Viajantes e profissionais da área de turismo devem se vacinar contra o sarampo
Quem está com viagem marcada para outros países, principalmente Estados Unidos, Canadá e México, ou quem trabalha em contato direto com público internacional em locais como embaixadas, aeroporto, rodoviária e do setor de turismo, deve conferir como está a vacinação contra o sarampo. A doença é evitável com a imunização, mas, desde o ano passado, já teve quase 15 mil casos confirmados nas Américas. No Brasil, foram 38 confirmações em 2025 e duas em 2026. No DF, o último caso foi em 2025, de uma pessoa que se contaminou em outro país. Vacinas estão disponíveis em diversas salas especiais da rede pública de saúde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF De acordo com a Secretaria de Saúde (SES-DF), a principal medida para evitar que eventuais “casos importados” se propaguem por aqui é assegurar a vacinação. “O sarampo é uma doença altamente contagiosa, que pode causar complicações graves e levar a óbito”, afirma a gerente da Rede de Frio Central da secretaria, Tereza Luiza Pereira. ”Quando a maior parte da população está vacinada, o vírus praticamente não circula. Isso cria uma barreira de proteção coletiva, que protege as pessoas mais frágeis”. Proteção O imunizante está disponível nas salas de vacinação da SES-DF. Basta comparecer com documento de identidade e, se possível, com a caderneta de vacinação. Pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da vacina tríplice viral. Já adultos de 30 a 59 anos precisam tomar uma dose. A vacina tríplice viral também assegura proteção contra rubéola e caxumba. No Hran, a Sala do Viajante é um local onde qualquer cidadão pode obter orientações sobre vacinação Tereza Pereira lembra que, dos 38 casos confirmados no Brasil em 2026, 36 foram em pessoas sem registro vacinal. No DF, a cobertura está próxima do ideal, mas não atingiu a meta de 95%. Entre as crianças de 12 meses a 2 anos, está em 85,6% para uma dose e 81,2% para duas doses. Adultos em dúvida se foram ou não vacinados devem comparecer a uma unidade básica de saúde (UBS), preferencialmente com a caderneta. A SES-DF também oferece o serviço na Sala do Viajante, localizada no Hospital Regional da Asa Norte Norte (Hran), que presta informações completas de cuidados para quem vai sair do país. DF monitora cenário [LEIA_TAMBEM]Mesmo sem casos em 2026 no DF, a doença é um dos focos de trabalho do Comitê de Monitoramento de Eventos em Saúde do Distrito Federal (Cmesp-DF), formado por especialistas de diversas áreas da SES-DF. O grupo tem acompanhado a evolução de números tanto no Brasil quanto no exterior. “Espaços como o Cmesp-DF são fundamentais para fortalecer a capacidade da SES-DF de antecipar riscos e responder de forma oportuna a possíveis ameaças à saúde pública”, explica a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta. “Ao acompanhar rumores e eventos internacionais, o comitê permite a detecção precoce de situações que podem impactar o território local, mesmo antes da confirmação oficial de casos.” O objetivo é ter agilidade se algum caso for identificado no DF. Em 2023, a capital registrou 30 casos suspeitos da doença, sem nenhuma confirmação. Em 2024, foram 36 notificações, também sem confirmações. Em 2025, outras 71 suspeitas foram investigadas e descartadas, além do caso confirmado. “A existência de um plano previamente elaborado e amplamente divulgado, baseado em diferentes cenários epidemiológicos, garante que a Secretaria de Saúde esteja preparada para agir de forma organizada diante de uma eventual emergência” Juliane Malta, diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF Quando houve a confirmação, a SES-DF executou uma série de ações para evitar novas ocorrências — como uma busca ativa por 278 pessoas que tiveram contato com o paciente, que permaneceu em isolamento domiciliar para evitar a transmissão. Estratégias Além de orientações sobre a doença, sinais de alerta e da verificação dos registros de vacinação, foi feito o bloqueio vacinal seletivo, uma estratégia para assegurar a proteção de todos que possam ter tido contato com o vírus. Foi ainda emitido um comunicado para toda a rede pública e privada de saúde. Para agilizar essas ações, a SES-DF segue o Plano Distrital de Resposta Rápida a Casos e Surtos de Sarampo, um conjunto de medidas já pré-determinadas. “A existência de um plano previamente elaborado e amplamente divulgado, baseado em diferentes cenários epidemiológicos, garante que a Secretaria de Saúde esteja preparada para agir de forma organizada diante de uma eventual emergência”, assegura Juliane Malta. “Esse planejamento define fluxos, responsabilidades e medidas a serem adotadas em cada situação, o que permite uma resposta coordenada, oportuna e eficaz entre as equipes envolvidas, contribuindo para reduzir riscos e evitar a propagação da doença.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF aplica quase 60 mil doses de vacinas contra a gripe em três dias
