Governador Ibaneis Rocha nomeia 1.154 profissionais para reforçar a rede pública de saúde
O Governo do Distrito Federal nomeou, nesta quinta-feira (26), 1.154 novos servidores aprovados no último concurso da Secretaria de Saúde (SES-DF). O ato foi oficializado pelo governador Ibaneis Rocha, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e marcou o ingresso de profissionais que passam a atuar diretamente no atendimento à população. “Nós temos uma Secretaria de Saúde que é classificada como uma das melhores do Brasil. Temos excelentes profissionais, os mais qualificados. Toda vez que se faz uma quantidade de nomeações dessas — são 1.154 só hoje —, é um sinal claro de que a gente quer uma saúde pública melhor”, afirmou o governador. O grupo nomeado é formado por 850 técnicos em enfermagem, 150 enfermeiros, 40 cirurgiões-dentistas, 45 agentes de vigilância ambiental em saúde (Avas), 45 agentes comunitários de saúde (ACS) e 24 auditores de vigilância sanitária. Os profissionais passam a atuar em diversas frentes, desde o atendimento direto ao paciente até ações de prevenção e controle sanitário. Ibaneis Rocha: “Nós temos uma Secretaria de Saúde que é classificada como uma das melhores do Brasil. Temos excelentes profissionais, os mais qualificados. Toda vez que se faz uma quantidade de nomeações dessas — são 1.154 só hoje —, é um sinal claro de que a gente quer uma saúde pública melhor” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Presente na solenidade, a vice-governadora Celina Leão destacou o potencial do Sistema Único de Saúde (SUS): "Nós acreditamos verdadeiramente no SUS porque, quando a gente recebe alguém no Hospital de Base, por exemplo, a gente não pergunta se ele tem condição de pagar por aquilo. Ele tem atendimento médico independentemente de qualquer coisa. Isso é o SUS. Ele é universal". Atenção básica e prevenção "Nós acreditamos verdadeiramente no SUS porque, quando a gente recebe alguém no Hospital de Base, por exemplo, a gente não pergunta se ele tem condição de pagar por aquilo. Ele tem atendimento médico independentemente de qualquer coisa. Isso é o SUS. Ele é universal" Celina Leão, vice-governadora do DF Com a nomeação, o quadro da Secretaria de Saúde passa a contar com o reforço desses novos servidores, que se somam aos 29.717 profissionais ativos. Os nomeados têm 30 dias corridos para tomar posse, a contar da publicação do ato de nomeação. O impacto financeiro previsto é de R$ 80 milhões até o fim do ano, verba que sairá do próprio orçamento da Secretaria de Saúde. “Vocês vão chegar num momento de extrema importância, porque nós estamos passando por inúmeras transformações para trazer novas tecnologias e novas ferramentas de trabalho para a saúde. Nós temos trabalhado de maneira incansável para trazer mais humanização aos nossos atendimentos”, destacou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. O técnico de enfermagem Anderson Filipini é um dos nomeados e comemora a conquista aos 34 anos. Morador da Asa Norte, foi aprovado após dois anos de estudo. “Essa nomeação expressiva vai reforçar a saúde e trazer mais qualidade de vida para a população do DF. Os técnicos de enfermagem são o primeiro contato do usuário com a assistência: são eles que realizam a primeira medicação e aferem a pressão arterial. Portanto, é a força de trabalho que chega diretamente à ponta do atendimento”, diz o servidor. Andressa dos Santos também foi nomeada e celebra mais essa etapa aos 26 anos. Técnica de enfermagem e moradora do Recanto das Emas, ela destaca a necessidade de reforço nas equipes. “Os hospitais estavam precisando muito. E a gente está muito grato — todos os aprovados estão muito gratos por essa chamada. Estamos preparados para reforçar o atendimento na saúde”, garante a servidora. Mais atendimento médico Ato foi oficializado pelo governador Ibaneis Rocha no Centro de Convenções Ulysses Guimarães Em dezembro do ano passado, foram nomeados mais de cem médicos para compor o quadro da rede pública de saúde. Entre o maior número de nomeações, destacam-se cirurgia geral, com 29 profissionais convocados, e ginecologia, com dez novos médicos. Também foram nomeados anestesiologistas, cirurgiões oncológicos, pediátricos e vasculares, profissionais da clínica médica, coloproctologistas, gastroenterologistas, hematologistas, neurocirurgiões e pediatras. “Essa nomeação expressiva vai reforçar a saúde e trazer mais qualidade de vida para a população do DF", destaca o nomeado Anderson Filipini | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Desde 2019, início da atual gestão, o GDF já nomeou 8.233 servidores para a área da saúde. O reforço na força de trabalho tem como foco ampliar a capacidade da rede pública e qualificar os serviços prestados à população.
