Alimentação escolar da rede pública do DF passa a oferecer tilápia de produtores locais
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) iniciou, neste ano, um projeto-piloto para incluir filé de tilápia produzido pela agricultura familiar na alimentação escolar da rede pública de ensino. O pescado já começou a ser servido em escolas atendidas pelas coordenações regionais de ensino (CREs) de Sobradinho, Núcleo Bandeirante, Guará e Plano Piloto, ampliando a oferta de alimentos saudáveis e fortalecendo a produção local. Segundo a diretora de Alimentação Escolar da Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais, Camila Beiró, a meta é ampliar gradualmente a iniciativa para toda a rede pública de ensino. "O objetivo é fortalecer a agricultura familiar, diversificar o cardápio oferecido aos estudantes e ampliar a oferta de alimentos saudáveis e de qualidade nas escolas", afirmou. As tilápias são criadas em tanques instalados em propriedades da agricultura familiar e permanecem entre seis meses e dez meses até atingir o peso ideal para o consumo. Depois desse período, os peixes são encaminhados para um frigorífico, onde passam pelos processos de filetagem e embalagem antes de serem distribuídos às unidades escolares. As tilápias são criadas em tanques instalados em propriedades da agricultura familiar e permanecem entre seis e dez meses até atingirem o peso ideal para o consumo | Foto: Divulgação Alimentação escolar em números A alimentação escolar da rede pública do Distrito Federal está entre as maiores políticas públicas do setor no país. Diariamente, em média, são servidas 515.958 refeições para 382.624 estudantes matriculados em 694 escolas públicas. Em 2026, o orçamento autorizado para a alimentação escolar soma, até o momento, R$ 144,6 milhões, destinados à aquisição de alimentos, à logística de distribuição e à execução do programa. Os cardápios contam, atualmente, com 83 alimentos, entre frutas, verduras, legumes, carnes, ovos, pescados, laticínios e grãos. Desse total, 34 itens são provenientes da agricultura familiar. Entre as proteínas oferecidas estão patinho moído, acém em cubos, peito de frango, coxa e sobrecoxa, tulipa de frango, lombo e paleta suínos, ovos e, agora, a tilápia. Os cardápios também incluem queijo muçarela, iogurte natural, manteiga, arroz, feijão, leite em pó, macarrão e flocão de milho. A subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Lilian Borges, explica que a inclusão de alimentos naturais na merenda busca proporcionar benefícios às crianças e aos adolescentes, tanto do ponto de vista nutricional quanto do desenvolvimento. "Uma alimentação saudável contribui para a melhora da concentração, da memória e da disposição dos estudantes, fatores que favorecem o processo de aprendizagem e o desempenho escolar. O consumo regular desses alimentos também auxilia na formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância, reduzindo o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e hipertensão, ao longo da vida", ressaltou. Agricultura familiar abastece as escolas A agricultura familiar tem papel estratégico na alimentação escolar da rede pública do Distrito Federal. Atualmente, 796 agricultores familiares fornecem frutas, verduras e legumes para as escolas. Outros 212 produtores abastecem a rede com laticínios, como queijo, manteiga e iogurte, enquanto dez agricultores são responsáveis pelo fornecimento de mel. A inclusão do filé de tilápia produzido pela agricultura familiar amplia a variedade e a qualidade nutricional da merenda oferecida aos estudantes da rede pública do Distrito Federal | Foto: André Amendoeira/Ascom SEEDF Os alimentos chegam de propriedades localizadas em regiões como Planaltina, Brazlândia, São Sebastião, Vargem Bonita e municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Todo o planejamento dos cardápios é realizado pela Diretoria de Alimentação Escolar (Diae), da Suape, vinculada à SEEDF. O trabalho é desenvolvido por uma equipe de 68 nutricionistas, responsável pela elaboração dos cardápios, acompanhamento da qualidade dos alimentos e suporte técnico às 14 coordenações regionais de ensino. Cardápio Os cardápios seguem as diretrizes da Resolução nº 4/2026 e consideram fatores como faixa etária dos estudantes, necessidades nutricionais, sazonalidade dos alimentos e hábitos alimentares da população local. O planejamento anual é dividido em seis ciclos de distribuição, cada um correspondente a sete semanas letivas. Em cada ciclo são produzidas 61 variações de cardápios, o que representa aproximadamente 366 diferentes cardápios ao longo do ano letivo. A equipe também elabora cardápios específicos para estudantes com necessidades alimentares especiais, como alergia à proteína do leite de vaca (APLV), diabetes mellitus, intolerância à lactose e intolerância ao glúten. Nesses casos, as unidades escolares recebem orientações técnicas para a aquisição dos alimentos adequados. *Com informações da SEEDF
