Peça teatral da UBS 1 da Candangolândia apresenta perigos escondidos por trás das telas
Os alunos da Escola Classe (EC) 2 da Candangolândia reuniram-se, nesta sexta-feira (19), para assistir à peça de teatro À Sombra da Tela. A obra é criada, produzida e encenada por profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da região e integra as ações realizadas pelo Programa Saúde na Escola (PSE). O texto faz um alerta sobre os perigos escondidos por trás das telas de celulares, jogos infantis e plataformas digitais. De forma lúdica e com abordagem cuidadosa, a peça joga luz sobre a integridade dos jovens, alertando sobre os riscos de assédio e abuso virtual. Adaptar o conteúdo para crianças, especialidade do PSE, é o principal desafio dessa criação, conta o agente Comunitário de Saúde (ACS), Manoel Morais, roteirista, diretor e um dos atores da peça que conta com 12 profissionais de saúde no elenco. “Sabemos da dificuldade que é tratar um tema tão pesado como esse. Mas nosso trabalho é misturar elementos lúdicos para alcançar o público infantil e fazê-los entender”, explica o ACS. “Acho que demos o recado!”, avalia. A peça faz um alerta sobre os perigos escondidos por trás das telas de celulares, jogos infantis e plataformas digitais | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF O assunto foi apresentado ao longo de todo o semestre, em debates com professores e em atividades com a comunidade escolar. A peça, encenada para 380 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, complementa a abordagem e encerra o ciclo. Para o próximo semestre, já estão sendo preparados trabalhos direcionados à prevenção da dengue. Parceria Para a vice-diretora da EC 2 da Candangolândia, Patrícia da Costa, o impacto do conteúdo sobre os estudantes é notável. “A gente vê que faz diferença, pois as crianças trazem esse retorno. Elas conseguem levar isso para casa e multiplicar a mensagem." Segundo a gestora, o resultado é fruto de parceria contínua. “Os profissionais da UBS são parceiros incríveis. Eles estão conosco em diversos momentos, desde palestras e apresentações, até atendimentos aos alunos e familiares”, agradece. Programa Saúde na Escola O PSE é uma estratégia de integração entre saúde e educação voltada ao desenvolvimento da cidadania e à qualificação das políticas públicas brasileiras. A articulação entre as escolas e a Atenção Primária à Saúde (APS) constitui a base do programa. Atualmente, o PSE no âmbito do Distrito Federal conta com 632 escolas pactuadas e 154 UBSs vinculadas. As ações contemplam todas as 14 Coordenações Regionais de Ensino do Distrito Federal. *Com informações da SES-DF
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Programa Saúde na Escola leva vacinação e cultura de paz ao CEF 5 de Taguatinga
O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 5 de Taguatinga recebeu, nesta sexta-feira (17), ações do Programa Saúde na Escola (PSE). A iniciativa levou aos 469 alunos do 6º ao 9º anos verificação da situação vacinal, orientações de saúde bucal e atividades sobre prevenção da violência, cultura de paz e saúde mental. Criado em 2007, o PSE integra as redes públicas de Saúde e Educação para ampliar o acesso dos estudantes da educação básica a ações de prevenção e cuidado. Em 2026, a mobilização prioriza três temas: verificação e atualização vacinal, prevenção das violências com promoção da cultura de paz e saúde mental. O cronograma deste ano começou em março, teve lançamento nacional em abril e segue ao longo do ano letivo, com destaque para abril e maio. A ação levou aos 469 alunos do 6º ao 9º ano verificação da situação vacinal, orientações de saúde bucal e atividades sobre prevenção da violência, cultura de paz e saúde mental | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília No CEF 5, a programação foi montada em parceria com a Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 de Taguatinga Sul para encaixar as atividades na rotina das turmas. Segundo a diretora Iraildes Alves, o cronograma é definido com antecedência para preservar aulas e intervalos e permitir a participação dos estudantes sem prejuízo à rotina pedagógica. “A gente organiza um cronograma