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Governador Ibaneis Rocha autoriza nomeação de mais de 1,1 mil profissionais em saúde
O governador Ibaneis Rocha autorizou, nesta quarta-feira (4), a nomeação de 1.154 aprovados no último concurso da Secretaria de Saúde (SES-DF) para assumirem cargos de servidores efetivos. A expectativa é de que a convocação seja publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) no próximo dia 26. Os novos profissionais são de diferentes áreas de atuação, como enfermagem, atenção básica e vigilância em saúde, que chegam para reforçar o atendimento na rede. “Nós teremos a nomeação de 150 enfermeiros, 850 técnicos de enfermagem, 45 agentes de vigilância ambiental em saúde, 45 agentes comunitários de saúde, 24 auditores de vigilância sanitária e 40 cirurgiões-dentistas. Isso tudo com a finalidade de reforçar a saúde pública no DF, de modo que a gente possa atender, cada vez mais, o paciente lá na ponta, nos nossos hospitais, nas nossas UBSs [unidades básicas de saúde], reforçando o nosso compromisso de governo com a saúde pública no Distrito Federal”, ressaltou o chefe do Executivo. “Nós teremos a nomeação de 150 enfermeiros, 850 técnicos de enfermagem, 45 agentes de vigilância ambiental em saúde, 45 agentes comunitários de saúde, 24 auditores de vigilância sanitária e 40 cirurgiões-dentistas", destacou o governador Ibaneis Rocha | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Os novos profissionais vão compor o quadro de servidores efetivos da pasta e devem atuar em diferentes unidades da rede pública. A distribuição será definida a partir de estudos realizados pela Secretaria de Saúde, que identificou as regiões com necessidade de reforço. “Essas nomeações vão suprir parte do déficit, e nós também vamos otimizar leitos que estavam bloqueados por conta de recursos humanos. Então, nós vamos reabrir parte dos leitos da Secretaria de Saúde. É um grande avanço”, celebrou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. O impacto financeiro previsto é de R$ 80 milhões até o fim do ano, verba que virá do próprio orçamento da Secretaria de Saúde. “A Secretaria de Economia (Seec-DF), junto à de Saúde, está fazendo esse ajuste orçamentário para permitir que essas nomeações aconteçam. É um trabalho conjunto das duas pastas para fazer esse ajuste orçamentário buscando fonte dentro da própria Secretaria de Saúde para permitir fazer as nomeações”, apontou o secretário de Economia, Daniel Izaias. A autorização vem um dia depois da entrega oficial de 56 novos veículos para a Secretaria de Saúde, com investimento de R$ 28 milhões. A compra foi a maior da história do DF para a pasta e inclui cinco consultórios odontológicos móveis inéditos, um carro exclusivo para vacinação e um ônibus com estrutura equivalente à de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). “Essas nomeações vão suprir parte do déficit, e nós também vamos otimizar leitos que estavam bloqueados por conta de recursos humanos. Então, nós vamos reabrir parte dos leitos da Secretaria de Saúde. É um grande avanço” Juracy Lacerda, secretário de Saúde do DF Atenção básica e prevenção Entre os profissionais autorizados para nomeação estão agentes comunitários de saúde (ACSs) e agentes de vigilância ambiental (AVAs), categorias que atuam diretamente nas comunidades e no acompanhamento das famílias do Distrito Federal. De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde e Agentes Comunitários de Saúde do Distrito Federal (Sindivacs-DF), Iuri Marques, os novos servidores chegam para fortalecer o trabalho preventivo feito na rede pública de saúde. “O trabalho do agente comunitário de saúdee do agente de vigilância ambiental em saúde é de extrema importância para o Sistema Único de Saúde (SUS). Eles [os ACSs] trabalham nos postos de saúde, junto às equipes de saúde da família, fazendo as visitas de casa em casa, cuidando dos pacientes na ponta, cuidando do hipertenso, do diabético, da criança, do idoso, da gestante. E os AVAs cuidam, eentre outras atribuições, da dengue, de todas as questões das arboviroses. Então é a saúde preventiva. E prevenir, como a gente sabe pelo ditado, é melhor do que remediar”, reforçou. Mais atendimento médico Em dezembro do ano passado, foram nomeados mais de cem médicos para compor o quadro da rede pública de saúde. Entre o maior número de nomeações, destacam-se cirurgia geral, com 29 profissionais convocados, e ginecologia, com dez novos médicos. Também foram nomeados anestesiologistas, cirurgiões oncológicos, pediátricos e vasculares, profissionais da clínica médica, coloproctologistas, gastroenterologistas, hematologistas, neurocirurgiões e pediatras.