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Produtores conhecem primeiro edital do programa de compras da alimentação escolar de 2026
Representantes da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), da Emater-DF e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) se reuniram, na tarde desta quinta-feira (28), para apresentar aos produtores rurais a Chamada Pública nº 01/2026, voltada à aquisição de alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede pública de ensino. O edital contempla uma diversidade de produtos, são 70 gêneros alimentícios entre frutas e hortaliças orgânicas e convencionais, com previsão de aquisição de cerca de 4,8 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar, movimentando aproximadamente R$ 44,8 milhões por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Cerca de 50 agricultores, representantes de organizações rurais do DF aptas a participar da chamada pública, compareceram ao encontro, onde puderam esclarecer dúvidas e informações sobre esse edital, que representa uma importante oportunidade de comercialização para a agricultura familiar, para o fortalecimento das organizações rurais e também para a comercialização a preços justos de alimentos orgânicos. A secretária de Educação do Distrito Federal interina, Iêdes Braga, destacou o impacto social e educacional da iniciativa. “A alimentação escolar é uma das políticas públicas mais importantes para a garantia do direito à educação. Ao investirmos R$ 44,8 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar, fortalecemos a economia local, valorizamos o trabalho dos produtores rurais do Distrito Federal e asseguramos que nossos estudantes recebam refeições cada vez mais saudáveis, nutritivas e de qualidade. É uma ação que gera desenvolvimento no campo e mais oportunidades de aprendizagem na escola.” Segundo o gerente de Comercialização e Organização Rural da Emater-DF, Blaiton Carvalho, o chamamento deste ano traz avanços importantes em relação à edição anterior. “Teremos um aumento de 35% no valor dos contratos e crescimento de 15% no volume de produtos previstos. A expectativa é atender mais de 1,1 mil produtores rurais do Distrito Federal”, destacou o extensionista. O edital contempla uma diversidade de produtos, são 70 gêneros alimentícios entre frutas e hortaliças orgânicas e convencionais | Foto: Divulgação/Emater-DF A presidente da Comissão de Chamada Pública da Agricultura Familiar da Secretaria de Educação, Patrícia Jane Lacerda, ressaltou os resultados positivos do programa para os estudantes da rede pública. “Podemos dizer que os 449.593 estudantes da rede pública estão sendo atendidos com alimentos frescos e saudáveis”, explicou. Para o diretor de Compras Institucionais da Seagri-DF, Lúcio Flávio da Silva, o crescimento do programa demonstra sua relevância para agricultores e estudantes. “Desde o primeiro contrato, em 2014, o volume de recursos investidos pelo GDF no PNAE aumentou 2.900%. Esse é um trabalho que beneficia diretamente os agricultores familiares e os estudantes da rede pública”, observou. A nutricionista da Secretaria de Educação, Flávia Itabaiana, reforçou a importância da alimentação escolar para milhares de alunos do DF. “Grande parte dos alunos depende das 515.958 refeições servidas diariamente para ter acesso a uma alimentação saudável, que é um direito constitucional”, aponta. A Chamada Pública 1/2026 foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) em 21 de maio. As organizações rurais interessadas em participar têm até o dia 22 de junho para apresentar a documentação. O edital pode ser conferido aqui. *Com informações da Emater-DF
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Volta às aulas: o que incluir na lancheira das crianças?
