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Unidade de Pronto Atendimento (UPA)

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IgesDF supera 1,2 mil contratações em 2026

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Entre janeiro e agosto de 2026, 1.234 profissionais passaram a integrar as equipes das unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). As contratações alcançaram áreas diretamente ligadas à assistência, como medicina, enfermagem e equipes multiprofissionais, além de setores administrativos e de apoio. No período, o instituto abriu 98 processos seletivos para formação de cadastro reserva, que receberam 48.769 inscrições. Os profissionais aprovados podem ser convocados conforme a necessidade dos serviços e os critérios estabelecidos em cada edital. Entre os profissionais que passaram a integrar as equipes assistenciais está a médica clínica Janimar Lago, atualmente lotada na UPA de Sobradinho. Natural de Chapecó (SC), ela está em processo de mudança para Brasília e viu no IgesDF a possibilidade de construir uma nova trajetória profissional. “Procurava uma instituição sólida, que oferecesse suporte às equipes e transmitisse segurança. Participei de algumas seleções e fui aprovada para atuar na região de Sobradinho, mas continuo concorrendo a outras vagas da rede e aguardo uma possível convocação para o Hospital de Base”, relata. Também entre as novas contratações está Vanessa da Mata, auxiliar de farmácia no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Ela participou da integração realizada na última quinta-feira (3/9), etapa que antecede o início das atividades no Instituto. Com experiência anterior em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Luziânia (GO), Vanessa comemora a oportunidade de continuar atuando na área e iniciar uma nova etapa profissional. “Já trabalhava na área e estou muito feliz por conquistar esta oportunidade. É um novo desafio, uma nova etapa da minha carreira. Estou bastante ansiosa para começar”, conta. A integração também é um momento de acolhimento para quem está chegando | Foto: IgesDF A integração também é um momento de acolhimento para quem está chegando. Sempre que possível, a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, participa da recepção para conversar com os profissionais que iniciam uma nova etapa no Instituto. “Quando a gente recebe um novo colaborador, não está apenas preenchendo uma vaga. Está recebendo uma pessoa que chega com uma história, com sonhos, expectativas e vontade de fazer a diferença. Por isso, faço questão, sempre que posso, de estar nas integrações, me apresentar e dar as boas-vindas pessoalmente. Quero que quem está chegando saiba que é importante para o IgesDF e que o trabalho de cada um tem impacto direto na vida de quem precisa do nosso atendimento”, avalia Eliane. As contratações também alcançam áreas administrativas. David Carvalho vai atuar na Coordenação de Protocolo e Arquivo do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Para ele, a chegada ao Instituto representa a oportunidade de ampliar a experiência profissional e conhecer de perto a rotina da unidade. “É uma conquista muito importante para mim. Sei da responsabilidade do trabalho desenvolvido aqui e estou motivado para aprender, colaborar com a equipe e fazer parte dessa missão de atender a população com qualidade”, afirma. Julho concentra maior número de seleções Dos 98 processos seletivos abertos até agosto, 51 foram realizados no primeiro semestre, período que registrou 19.905 inscrições. Março teve o maior número de seleções nessa primeira metade do ano, com 14 processos, enquanto junho concentrou o maior volume de inscrições, com 7.534. Em julho, foram abertos 31 processos seletivos, o maior número registrado em um único mês em 2026, com 20.265 inscrições. Em agosto, outros 16 processos receberam 8.599 inscrições. Somados, os dois meses contabilizaram 47 seleções e 28.864 inscrições. Ao longo do ano, as seleções contemplaram diferentes especialidades médicas, entre elas pediatria, urologia, cirurgia pediátrica, oncologia, nefrologia, cardiologia, anestesiologia, neonatologia, cirurgia vascular, terapia intensiva pediátrica, emergência, hematologia e hemoterapia, otorrinolaringologia, pneumologia, infectologia, radiologia, endocrinologia, psiquiatria, oftalmologia e cirurgia cardiovascular. Nos meses de julho e agosto, foram abertas ainda seleções para cardiologia intervencionista e hemodinâmica, medicina nuclear, oncologia, pediatria, intensivismo adulto e regulação médica. Na enfermagem, houve processos para profissionais de atendimento pediátrico, UTI neonatal, UTI adulto, oncologia e hematologia, ambulatório, centro cirúrgico, Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e nefrologia. Para técnicos de enfermagem, as áreas contempladas incluíram centro obstétrico, atendimento pediátrico, UTI neonatal, medicina nuclear, psiquiatria, neurologia, mobilidade e urgência e emergência. As seleções também abrangeram profissionais de fisioterapia, farmácia, nutrição, psicologia hospitalar, fonoaudiologia, serviço social e laboratório. O IgesDF é responsável pela gestão do Hospital de Base, do Hospital Regional de Santa Maria e de 13 Unidades de Pronto Atendimento do Distrito Federal. Os processos seletivos são publicados de acordo com as necessidades das áreas e destinados à formação de cadastro reserva. Os interessados podem acompanhar os editais, consultar os requisitos e conferir as oportunidades disponíveis no portal de processos seletivos do IgesDF.   *Com informações do IgesDF

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Teleconsulta registra 80% de efetividade nas UPAs do DF

