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Teatro Nacional

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GDF autoriza início de nova fase das obras no Teatro Nacional, com reforma da Sala Villa-Lobos

Reaberto após mais de uma década fechado, o Teatro Nacional Claudio Santoro terá, a partir de agora, mais espaços reformados, incluindo sua maior e principal sala, a Villa-Lobos. O governador Ibaneis Rocha assinou, nesta quinta-feira (19), a ordem de serviço para a segunda etapa das obras, que contemplam, além da Villa-Lobos e seu respectivo foyer, o Espaço Cultural Dercy Gonçalves e a Sala Alberto Nepomuceno. O investimento é de R$ 268,3 milhões. Ibaneis Rocha: "Os projetos do teatro são muito delicados e precisam ser feitos com muito carinho e com muita técnica" | Foto: Renato Alves/Agência Brasília “Os projetos do teatro são muito delicados e precisam ser feitos com muito carinho e com muita técnica. Por isso, nós contratamos uma grande empresa especializada na reforma e construção de teatros pelo Brasil todo. São projetos complexos que necessitam da aprovação do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], por se tratar de patrimônio tombado. Mas eu tenho muita alegria de poder estar aqui hoje assinando essa ordem de serviço, dando início a esse trabalho que vai devolver para Brasília o nosso Teatro Nacional totalmente com funcionalidade para atender os grandes espetáculos locais e nacionais”, destacou o chefe do Executivo. "Eu tenho certeza que esse espaço faz parte da memória do DF, mas principalmente fará parte também do futuro" Celina Leão, vice-governadora “O Teatro Nacional é um símbolo da cultura aqui no Distrito Federal. Nós já fizemos uma sala, o que já trouxe novamente a vocação desse espaço e agora essa segunda etapa para concluir. Eu tenho certeza que esse espaço faz parte da memória do DF, mas principalmente fará parte também do futuro”, emendou a vice-governadora Celina Leão. Os trabalhos ficarão a cargo do Consórcio Porto Belo Brasil, sob coordenação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Segundo o presidente da empresa pública, Fernando Leite, além da reforma e do restauro, serão feitas também obras de modernização dos espaços. “É um projeto antigo, que foi feito antes de 1960, e naquela época não se tinha os cuidados que temos hoje com acessibilidade, combate a incêndio, com qualidade da sala do ponto de vista do som e da cenografia. E tudo isso está na previsão [das obras], que é revolucionária”, apontou. Já o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, projetou o impacto cultural da reabertura da Sala Villa-Lobos, levando em conta que, em um ano reaberta, a sala Martins Pena recebeu mais de 150 espetáculos. “É um número que mostra a necessidade que a sociedade, de uma maneira geral, estava do Teatro Nacional. E agora a gente parte para essa nova etapa. A Villa-Lobos é a grande sala, é uma sala icônica, que vai ser entregue para a população em altíssimo nível, no nível das grandes salas do país e do mundo.” Restauro Um dos mais importantes equipamentos culturais do DF, o Teatro Nacional foi reaberto em dezembro de 2024, com a entrega das obras na Sala Martins Pena e seu foyer. Claudio Abrantes: "A Villa-Lobos é a grande sala, é uma sala icônica, que vai ser entregue para a população em altíssimo nível, no nível das grandes salas do país e do mundo" A obra de restauração era aguardada há muitos anos. Antes mesmo da interdição do complexo cultural em 2014, o equipamento público já demonstrava a necessidade de intervenções. A reforma só veio oito anos depois do fechamento, quando o Governo do Distrito Federal (GDF) assumiu o desafio de restaurar um dos maiores complexos culturais do país.   O processo contou com a participação de dois órgãos: a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que é responsável pela gestão do equipamento público, e a Novacap, que assumiu a responsabilidade pela execução e fiscalização da obra junto à empresa vencedora da licitação. Na primeira fase, que teve investimento de R$ 70 milhões, foram realizadas adequações às normas atuais, com novas saídas de emergência, construção de reservatório para combate a incêndios, troca de toda a rede elétrica e hidráulica, além da substituição de materiais inflamáveis. A Sala Martins Pena e seu foyer foram totalmente restaurados, dando início à devolução do teatro à população.  

