Resultados da pesquisa

acidente vascular cerebral (AVC)

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Dia Mundial de Combate ao Colesterol reforça necessidade de hábitos saudáveis

Criado para conscientizar sobre prevenção e diagnóstico precoce, o Dia Mundial de Combate ao Colesterol foi celebrado no sábado (8). A data reforça o papel da alimentação e dos exercícios físicos na prevenção de doenças do coração e do acidente vascular cerebral (AVC). Boas escolhas podem fazer diferença na forma como a gordura é acumulada no corpo. É preferível ingerir frutas, vegetais, grãos integrais e alimentos ricos em ômega 3, como peixes. A prática regular de atividade física também é essencial. Recomenda-se, no mínimo, 150 minutos semanais de exercícios de intensidade moderada. Evitar o cigarro e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas também favorece a saúde cardiovascular.  A doença é silenciosa. Exame de rotina é essencial para diagnóstico de colesterol alto | Foto: Divulgação Colesterol é sempre ruim? Também chamado de lipídio, o colesterol é uma substância produzida pelo fígado e essencial para o funcionamento do corpo humano. Ele participa da formação das células de vários órgãos e da produção de hormônios e vitaminas. O perigo está no excesso. Quando em níveis elevados, o colesterol pode se acumular nas paredes das artérias, provocando obstrução e reduzindo o fluxo sanguíneo. Esse processo aumenta o risco de doenças como angina, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e morte súbita. Quando o bloqueio ocorre nas artérias carótidas ou cerebrais, aumenta o risco de AVC. Essas doenças, segundo o Ministério da Saúde, são a principal causa de mortalidade no Brasil, com 300 mil óbitos anuais. A pasta estima que cerca de 40% da população brasileira tenha taxas elevadas de colesterol. Prevenção Como o colesterol elevado não costuma apresentar sintomas, a prevenção passa pela realização de exames de rotina, como o lipidograma ou perfil lipídico. Na rede pública, a porta de entrada para o atendimento é a Unidade Básica de Saúde (UBS). Situações mais graves, com risco cardiovascular elevado, são encaminhadas às policlínicas. Também é possível ter acesso a medicamentos para o controle do colesterol, prescritos conforme avaliação médica e confirmação diagnóstica. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que o rastreamento comece a partir dos 20 anos. Crianças e adolescentes devem realizar o exame caso tenham histórico familiar de colesterol alto ou problemas cardíacos. A maior parte das ocorrências concentra-se a partir dos 40 anos. 

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Hospital de Base mantém reconhecimento internacional no atendimento ao AVC