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Os serviços de telemedicina e telepediatria estão consolidados como uma das principais ferramentas de agilidade no atendimento de pacientes de baixa complexidade nas 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF. O modelo, idealizado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), apresenta taxa de resolutividade de aproximadamente 88% — ou seja, em apenas 12% dos casos houve necessidade de conversão para atendimento médico presencial. Desde a implementação, em maio do ano passado, já foram feitos 35.636 atendimentos do tipo.  “É um projeto pioneiro do próprio Iges-DF, não é uma contratação de serviço terceirizado. A gente aproveita a própria mão de obra do IgesDF, integrando profissionais que, por limitações ou condições como a gestação, estariam afastados da linha de frente presencial. A dinâmica é voltada aos casos leves e tem sido um sucesso absoluto. A gente quer levar esse programa também para os nossos hospitais, para classificação na porta do hospital", destacou a governadora Celina Leão durante visita técnica à UPA de Sobradinho, nesta segunda-feira (10/8). Celina Leão: " A gente quer levar esse programa também para os nossos hospitais, para classificação na porta do hospital" | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília Atendimento unificado Pelo formato, o paciente permanece acolhido fisicamente na UPA, com acesso a exames, medicamentos e reavaliação médica contínua. Se houver necessidade de exame físico presencial detalhado ou se o quadro clínico se agravar, o médico remoto converte o atendimento imediatamente para a equipe presencial. "[A teleconsulta] dá fluidez aos atendimentos de porta e ao tempo de espera e de permanência" Eliane Souza de Abreu, presidente do IgesDF Para a presidente do IgesDF, Eliane Souza de Abreu, a iniciativa ajuda a acelerar o fluxo de atendimentos. "Isso dá fluidez aos atendimentos de porta e ao tempo de espera e de permanência. São todas as unidades praticando o mesmo método e entendendo que é eficaz para atender o grande volume de porta que a gente tem nas unidades de pronto atendimento", explica, ao ressaltar que o formato também atende crianças.  "Em todas as unidades que atendem pediatria, a gente também conta com o método de teleconsulta, exatamente porque, em períodos de sazonalidade, quando a gente tem um aumento expressivo do volume de crianças à nossa porta, esse método dá vazão e fluidez aos atendimentos", acrescenta a gestora.  O gerente da UPA de Sobradinho, Amilton Xavier, explica que os atendimentos remotos são feitos em uma estrutura específica dentro da UPA. "A teleconsulta é uma importantíssima estratégia que contribui muito para dar vazão aos pacientes classificados como não urgentes, que não necessitam de exames físicos detalhados imediatos. A gente tem na unidade a sala onde o paciente é recebido, com o monitor de televisão, a câmera e um técnico de enfermagem que acompanha o paciente durante toda a consulta. O médico fala ao vivo com o paciente, o paciente passa suas queixas para o médico. Feito o atendimento, o médico manda para a impressora da UPA toda a papelada que o paciente precisa", detalha.  Durante os mais de 35 mil atendimentos feitos, foram registrados: 21.225 medicamentos administrados diretamente nas unidades; 10.103 exames laboratoriais solicitados e coletados;  4.801 exames de imagem feitos para apoiar o diagnóstico. Corpo de trabalho     A presidente do IgesDF afirma que os profissionais da telemedicina são aqueles que, por algum motivo, estão afastados do atendimento presencial. Assim, o projeto também resolve uma questão de gestão de pessoas e direitos trabalhistas.  "O programa nasce com a necessidade de acolher as médicas gestantes, que a gente precisa tirar da assistência direta. A gente, então, coloca essas gestantes no teleatendimento para garantir o que é direito delas por lei. Isso é bom para a população, que tem o atendimento garantido, e é bom para o instituto, que concede o direito às gestantes. A gente consegue, então, equilibrar todas as necessidades, seja da população, seja do colaborador contratado pelo instituto", completa Eliane.  Gestão com base em dados Outro grande diferencial técnico do sistema é a gestão dinâmica de demanda via painel de business intelligence (BI). "Nosso projeto mapeia as portas de calor das UPAs. Se identificamos que uma unidade em determinada região está superlotada, destinamos a força médica de operação remota para acolher prontamente esses pacientes e desafogar a recepção física. Nossa intenção é acolher o doente na primeira queixa aguda, como uma infecção urinária, antes que o quadro se degenere para uma condição mais grave, como uma pielonefrite no dia seguinte", observa Amandha Roberta Dias, chefe do Núcleo de Telessaúde do IgesDF.  Amandha Roberta Dias garante que o horário de atendimento na UPA será extendido: "Queremos acolher o trabalhador que sai do serviço e necessita de um atendimento rápido e garantido" Para ampliar o acesso e acolher as demandas de saúde de forma ágil, o IgesDF vai expandir o horário de funcionamento dos atendimentos remotos. "A implantação da teleconsulta ocorreu de forma gradual nas regiões administrativas e hoje temos dados consolidados. Diante disso, vamos expandir o horário de funcionamento, que antes era de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, para o período das 7h às 22h. Queremos acolher o trabalhador que sai do serviço e necessita de um atendimento rápido e garantido. Além disso, passaremos a atender aos sábados e domingos, das 7h às 19h", informa Amandha. Saiba como é o fluxo assistencial da teleconsulta: Chegada e triagem: o paciente retira a senha no totem da unidade, tanto para clínica médica quanto para pediatria; Classificação de risco: o enfermeiro avalia os sintomas e identifica se o paciente atende aos critérios de elegibilidade para o atendimento remoto; Consentimento: o paciente é convidado a participar e, caso aceite, assina o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE); Sala especializada: o paciente é encaminhado a um consultório exclusivo de telessaúde, equipado com monitor de TV, câmera e suporte tecnológico. Ele é acompanhado em tempo integral por um técnico de enfermagem local; Consulta por vídeo: o médico remoto faz a anamnese e define a conduta; Desfecho: receita médica, atestado ou solicitações de exames são enviados remotamente para a impressora do consultório na UPA. Caso necessite de medicação, o paciente é encaminhado à sala de medicação física da própria unidade.  