De quarta-feira a sábado da semana passada, a Secretaria de Saúde (SES-DF) aplicou 58.984 vacinas contra o vírus Influenza, causador de quadros graves de gripe. Porém, quem for dos públicos prioritários, porém, ainda pode se imunizar, procurando uma das mais de cem salas de vacinação disponíveis no DF. Fazem parte dos grupos prioritários para vacinação contra a gripe as categorias de professores, trabalhadores de saúde e profissionais de forças armadas e de segurança | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “As unidades estão abastecidas e prontas para receber os pacientes”, assegura a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. A orientação é comparecer com documento de identificação e comprovante de que faz parte de um dos grupos prioritários. No caso dos profissionais, pode ser um contracheque ou crachá. Já pessoas com deficiências ou comorbidades podem levar exames ou relatórios médicos. A vacina contra o vírus Influenza tem duas características importantes. A primeira é sua atualização anual, conforme as cepas circulantes do vírus: em 2026, a vacina é trivalente, protegendo contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). Por esse motivo, a orientação é tomar a vacina anualmente. [LEIA_TAMBEM]A segunda característica é que a vacina pode ser aplicada em conjunto com outras. Por exemplo: uma criança de 4 anos, no grupo prioritário para receber a vacina contra a influenza, pode tomar o reforço contra a febre amarela, a tríplice bacteriana e a vacina contra a varicela na mesma ocasião, todas recomendadas para essa faixa etária. O mesmo vale para adultos, idosos e gestantes. "Convidamos a população para comparecer com sua caderneta de vacinação”, reforça Tereza Pereira. “As equipes estão preparadas para avaliar a situação vacinal e indicar o que pode ser aplicado.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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Meningite cresce no país, acendendo o alerta sobre a importância da vacinação
A meningite, doença conhecida pela rapidez com que evolui e pelas graves sequelas que pode deixar, voltou a acender um sinal de alerta no Distrito Federal. De janeiro a setembro deste ano, o DF confirmou 69 casos da doença. Até o dia 1º deste mês, o Brasil registrou 11,2 mil casos de meningite, sendo 4.867 do tipo bacteriana e 3.821 do tipo viral, resultando em 1.121 mortes. Destas, 799 foram causadas por meningite bacteriana e 83, pela doença viral, segundo dados do Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações oferece gratuitamente cinco vacinas preventivas contra a meningite | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Apesar do aumento pontual de casos, o DF registra um avanço importante na imunização. Em 2024, foram aplicadas 30,3 mil doses de vacinas que protegem contra diferentes tipos de meningite — número maior que o do ano anterior. A cobertura vacinal chegou a 95,3%, um crescimento de quase 2%. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, esclarece que uma única ida a um local de vacinação pode servir para atualizar diversos esquemas vacinais. “A dose da meningite pode ser aplicada junto a qualquer outra vacina do calendário”, lembra. “Manter a caderneta atualizada é a forma mais eficaz de proteger, principalmente, bebês, adolescentes e jovens adultos”. Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente cinco vacinas que ajudam a prevenir meningites: BCG, Pentavalente, Meningocócica C, Pneumocócica 10v e Meningocócica ACWY. A ACWY é direcionada especialmente a adolescentes de 11 a 14 anos, sendo também aplicada como reforço aos 12 meses de idade. Prevenção contínua A Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça que a vacinação continua sendo a principal barreira contra surtos de meningite e orienta que pais, responsáveis e adolescentes verifiquem suas cadernetas para manter o esquema vacinal em dia. [LEIA_TAMBEM]O imunizante está disponível nas diversas salas de vacinas distribuídas nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF, que podem ser conferidas neste link. O esquema vacinal contra meningite começa com duas doses da vacina meningocócica C, aos 3 meses e aos 5 meses, e, agora, reforço aos 12 meses, que passará a ser feito com a vacina ACWY. De acordo com a Nota Técnica nº 77/2025, do MS, bebês que deixaram de tomar a dose de reforço aos 12 meses podem receber a vacina até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Já aqueles que receberam a dose aos 12 meses com a vacina meningocócica C são considerados vacinados, sem necessidade da dose de reforço. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde alerta para baixa cobertura vacinal de tríplice viral, poliomielite, influenza e covid-19
A Secretaria de Saúde (SES-DF) alerta que o Distrito Federal enfrenta queda na cobertura de vacinas essenciais. Isso aumenta o risco de reintrodução de doenças já eliminadas no Brasil, como sarampo e poliomielite, e de agravamento de casos de síndromes respiratórias em crianças. A vacinação segue como medida fundamental para prevenir casos de sarampo, poliomielite e outras doenças | Foto: Jhonatan Cantarelle-Agência Saúde-DF De acordo com o Boletim de Imunização do primeiro quadrimestre de 2025, a cobertura da vacina tríplice viral que protege contra sarampo, caxumba e rubéola ficou abaixo da meta de 95% recomendada pelo Ministério da Saúde. De janeiro a abril deste ano, foram aplicadas 9,7 mil doses contra a poliomielite em crianças com menos de um ano, alcançando 88,9% da cobertura. O alerta é reforçado pelo aumento recente de casos de sarampo vindos de outros estados, o que eleva o risco de reintrodução da doença no DF. “Mesmo eliminado no país desde 2016, o sarampo continua circulando em várias partes do mundo, e a mobilidade internacional intensa de Brasília, com a presença de embaixadas e voos internacionais, torna o cenário local ainda mais vulnerável”, explica a gerente da Rede de Frio Central, Tereza Luiza Pereira. Vacina contra poliomielite A poliomielite é uma doença grave, capaz de causar paralisia permanente, e a vacinação é a única forma de prevenção. Todas as crianças menores de cinco anos devem receber as doses de acordo com o calendário de rotina. Desde novembro de 2024, o Brasil adotou o esquema exclusivo com a vacina inativada poliomielite (VIP), conforme orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). O esquema prevê três doses aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de um reforço aos 15 meses. Influenza e covid-19 A cobertura das vacinas para Influenza e covid-19 em crianças menores de 4 anos também está longe do ideal. A baixa adesão preocupa especialistas, pois aumenta o risco de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nessa faixa etária — uma das principais causas de internação infantil no inverno e em períodos de alta circulação viral. O boletim aponta que a adesão das famílias ainda é um desafio, mesmo com o esforço da rede pública em ofertar os imunizantes em todas as unidades básicas de saúde (UBSs). “As vacinas estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde, e manter o cartão de vacinação em dia é uma responsabilidade coletiva”, reforça a gerente da Rede de Frio Central. [LEIA_TAMBEM]No Distrito Federal, conforme orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina de covid-19 está disponível para crianças de 6 meses a 5 anos (no Calendário Nacional de Vacinação de rotina), gestantes e puérperas, idosos a partir de 60 anos, pessoas com comorbidades, imunossuprimidos, trabalhadores da saúde, indígenas, quilombolas e ribeirinhos e também pessoas que ainda não tenham recebido nenhuma dose do imunizante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda considera a covid-19 como um importante evento de saúde pública. O vírus segue em circulação, com novas variantes surgindo, e os riscos de agravamento do quadro são maiores em pessoas não vacinadas. Na hora de se imunizar, é importante levar a caderneta de vacinação e um documento de identidade. Caso a pessoa não possua mais seus registros de imunização, será feita consulta digital ao sistema; e, se necessário, serão aplicadas todas as doses previstas para a faixa etária. Consulte a lista dos locais de vacinação. *Com informações da Secretaria dse Saúde