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Pelo segundo ano consecutivo, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), manteve o selo diamante da Iniciativa Angels, reconhecimento internacional concedido a hospitais que alcançam excelência no atendimento a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC). A recertificação demonstra que os pacientes atendidos na unidade contam com uma assistência rápida, segura e alinhada às melhores práticas internacionais, fator decisivo para reduzir sequelas e ampliar as chances de recuperação após um AVC. O Hospital de Base foi o único do Distrito Federal, entre as redes pública e privada, a conquistar a recertificação nesta categoria. As avaliações são realizadas trimestralmente, e o HBDF manteve o nível máximo de excelência durante quatro ciclos consecutivos. A superintendente substituta do HBDF, Ana Patrícia de Paula, afirma que o reconhecimento é resultado de anos de dedicação e do trabalho integrado das equipes envolvidas no atendimento aos pacientes. "Essa conquista é o resultado de dedicação contínua para reduzir nossos tempos e organizar os fluxos de maneira mais fluida para garantir o melhor cuidado em casos de AVC", comemora. O selo internacional é concedido a hospitais que alcançam excelência no atendimento a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) | Foto: Divulgação/IgesDF Para o superintendente de Qualidade e Melhoria de Processos do IgesDF, Clayton Sousa, a certificação reforça o compromisso da instituição com a qualidade da assistência. "Esse reconhecimento nos traz a segurança e a garantia de que estamos no caminho certo, aprendendo cada vez mais", afirma. A Iniciativa Angels atua mundialmente apoiando a implementação de protocolos e a qualificação da assistência ao AVC, incentivando hospitais a aperfeiçoarem continuamente seus processos e resultados clínicos. A recertificação é concedida com base em critérios rigorosos relacionados ao tempo de atendimento, à adoção de boas práticas e à qualidade da assistência prestada. Referência no atendimento ao AVC O acidente vascular cerebral está entre as principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Por isso, reduzir o intervalo entre a chegada do paciente ao hospital e o início do tratamento é fundamental para preservar funções neurológicas, aumentar as chances de recuperação e minimizar as sequelas. O neurologista do HBDF, André Ferreira, destaca que reconhecer rapidamente os sintomas e buscar atendimento imediato pode fazer toda a diferença no prognóstico do paciente. "Os principais sinais são perda de força em um dos braços, assimetria facial e dificuldade para falar. Quanto mais precoce for a identificação do AVC e o início do tratamento, maior será a preservação do cérebro", explica. O Global Stroke Alliance é um movimento internacional criado para estimular melhorias na assistência ao AVC. Lançado no Brasil em 2020, reúne profissionais, gestores e instituições comprometidos com a redução de mortes e incapacidades provocadas pela doença, por meio da organização de sistemas de cuidado baseados em evidências científicas e nas melhores práticas assistenciais. Diante de sinais como perda de força em um dos braços, desvio da boca ou dificuldade para falar, a orientação é procurar imediatamente um serviço de emergência. No AVC, cada minuto faz diferença para reduzir sequelas e aumentar as chances de recuperação.   *Com informações do IgesDF

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Fisioterapia especializada ajuda pacientes a recuperar autonomia após AVC 