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GDF investe R$ 17,5 milhões em construção de primeira UPA de Taguatinga

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Na manhã desta terça-feira (21/7), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, fez uma visita técnica às obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Taguatinga Sul. Foram investidos R$ 17,46 milhões na construção do espaço. A nova unidade terá a capacidade de ampliar a assistência de urgência e emergência na região, reforçando a rede pública de saúde do Distrito Federal. A UPA de Taguatinga Sul funcionará 24 horas por dia e será destinada a atendimentos de baixa e média complexidade, com 63 leitos disponíveis. Celina Leão destacou que nova UPA vai desafogar o movimentado HRT | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília “A UPA de Taguatinga é muito especial porque nós não tínhamos nenhuma aqui, que é uma das maiores cidades do Distrito Federal. Hoje, nós temos um hospital que já está sobrecarregado, o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), e eu tenho certeza que a construção dessa unidade vai atender à necessidade da população de Taguatinga e região adjacente”, comentou a chefe do Executivo, afirmando que a unidade de saúde trará conforto e comodidade à população. A estrutura da edificação já conta com lajes de cobertura concluídas, enquanto seguem em execução a alvenaria, as platibandas e a rede de drenagem externa. No interior da unidade, estão sendo instalados os sistemas de climatização, redes elétrica, de incêndio, gases medicinais, lógica e dados, além da execução dos revestimentos das paredes. A unidade vai desafogar hospitais e garantir maior agilidade no atendimento. Durante a visita, a governadora do DF adiantou que a UPA terá um tomógrafo próprio.  A primeira UPA de Taguatinga funcionará 24 horas por dia e será destinada a atendimentos de baixa e média complexidade, com 63 leitos disponíveis Para o administrador de Taguatinga, Ezequias Pereira da Silva, a unidade de atendimento chega em momento oportuno para a região, sobretudo por desafogar as demandas do HRT. “[O local] de instalação tem alta demanda. Nós não temos hospital público na área sul de Taguatinga, apenas na área norte, então a UPA vem em um momento muito importante para as demandas da nossa cidade”, disse.

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Governadora inaugura Caps III no Gama com atendimento 24 horas em saúde mental