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Com volta das chuvas, Vigilância Ambiental reforça combate à dengue no DF
A volta das chuvas ao Distrito Federal reacendeu o alerta sobre os cuidados e medidas de prevenção contra a dengue. Com o aumento da umidade e do acúmulo de água em recipientes ao ar livre, o ambiente se torna ideal para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Floriculturas, borracharias e cemitérios são considerados pontos sensíveis para criadouros do Aedes aegypti, segundo a SES-DF | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Diante desse cenário, a Vigilância Ambiental em Saúde, da Secretaria de Saúde (SES-DF), tem intensificado as ações de fiscalização e conscientização em pontos estratégicos da capital do país. Na segunda-feira (24), o alvo dos agentes foram floriculturas localizadas na Octogonal. A SES classifica esses estabelecimentos, além de cemitérios e borracharias, como pontos sensíveis para criadouros do Aedes aegypti. Isso porque o acúmulo de água nos pratinhos de vasos, a irrigação frequente das plantas e a presença de recipientes úmidos criam condições ideais para a proliferação do vetor. “A cada 15 dias estamos nesses locais realizando ações de fiscalização e conscientizando sobre medidas de prevenção que os proprietários devem seguir para evitar possíveis casos de dengue”, detalha o agente Hugo Ayala. “Todos esses pontos vulneráveis são mapeados, e um agente é designado para realizar essas ações periodicamente.” Francisca Barros de Alencar diz que toma todos os cuidados para evitar criadouros do mosquito transmissor da dengue: “Sei o quanto essa doença é perigosa” Um dos estabelecimentos visitados pelos agentes pertence à empresária Francisca Barros de Alencar, 60. Há 45 anos a comerciante ocupa o mesmo ponto e sempre procura seguir a orientação dos servidores. “Eu já tive dengue e sei o quanto essa doença é perigosa. Por isso, faço tudo que está ao meu alcance: tiro a água, não deixo ela parada, as vasilhas são todas furadas e estou sempre limpando os vasos”, conta. Cuidados em casa “Dedicando 10 minutos por semana para essa atividade, você consegue eliminar praticamente todos os focos que poderiam ter em casa”, diz o agente Hugo Ayala Os cuidados com a proliferação do mosquito, porém, não estão restritos aos estabelecimentos comerciais e aos períodos de precipitações. As autoridades reforçam que a prevenção contínua é a principal forma de conter surtos da doença e proteger a saúde coletiva. “As plantas podem armazenar água tanto dentro delas, como é o caso das bromélias, como também nos próprios materiais utilizados para o cuidado e manutenção das mesmas, como os pratinhos, vasos, os regadores que estão há muito tempo parados”, defende Hugo Ayala. Medidas simples, como evitar o acúmulo de água em vasos, garrafas e calhas, tampar tonéis e caixas-d’água e descartar corretamente materiais que possam reter líquidos, são essenciais para impedir a reprodução do Aedes aegypti. “É imprescindível que a população esteja sempre olhando esses pontos sensíveis. Dedicando dez minutos por semana para essa atividade, você consegue eliminar praticamente todos os focos que poderiam ter em casa. É um trabalho constante e que a gente pede para que a população siga fazendo dentro da sua residência”, completa. Casos de dengue Desde o início do ano, o Distrito Federal registrou 7.197 casos de dengue, dos quais 5.111 são considerados prováveis. Além disso, quatro óbitos estão sob investigação. Em comparação, no mesmo período do ano passado, houve 199.632 registros da doença, sendo 177.454 casos prováveis e 288 mortes confirmadas – uma queda de aproximadamente 97%.