Perder a força de um lado do corpo, deixar de caminhar sozinho e depender da ajuda de familiares para tarefas simples do dia a dia são algumas das mudanças enfrentadas por quem sobrevive a um acidente vascular cerebral (AVC). No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), pacientes que passaram pela doença encontram na fisioterapia especializada um caminho para recuperar movimentos, readquirir autonomia e reconstruir a rotina.  Vítima de um AVC, Joana Darc Vigilato faz fisioterapia no HRSM e já apresenta avanços que surpreendem a família | Fotos: Divulgação/IgesDF “Minha mãe é muito guerreira. Já teve restaurante, salão de beleza, lavou roupa para fora, sempre foi muito ativa. É impressionante o quanto ela evoluiu em menos de três meses” Francimar Santos O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Ao lado do infarto, integra o grupo das doenças cardiovasculares, responsáveis por cerca de 30% dos óbitos registrados anualmente no país, segundo o Ministério da Saúde. Dados da Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC), com base no Portal da Transparência do Centro de Registro Civil (CRC) do Brasil, mostram a dimensão do problema: somente entre 1º de janeiro e 31 de março deste ano foram registradas 20.461 mortes por AVC no país, o equivalente a uma média de 235 por dia, praticamente uma vítima a cada seis minutos. Para quem sobrevive ao episódio, a reabilitação torna-se fundamental. No HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o ambulatório de fisioterapia oferece atendimento especializado em neurofuncional adulto e recebe, em sua maioria, pacientes que sofreram AVC.  Definição do plano terapêutico Para definição do plano terapêutico, cada paciente passa por uma avaliação individualizada antes do início das sessões “Quando o encaminhamento ocorre ainda na fase aguda, as chances de evolução costumam ser maiores. Já aqueles que chegam após um período mais longo podem apresentar sequelas mais consolidadas, o que torna o processo de reabilitação mais desafiador” Michelle Xavier da Silva, fisioterapeuta responsável pela área no HRSM “Recebemos pacientes em diferentes fases da recuperação. Quando o encaminhamento ocorre ainda na fase aguda, as chances de evolução costumam ser maiores. Já aqueles que chegam após um período mais longo podem apresentar sequelas mais consolidadas, o que torna o processo de reabilitação mais desafiador”, explica Michelle Xavier da Silva, fisioterapeuta responsável pela área.  O acesso ao tratamento ocorre por meio do Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde (SES-DF). Antes do início das sessões, cada paciente passa por uma avaliação individualizada, que orienta a definição do plano terapêutico. “O tratamento é construído a partir das dificuldades que mais impactam a rotina da pessoa. Algumas precisam voltar a permanecer em pé, outras necessitam recuperar força muscular ou melhorar a capacidade de caminhar. Tudo é direcionado às necessidades de cada caso”, afirma Michelle. O ambulatório conta com barras paralelas, escadas, rampas, faixas elásticas, bicicletas adaptadas e equipamentos de estimulação muscular, utilizados para auxiliar na recuperação funcional. Foi esse acompanhamento que passou a fazer parte da vida de Joana Darc Vigilato, 61 anos, após sofrer um AVC em abril deste ano. Atualmente na sexta sessão de fisioterapia, ela já apresenta avanços que surpreendem a família. “Tudo o que ela faz aqui a gente repete em casa. Minha mãe é muito guerreira. Já teve restaurante, salão de beleza, lavou roupa para fora, sempre foi muito ativa. É impressionante o quanto ela evoluiu em menos de três meses”, relata a filha, Francimar Santos. Desafios além da recuperação física  [LEIA_TAMBEM]A recuperação de um AVC depende muito do tratamento. Por isso, para que os pacientes não interrompam a frequência da fisioterapia, a equipe do HRSM orienta familiares e cuidadores sobre exercícios e estratégias que podem ser realizados em casa, contribuindo para a continuidade do processo de reabilitação.  “Às vezes, o familiar precisa faltar ao trabalho ou reorganizar toda a rotina para garantir a continuidade do acompanhamento. Isso pode comprometer a evolução do paciente”, destaca Michelle. Como acessar o serviço O usuário ou seu responsável deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de casa e, com o encaminhamento médico, solicitar a inclusão na regulação da Secretaria de Saúde. Após a convocação, o tratamento é iniciado em ciclos de dez sessões, realizadas uma ou duas vezes por semana. Caso seja necessária a continuidade do acompanhamento, o paciente deve retornar à UBS para nova avaliação médica e emissão de outro encaminhamento. *Com informações do IgesDF