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Espetáculo ‘Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol’ encerra circulação nacional em Brasília

O espetáculo Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol retorna a Brasília para o encerramento oficial de sua turnê, de 28 de fevereiro a 1º de março, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Os ingressos estão à venda pelo Sympla. A peça estreou no Distrito Federal, em 2025, e circulou por Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. A turnê integra o projeto Resistência nos Trilhos – Remontagem & Circulação, contemplado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (FAC-DF). Idealizado por Cláudia Andrade, o espetáculo se constrói a partir de uma narrativa cênica contemporânea que integra artes visuais, videoarte e recursos audiovisuais. O resultado é uma experiência cênica de forte dimensão imagética, dedicada a investigar os caminhos do feminino, a maturidade, os jogos de poder, a hipocrisia entranhada na sociedade, a finitude e os contrastes sociais da existência humana. Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, o encerramento da circulação nacional de Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol na Sala Martins Pena “representa a força da criação que nasce no Distrito Federal, ganha o Brasil e retorna ao seu território de origem ainda mais amadurecida. Ver esse espetáculo, que surgiu a partir de uma oficina fomentada pelo FAC, consolidar-se em palcos de diferentes estados e voltar a Brasília reafirma a vitalidade da nossa cena cultural e a importância das políticas públicas continuadas”, afirma o secretário.  "O Fundo de Apoio à Cultura tem justamente esse papel estruturante: apoiar a ideia no seu nascedouro, viabilizar a primeira montagem e garantir condições para que a obra circule, dialogue com novos públicos e projete o nome do DF nacionalmente" Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa “O Fundo de Apoio à Cultura tem justamente esse papel estruturante: apoiar a ideia no seu nascedouro, viabilizar a primeira montagem e garantir condições para que a obra circule, dialogue com novos públicos e projete o nome do DF nacionalmente. A efervescência da Sala Martins Pena, ocupada por uma produção local que alcançou reconhecimento fora daqui, é um símbolo claro da retomada cultural que estamos vivendo, com investimento, planejamento e, sobretudo, confiança nos nossos artistas”, enfatiza Abrantes. Além das apresentações, a circulação do espetáculo se destaca pelo compromisso com a acessibilidade e a inclusão. O projeto inclui sessões com intérprete de Libras e audiodescrição, além de ações sociais voltadas a estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), pessoas com deficiência visual e integrantes de projetos sociais. Ao final de cada espetáculo, a plateia é convidada para participar de um bate-papo com as artistas.  Depois de estrear em Brasília, em 2025, a peça passou pelos palcos do Espírito Santo, de Minas Gerais e de São Paulo | Foto: Divulgação/Han Thiago A trajetória da peça não se encerra com o fechar das cortinas. Em abril haverá oficinas e debate sobre os desafios da circulação teatral no Brasil. Essas ações reforçam o caráter público e democrático do projeto, que entende o teatro como ferramenta de encontro, reflexão e transformação social. Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol Sessões: Sábado (28), às 20h; e domingo (1º), às 19h Local: Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro  Ingressos: Sympla e link na Bio Instagram: @trilhasespetaculo a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) Duração: 80 minutos Classificação indicativa: 16 anos *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa  

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Celebra DF 2026 terá transporte reforçado e esquema especial de segurança

