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Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)

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Palestra em alusão ao Agosto Lilás informa mecanismos de proteção às mulheres

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), em parceria com a Secretaria da Mulher (SMDF), promoveu para os servidores, nesta quarta-feira (26/8), a palestra "Agosto Lilás — 20 anos da Lei Maria da Penha". O encontro, ocorrido no Sedes Lab, teve como objetivo apresentar, de forma simples e acessível, como a legislação brasileira pode proteger as mulheres vítimas de violência, e os canais de atendimento e denúncia disponíveis para toda a sociedade. Conduzida pela assessora da Subsecretaria de Ações Temáticas e Participação Política da SMDF, Joyce da Hora, a palestra abordou, também, as orientações sobre como agir diante de uma situação de violência. “Trazer a discussão sobre a violência contra a mulher para dentro do espaço público é fundamental para ampliar a conscientização e mostrar que esse não é um assunto que deve ficar restrito ao ambiente doméstico. Mas a verdadeira mudança também precisa começar dentro das nossas próprias casas, na forma como educamos nossos filhos, como nos relacionamos e como enxergamos o papel da mulher na sociedade”, explica a palestrante Joyce da Hora. A ideia do evento foi incentivar a criação de um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências sobre os avanços conquistados ao longo dos 20 anos da Lei Maria da Penha e, principalmente, sobre os desafios que ainda precisam ser enfrentados no combate à violência contra a mulher. Cerca de 100 pessoas, entre servidores, colaboradores e estagiários, participaram da palestra. A ideia do evento foi incentivar a criação de um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências sobre os avanços conquistados ao longo dos 20 anos da Lei Maria da Penha | Foto: Divulgação/Sedes-DF Uma delas foi o servidor Marcos Rangel, que trabalha Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (Subsan) da Sedes-DF. “A palestra sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha foi muito importante porque nos ajuda a enxergar uma realidade que ainda precisa ser transformada. Existe uma disparidade muito grande entre homens e mulheres quando falamos de violência. Por isso, ter uma legislação como a Maria da Penha é primordial nos dias de hoje”, comenta. De acordo com a secretária-executiva de Gestão Estratégica da Sedes-DF, Nídia Limeira de Sá, este evento foi um sucesso: “Fiquei encantada com a participação de todas e todos. Ver o auditório cheio, com mais de 100 pessoas reunidas para discutir um tema tão importante, mostra o quanto essa pauta é necessária e mobiliza os nossos servidores”. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)

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Hotel Social completa um ano de funcionamento com mais de 63 mil atendimentos