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Agentes de Vigilância Ambiental vistoriam focos de dengue no Sol Nascente
Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) visitaram, na sexta-feira (14), residências no Sol Nascente/Pôr do Sol em busca de focos do mosquito Aedes aegypti. Este ano foram inspecionados quase 3 mil imóveis na região. De forma pioneira no Brasil, as equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) instalaram, no Sol Nascente, 3,1 mil estações disseminadoras de larvicidas (EDLs), tecnologia desenvolvida pelo Ministério da Saúde, a ser implementada em todo o país. A região administrativa do DF foi a escolhida para inaugurar as armadilhas pela alta vulnerabilidade em ocorrências de arboviroses (dengue, chikungunya, zika e febre amarela). O Sol Nascente é a primeira região do país a receber estações disseminadoras de larvicidas (EDLs) | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF O Avas Ernesto Augustus explica como as EDLs funcionam: “Em um balde escuro, colocamos água para atrair o Aedes aegypti. Dentro, há uma boia e uma tela impregnada com um hormônio. O mosquito, ao depositar os ovos na tela, se contamina e vai para outros depósitos”, diz. A principal vantagem, aponta o profissional, é que o hormônio atinge lugares de difícil acesso, como troncos de árvores e calhas. Cada armadilha cobre um raio de 400 metros. Mensalmente, os agentes voltam até o local e fazem a troca da tela e da água. “Com as EDLs, o mosquito se torna um autodisseminador desse hormônio. Assim, conseguimos reduzir os índices de infestação na região”, complementa Augustus. População segura O gráfico Ulânio Nunes, 40, ficou satisfeito com a aplicação da nova tecnologia. “Aqui em casa não deixo água parada e sempre coloco areia nos vasos das plantas para que nada fique acumulado ali. Essa foi a primeira vez que recebi os agentes para colocar esse tipo de armadilha. Parece-me uma ótima estratégia”, avaliou. A dona de casa Conceição de Araújo, 50, também aprovou: “Gostei dessa ideia. Minha família nunca teve dengue, mas ficamos sempre atentos”, comentou. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Incidência da dengue é considerada baixa em 33 regiões administrativas do DF
Até o dia 18 de janeiro deste ano, o Distrito Federal registrou 1.421 casos prováveis de dengue. No mesmo período de 2024, foram registrados 29.510 casos prováveis da doença, uma redução de 95,4%. Os dados constam no novo boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF). “Devemos registrar e comemorar esses dados, mas sem perder de vista os cuidados para combater a doença. Afinal, alcançamos esse resultado por meio de um esforço conjunto da população e do governo”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. A pasta divulga boletins epidemiológicos semanais com dados sobre os casos registrados. Boletim semanal da Secretaria de Saúde indica redução de 95,4% dos casos de dengue, se comparado ao mesmo período do ano passado | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde Das 35 regiões administrativas (RAs) do Distrito Federal, 33 estão com a incidência de dengue classificada como baixa nas últimas quatro semanas epidemiológicas. No Sol Nascente/Pôr do Sol e no Paranoá, no entanto, a incidência é classificada como média, com mais de 100 casos para cada 100 mil habitantes. A incidência registrada foi de 103,02 e 133,04 casos, respectivamente. Nenhuma RA está com incidência alta, nível atingido acima de 300 casos por 100 mil habitantes. Ações Os 858 agentes de Vigilância Ambiental (Avas) visitam domicílios em todas as regiões do DF diariamente. Do total de profissionais, 454 ingressaram em 2024 e 41 neste ano. As ações nas residências incluem a identificação e eliminação de focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti, além de orientação aos moradores. Só no ano passado, foram mais de 2 milhões de residências vistoriadas. Os Avas também implantam estações disseminadoras de larvicidas e de armadilhas – chamadas de ovitrampas. *Com informações da Secretária de Saúde
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Levantamento de índices do Aedes aegypti começa em todas as regiões do Distrito Federal
O primeiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2025 teve início nesta segunda-feira (20) em todo o Distrito Federal. Realizada de forma amostral, a pesquisa tem o objetivo de identificar os níveis de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O levantamento subsidia as ações da Secretaria de Saúde (SES-DF) para o combate ao vetor. Os agentes de Vigilância Ambiental (AVAs) já estão nas ruas visitando residências e inspecionando possíveis focos. Após a conclusão do levantamento, os dados serão encaminhados ao Ministério da Saúde e divulgados no site da Secretaria. “É muito importante o trabalho dos agentes, só que as pessoas também têm que fazer a sua parte, né?”, afirma Maria Casemiro, moradora de Samambaia Norte, que teve sua