A rede pública de saúde do Distrito Federal ganhou um reforço no atendimento em saúde mental. A governadora Celina Leão entregou, nesta quinta-feira (2), o novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps III) do Gama, em que foram investidos cerca de R$ 4 milhões. A unidade, localizada na Quadra 2 do Setor Norte, foi construída para atender, principalmente, moradores do Gama e de Santa Maria com transtornos mentais graves e persistentes.  Durante a solenidade, a chefe do Executivo destacou a importância do acolhimento na saúde mental e descreveu o equipamento como uma ampliação ao atendimento para além das unidades de pronto atendimento (UPAs).  Celina Leão: "Muitas pessoas procuravam a emergência por uma crise de ansiedade, uma depressão ou uma tentativa de suicídio. Uma pessoa nesse quadro precisa de acolhimento. Esse espaço é especializado para a saúde mental" | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília "Quase 30% dos atendimentos nas UPAs foram para saúde mental. Isso significa que muitas pessoas procuravam a emergência por uma crise de ansiedade, uma depressão ou uma tentativa de suicídio. Uma pessoa nesse quadro precisa de acolhimento. Esse espaço é especializado para a saúde mental, com uma equipe que vai conseguir fazer esse tipo de acolhimento, cuidar de quem muitas vezes não consegue expressar o que está sentindo", afirmou Celina Leão. Com investimento de cerca de R$ 4 milhões, o novo Caps III, com 741 m², fortalece a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde e amplia o acesso aos serviços especializados em saúde mental na Região Sul. A unidade atenderá, principalmente, moradores do Gama e de Santa Maria, beneficiando uma população estimada em 260 mil habitantes.  A previsão é que outras unidades do Centro de Atenção Psicossocial sejam inauguradas em breve. “Faz parte de um conjunto de emendas. Dois Caps já estão prontos: aqui no Gama e o do Recanto das Emas. Nós temos mais duas unidades para as quais vamos assinar as ordens de serviço, em Taguatinga e Ceilândia”, anunciou Celina Leão.   Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, o novo Caps do Gama vai impactar a qualidade de vida e o acolhimento da população. "Essa entrega e as muitas outras que virão relacionadas à saúde mental vão trazer melhor qualidade de vida, vão cuidar de famílias, porque uma pessoa depressiva, uma pessoa com ansiedade, a família toda adoece. Não é só a pessoa, e sim uma família adoecida que não consegue ter uma vida vida normal”, afirmou o gestor. Atendimento especializado O novo Caps terá atendimento 24 horas, com equipe multiprofissional de prontidão para acolhimento noturno também O Caps III é um serviço especializado do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado para o atendimento de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes. O diferencial é o funcionamento ininterrupto, 24 horas por dia, incluindo acolhimento noturno para pacientes em situação de crise, com multiprofissionais. A inauguração representa o fim de uma espera histórica para os moradores da região e fortalece a rede de saúde mental do DF. Para a gerente da unidade, Adriana Câmara, a entrega do equipamento é um presente para a comunidade, fruto de uma demanda de mais de 15 anos. "Inicialmente, vamos atender até as 22h, até organizar a equipe e o trabalho todo. Mas já vamos estar de portas abertas, é um serviço de portas abertas. Esses pacientes hoje são atendidos no Riacho Fundo. Então, agora eles vão ser atendidos no próprio território", celebra a gestora, ao destacar que a nova estrutura possui leitos de acolhimento integral.  "Esse paciente tem que voltar a estudar e a trabalhar. O nosso trabalho é esse, isso faz parte do tratamento" Adriana Câmara, gerente do Caps III do Gama Segundo a gerente, o foco será o atendimento humanizado e a reinserção social dos usuários por meio de oficinas e atividades externas. "O modelo de Caps não é trabalhar só dentro da estrutura, a gente trabalha no território também. Então, esse paciente tem que voltar a estudar e a trabalhar. O nosso trabalho é esse, isso faz parte do tratamento”, ressalta Adriana, ao comentar a estrutura da unidade. A unidade do Gama entra, agora, na etapa final de preparação para o início das atividades. Nesse período, serão concluídos os treinamentos das equipes, a instalação dos equipamentos e a organização dos fluxos de atendimento. O espaço dispõe de duas salas grandes para grupos, pacientes e familiares. A previsão é que o local ofereça cursos para geração de renda, como crochê e horta. A expectativa é que o Caps acolha em média 100 pessoas por dia. Moradora do Gama, Maria José Rezende, de 83 anos, destacou a qualidade da nova estrutura e o impacto positivo para a região. "Vai ser um bálsamo para as pessoas e vai ajudar a desafogar um pouco as outras cidades. Está muito bonito. Tem lugar para tudo, salões para atividades, as salas são muito arejadas. O Gama merece. Acho que é um dos melhores Caps que temos. As pessoas que precisam de um psicólogo, de um psiquiatra, de um acompanhamento, de um tratamento sério agora não vão ter que se deslocar para outros lugares", celebrou a aposentada. Maria José Rezende: "Vai ser um bálsamo para as pessoas e vai ajudar a desafogar um pouco as outras cidades" [LEIA_TAMBEM]Novos Caps no DF Atualmente, o Distrito Federal conta com 18 Caps distribuídos pelas regiões de saúde conforme a demanda da população e a complexidade do atendimento. As unidades oferecem assistência especializada a pessoas com transtornos mentais e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, com equipes multiprofissionais e diferentes modalidades de cuidado, que incluem atendimentos diurnos e, em alguns casos, acolhimento integral. A rede será ampliada com mais novas unidades. Além dos Caps inaugurados no Gama e no Recanto das Emas, o GDF prevê o início das obras de um Caps Infantojuvenil em Ceilândia e de um Caps Álcool e Outras Drogas em Taguatinga, com investimento superior a R$ 10 milhões. As futuras estruturas contarão com consultórios, enfermarias, salas de medicação, áreas de convivência e espaços voltados ao acompanhamento clínico e psicossocial dos pacientes. Além disso, recentemente a governadora entregou a nova sede do Caps no Cruzeiro. O local já está aberto ao público, com capacidade para atender até 1,2 mil pessoas com transtornos mentais severos e sofrimento psíquico. *Colaborou Jak Spies  