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Nesta quinta-feira (23/7), o Hotel Social do Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (Saan), primeira instituição de acolhimento de pernoite permanente do Distrito Federal, completa um ano de funcionamento. Nesse período, foram prestados mais de 63 mil acolhimentos de pessoas em situação de rua ou em situação de desabrigo temporário. Gerenciado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), o serviço funciona das 19h às 7h, com a oferta de duas refeições diárias (jantar e café da manhã), local para fazer higiene pessoal, guardar os pertences e dormir em camas com lençóis e cobertores limpos. O Hotel Social do Saan também conta com um local específico para abrigar animais de estimação dos acolhidos durante a noite. A medida reconhece o vínculo afetivo entre as pessoas e seus animais e supera uma das principais barreiras de acesso ao acolhimento. Em solenidade para marcar o primeiro ano do serviço, na quarta-feira (22), a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, destacou a importância do serviço para garantir dignidade às pessoas em situação de rua no DF. “Um ano de acolhimento. O poder de nada serve, se não for para servir. Completar um ano com mais de 63 mil acolhimentos demonstra que o Hotel Social se consolidou como uma política pública importante para a proteção das pessoas em situação de rua. Nosso compromisso é oferecer um atendimento humanizado, integrado à rede socioassistencial”, comemorou. O Hotel Social faz parte do Serviço de Acolhimento para Adultos e Famílias, na modalidade pernoite, que atende pessoas que necessitam de proteção imediata | Foto: Divulgação/Sedes-DF O Hotel Social atende até 200 pessoas todas as noites, incluindo finais de semana e feriados. No local, os acolhidos têm acesso a orientações e encaminhamentos para a rede de assistência social e demais políticas públicas de outras áreas, como saúde, educação e trabalho. Juliana Alves, presidente do Instituto Mãos Solidárias, organização da sociedade civil (OSC) que executa o serviço de acolhimento de pernoite no Hotel Social do Saan em parceria com a Sedes, ressalta que a criação do acolhimento aumenta o acesso direto desse público às políticas públicas. “Executar uma política pública não é apenas cumprir metas. É fazer com que direitos previstos no papel cheguem verdadeiramente à vida das pessoas por meio de acolhimento, alimentação, segurança e respeito. Queremos continuar aperfeiçoando o serviço e garantindo que o Hotel Social seja reconhecido não apenas pela quantidade de pessoas que acolhe, mas pela dignidade com que cada pessoa é acolhida”, reforça. Hotel Social O Hotel Social faz parte do Serviço de Acolhimento para Adultos e Famílias, na modalidade pernoite, que atende pessoas que necessitam de proteção imediata, mas que não demandam ou não desejam acolhimento de longa permanência. Nesse caso, o foco é o público em situação de rua. No Saan, o serviço é executado pelo Instituto Mãos Solidárias. No Hotel Social de Taguatinga, inaugurado no início do ano, o acolhimento é realizado pela OSC Coletivo da Cidade. O acolhimento de pernoite foi criado em resposta a uma demanda histórica do Movimento Nacional da População em Situação de Rua e de entidades da rede de proteção social. O serviço adota o modelo de livre acesso, sem necessidade de regulação prévia de vagas, reduz barreiras de acesso aos serviços de acolhimento e amplia a capacidade de resposta do Sistema Único de Assistência Social (Suas). *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)

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Sedes-DF aprimora atendimento à população em situação de rua com novo modelo de gestão nos centros Pop

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) reuniu nesta quarta-feira (22) as equipes de duas unidades do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) do Distrito Federal para apresentar o Projeto Mapeamento de Processos de Trabalho dos centros Pop. A iniciativa é resultado de um processo desenvolvido ao longo de 2025 e 2026, período em que as equipes realizaram reuniões sistemáticas para revisar, padronizar e definir os fluxos de trabalho das unidades para qualificar e aprimorar a oferta dos serviços prestados à população em situação de rua. A implementação do Mapeamento de Processos é conduzida por meio de reuniões semanais com as equipes dos centros Pop, promovendo o alinhamento das práticas, a padronização dos procedimentos e o aperfeiçoamento contínuo dos processos de trabalho. “Queremos melhorar os processos de trabalho das unidades, saber os caminhos que a gente precisa para ofertar o serviço, quais são os serviços que a gente deve ofertar, o que o servidor deve empregar de esforços para operacionalizar o Centro Pop. Então, o que a gente faz de acompanhamento ao usuário, o que é esse acompanhamento, como é a acolhida desse usuário na unidade, como é, por exemplo, que vai ser organizado o banho, a alimentação, a guarda de pertences, o atendimento de recepção. Nós estruturamos os processos de trabalho de gestão da unidade que viabiliza a operacionalização do serviço”, explica o diretor de Atenção à População em Situação de Rua da Sedes, Guilherme Pereira. A partir desse mapeamento, estão sendo implementadas, por exemplo, mudanças na recepção, que é a forma de entrada no Centro Pop. A ideia é que seja realizada por um sistema de identificação por carteirinha, além da reorganização das equipes em núcleo de gestão de demandas, equipe de acolhida e equipe de acompanhamento. “Com isso, a recepção poderá agilizar os atendimentos e gerar menos espera”, pontua. A partir de um mapeamento, estão sendo implementadas, por exemplo, mudanças na recepção, que é a forma de entrada no Centro Pop | Foto: Divulgação/Sedes-DF Cerca de 30 pessoas participaram do encontro, realizado no espaço Sedes Colab, na 515 sul. Na ocasião, as equipes dos centros Pop Taguatinga e Brasília receberam dois tabletes para fazer os atendimentos. “O Centro Pop tem um espaço físico muito grande. O tablet vai permitir, por exemplo, que eu faça consultas fora da mesa de recepção. Também vamos utilizar o tablet, principalmente, para identificar as pessoas. O equipamento vai ler códigos de barra da carteirinha de identificação para registrar qual é o serviço que essa pessoa está acessando ali na unidade, o dispositivo vai permitir contar as pessoas que utilizam os nossos serviços”, detalha o diretor. "Nosso compromisso é oferecer serviços cada vez mais qualificados à população em situação de rua. Ao investir na organização dos processos de trabalho e no fortalecimento das equipes, criamos condições para um atendimento mais ágil, integrado e acolhedor, beneficiando tanto os usuários quanto os servidores que atuam diariamente nos centros Pop”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)