residência vistoriada pelos Avas | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF “O LIRAa nos permite identificar, de maneira rápida e precisa, os índices de infestação do Aedes aegypti em diferentes regiões. Esses dados são fundamentais para direcionarmos nossas ações de controle e prevenção, protegendo a população e reduzindo os riscos de surtos”, explica Fabiano dos Anjos, subsecretário de Vigilância à Saúde. Segundo o gestor, o trabalho inclui visitas domiciliares, nas quais os agentes inspecionam locais propícios à proliferação do mosquito e orientam a população sobre medidas preventivas. Em Samambaia Norte, agentes percorreram várias residências. Giselle Melo, chefe do Núcleo Regional de Vigilância Ambiental (Nuval) da região, detalha que o levantamento segue uma metodologia amostral. “Não visitamos todas as casas, mas cobrimos cerca de 20% dos imóveis de cada quadra em Samambaia. Isso nos permite obter dados em curto prazo – em cerca de uma semana já temos as informações consolidadas”, explica. Prevenção contínua A chefe do Núcleo Regional de Vigilância Ambiental de Samambaia, Giselle Melo, explica que a maioria dos focos de dengue está localizada dentro das residências Melo destaca que a pesquisa complementa as ações diárias de combate ao mosquito na região. “Com o efetivo atual, realizamos cerca de 800 visitas domiciliares por dia, além de atender as demandas registradas na Ouvidoria”, afirma. Atualmente, a região administrativa conta com 96 Avas que estão envolvidos no levantamento de dados e no combate à dengue. De acordo com Giselle, grande parte dos focos do mosquito é encontrada dentro das residências. “Os maiores índices estão dentro dos domicílios, em recipientes como tambores, tonéis e vasos de plantas expostos à chuva”, alerta. Cuidadosa, a aposentada Maria Casemiro, 66, fica atenta ao seu quintal. “Coloco água nas minhas plantas, mas não deixo água parada, porque eu já sei como que é a dengue”, afirma. A residência da aposentada foi uma das moradias que receberam a visita para apuração de dados do LIRAa, mas não foram encontrados focos da doença. Ela garante que o cuidado de todos é fundamental e elogia os profissionais envolvidos. “É muito importante o trabalho dos agentes, só que as pessoas também têm que fazer a sua parte, né? ”, aconselha. *Com informações da SES-DF
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Casos de dengue caem 97% no Distrito Federal; veja ações do GDF de combate à doença para 2025
O ano de 2025 começou com uma queda significativa dos casos de dengue no Distrito Federal. A primeira semana de janeiro registrou 196 casos prováveis, o que representa uma redução de 97,6% em relação ao ano passado. No mesmo período de 2024, a capital já tinha 8.228, e, no ano anterior, 711 registros. Os dados foram divulgados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em coletiva de imprensa nesta terça-feira (7), no Palácio do Buriti. O GDF apresentou, nesta terça-feira (7), dados e ações do governo para o combate à dengue em 2025 | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “Nós tivemos uma redução do ano passado para esse ano de 97,6%. Tivemos uma epidemia no ano de 2024 que foi enfrentada por esse governo de forma concentrada. Montamos tenda, fizemos um atendimento de uma forma mais rápida do que a rede privada. Foram mais de 400 mil atendimentos na nossa rede de saúde. Apesar de nós termos um panorama diferente do ano passado, não podemos recuar nem 1 centímetro nas ações de combate à dengue”, alertou a governadora em exercício Celina Leão. Para manter os números em queda e a população segura, o GDF reforçou as contratações e a capacidade de trabalho. O número de agentes de vigilância ambiental (AVAs) passou de 415 para 915, enquanto o de agentes comunitários de saúde (ACSs) saltou de 800 para 1,2 mil. Os auditores na linha de frente também aumentaram, de 81 para 131. A Defesa Civil também ampliou o número de agentes de 70 para 109, com uma dupla destacada para cada uma das regiões administrativas do DF. O investimento em tecnologia também foi ampliado, com o uso de drones e a implementação do aplicativo com georreferenciamento dos focos da doença. Trata-se do app eVisitas, utilizado pelos agentes para fazer o controle vetorial digitalmente com o apoio de 657 smartphones. O número de estações disseminadoras de larvicida (EDLs), as chamadas armadilhas, passou de 2,3 mil para cerca de 4 mil este ano. Após a instalação no Sol Nascente/Pôr do Sol, as armadilhas chegarão a Água Quente e ao Recanto das Emas. Também será ampliado o uso de ovitrampas, com um total de 6 mil em 2025. “Está diferente do ano passado e também de 2023. Isso também é fruto das ações que foram desenvolvidas ao longo do ano passado para que a gente pudesse minimizar o impacto da dengue em 2025”, acrescentou o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. Em 2024, o GDF instituiu uma força-tarefa – ainda em vigor – de prevenção e combate à dengue