Com o início das aulas, a correria volta a fazer parte da rotina. No meio da confusão, como planejar a lancheira das crianças? A escolha de alimentos que forneçam energia e nutrientes adequados para as atividades escolares pode ser simples — e servir de aprendizado para pequenos e adultos. Alimentos in natura ou minimamente processados devem predominar na composição do lanche | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “O envolvimento de crianças e adolescentes na hora de fazer a comida permite que a família inteira conheça sobre os alimentos e suas formas de preparo, além de permitir tempo de qualidade juntos” Carolina Gama, gerente do Serviço de Nutrição da Secretaria de Saúde A premissa básica, apresentada no Guia Alimentar para a População Brasileira, é a mesma para todas as idades: evite produtos ultraprocessados. Alimentos in natura ou minimamente processados — obtidos diretamente de plantas ou de animais, cujo preparo para consumo não altera suas propriedades naturais — são a base para uma alimentação nutricionalmente balanceada. A diferença entre ultraprocessados e processados está no rótulo. De forma simplificada, basta observar a lista de ingredientes: eu conheço o que está escrito? Se for um alimento, é processado; se tiver cinco ou mais componentes, com nomes difíceis de pronunciar e de identificar, é ultraprocessado. Montagem da lancheira A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) sugere um método fácil para a montagem da lancheira. Os alimentos podem ser divididos em três grupos: frutas e vegetais, grãos (arroz, feijão, aveia, sementes) e proteínas, como carnes, laticínios e ovos. Para uma refeição saudável, o ideal é combinar um alimento de cada grupo. [LEIA_TAMBEM]A participação da família no preparo das refeições pode ajudar a transformar o momento em convívio e aprendizado. “O envolvimento de crianças e adolescentes na hora de fazer a comida permite que a família inteira conheça sobre os alimentos e suas formas de preparo, além de permitir tempo de qualidade juntos”, avalia a gerente do Serviço de Nutrição da Secretaria de Saúde (SES-DF), Carolina Gama. “Dessas experiências, nascem os bons hábitos”. A Lei nº 5.146, de 19 de agosto de 2013, estabelece as diretrizes para promover a alimentação saudável nas instituições de ensino. Cantinas e outros comércios de alimentos devem obedecer a princípios relacionados à proibição e à oferta de determinados tipos de produtos. Além disso, escolas devem adotar conteúdo pedagógico que trate de alimentação, hábitos e estilos de vida saudáveis. Consulte o Fórum Permanente sobre Alimentação Saudável nas Escolas, um colegiado com caráter intersetorial, formado por membros representantes do Governo do Distrito Federal (GDF) e de entidades da sociedade civil. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Encontro Sabor de Escola apresenta novidades no cardápio da rede pública
A combinação entre técnica e criatividade ganhou destaque, na sexta-feira (6), durante o 3º Encontro Sabor de Escola. Realizado na Escola de Sabores Oscar, na Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape), o evento foi transmitido ao vivo pelo canal da Eape no YouTube e marcou um avanço na política de alimentação escolar do Distrito Federal, ao apresentar novos ingredientes e proteínas que passam a integrar o cardápio das mais de 500 mil refeições servidas diariamente nas unidades escolares. “Aproveitamos este espaço da Eape para criar uma escola técnica, que se tornou um nicho de trabalho não só para o mercado, mas também para a própria Secretaria. Nosso objetivo é formar profissionais qualificados, com uma compreensão profunda sobre nutrição e o valor dos alimentos”, reforçou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ao destacar a importância da escola para a comunidade escolar durante a live. A diversidade do cardápio escolar da rede pública do DF foi celebrada no Encontro Sabor de Escola | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF A merendeira Josilene Páscoa Santos, primeira campeã do concurso Sabor de Escola e representante da Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Santa Maria, compartilhou como a formação mudou a