafando. Muitas mulheres sentem vergonha de falar sobre a violência, como se a culpa fosse delas. Ter esse centro perto ajuda muito, porque a gente consegue orientar e encaminhar quem precisa aqui da nossa região", avaliou a vendedora. Atualmente, o Distrito Federal conta com unidades do CRMB no Recanto das Emas, Sol Nascente, Sobradinho II e São Sebastião. Segundo a diretora-geral dos centros, Fausta Maria de Matos, as ações comunitárias são a melhor forma de ampliar o alcance do serviço. "Muita gente às vezes não sabe que nós estamos aqui, prontos para receber essas mães e essas mulheres. A participação da comunidade é fundamental para que mais pessoas conheçam o centro e saibam que podem buscar ajuda", pontuou. *Com informações da SMDF
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CEU das Artes intensifica ações de proteção infantojuvenil durante o Maio Laranja
Durante o mês de maio, o CEU das Artes amplia as ações de conscientização, acolhimento e prevenção destinadas a crianças e adolescentes no Distrito Federal. A mobilização integra a campanha nacional Maio Laranja e reforça o trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF), em parceria com o Instituto Idecace. As inscrições seguem abertas. Mais informações sobre matrículas e inscrições podem ser obtidas diretamente nos polos participantes do CEU das Artes e nos canais oficiais da Sejus-DF e do Instituto Idecace. A proposta é fortalecer o debate sobre a prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes por meio de atividades educativas, escuta qualificada e iniciativas voltadas para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. "Projetos esportivos e de lazer oferecem espaços seguros de convivência, fortalecem valores como respeito, disciplina e autoestima, além de criarem vínculos familiares e comunitários" Jaime Santana, secretário interino de Justiça e Cidadania do DF “Projetos esportivos e de lazer oferecem espaços seguros de convivência, fortalecem valores como respeito, disciplina e autoestima, além de criarem vínculos familiares e comunitários. Essas ações ajudam a reduzir vulnerabilidades sociais e se tornam ferramentas essenciais na conscientização, prevenção de abusos e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes”, afirmou o secretário interino de Justiça e Cidadania do DF, Jaime Santana. As ações seguem a metodologia DNA do Brasil, aplicada pelo Instituto Idecace, com foco no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. O trabalho está alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e prioriza competências socioemocionais, pensamento crítico, empatia, cidadania e participação social. Ao longo do ano, o projeto aborda temas transversais de forma integrada às atividades pedagógicas, esportivas e culturais. Entre os assuntos trabalhados estão equidade de gênero, diversidade étnico-racial, saúde mental, sustentabilidade e direitos da criança e do adolescente. Durante o Maio Laranja, o CEU das Artes opera com o tema "Amor e Proteção" | Fotos: Jhonatan Vieira/ Sejus-DF As atividades são desenvolvidas de forma integrada às aulas e práticas regulares oferecidas nos polos, utilizando esporte, cultura e educação como ferramentas de fortalecimento de vínculos, promoção da cidadania e prevenção de vulnerabilidades sociais. Durante o Maio Laranja, esse trabalho ganha reforço com o tema “Amor e Proteção”, que orienta atividades voltadas para conscientização, reconhecimento de situações de risco e fortalecimento da cultura do cuidado coletivo. A iniciativa busca estimular autonomia, diálogo e confiança entre crianças, adolescentes, famílias e educadores. “O enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes exige ações permanentes e articuladas" Wilson Cardoso, presidente do Instituto Idecace “O enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes exige ações permanentes e articuladas. Nosso compromisso é garantir espaços seguros e preparados para promover aprendizagem, acolhimento e proteção efetiva”, afirma o presidente do Instituto Idecace, Wilson Cardoso. Acompanhamento social e atuação preventiva Um dos diferenciais do CEU das Artes está no trabalho da Gerência de Apoio Social (GAS), formada por psicólogos e assistentes sociais que acompanham continuamente crianças, adolescentes e suas famílias. A equipe realiza escuta qualificada, identifica situações de vulnerabilidade e, quando necessário, faz encaminhamentos à rede oficial de proteção, incluindo equipamentos públicos como Cras e Creas. *Com informações da Sejus-DF
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GDF intensifica ações de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