de forma que não atrapalhe nem os horários das aulas nem o intervalo”, afirmou. “Esse trabalho é cooperativo. A gente faz a nossa parte, também orienta os pais.” A articulação entre a escola e a UBS segue o desenho do programa no território. A enfermeira Layara Lisboa, coordenadora da equipe da UBS 5, explicou que as secretarias de Saúde e Educação pactuam a adesão no início de cada ciclo e depois definem, com a escola, os eixos prioritários e o cronograma das ações. “A unidade de saúde, de acordo com o seu território, assume aquela escola”, resumiu. “A gente leva um serviço para a escola para trazer essa comunidade mais perto do serviço de saúde.” Além da vacinação, o programa trabalha outros temas ao longo do ano, como alimentação saudável, atividade física, prevenção das violências e saúde bucal. No CEF 5, a ação também inclui distribuição de kits de escovação e orientações aos alunos. Entre os estudantes, a vacinação dentro da escola foi apontada como um ganho prático para as famílias. Aluna de 14 anos, Ilana Ximendes contou que foi a primeira vez na vida que ela tomou a vacina na escola. Para ela, a medida ajuda quem tem dificuldade de ir ao posto de saúde. “Acaba facilitando bastante, porque minha mãe não precisa levar a gente para o posto”, afirmou. Sobre as palestras, ela destacou o espaço de diálogo com os alunos. “Eles tiram tempo para conversar com os alunos, e isso ajuda a gente a entender melhor.” “Eles tiram tempo para conversar com os alunos, e isso ajuda a gente a entender melhor", destaca a estudante Ilana Ximendes Também de 14 anos, Dafne Mendes destacou as conversas sobre convivência e bullying. Para a estudante, levar esse tipo de orientação para dentro da escola ajuda os alunos a rever comportamentos e melhora o ambiente entre os colegas. “Essas palestras ajudam a abrir a cabeça”, resumiu.
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Programa DNA do Brasil inicia ações de saúde preventiva em escolas públicas de Ceilândia
O Programa DNA do Brasil, no âmbito do Programa Saúde na Escola (PSE), iniciou suas ações em Ceilândia com atendimentos voltados à promoção da saúde preventiva e ao acompanhamento integral de crianças e adolescentes da rede pública de ensino. A iniciativa é da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte (Idecace). As atividades têm como base o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes) da QNN 13, que funciona como polo de atendimento e articulação das ações na comunidade. A partir do espaço, uma equipe itinerante atua diretamente nas escolas públicas da região, atendendo estudantes de 5 a 18 anos. O programa realiza triagens de enfermagem, avaliações odontológicas não invasivas e ações educativas sobre higiene, alimentação, autocuidado e prevenção de doenças, fortalecendo o cuidado contínuo e a orientação às famílias. “Essa iniciativa fortalece a atuação integrada entre educação, saúde e assistência social. Quando o poder público e a sociedade civil caminham juntos, conseguimos ampliar o acesso a políticas públicas e consolidar uma rede de proteção mais eficiente para nossas crianças e adolescentes” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania do DF O atendimento é conduzido por uma equipe multidisciplinar, formada por dentista, enfermeiro, psicólogo, assistente social e pedagogo. Além da saúde física, os profissionais também identificam demandas emocionais, sociais e educacionais, com encaminhamentos à rede pública de saúde e aos serviços de proteção social sempre que necessário, garantindo a continuidade do acompanhamento. Para a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, a iniciativa reforça a importância da atuação integrada entre diferentes políticas públicas. “Essa iniciativa fortalece a atuação integrada entre educação, saúde e assistência social. Quando o poder público e a sociedade civil caminham juntos, conseguimos ampliar o acesso a políticas públicas e consolidar uma rede de proteção mais eficiente para nossas crianças e adolescentes”, destaca. Segundo o presidente do Idecace, Wilson Cardoso, o diferencial do programa está no acompanhamento individualizado dos estudantes. “Para desenvolver a educação, precisamos