O Celebra DF 2026 será marcado por uma grande celebração pública, com programação cultural gratuita e um esquema especial de serviços para garantir segurança, mobilidade e conforto ao público. A orientação do Governo do Distrito Federal (GDF) é que a população se planeje com antecedência e siga as recomendações durante a festa — que ocorrerá na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Orixás, na Prainha. Orientação é que as pessoas priorizem o transporte público, que funcionará sob o sistema Vai de Graça | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Para facilitar o acesso aos locais de celebração, o transporte público vai funcionar no sistema Vai de Graça, especialmente nas linhas que atendem às áreas de maior concentração de público. A recomendação é priorizar ônibus e metrô, evitando o uso de veículos particulares, já que haverá restrições de trânsito e áreas com bloqueios temporários. A segurança contará com atuação integrada das forças do GDF, incluindo Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Detran e equipes de apoio. O policiamento será ostensivo, com monitoramento em pontos estratégicos e ações preventivas voltadas à proteção das famílias, crianças e demais frequentadores. O que pode ser levado O público também deverá observar regras sobre o que pode ou não ser levado para a festa. Não será permitida a entrada com objetos perfurocortantes, garrafas de vidro, armas de fogo, animais de estimação, materiais inflamáveis ou fogos de artifício. A orientação é optar por recipientes plásticos e evitar mochilas volumosas, o que contribui para maior fluidez nos acessos e nas áreas de revista. Famílias com crianças pequenas devem redobrar a atenção, mantendo vigilância constante em áreas de grande circulação. Pontos de apoio estarão disponíveis para atendimento e orientação em caso de necessidade. [LEIA_TAMBEM]A organização do evento também reforça cuidados básicos, como hidratação, uso de roupas confortáveis e atenção aos horários de maior fluxo. Em caso de emergência, equipes de saúde e brigadistas estarão de prontidão para atendimento imediato. Com planejamento, orientação ao público e integração entre cultura, mobilidade e segurança, o Celebra DF 2026 busca oferecer uma festa acessível, segura e acolhedora, permitindo que a população receba o novo ano com tranquilidade e espírito de convivência coletiva. Haverá linhas de revista da Polícia Militar do DF na chegada à Rodoviária e nas vias S1 e N1. O trânsito será interrompido a partir das 15h, permitindo somente acesso de pessoas. Veículos poderão estacionar nos anexos dos ministérios, no Teatro Nacional e nos setores de autarquias Norte e Sul. É recomendado chegar cedo para conseguir os melhores locais. Na volta para casa, o metrô estará funcionando até as 2h30. A partir desse horário, o transporte gratuito será via ônibus. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

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Licitação da 2ª etapa do Teatro Nacional chega à fase recursal

A licitação da segunda fase das obras no Teatro Nacional Cláudio Santoro (TNCS) está em andamento e atualmente se encontra na etapa recursal. Depois de receber a autorização do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), a Novacap retomou o processo que havia começado em junho. Assim que essa fase for concluída, o passo seguinte será a homologação do resultado da licitação, seguida da assinatura do contrato e da emissão da ordem de serviço, tudo dentro do cronograma previsto pelas etapas legais. O Teatro Nacional foi fechado em 2014 por motivos de segurança, pois seu funcionamento não atendia às normas atuais de prevenção e combate a incêndio, acessibilidade e outros requisitos técnicos. Desde então, o espaço vem sendo reaberto aos poucos. A primeira fase envolveu a recuperação da Sala Martins Pena, seu foyer e camarins, incluindo a reforma da estrutura de concreto, a construção de novas saídas de emergência, reforma na acessibilidade e a instalação de um elevador. Além dessas obras, novas instalações elétricas, hidrossanitárias e cenotécnicas foram feitas, também foram trocadas as poltronas, carpetes e cortinas por materiais com tecidos antichamas. Foi implantado um novo sistema de climatização, construída uma sala de geradores e instalado um reservatório contra incêndios dimensionado para toda a estrutura. O Teatro Nacional foi fechado em 2014 por motivos de segurança, pois seu funcionamento não atendia às normas atuais de prevenção e combate a incêndio, acessibilidade e outros requisitos técnicos | Foto: Divulgação/Novacap “Estamos, realmente, muito animados com o andamento dessa etapa. O GDF entende o quanto é simbólico e representativo esse espaço para o cidadão que, finalmente, vai receber o cuidado merecido”, destaca o presidente da Novacap, Fernando Leite. Na mesma linha, o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, enfatiza que o Teatro Nacional é mais do que um edifício; ele é um marco da identidade e da memória cultural do DF. "Ver a segunda etapa dessa obra avançar, com transparência e dentro das etapas legais, significa garantir que a cultura do Distrito Federal volte a ocupar plenamente um dos seus palcos mais simbólicos. Estamos trabalhando para que a Sala Villa-Lobos, a Alberto Nepomuceno e o Espaço Dercy sejam entregues ao público com a dignidade que esse patrimônio merece. Cuidar do Teatro Nacional é cuidar da história viva de Brasília", disse Abrantes. Com valor estimado em cerca de R$ 315 milhões, a nova fase das obras, que está em licitação, envolverá o restauro do foyer da Sala Villa-Lobos, do Espaço Dercy e da Sala Alberto Nepomuceno, além da própria Sala Villa-Lobos. Essa contratação será feita de forma única e integrada, abrangendo desde a elaboração dos projetos básicos e executivos até a execução das obras, montagem, testes, pré-operação e demais ações necessárias para deixar tudo pronto para uso. O TNCS faz parte do Conjunto Urbanístico de Brasília e é protegido por tombamento individual, conforme a Portaria MinC nº 55/2017. Por isso, a restauração seguirá rigorosamente as diretrizes de preservação do patrimônio histórico e artístico nacional. Ao mesmo tempo, o projeto incorpora as normas mais recentes de segurança e acessibilidade, garantindo que esse importante espaço cultural do Distrito Federal possa voltar a funcionar plenamente para toda a comunidade. *Com informações da Novacap