A proteção de crianças e adolescentes contra todas as formas de violência é uma das prioridades da Secretaria de Justiça e Cidadania do (Sejus-DF). Responsável pela formulação, coordenação, execução, monitoramento e avaliação das políticas públicas voltadas para promoção, proteção e defesa dos direitos desse público, a pasta atua de forma permanente no fortalecimento da rede de proteção, na prevenção da violência sexual e no acolhimento humanizado às vítimas e suas famílias. Campanha ressalta importância da conscientização da sociedade na campanha | Fotos: João Marcos Teixeira/Sejus-DF Neste 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a secretaria reforça a importância da conscientização da sociedade, da denúncia e da atuação integrada entre órgãos públicos, instituições e população no enfrentamento desse tipo de violência. Ao longo do Maio Laranja, campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, a secretaria intensificou as ações de mobilização social, prevenção e capacitação da rede de proteção. Entre as iniciativas promovidas estão palestras educativas, rodas de bate-papo, formações para profissionais, ações intersetoriais e campanhas de sensibilização voltadas à população e aos profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes. Faixa etária mais atingida por violações de direitos em 2025 foi a de crianças entre 5 e 8 anos, seguida pelo grupo de 9 a 12 anos Os dados da Coordenação de Sistema de Denúncias de Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cisdeca) mostram que, em 2025, foram registradas 3.949 denúncias de violações de direitos no Distrito Federal, com média diária de 11 registros. Em 2026, até o dia 11 deste mês, já foram contabilizadas 1.850 denúncias, elevando a média para 14 casos por dia. O crescimento também aparece na comparação mensal entre os dois anos: • Janeiro: 255 denúncias em 2025 e 368 em 2026; • Fevereiro: 267 em 2025 e 416 em 2026; • Março: 369 em 2025 e 489 em 2026; • Abril: 321 em 2025 e 437 em 2026. Os números indicam maior procura pelos canais de denúncia e refletem o fortalecimento das campanhas de conscientização e da atuação integrada da rede de proteção. Iniciativa aposta na conscientização das crianças, que estão entre principais vítimas da violência sexual Perfil das vítimas e locais de ocorrência Os dados da Cisdeca mostram que, em 2025, a faixa etária mais atingida foi a de crianças entre 5 e 8 anos, seguida pelo grupo de 9 a 12 anos. Já no Centro Integrado 18 de Maio, especializado no atendimento a vítimas de violência sexual, as maiores incidências ocorreram entre crianças de 4 a 6 anos e de 10 a 12 anos. Quanto ao perfil das vítimas, os registros variam conforme a natureza do atendimento realizado em unidade. Na Cisdeca, que recebe denúncias gerais de violações de direitos, houve predominância de vítimas do sexo masculino em 2025, representando 52% dos casos. Já no Centro Integrado 18 de Maio, aproximadamente 72,6% das vítimas atendidas em 2025 eram do sexo feminino, percentual que permaneceu próximo de 70% entre janeiro e abril de 2026. Os dados também revelam que grande parte da violência ocorre dentro do ambiente familiar, especialmente na residência do núcleo familiar da criança ou adolescente ou na casa de familiares próximos. O cenário reforça a importância da atenção aos sinais, da escuta qualificada e da denúncia. As regiões administrativas com maior incidência de denúncias e atendimentos registrados foram Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, São Sebastião e Planaltina. Nos dados compilados pelos conselhos tutelares, em 2025, destacam-se ainda Recanto das Emas, com 901 registros; Paranoá, com 306; e Riacho Fundo II, com 252 ocorrências. Atendimento especializado e acolhimento humanizado Referência no Distrito Federal, o Centro Integrado 18 de Maio, localizado na Asa Sul, atua no atendimento especializado de crianças e adolescentes vítimas ou suspeitas de violência sexual. O espaço oferece acolhimento humanizado e acompanhamento técnico realizado por equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos especializados. Material publicitário ressalta importância fundamental da denúncia para o combate à violência sexual Em 2025, o centro prestou atendimento a 379 crianças e adolescentes, resultando em aproximadamente 2 mil encaminhamentos e 2 mil monitoramentos familiares. Já entre janeiro e abril de 2026, foram registrados 94 atendimentos, com cerca de 600 encaminhamentos e 700 monitoramentos. Além do atendimento direto às vítimas, o centro também promove ações permanentes de fortalecimento da rede de proteção. Somente nos primeiros meses de 2026, foram realizadas palestras para pais e responsáveis, formações para educadores e servidores, reuniões intersetoriais, estudos de caso, capacitações técnicas, visitas institucionais e participação em comitês distritais. As ações têm como foco ações de prevenção contra a violência sexual, orientar profissionais da rede e garantir atendimento não revitimizante a crianças e adolescentes. A Sejus-DF destaca que denunciar é fundamental para interromper ciclos de violência e garantir proteção às vítimas. A Cisdeca funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Aos sábados, domingos e feriados, o atendimento ocorre 24 horas, por meio da central telefônica responsável pelo recebimento de denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes. [LEIA_TAMBEM] Rede integrada de proteção A Sejus-DF ressalta que os dados apresentados possuem naturezas distintas e foram produzidos por diferentes unidades da rede de proteção, com metodologias e objetos de atuação específicos. Enquanto a Cisdeca contabiliza denúncias gerais de violações de direitos recebidas pelos canais oficiais, o Centro Integrado 18 de Maio registra atendimentos especializados relacionados à violência sexual. Já a Coordenação de Apoio aos Conselhos Tutelares compila informações encaminhadas pelos