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Celina Leão assina projeto para implantar Centro de Reabilitação Neuromotora com exoesqueletos inteligentes

Nesta segunda-feira (12), a governadora em exercício Celina Leão assinou o projeto de pesquisa para a implantação do primeiro Centro de Tecnologias de Reabilitação Neuromotora do Distrito Federal, voltado ao desenvolvimento e à pesquisa de exoesqueletos inteligentes. Concluída essa etapa, a iniciativa será integrada à rede pública de saúde e ao Instituto de Gestão Estratégica do DF (IgesDF), com foco na reabilitação de pessoas acometidas por acidente vascular cerebral (AVC) e outras condições neurológicas que afetam a marcha, o equilíbrio e a funcionalidade. O investimento total no projeto é de R$ 2.912.000. Durante a assinatura do projeto, a governadora em exercício Celina Leão (C) enfatizou: “A assinatura deste termo não é apenas um ato administrativo; é um compromisso público com uma política de saúde que olha para o futuro” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A partir desta iniciativa, o DF se posiciona como polo nacional de inovação em tecnologia assistiva robótica. “A assinatura deste termo não é apenas um ato administrativo; é um compromisso público com uma política de saúde que olha para o futuro, que investe em inovação e que entende a reabilitação como parte indispensável do cuidado integral, materializado na implantação desse centro”, enfatiza Celina Leão. Segundo Celina, ao firmar este acordo, o Governo do Distrito Federal (GDF) dá um passo concreto para incorporar novas tecnologias ao Sistema Único de Saúde (SUS), ampliar a capacidade de atendimento, fortalecer a rede pública e garantir que avanços científicos cheguem a quem mais precisa, com equidade e responsabilidade. Inovação A proposta engloba uma estratégia dupla, ao mesmo tempo inovadora e prática. De um lado, prevê a aquisição e adaptação de um exoesqueleto comercial de última geração, voltado a pacientes com maior potencial de recuperação funcional. De outro, investe no desenvolvimento nacional de um andador robótico inteligente, de baixo custo e com alta capacidade de escala, pensado para atender um número maior de pessoas com distúrbios de marcha e equilíbrio. “Estamos falando de pais, mães e filhos que poderão retomar atividades, conquistar mais autonomia e ter uma vida mais digna” Juracy Lacerda, secretário de Saúde O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, lembra que a iniciativa fortalece toda a linha de cuidado do paciente, desde o evento agudo até a fase de reabilitação: “Estamos olhando o paciente de forma integral. Seja alguém que sofreu um AVC, seja quem convive com uma doença rara e encontrou dificuldades no processo de reabilitação, agora essa pessoa passa a ter a oportunidade de se reabilitar dentro de uma linha de cuidado estruturada, algo em que o Brasil ainda tem muito a avançar”. Segundo o gestor, o impacto vai além da saúde: “Estamos falando de pais, mães e filhos que poderão retomar atividades, conquistar mais autonomia e ter uma vida mais digna. Esse é o grande propósito do governo”. A iniciativa tem potencial para atender entre 1,5 mil e 2 mil pacientes por ano. Além disso, a estimativa é de uma economia acumulada superior a R$ 300 milhões em cinco anos para o sistema público de saúde, a partir da redução de internações prolongadas, reinternações e dos custos associados à dependência funcional. “Trata-se de um projeto de pesquisa com duração de 18 meses, desenvolvido em parceria com o Laboratório de Automação e Robótica da Universidade de Brasília”, detalha o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), Leonardo Reisman. “O projeto será executado em duas etapas: a aquisição de um exoesqueleto e o desenvolvimento de um andador robótico, ambos com aplicações de pesquisa e desenvolvimento na área de robótica.” Atendimento “Temos diversas pesquisas médicas em andamento, de grande relevância, e estamos muito entusiasmados em ampliar nossa participação neste projeto da Secretaria de Saúde, da FAP-DF e, sobretudo, do Governo do Distrito Federal, que demonstra uma visão voltada para toda a sociedade” Cleber Monteiro, presidente do Iges-DF De forma experimental, pacientes da rede pública com condições neuromotoras, como aqueles que sofreram AVC, poderão participar dos protocolos de reabilitação ainda no âmbito da pesquisa. “A incorporação definitiva dessas tecnologias à rede pública é uma etapa posterior”, explica Reisman. “Nesse primeiro momento, os 18 meses iniciais são voltados exclusivamente à pesquisa”. O centro atenderá pacientes da SES-DF que já estejam regulados em algum serviço da rede. O atendimento será feito a partir de encaminhamentos dos centros especializados em reabilitação (CERs) de Taguatinga e do Hospital de Apoio, além dos ambulatórios de saúde funcional das unidades hospitalares da SES-DF e do Iges-DF. O serviço é destinado a pessoas com sequelas de AVC, vítimas de acidentes de trânsito e pacientes com doenças neuromusculares degenerativas. O presidente do Iges-DF, Cleber Fernandes, pontua que o Hospital de Base, principal unidade da rede, também atua como hospital-escola e hospital de pesquisa. “Temos diversas pesquisas médicas em andamento, de grande relevância, e estamos muito entusiasmados em ampliar nossa participação neste projeto da Secretaria de Saúde, da FAP-DF e, sobretudo, do Governo do Distrito Federal, que demonstra uma visão voltada para toda a sociedade”, afirma o gestor. [LEIA_TAMBEM] Projeto A execução do projeto ficará sob a liderança do Laboratório de Automação e Robótica da Universidade de Brasília (Lara-UnB), referência nacional em robótica aplicada à saúde, com histórico consolidado de projetos financiados, patentes registradas e publicações internacionais. A iniciativa conta ainda com uma rede clínica parceira formada pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB/UnB), Hospital de Base e Hospital de Apoio, o que garante a validação das tecnologias em ambiente real de atendimento do SUS. A equipe multidisciplinar reúne engenheiros, fisioterapeutas e médicos especialistas, assegurando a integração de todo o processo, desde a concepção tecnológica à evidência clínica e à incorporação das soluções ao cuidado.    