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GDF na Sua Porta leva serviços de assistência social a São Sebastião

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) está presente no GDF na Sua Porta em São Sebastião, que começou nesta terça-feira (30). O programa itinerante do Governo do Distrito Federal (GDF) reúne serviços de várias secretarias em um só lugar e vai funcionar diariamente das 9h às 16h até sexta-feira (3/7), na praça da Administração Regional de São Sebastião, na Avenida Comercial. Durante toda esta semana, a população local será atendida por ordem de chegada no posto do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Móvel, com atendimento organizado por meio da distribuição de senhas. A pasta oferece orientação e atendimento sobre o Cartão Prato Cheio, Bolsa Família, benefícios eventuais (auxílios natalidade, por morte ou vulnerabilidade), Carteira do Idoso, Tarifa Social de Energia, Benefício de Prestação Continuada (BPC), solicitação de isenção de taxa para emissão de segunda via da Carteira de Identidade, além do agendamento para atualização do Cadastro Único. A população que já participa dos programas e serviços socioassistenciais poderá também tirar dúvidas, fazer agendamentos e solicitar abertura de prontuários. Durante toda esta semana, a população local será atendida por ordem de chegada no posto do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Móvel, com atendimento organizado por meio da distribuição de senhas | Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília O programa GDF na Sua Porta disponibiliza serviços públicos itinerantes voltados para a área da saúde, cadastro social, serviços do Na Hora, Defensoria Pública, delegacia móvel e outras ações essenciais. Por meio dessa iniciativa, diversos gabinetes móveis permanecem por alguns dias em diferentes regiões administrativas visitadas, atendendo às demandas levantadas pela comunidade. “A Sedes esteve presente em todas as nove edições do GDF na Sua Porta, realizando mais de 3,1 mil atendimentos. Essa iniciativa fortalece o acesso da população aos serviços públicos ao reunir, em um só local, diferentes políticas e órgãos do Governo do Distrito Federal. Nesta semana, estamos em São Sebastião, oferecendo um atendimento qualificado, humanizado e acolhedor às famílias da região”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)

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Edição do GDF na Sua Porta no Plano Piloto terá ação social

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) está presente no GDF na Sua Porta no Plano Piloto com ações de acolhimento a partir desta segunda-feira (22). As equipes da Unidade de Proteção Social (UPS 24 horas) vão abordar e prestar os atendimentos a pessoas em situação de rua que tenham interesse em serem encaminhadas para o acolhimento institucional. Ao longo da semana, junto com outros órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), a equipe da Sedes-DF vai atuar em pontos distintos de concentração de população em situação de rua, já previamente mapeados, como na Torre de TV e Eixo Cultural Ibero-americano, Asa Norte, entre outros.  A ação envolve, além da Sedes, as secretarias de Governo (Segov), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Novacap, a Terracap e a Administração Regional do Plano Piloto. Após todo o atendimento, a DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. “A atuação integrada dos órgãos do Governo do Distrito Federal fortalece o atendimento à população em situação de rua e amplia as possibilidades de inclusão social. A assistência social está presente para ofertar acolhimento e acompanhamento, buscando construir alternativas que contribuam para a superação das situações de vulnerabilidade”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira. A UPS 24 horas é responsável por executar, de forma continuada e ininterrupta, atendimento a famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social, em situações emergenciais e de calamidade pública, por exemplo. Compete à UPS 24 horas atuar de forma preventiva e protetiva. A equipe também presta informações à população em relação às formas de acesso aos serviços, projetos e programas executados pela política de assistência social do Distrito Federal. No caso das ações de acolhimento, as famílias que vivem nas ruas serão levadas para a Central de Vagas, que vai direcionar para uma unidade de acolhimento adequada.   *Com informações da Sedes-DF