entender o potencial e as necessidades de ajuste de cada criança e adolescente. A metodologia do DNA do Brasil permite identificar vulnerabilidades, acompanhar trajetórias e fortalecer a rede de proteção de forma contínua, indo além das ações pontuais nas escolas”, afirma. Um dos destaques da iniciativa é o uso de tecnologia nas avaliações odontológicas, com scanner intraoral, que torna os atendimentos mais rápidos, seguros e precisos, além da emissão de laudos digitais. “Com tecnologia de ponta, como o scanner intraoral utilizado nas avaliações odontológicas, conseguimos ampliar a capacidade de diagnóstico e tornar o cuidado mais eficiente e humanizado”, explica o coordenador do projeto, Samuel Suaid. A metodologia já beneficiou mais de 350 mil crianças e adolescentes em diferentes estados brasileiros | Foto: Jhonatan Vieira/Ascom Sejus-DF Todas as informações são registradas na Plataforma DNA do Brasil, sistema próprio de monitoramento que gera indicadores e permite avaliar os resultados ao longo do tempo. A metodologia já beneficiou mais de 350 mil crianças e adolescentes em diferentes estados brasileiros. Serviço Programa PSE – DNA do Brasil Mais informações: dnadobrasil.org.br/pse | idecace.org.br/psednadobrasil *Com informações da Sejus-DF
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Mais de 600 escolas públicas do DF integram o Programa Saúde na Escola
O Distrito Federal atingiu a marca de 632 colégios inscritos no Programa Saúde na Escola (PSE), uma iniciativa conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde para a promoção e prevenção em saúde. O número representa um aumento de 25% em relação ao biênio anterior, possibilitando beneficiar mais de 365 mil estudantes da Secretaria de Educação (SEEDF). O aumento no número de adesões de escolas da da rede pública de ensino do Distrito Federal ao PSE poderá beneficiar mais de 365 mil alunos | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Para a diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da SEEDF, Larisse Cavalcante, o programa é significativo, uma vez que existem alunos com problemas de saúde, que são atendidos pela Secretaria de Educação, e têm dificuldades de acessar uma unidade básica de saúde (UBS): “A grande potência desse programa é que, por meio de um aparelho público, o estudante tem acesso também a esses serviços que, às vezes, a família não consegue ter. O PSE traz esse cuidado e essa prevenção para dentro da escola”. “A vantagem do Programa Saúde na Escola é que com uma ação a gente consegue abordar temas que abrangem uma coletividade, e isso vai ajudar a desafogar os atendimentos de tratamentos específicos na UBS” Alana Siqueira, coordenadora do PSE da Secretaria de Saúde O programa, que já existe há 18 anos, visa estreitar os laços entre as unidades de saúde e de educação por meio de ações educativas, como campanhas de vacinação, escovação dentária, atividades de combate à dengue, palestras e outras atividades, sempre com uma linguagem adequada à faixa etária dos alunos. As ações são promovidas pelas secretarias de Educação e de Saúde, contribuindo para a formação integral e para a ampliação do acesso aos serviços de saúde pública. A adesão recorde para o biênio 2025-2026 deve-se, entre outros fatores, ao empenho dos profissionais das duas secretarias para promover a pactuação das escolas ao PSE por intermédio do projeto Café com Adesão, que realizou uma série de encontros em todas as Regionais de Ensino do DF em janeiro deste ano. Nas reuniões, além de incentivar os gestores a efetuar as inscrições, reforçou-se a relevância da integração entre as duas pastas para atender às demandas das escolas e facilitar o compartilhamento de informações essenciais sobre a saúde dos estudantes. “Esse aumento de escolas inscritas veio por um esforço coletivo. Atendemos todos os gestores das UBS e das escolas que participaram, e esse esforço todo impactou para o sucesso. Os gestores puderam tirar dúvidas no Café com Adesão, além de entender como o programa funciona e como trazer ações de saúde para dentro da escola é fundamental”, explica a coordenadora do PSE da Secretaria de Educação, Carla Dias. Multiplicação do