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Grupo antitabagismo de UBS de Santa Maria incentiva mudança de hábitos e transforma vidas

“Aprendi que a necessidade de parar de fumar deve ser maior que o desejo.” A frase é do segurança Waughn Carneiro, 54 anos, que consumiu cigarros por mais de três décadas até encontrar no grupo antitabagismo da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Santa Maria o apoio que precisava. Ele começou a fumar aos 20 anos de idade, por curiosidade e influência de colegas. Waughn Carneiro está há um ano sem fumar: “O sono melhorou, voltei a treinar e a disposição física retornou” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Depois de um acidente vascular cerebral (AVC) e um longo período de dependência, Waughn comemora um ano livre do cigarro: “O sono melhorou, voltei a treinar e a disposição física retornou. Fazer parte da comunidade na UBS 1 de Santa Maria me ajudou a entender que fumar não alivia a ansiedade, mas [deixar de fumar] é um processo que exige consciência, apoio e vontade”. “Trabalhamos de forma coletiva a identificação de gatilhos, os aspectos sociais e emocionais envolvidos com o tabagismo, e estimulamos a mudança de hábitos de vida” Alan Cristian Nóbrega, coordenador do grupo  O grupo antitabagismo da unidade acolhe histórias como a de Waughn, oferecendo orientação, escuta e acompanhamento profissional a quem decide deixar o cigarro. Criado em maio de 2024, é aberto à população de Santa Maria e do Gama. As reuniões ocorrem às quintas-feiras, às 9h30, com uma média de 15 a 20 participantes. “Os encontros não se limitam à dispensação de medicamentos, como os adesivos de nicotina”, explica o farmacêutico Alan Cristian Nóbrega, coordenador do grupo. “Trabalhamos de forma coletiva a identificação de gatilhos, os aspectos sociais e emocionais envolvidos com o tabagismo, e estimulamos a mudança de hábitos de vida.” Apoio coletivo O residente em saúde coletiva Jefferson Santos, entre o médico de família Pedro Ruas e o farmacêutico Alan Cristian Nóbrega: “É gratificante ver a evolução dos pacientes. A pele melhora, a voz muda, o cheiro do cigarro desaparece”  A cada encontro são discutidos temas como alimentação, impactos financeiros e sociais do tabagismo. O grupo conta com profissionais de diferentes áreas, como farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, saúde coletiva e terapia ocupacional, além de residentes do programa Multiprofissional em Saúde da Família. [LEIA_TAMBEM]“É gratificante ver a evolução dos pacientes”, relata Jefferson Santos, residente em saúde coletiva. “A pele melhora, a voz muda, o cheiro do cigarro desaparece. São transformações que elevam a autoestima e reforçam o quanto vale a pena continuar.” Após um ano sem fumar, o paciente é considerado ex-tabagista, mas muitos seguem frequentando o grupo como forma de apoio e incentivo para novos integrantes. Símbolos de vitória A cada etapa vencida, os participantes recebem medalhas simbólicas de seis e nove meses, um ano e dois anos sem fumar. Francinete Gomes, 61, já conquistou as três primeiras. Há um ano e três meses sem cigarro, a aposentada celebra sua vitória. “A nicotina causa dependência e prejudica todo o organismo. Aumenta o risco de acidente vascular encefálico [AVE] e infartos, além de estar associada a diversos tipos de câncer” Pedro Ruas, médico de família e comunidade  “Essas medalhas são o meu troféu, que não troco por nada”, comemora. Seu primeiro contato com o cigarro foi aos 13 anos; e, ao longo do tempo, ela enfrentou três infartos antes de abandonar o vício. “Eu chorava enquanto fumava”, lembra. “O grupo foi minha salvação. Desde então, a tosse sumiu, minha pele está melhor e a minha energia voltou.” Alerta Além de nocivo, o hábito de fumar é a principal causa de morte evitável no mundo. O médico de família e comunidade Pedro Ruas, da UBS 1 de Santa Maria, alerta: “A nicotina causa dependência e prejudica todo o organismo. Aumenta o risco de acidente vascular encefálico [AVE] e infartos, além de estar associada a diversos tipos de câncer, como de pulmão, pele, boca, laringe, faringe e colorretal. Também compromete a estética, com o escurecimento da pele e perda dos dentes”.  A SES-DF conta com 78 unidades de tratamento para o tabagismo, distribuídas em todas as regiões de saúde. Os interessados podem procurar a UBS de referência, onde serão acolhidos e receberão todas as informações necessárias. Confira a lista completa dos centros de atendimento. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Hospital de Base conquista selo Diamante de excelência no atendimento a pacientes com AVC