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Projeto Brasília Independente comemora 15 anos com evento no Teatro Nacional

O palco da Sala Martins Pena, no Teatro Nacional Cláudio Santoro, recebe na quarta-feira (12), a partir das 19h, uma noite de celebração da força criativa das periferias e da música independente do Distrito Federal. O evento marca o lançamento do teaser do documentário Encruzilhada Sonora, seguido por apresentações musicais dos  artistas que integram o filme e pela cerimônia de entrega dos troféus Brasília Independente, que inicia as comemorações dos 15 anos da premiação, a serem celebrados em 2026. O Encruzilhada Sonora é resultado de uma vivência imersiva com oito artistas periféricos que transformaram suas experiências em música, afeto e resistência, culminando na produção de um documentário e neste grande espetáculo. A arte e a dificuldade de artistas independentes são o tema da noite | Foto: Divulgação/Secec-DF  “Um trabalho de arte, com muito afeto, contando as dores e as delícias da vida de um artista independente. Em breve lançaremos também um documentário com suas histórias”, conta  Márcia Witczak, idealizadora do Brasília Independente e do Encruzilhada Sonora. Durante a cerimônia, 15 personalidades que fomentam a cultura e a cena independente serão homenageadas com o Prêmio Brasília Independente. A noite contará com números autorais de Flor Furacão e Lyndon e performances de Prince Belofá, Laady B, Bruno Jacob, Anna Moura, Israel Paixão, Fábio dos Santos, Debby Zimmer e Tonhão Nunes, artistas que integram o documentário. "Ver esses artistas ocupando a Sala Martins Pena é afirmar que a cultura do DF pulsa nas ruas, nas cidades e nas vivências que moldam nossa identidade" Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, o Encruzilhada Sonora é um gesto de reparação simbólica e de reconhecimento da potência criativa que nasce nos mais diversos cantos do Distrito Federal. "Ver esses artistas ocupando a Sala Martins Pena é afirmar que a cultura do DF pulsa nas ruas, nas cidades e nas vivências que moldam nossa identidade. Celebramos aqui a arte que move, transforma e revela quem nós somos”, enfatizou Abrantes. Com apoio da Secec-DF e do Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade, o evento reforça o compromisso com a inclusão, a representatividade e o fortalecimento da economia criativa local. É uma celebração das vozes que transformam territórios e ampliam o imaginário cultural da capital. Encruzilhada Sonora Local: Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro Data: 12 de novembro Horário: 19h Entrada gratuita *Com informações da Secec-DF

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Gisèle Santoro, referência da dança na capital federal, morre aos 86 anos