sua visão sobre a cozinha no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 209. “Meu sonho é dar aula aqui na Escola de Sabores. O conhecimento que adquiri faz toda a diferença para conquistar o paladar das crianças. Ver a alegria delas ao comer é o que me motiva”, relatou emocionada. [LEIA_TAMBEM]Luz, câmera e sabor! Durante a live, o público acompanhou o preparo de receitas que unem valor nutricional e boa aceitação pelos estudantes. O destaque foi o uso de produtos in natura, com a redução de alimentos processados e a priorização da saúde dos alunos. Para a nutricionista e gerente de Planejamento Alimentar, Thalita do Carmo Pereira, a estratégia é clara. “O peito de frango e o patinho moído são cortes menos gordurosos, que vêm para oferecer maior variedade. Quanto mais produtos in natura inserimos, melhor é a qualidade biológica do que nossos estudantes consomem”, explicou. Live demonstrou o preparo das refeições, exemplificando como podem ser utilizados os novos ingredientes da alimentação escolar Confira as combinações apresentadas: · Proteína bovina: acém em cubos refogado ao molho de tomate, acompanhado de macarrão parafuso ao alho e óleo, feijão, abóbora e pepino fresco. · Versatilidade do frango: filé de peito acebolado servido com arroz, feijão, beterraba e um inovador refogado de batata-doce. · Lanche nutritivo: patinho moído servido no pão, acompanhado de suco natural de abacaxi. · Sobremesas saudáveis: curau de milho-verde com canela e iogurte natural batido com mel, cereais e abacaxi picado. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Merenda escolar do DF amplia variedade e padroniza cardápio para iniciar ano letivo
A alimentação escolar da rede pública do Distrito Federal começa o ano letivo com novidades importantes e reforço na qualidade nutricional. A Secretaria de Educação (SEEDF) ampliou o número de proteínas oferecidas nas refeições e, pela primeira vez, adotará um cardápio único para todas as escolas, incluindo as unidades do campo. A medida garante padronização, regularidade no abastecimento e equidade no atendimento aos estudantes. Ao todo, o cardápio passa a contar com 12 tipos de proteínas de origem animal, entre carnes in natura e ovos. Estão incluídos peito de frango congelado, coxa e sobrecoxa de frango, coxinha da asa, filé de tilápia, acém bovino em cubos, acém bovino moído, patinho bovino moído, lombo suíno e paleta suína em peça e em pedaços. A merenda escolar da rede pública reúne mais de 80 itens, abrangendo também legumes, frutas, grãos e produtos da agricultura familiar. Entre as novidades desse segmento estão o tomate-cereja, o quiabo e o mel. Já por meio de licitação, foram incorporadas frutas como laranja e manga. Produtos como canela em pó, farinha de mandioca, leite de coco e cacau retornam ao cardápio, ampliando as possibilidades nutricionais e culinárias das refeições. O depósito central de alimentação escolar da SEEDF está abastecido para iniciar o ano letivo de 2026 | Foto: Marco Delgado/SEEDF As novidades foram apresentadas durante visita técnica da secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, e da subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Fernanda Mateus, ao depósito central de alimentação escolar, localizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SAAN). O espaço está completamente abastecido para atender todas as escolas da rede desde o início das aulas, com planejamento antecipado e contínuo, que já soma quatro anos de organização e aprimoramento do armazenamento e da logística. “Pela primeira vez, toda a rede pública de ensino do Distrito Federal contará com o mesmo cardápio, o que assegura equidade e qualidade na oferta da alimentação escolar. Isso significa que todos os estudantes, independentemente da região ou da modalidade da escola, terão acesso às mesmas refeições, entregues dentro do prazo e com o padrão que defendemos”, afirmou a secretária. [LEIA_TAMBEM]A gestora também ressaltou que a alimentação escolar é parte essencial da política educacional. “Cuidar da merenda é cuidar do estudante. Quando garantimos uma alimentação adequada, variada e de qualidade, estamos contribuindo diretamente para o