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Com investimento de R$ 117 milhões, sete UPAs estão em construção no DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) prioriza a ampliação da rede de urgência e emergência com a construção de sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs). As obras ocorrem em Águas Claras, Água Quente, Estrutural, Guará, Sol Nascente e Taguatinga, com investimento de R$ 117 milhões já contratado para seis unidades. A sétima, em Arapoanga, está em fase preparatória e depende de etapas administrativas para o início das intervenções. As 13 UPAs em funcionamento no DF registraram 495.984 atendimentos entre 1º de janeiro e 29 de abril deste ano, segundo o Sistema MV, painel de indicadores do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O volume reforça a demanda por serviços de urgência e emergência na rede pública. Com a conclusão das sete em construção, a rede passará a ter 20 unidades. As novas UPAs terão área de 2.632 m², 65 leitos, consultórios médicos, salas de estabilização, laboratório, farmácia, setor de imagem, brinquedoteca e refeitório | Foto: Divulgação/IgesDF Cada nova unidade será de porte 3, o maior na classificação do Ministério da Saúde, com área de 2.632 m² e 65 leitos — 33 para adultos e 32 pediátricos. A estrutura inclui consultórios médicos, salas de estabilização, laboratório, farmácia, setor de imagem, brinquedoteca e refeitório. Segundo o presidente substituto do IgesDF, Rubens Pimentel, as obras seguem em diferentes frentes no Distrito Federal. “Estamos trabalhando para reduzir distâncias, desafogar outras unidades e levar um atendimento mais ágil e resolutivo para quem mais precisa”. "Essas unidades têm papel essencial em diversas regiões, reduzindo deslocamentos, desafogando hospitais e garantindo atendimento mais rápido e resolutivo" Adisson Gabriel Vieira, superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF Para o superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, Adisson Gabriel Vieira, a expansão busca aproximar o atendimento da população. “Essas unidades têm papel essencial em diversas regiões, reduzindo deslocamentos, desafogando hospitais e garantindo atendimento mais rápido e resolutivo para a população”. Na avaliação do gerente de obras do IgesDF, Matheus Martins, o cenário reflete o esforço de ampliação da rede. “O avanço das obras demonstra um compromisso com a entrega de unidades modernas, capazes de ampliar o acesso da população aos serviços de urgência e emergência no Distrito Federal." Detalhamento das obras Na UPA do Guará, a obra está na fase de alvenaria e instalações Entre os empreendimentos com evolução mais acelerada estão as UPAs de Águas Claras e do Guará, com estruturas concluídas, etapas de alvenaria e instalações bem evoluídas e drenagem pluvial externa iniciada. A UPA de Água Quente também já teve a estrutura finalizada e segue com as etapas internas, enquanto se prepara para iniciar a infraestrutura externa. [LEIA_TAMBEM]No Sol Nascente, entraves no início da obra impactaram o cronograma. Ainda assim, os serviços estão no estágio da concretagem nas lajes e nas instalações. Na Estrutural, as equipes atuam na concretagem de pilares e lajes.  Em Taguatinga, após paralisações, a obra foi retomada em dezembro de 2025. O cronograma foi reestruturado, com previsão de entrega entre janeiro e fevereiro de 2027 e possibilidade de antecipação. As equipes atuam simultaneamente em frentes como concretagem, alvenaria, instalações elétricas e climatização. Por fim, a unidade de Arapoanga está na etapa final de preparação para o início das intervenções, aguardando a liberação da documentação do terreno.  

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De cidade-dormitório a polo de serviços, Riacho Fundo II recebe investimento em saúde, educação e mobilidade