conhecimento A coordenadora do PSE da Secretaria de Saúde, Alana Siqueira, ressalta o poder de multiplicação do aprendizado que os estudantes têm dentro das escolas com o PSE. “A vantagem do Programa Saúde na Escola é que com uma ação a gente consegue abordar temas que abrangem uma coletividade, e isso vai ajudar a desafogar os atendimentos de tratamentos específicos na UBS”, relata. Em algumas atividades, como palestras e vacinação, as ações são estendidas direta e indiretamente às famílias. Outras vezes, os pais e responsáveis são impactados, porque os alunos tornam-se multiplicadores das informações sobre os cuidados com a saúde que recebem durante as ações do PSE, levando para casa o aprendizado. “Por exemplo, se há uma ação de prevenção à dengue na escola, ele vai chegar em casa olhando os pratinhos de planta da mãe dele, tirando os lixos que estão jogados, e a mãe vai falar isso para o vizinho. Então, isso acaba se replicando na comunidade onde ele vive”, conta Alana. A coordenadora do PSE da Secretaria de Saúde, Alana Siqueira (à esquerda), e a diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da SEEDF, Larisse Cavalcante, ressaltam a importância da parceria entre as pastas Vacinação nas escolas Dentro do PSE, uma importante parceria entre Saúde e Educação é a campanha de vacinação nas escolas. Na última quarta-feira (9), os ministros da Educação, Camilo Santana, e da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram, na Escola Classe Beija Flor, na 316 Norte, o lançamento das ações de mobilização deste ano para promover a vacinação de crianças e adolescentes entre os meses de abril e novembro. A iniciativa tem o intuito de atualizar a situação vacinal de meninos e meninas com menos de 15 anos, intensificar a vacinação de rotina e reduzir o risco de ocorrências de doenças imunopreveníveis, além de reduzir a hesitação vacinal. A vice-diretora da Escola Classe Beija Flor, Luzia Lavendowski Lazzari, afirma que essas ações são positivas por beneficiarem os alunos com vacinação e encaminhamentos para especialistas, como pediatras, psicólogos e dentistas, entre outros. “Os programas de saúde escolar têm muita importância, principalmente para as famílias carentes, porque muitas delas não têm uma rede de apoio tão completa, alguém que leve a criança ao médico. Então, a escola, por intermédio dessa parceria com a Saúde, acaba tornando-se essa rede de apoio”, conclui. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Estudantes aprendem sobre higiene bucal em ação do programa Saúde na Escola
Nesta sexta-feira (4), as crianças do Centro Educacional Casa Grande, unidade escolar do Gama, receberam uma ação do Programa Saúde na Escola (PSE), composta por uma palestra sobre saúde bucal e a distribuição de kits de higiene dentária com um estojinho, escova de dente, pasta e fio dental, além de participarem de um momento de escovação direcionado por um profissional de odontologia. Realizado há 15 anos a partir de uma parceria entre as secretarias de Saúde (SES-DF) e de Educação (SEEF), o objetivo do programa é promover a saúde, educar e prevenir doenças na comunidade estudantil. O Programa Saúde na Escola (PSE) passou pelo CED Casa Grande oferecendo palestra sobre saúde bucal, distribuição de kits de higiene dentária e dicas para uma escovação eficiente | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A ação ocorre de forma periódica nas unidades escolares em todo o Distrito Federal, agendada com antecedência para preparar a interação dos profissionais de saúde no ambiente escolar. Na escola de campo CED Casa Grande, que atende desde a educação infantil ao ensino médio e também Educação de Jovens e Adultos (EJA), são 542 estudantes matriculados. Aluno da unidade, Isaac Veras, de 9 anos, explicou com maestria tudo que absorveu durante a ação: “Hoje a gente aprendeu sobre escovação, não comer muito doce no dia a dia e, sempre que finalizar uma refeição, escovar os dentes. E não é para escovar de qualquer jeito, é dez vezes em um lugar, depois passa para o outro e escova dez vezes também”. Ele acrescentou, ainda, que está pronto para levar todas as informações para casa e repassar para a família. “Eu