aprendizado, para a permanência na escola e para o desenvolvimento integral dos nossos alunos”, destacou. A subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais enfatizou que o trabalho envolve planejamento técnico e articulação entre diferentes áreas da Secretaria. “A visita ao depósito mostra que a alimentação escolar é tratada com seriedade, desde a compra até a distribuição. O estoque completo no início do ano letivo dá segurança às escolas e reforça o compromisso da Secretaria com a continuidade e a qualidade do serviço”, explicou Fernanda Mateus. Com o cardápio unificado, a ampliação das proteínas e a inclusão de novos alimentos, a Secretaria de Educação garante regularidade no fornecimento da merenda escolar e reforça o cuidado diário com os estudantes da rede pública do Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Final do concurso Sabor de Escola será disputada nesta segunda (15)
O maior concurso gastronômico das escolas públicas do Distrito Federal chega ao momento mais esperado. Nesta segunda-feira (15), a grande final do Sabor de Escola – 3ª edição transformará o Centro de Convenções Ulysses Guimarães em um palco de celebração e talento, reunindo merendeiras e merendeiros finalistas em um evento especial, com transmissão ao vivo pelo canal da Secretaria de Educação do DF (SEEDF) no YouTube. “A grande final foi concebida como uma experiência completa, pois apresenta as receitas finalistas preparadas ao vivo, resgata histórias inspiradoras das merendeiras e merendeiros, celebra o impacto desses profissionais nas escolas e transforma o palco em um verdadeiro cenário de reconhecimento público”, destaca a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. O trabalho dos merendeiros e merendeiras do DF é reconhecido por meio do Sabor de Escola | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF Além da disputa, a programação inclui momentos de homenagem, atrações culturais, trilha sonora exclusiva e a participação de convidados que reforçam o compromisso do DF com a educação, a alimentação escolar e o desenvolvimento social. Sucesso da edição A edição de 2025 recebeu 126 inscrições, reforçando a relevância e o alcance do projeto idealizado pela SEEDF em parceria com a G&E Serviços Terceirizados, empresa responsável pela gestão das cozinhas escolares e pela equipe que garante a merenda dos estudantes da rede pública. Para a subsecretária de Apoio e Saúde do Estudante, Fernanda Mateus, a participação dos profissionais de cozinha escolar mostra o reconhecimento e o amadurecimento da iniciativa, que se consolida como um dos principais projetos de valorização profissional da SEEDF. [LEIA_TAMBEM]“O Sabor de Escola é um movimento de pertencimento, reconhecimento e orgulho profissional. Ao longo das seletivas, das semifinais e agora na final, ficou evidente a criatividade extraordinária das merendeiras e merendeiros, que transformaram ingredientes do dia a dia em pratos cheios de identidade”, afirma. Fernanda também ressaltou o trabalho das equipes envolvidas. “O compromisso técnico e humano das equipes pedagógicas, nutricionistas, gestores, coordenadores regionais, produtores e colaboradores transformou o concurso em uma política pública de impacto. Esta edição celebra as mãos que, todos os dias, alimentam nossos estudantes e fortalecem a educação pública”, completa. *Com informações da Secretaria de Educação
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Seminário incentiva hábitos alimentares equilibrados nas escolas do DF
O VII Seminário sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do Distrito Federal, realizado na segunda-feira (10) pela Secretaria de Educação (SEEDF), reuniu gestores, nutricionistas, professores e representantes das redes pública e privada para discutir boas práticas e políticas voltadas à alimentação equilibrada no ambiente escolar. O encontro, no auditório da Escola de Saúde Pública (ESP-DF), contou com palestras de nutricionistas do Programa de Alimentação Escolar (PAE) do Tocantins, apresentações, o lançamento de uma série de videocasts educativos e a premiação de experiências exitosas em Educação Alimentar e Nutricional (EAN). O VII Seminário sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do Distrito Federal debateu boas práticas e políticas para uma alimentação equilibrada no ambiente escolar | Fotos: Mary Leal/SEEDF A assessora especial da Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais (Suape) da SEEDF, Patrícia Lacerda, ressaltou a importância de compartilhar experiências bem-sucedidas nas redes pública e privada de ensino. Segundo ela, o seminário marca o encerramento de um ciclo de intenso trabalho e cooperação. “Este é o momento de reunir todos os parceiros desta caminhada para apresentar o que foi construído, os desafios superados e os avanços alcançados. Fizemos muito ao longo do ano e continuaremos fazendo ainda mais”, concluiu. Orientações para uma alimentação saudável Nayara de Menezes, presidente do Fórum sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do Distrito Federal e nutricionista da SEEDF, destacou que o seminário faz parte de um movimento contínuo de fortalecimento das ações de educação alimentar e nutricional nas unidades escolares. “Este é um espaço de articulação entre diferentes setores do governo e da sociedade civil, que trabalham juntos para garantir que a alimentação saudável esteja no centro das práticas educativas e das escolhas diárias das comunidades escolares”, afirmou. “Nosso papel é promover a alimentação saudável nas escolas públicas e particulares do DF, regulamentando o que é comercializado nesses ambientes e estimulando ações educativas que vão além da merenda” Nayara de Menezes, presidente do Fórum sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do DF Nayara lembrou que o fórum foi instituído por decreto em 2015, em conformidade com a Lei Distrital nº 5.146/2013, que estabeleceu diretrizes para o PAE. O espaço reúne representantes de diversos conselhos e órgãos públicos. “Nosso papel é promover a alimentação saudável nas escolas públicas e particulares do DF, regulamentando o que é comercializado nesses ambientes e estimulando ações educativas que vão além da merenda. O objetivo é valorizar boas práticas e inspirar mais escolas a desenvolver projetos que unam saúde, aprendizado e cidadania”, acrescentou a nutricionista. Horta como espaço de aprendizado O projeto “Horta com Bases Agroflorestais da Escola Classe 12 de Sobradinho: Espaço Arco-Íris” foi um dos premiados na Mostra de Experiências Exitosas em Educação Alimentar e Nutricional, apresentada durante o seminário. A iniciativa, desenvolvida pela professora Íris Soares Lourenço, integra educação ambiental, alimentar e nutricional em um único espaço, transformando a horta escolar em um ambiente de aprendizagem, convivência e sustentabilidade. Com o objetivo de aproximar os estudantes das ciências e dos saberes populares, o projeto incentiva a autossustentabilidade e o protagonismo da comunidade escolar. A horta agroflorestal tem promovido práticas saudáveis e o cuidado coletivo com o meio ambiente. “A experiência também estimula o envolvimento das famílias, fortalecendo vínculos e ampliando a consciência sobre alimentação saudável e preservação ambiental”, enfatizou a professora. Servidores da Escola Classe 12 de Sobradinho foram premiados na Mostra de Experiências Exitosas em Educação Alimentar e Nutricional Desafios da segurança alimentar Adriano Gomes, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e assessor técnico do Fórum sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do DF, explicou que, durante o seminário, foi apresentado um manifesto originado de um movimento nacional para repensar os desafios da segurança alimentar no país. Segundo ele, a fome passou a manifestar-se também nos centros urbanos, o que levou o governo federal a criar políticas específicas para esses territórios. “Em 2023, percebeu-se que a fome estava mudando de forma e, hoje, ela se entranha nas cidades. Por isso, foi criada a Estratégia Alimenta Cidades, uma política que reconhece a importância dos ambientes alimentares, como as escolas, na formação de hábitos saudáveis”, contou. Adriano salientou que o texto orienta ações voltadas à educação alimentar e nutricional, à restrição de produtos ultraprocessados e à limitação da publicidade comercial no ambiente