conselhos tutelares do Distrito Federal, podendo haver subnotificação em razão da alimentação não integral do Sistema de Informação para a Infância e a Adolescência (Sipia) por todas as unidades. Mesmo sem caráter comparativo direto, os números permitem uma visão ampliada da atuação integrada da rede de proteção no DF e reforçam a importância da denúncia, da prevenção e do acolhimento humanizado no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. Em 2025, os principais canais registrados pela Cisdeca foram o Disque 100, com 2.685 denúncias, e o Ligue 125, com 1.021 registros. Canais de denúncia: • Cisdeca – 125 (de segunda a sexta, das 8h às 18h; atendimento 24 horas aos finais de semana e feriados) • Disque 100 (24 horas por dia, todos os dias) • Centro Integrado 18 de Maio: (61) 2244-1512 / (61) 2244-1513. *Com informações da Sejus-DF
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Dia D reforça mobilização contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes no DF
A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) participa, nesta quinta-feira (14), do Dia D de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, com ações educativas em diferentes pontos do DF. As atividades integram a Operação Caminhos Seguros 2026 e fazem parte da campanha Maio Laranja, que reforça a conscientização e o enfrentamento à violência infantojuvenil. No período da manhã, das 8h às 12h, será realizada uma blitz educativa na unidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Santa Maria. Durante a ação, equipes da Sejus-DF e de órgãos parceiros abordarão motoristas e passageiros para distribuir materiais informativos e orientar a população sobre prevenção, identificação e denúncia de casos de violência contra crianças e adolescentes. As ações da Caminhos Seguros são focadas na educação do público | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF À tarde, a mobilização seguirá nas proximidades da Feira dos Importados, em parceria com o Detran-DF. A iniciativa também contará com abordagens a veículos e distribuição de materiais educativos voltados à conscientização sobre a importância da proteção integral de crianças e adolescentes. Atuação integrada Coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Caminhos Seguros é executada no DF pela Sejus-DF em articulação com uma ampla rede interinstitucional. Participam da ação a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), a Polícia Militar (PMDF), o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Departamento de Trânsito (Detran-DF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). As ações concentram-se em áreas de maior vulnerabilidade, como rodovias, postos de combustíveis, regiões periféricas e locais com grande circulação de pessoas. Além das blitzes educativas, a operação reúne iniciativas de prevenção, conscientização e repressão qualificada aos crimes contra crianças e adolescentes, especialmente em ambientes propensos à exploração sexual e ao tráfico de menores. Áreas como rodovias, postos de combustíveis, regiões periféricas e locais com grande circulação de pessoas são prioritárias para receber a operação realizada em conjunto por vários órgãos distritais e nacionais Ao longo do mês, a Sejus-DF também promoverá palestras educativas em mais de 10 escolas públicas do Distrito Federal, abordando temas como educação sexual, consentimento, prevenção à violência e identificação de situações de risco. As atividades serão adaptadas para diferentes públicos, incluindo crianças, adolescentes e pessoas com deficiência, com metodologias inclusivas e linguagem acessível. Conscientização e proteção “A proteção das nossas crianças e adolescentes exige união, vigilância e compromisso permanente" Jaime Santana, secretário de Justiça e Cidadania interino O secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, destacou a importância da atuação integrada no enfrentamento à violência infantojuvenil. “A proteção das nossas crianças e adolescentes exige união, vigilância e compromisso permanente. Informação, conscientização e ação conjunta são fundamentais para prevenir violências e fortalecer a rede de proteção”, afirmou. A subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes da Sejus-DF, Maria do Socorro Lucena, reforçou a importância das ações educativas realizadas diretamente com a população. “Levar orientação para as ruas e para as escolas é essencial para romper o silêncio, ampliar o acesso à informação e fortalecer a capacidade de identificação e denúncia de situações de violência”, ressaltou. A campanha Maio Laranja marca o mês de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes e busca sensibilizar a sociedade sobre a importância da prevenção, da escuta qualificada e da denúncia de violações de direitos. Dados do Disque 100 revelam que a maior parte das agressões ocorre no ambiente familiar: os próprios parentes são responsáveis por 61,2% dos casos, enquanto 23,5% dos agressores são pessoas conhecidas das vítimas. O cenário reforça a importância da vigilância constante e da atuação integrada da rede de proteção, garantindo suporte psicológico, jurídico e social às vítimas e aos seus familiares. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania
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