vou levar um bom conhecimento para minha mãe, para o meu avô e para a minha avó também”. A estudante Ângela Vitória Costa, 9, também participou da ação e vai levar o que aprendeu para os irmãos em casa. Ela recordou os ensinamentos sobre doenças bucais, que não sabia que existiam: “Se não cuidar, o dente fica sujo e pode ter cárie ou aquela gengivite, que é bem ruim”. Colega de turma, Maria Clara Barbosa, 10, reforçou a fala com um alerta: “A boa escovação é importante para todo mundo, a gente tem que escovar bem os dentes para não ter nenhuma infecção nem bactéria na boca”. O aluno Isaac Veras mostrou que prestou atenção à palestra do PSE: “Hoje a gente aprendeu sobre escovação, não comer muito doce no dia a dia e, sempre que finalizar uma refeição, escovar os dentes. E não é para escovar de qualquer jeito, é dez vezes em um lugar, depois passa para o outro e escova dez vezes também” Resultado na ponta A coordenadora pedagógica do CED Casa Grande, Francis Paula Lima, destacou que a escola de campo é frequentada por comunidades diversas, onde há os alunos que já têm a escovação recomendável como parte da rotina, mas há também os que vêm de assentamentos ou acampamentos, onde a questão é mais complexa. “Por isso as ações são importantes; vemos que os alunos ganharam essa preocupação com a higiene bucal, eles perguntam depois o lanche se já podem escovar os dentes. Até os pais, durante as reuniões, falam sobre a troca de escovas de dente e anseiam por mais ações como essa”. O programa é desenvolvido nas escolas públicas do Distrito Federal que aderem de forma voluntária, em parceria com a unidade básica de saúde (UBS) da região. As ações podem ser realizadas ou apoiadas pelas equipes de saúde da família, equipes multiprofissionais e equipes de saúde bucal das UBSs da região escolar, envolvendo diversos profissionais da SES-DF. Durante as atividades, os estudantes com necessidades específicas podem ser identificados e encaminhados para acompanhamento na UBS mais próxima da residência ou escola. A supervisora de Serviços de Atenção Primária do Gama, Elizangela Gama Dourado, ressaltou a importância do programa para a população. “Onde existe promoção e prevenção de programas de saúde, é possível ver o reflexo na ponta. Nós percebemos que há uma diminuição dos casos que chegam à UBS quando existe a interação entre a escola e a unidade de saúde. A criança influencia os pais, então o que elas aprendem na escola em uma palestra como essa, elas levam para casa”, observou. A estudante Ângela Vitória Costa descobriu que a falta de higiene bucal pode causar diversas doenças: “Se não cuidar, o dente fica sujo e pode ter cárie ou aquela gengivite, que é bem ruim” Aumento na adesão Programa federal existente desde 2007, o PSE define, em parceria com as escolas e UBSs, quais áreas de saúde serão trabalhadas anualmente, com base no diagnóstico local e nas necessidades da comunidade escolar. Além disso, a iniciativa destaca cinco eixos prioritários, entre os 14 existentes: Saúde ambiental, Promoção da atividade física, Alimentação saudável e prevenção da obesidade, Promoção da cultura de paz e direitos humanos, Prevenção das violências e acidentes, Prevenção das doenças negligenciadas, Verificação da situação vacinal, Saúde sexual e reprodutiva, Prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas, Saúde bucal, Saúde auditiva, Saúde ocular, Prevenção à covid-19 e Saúde mental. Entre 2023 e 2024, 505 das 780 escolas públicas participaram do programa, uma adesão de 65% que abrangeu mais de 294 mil alunos. E, a cada ciclo, a comunidade cresce: para os anos de 2025 e 2026 houve um aumento de 25%, com 632 escolas inscritas, abrangendo desde creches até a EJA, totalizando 365.551 alunos. Para a coordenadora do PSE, Carla Dias, os dados demonstram a força do programa: “Trazer ações de promoção e prevenção e saúde para dentro da escola é fundamental para os nossos estudantes, a gente vê o quanto isso contribui para a população. A saúde bucal, por exemplo, é essencial e interfere na saúde integral. Trabalhamos com uma palestra lúdica, mas é importante destacar que o PSE alcança todas as modalidades, sendo adequadas a cada público”.