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Com rede ampliada pelo GDF, unidades do Cras atenderam 205,3 mil famílias em 2025

A rede pública de assistência social do Distrito Federal atendeu 205.337 famílias nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) em 2025, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). O dado integra o balanço de uma estrutura que hoje conta com 32 unidades em funcionamento e reforçou a presença dos serviços em regiões como Sol Nascente, Recanto das Emas, Porto Rico e Itapoã Parque. Desde 2019, a rede recebeu unidades no Sol Nascente, Recanto das Emas II, Porto Rico e Itapoã Parque, além do Cras Móvel, criado para levar atendimento a áreas rurais, assentamentos e localidades de difícil acesso. Esses novos equipamentos atenderam diretamente 30.369 famílias. Considerando toda a rede, foram 214.182 pessoas atendidas, média mensal de aproximadamente 17,8 mil usuários. Para a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, o reforço da estrutura responde ao aumento da procura por proteção social, em um cenário que ainda reflete os efeitos econômicos e sociais da pandemia. “A pandemia e a recessão econômica que veio na esteira dela causaram impactos muito severos que ainda vão perdurar por muito tempo nos mais vulneráveis, não só no DF, mas no Brasil inteiro e no mundo também. Nesse sentido, a Sedes-DF inaugurou novas unidades justamente para ampliar o atendimento e suprir as demandas das famílias que mais precisam de serviços socioassistenciais e benefícios. E este é um compromisso da governadora Celina Leão, o de seguir abrindo novos Cras, Creas e Cecons nas localidades que mais precisam de proteção social”, afirma. A rede pública de assistência social do Distrito Federal atendeu 205.337 famílias nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) em 2025, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) | Fotos: Arquivo/Agência Brasília Atendimento ampliado A ampliação da estrutura ocorre em um período de crescimento acelerado dos atendimentos. Em 2017, os Cras do DF registraram 58.871 atendimentos pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif). Em 2025, foram 472.629, cerca de oito vezes mais. Os atendimentos particularizados também cresceram, segundo a Sedes: passaram de 120.363, em 2019, para 472.629, em 2025. No intervalo, foram 169.249 atendimentos em 2020, 284.089 em 2021, 407.072 em 2022, 305.250 em 2023 e 333.899 em 2024. Segundo a Sedes, o crescimento dos atendimentos está associado a fatores como desemprego, insegurança alimentar, perda de renda e necessidade de orientação sobre serviços socioassistenciais. As demandas mais frequentes envolvem o Programa Prato Cheio, o Bolsa Família e benefícios eventuais. Porta de entrada O Cras é a porta de entrada da assistência social. É na unidade que famílias em situação de vulnerabilidade recebem orientação sobre benefícios, atualização do Cadastro Único, encaminhamentos para outros serviços públicos e acompanhamento pelo Paif. No Itapoã Parque, o Cras inaugurado em 2024 ajuda a organizar a chegada de milhares de famílias a um bairro ainda em consolidação. A unidade foi a primeira do bairro e a segunda da região administrativa, com capacidade para atender 5 mil famílias em situação de vulnerabilidade social. Agente social há 17 anos, Rodrigo Menezes trabalha na unidade desde a inauguração. Ele conta que o Cras aproximou o atendimento das famílias que chegaram ao Itapoã Parque