com a participação de 11 órgãos, conforme portaria. Gustavo Rocha, chefe da Casa Civil: “Está diferente do ano passado e também de 2023. Isso também é fruto das ações que foram desenvolvidas ao longo do ano passado para que a gente pudesse minimizar o impacto da dengue em 2025” Outra novidade é que o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) aumentou a capacidade de realização de testes para o diagnóstico da doença e do sorotipo em circulação, de 500 para 1,5 mil. Combate aos focos do mosquito Também estão sendo instaladas placas informativas em pontos de descarte irregular para alertar a população sobre deveres e cuidados com o mosquito. A iniciativa prevê a colocação de 200 equipamentos em diferentes regiões do DF, visto que a questão do descarte irregular é um ponto sensível para a transmissão da doença. Responsável pelo contato com as administrações regionais, o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, lembrou que desde o ano passado, no período anterior às chuvas, o governo iniciou as ações de limpeza e zeladoria nas cidades, como poda de árvores, limpeza de bueiros e remoção de entulho. Para este ano, a missão é a mesma. “Vamos reforçar esse trabalho da zeladoria, sobretudo no sentido do lixo e da água parada, de manter as nossas equipes sempre na rua, para que tenhamos cidades mais limpas e que isso não seja mais um trauma nas nossas vidas”, disse. Ainda na esteira da zeladoria das cidades, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) dividiu os trabalhos pelo DF em seis regionais e ampliou a limpeza de bocas de lobo com caminhões de sucção e hidrojateamento. Esse trabalho, que antes era feito de forma manual e superficial, agora é executado por um sistema de limpeza com caminhões para fazer a sucção dos resíduos sólidos e a limpeza das bocas de lobo. Desde a contratação do serviço, a Novacap já limpou 800 km de um total de aproximadamente 4 mil km de rede de drenagem. “Pretendemos completar toda a rede ainda no decorrer deste ano”, afirmou o presidente da Novacap. “Vamos fazer esse trabalho ainda mais próximos das regiões administrativas para atender a tudo que é necessário no combate à dengue. As bocas de lobo e as redes de drenagem são um problema muito crítico no DF, desde sempre.” O SLU vai incrementar a coleta, ampliando o recolhimento para mais um turno. Além disso, estão previstas a troca de 4 mil lixeiras e a instalação de mais 100 papa-lixos e 20 papa-entulhos. A DF Legal intensificou as ações de fiscalização. Só no ano passado, foram mais de 21 mil ações fiscais que geraram cerca de R$ 4 milhões em multas. Este ano, o GDF aumentou o valor da multa, com o objetivo de diminuir o número de casos. Agora, o tributo varia de R$ 2,9 mil a R$ 29 mil, podendo chegar até R$ 200 mil em algumas situações. “Se somarmos o que o SLU, a Novacap e as administrações recolheram, temos mais de 1 milhão de toneladas de descarte irregular retiradas das ruas do DF. O descarte irregular é um foco de dengue. É importante a conscientização das pessoas”, acrescentou Gustavo Rocha. José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo: “Vamos reforçar esse trabalho da zeladoria, sobretudo no sentido do lixo e da água parada, de manter as nossas equipes sempre na rua, para que tenhamos cidades mais limpas” Imunização e ações de rotina O governo também reforçou a importância da vacinação dos jovens de 10 a 14 anos, que compõem o grupo prioritário estabelecido pelo Ministério da Saúde. Segundo o GDF, 46% receberam a primeira dose. No entanto, apenas 18,9% completaram o ciclo vacinal. Atualmente, 17 mil doses estão disponíveis na rede pública de saúde. Além disso, permanecem as ações de rotina: visitas domiciliares para remoção e tratamento de focos, manejo ambiental, atividades educativas, bloqueio de transmissão e controle de emergências com UBV (ultrabaixo volume), instalação e monitoramento de armadilhas ovitrampas e atuação integrada com os órgãos locais, a exemplo do GDF Mais Perto do Cidadão. O GDF destacou ainda que foi feita uma preparação para eventuais situações críticas que envolvam a doença. “Desde julho, já lançamos o plano de contingência composto por estágios, com uma análise feita diariamente para cada mudança do cenário, elevando a escala de risco, se necessário”, pontuou o subsecretário de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde, Fabiano dos Anjos. A coletiva contou com as participações da governadora em exercício Celina Leão, do secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, e do secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo. Também estiveram presentes os presidentes da Novacap, Fernando Leite, e do SLU, Luiz Felipe Cardoso, o secretário-executivo de Proteção da Ordem Urbanística – DF Legal, Francinaldo Oliveira, o subsecretário de Vigilância à Saúde da SES, Fabiano dos Anjos, e o diretor de gestão de Desastres da Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil, coronel Eloízio Nascimento.