Desde 2019, o Riacho Fundo II passou a contar com uma série de equipamentos públicos inéditos que ampliaram o acesso da população a serviços essenciais nas áreas de saúde, mobilidade, educação e desenvolvimento urbano. Com mais de 70 mil moradores e prestes a completar 31 anos, em maio deste ano, a região administrativa já recebeu investimento superior a R$ 96 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF) e segue em expansão. "O Riacho Fundo II deixou de ser uma 'cidade-dormitório' para se tornar um polo de infraestrutura autossuficiente" Celina Leão, vice-governadora “O Riacho Fundo II deixou de ser uma 'cidade-dormitório' para se tornar um polo de infraestrutura autossuficiente”, enfatiza a vice-governadora Celina Leão, destacando o compromisso do Executivo com o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos. “Desde 2019, priorizamos entregas inéditas, como a primeira UPA [Unidade de Pronto Atendimento], o viaduto e o primeiro Cepi [Centro de Educação da Primeira Infância], entre tantas outras que tiraram do papel demandas históricas de mobilidade, saúde e educação, aproximando o Estado de quem mais precisa.” Riacho Fundo II ganhou o primeiro papa-entulho em janeiro deste ano | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Em janeiro, foi inaugurado o primeiro papa-entulho da cidade, com aporte de R$ 465 mil, com recursos do Banco do Brasil. Localizado na QN 20, Conjunto 1, Lote 1, o novo equipamento beneficia tanto a limpeza da cidade como a saúde da população, conforme avalia a administradora regional, Ana Maria da Silva. “Tem efeito no descarte irregular de lixo e, principalmente, na prevenção à doenças. Já eliminamos dez pontos de descarte irregular de lixo, que eram próximos às residências e concentravam muitas reclamações de bichos mortos, insetos e ratos”, afirma. Em pouco tempo de funcionamento, o equipamento já facilitou a vida de diversos moradores, entre eles a aposentada Ana Mônica da Cunha, 48 anos, que está com a casa em obras. “Antes não tínhamos onde colocar o entulho, então ajudou bastante”, disse ela, que mora no Riacho Fundo II há mais de uma década. “A cidade tem melhorado muito, com muita reforma, muitas inaugurações.” Ações Atualmente com mais de 70 mil moradores, a cidade foi reconhecida como RA em 2003 Ocupado desde 1995, o Riacho Fundo II foi reconhecido como região administrativa em maio de 2003 e, atualmente, é lar de 70.180 pessoas. Destas, 52,4% são do sexo de nascimento feminino e a idade média é de 32,2 anos, segundo dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad Ampliada 2024). Em relação à infraestrutura urbana, o levantamento mostrou que 98,5% dos domicílios contam com asfalto na rua de acesso principal e 94,5% dispõem de calçada. Além disso, para 93,3% dos entrevistados havia iluminação na rua principal, enquanto 91,5% responderam que havia drenagem da água da chuva. Segundo a administradora regional, uma das estratégias para garantir a ordem da cidade é o mapeamento diário das demandas e resolução agilizada e descomplicada das questões. “Temos o compromisso de que todo e qualquer funcionário da administração deve registrar as demandas que encontrar por aqui, com localização e o máximo de informações, para que a gente possa mandar aos órgãos competentes. Isso facilita o nosso trabalho.” "Em 2019, fomos reconhecidos como a primeira cidade a zerar todo e qualquer buraco e seguimos trabalhando nisso" Ana Maria da Silva, administradora regional do Riacho Fundo II Os reparos são executados ao longo de todo o ano, especialmente nos meses de seca, como prevenção ao período de chuvas. “Em 2019, fomos reconhecidos como a primeira cidade a zerar todo e qualquer buraco e seguimos trabalhando nisso”, explica Silva, que reside na cidade desde 1997. “Antes, para buscar um alimento tinha que ir em uma cidade vizinha. Não tinha emprego e a infraestrutura era muito precária. Hoje temos tudo aqui: trabalho, comércio, e uma cidade bonita, organizada e prazerosa de se viver.” Morador da região administrativa desde 2002, o vigilante Francisco Lima Feitosa, 61, também acompanhou as mudanças de perto. “É um lugar bom de morar e melhorou bastante. A gente só tem a agradecer ao GDF pelas obras que fez e continua fazendo”, elogia. Entre as principais ações, ele destaca as calçadas, que utiliza para praticar exercícios físicos semanalmente. “Caminho dia sim, dia não, e agora está bem mais seguro. Antes, a gente tropeçava muito nas pedras. O piso novo está excelente.” Entregas Francisco Lima Feitosa mora na cidade há 24 anos e aponta que o local "melhorou bastante" Em 2020, foi inaugurado o Centro Interescolar de Línguas (CIL), com investimento de R$ 2,6 milhões, atendendo a mais de 3 mil estudantes nos turnos matutino, vespertino e noturno, com cursos de inglês, espanhol e francês. A unidade dispõe de 12 salas de aula, biblioteca, auditório e espaços administrativos e pedagógicos. Também na área de educação, em outubro de 2024, foi entregue o novo Centro de Educação Infantil (CEI), localizado na QN 12, no Parque do Riacho, com capacidade para acolher 672 crianças de 4 e 5 anos. A obra recebeu investimento superior a R$ 12,2 milhões e foi executada pela Secretaria de Educação, em parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Outro marco histórico foi a construção, em dezembro de 2025, do primeiro Centro Educacional da Primeira Infância (Cepi) do Riacho Fundo II. O Centro Flor de Magnólia era aguardado há décadas pela população e foi erguido com investimento de R$ 7,2 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e contrapartida do GDF. O espaço tem capacidade para atender a 188 crianças em tempo integral, ampliando a oferta da rede pública na região. Ana Mônica da Cunha atesta: "A cidade tem melhorado muito, com muita reforma, muitas inaugurações" Em 2021, foi aberta a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II, com aporte de R$ 6,5 milhões e capacidade para cerca de 4,5 mil atendimentos mensais. No mesmo ano, a economia local ganhou impulso com a abertura da Feira Permanente, que foi inaugurada em 2018 mas só entrou em funcionamento graças a este GDF, após a regularização de inconsistências legais herdadas da gestão anterior. Desde então, a feira se consolidou como ponto de geração de emprego e renda. Na área de mobilidade urbana, a entrega do Viaduto Recanto das Emas/ Riacho Fundo II, em 2023, representou um avanço significativo para o trânsito da região. A estrutura beneficia aproximadamente 60 mil motoristas diariamente e contou com investimento de R$ 30,9 milhões, sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), contribuindo para a melhoria da fluidez e da segurança viária. A estrutura de serviços bancários também foi ampliada com a abertura, em 2024, da agência do Banco de Brasília (BRB) no Riacho Fundo II. A unidade atende aos cerca de 25 mil correntistas da região, além de beneficiários de programas do GDF e novos clientes, reduzindo a necessidade de deslocamento para outras cidades. R$ 5 milhões investimento na inauguração da UBS 5, em 2021 Além das entregas inéditas, o Riacho Fundo II recebeu obras que reforçaram a infraestrutura, como a inauguração da UBS 5, em 2021, com investimento de R$ 5 milhões; a duplicação da Avenida N3, em 2023, com R$ 2,8 milhões; a pavimentação da Granja Modelo, em 2022; e da via que liga os Caub I e II, em 2023; manutenções na sede da administração regional; e construção de cerca de 4,1 mil m² de calçadas com acessibilidade. A lista de conquistas também engloba a transformação de quatro pontos de descarte irregular de lixo pelo projeto Cara Nova, a entrega da praça da QN 29, a instalação de cerca de 100 novos abrigos para passageiros de ônibus, além da abertura de unidades habitacionais que beneficiaram aproximadamente 36 mil pessoas desde 2019. No esporte e lazer, foram executadas a reforma de oito quadras poliesportivas e de dois campos de grama sintética. [LEIA_TAMBEM]A cidade também foi beneficiada com a implantação do Centro de Reservação do Sistema de Abastecimento de Água do Descoberto, garantindo segurança hídrica para a população. Houve, ainda, a implantação da elevatória de esgotos bruto e linha de recalque, para aumentar a eficiência do sistema local, e a expansão da rede de distribuição de energia elétrica e iluminação pública urbana. Atualmente, estão em obras o Complexo Esportivo, que já conta com um campo sintético e uma quadra de areia entregues, com aporte de R$ 4,6 milhões; e o Centro de Educação da Primeira Infância da QN 14, que terá capacidade para atender até 188 crianças, de 4 meses a 6 anos, em período integral, com investimento de mais de R$ 6 milhões.  