A cultura do Distrito Federal perdeu, nessa quinta-feira (9), uma de suas maiores referências artísticas. Gisèle Loïse Portinho Serzedello Corrêa, conhecida como Gisèle Santoro — bailarina, coreógrafa e professora que marcou a história da dança em Brasília — faleceu aos 86 anos, no Hospital Santa Helena, na Asa Norte. Grande referência da dança no Distrito Federal, Gisèle Santoro faleceu nessa quinta (9), na Asa Norte | Foto: Divulgação/Secec-DF Em junho deste ano, Gisèle foi agraciada com a Medalha do Mérito Distrital da Cultura “Seu Teodoro”, a maior honraria concedida pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). O reconhecimento coroou uma trajetória de mais de seis décadas dedicadas à arte e à formação de gerações de bailarinos. Formada pela Escola de Danças Clássicas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, chegou a Brasília em 1962, a convite da russa Eugenia Feodorova, criadora da Fundação Brasileira de Ballet. Na capital, conheceu o maestro Cláudio Santoro, com quem se casou e construiu uma parceria artística e pessoal que atravessou fronteiras. "Brasília perde uma mestra, mas sua obra permanece viva em cada bailarino que formou e inspirou" Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa Em 1966, o casal foi forçado a deixar o Brasil em razão do regime militar. Exilados, viveram na França e, depois, na Alemanha, onde Gisèle permaneceu por sete anos no Teatro Municipal de Heidelberg, além de fundar uma escola de dança. De volta ao Brasil em 1978, Gisèle participou ativamente da inauguração do Teatro Nacional, colaborando na formação da orquestra, do coro e de outros departamentos da instituição. Também foi fundadora do Seminário Internacional de Dança de Brasília e criadora da Mostra de Dança de Brasília, eventos que consolidaram a capital como um dos polos mais importantes da dança no país. Gisèle contribuiu ainda para o ensino da dança clássica, formando diversas gerações de bailarinas e bailarinos no Centro de Dança do DF. “Tive a honra e o privilégio de reinaugurar o nosso Teatro Nacional ao lado de Dona Gisèle — um momento que levarei comigo para sempre. Foi mais que simbólico: foi um reencontro da arte com sua casa, com a presença de quem tanto lutou para que esse espaço existisse e florescesse. Sem dúvida, Gisèle Santoro foi uma das grandes construtoras da identidade cultural de Brasília. Sua dedicação à dança e à formação de artistas marcou gerações. Brasília perde uma mestra, mas sua obra permanece viva em cada bailarino que formou e inspirou. Sua partida deixa um vazio imenso, mas também uma herança inestimável”, enfatizou o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes. [LEIA_TAMBEM]O subsecretário do Patrimônio Cultural, Felipe Ramón, ressaltou que “a importância de Gisèle Santoro reside na sua incansável dedicação à cultura. Pianista, bailarina, professora, produtora: doou sua vida à cultura do DF e do Brasil”. O velório da artista será realizado neste sábado (11), no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em horário a ser confirmado. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

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Distrito Junino 2025 terá esquema especial de mobilidade e acessibilidade 

Uma das maiores celebrações culturais do calendário brasiliense, o Distrito Junino 2025 contará com um esquema especial de serviços para garantir comodidade, segurança e acessibilidade ao público durante as apresentações nesta sexta (29) e no sábado (30), na Esplanada dos Ministérios. O acesso principal será pela via N1, no trecho entre a Rodoviária do Plano Piloto e o Teatro Nacional. A via será interditada para veículos a partir das 18h, com circulação liberada apenas para pedestres. Já a via S2 terá duas faixas exclusivas destinadas ao tráfego dos ônibus que transportam as quadrilhas participantes. Metrô terá horário diferenciado durante os dois dias do Distrito Junino | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Ônibus e metrô Para quem optar pelo transporte coletivo, o Metrô-DF manterá a Estação Central em funcionamento até as 2h30, nos dois dias de festa. Além disso, haverá reforço nas linhas de ônibus para atender ao fluxo de espectadores. [LEIA_TAMBEM]A organização também preparou dois pontos de ilhas de hidratação, fornecidas pela Caesb, distribuídas em áreas estratégicas do evento. Acessibilidade Pessoas com deficiência (PCDs) terão acesso facilitado pela via S1, que também levará à área reservada em frente ao palco. Para utilizar o espaço, será necessária a apresentação de documento comprobatório no momento da entrada. Com essa estrutura, o Distrito Junino 2025 reforça o compromisso em oferecer uma experiência cultural completa, com conforto e acessibilidade para todos os participantes. Confira, abaixo, a programação: Sexta-feira (29) →18h: abertura dos portões →19h: Trio Toin do Forró →19h30: Junina Filhos do Sol →20h - 21h30: Natanzinho Lima →21h40: Junina Sanfona Lascada →22h: Junina Santo Afonso →22h20: Junina Formiga da Roça →23h: Flávio José Sábado (30) →17h: abertura dos portões →18h: Trio Asa Branca →18h30: Junina Sabugo de Milho →18h50: Junina Arroxa o Nó →19h10: Junina Pau Melado →20h - 21h30: Wesley Safadão →21h40: Junina Si Bobiá a Gente Pimba →22h: Junina Rasga o Fole →22h30: Chambinho do Acordeon →0h: George Henrique & Rodrigo Ingressos gratuitos nos seguintes links: sexta-feira (29) e sábado (30). *Com informações da Secec-DF  