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), recebeu nesta quinta-feira (6) o selo Diamante da Iniciativa Angels, reconhecimento internacional que certifica a excelência no atendimento a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC). Hospital de Base obteve reconhecimento internacional a partir de critérios avaliados sobre cada etapa do tratamento dispensado a pacientes que sofrem AVC | Foto: Divulgação/IgesDF  “Essa certificação avalia desde o tempo de atendimento até o desfecho do paciente; mais do que um prêmio, é o resultado de uma cultura que valoriza o tempo e a agilidade, porque cada minuto faz diferença para quem sofre um AVC” Letícia Rebello, referência técnica distrital em AVC Cadastrado na iniciativa em maio de 2025, o Hospital de Base tem aprimorado continuamente seus protocolos, promovendo capacitações e monitorando indicadores que avaliam cada etapa do cuidado, do diagnóstico à alta hospitalar. A conquista reafirma o compromisso da unidade em garantir um cuidado ágil, seguro e de alta qualidade. “Essa certificação avalia desde o tempo de atendimento até o desfecho do paciente; mais do que um prêmio, é o resultado de uma cultura que valoriza o tempo e a agilidade, porque cada minuto faz diferença para quem sofre um AVC”, avalia a neurologista Letícia Rebello, referência técnica distrital (RTD) em AVC. A Iniciativa Angels, liderada globalmente pela farmacêutica Boehringer Ingelheim, apoia hospitais em todo o mundo na estruturação de fluxos de atendimento para o AVC, garantindo que o paciente receba o tratamento correto no menor tempo possível. Além da certificação, a Iniciativa Angels mantém uma rede internacional de cooperação, promovendo treinamentos, auditorias e trocas de experiências entre centros de referência em AVC. Novos desafios [LEIA_TAMBEM]O consultor da Iniciativa Angels, Lucas Luizão, anunciou que, além do selo Diamante referente ao segundo trimestre de 2025, o Hospital de Base também foi premiado pela atuação no terceiro trimestre do ano.  “O serviço de trombólise do Hospital de Base tem importância histórica no Distrito Federal”, afirmou. “Ao conquistar o selo Diamante, o Base leva o nome das unidades de saúde brasileiras a um patamar internacional, mostrando que é possível oferecer tratamento de ponta dentro do SUS.” Letícia Rebello reforçou que, com dois selos Diamante consecutivos, o Hospital de Base demonstra que a excelência é um compromisso permanente. “O desafio agora é manter o padrão”, lembrou. “Queremos seguir investindo em capacitações regulares e continuar salvando vidas com a mesma dedicação e agilidade que nos trouxeram até aqui”. Para o gerente de Serviços Cirúrgicos do HBDF, Danillo Almeida, o reconhecimento reforça a importância do trabalho colaborativo e da capacitação contínua. “A parceria com a Iniciativa Angels fomenta o treinamento dos profissionais e o uso de dados para melhoria constante”, pontuou. “Esse reconhecimento motiva as equipes, gera engajamento e mostra que o Hospital de Base segue no caminho certo”.   *Com informações do IgesDF

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Dor ao engolir? Rede pública de saúde do DF oferece tratamento