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Capacitação sobre covid-19 ajuda a enfrentar desinformação sobre vacinas
Nesta semana, foi lançado o projeto Covid Combate no Distrito Federal, uma iniciativa de capacitação técnica e educativa voltada a profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) que busca combater a desinformação no país. Participaram da capacitação 125 servidores da APS da Secretaria de Saúde (SES-DF). A médica de família e comunidade Lívia Mariosi lembra que a cobertura vacinal está baixa: “De uma meta de 90% de cobertura dos grupos prioritários e especiais, segundo o Plano Nacional de Imunizações, tivemos uma abrangência média de 13% apenas” | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF Iniciado na segunda-feira (10), o curso busca fortalecer as competências de trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente do atendimento à população. O objetivo é recuperar os níveis de cobertura vacinal infantil contra a covid-19 no Brasil. Parte importante da capacitação consiste em criar estratégias eficazes para contrapor as fake news sobre imunização, em especial de crianças menores de 5 anos. “Essa é a vacina mais estudada da história, é uma vacina supersegura. Para mim, é inconcebível uma criança morrer por uma doença que é prevenível por imunização” Tereza Luiza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da SES-DF Fruto de parceria entre o Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (Ipads), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a empresa farmacêutica Pfizer, o curso é ministrado na modalidade semipresencial, com duração de quatro semanas. Imunização Segundo a médica de família e comunidade Lívia Antunes Mariosi, desde a pandemia de covid-19, a vacinação de grupos elegíveis a se imunizar contra o coronavírus – entre idosos, gestantes e crianças de seis meses e menos de cinco anos – nunca esteve tão baixa. “Nós temos essa vacina em nosso calendário normal, mas as pessoas não têm procurado as doses”, alerta. “De uma meta de 90% de cobertura dos grupos prioritários e especiais, segundo o Plano Nacional de Imunizações [PNI], tivemos uma abrangência média de 13% apenas”. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, reforça que, embora a pandemia de covid-19 tenha terminado, a vacinação contra o coronavírus continua sendo a principal estratégia de prevenção à doença: “A covid foi um dos vírus respiratórios que mais matou neste ano, e uma das faixas etárias que mais veio a óbito foi a das crianças até 5 anos – exatamente pela baixa cobertura vacinal desse grupo”. De acordo com a gestora, mesmo não evitando que as crianças contraiam a doença, a imunização serve para evitar o agravamento dos quadros. “Isso mostra a importância de se vacinar, de os pais manterem a caderneta de vacinação atualizada”, enfatiza. “Essa é a vacina mais estudada da história, é uma vacina supersegura. Para mim, é inconcebível uma criança morrer por uma doença que é prevenível por imunização”. Projeto de conscientização [LEIA_TAMBEM]Presidente do Ipads, o sanitarista Thiago Lavras Trapé afirma que a baixa cobertura vacinal pediátrica, observada de norte a sul do Brasil, foi o que impulsionou a criação do curso Covid Combate. “Essa baixa cobertura tem muito a ver com o desenvolvimento de fake news associadas à imunização, o que cria uma hesitação às mães em levarem suas crianças aos postos de vacina”, observa. “Por isso, já implementamos esse projeto em 12 cidades pelo país, Brasília é a 13ª”. Durante a capacitação, os profissionais da APS concebem diversas estratégias para acolher e educar o usuário dos serviços de saúde sobre a importância e a segurança da vacinação infantil contra o coronavírus. “Desenvolvemos, por exemplo, um modelo de ‘entrevista motivacional’, em que se ensina a não se contrapor, num primeiro momento, à resistência demonstrada pelos pais em relação às vacinas, mas encorajando, sim, a construírem-se vínculos que possam, pouco a pouco, reverter aquela percepção errada causada pelas fake news”, defende Thiago. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Pessoas com comorbidades e crianças têm direito a vacinas contra pneumonia