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Programa Saúde na Escola une aprendizado e qualidade de vida de alunos da rede pública de ensino
Promover a saúde nas escolas é essencial para melhorar as condições de aprendizado e a qualidade de vida dos estudantes. As secretarias de Educação (SEEDF) e de Saúde (SES-DF) do DF promovem diversas ações para estimular que as escolas participem do Programa Saúde na Escola (PSE), iniciativa conjunta dos Ministérios da Educação e da Saúde. O programa estreita os laços entre unidades de saúde e de educação, contribuindo para a construção da estrutura para a educação integral dos alunos e ampliando o acesso aos serviços de saúde. O projeto Café com Adesão passou por todas as 14 regionais de ensino e foi uma das ações para promover a anuência das escolas ao PSE | Foto: André Amendoeira/SEEDF A pactuação pode ser realizada entre a direção de qualquer escola pública e o gestor da Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima à unidade escolar até o dia 10 de março. Os gestores de escolas interessados em participar do PSE devem preencher o termo de adesão, juntamente com o gerente da UBS de referência, e ambos devem assinar o documento, que será anexado no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) pelo gerente da UBS. Com o objetivo de reunir gestores da Saúde e da Educação e fortalecer a compreensão sobre o programa, as duas secretarias promoveram, no início do ano, o projeto Café com Adesão, que promoveu uma série de encontros em todas as regionais de ensino do Distrito Federal. A iniciativa buscou incentivar a formalização do compromisso para a implementação de ações em áreas essenciais, como saúde mental e alimentação saudável, entre outras. A integração possibilita ações conjuntas que atendem às demandas das escolas e permitem o compartilhamento de informações essenciais sobre os estudantes no sistema de saúde Nos encontros, reforçou-se a importância da colaboração entre Saúde e Educação para construir um sistema de atenção social focado na promoção da cidadania, fortalecimento do atendimento às vulnerabilidades e melhoria da comunicação entre escolas e unidades de saúde. Essa integração possibilita ações conjuntas que atendem às demandas das escolas e permitem o compartilhamento de informações essenciais sobre os estudantes no sistema de saúde. Além disso, foi ressaltado que o PSE não engloba a assistência à saúde, ou seja, a prescrição e uso de medicamentos, procedimentos cirúrgicos, internações e exames, mas uma abordagem preventiva com o intuito de melhorar a qualidade de vida e incentivar a adoção de hábitos saudáveis pelos estudantes e familiares. O PSE na prática A pactuação do PSE requer o envolvimento de gestores da Educação e da Saúde, que devem atuar conjuntamente para que as ações planejadas sejam implementadas de maneira eficiente. A colaboração entre as unidades escolares e as unidades básicas de saúde (UBSs) é essencial para garantir o sucesso do programa. “Se Saúde e Educação conseguirem planejar juntas, essas ações acontecerão de forma fluida” Carla Dias, psicóloga “O PSE não deve ser um evento isolado no calendário escolar, mas parte do cotidiano. Se Saúde e Educação conseguirem planejar juntas, essas ações acontecerão de forma fluida. O ideal é que o PSE esteja previsto no Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola, pois é uma política intersetorial que demanda colaboração. O registro das ações realizadas deve ser compartilhado com a saúde, respeitando a realidade de cada unidade escolar e de cada UBS”, destacou Carla Dias, psicóloga da Diretoria de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da SEEDF. Já Dárika Ribeiro, nutricionista da Gerência de Atenção à Saúde da Família da SES-DF, ressaltou o impacto do programa: “O PSE é uma política intersetorial muito potente. Quando educamos uma criança sobre saúde, ela leva esse conhecimento para sua família, gerando um impacto que nem conseguimos mensurar. A prevenção de doenças é sempre melhor que o tratamento, pois é mais barata, eficiente e menos desgastante. Quanto mais setores trabalharem juntos, melhor será para os estudantes e suas famílias.” Os eixos de atuação do PSE No evento, foram apresentados 14 eixos temáticos em que o programa pode atuar, sendo cinco de cumprimento obrigatório. A pactuação do PSE para o biênio 2025-2026 estabelece o compromisso das unidades de educação e saúde em executar ações prioritárias. No documento, cada unidade se compromete a atuar em cinco temáticas obrigatórias, além de outras nove temáticas opcionais. Os eixos apresentados para o biênio são os seguintes: 1. Saúde ambiental 2. Promoção da atividade física 3. Alimentação saudável e prevenção da obesidade (obrigatório) 4. Promoção da cultura de paz e direitos humanos (obrigatório) 5. Prevenção das violências e dos acidentes 6. Prevenção de doenças negligenciadas 7. Verificação da situação vacinal (obrigatório) 8. Saúde sexual e reprodutiva (obrigatório) 9. Prevenção ao uso de álcool, tabaco, e outras drogas 10. Saúde bucal 11. Saúde auditiva 12. Saúde ocular 13. Prevenção à covid-19 14. Saúde mental (obrigatório) *Com informações da Secretaria de Educação
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Projeto reforçará saúde dos olhos de alunos da rede pública do Distrito Federal