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Orquestra Sinfônica de Portugal leva mais de 400 estudantes a concerto no Teatro Nacional

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) promoveu, nessa terça-feira (5), um grande encontro entre 440 estudantes da rede pública de ensino e a Orquestra Sinfônica Amazing, de Portugal, na Sala Martins Pena, no Teatro Nacional Claudio Santoro. Os alunos de Ceilândia, Planaltina, Paranoá, Taguatinga e Samambaia participaram de dinâmicas sobre a diferença entre notas musicais e a quantidade de cordas nos instrumentos da orquestra comandadas pelo maestro e violinista Eliseu Silva. O músico português também entreteve a plateia com histórias sobre os compositores das músicas tocadas. Os alunos subiram ao palco e puderam se apresentar sob a regência do português Eliseu Silva | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF No repertório, foram executadas canções de Arthur Napoleão, pioneiro da música clássica no Brasil cujo centenário do falecimento é lembrado em 2025, e de Claudio Santoro, renomado maestro e compositor que dá nome ao Teatro Nacional. Com o intuito de aproximar os estudantes do mundo dos concertos, Eliseu chamou alguns indivíduos para subir ao palco. O aluno do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit), Kauan Alves, de 15 anos, foi um dos escolhidos e chegou a reger a orquestra. “Mesmo sendo de escola pública, a gente consegue ter acesso a diversas culturas. Foi uma vivência única para mim, que nunca tinha visto algo assim antes”, confessou o estudante. Kauan Alves nunca havia assistido a um concerto: "Temos a ideia de que música clássica é para pessoas mais velhas, mas, na verdade, é para todas as idades" Ele ainda reafirmou a importância da iniciativa. “Temos a ideia de que música clássica é para pessoas mais velhas, mas, na verdade, é para todas as idades”, disse Kauan Alves. “Antigamente, nem todos tinham acesso ao Teatro Nacional, mas hoje, desde crianças do ensino fundamental até adolescentes do ensino médio estiveram presentes”, completou. Imersão musical  Uma das organizadoras do evento, Mariana Gopfert, representante da Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental em Tempo Integral, ressaltou a relevância de promover atividades como esta. “A proposta desse projeto é justamente aproximar os estudantes da cultura, já que a escola em tempo integral tem um desses objetivos, que é fazer uma formação integral dos discentes, oferecendo contato com a cultura e a arte, gerando um desenvolvimento pleno e múltiplo do indivíduo.” Depois da aula, Eliseu Silva deu autógrafos para as crianças A servidora da Secretaria de Educação ainda destacou a presença de crianças que se apresentaram com a orquestra. “Isso é muito significativo, principalmente para os nossos estudantes, pois eles veem crianças tocando instrumentos. Só de ter esse contato, já é um grande pontapé para ampliar o horizonte de escolhas.” Durante a apresentação, o maestro ensinou aos meninos o nome dos instrumentos violino, viola d’arco, violoncelo e contrabaixo. Embora já tenha visto uma orquestra tocar durante uma visita escolar, o aluno do terceiro ano, Wellington de França, 18, mostrou entusiasmo com o concerto ao esperar pelo início da apresentação. Wellignton de França: "Adoro música. Ela transforma vidas, inclusive a minha" “Minhas expectativas estão altas, pois adoro música. Ela transforma vidas, incluindo a minha”, afirma. Admirador do violino, o jovem disse que irá compartilhar a experiência sensorial e educativa com a mãe quando chegar em casa. [LEIA_TAMBEM]Ao final da apresentação, Eliseu Silva distribuiu autógrafos para os estudantes e falou sobre os benefícios de iniciativas como essa. “A música é uma excelente maneira, se não uma das melhores maneiras, de educar o espírito e o caráter”, contou o músico. “O fato de os estudantes terem contato com músicas feitas de forma inteligente, com emoções profundas, acaba também por desenvolver emoções mais repensadas e maduras, especialmente numa época e geração em que tudo é muito descartável.” O maestro também elogiou a participação dos jovens. “Eles foram impressionantes. A maneira como estiveram aqui durante uma hora, atentos e com vontade de participar, é absolutamente notável.” *Com informações da Secretaria de Educação  

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