vindas de outras regiões e também abriu as portas da assistência social para moradores que nunca tinham buscado esse tipo de serviço. “Muitas famílias nunca tinham pisado em um Cras. Chegam para pedir uma informação, perguntar sobre o Prato Cheio, sobre o Cadastro Único, e ali a gente faz uma escuta para entender qual é a necessidade daquela família”, explica. “Tem gente que acha que, por não ter direito ao Bolsa Família, não se enquadra em nenhum programa local. Muitas vezes, depois da orientação, a família percebe que pode acessar algum benefício ou serviço”, explica o servidor. Segundo a Sedes, o crescimento dos atendimentos está associado a fatores como desemprego, insegurança alimentar, perda de renda e necessidade de orientação sobre serviços socioassistenciais Segundo Rodrigo, o primeiro atendimento começa na recepção, com a abertura ou atualização do prontuário da família. A partir daí, o usuário recebe orientação sobre Cadastro Único, benefícios sociais e programas do GDF. Quando há necessidade, o caso segue para especialistas, como assistentes sociais e psicólogos. “A assistência social não é só para quem está na miséria. É para quem precisa dela e se enquadra nos critérios. Uma família pode estar estável hoje e, por desemprego ou pela perda de renda, precisar de apoio depois. Por isso, ter um Cras perto de casa faz diferença”, observa. Recomeço Foi esse apoio que ajudou o nigeriano José (nome fictício), que veio ao Brasil em 2019 para fazer doutorado em química na Universidade de Brasília (UnB). Casado, ele viu a trajetória acadêmica e familiar ser afetada pela pandemia, pela interrupção das atividades presenciais e pelo fim da bolsa durante parte da formação. Depois de concluir o doutorado, em 2024, passou por um período de instabilidade até buscar apoio no Cras. “Entrei em contato com o Cras e, por lá, consegui entrar no Prato Cheio e receber auxílio vulnerabilidade. O Cras me ajudou bastante, principalmente para comprar coisas para a minha casa. Além disso, já recebemos cesta básica. Essas ajudas fizeram muita diferença para a minha família”, conta. Para José, o atendimento social funciona como uma ponte para que a família volte a se organizar. “A ajuda social é muito boa para quem está em situação de vulnerabilidade. Ela ajuda a pessoa a sair dessa situação e voltar à normalidade financeira. É isso que busco agora. Dependendo da situação da família, pode ajudar muito. Isso pode fazer parte do recomeço”, diz. Cadastro Único A expansão dos Cras acompanha o crescimento do Cadastro Único no DF. Em dezembro de 2019, havia 170.094 famílias cadastradas. Em abril de 2026, esse número chegou a 429.881, aumento superior a 150%. Desse total, 281.142 famílias tinham renda per capita de até meio salário mínimo, segundo dados da Sedes. A procura relacionada ao Bolsa Família também segue alta. Entre junho de 2025 e maio de 2026, foram registrados 121.255 procedimentos ligados ao programa, incluindo atualizações cadastrais e novas inclusões. Além das unidades fixas, o Cras Móvel amplia o acesso aos serviços em regiões rurais, assentamentos e áreas com baixa densidade populacional. A estrutura oferece orientações sobre direitos, atualização do Cadastro Único, acesso ao Programa Prato Cheio, benefícios eventuais e encaminhamentos para outras políticas públicas. De acordo com a Sedes, novas unidades estão previstas para este ano: Cras Pôr do Sol, Cras Ceilândia QNN 12 e Cras Ceilândia Norte EQNO 12/14.