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São Sebastião recebe agentes de vigilância ambiental para combate à dengue
Na casa da aposentada Miriam Ferraz, 67 anos, não há espaço para descuidos. Plantas sem pratinhos que acumulam água e as demais áreas da residência devidamente limpas são motivos de elogios dos Agentes de Vigilância Ambiental (AVAs). “Sempre recebo os agentes com alegria. Eles me orientam e, graças a Deus, minha casa está sempre protegida. Já tive dengue antes, quase morri, e não quero passar por isso de novo”, contou Miriam, que também adota o uso de repelentes para garantir a saúde da família. “Sempre recebo os agentes com alegria. Eles me orientam e, graças a Deus, minha casa está sempre protegida”, contou a aposentada Miriam Ferraz | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF A casa de Miriam não é a única a ser visitada. Graças ao trabalho dos AVAs da Secretaria de Saúde (SES-DF), os moradores do Morro Azul, em São Sebastião, têm reforçado as medidas de prevenção contra o Aedes aegypti. As inspeções minuciosas, somadas às orientações frequentes, ajudam a comunidade a evitar criadouros do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. “Nosso trabalho vai além de eliminar focos. Ele também é educativo. Mostramos aos moradores que ações simples, como tampar caixas d’água, limpar calhas e evitar o acúmulo de água em objetos, fazem toda a diferença. O período de chuva exige ainda mais atenção”, afirmou a agente Gracineide da Costa. A agente Gracineide da Costa explicou que o trabalho dos AVAs vai além de eliminar focos: “Mostramos aos moradores que ações simples, como tampar caixas d’água, limpar calhas e evitar o acúmulo de água em objetos, fazem toda a diferença” Durante a visita, os agentes de vigilância identificaram uma caixa com latas acumuladas no quintal da autônoma Maria do Livramento, 43 anos. “Essa vistoria é muito importante, pois os agentes detectam focos que, às vezes, passam despercebidos por nós, moradores”, comentou. Além das residências, as escolas da região também são alvos das inspeções. Na visita à Escola Classe 303 de São Sebastião, os agentes trataram calhas e canaletas com água parada. “Nossa prioridade é proteger as crianças e os professores. Fazemos visitas frequentes, orientamos a equipe escolar e cuidamos de qualquer foco encontrado”, explicou a agente Josefa Ribeiro. Os AVAs também fazem visitas frequentes às escolas de São Sebastião: “Nossa prioridade é proteger as crianças e os professores”, ressaltou a agente Josefa Ribeiro Armas contra o mosquito O trabalho de combate ao Aedes aegypti feito pela SES-DF tem sido reforçado com diferentes técnicas, como a aplicação de larvicidas, o uso de armadilhas para monitorar o mosquito e ferramentas tecnológicas, como mapas de calor, para direcionar as ações mais rapidamente. Para o subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos, essas ações são essenciais para evitar a proliferação do mosquito. “O acúmulo de água em recipientes e áreas abertas aumenta exponencialmente os criadouros, e é por isso que precisamos intensificar nossas ações. Reforçar as medidas preventivas e educativas neste momento é essencial para evitar uma epidemia, proteger a saúde da população e reduzir a sobrecarga no sistema de saúde do DF”. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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