Com o objetivo de oferecer uma vida mais saudável e com mais qualidade para as crianças do Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF), em parceria com a Educação (SEE-DF) e o Instituto Elisedape, vão dar início ao projeto Em um Piscar de Olhos. O extrato do contrato foi publicado nesta sexta-feira (13), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Prevista para o início de 2025, quando o ano letivo nas escolas públicas começar, a iniciativa irá realizar triagem e consulta oftalmológica, entregando também óculos gratuitos aos alunos da rede pública. A expectativa é de que o projeto atenda aproximadamente 140 escolas cadastradas no Programa Saúde na Escola (PSE), quase 54 mil estudantes. A primeira etapa começa no colégio, onde é realizada a triagem de forma rápida, sem dilatar a pupila. Depois, o aluno é encaminhado para uma consulta oftalmológica e no mesmo dia é escolhida a armação. Em até 60 dias, os óculos são entregues. Prevista para o início de 2025, a iniciativa irá realizar triagem, consulta e entregará óculos gratuitos aos alunos | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Para a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, o projeto tem forte importância, uma vez que problemas de visão impactam diretamente no aprendizado e na qualidade de vida das crianças e adolescentes. “Este é o terceiro projeto que estamos participando para levar assistência e saúde para mais perto do cidadão. No início do próximo ano, também teremos mais dois, que serão voltados para a saúde bucal. Esse programa foi criado para reforçar a assistência à população, aproximando-se dos locais de maior vulnerabilidade ”, afirmou. O Em um Piscar de Olhos já atendeu estudantes em seis estados – Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Amapá, Roraima e Rondônia – além do Distrito Federal. Ao todo, mais de 100 mil alunos foram englobados, em que mais de 20 mil apresentaram algum problema de refração e 3 mil possuíam alguma doença que causa cegueira. Dos alunos convocados para os mutirões das consultas oftalmológicas, 86% não sabia possuir algum problema de visão. Programa Saúde na Escola O PSE foi lançado oficialmente no DF em 2009, após parceria dos Ministérios da Saúde e Educação, instituída em 2007 pelo Decreto Presidencial nº 6.286. A finalidade é contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública de educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Programa Saúde na Escola aborda combate à dengue em formato de jornal na Candangolândia
Em uma ação educativa contra a dengue, alunos do 5º ano da Escola Classe 2 da Candangolândia produziram um telejornal para falar sobre prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. A iniciativa foi realizada em parceria com profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da região administrativa e faz parte das ações do Programa Saúde na Escola (PSE), promovido pelas secretarias de Saúde e Educação do Distrito Federal. O telejornal está no ar no Instagram da escola. Em parceria com profissionais da UBS 1 da Candangolândia, estudantes da Escola Classe 2 produziram um telejornal para falar sobre prevenção e combate ao mosquito da dengue | Fotos: Divulgação/Agência Saúde-DF “Nos beneficiamos muito com a parceria escola-saúde. O planejamento é feito em conjunto conosco, focado nas preocupações escolares e executado de forma didática e muito divertida. Os estudantes se tornam multiplicadores”, aponta a diretora da Escola Classe 2, Alessandra Ceilão. Em 2024, a região registrou 995 casos prováveis de dengue. A gerente da UBS 1 de Candangolândia, Maisa Marth, destaca que o PSE permite a aproximação da saúde e da educação para a formação integral dos estudantes por meio de ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, contribuindo para o exercício da cidadania. O PSE é uma estratégia intersetorial das secretarias de Saúde e Educação que visa prevenir doenças e agravos no ambiente escolar “Com a volta do período chuvoso, estamos mobilizados para promover ações de prevenção e combate à dengue. O que realmente importa é que com a participação ativa dos estudantes, a assimilação do tema será mais efetiva e, consequentemente, os resultados na comunidade serão mais exitosos”, afirma a gerente da UBS. Saúde na Escola O Programa Saúde na Escola é uma estratégia intersetorial, pactuada entre as secretarias de Saúde e de Educação, que visa promover saúde e prevenir doenças e agravos no ambiente escolar. As ações são realizadas em escolas públicas do Distrito Federal que aderem voluntariamente ao projeto, em parceria com a UBS de referência do território. “A proposta do PSE é criar espaços para trabalhar questões de saúde nas quais crianças e adolescentes possam ser protagonistas, participar da construção e elaborar conhecimentos para levar para suas vidas e para a comunidade onde vivem”, apontou a assistente social da UBS, Mônica Aparecida Almeida, idealizadora do telejornal. Em 2024, foram realizadas 2.433 ações do PSE. Temas relacionados à saúde bucal, sexual, reprodutiva, mental e ambiental, prevenção de violências e cultura da paz também são abordados no programa. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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