escolar. “O decreto depende da adesão dos estados, municípios e do Distrito Federal, que precisam adaptar as diretrizes federais às suas realidades locais. Aqui no DF, queremos garantir que as políticas cheguem de forma efetiva a todas as escolas”, afirmou. A SEEDF já realiza um importante trabalho de atualização das leis relacionadas à alimentação escolar, e o manifesto consolida esse esforço. O documento foi elaborado de forma participativa e busca sensibilizar a sociedade. “Ele apresenta dados como o fato de que 25% das crianças do DF estão com sobrepeso, e nove em cada dez consomem alimentos ultraprocessados, o que evidencia uma relação direta entre consumo e adoecimento. Nossa expectativa é avançar na promoção da educação alimentar”, disse. O pesquisador e assessor técnico do Fórum, Adriano Gomes, explicou que o Manifesto pela Alimentação Saudável surgiu de um movimento nacional Avanços A gerente de Supervisão Técnica e Educação Alimentar e Nutricional da Secretaria de Educação, Juliene Moura, destacou que o Distrito Federal se mantém na vanguarda da alimentação escolar saudável graças às parcerias com a agricultura familiar. Segundo ela, o trabalho conjunto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Secretaria de Agricultura (Seagri-DF) tem aprimorado a qualidade dos alimentos oferecidos aos estudantes e valorizado os produtores locais. “O DF vem construindo esse resultado há mais de dez anos, qualificando a agricultura familiar em parceria com diversas instituições. Hoje, já alcançamos 30% das compras com recursos federais provenientes da agricultura familiar e, no próximo ano, esse número deve chegar a 45%, apenas com hortifrutis frescos. Isso fez os índices de consumo de ultraprocessados caírem drasticamente nas escolas”, ressaltou. Juliene também reforçou que o Fórum e o Seminário sobre Promoção da Alimentação Saudável ampliam a importância de estender essa qualificação às escolas particulares, garantindo um ambiente alimentar mais equilibrado em todo o DF. Ela explicou que, enquanto as unidades públicas já aboliram cantinas comerciais, o desafio agora é proteger os estudantes do entorno e das redes privadas. “As escolas públicas têm avançado cada vez mais na oferta de alimentos naturais e nutritivos, mas queremos que as unidades particulares também sigam esse caminho. A alimentação saudável precisa ser uma cultura em toda a comunidade escolar, não apenas uma política da rede pública”, concluiu. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Vigilância Sanitária divulga informativo sobre alimentação escolar saudável
Os educadores do Distrito Federal agora têm mais uma ferramenta para encorajar bons hábitos alimentares em estudantes e colegas de trabalho. Está disponível, no portal da Secretaria de Saúde (SES-DF), o fôlder Cantinas Saudáveis. O material foi produzido pela Gerência de Alimentos (Geali), unidade da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa). Servidor da Vigilância Sanitária faz inspeção em alimentos consumidos em escola: foco é orientar a educação nutricional | Foto: Matheus de Oliveira/Agência Saúde-DF O intuito do informativo é fomentar a educação nutricional no âmbito escolar, ambiente importante para a formação de hábitos e valores de crianças, adolescentes e adultos. O fôlder também fornece orientações para manter o espaço da cantina higienizado e em ordem. [LEIA_TAMBEM]O material segue as indicações do Decreto nº 36.900/2015, que regulamenta as diretrizes sobre a promoção de uma alimentação adequada e saudável nas escolas públicas e privadas do DF. A normativa estabelece critérios para a comercialização de alimentos nas cantinas escolares, estimulando o consumo de produtos in natura e restringindo ultraprocessados ricos em açúcares e gorduras. “A alimentação nos centros de ensino é também uma ação de educação e formação”, reforça a titular da Geali, Dillian Silva. “A escola precisa ser um espaço protegido contra os ultraprocessados, de modo a promover bons hábitos entre todos – dos estudantes aos funcionários, professores e corpo diretivo.” Confira o material publicado. *Com informações da Secretaria de Saúde
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