Dor ao engolir, engasgos, tosse durante ou logo após as refeições, demora para engolir, cansaço respiratório ao se alimentar, dentre outras dificuldades para deglutir sólidos, beber líquidos ou até engolir a própria saliva. Esses sintomas ganham destaque hoje, 20 de março, Dia Nacional de Atenção à Disfagia, nome para a condição clínica que pode ser transitória ou permanente. Casos negligenciados podem levar à desnutrição, desidratação e pneumonias. A disfagia pode aparecer em diversas fases da vida, mas os idosos são mais suscetíveis | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Dificuldade para engolir pode acontecer por vários motivos. Quando causar desconforto, durar muitos dias ou atrapalhar a qualidade de vida, isso deve chamar a atenção do paciente. Uma unidade básica de saúde (UBS) pode acolhê-lo e fornecer as orientações adequadas”, afirma o diretor de Estratégia Saúde da Família da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Sandro Rodrigues. O tratamento também pode ocorrer em unidades especializadas, a partir de encaminhamento. “A disfagia é atendida em todos os níveis de saúde, desde as enfermarias pediátricas até os ambulatórios de geriatria, passando pelas enfermarias hospitalares, ambulatórios de saúde funcional e ambulatório de reabilitação” Ocânia da Costa Vale, RTD em fonoaudiologia A disfagia pode aparecer em diversas fases da vida, porém, idosos são mais suscetíveis. A ocorrência é maior em pessoas que sofreram traumas na face, acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico (TCE), diverticulites, câncer de cabeça e pescoço. Também acomete quem tem desnutrição e doenças neurológicas, como Parkinson, Alzheimer, demências, esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica, dentre outras condições. A SES-DF conta com uma rede de atendimento que abrange desde os casos simples até pacientes internados. “O objetivo é reabilitar o paciente para permitir uma deglutição segura”, conta a fonoaudióloga Ocânia da Costa Vale, referência técnica distrital (RTD) na área. Fonoaudiólogos são os principais envolvidos no tratamento da disfagia. Porém, a abordagem é multiprofissional, envolvendo médicos, nutricionistas, fonoaudiólogos e outros especialistas, conforme a necessidade. “A disfagia é atendida em todos os níveis de saúde, desde as enfermarias pediátricas até os ambulatórios de geriatria, passando pelas enfermarias hospitalares, ambulatórios de saúde funcional e ambulatório de reabilitação”, explica a especialista. Os núcleos de atenção domiciliar (NRADs) realizam assistência direcionada e acompanham os pacientes com a perspectiva de desospitalização, permitindo uma vida próxima da normalidade mesmo para quem necessita de cuidados regulares. *Com informações da SES-DF

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Ferramenta agiliza atendimento de pacientes com AVC na rede pública do DF