Caracterizada como uma infecção dos alvéolos causada por bactérias, vírus, fungos ou mesmo substâncias tóxicas, a pneumonia é uma das principais causas de internação no DF. Somente de janeiro a agosto deste ano, a Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou 4.478 internações para tratamentos de pneumonia ou de gripe. É por conta de números assim que a cada 12 de novembro, Dia Mundial da Pneumonia, ganha destaque o alerta para a importância de três vacinas que podem evitar este quadro de saúde. Grupos prioritários, como crianças de seis meses a cinco anos, precisam se imunizar | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF "São vacinas extremamente importantes para a prevenção de pneumonias graves e invasivas”, afirma a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. “Crianças dentro da faixa etária prevista, os grupos prioritários e as pessoas com comorbidades devem manter cartão de vacina atualizado." A primeira é a vacinação contra gripe, que todos os anos é destacada em campanha para chegar a grupos considerados mais vulneráveis, como crianças de seis meses a cinco anos de idade, portadores de doenças crônicas, gestantes, puérperas e pessoas acima dos 60 anos de idade, entre outros. Doenças respiratórias Até esta terça (11), o DF já registrou 859 mil doses contra a gripe aplicadas, conforme dados do Ministério da Saúde. Disponibilizada anualmente, a vacina protege dos principais vírus causadores de doenças respiratórias, prevenindo complicações contra a pneumonia. Outra vacina importante é a pneumocócica 10-valente conjugada (VPC-10). Prevista no calendário de rotina de vacinação, deve ser aplicada em todas as crianças aos dois meses, quatro meses e um ano de idade, com a vantagem de também prevenir casos de otite. Crianças de até quatro anos, 11 meses e 29 dias também podem ser imunizadas nas salas de vacinação. [LEIA_TAMBEM]A cobertura vacinal, porém, está abaixo do esperado: até o dia 5 deste mês, foram aplicadas 35.896 doses, o suficiente para proteger 88,6% das crianças com menos de um ano com o esquema básico de vacinação. A meta estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização, porém, é de 95%. Já a dose de reforço chegou a 85,2% das crianças na faixa etária indicada, também abaixo da meta de 95%. Por fim, há a vacina pneumocócica 23-valente. É indicada para grupos específicos: idosos a partir de 60 anos acamados ou que vivem em instituições fechadas precisam tomar uma dose a cada cinco anos. Crianças a partir de dois anos, com situações médicas específicas, como infecção por HIV, tratamento de câncer, transplantados de órgãos sólidos ou de células-tronco, cardiopatias crônicas e diabetes, podem ser vacinadas nas unidades básicas de saúde (UBSs) que prestam atendimento do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie). Nesse caso, serão avaliados os relatórios médicos dos pacientes. Veja o local de vacinação mais perto de você. *Com informações da Secretaria de Saúde
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BCG, proteção que começa na infância
Logo nas primeiras horas de vida, um gesto simples pode mudar o futuro de uma criança: a aplicação da vacina BCG, indicada para prevenir as formas mais graves da tuberculose. Segundo o Boletim Epidemiológico da Tuberculose 2025, publicado pelo Ministério da Saúde, crianças e adolescentes representam 12% dos casos da doença no mundo. Cobertura vacinal do DF já alcançou 121,6% este ano, superando a meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde “A BCG é muito importante porque protege contra meningite tuberculosa e tuberculose miliar, por isso deve ser administrada o mais cedo possível”, explica a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde (SES-DF), Tereza Luiza Pereira. O Brasil registrou um importante aumento na vacinação de BCG nos últimos anos: de 84,3% em 2023 para 92,3% de cobertura em 2024. No DF, esse índice já alcançou 121,6% neste ano, superando a meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. “Esses números mostram um avanço significativo, mas é fundamental manter o compromisso com a vacinação de todas as crianças”, ressalta a gerente. Quem deve tomar O imunizante é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em dose única e deve ser aplicado em recém-nascidos com mais de 2 kg, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento. Caso não seja possível a vacinação ainda na maternidade, ela pode ser feita até os 4 anos de idade, com horários específicos definidos pela unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da residência da família. Confira no site da SES-DF. “Se a mãe usou anticorpos imunossupressores, essa condição pode ser transferida ao bebê, exigindo atenção antes da imunização”, orienta Tereza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da SES-DF A BCG também é recomendada a pessoas que têm contato com portadores de hanseníase. A aplicação gera uma reação no local, com vermelhidão, pequena ferida e posterior cicatriz - o que é esperado e não requer medicamentos ou curativos. No entanto, por conter bactéria viva atenuada, a vacina é contraindicada a indivíduos imunodeprimidos, como pacientes com vírus da imunodeficiência humana (HIV), oncológicos e recém-nascidos de mães que usaram imunossupressores durante a gestação. [LEIA_TAMBEM]“A imunossupressão precisa ser avaliada antes de aplicar a vacina”, alerta Tereza Pereira. “Se a mãe usou anticorpos imunossupressores, essa condição pode ser transferida ao bebê, exigindo atenção antes da imunização.” Data histórica Nesta terça-feira (1º), é celebrado o Dia da Vacina BCG. Foi quando, em 1921, os cientistas Léon Calmette e Alphonse Guérin, que haviam atenuado uma bactéria denominada Bacilo de Calmette e Guérin (por isso, a sigla BCG). Com ela, foi possível combater o bacilo de Koch, causador da tuberculose. A doença pode afetar pulmões, ossos, rins e meninges. Os principais sintomas incluem tosse persistente, febre, suores noturnos, fraqueza e perda de peso. No Brasil, a BCG completa 48 anos. O imunizante foi incorporado ao calendário nacional de vacinação em 1977 pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), tornando obrigatória sua administração em crianças. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Oficina reúne profissionais de saúde sobre preparação, vigilância e resposta a emergências
A Secretaria de Saúde (SES-DF), em conjunto com o Ministério da Saúde, promoveu a Oficina de Preparação, Vigilância e Resposta às Emergências em Saúde Pública. Com a participação de mais de 90 profissionais da pasta distrital, o encontro buscou, durante esta terça (11) e quarta-feiras (12), promover ações integradas entre os setores de vigilância e atenção à saúde. O subsecretário de Vigilância à Saúde da SES-DF, Fabiano dos Anjos, apresentou painel sobre atuação da Vigilância Sanitária no Distrito Federal | Fotos: Jhonatan Cantarelle/SES-DF Durante as oficinas realizadas no Grand Bittar Hotel, houve troca de experiências e boas práticas por meio da utilização de metodologias centradas nos participantes, visando estimular a discussão sobre desafios comuns e promover soluções inovadoras. Com a participação de mais de 90 profissionais da SES-DF, o treinamento buscou antecipar e planejar respostas às emergências em saúde pública O subsecretário de Vigilância à Saúde (SVS) da SES-DF, Fabiano dos Anjos, apresentou um painel sobre atuação da subsecretaria no Distrito Federal. “A ação da vigilância à saúde perpassa todos os níveis de atenção à saúde. É um trabalho integrado e é preciso de ter essas intervenções de maneira oportuna e efetiva para além daquilo que é institucional. A Vigilância Sanitária do DF, diferente de outros estados, é a única que tem a autoridade sanitária conferida para atuar com o poder de polícia de abrir processos administrativos”, exemplificou. Priscilleyne Ouverney, à frente da Gerência de Epidemiologia de Campo (Gecamp) da SES-DF, enfatizou que a oficina propicia a antecipação de ocorrências de saúde. “É um evento em que conseguimos reunir os profissionais de todas as Regiões de Saúde do DF, tanto das vigilâncias quanto profissionais de assistência. Termos a oportunidade para pensar antes de acontecer é primordial. Assim, estaremos preparados para responder às emergências de forma mais rápida e de modo melhor, diminuindo danos para a população”, destacou. Também presente no evento, a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, citou desastres naturais e doenças como dengue e covid-19 para exemplificar a relevância do encontro. “É extremamente importante porque nos prepara para os desafios que temos enfrentado. É essencial, nós, como profissionais, estarmos preparados para detectar esses eventos de forma cada vez mais precoce, para dar uma resposta rápida e evitar o que vimos na pandemia, por exemplo”, concluiu. *Com informações da SES-DF
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