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Caminhada mobiliza São Sebastião no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, unidades sociassistenciais da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) em São Sebastião organizaram, na sexta-feira (22), uma grande caminhada para conscientizar a população sobre a importância de denunciar os abusos. Cerca de 750 pessoas participaram da mobilização, entre estudantes de escolas públicas e particulares da região, servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) e trabalhadores de organizações da sociedade civil e instituições parceiras. Ao longo de um percurso de cerca de três quilômetros, saindo da Administração Regional de São Sebastião até a sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) na região, eles caminharam com cartazes em mãos e materiais reforçando a urgência de combater a violência sexual contra crianças e adolescentes, reconhecer os sinais e divulgar canais de denúncia como o Disque 100. “Esse tipo de ação colabora muito na prevenção, porque a gente mobiliza todo o território, a rede que atende essas famílias, as crianças, as escolas. Então, as crianças sabem o que estamos falando e elas sabem, por exemplo, que vão ter no Cras, no Creas, no Conselho Tutelar, nas escolas, na saúde, pessoas que vão estar prontas para acolhê-las, escutá-las, e poder ajudar nesses momentos”, ressalta a gerente do Creas São Sebastião, Priscila Carvalho. “O Creas e Cecon de São Sebastião recebem muitos casos desse tipo. Em relação ao Cras, todo ano promovemos essa caminhada, entregamos materiais informativos para as escolas, para as unidades básicas de saúde, instituições do serviço de convivência e fazemos oficinas sobre o tema nas entidades voltadas para crianças e adolescentes. O nosso trabalho de prevenção é nesse sentido, com a campanha e as oficinas ao longo do ano”, explica a gerente do Cras São Sebastião, Nara Priscila Gomes Nogueira Santos.  Cerca de 750 pessoas participaram da mobilização, entre estudantes de escolas públicas e particulares da região, servidores do (GDF) e trabalhadores de organizações da sociedade civil e instituições parceiras| Foto: Divulgação/Sedes-DF Além do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecon), a caminhada foi promovida com apoio de entidades parcerias da Sedes e do GDF, cáritas, conselho tutelar, administração regional, centro olímpico, Corpo de Bombeiros do DF, Polícia Militar do DF, as escolas públicas Dom Bosco, CEF Jardins Mangueiral e Centro Educacional Zumbi dos Palmares e o Instituto Master. "Essa caminhada serve para a gente chamar atenção para os canais de denúncia. Esse momento também é importante para alertar os pais, porque eles são os principais responsáveis por cuidar dos seus filhos, às vezes, eles ficam caladinhos, mudam o comportamento, as vestimentas, não querem conversar nem com os colegas então, às vezes, podem estar passando por uma situação de abuso. A gente sabe que a maioria dos agressores vive dentro da casa ou então próximos dessas crianças. Então, esse momento é primordial para chamar a atenção dos familiares, da comunidade e, principalmente, das crianças e adolescentes para que eles reconheçam o seu direito de voz diante da comunidade”, reitera a pedagoga Denise Soares, da Associação Comunitária de São Sebastião, organização da sociedade civil parceira que levou crianças e adolescentes para participar da ação. Caminhada A caminhada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes já é tradicional na Sedes e faz parte do cronograma anual de atividades das unidades socioassistenciais, que se mobilizam com as redes locais para fazer caminhadas e campanhas educativas. Na segunda-feira (18), por exemplo, as unidades da região de Planaltina promoveram uma caminhada para reforçar a prevenção. Na quarta-feira (20), foi a vez do Cras Varjão. Neste sábado (23), o Creas Ceilândia tem uma manhã de atividades lúdicas voltadas para crianças e adolescentes. Na próxima quarta-feira (27), o Creas Recanto das Emas vai promover um seminário para discutir o tema. No dia 10 de junho, as unidades do Núcleo Bandeirante vão fazer uma caminhada, e no dia 30 de junho terá ação promovida pelas unidades de Sobradinho. “Mobilizações como essas são fundamentais para dar visibilidade ao tema, fortalecer a prevenção e conscientizar a população sobre a importância da denúncia. O enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes é uma prioridade para a Sedes-DF. Por isso, nossas unidades socioassistenciais realizam ações permanentes ao longo do ano, em articulação com escolas, órgãos públicos, entidades parceiras e toda a rede de proteção. Precisamos falar sobre esse assunto e envolver toda a sociedade nessa responsabilidade coletiva de proteger nossas crianças e adolescentes”, finaliza a subsecretária de Assistência Social da Sedes, Rafaella da Câmara. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)