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF) está no processo de implementar uma nova ferramenta que promete ajudar muito no acompanhamento de pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC). A ideia envolve a criação de novos formulários de coleta de dados que permitam aos profissionais médicos a inclusão de dados importantes para avaliação dos principais indicadores de qualidade assistenciais do paciente com AVC. “Dentro da medicina existem protocolos que são gerenciados para lidar com o atendimento de algumas doenças”, explica Letícia Rebello, neurologista vascular do Hospital de Base do Distrito Federal. Segundo ela, os principais protocolos são o de Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame; o de dor torácica (infarto); o de sepse, que é o quadro infeccioso mais grave; e o de trauma. A ideia envolve a criação de novos formulários de coleta de dados que permitam aos médicos a inclusão de informações importantes para avaliação dos principais indicadores de qualidade assistenciais do paciente com AVC | Fotos: Davidyson Damasceno/IgesDF “Uma vez que o tempo é um dos grandes fatores que impactam no prognóstico do paciente com AVC, com o objetivo de melhorar a assistência a esse paciente, monitoramos os principais indicadores de qualidade relacionados ao tempo de chegada no hospital, realização de exame de imagem e início de tratamento em casos selecionados. Quanto menor o tempo que o paciente é atendido e tratado, no geral, ele tem mais chances de sair sem sequelas”, explica Letícia. A superintendência de tecnologia do IgesDF desenvolveu, em parceria com a Unidade de Neurologia do Hospital de Base, novos formulários que têm campos padronizados, onde os dados são inseridos para gerar gráficos de indicadores automáticos pelo Sistema MV e PowerBI, sendo possível também a extração de relatórios em Excel. Para o tratamento do AVC é fundamental alcançar as metas de tempo de cada etapa no atendimento ao paciente “De forma automática e informatizada, será possível avaliar de maneira muito mais rápida esses indicadores e ter um retrato detalhado dos casos de AVC dentro dos hospitais geridos pelo IgesDF”, afirma Deilton Lopes da Silva, superintendente de tecnologia do instituto. Ao juntar o conhecimento médico aos avanços tecnológicos será possível enfrentar o desafio de uma doença que, segundo dados do DataSUS do Ministério da Saúde, levou 106,9 mil pessoas a óbito no Brasil em 2022. Tempo Dentro do protocolo de atendimento ao paciente com suspeita de AVC, é necessário avaliar os tempos de assistência. “Chamamos de ‘Tempo Porta-Agulha’ o período registrado entre o momento em que o paciente dá entrada no hospital e o momento em que ele recebe a infusão do remédio trombolítico”, aponta Letícia. Para o tratamento do AVC é fundamental alcançar as metas de tempo de cada etapa no atendimento ao paciente. “O ideal de tempo gasto entre a chegada do paciente ao hospital e a realização de uma tomografia é menor que 25 minutos. Já o período entre a chegada e a administração do trombolítico deve ser menor do que 60 minutos”, explica a médica. Antes dos novos formulários, todas essas informações de tempo ficavam em campo aberto, sem uma padronização ou informatização. “Muitos dos residentes e colegas da neurologia anotavam esses tempos, que ficavam perdidos na evolução. Caso a gente precisasse realizar uma avaliação nos indicadores de qualidade, tínhamos que consultar cada prontuário para encontrar esses registros, o que gerava um trabalho muito dispendioso”, completa a especialista. Tecnologia No momento, a equipe de assistência está em treinamento quanto ao preenchimento e uso da ferramenta, com previsão de conclusão dessa etapa até a metade do mês de março. Os formulários serão implementados inicialmente tanto no Hospital de Base quanto no Hospital Regional de Santa Maria. “Esses dados vão ajudar muito a entender como está o nosso serviço e avaliar oportunidades de melhoria. Existem outros indicadores que são avaliados também, relacionados aos dados de desfecho do paciente, com informações de como ele deu entrada no hospital, como ele está saindo, para que seja possível avaliar qual o impacto do tratamento nesse paciente”, finaliza a médica. Santa Maria Nesta terça-feira (12), os colaboradores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) participaram do treinamento de Implementação de Protocolo AVC. Foram duas turmas, uma pela manhã e outra à tarde. O objetivo é capacitar toda a equipe hospitalar com conhecimentos necessários para implementar de forma eficaz um protocolo abrangente para o tratamento do AVC | Foto: Divulgação/ IgesDF “Queremos que todos saibam como agir no caso de chegar um paciente sofrendo um AVC. Que eles consigam identificar sinais de alerta de forma precoce e entendam o fluxo do hospital para dar uma melhor assistência a este paciente”, explica a enfermeira do Núcleo de Educação, Luiza Melo. Durante o treinamento foram abordadas as diferenças entre o AVC isquêmico (quando há obstrução de vaso sanguíneo) e o AVC hemorrágico (Rompimento de vaso sanguíneo e maior risco de letalidade). Além disso, estatísticas importantes sobre a doença foram debatidas. Luiza destaca a importância de ficar atento aos sinais clínicos que os pacientes apresentam na chegada e alertar a equipe de triagem. Entre os sinais de alerta estão a queda facial do sorriso (boca torta), a debilidade dos braços (um dos braços não se sustenta no alto) e a fala anormal. Por isso, cada minuto faz a diferença na vida do paciente. O colaborador do Humanizar, Welinton Silva, trabalha no Ambulatório do HRSM e adorou o treinamento. “Acho que esse tipo de informação deve ser repassada para o maior número de pessoas possível. É de suma importância conseguir identificar um paciente que está tendo um AVC e conseguir agilizar seu atendimento para que sua vida seja salva”, avalia. *Com informações do IgesDF

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