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UPA de Sobradinho inicia teleconsulta pediátrica, e Planaltina passa a contar com atendimento online para adultos

A política de modernização da assistência pública no Distrito Federal dá mais um passo com a ampliação da teleconsulta nas unidades de pronto atendimento (UPAs) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A UPA de Sobradinho iniciou a teleconsulta pediátrica esta semana, enquanto a UPA de Planaltina passa a ofertar atendimento virtual adulto a partir desta quinta-feira (12), elevando para oito o número de unidades com teleatendimento em funcionamento. A ampliação faz parte do planejamento institucional de expansão do serviço, que está sendo estruturado de forma gradual desde maio de 2025 e que já se consolida como uma estratégia permanente de organização da assistência nas unidades de urgência e emergência. Desde o início da operação, em 13 de maio de 2025, até 11 de fevereiro deste ano, já foram prestados 15.496 atendimentos por vídeo nas UPAs. Entre os pacientes classificados como baixo risco (verde), mais de 27% optaram pelo atendimento por vídeo.  E 85% dos casos foram resolvidos ali mesmo, pela teleconsulta. O serviço de teleconsulta das UPAs já atendeu a 15.496 pacientes | Foto: Divulgação/IgesDF No período, o serviço resultou em 9.434 prescrições de medicamentos, 5.112 solicitações de exames laboratoriais e 2.285 exames de imagem solicitados. Os dados reforçam que o modelo não é uma medida temporária, mas uma solução estruturada para garantir eficiência. No dia a dia, nas unidades de saúde, após a triagem presencial e a classificação de risco, os pacientes identificados com pulseiras verdes, que indicam menor gravidade, são direcionados para um consultório equipado para teleconsulta. Lá, um técnico de enfermagem acompanha todo o processo, presta suporte ao paciente, auxilia no manuseio da tecnologia e garante que eventuais dúvidas sejam esclarecidas. Primeiro atendimento virtual infantil em Sobradinho A estreia da teleconsulta pediátrica na UPA de Sobradinho já teve a primeira história registrada. A dona de casa Ana Vitória Martins Maciel procurou a unidade para atendimento do filho, Theo Lucca Martins Medrado, de 5 meses, que apresentava sintomas respiratórios e episódios de vômito. Ana Vitória Martins aprovou a teleconsulta e saiu do atendimento confiando no serviço oferecido na UPA de Sobradinho Inicialmente, a proposta de consulta por vídeo causou estranhamento. “Achei o atendimento diferente, quando me falaram fiquei um pouco sem entender”, relata a mãe. Após a consulta, no entanto, a percepção mudou. “Achei o atendimento rápido e bom. A médica também é muito boa. Ela já tinha consultado o meu filho aqui na UPA quando ele teve bronquiolite no ano passado”. Questionada se compreendeu todas as orientações dadas pela médica durante o atendimento por vídeo, Ana Vitória afirmou que sim. O relato reforça a confiança no modelo e demonstra que a tecnologia mantém o vínculo assistencial já construído entre profissional e paciente. A chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital, Amandha Roberta Dias, esclarece que o modelo remoto amplia o acesso ao especialista e fortalece a capacidade de resposta da rede. “A operação da teleconsulta exige cuidado, atenção e, acima de tudo, compromisso com o paciente. Não se trata apenas de ampliar acesso ou garantir resolutividade, mas de assegurar um atendimento digno, humano e qualificado a cada cidadão que procura o SUS”, destaca. Antecipação ao período de maior demanda pediátrica "Estamos estruturando uma rede mais organizada, mais eficiente e preparada para os períodos de maior demanda, especialmente no atendimento infantil" Juracy Lacerda, secretário de Saúde A implantação da teleconsulta pediátrica no Recanto das Emas e, agora, em Sobradinho ocorre dentro de um planejamento que vem sendo discutido desde 2025. A estratégia está diretamente relacionada à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, que impactam principalmente o público infantil. Historicamente, o aumento dos casos ocorre entre março e julho. Ao ampliar o atendimento online antes do período mais crítico, o IgesDF se antecipa à alta demanda, garantindo organização, agilidade e segurança assistencial. Além das duas unidades que já contam com o serviço, futuramente as UPAs de São Sebastião e Ceilândia I, que ofertam atendimento pediátrico, também passarão a contar com a teleconsulta nessa especialidade. A medida também enfrenta um desafio nacional: a escassez de pediatras, realidade que atinge tanto a rede pública quanto a privada. Para o secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, a ampliação demonstra que a tecnologia está sendo incorporada de forma estratégica à política pública. “Não é uma ação isolada, é parte do planejamento da Saúde do Distrito Federal. Estamos estruturando uma rede mais organizada, mais eficiente e preparada para os períodos de maior demanda, especialmente no atendimento infantil. Antecipar a sazonalidade das doenças respiratórias significa garantir que as famílias encontrem assistência no momento certo, com qualidade e responsabilidade”, afirma. Serviço veio para ficar As UPAs do Gama (3.918 atendimentos), Ceilândia II (3.942) e Vicente Pires (3.711) lideram o volume de teleconsultas até o momento, o que evidencia maior adesão nas regiões de maior fluxo assistencial. Com estrutura já preparada nas 13 UPAs, a previsão é de ampliação contínua do serviço até o fim de março. Os resultados confirmam que a teleconsulta é segura, eficiente e pode abranger várias áreas de atendimento O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destaca que o avanço é resultado de planejamento operacional e integração entre as unidades: “Essa modalidade de consulta veio para ficar. Estamos falando de um modelo estruturado, com indicadores, monitoramento e expansão gradual. Ao anteciparmos a oferta da teleconsulta pediátrica, mostramos que há planejamento e que o paciente está no centro da nossa estratégia”. Os resultados confirmam que o método é seguro, eficiente e pode abranger outras áreas de atendimento. A iniciativa contribui para redução da sobrecarga das equipes presenciais, melhor organização do fluxo assistencial e maior resolutividade nos casos de baixa complexidade. Mais do que inovação tecnológica, a teleconsulta consolida um novo modelo de organização da assistência pública no Distrito Federal. "A tecnologia, nesse contexto, é meio e não é fim" Lilian Santos, gerente de Comando Estratégico Segundo a gerente de Comando Estratégico do IgesDF, Lilian Santos, o modelo combina planejamento, eficiência e cuidado humanizado para fortalecer o SUS. “A tecnologia, nesse contexto, é meio e não é fim. Ela nos permite ampliar alcance, melhorar fluxos e apoiar a tomada de decisão clínica, mas o centro da estratégia continua sendo o paciente, [além do] compromisso ético com o cuidado”, conclui. *Com informações do IgesDF  