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Hotel Social supera 21 mil acolhimentos nos primeiros meses de 2026

Ao longo dos seus 45 anos, Alex Damasceno já viveu em diversas cidades do Brasil e do mundo. A mais recente foi Aracaju (SE), de onde saiu após enfrentar problemas financeiros. “Pensei: ‘A única oportunidade que eu tenho é ir para Brasília, que é um centro econômico, um centro de oportunidades, tentar fazer a vida’”, lembra. Na capital federal, porém, ele voltou a ficar sem dinheiro. Foi então que encontrou um lugar que lhe abriu as portas: o Hotel Social, equipamento da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) que oferece pernoite gratuito a pessoas em situação de vulnerabilidade. “Realmente o equipamento funciona, ele te dá a oportunidade de você pensar, de criar uma estratégia e ver como você vai sair, o que você vai fazer daqui para a frente. Eu digo que é um trampolim para quem chega desorientado, chega descapitalizado, chega perdido, da forma que seja. Ninguém vai te tratar diferente conforme você chegou, de onde você veio. Vai ser atendido como todo mundo, tratado com dignidade e com respeito. E depois a equipe técnica vai te abordar para ver o que eles também podem fazer para te ajudar de alguma forma a sair dessa situação e se reencontrar, se recolocar no âmbito social, de ter um trabalho, um lugar para morar. O que ele te proporciona é exatamente isso: um respiro digno para você recomeçar”, conta Alex, que hoje conseguiu um emprego e já não dorme mais no local. Alex Damasceno já foi acolhido pelo Hotel Social: "Realmente o equipamento funciona, ele te dá a oportunidade de você pensar, de criar uma estratégia e ver como você vai sair, o que você vai fazer daqui para a frente" | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília A história dele não é única. Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, o Hotel Social registrou 21 mil acolhimentos. Desde a criação, em julho do ano passado, o total de atendimentos já supera os 50 mil. O espaço funciona diariamente, das 19h às 8h, para que até 200 pessoas em situação de vulnerabilidade possam passar a noite. Além de cama e cobertor para dormir, os acolhidos têm direito a banho quente e duas refeições — jantar e café da manhã. O equipamento ainda é um dos únicos do país a aceitar animais de estimação, contando com um espaço reservado para eles. “Quem está em situação de rua também quer um lugar bom para dormir, com segurança, tranquilidade, sem tanto barulho, sem tanta perturbação. Quer um lugar para poder se alimentar e dormir, e para ter dignidade. Essas pessoas precisam desse serviço pela dignidade que ele oferece”, aponta Daura Meneses, diretora dos Serviços de Acolhimento da Sedes, que também destaca outras ações promovidas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) voltadas à população em situação de rua. “O Distrito Federal tem se destacado por meio do Plano Distrital para a População em Situação de Rua, uma iniciativa que realmente é de extrema importância.”   O local é gerido pelo Instituto Mãos Solidárias, organização contratada por meio de licitação. De acordo com a presidente da entidade, Juliana Alves, desde a abertura do Hotel Social, 105 pessoas acolhidas no equipamento foram reinseridas no mercado de trabalho. “Nós temos uma equipe técnica, psicólogos, assistentes sociais, que fazem esse encaminhamento, tanto para empregos quanto para outros estados, no caso daqueles que vieram de fora e desejam voltar. Para nós, é gratificante. Esse é o intuito do instituto: acolher e dar oportunidade”, pontua. Grato por ser uma dessas pessoas, Alex Damasceno agora dá um conselho para quem enfrenta a mesma situação que ele viveu. “Se você precisar de um espaço, de dignidade, de respeito, de se sentir querido de alguma forma, venha para cá. Eu não precisei ficar na rua, mas ouvi relatos de pessoas aqui de que a rua não é um lugar muito bom. Então, se você está passando por alguma necessidade, procure o equipamento, que eles vão te orientar e, com certeza, vai haver uma condição para você poder se hospedar enquanto procura uma reorganização da vida.” O Hotel Social  funciona diariamente, das 19h às 8h, para que até 200 pessoas em situação de vulnerabilidade possam passar a noite, com direito a cama, cobertor, banho quente e duas refeições Política distrital O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população em situação de rua pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações de acolhimento começaram a ser implementadas após uma fase de testes em maio de 2024, quando o GDF realizou visitas na Asa Sul e em Taguatinga, atendendo cerca de 50 pessoas com assistência social e oferta de serviços públicos. Em 27 de maio de 2024, o GDF oficializou o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. Desde então, ocorrem ações semanais em diversos pontos do Distrito Federal. Os órgãos do governo já passaram por regiões como Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga Norte e Sul, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira. Em julho de 2025, a governadora Celina Leão, então em exercício, assinou decreto que criou o programa Acolhe DF. A iniciativa propõe busca ativa e oferta de tratamento a pessoas em situação de rua com dependência de drogas ilícitas, álcool e tabaco, criando uma linha de atendimento específica e ampliando as ações já existentes do GDF voltadas a esse público.

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