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UPA de Planaltina celebra cinco anos com recorde de atendimentos e liderança em pesquisa de satisfação

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina comemora, nesta segunda-feira (8), cinco anos de funcionamento, celebrando também um marco expressivo: a liderança no Net Promoter Score (NPS), pesquisa semestral que mede a satisfação dos usuários das 13 UPAs administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).  Com uma aprovação de 91,76% entre abril e setembro deste ano, o resultado evidencia o impacto da gestão humanizada da unidade, considerando itens como tempo de espera, triagem, alimentação, estrutura, atenção multiprofissional, vigilância, recepção e clareza das informações. A UPA de Planaltina tem 91,76% de satisfação na pesquisa semestral que mede a satisfação dos usuários das 13 UPAs administradas pelo IgesDF | Fotos: Bruno Henrique/IgesDF Para o gerente da unidade, Rogério Tavares, o desempenho reflete um trabalho construído lado a lado com os profissionais. “Quando cheguei a Planaltina, há pouco mais de um ano, implementei uma gestão de portas abertas para que os colaboradores se sentissem à vontade para expor suas demandas”, destaca. Segundo ele, valorizar quem está na linha de frente é essencial. “Cuidar da saúde mental do trabalhador também é cuidar dos pacientes. Um colaborador satisfeito tende a prestar um atendimento melhor, o que, muitas vezes, contribui para uma recuperação mais  rápida.” Coordenador médico da UPA há quase quatro anos, Ronan Benecase percorre cerca de 49 quilômetros todos os dias para atuar na unidade, realidade compartilhada por outros colegas. Apesar da distância, o ambiente de trabalho é o que mais pesa na decisão de permanecer. “A UPA de Planaltina se tornou um lugar onde nossa equipe gosta de estar. Há um clima muito positivo e isso faz com que muitos profissionais escolham trabalhar aqui, mesmo morando longe, pelo acolhimento da gestão e da própria população”, afirma. Mais de 1,6 milhão de atendimentos Iuly Duarte: "A população passou a enxergar a UPA como referência em momentos de urgência" [LEIA_TAMBEM]O impacto da unidade também é confirmado pelos moradores da região, que reconhecem a UPA como referência em momentos de urgência. Cosme Pinto, atendido após desmaiar em casa, relata sua experiência: “Os médicos e enfermeiros são ótimos. Quando acordei, estava aqui e fiquei mais tranquilo. Todos os dias a equipe passa para conversar. É uma equipe muito boa, só tenho a agradecer.” A médica plantonista Iuly Duarte reforça o vínculo criado com a comunidade, destacando que o acolhimento é recíproco. “A população passou a enxergar a UPA como referência em momentos de urgência.” Além dos desafios assistenciais, ela afirma que o ambiente acolhedor é o que a mantém na unidade. “Recebemos muitos casos graves, mas o carinho da comunidade nos incentiva. Vim para ficar seis meses, já estou aqui há três anos e sem vontade de sair. Sinto que  me tornei filha de Planaltina”, finaliza a médica. *Com informações do IgesDF  

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